May 30, 2011

Barça e Globo

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:58 pm
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Eu assisti a final da Liga dos Campeões. E fiz questão de acompanhar 1 tempo em cada emissora. Até pra comparar. E a supremacia da Globo lembrou a diferença entre o futebol do Barcelona e o esforçado M. United. A primeira diferença foi a equipe que a Globo enviou pra Londres. O Milton Leite pôde ver quando houve invasão do gramado, o Caio pôde analisar a parte tática vendo todo o campo e não só o quadro da televisão, a reportagem estava lá pra adicionar elementos e até entrevistas. Já a Band preferiu fazer aquela transmissão habitual, todos no estúdio. E o Téo José e Mauro Beting fizeram o possível. Dentro das possibilidades. Mas fica complicado exigir muito deles.
No caso da Globo o bom desempenho não ficou só com a narração do Milton Leite. Até o Caio analisou corretamente os problemas do Manchester e o motivo da superioridade do Barcelona. E, pasmem, até o Arnaldo César antecipou corretamente o estilo do árbitro. Por mais que eu despreze os comentaristas de arbitragem. Não notei qualquer falha relevante durante o tempo que assisti.
No caso da Band a limitação do estúdio foi o maior entrave. Como vou exigir que o Téo adivinhasse que o campo foi invadido quando a geração (propositalmente) ocultou a cena? Como vou querer que o Mauro veja algo além daquilo que eu já estou vendo pela telinha?? Sem falar nos detalhes que também contam, como a arte com o placar e tempo de jogo. A Band seguiu com o selo da geradora. Já a Globo inseriu uma arte própria com o tempo no estilo brasileiro (22 minutos do 2º tempo em lugar de 67 min).
Também fui conferir a audiência, antes mesmo do Renan perguntar (nos comentários). Foi até boa, 15 pontos em média na Globo e 5 na Band. Ainda devemos lembrar que muita gente assistiu o jogo em TV paga e “na rua”. Somando tudo dá pra dizer que o evento é sim um sucesso de público.
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E, até por transmitir a final da liga dos Campeões, a Band acabou sem nenhum jogo da série B na semana. Prova cabal de como a emissora anda quadrada, sonolenta e incompetente. No sábado retrasado eu até me esforcei pra ver um pouco da Série B na Band e comentar aqui. Mas o assunto acabou sendo atropelado por outros. E também preciso confessar que não consegui assistir muito. Pelos mesmos motivos que eu já venho criticando as transmissões esportivas da Band. Não vou repetir a ladainha.
Lembro de tantas e quantas vezes o pessoal reclamou da transmissão da Rede TV. Pois a Band não conseguiu fazer nada melhor. Não acrescentou uma vírgula e não ousou em nada. NADA!! E eu ainda tenho que aguentar o Denílson comentando lances!
Só como exemplo de como a Band é quadrada, ela já sabia, há séculos, que teria a final da Liga no sábado de tarde. Porque não exibiu a Série B de noite? Ou na sexta de noite? Ou o jogo da terça? Será que não dá pra pensar num horário alternativo? Será que a parceria com a Globo impede isso ou é a Band que vem abusando da incompetência?
