April 29, 2011

Chatice Real

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:58 pm
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casamento de lady kateOs últimos dias foram muito complicados. E acho que vocês devem imaginar o motivo. Estou falando dessa overdose de notícias e fuxicos sobre o casamento real. Ou chatice real. Pois eu sou um daqueles que gostaria de comprar um dos sacos de enjoô temáticos que uma moça produziu na Inglaterra. Na verdade eu precisaria comprar uns 400 saquinhos de vômito. A mídia é irritantemente competente ao explorar um fato e repetir informações até a exaustão. Ou até enlouquecer o espectador.
Vou contar uma coisa sobre a realeza que pouca gente sabe. Antigamente, num reino distante… Calma aí, é sério. Antigamente não existiam banheiros e privadas como usamos hoje. Havia um fosso no chão e as pessoas faziam as necessidades lá. E a “política” escorria fosso abaixo. Isso nos castelos e residências nobres; o povão fazia em qualquer canto, feito um cachorro. Acontece que os reis também “obravam” nessas fossas. Mas não limpavam o … o… O “congresso nacional”. Havia um profissional encarregado da nobre tarefa de limpar o traseiro real. Pode parecer bizarro mas isso é sério. Existia um encarregado de limpar o “marquês de Rabicó” real. E vendo a atitude e o temperamento de muitos jornalistas pude perceber que a maioria deles poderia exercer tal tarefa nos dias de hoje. Sem dúvida alguma.
Nossa mídia, ainda que arrogante ao extremo, é muito parecida com o povão que fica extasiado vendo reis, rainhas e princesas. Nem posso dizer que é um fenômeno exclusivamente brasileiro. É quase universal. Estamos em 2011 e ainda existe muita gente achando que alguém vira nobre por causa da origem do sêmen que o gerou. Ou casando com um membro da realeza. O agravante no caso do brasileiro é o complexo de vira-latas. A fascinação pela realeza agravada pelo complexo é algo insuportável. (Deixa pegar outro saquinho de vômito). Mas, se acham que isso é interessante, se agrada o povaréu… Aproveitem bastante.
Eu não vou teorizar muito ou tentar compreender essa loucura coletiva diante de uma porcaria de casamento. Só gostaria muito de rir e zoar com esses “shownalistas” especializados em comentar sobre chapéus, vestidos e jóias da nobreza inglesa. Também gostaria de comemorar a primeira transmissão ao vivo do “shownalismo” do SBT. Sim, a emissora cortou alguns desenhos matinais para transmitir a festa. E também gostaria de registar o “shownalismo” da Globo tendo o seu dia de TV Fama. Adorei!!
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E nem venham me dizer que esse apetite por casamentos e príncipes é causado pela falta de assuntos mais relevantes. No começo desta semana (acho que terça), zapeando, vi uma matéria no jornal da CNT mostrando a situação no Complexo do Alemão após 6 meses de ocupação policial. E a coisa lá não está tão boa quando muitos devem imaginar. Pois a gente só pode imaginar mesmo. Raramente a imprensa se ocupa do “depois” de fatos importantes e sérios. Ficam naquele foco inicial, 2 semana no máximo, e logo procuram outro assunto que vá gerar comoção popular e audiência.
E não faltam assuntos importantes pra nossa imprensa seguir após o ardor inicial. Sem fazer um grande esforço da memória: a catástrofe na serra do Rio; a situação atual no Egito; a recuperação do Japão após o tsunami; a sequência do conflito na Líbia…
Mas isso só depois que as equipes de reportagens e apresentadores voltarem de Londres. O casamento do William e da Kate é algo fundamental em nossas vidas e decisivo pro futuro do Brasil! Tá bem…
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Acho que vou usar outro saquinho de enjoô com a etapa da Fórmula Indy em São Paulo. A Band está vivendo sua semana de Record. Resolveu colocar o assunto em tudo quanto é programa. E mais um monte de equipes pra cobrir o evento. E mais toneladas de equipamentos. E centenas de chamadas. E milhares de reportagens. Até saturar!!
Mas, por mais que façam, fica evidenciado o despreparo e desorganização da emissora. O que deveria ser algo normal vira o parto da montanha. Basta comparar com a cobertura da F1 na Globo. Na gorda tudo é preparado com antecedência e executado com precisão. Até quem não é tão fã de corridas consegue ter as informações e acompanhar TODOS os treinos e corridas. Sem falar nas reportagens estrategicamente espalhadas por todo o jornalismo da emissora. Ou nos programetes especiais, ao longo do ano. Ou na boa equipe cobrindo as etapas pelos 4 cantos. Não é um fogo de palha semanal.
A maior prova disso ocorreu no 3º Tempo do último domingo. O Milton Neves, ocupado com 259 merchans e 417 recados e abraços, acabou trocando as bolas ao falar da corrida em São Paulo. E, por duas vezes, chamou a modalidade de F1. Acabou socorrido pelo doutor, que soprou ao seu lado: “…Fórmula Indy, fórmula Indy…”
Quem sabe, algum dia, a Band aprende que deve pegar essa euforia semanal e dividir ao longo do calendário da Indy. Certamente o resultado na audiência seria bem melhor. E os fãs do automobilismo poderão ter uma alternativa bacana. Vamos aguardar… Sentados!
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Por falar no Miltão e suas asneiras… Nesse mesmo dia ele mostrou que perdeu o botão que controla o senso do ridículo. Lá pelas tantas, ao falar sobre o jogo do Corinthians, disse que o Dentinho havia saído de campo por causa de uma diarréia. E completou a “piada” dizendo que a diarréia foi causada pelo fato do jogador estar comendo uma certa planta em demasia.
Olha, não sou advogado do Dentinho ou da Samambaia, mas gostaria de saber 3 coisas:
- Isso foi engraçado?
- O Milton das Neves gostaria que fizessem piadas do tipo com sua esposa ou filha?
- Existe uma direção de jornalismo na Band que controle e oriente seus profissionais??

