April 7, 2011

Dispensando a Loira

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 2:29 pm
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Hoje também vou tentar abordar vários assuntos de forma mais rápida. E começo por um tema meio complicado. As emissoras e suas afiliadas. Recentemente tivemos uma dança das cadeiras. A Record pegou umas afiliadas importantes do SBT. Depois foi a Band que avançou pra cima de outras. Como eram cidades importantes (até grandes) o SBT não poderia simplesmente jogar um sinal de uma retransmissora próxima. Acabou sobrando pra Rede TV que viu a VTV passando pro lado da rival. E agora é a Rede TV que precisa instalar retransmissoras ou arrumar novas afiliadas nessas regiões.
Alguns dias atás o SBT realizou uma convenção com suas afiliadas. De um lado houve mais cobrança e de outro o SBT abriu mais espaço e vai apoiar o jornalismo regional. Algo que deveria ser o prefácio de qualquer acordo entre as redes e suas afiliadas.
Mas parece que algumas redes pensam mais (ou só) no financeiro ao firmar seus acordos de parcerias. O resto fica frouxo, cada afiliada age como gosta ou consegue… O caso mais evidente desse problema é verificado com a Rede TV. A bagunça de suas afiliadas já é um fato notório e motivo de piadas. E o caso da VTV ilustra bem a situação. A Rede TV deixou a VTV “pintar e bordar” por um bom tempo. Agora a VTV passou pro lado do SBT e a Rede TV ficou com “o pincel na mão”. Francamente, qual foi a vantagem? Posso ser meio radical mas acho que esse “vai como pode” não dá certo no longo prazo. Não sei se a culpa maior foi da Rede TV que cobrou pouco e ofereceu menos ainda, ou se foi da afiliada. Eu sei é que o espectador perde sempre com essas confusões. Do que adianta a emissora lutar pra comprar os direitos de Brasileirão (ou outro evento importante) se algumas afiliadas vão passar um tele-vendas ou religioso no horário? Ou, pasmem, um show ou filme extraido de um DVD!!
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Certamente alguns leitores vão pensar que estou exagerando, na hora que estiver passando um jogo do Brasileirão nenhuma afiliada vai botar um programete doido no lugar. Sim, pode ser, mas a proporção é a mesma, a Liga da UEFA está para X assim como a Libertadores está para Y. E o contrato entre as duas partes deve prever os direitos e as obrigações de cada um. O contrato não pode valer só quando a rede exibe o futebol ou a novela.
Eu também sei que uma afiliada de uma rede pequena tem mais motivos para se rebelar que uma afiliada do Globo. Especialmente porque a afiliada da Globo tem muito pra perder. Mas é preciso haver um mínimo de coesão. De outra forma nem se justifica usar a palavra “afiliação”.
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Alguns dias atrás, cansado das bobagens intermináveis do Jogo Aberto (a última foi a brincadeira da dancinha), passei a acompanhar a edição mineira e gaúcha do programa. Aquele bloco depois do meio-dia e meia. As duas edições são parecidas, mesmo padrão, mas a mineira tem um diferencial interessante, a apresentação. Eu lembro da Dimara Oliveira reportando há mais de 5 séculos, mas não havia visto ela na apresentação de nenhum programa. E confesso, foi uma grata surpresa. Tem um estilo próprio, é tranquila, entende (bem) do assunto… Tá certo, já vai aparecer alguém pra me lembrar que a miss Fan também entende. Ok, mas é muito teórica pro meu gosto. A Fan é do tipo que leu, viu desenhos táticos, assistiu DVDs, acompanhou palestras… A Dimara Oliveira, até por reportar, parece ter mais a mão na massa. Já deve ter levado algumas boladas na beira do gramado :P