Mas eu não posso criticar o comercial da Band. A Rede TV ficou com a Segundona por sei lá quantos anos e nunca fechou todas as cotas. A Band, em menos de 1 mês, já está com mais cotas vendidas. Independente do valor, é algo considerável.
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Esse pessoal da televisão brasileira anda numa preguiça mental de dar pena. O máximo que fazem é comprar um formato pronto e jogar no ar pra ver se dá certo. Pouco importa se o formato é mesmo original ou se compensa a parceria. Fazem mais pra tirar a responsabilidade.
Só isso explica o caso do game The Phone na Band. A bagaça não passa de uma gincana com uma “maquiagem” modernosa. E gincana é algo que até no meu tempo de colégio já era desinteressante. Mas a produtora criou aqueles penduricalhos, apresentador secreto, telefonemas, penalidades, e passou a vender a droga pra quem quisesse engolir. E a Band adora um “ovo colorido”. Ah, é o mesmo ovo que todo mundo conhece, mas se for colorido a Band paga 5 vezes o preço.
Essa mentalidade preguiçosa não é só um problema da Band, ataca em todas as emissoras. Preferem gastar milhões em formatos “bunitim” do que sentar numa mesa e elaborar um projeto próprio. Ou alguém acha que o E Aí Doutor? é algo que justifique a compra do formato? Ah sim, a Record tem dinheiro pra queimar até encher. Mas qual a dificuldade em fazer um programinha de dicas médicas sozinha??? Aliás, qual o programa feminino, ou de variedades, que nunca usou um quadro com dicas de saúde??? Pelo amor de Deus!!! Isso é mais velho que Matusalém!
E, até por isso, a audiência do programa da Record anda fraca, fraquinha. Começou com 7pontos e foi escorregando. E, não ficarei surpreso se perder sistematicamente pra novelas reprisadas do SBT. Vamos combinar, aquele programa de Dotô é bem chatinho!
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As nossas emissoras não ligam de gastar milhões e mais milhões em certas coisas. E inventam de cortar custos quando isso não se justifica tanto. Tudo bem, alguém vai berrar que o dinheiro é delas e eu não tenho nada com isso. Ok, mas como entender (racionalmente) a farra BLT (boca livre total) que a Band promove em datas festivas, como as 500 Milhas de Indianápolis, e a contenção na hora de enviar a equipe pra final da Liga dos Campeões?? Ora, até a Rede TV mandou a tropa pra fazer a final da Liga da UEFA, na Irlanda…
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Não costumo falar muito sobre a Gazeta aqui. Mas ela é mais uma das muitas que já encheram a minha paciência. Muita promessa e nada de proveitoso. E, neste fim de semana, fiquei sabendo que demitiram a Maria Lydia do Jornal da Gazeta. Como se tivessem algo melhor por lá.
Realmente é complicado entender a emissora da Cásper Líbero. Vocês conhecem o Nerivan Silva? Passa aos sábados na Gazeta e na NGT. Quem tiver estômago forte… Mas o lado bom é que o Nerivan é o primeiro apresentador que segue a nova cartilha do MEC. Ele apresenta os programa de altas qualidades. Deve servir de exemplo pros alunos da faculdade.