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April 26, 2011

Patricinha Poeta

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 6:15 pm
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O pessoal me vê aqui na seção Belas & Barangas dizendo que fulana é assim, a outra é assado e daí em diante. Sim, não vou negar que a estampa conta. Não sou tão hipócrita assim. E no caso da televisão (e mídia em geral) a aparência conta muito. Quem quiser negar que fique falando sozinho. Mas, na vida real e prática, conto outros itens antes de analisar a beleza. Começa pela simpatia. Uma mulher antipática consegue destruir toda a beleza do universo. Depois temos que ver o sex appeal, a sensualidade. Isso conta muito. E, opinião intíma, vale mais que a beleza. Isso posto…
Vamos ao que interessa. Outro dia, na coluna tradicional, citei o caso da Patrícia Poeta e seu “dia de fúria” obrigando que a Globo retirasse uma foto sua de todo o portal da emissora. Como se a internet funcionasse assim. Mas tá bom, não é problema meu e eu tenho coisas mais importantes pra cuidar. Só fico incomodado com o falso moralismo e com a prepotência de alguns. Uma foto em local público (orla) não pode ser considerada invasão de privacidade. Da mesma forma que uma blitz numa avenida movimentada deveria valer pra todo mundo. Mas o Brasil é diferente. Aqui todo mundo é igual, mas alguns se julgam mais iguais que o resto.
Naquele dia eu publiquei duas foto da Patricinha com o tal collant:
Essa do imbroglio, e essa mais antiga. Nada contra, muito pelo contrário. Ainda mais quando o modelo é um hábito da Poetisa:

patrícia poeta praiapatricia poeta

Também lembro que o Alexandre deixou um recado nos comentários pedindo pra não incluir a Patrícia no rol das Barangas. Concordo. Estou muito longe de ser um dos muitos fãs da moça, nem entendo o motivo de tanta euforia. Mas também não posso ser extremado e dizer que ela é feia. Só acho que ela é menos do que compram. E como a simpatia não é o forte da Pat… Fica no meio termo. Muitos degraus abaixo, por exemplo, da primeira dama do site. E muitos degraus acima das baranguinhas perebentas. Mas vamos às fotos, na praia, com maquiagem, sem maquiagem… Julguem como desejarem.
patrícia poeta sem maquiagem

