A Citada
Há alguns dias o site completou 4 anos de vida. Sem pompa ou festa. Nem precisaria. A proposta dele não é essa. Mas, por outro lado, não foi nada agradável ver a confusão criada por causa de uma citação em coluna recente. Ainda mais quando a citação tinha um intuito e acabou sendo interpretada de maneira diferente. Daí pra frente…
Os leitores mais antigos do Tevezona já conhecem e entendem os objetivos do site. Trata-se apenas de uma coluna opinativa. Não faço jornalismo. Nem na coluna normal e muito menos na seção Belas & Barangas, destinada a promover a beleza de algumas e zoar com outras, que tentam se passar por belas. Os visitantes “googlistas” não sabem e dificilmente irão saber disso ou ler algo além de 5 palavras. Sei como eles são e não me importo muito com isso.
No dia 21 de Março fiz uma nova edição de Belas & Barangas e listei 3 moças. O texto meio que brincava com o universo do futebol e fazia uma comparação com o estilo de alguns jogadores. Talvez não tenha sido uma analogia inteligente. Paciência, fugi no meio do Maternal e não tenho a formação e a cultura de certos articulistas. Mas o meu texto (ainda que pobre) não ofendia qualquer uma das 3 citadas. Pelo contrário, criticava o culto ao modelo de beleza comprado em clínicas de cirurgia. E como diria aquele poeta famoso: No meio da frase havia um “mas”; havia um “mas” no meio da frase. Talvez o “mas” não tenha sido suficientemente claro. Mas, até onde notei, os leitores que comentaram a postagem tiveram o mesmo entendimento que eu. Talvez todos tomados por um surto de debilidade mental coletivo. Vai saber…
Alguns dos comentários naquela postagem partiram de conhecidos ou colegas de uma das citadas (quem quiser saber quem é a pessoa que procure, não vou citar o nome em momento algum. E enquanto o site existir). E nenhum dos colegas da citada percebeu a tal ofensa. Ao contrário, elogiaram a menção e a citada. Mais alguns dias se passaram e surge um comentário assinado pela própria e com seu email. É claro que eu desconfiei da veracidade e fui perguntar ao “pai dos burros“. E o “pai dos burros” me mostrou o Twitter da citada. E no Twitter da citada havia menção ao texto e um link pra ele, com letras garrafais. Diante disso tomei o comentário como real e ele foi publicado. Ponto. Ainda que a citada possa dizer que o link foi obra de terceiros; isso é algo que eu não poderia adivinhar.
Passam alguns dias e, ao entrar no painel de publicação, vejo dois comentários pendentes. Neles uma pessoa com o mesmo nome e email da citada reclama do texto, diz que foi ofendida, prejudicada e nada poderia ser escrito sem conhecê-la de antemão. Fiquei confuso. E resolvi pedir ajuda ao “pai dos burros” novamente. Ele me diz muitas coisas mas ainda não consegue revelar a cara e/ou CPF de quem comenta no site. Por via das dúvidas, e para não aumentar a confusão, deixei os 2 comentários pendentes e tentei um contato via email com a citada. Pedi uma confirmação que a identificasse para saber em qual comentário confiar. Até o final daquele dia não chegou resposta. Por vontade própria e por entender que a intenção da postagem havia sido desvirtuada, decidi editar o texto. Diante das alegações, desentendidos, tweets apagados, acusações injustas e aborrecimentos gerados percebi que a citada merecia sim ter o texto apagado. Não foi, nem de longe, pelas ameaças veladas que ficaram implícitas nos comentários. Foi por mérito. Dela!!
Para quem não leu ou sabe dos comentários, segue um resumo:
1- O 1º comentário agradeceu o site e fez alusão ao Twitter da citada.
2- O 2º comentário reclama da analogia com um certo jogador e toma para si a menção de X e Y ml de próteses. Ainda disse que o texto não poderia ter sido publicado sem que a consultassem antes. E completa dizendo que aquilo não era jornalismo.
3- 12 minutos depois e um novo comentário diz que o 1º havia sido obra de um “brincalhão” e exige respeito aos “homenageados”.