Eu ainda conheço a versão carioca, capixaba, baiana (entre outras) do bloco regional do Jogo Aberto. Não tenho qualquer dúvida, a melhor apresentação é da Dimara. Pode não ter o glamour, a fama, o sorriso plastificado ou a beleza (questionável) da miss Fan, mas no resto… E é isso mesmo, não consigo engolir a dona Renata Fan. Tem alguma coisa ali que não combina bem. Não sei bem onde é que a porca torce o rabo, mas tem algo estranho. Acho a Paloma 692 vezes mais bonita, mas não posso dizer que a Renata seja feia. Acho a Dimara 284 vezes mais competente, mas também não posso dizer que a Renata é uma toupeira. Até a Juliana Guimarães (da Bahia) é mais charmosa que a miss. Enfim, vai ver que é o santo que não bate. Resultado final: dispensei a loira!!
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Independente do meu gosto pessoal (que é óbvio), sinto que o povo já não é tão fissurado em novelas como no meu tempo de garoto. Claro que ainda se perde muito tempo vendo novelas das 17h, das 18h, das 19h, do canal A, da emissora B… Mas antigamente era diferente, o povo (mulheres de modo geral) assistia e repercutia as novelas. Era assunto na feira, no salão, na fila do banco… Hoje, felizmente, a importância das novelas recuou bastante. Ainda estamos longe dos países mais desenvolvidos, mas já evoluimos muito. Tanto é que as emissoras precisam fazer um esforço gigantesco pra atrair a atenção do espectador. A Globo, de passado tão glorioso, agora, por mais que faça, raramente passa dos 30 pontos com suas novelas. A Record comprou uma novela xicana (Rebelde) e precisou convocar o Gugu, o Faro, sortear carros, promover a estréia em outros programas, fazer publicidade externa… E o resultado é apenas razoável.
Agora tivemos o SBT fazendo mundos e fundos pra promover sua novela sobre os comunistas. Reportagens, programas especiais, o elenco participando de outras atrações da casa, publicidade… Mas parece que a novela ainda não empolgou a massa. Será que tudo isso é coincidência?
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Está claro que as emissoras tratam suas novelas como produtos. Investem nelas para ter o retorno (de audiência e financeiro). É algo compreensível e justificável. Mas, talvez, algum dia, o esforço não compense o retorno. E aí as emissoras terão que buscar outros produtos para o espectador que não aguenta ficar 200 capítulos (uns 10 meses) assistindo uma lenga-lenga sem sentido.
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Há coisa de 1 ano (ou mais) eu comentei sobre o erro do SBT ao programar o 2 Homens e 1/2 pra madrugada. Mas o seriado dava uma audiência boa (pro horário horrível) e eles seguiram. Passaram todos os episódios. Diariamente. Depois reprisaram todos. E (parece) estão na 3ª reprise. Foi uma escolha que eu nunca entendi. E nunca concordei.
Pois agora me chega o SBT anunciando o seriado pra antes do SBT Brasil, as 19:15. Nem sei se 7 da noite é o horário ideal; acho que poderia ser um pouco mais tarde. Mas, custava terem feito isso quando o seriado era inédito?? Qual a graça de reprisar o 2 Homens e Meio pela 4ª vez? Vai virar um novo Chris???