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April 23, 2011

Baú do Jornalismo

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:55 pm
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Hoje também vou usar alguns comentários (do Alexandre) feitos na última coluna para encaixar em assuntos que já estavam na pauta. O primeiro tema é reprise, já falei sobre a (falta de) regulamentação do setor de comunicações no Brasil. E recentemente assisti uma edição do Ver TV (Rede Brasil e outras educativas) tratando do mesmo (e antigo) problema. Pra resumir, está tudo errado! Começa no poder concedente. O sujeito recebe uma concessão para explorar o serviço de radiodifusão e ninguém sabe o que foi exigido e o que será cobrado. Dizem que existe um contrato padrão. Mas poucos já viram esse tal contrato. Imaginem a mesma situação na concessão de uma rodovia. Ninguém sabe (ou define) se a concessionária precisa recuperar a estrada, se precisa ampliar, se deve investir tanto em assistência, se pode ter X praças de pedágio e quanto cobrar em cada uma… É isso que acontece com a radiodifusão. Ninguém sabe dos direitos e deveres, como cobrar algo dos donos de emissoras? E pelo comportamento deles parece que estão contentes com a situação. Não querem um contrato público e claro. Preferem pegar um jatinho, sentar no gabinete do ministro e resolver tudo entre quatro paredes.
Se o tal contrato padrão for verdade eu acho que já começamos mal. Talvez isso pudesse funcionar em 1960. Mas hoje não dá. Um canal de vendas (tipo o Shoptour), um canal comunitário ou regional, não podem seguir o mesmo padrão de uma Globo ou Record. Também é preciso definir regras para os novos formatos de televisão. O fato de passar por um cabo ou ser difundida por ondas não deve ser motivo para isentar a emissora de qualquer regra. Sem falar que as TVs mais desregulamentadas são as pagas. O que é um contrassenso. O consumidor (espectador) paga (e muito) e não tem qualquer direito. Aliás, o único “direito” dele é pagar a fatura mensal.
No Ver TV um dos convidados (da Unesco, se não me engano) listou o exemplo de vários países, tanto em se tratando de regulamentação quanto no tocante ao controle. Em vários países existe uma dupla regulamentação (para comunicações e para telecomunicações) e um duplo controle (uma agência oficial e uma comissão pública ou setorial). É algo interessante e talvez viável. Ainda mais quando, sabemos, as agências reguladoras no Brasil defendem mais o interesse das empresas do que os direitos do consumidor ou a regulamentação oficial.
Reconheço que este é um assunto chato. Mas, gostem ou não, só assim teremos uma televisão de melhor qualidade e empresas que respeitem o espectador. E antes que alguém venha falar em censura, o real conceito de regulamentação não se aplica ao direito de opinião e informação. Até os países mais desenvolvidos e democráticos (Suécia, Noruega e outros) regulam o setor de telecomunicações. E ninguém vem chorar sobre censura e opressão.
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Outro assunto comentado é o princípio de desmonte no jornalismo do SBT. Os sintomas já vinham se revelando nos últimos tempos. Algumas semanas atrás eu mesmo citei alguns repórteres que migraram do SBT pra Rede TV. Bons profissionais por sinal. Fato esse que não teria ocorrido em condições normais de temperatura e pressão.
Também temos o comportamento habitual do dono do SBT. Ele pode ser um gênio da apresentação (e vendas); mas é um aprendiz de administrador de televisão. Se tanto!! Mas eu já cansei de falar sobre o SS. Ele acha que jornalismo é botar 5 equipes na rua correndo atrás de matérias popularescas. Ok, isso funcionou bem no Aqui Agora. Dava audiência e só. E parece que o Sílvio não tirou isso da cabeça. Ou outras idéias mais infelizes ainda. Vocês lembram do “jornal da mini-saia”? Quem tiver mais de 25 vai lembrar. E do “piriri pororó”, vocês lembram? E do Casoy, que achava que a função do âncora era só virar pra câmera lateral e dizer “isso é uma vergonha”?! E da bombástica contratação da Ana Paula Padrão pra reformular e coordenar o jornalismo do SBT??
Pois é, tudo isso foi obra do dono. O mesmo que viu um VT da Raquel Sheherazade e resolveu jogar todas as fichas na apresentadora. Nem vou falar sobre ela, tudo que sei é aquele vídeo que já publiquei aqui no Tevezona. Só sei que tenho pena dela. E de todo mundo que deseja ver um jornalismo minimamente decente no SBT.
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Uma prova de tudo que penso sobre o jornalismo do SBT ocorreu no começo da semana, no SBT Manhã. Nem sei se foi na segunda ou terça, mas lembro que estavam passando os gols do Real Madri (acho) na Liga dos Campeões, ou algo assim. Volta pro estúdio e o Hermano diz que aqueles gols foram cedidos pelo EI. E completou dizendo que o Esporte Interativo havia feito uma transmissão magnífica no dia anterior, um espetáculo de vídeo, áudio, narração…!!!!! Eu juro que ele falou isso (talvez com outros adjetivos) e com um belo sorriso no rosto.
Acho que assisto telejornais desde os 10 anos e nunca vi cena semelhante. O máximo que as emissoras fazem é botar o selo (marca) da emissora que cedeu as imagens. Algumas até fazem a molecagem de “esquecer” o próprio logotipo sobre o selo da concorrente. Agora, um elogio tão escancarado… Será que aquele comentário do Hermano foi redigido e estava no TP? Ou será que o lado pai falou mais alto e ele resolveu homenagear o filho com uma opinião pessoal?? De qualquer forma é algo inédito pra mim.
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No sábado passado vi alguns pedaços do Legendários que comemorava 1 ano no ar. Nem tanto por vontade e mais pra saber como anda aquilo. E vi outra cena inédita. Inédita e bizarra. Se bem que qualquer das cenas reprisadas seria inédita, praticamente não vejo o tal programa. Não suporto o Mion, não aguento aquele humor (????) forçado e nem gosto do estilo do programa. Agora, ver o Mion patolando o Zezé é um pouco demais. Nem sou moralista ou santinho. Mas aquilo é totalmente dispensável. Ainda mais quando repetiram a cena umas 15 vezes, em câmera lenta e close.
Podem me xingar do que quiserem, mas não ligo a TV pra assistir um homem pegando no bilau do outro. Não mesmo. Talvez o bispo goste, eu não!!
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Por falar na emissora do bispo… Ontem parei uns 3 minutos no Jornal da Record, mais por causa da loira bonita (cobrindo a folga da Ana Paula) do que pelas notícias. Já estava no final do jornal e eles mostraram a matéria principal que irá passar no próximo Domingo Espetaculoso. A matéria será sobre…Façam uma cara de espanto, por favor. A matéria será sobre amigos brigando por causa de um prêmio da loteria (na vida real). Mesmo tema da novela que estréia em Maio.
E, pra fechar o jornal, entra uma reportagem da Anelize Camargo mostrando os bastidores das gravações da novela. Perderam a reportagem?? Não se preocupem, a Record vai produzir mais 482 matérias iguais pra falar da nova atração. E não se esqueçam, a Record é a emissora oficial dos jogos olímpicos. Anotem na agenda, será em 2012 :lol:

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April 19, 2011

Andando e Censurando

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:19 pm
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Hoje vou usar dois comentários de leitores para encaixar em assuntos que estavam na minha pauta. Começo com o Lopes que reclamou do SBT Rio usar matérias de outros Estados (ou do exterior) em um telejornal local. Pois é, eu já falei sobre isso, não exatamente do SBT Rio, mas do SP Record. O nome do telejornal ou a sua abrangência não significam mais nada. Eles praticam o que eu apelidei de “jornalismo de guerrilha”. Quem já viu um filme sobre a Guerra do Vietnam vai entender a prática. E no caso da Record eu já vi esse tipo de atitude em jornais de outras praças. Parece que a orientação é geral e parte da direção de jornalismo. Ou da direção geral da emissora.
Sim, creio que essa tática de guerrilha acaba se difundindo em toda a programação. E possivelmente renda alguns pontos de audiência momentânea. Mas duvido muito que consolide uma programação forte e um público cativo. Domingo, casualmente, acabei zapeando mais que o habitual pelo SBT e Record. O nível é aquele tradicional, nem posso me dizer surpreso. O espantoso mesmo foi ver o conteúdo. No programa do Gugu resolveram reprisar uma matéria (requentada) sobre a carreira do Chico Anysio. Matéria essa que já foi exibida no começo do ano. E não só no Domingo Espetaculoso, seguiu o “caminho de Santiago”: Fala Brasil, Tudo a Ver, Record Notícias, Record News… E na Record News são 3, 4, 5 reprises. Mas eu pensei que o motivo da enésima reprise não era só encher linguiça. A Record está pra lançar mais um clone da Escolinha e aquilo já seria o começo da “escada” pra divulgar o novo programa. Calei-me se segui zapeando.
Mais uns 40 minutos e estou lá gastando a pilha do controle e… Me aparece a matéria sobre os 30 anos na televisão do Gugu. Matéria originalmente produzida pro Domingo Espetacular e que já havia percorrido todo o “caminho de Santiago”. E agora sendo reprisada no programa do próprio. Confesso que me soa estranho ver uma reportagem desse tipo do programa do próprio homenageado. Mas, conhecendo a Record e o Gugu…
Voltando ao caso do SBT, essa atitude só confirma que o jornalismo da emissora está sem o Norte. Podem usar matérias de outras praças no SBT Rio; podem usar vídeos do youtube; podem fazer um concurso de Garota da Laje… Não duvido que conquistem mais 1 ou 2 pontos por meia hora. Parabéns! Minha única dúvida é saber onde querem chegar. Se querem fazer jornalismo ou transformar tudo num grande Programa do Ratinho.
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O Leonardo e o Julius também comentaram sobre a atitude da Sônia Abrão diante de uma crítica. E o Julius ainda lembrou a atitude do Paulinho Vilhena cuspindo na cara do Rafael Cortez. No caso desse atorzinho eu nem vou me alongar. O histórico dele já mostra bem o caráter do cidadão. E a primeira sílaba do sobrenome confirma o fato. Ou será que não é Vil Hiena??
Mas eu queria falar sobre a atitude da nossa imprensa. Algumas semanas atrás, num programa esportivo da TV Ulbra, um dos convidados (jornalista) criticou a atitude de grande parte parte dos colegas. Disse ele que que a imprensa estava com o mesmo comportamento do judiciário: não aceitam críticas, não podem ser contrariados, não querem ser questionados… Opinião de jornalista e decisão de juiz é lei!! E é bem por aí.
O mais curioso dessa história é que o discurso de todos eles é baseado na defesa do direito de opinião. Mas eles defendem o SEU próprio direito de opinião. Eles podem opinar sobre a política, sobre a economia, sobre o esporte, a cultura, a sociedade, a internet… E eu também acho que eles têm esse direito. Mas todo mundo também têm. É constitucional.
Agora me digam, qual é a atitude desse mesmo jornalista quando ele é criticado?? Em 99,6% dos casos é a censura prévia. Exato, o que eles mais fazem é censurar a opinião do leitor ou espectador. A liberdade de expressão não vale pra quem está do outro lado da telinha. E o caso da Sônia Abrão é só um pequeníssimo exemplo. Ou algum de vocês lembra de algum programa onde o apresentador leu um email de algum espectador criticando ou reclamando do conteúdo?? Eu nunca vi. Mas é evidente que as críticas existem. Só que elas não passam pela censura das emissoras. As mesmas emissoras que não aceitam (com razão) a censura oficial, e defendem o direito (próprio) de opinião. Assim é fácil!
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Uma outra espécie de censura ocorreu muito recentemente com as fotos daquela apresentadora do Fantástico, a Poetisa. Parece que o caso ocorrido aqui no Tevezona há uns 10 dias não é fato isolado. Está virando moda. A pessoa (ou maridinho) não gostou de algo e resolve que não quer a notícia (ou foto) na Internet. No meu caso eu já expliquei os motivos pra editar o conteúdo. No caso da Organizações Globo…
O mais curioso é que a Poetuda não fica melindrada ao andar pelas ruas usando um collant (ou como se chame aquela roupa) atochado. Não rua não tem problema. Mas na internet não pode. Quanta hipocrisia!!
Só por causa disso… Uma prova de que a Patrícia Poeteira sempre gostou de andar assim: VEJA.
E a foto que a Globo censurou: VEJA
E na próxima edição do Belas & Barangas vou incluir mais 2 fotos da Patrícia Poeteca só pra provocar. Só de birra! :P

