Barça e Globo
Eu assisti a final da Liga dos Campeões. E fiz questão de acompanhar 1 tempo em cada emissora. Até pra comparar. E a supremacia da Globo lembrou a diferença entre o futebol do Barcelona e o esforçado M. United. A primeira diferença foi a equipe que a Globo enviou pra Londres. O Milton Leite pôde ver quando houve invasão do gramado, o Caio pôde analisar a parte tática vendo todo o campo e não só o quadro da televisão, a reportagem estava lá pra adicionar elementos e até entrevistas. Já a Band preferiu fazer aquela transmissão habitual, todos no estúdio. E o Téo José e Mauro Beting fizeram o possível. Dentro das possibilidades. Mas fica complicado exigir muito deles.
No caso da Globo o bom desempenho não ficou só com a narração do Milton Leite. Até o Caio analisou corretamente os problemas do Manchester e o motivo da superioridade do Barcelona. E, pasmem, até o Arnaldo César antecipou corretamente o estilo do árbitro. Por mais que eu despreze os comentaristas de arbitragem. Não notei qualquer falha relevante durante o tempo que assisti.
No caso da Band a limitação do estúdio foi o maior entrave. Como vou exigir que o Téo adivinhasse que o campo foi invadido quando a geração (propositalmente) ocultou a cena? Como vou querer que o Mauro veja algo além daquilo que eu já estou vendo pela telinha?? Sem falar nos detalhes que também contam, como a arte com o placar e tempo de jogo. A Band seguiu com o selo da geradora. Já a Globo inseriu uma arte própria com o tempo no estilo brasileiro (22 minutos do 2º tempo em lugar de 67 min).
Também fui conferir a audiência, antes mesmo do Renan perguntar (nos comentários). Foi até boa, 15 pontos em média na Globo e 5 na Band. Ainda devemos lembrar que muita gente assistiu o jogo em TV paga e “na rua”. Somando tudo dá pra dizer que o evento é sim um sucesso de público.
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E, até por transmitir a final da liga dos Campeões, a Band acabou sem nenhum jogo da série B na semana. Prova cabal de como a emissora anda quadrada, sonolenta e incompetente. No sábado retrasado eu até me esforcei pra ver um pouco da Série B na Band e comentar aqui. Mas o assunto acabou sendo atropelado por outros. E também preciso confessar que não consegui assistir muito. Pelos mesmos motivos que eu já venho criticando as transmissões esportivas da Band. Não vou repetir a ladainha.
Lembro de tantas e quantas vezes o pessoal reclamou da transmissão da Rede TV. Pois a Band não conseguiu fazer nada melhor. Não acrescentou uma vírgula e não ousou em nada. NADA!! E eu ainda tenho que aguentar o Denílson comentando lances!
Só como exemplo de como a Band é quadrada, ela já sabia, há séculos, que teria a final da Liga no sábado de tarde. Porque não exibiu a Série B de noite? Ou na sexta de noite? Ou o jogo da terça? Será que não dá pra pensar num horário alternativo? Será que a parceria com a Globo impede isso ou é a Band que vem abusando da incompetência?
Mas eu não posso criticar o comercial da Band. A Rede TV ficou com a Segundona por sei lá quantos anos e nunca fechou todas as cotas. A Band, em menos de 1 mês, já está com mais cotas vendidas. Independente do valor, é algo considerável.
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Esse pessoal da televisão brasileira anda numa preguiça mental de dar pena. O máximo que fazem é comprar um formato pronto e jogar no ar pra ver se dá certo. Pouco importa se o formato é mesmo original ou se compensa a parceria. Fazem mais pra tirar a responsabilidade.
Só isso explica o caso do game The Phone na Band. A bagaça não passa de uma gincana com uma “maquiagem” modernosa. E gincana é algo que até no meu tempo de colégio já era desinteressante. Mas a produtora criou aqueles penduricalhos, apresentador secreto, telefonemas, penalidades, e passou a vender a droga pra quem quisesse engolir. E a Band adora um “ovo colorido”. Ah, é o mesmo ovo que todo mundo conhece, mas se for colorido a Band paga 5 vezes o preço.
Essa mentalidade preguiçosa não é só um problema da Band, ataca em todas as emissoras. Preferem gastar milhões em formatos “bunitim” do que sentar numa mesa e elaborar um projeto próprio. Ou alguém acha que o E Aí Doutor? é algo que justifique a compra do formato? Ah sim, a Record tem dinheiro pra queimar até encher. Mas qual a dificuldade em fazer um programinha de dicas médicas sozinha??? Aliás, qual o programa feminino, ou de variedades, que nunca usou um quadro com dicas de saúde??? Pelo amor de Deus!!! Isso é mais velho que Matusalém!