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May 27, 2011

Recortraço News

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:31 am
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record news audiência edir Como eu já falei recentemente, esgotou a minha paciência com a Record News. Se é que eu tinha alguma. Nas últimas semanas tivemos a tradicional gritaria do grupo Record com o objetivo de divulgar o novo jornal da emissora filha. Usaram todas as armas possíveis. Começando por reportagens e chamadas na própria Record, passando por mídia externa e culminando com a internet (via R7 e mais centenas de sites e blogs que vendem espaço de notícias como publicidade). Nunca disse que a Record não deveria anunciar o seu “novo” produto. É óbvio que ela deve fazer toda a propaganda possível. Mas é preciso que não se rompa a linha fina da saturação. E isso é algo que a Record desconhece. Não sabem o significado de “overdose” ou de “saturação”. E não é a primeira vez que cometem esse pecado. Eu diria que a Record comete o pecado da gula propagandística.
O problema é que a Record não atacou o alvo principal. Usou a mesma tática de sempre: contratações milionárias, propagandas exaustivas e os velhos ataques às Organizações Globo. Esqueceu de dar ao jornalismo aquilo que falta desde sempre: liberdade, isenção e credibilidade. Mas isso não se conquista só com publicidade. É uma parede alta e comprida. E é preciso colocar um tijolo por dia. Discurso não resolve.
E é bom a Record parar um pouco com essas cortinas de fumaça. Só não assiste a Record News quem não quer. Pelo menos nas maiores cidades ou pela parabólica. Se o povo não assiste é sinal que o motivo é outro. Vejam só o caso de São Paulo, onde a Record News é captada desde a estréia. Muito bem, no dia 25 eu fui ver os números da audiência do Jornal da Record News na capital paulista. Sabem quanto deu?? Senhores, senhoras e bispos, a audiência média foi de 0,1. Sim, 1/10 de 1 ponto!! Ou 1/10 do que dá aquele programa de música sertaneja que aluga o horário na Record News. Exato, o Amigos do Teodoro e Sampaio consegue, sem a mídia e os milhões em investimento, 10 vezes mais audiência. Na mesma emissora!! Como é que pode?? Como os bispos e gênios da Record explicam o fato??
Ah sim, os bispos não devem saber responder pois estavam empenhados na contratação do comandante Hamilton. Exato, o povo da Record sabe usar muito bem os milhões da seita. Não bastassem os helicópteros comprados recentemente, agora a emissora tem a grife do comandante. E eu tenho quase 99% de certeza que tem angú debaixo desse caroço. O helicóptero do comandante Hamilton não deve servir apenas ao Record Notícias, SP no Ar e demais programas. Vem coisa aí, pra tentar frear o Datena. Ainda mais que a Record perde sistematicamente pro Brasil Urgente. O jeito é lutar com as mesmas armas. Quem gosta de puliça news pode lamber os beiços :P
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Por falar no excesso de publicidade, lembrei de um assunto que eu já queria falar há tempos. É sobre a falta de compromisso e as inverdades de algumas campanhas de marketing. E eu não falo só daquele shampoo que faz nascer cabelo (grande anunciante da Record News) ou da Tekpix. Me refiro à muitas outras empresas; algumas líderes setoriais. É um negócio de inventar fórmulas (secretas), códigos discutíveis, funções fantasiosas, depoimentos falsos… Caramba!!! O CONAR ainda existe????
Terminou que eu nem toquei nesses assuntos e até a Sandy me passou. Viram ela falando sobre os coleguinhas, que anunciam produtos que não usam? Do mesmo jeito que ela faz. Então, na verdade a gota d’água pra fim foi o caso do Faustão, anunciando aquele carro chinês da JAC. Não quero dizer que todo mundo é obrigado a usar os produtos que anuncia. Até porque o sujeito pode ser contratado pra anunciar um cemitério e ninguém vai perguntar se ele está recomendado por já ter usado. Mas é preciso ter um mínimo de coerência. Até porque a fabricante chinesa contratou o Faustão justamente para que ele desse um testemunhal, para ser o avalista da marca. Se não fosse assim ela poderia contratar qualquer ator desconhecido. E por 0,1% do cachê do Faustão. Agora me digam, vocês acham que o Faustão anda naquele carro?? Não vale dizer que ele tem o JAC na garagem e a empregada usa o carro pra ir ao supermercado. Eu estou me referindo ao bonitão que aparece na propaganda, e que recebeu milhões pra isso.
Bem, eu tenho uma opinião particular. Não ligo a mínima se o famosão usa ou não o produto que anuncia. Estou me lixando se a Ivete bebe Schin, se a Cláudia usa o Leite Moça ou se a Xuxa usa Monange. Não preciso do aval de nenhum artista pra escolher os produtos que consumo. Mas acho que isso é uma espécie de fraude diante de um consumidor comum (eu sou meio bizarro mesmo). Parece aquela frase cunhada pelo filósofo Vampeta: os famosos fingem que usam os produtos, os fabricantes fingem que acreditam. E o povo vai sendo engambelado. E tomando Skol 360º!!
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Há uns 2 meses eu meti o malho na Gorda por ter codificado o sinal no C2 digital. Mas o sinal da Globo MG está de volta. A única diferença (salvo engano) é que ele agora está sem a comunicação interna que sujava o áudio. Menos mal!!!
Só como comparação, no digital o SBT tem o sinal de São Paulo, tem o da Alterosa e ainda tem o HD. Sendo que o HD andava indo e vindo, talvez em testes. Não sei como está atualmente.
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Vocês viram que o Sílvio Santos vendeu o Baú também?? Era meio previsível. Nem vou falar sobre isso diretamente. Na verdade quero falar que isso vai aumentar ainda mais as inserções comerciais da Jequití e Telesena. E como o calhau do SBT é gigante, haja paciência. É raro ver um intervalo sem um anúncio (ou 2) dessas empresas. Até no horário nobre. É um exagero que não se justifica.
Tá na hora, com urgência, de reavaliar o tempo do intervalo na emissora. Ou seguir a Band e negociar mais BV (bonificação por volume) com os anunciantes.