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April 15, 2011

Tirando a Máscara

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:00 pm
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Já tem mais de 1 ano que eu tento não desviar muito da rota e focar nos temas habituais do site. Mas hoje vou desviar um pouco, coisa de 3º. Não é muito, as coisas foram pauta de muitos telejornais nos últimos dias. E vou começar pelo massacre de Realengo. Mas não vou criticar os exageros da imprensa, como já fiz em outros casos semelhantes. Até vi alguns exageros e a derrapada pra pista do sensacionalismo. Mas foi muito menos que em outros casos recentes. Bem menos.
Mas vou abordar alguns casos paralelos. O primeiro é a confusão armada pela Sônia Abrão na Internet. Até um bebê de 2 meses sabe que o programa dela usa (e abusa) de todas as ferramentas do shownalismo policialesco para segurar 1 ou 2 pontos no Ibope. Vale lembrar que o Clodovil (quando apresentava o programa) conseguia até mais que isso, só falando besteirinhas e fazendo receitinhas. Mas a Sônia pensa que é a última bolacha do último pacote do único mercado da cidade.
Para quem não sabe, a Sônia recebeu uma crítica de uma internauta que disse algo como: “…Pronto, a Sônia Abrão arrumou pauta pra semana inteira”. Nem posso dizer que foi uma tirada inédita ou criativa. Acho até que a moça falou uma obviedade. Algo tão óbvio que nem ficou muito engraçado. Mas o fato relevante foi a resposta destemperada da apresentadora, o velho e popular “Vá pra PQP“. Eu nem fico ofendido por um VTNC ou PQP, nem de longe. Num momento de raiva falo isso e muito mais. O grave é a falta de argumentos. E quem não tem argumentos já é um réu confesso. E a resposta da Sônia só confirmou aquilo que eu já citei diversas vezes no Tevezona: os artistas e apresentadores vivem grande parte do tempo com uma máscara de bondade presa ao rosto. Eventualmente a máscara escorrega, e eles mostram a sua carranca verdadeira. E ela nem sempre é agradável.
Isso que a Sônia fez não é um caso isolado. Ao contrário, posso afirmar que ela expressa a opinião da maioria dos famosos. Eles não querem receber críticas. Querem somente a audiência, os aplausos, a venda de ingressos, os cachês de publicidade, os salários gordos… O público? Ah, o público que vá pra PQP!!!
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Na esteira (de bagagens) do mesmo assunto… No começo da semana vi uma reportagem falando sobre um estudante que assustou os colegas fingindo estar armado numa sala de aula. Poucos dias após o caso de Realengo. Até a polícia foi chamada mas tudo não passou de um blefe. O curioso foi que o SBT Manhã identificou o fato como ocorrido em Campos, na baixada fluminense.
Eu já cansei de criticar o jornalismo do SBT, por N motivos. Ontem mesmo a emissora estava criando um factóide ao usar um abaixo-assinado (com míseros 500 nomes) como alavanca pra divulgar ainda mais a sua novela. Parece que a Record está fazendo escola. Mas tudo bem, vou deixar isso pra outro dia. Eu quero saber quem inventou que Campos fica na baixada fluminense? Não, não sou professor de geografia. E nem acho que o redator do telejornal deva ser. Mas, pombas, se o cara não sabe onde fica a cidade, qual a dificuldade de dar 2 cliques na Internet e ver um mapa do Rio??
E pouco me importa se alguém considera isso um erro sem importância. Hoje erram a localização de uma cidade, amanhã o nome de um ministro, depois trocam a taxa de juros, depois o preço da gasolina…
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O próximo assunto também foi pauta recente, na Globo, Record, SBT… Acho que todo mundo viu alguma reportagem mostrando o caos criado por um simples show do U2 na maior cidade do Brasil. Filas no aeroporto, insegurança, taxistas cobrando centenas de Reais por uma viagem de 6 Km, flanelinhas e estacionamentos cobrando o quanto queriam, vendedores ambulantes, a guarda municipal descontrolada…
E isso num mero show de uma banda popular. Tenho arrepios ao pensar o que vai ocorrer na Copa ou na Olimpíada. Se para um brasileiro os taxistas estavam cobrando 200,00 ou 300,00 por uma corrida de poucos quilômetros, imagina quando chegarem os japoneses, russos, holandeses… Nem me preocupo com a bandidagem. Os turistas vão ser roubados no aeroporto, no hotel, no táxi, no restaurante… Quando o assaltante chegar já não terá muito pra levar.
O pior é que desde a primeira infância eu lembro de ver a mídia enaltecendo (hipocritamente) as qualidades do povo brasileiro. Não sei como não fiquei enjoado de tanto ouvir que o brasileiro é o mais trabalhador do mundo, que o brasileiro é hospitaleiro, que o brasileiro é camarada, que é alegre, que a mulher é a mais linda da galáxia, que nossas praias isso, que nossas florestas aquilo… As aves, que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá, já dizia o poeta. E eu completo: Os taxistas que aqui assaltam, não assaltam como lá.
Espero que, depois de tantos vexames, a imprensa ufanista seja mais econômica nos elogios falsos.
(Desculpem pelo momento “vergonha de ser brasileiro”, vou tentar me controlar).
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Outro dia (há quase 1 semana) vi uma reportagem na Record de Goiânia, mostrando um pastor que (supostamente) teria violentado sua neta. Não sei se a reportagem passou na rede ou na Record News. Mas o fato é tão raro (eu nunca havia visto) que merece registro.
Do jeito que vai… Daqui a pouco a Record fica 2 dias seguidos sem falar que é a emissora oficial dos jogos olímpicos!!!! :lol:

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April 11, 2011

Band na Mesma

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:53 pm
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rede bandNão sei se os leitores recordam de coisas acontecidas num passado recente. Mas outro dia eu me dei conta que há 1 ano (aproximadamente) a direção da Band espalhava, para quem quisesse ouvir, que iria se aproveitar da Copa e encostar (até passar) no SBT. Não seria algo impossível diante da bagunça que reinava então no SBT. Também seria uma situação viável se a Band fizesse a parte dela. Mas eu conheço a Band de outros carnavais; já vi esse filme dezenas de vezes. E comentei aqui que achava muito improvável a Band ter sucesso na pretensão. Não que fosse errado pretender subir “um degrau” no ranking da audiência. Mas a pretensão precisa ser acompanhada por atos concretos e corretos.
Muito bem, chegou a Copa, acabou a Copa, viramos o ano e… Nada! Outro dia eu fui analisar as últimas médias dia e a diferença entre as duas emissoras continua no mesmo patamar. Arredondando os números dá pra dizer que o SBT tem o dobro da audiência da Band. O mesmo cenário do ano passado. E, francamente, não dá pra Band reclamar de nada. Em 2010 ela tinha um rombo (na programação e audiência) no período da manhã e em quase toda a tarde. Estamos em Abril de 2011 e a Band não consertou nem 1% do rombo. O SBT abre larga vantagem no horário, ainda que na base de desenhos e novelas antigas. E tudo que a Band consegue no horário nobre não é suficiente pra reverter o quadro negativo.
Ainda lembro que foi mais ou menos há 1 ano que a Band prometeu (pela 300ª vez) remover o missionário do horário nobre. Fato que, sabemos, dificilmente ocorrerá enquanto o pregador desejar aparecer na tela da emissora. Uma quebra na grade que inviabiliza qualquer pretensão mais séria. Se é que a Band tem alguma.
Logo que tiver uma folga vou publicar um material sobre um antigo projeto que a Band abandonou e que confirma a despretensão de sua direção em disputar posições na audiência.
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Ainda sobre a confusão saadiana… Ontem tivemos a 2ª etapa (ou 3ª, vai saber) da Indy. Já comentei sobre isso e alguns leitores até concordam comigo. Tenho a certeza absoluta que a Band só encaixa a Indy na programação por razões comerciais. E o departamento comercial da Band resolve tudo. Vamos imaginar que a Band fature X com o Brasileirão (e Estaduais). E na Indy ela arrecada 1/6 de X. Não tenham dúvida, quando a corrida ocorre no horário de um jogo… E olha que a rodada de ontem (tanto no Paulista quanto no Carioca) não tinha a menor importância.
A lado curioso é que a Band está em campanha forte pra promover a etapa em São Paulo. São chamadas e mais chamadas espalhadas pela programação. Na transmissão de ontem mesmo, peguei o Luciano lendo um daqueles foguetes:
- … E depois da etapa no Alabama teremos a etapa de São Paulo, depois a corrida em Indianápolis… Tudo aqui na Band!
Tudo?? Negativo, a Band não vai passar tudo. Talvez 80%, mas isso não é tudo. E, como falei antes, eu larguei de eventos pela metade (Indy) e de campeonatos viciados (F1). Por mim…
Por mim não fede nem cheira. Mas fico pensando no “panaca” que pretendia assistir a metade final da corrida, após o futebol. Viu a largada, 2 voltas e ficou esperando… Esperando o Miltão e suas piadas no 3º Tempo!!!
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Sim, a Band não passou o resto da Indy mas teve tempo suficiente pro Miltão repetir todas aquelas piadas bestas com o Neto, Erechim, os bottons na lapela, os títulos municipais que recebe… E, obviamente, soltar seus intermináveis merchans. São tantos que até o Neto faz chacota. Mas participa. Disso ninguém reclama. E o Comercial adora!