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April 3, 2011

Rápidas e Curtas

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:42 am
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Vou aproveitar a edição dominical e fazer vários comentários curtos sobre assuntos variados.
Começo pelo final do BBB. Não o final no sentido de “nunca mais”, é só essa edição. Audiência baixa (a pior de todas as edições) e faturamento alto. A audiência (em queda) é lógica e compreensível. O reality já está desgastado e tudo é bem previsível. Ainda devemos somar os erros e bobagens colossais do “pequeno Boni”. A Globo não pode reclamar; talvez até deva agradecer os espectadores que ainda suportam a atração.
Já o faturamento foi recorde. E só ele já responde a questão de ter ou não a próxima edição. Não conheço emissora onde o Comercial não dê a última palavra. Talvez na Record, mas alí a coisa é diferente mesmo. Portanto, em 2012, aguardem a 12ª edição do BBB.
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Ando reparando um pouco mais nas “educativas” e notei que, após 511 anos, a Cultura colocou um comentarista esportivo na bancada do seu jornal. Agora o Vladir Lemos marca presença analisando os principais fatos do dia.
É um fato até surpreendente. Os “donos” das educativas sempre falam em apoiar o esporte, em promover eventos, em copas e olimpíadas, em inserção esportiva… Um discurso muito lindo. Lindo e vazio. As educativas quase não abrem espaço pro esporte. E no jornalismo ele fica em quinto plano.
Sei muito bem que a TV Brasil começou a transmitir a Série C, que a Paraná Educativa exibe o estadual de futebol de salão e mais alguns torneios, agora a Cultura abre uns minutinhos pro esporte… Mas, francamente, é pouco! Muito pouco!!
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O mesmo vale pra Band. Desde sempre a emissora usa e defende a bandeira do esporte. Muito bem, quem é o comentarista esportivo do seu telejornal?? Nada contra o Joelmir, mas só ele pode aparecer na bancada? Os comentários são exclusividade das editorias “nobres”??? Cadê o esporte, a cultura, a ciência…???
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Ainda sobre o Jornal da Band, sigo com a velha pergunta (ou piadinha):
- O jornal é gravado???
Pois é o que parece. Ou alguém lembra de alguma entrada ao vivo no jornal saadiano???
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Outro dia li umas notícias sobre a Indy na Band. Agora o Meira promete transmitir QUASE todas as provas. Muito bem, prova que a emissora QUASE confia em seu produto. E eu QUASE vou assistir as provas da Indy.
Depois o povo reclama da audiência… Faz uma coisa, deixa só no Bandsports mesmo. Incomoda menos.
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Tudo bem que o SBT deve divulgar e promover sua nova novela, Amor e Revolução. Pode produzir chamadas mil, colocar os atores em outros programas da emissora, criar eventos, fazer publicidade externa, promoções… Tudo bem. Agora, inventar uma série de reportagens (muito longas e cansativas), no SBT Brasil, pra falar da ditadura é dose. Até parece que a emissora é muito interessada no assunto. Sei, sei…
Mas também… Se o SBT inventa reportagem pra divulgar a parceria entre a Jequití e Unilever pra vender purificador de água… Fica nítido que o jornalismo da emissora é o “pano de chão” do SBT.
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Ontem a Rede TV transmitiu Milan X Inter com equipe no local. Um fato quase inédito. Ela (e Globo, e Band) segue a teoria de que o estúdio é o lugar adequado pra equipe. Nem quando o jogo é em Campinas a emissora coloca o narrador e comentarista no estádio. Tudo bem, é um direito das emissoras, mas o que eu já vi de narrador e comentarista falando bobagen por estar “amarrado” ao monitor…
Mas a transmissão ao vivo teve alguns problemas de áudio. O som ambiente estava alto demais e e atrapalhava o Sílvio Luiz. Parece que até a visão dele foi prejudicada por torcedores na arquibancada. Também havia um delay entre áudio e vídeo e a narração chegava 1 segundo (aproximadamente) antes da imagem. No 1º tempo o delay estava muito mais evidente que no 2º.
O lado interessante ficou por conta da equipe do intervalo (Bruno Prado, Marcos Caetano, Paloma Maravilhosa Tocci e a torcedora) no estúdio. Nos jogos da Série B o intervalo nunca mostrava a equipe no estúdio.
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Saindo um pouco do assunto… Já falei tanto sobre os corneteiros, palpiteiros e torcedores travestidos de comentaristas de futebol que não vou resistir. Será que algum deles viu o jogo entre Milan e Internazionale?? Viram a atuação do Robinho Arantes do Nascimento??? Acho que eu nunca vibrei tanto com as defesas do Júlio César. Foram 3, uma até caído. Botou o “boneco de posto” no bolso!!! Ri demais!!!!
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Hoje não é dia de Belas & Barangas. Mas tenho um presentinho pra turma que acompanha o site. Acho que vou criar um seriado chamado Todo Mundo Adora a Cris:
cristina lyra lindona

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