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May 25, 2011

Daniela e Poliana na Ferrari

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 12:14 am
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Hoje é dia de Belas & Barangas no Tevezona. Na verdade as escolhidas de hoje estão mais pra belas. Apesar de toda a controvérsia quando se fala no assunto. Tanto é que hoje nem quero falar muito. Vamos aos fatos:
A primeira belezoca de hoje é a única Ferrari que não fica estacionada na Band. Tá, tá, sem trocadilho e piadinhas de duplo sentido. A moça escolhida é a Marina Ferrari, meio desvalorizada na Band. Principalmente se comparada com outras apresentadoras da emissora. Mas ela dá conta do recado, tanto no profissional quanto no estético.
marina ferrarimarina ferrari bandMarina Ferrari apresentadoramarina ferrari jornalista
A segunda da fila é uma bela repórter da Universal Television (Record pros leigos). Tudo bem que não gosto de perder meu tempo com as mentiras do shownalismo recordiano, mas quando aparece a Daniela Boaventura até espero uns 15 segundos pra continuar zapeando. Algum dos leitores já reparou na Daniela Boaventura ou é só coisa da minha cachola??? Agrada aos distintos cavalheiros??
reporter daniela boaventurareporter daniela boaventuradaniela boaventura recorddaniela boaventura jornalista
Por falar em leitores, alguém deixou um pedido pra publicar a Poliana Abritta. Desculpa, mas não anotei e nem recordo quem foi. De qualquer modo o pedido está atendido. Mas, alguém me ajuda aí, qual o significado de Poliana?? Seria uma pessoa com muitas “Anas”???
poliana abrittarepórter poliana abritta