4- Dia seguinte e novo comentário reclama que os 2 anteriores haviam sido apagados por falarem a verdade e volta a reclamar que não foi consultada sobre o texto publicado. E agora diz que o elogio (lá no início) foi um equívoco de seu assessor. E completa pedindo que retire aquele 1º comentário caso eu não queira ter maiores problemas.
Me cumpre esclarecer que:
1- Em momento algum tive a intenção de ofender qualquer das citadas naquele artigo. Também não imaginei que o entendimento equivocado do texto criasse tamanha confusão, até prejudicando uma pessoa que nem conheço (o assessor). É um fato deprimente e lamentável. O primeiro em 4 anos de site.
2- Mas nem por isso vou me calar e engolir as barbaridades lançadas contra mim e o site. Da mesma forma que pouco me importo com as ameaças veladas. Não era medroso nem aos 10 anos, imagina agora.
3- Esse site é opinativo e não aceita controle externo ou patrulhamento. Não faço jornalismo como a citada alegou. É diferente, é opinião. E não preciso de autorização para expor minhas convicções. Nunca pedi e nunca irei pedir. Sem falar que… Qual comentarista pede autorização para falar sobre um jogador, músico, ator, político ou escritor?? Se amanhã eu quiser criticar o Obama terei que pedir licença para quem? Faço isso por email, telefone ou vou pessoalmente para Washington???
4- A citada me acusou de apagar seus comentários. Justo ela que remove tweets de sua página pessoal ( e tenho imagens para comprovar o fato). Isso confirma aquela frase que diz que cada um vê o mundo de acordo com seus olhos. O fato verdadeiro é que os comentários estavam suspensos aguardando a resposta do email. Eu não teria meios de descobrir quais eram verdadeiros ou falsos. Ainda mais por conhecer o comportamento das pessoas na Internet. E na vida real. E os comentários foram publicados antes mesmo da resposta da citada. E logo após a edição do texto onde ela se sentiu ofendida.
5- No seu email de resposta ela ofereceu meios para comprovar ser quem é. Fato indiferente, já que eu havia removido o texto muito antes.
Creio que essa explicação é necessária para os leitores que acompanham o site e aqueles que venham a ler um artigo mutilado. Também aproveito para assegurar que nunca mais irei editar qualquer palavra do site, ainda que equivocada ou intempestiva. Prefiro assumir um erro que me conformar com o arreio. Licença, nem pensar! Os insatisfeitos podem passar das ameaças à prática. Eu pretendo, isso sim, ter um pouco mais de inteligência ao selecionar as “homenageadas”.


Você deu mole tirando a postagem. Não se faz isso por qualquer besteira. Logo vão aparecer dezenas de pessoas reclamando e pedindo pra ter o nome apagado. Se a moda pega…
Comment by Julius — April 9, 2011 @ 8:23 pm
Como diria aquele ex-presidente, é muito nhenhenhem. Não imaginava que ela fosse assim. Mas certas pessoas são assim mesmo. No meio da TV então, deve ser a maioria.
Comment by Andrade — April 11, 2011 @ 1:12 pm
pois é caros:o meio Jornalistico infelizmente é desse Jeito.eles nos olham feito”zé mané”.ou OTÁRIOS!e infelizmente somos!
Comment by leonardo-pe — April 12, 2011 @ 12:39 pm
Minha prima trabalhou um tempo na Rede TV e disse algumas coisas sobre as apresentadoras da emissora. A Maria Paula é das mais chatas. Vive com o nariz empinado. Mas não é a única não. Tem mais umas 6, 7 iguais a ela.
Comment by Henrique Malta — June 1, 2011 @ 12:25 am
Mandou bem na tua resposta “xará”. Apoio você totalmente. Se foi ela que realmente que agiu assim, que decepção!!! Até então a admirava. Não só pelo belo rosto e corpão, mas principalmente pela jornalista que aparenta ser. Infelizmente ela demonstrou não ter internamente a mesma beleza que possui externamente. As pessoas valem pelo que são e não pelo que tem. Quando ela estiver no ostracismo talvez repense as atitudes para com os que a admira (ou melhor: a admirava).
Comment by Marcos-SC — August 2, 2011 @ 4:05 pm