Mas me digam, aquela briguinha entre o Neto e o Milton das Neves faz parte do script do programa? Se faz podem cortar que já encheu. Se aquilo é real já passou da hora da direção tomar uma providência. Eu, por mais que goste de zoação, não acho a menor graça no Neto dizendo “… não sei de nada. Não vi o jogo…” depois que o Miltão o corta pela 30ª vez. Sem falar que, se cortarmos os intervalos, os merchans, as picuinhas, os recados e abraços… Sobram uns 15 minutos de programa.
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Aproveitando a levada… Posso dizer que acompanhei (pela TV) a atuação do José Emílio Ambrósio na direção de jornalismo da Rede TV. Ele criou coisas novas, implantou formatos, lançou caras novas… Diante da falta de recursos dá pra dizer que fez bastante. Tanto que a Band o levou para dirigir o mesmo setor lá.
Já se passou um tempo razoável; suficiente pro José Emílio mexer em muita coisa na “Morumbi Television”. Mas, confesso, estou muito decepcionado. Talvez seja uma falha minha, mas não consigo enxergar qualquer melhora significativa. O esporte continua na base do populismo e improviso. O jornalismo continua tão engessado quanto sempre foi. O 1º Jornal mudou, mas não foi pra melhor. O Jornal da Noite consegue ser mais eficiente que 3 soníferos. O Jornal da Band parece gravado. Onde estão os correspondentes internacionais? Ainda existe a parceria com a BBC? Material de afiliadas é fato raro.
Pois é, talvez tudo esteja lá e eu não esteja vendo nada. Vai saber…

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April 8, 2011

A Citada

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:11 pm
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Há alguns dias o site completou 4 anos de vida. Sem pompa ou festa. Nem precisaria. A proposta dele não é essa. Mas, por outro lado, não foi nada agradável ver a confusão criada por causa de uma citação em coluna recente. Ainda mais quando a citação tinha um intuito e acabou sendo interpretada de maneira diferente. Daí pra frente…
Os leitores mais antigos do Tevezona já conhecem e entendem os objetivos do site. Trata-se apenas de uma coluna opinativa. Não faço jornalismo. Nem na coluna normal e muito menos na seção Belas & Barangas, destinada a promover a beleza de algumas e zoar com outras, que tentam se passar por belas. Os visitantes “googlistas” não sabem e dificilmente irão saber disso ou ler algo além de 5 palavras. Sei como eles são e não me importo muito com isso.
No dia 21 de Março fiz uma nova edição de Belas & Barangas e listei 3 moças. O texto meio que brincava com o universo do futebol e fazia uma comparação com o estilo de alguns jogadores. Talvez não tenha sido uma analogia inteligente. Paciência, fugi no meio do Maternal e não tenho a formação e a cultura de certos articulistas. Mas o meu texto (ainda que pobre) não ofendia qualquer uma das 3 citadas. Pelo contrário, criticava o culto ao modelo de beleza comprado em clínicas de cirurgia. E como diria aquele poeta famoso: No meio da frase havia um “mas”; havia um “mas” no meio da frase. Talvez o “mas” não tenha sido suficientemente claro. Mas, até onde notei, os leitores que comentaram a postagem tiveram o mesmo entendimento que eu. Talvez todos tomados por um surto de debilidade mental coletivo. Vai saber…
Alguns dos comentários naquela postagem partiram de conhecidos ou colegas de uma das citadas (quem quiser saber quem é a pessoa que procure, não vou citar o nome em momento algum. E enquanto o site existir). E nenhum dos colegas da citada percebeu a tal ofensa. Ao contrário, elogiaram a menção e a citada. Mais alguns dias se passaram e surge um comentário assinado pela própria e com seu email. É claro que eu desconfiei da veracidade e fui perguntar ao “pai dos burros“. E o “pai dos burros” me mostrou o Twitter da citada. E no Twitter da citada havia menção ao texto e um link pra ele, com letras garrafais. Diante disso tomei o comentário como real e ele foi publicado. Ponto. Ainda que a citada possa dizer que o link foi obra de terceiros; isso é algo que eu não poderia adivinhar.