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May 22, 2011

O Tchan da Record

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 4:16 pm
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thalita tchan Hoje a coluna vai começar com um assunto que não gosto muito de abordar. Nos comentários da última coluna o Alexandre (assessor de assuntos aleatórios e amenidades (brincadeirinha)) me alertou sobre uma fofoca que andava rolando pela internet. O papo era sobre a descoberta de um passado oculto da Thalita Oliveira (nova apresentadora do Jornal da Record News). Revelaram que a moça havia participado do concurso pra loira do Tchan. O Alexandre ainda levantou duas hipóteses pro vazamento da informação:
- Algum colega da Thalita, enciumado pela promoção (?????) da moça;
- Uma estratégia de marketing da Record pra promover a Thalita e seu novo telejornal.
As duas hipóteses são boas mais eu apostaria 99% do dinheiro (que não tenho) na primeira opção. A segunda até seria viável sabendo-se do que passa na mente de certos bispos e diretores da Record. Mas não consigo ver tanta vantagem em revelar o passado da Thalita. Sem falar que a hipótese fica mais pro departamento de teorias conspiratórias. Já a primeira alternativa…
Não gosto de ficar falando isso pros leitores mas eu canso de ver casos (aqui no Tevezona) de pessoas da televisão, se valendo de um pseudo-anonimato, usando os comentários pra auto-elogios ou alfinetar um colega de profissão. Tudo bem que todo mundo tem direito de comentar; mas acho que seria mais digno usar o nome real. O primeiro comentário eu até relevo e libero a publicação. Mas quando percebo que é uma campanha direta, veto tudo até a pessoa se cansar. E isso tem acontecido com frequência cada vez maior aqui no site. E, até por dedução, fica bem nítido que os comentários (maldosos) partem de pessoas enciumadas. Pois é isso que acho que ocorreu com a Thalita Oliveira. É claro que posso estar enganado, mas …
O ponto mais relevante pra mim é pensar como a beleza virou quase o único critério pra seleção de pessoas que vão aparecer na telinha. Nada contra as beldades, muito pelo contrário. Só acho que esse não deve ser o critério único. Mesmo pra singela função de ler o TP. Vai chegar um dia em que a pessoa precisa fazer algo a mais. Ou, como já vi centenas de vezes, quando o TP está errado. E a belezoca lê a notícia errada sem nem saber da patacoada.
No caso da Record é claríssimo que a beleza virou o critério básico de contratação. Já perdi a conta de tantas moças citadas na seção Belas & Barangas que, mêses depois, acabaram na emissora do bispo. Só não vou dizer que a Record é um caso isolado. Acho que isso virou uma regra quase geral. Talvez só as educativas usem metódos diferentes de seleção. E, em muitos casos, o fator decisivo é ainda menos nobre que a beleza.
Ainda lembro do meu tempo de garoto (e adolescente) quando a Globo (sob comando do Boni) começou a espalhar beldades pelos telejornais e programas de variedades. Depois foi a Manchete que trilhou o mesmo caminho. E depois todas as outras emissoras. Acho que a única diferença era que antes havia um maior cuidado com a seleção. Tudo bem que eu não tinha idade e conhecimento pra discernir, mas é como me parecia. Tempos depois a coisa ficou mais escancarada. Como exemplo posso citar a escolha da Analice Nicolau pra apresentadora do SBT, onde está até hoje. Acham que o Sílvio usou critérios técnicos pra escolha?? Tudo que ele sabia era que a Analice havia posado nua dezenas de vezes a acabara de participar da Casa dos Artistas. Pronto!
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Eu realmente não consigo entender a mentalidade da Record. Eles fazem o maior “carnaval” sobre a sua programação, a (suposta) qualidade, o sucesso… Mas as atitudes indicam o contrário. Tempos atrás eu falei sobre a versão mineira do Hoje Em Dia. Se o programa da rede é tão bom, por que a versão regional?? Será que dois apresentadores locais e o cheiro de pão de queijo são o suficiente pra atrair os mineiros? Qual não foi a minha surpresa ao ver a Record MG no sábado retrasado. Estava eu zapeando e me deparo com a versão queijim do Esporte Fantástico. Fiquei uns minutos assistindo e tudo que vi foram vídeos da internet, lances curiosos, banalidades… Bem a cara da emissora.