E, até por isso, a audiência do programa da Record anda fraca, fraquinha. Começou com 7pontos e foi escorregando. E, não ficarei surpreso se perder sistematicamente pra novelas reprisadas do SBT. Vamos combinar, aquele programa de Dotô é bem chatinho!
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As nossas emissoras não ligam de gastar milhões e mais milhões em certas coisas. E inventam de cortar custos quando isso não se justifica tanto. Tudo bem, alguém vai berrar que o dinheiro é delas e eu não tenho nada com isso. Ok, mas como entender (racionalmente) a farra BLT (boca livre total) que a Band promove em datas festivas, como as 500 Milhas de Indianápolis, e a contenção na hora de enviar a equipe pra final da Liga dos Campeões?? Ora, até a Rede TV mandou a tropa pra fazer a final da Liga da UEFA, na Irlanda…
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Não costumo falar muito sobre a Gazeta aqui. Mas ela é mais uma das muitas que já encheram a minha paciência. Muita promessa e nada de proveitoso. E, neste fim de semana, fiquei sabendo que demitiram a Maria Lydia do Jornal da Gazeta. Como se tivessem algo melhor por lá.
Realmente é complicado entender a emissora da Cásper Líbero. Vocês conhecem o Nerivan Silva? Passa aos sábados na Gazeta e na NGT. Quem tiver estômago forte… Mas o lado bom é que o Nerivan é o primeiro apresentador que segue a nova cartilha do MEC. Ele apresenta os programa de altas qualidades. Deve servir de exemplo pros alunos da faculdade.

Como eu já falei recentemente, esgotou a minha paciência com a Record News. Se é que eu tinha alguma. Nas últimas semanas tivemos a tradicional gritaria do grupo Record com o objetivo de divulgar o novo jornal da emissora filha. Usaram todas as armas possíveis. Começando por reportagens e chamadas na própria Record, passando por mídia externa e culminando com a internet (via R7 e mais centenas de sites e blogs que vendem espaço de notícias como publicidade). Nunca disse que a Record não deveria anunciar o seu “novo” produto. É óbvio que ela deve fazer toda a propaganda possível. Mas é preciso que não se rompa a linha fina da saturação. E isso é algo que a Record desconhece. Não sabem o significado de “overdose” ou de “saturação”. E não é a primeira vez que cometem esse pecado. Eu diria que a Record comete o pecado da gula propagandística.










Hoje a coluna vai começar com um assunto que não gosto muito de abordar. Nos comentários da última coluna o Alexandre (assessor de assuntos aleatórios e amenidades (brincadeirinha)) me alertou sobre uma fofoca que andava rolando pela internet. O papo era sobre a descoberta de um passado oculto da Thalita Oliveira (nova apresentadora do Jornal da Record News). Revelaram que a moça havia participado do concurso pra loira do Tchan. O Alexandre ainda levantou duas hipóteses pro vazamento da informação:
Na verdade tudo isso é uma cortina de fumaça para encobrir o fracasso da Record News. Os gênios da Record acreditaram que poderiam pegar os refugos da emissora, empacotar tudo no formato de canal de notícias e transformar isso numa emissora nova. Mas não é tão simpes assim. Um canal não vive só de retórica. É preciso que o conteúdo acompanhe o discurso. Não adianta prometer um talk show do Gugu (ainda que questionável) se isso acaba engavetado por 2 anos. Não adianta falar em jornalismo 24 horas e lotar a programação de programas musicais, sobre cirurgia de redução de estômago, de artesanato, religiosos, trechos da Fazenda… A retórica pode funcionar bem nos templos (agora apelidados de cenáculos) da Universal, mas talvez não sirva pro público de um canal de notícias. Mas o pessoal da Record prefere não ver isso. E nem aceitam os fatos quando a audiência média da emissora fica em meio ponto. Preferem culpar a janela pela paisagem.
Pra variar acabei esquecendo de abordar uns 2 ou 3 pontos quando falei da imprensa esportiva na última coluna. Eu já falei isso em outros tempos e volto a insistir: a culpa direta do baixo nível das transmissões, comentários e programas é das emissoras. Parece que a única preocupação é com a parte técnica das transmissões. E mesmo isso, ocasionalmente, apresenta falhas.