Passam alguns dias e, ao entrar no painel de publicação, vejo dois comentários pendentes. Neles uma pessoa com o mesmo nome e email da citada reclama do texto, diz que foi ofendida, prejudicada e nada poderia ser escrito sem conhecê-la de antemão. Fiquei confuso. E resolvi pedir ajuda ao “pai dos burros” novamente. Ele me diz muitas coisas mas ainda não consegue revelar a cara e/ou CPF de quem comenta no site. Por via das dúvidas, e para não aumentar a confusão, deixei os 2 comentários pendentes e tentei um contato via email com a citada. Pedi uma confirmação que a identificasse para saber em qual comentário confiar. Até o final daquele dia não chegou resposta. Por vontade própria e por entender que a intenção da postagem havia sido desvirtuada, decidi editar o texto. Diante das alegações, desentendidos, tweets apagados, acusações injustas e aborrecimentos gerados percebi que a citada merecia sim ter o texto apagado. Não foi, nem de longe, pelas ameaças veladas que ficaram implícitas nos comentários. Foi por mérito. Dela!!

Para quem não leu ou sabe dos comentários, segue um resumo:
1- O 1º comentário agradeceu o site e fez alusão ao Twitter da citada.
2- O 2º comentário reclama da analogia com um certo jogador e toma para si a menção de X e Y ml de próteses. Ainda disse que o texto não poderia ter sido publicado sem que a consultassem antes. E completa dizendo que aquilo não era jornalismo.
3- 12 minutos depois e um novo comentário diz que o 1º havia sido obra de um “brincalhão” e exige respeito aos “homenageados”.
4- Dia seguinte e novo comentário reclama que os 2 anteriores haviam sido apagados por falarem a verdade e volta a reclamar que não foi consultada sobre o texto publicado. E agora diz que o elogio (lá no início) foi um equívoco de seu assessor. E completa pedindo que retire aquele 1º comentário caso eu não queira ter maiores problemas.

Me cumpre esclarecer que:
1- Em momento algum tive a intenção de ofender qualquer das citadas naquele artigo. Também não imaginei que o entendimento equivocado do texto criasse tamanha confusão, até prejudicando uma pessoa que nem conheço (o assessor). É um fato deprimente e lamentável. O primeiro em 4 anos de site.
2- Mas nem por isso vou me calar e engolir as barbaridades lançadas contra mim e o site. Da mesma forma que pouco me importo com as ameaças veladas. Não era medroso nem aos 10 anos, imagina agora.
3- Esse site é opinativo e não aceita controle externo ou patrulhamento. Não faço jornalismo como a citada alegou. É diferente, é opinião. E não preciso de autorização para expor minhas convicções. Nunca pedi e nunca irei pedir. Sem falar que… Qual comentarista pede autorização para falar sobre um jogador, músico, ator, político ou escritor?? Se amanhã eu quiser criticar o Obama terei que pedir licença para quem? Faço isso por email, telefone ou vou pessoalmente para Washington???
4- A citada me acusou de apagar seus comentários. Justo ela que remove tweets de sua página pessoal ( e tenho imagens para comprovar o fato). Isso confirma aquela frase que diz que cada um vê o mundo de acordo com seus olhos. O fato verdadeiro é que os comentários estavam suspensos aguardando a resposta do email. Eu não teria meios de descobrir quais eram verdadeiros ou falsos. Ainda mais por conhecer o comportamento das pessoas na Internet. E na vida real. E os comentários foram publicados antes mesmo da resposta da citada. E logo após a edição do texto onde ela se sentiu ofendida.
5- No seu email de resposta ela ofereceu meios para comprovar ser quem é. Fato indiferente, já que eu havia removido o texto muito antes.

Creio que essa explicação é necessária para os leitores que acompanham o site e aqueles que venham a ler um artigo mutilado. Também aproveito para assegurar que nunca mais irei editar qualquer palavra do site, ainda que equivocada ou intempestiva. Prefiro assumir um erro que me conformar com o arreio. Licença, nem pensar! Os insatisfeitos podem passar das ameaças à prática. Eu pretendo, isso sim, ter um pouco mais de inteligência ao selecionar as “homenageadas”.

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