Aliás, há alguns dias eu recebi um email de uma pessoa que dizia ser funcionário da Record. Isso presumindo que ele realmente seja da emissora. Eu não posso saber a identidade, CPF ou ver a cara de quem escreve pro site ou comenta. Muito bem, ele falava sobre um artigo antigo (de vários mêses) onde eu reclamei da falta de programas esportivos e do excesso de amenidades na emissora. Segundo ele isso é uma ordem superior. A Record evita programas esportivos ou abordar as competições pelo simples fato de não transmitir nada. Não querem botar nem o caroço da azeitona na empada alheia. Garante ele que a emissora não terá um programa esportivo (de verdade) enquanto a situação for essa.
Não vou assegurar que o autor do email é realmente quem disse ser, mas… Seja por omissão (como eu pensei) ou de caso pensado, a Record está 100% errada.
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Falando no Esporte Fantástico (programa de esporte sem esporte), vi um pedaço dele ontem. Repercutiam a reportagem (anterior) onde contaram as dificuldade do ex-jogador Muller. Não sei se todos acompanharam o fato mas o Muller perdeu tudo que ganhou no futebol e está em sérios apuros financeiros. Que isso sirva de exemplo pra uns e outros. Mas a matéria mostrava a repercussão do caso, em jornais e sites do exterior, sempre destacando que eles se basearam na reportagem da Record. Até sublinhavam o nome da emissora ao exibir as telas dos sites e recortes dos jornais. Muito bem, jogar confete nos próprios ombros é coisa cotidiana lá.
Acontece que a reportagem foi finalizada informando que o ex-atleta havia recebido um convite de uma emissora e iria comentar a Série B lá. E, cala que eu te estupro, a Record nem tocou no nome dessa emissora. Total omissão dos fatos!! Uma atitude vil de quem é mais vil ainda. Iriam perder muito se falassem o nome do canal esportivo da Globo???
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Não bastasse tudo ainda fiquei em casa na noite de sábado; boa parte do tempo no PC. Daí cansei do computador e fui ver um pouco de televisão. E fiquei zapeando enquanto o UFC não começava. E dou de cara com o Legendários. E posso afirmar, o fundo do poço nunca chega pro Mion e seus asseclas. Estava lá o panaca mostrando uma parte do programa do Gugu, onde um rapaz tentava repetir o truque da levitação. E o Mion resolveu fazer piada com o fato do Gugu ter falado que o rapaz sentou num pau, que agora todos poderiam falar PAU na televisão, que pau isso, pau aquilo… Como se o trocadilho fosse inédito ou engraçado. Mais alguns segundos e entra um quadro novo, da Dona Peida. Nesse quadro um ator fantasiado de mulata, com enchimento e um fio dental, dá conselhos sexuais. Em boa parte do tempo ele fica de 4 e faz movimentos que simulam o ato sexual. Isso sem falar nas piadinhas de baixo nível e no anão (Kid Bingóla), de sunga, que o acompanhava. Acabaram até explicando a posição de “frango assado”. Mas ainda não acabou, faltava uma ação de marketing, com o anti-energético Reagge Bull, à base de maconha. E mais piadinhas mostrando os efeitos “relaxantes” do produto. Cansei de esperar o fundo do poço e mudei de canal.
Mas, como gostam de repetir os seguidores da Record na internet, apelação é só na Globo e baixaria é na Rede TV. Tá bom!!
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Por falar na Rede TV, bastou a Luciana voltar ao Superpop e já tivemos mais um momento histérico na nossa televisão. Vocês viram a confusão com o Agnaldo Timóteo e o rapaz (nem sei o nome) que vive lá nos debates??? (Quem não viu a cena pode procurar no Youtube). Queriam tirar o Agnaldo do armário de todo jeito. Que maldade!! Poxa, o armário é dele, deixa usar como quiser :P

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May 19, 2011

Retórica News

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 7:22 am
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E aí, todo mundo está ansioso pela estréia da “nova” Record News? Já viram as chamadas e matérias anunciando as novidades? Pois eu não estou nem aí. Posso estar muito enganado mas acho que vai ser “mais do mesmo”. Não confio nas repetidas promessas de “credibilidade e isenção”. Até porque isso deixa implícito que não houve credibilidade e isenção desde o lançamento do canal de notícias da Record. Será que vão mudar agora?
heródoto barbeiroNa verdade tudo isso é uma cortina de fumaça para encobrir o fracasso da Record News. Os gênios da Record acreditaram que poderiam pegar os refugos da emissora, empacotar tudo no formato de canal de notícias e transformar isso numa emissora nova. Mas não é tão simpes assim. Um canal não vive só de retórica. É preciso que o conteúdo acompanhe o discurso. Não adianta prometer um talk show do Gugu (ainda que questionável) se isso acaba engavetado por 2 anos. Não adianta falar em jornalismo 24 horas e lotar a programação de programas musicais, sobre cirurgia de redução de estômago, de artesanato, religiosos, trechos da Fazenda… A retórica pode funcionar bem nos templos (agora apelidados de cenáculos) da Universal, mas talvez não sirva pro público de um canal de notícias. Mas o pessoal da Record prefere não ver isso. E nem aceitam os fatos quando a audiência média da emissora fica em meio ponto. Preferem culpar a janela pela paisagem.
Eu já falei sobre os problemas da Record News em outras oportunidades. Algumas pessoas concordaram e outras preferiram seguir as mesmas desculpas gastas. Agora mesmo a direção da Record está usando a mesma estratégia, culpar as distribuidoras de canais pagos (e a Globo por tabela) por seus erros. Ora, a Record News está no C2 analógico, atingindo 20 milhões de residências. E só aparece em poucas distribuidoras, que atingem 10 milhões de residências no total. Daí a Record vem reclamar das distribuidoras, como se elas fossem a única razão do fracasso da Record News. Mas e o C2, qual o impacto da Record News lá? Quantos assistem? E no UHF, quantos assistem? Vão me dizer que o espectador não sabe selecionar os canais do UHF? Pombas, qualquer televisão com menos de 15 anos já tem o UHF embutido. Dá pra fazer a busca em 1 minuto. Se o sujeito não busca e adiciona o canal deve ter algum bom motivo pra isso.
Mas é muito prático pra Record (e muitas outras pessoas) culpar a Rede Globo por tudo de errado que acontece no Brasil. Mas vamos fazer um exercício de imaginação: se a Record estivesse no lugar da Globo e tivesse poder junto às distribuidoras, acham que ela iria liberar o caminho pra Globo News? Será que a Record não faria o mesmo que ela tanto critica? Até porque são os bispos da Record que ficam aconselhando os fiéis a tirar a Globo do menu da televisão, ou não é?!?
Agora, se a Record estiver (realmente) preocupada com a distribuição pode pensar em colocar a Record News no C2 digital também. Tem transponder disponível, não é tão caro, já existe um bom número de receptores digitais… Ou preferem ficar só na choradeira?
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Um outro aspecto dessa “nova” Record News é o reforço na equipe jornalística. Alguns nomes já realmente gabaritados e têm conhecimento e experiência profissional. Outros são assim, assim. E uns outros são só perfumaria.
Eu só espero que o salário gordo não seja desculpa pra alguns venderem a alma. A alma e a opinião. Não tenho nada contra a valorização salarial; todos buscam isso. Mas é preciso ver até onde o sujeito vai em troca do dinheiro. O mundo dá muitas voltas e não se recupera a dignidade tão facilmente como se perde. Temos inúmeros casos para ilustrar isso. Na televisão então…
Se algum dos novos jornalistas da Record News quiser falar em credibilidade e isenção, eu gostaria de sugerir que ele complete o discurso. Que fale onde, quando e como sofreu censura e porque aceitou a interferência. O sujeito passou 20 ou 30 anos em diversos jornais, rádios, revistas e agora vem usar esse discurso vazio?? Ora, ora, que tal dar nome aos bois??
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No meio da gritaria e oba-oba com o relançamento da Record News eu peguei algumas afirmações dando conta de que o canal terá um fato inédito: transmissão pela TV e WEB ao mesmo tempo. Talvez eu tenha entendido errado, mas foi isso que disseram. Mas aonde isso é inédito? Eu já vi diversos telejornais em transmissão pela WEB. De diversas emissoras. Até da Cultura, onde o Heródoto estava até outro dia. Será que isso é outra obra de retórica vazia?
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Nos comentários da última coluna o J. S. Lopes completou meu raciocínio citando os velhos e surrados clichês das novelas. E é exatamente assim que funciona. Os nossos bravos autores se agarram nos mesmos ganchos de sempre: fulano é filho de um pai (não o oficial) que ninguém sabe; beltrano se apaixona pela filha de uma família rival; sicrana flagra o marido a traindo com sua melhor amiga… E ficam enrolando nessa lenga-lenga por 6 ou 8 meses! Acho que o maior trabalho desses autores é trocar o nome dos personagens. Se a mocinha da novela atual é Marina o cara precisa cuidar pra sua mocinha se chamar Sônia; e o mesmo pros demais personagens. Mas isso não vale pro Manoel Carlos, esse faz questão de que todas as suas heroínas sejam Helena. E usa o mesmo cenário em todas, o Leblon e sua elitezinha de merda. E toca 200 capítulos com as mesmas situações e diálogos. Haja paciência!!
Não quero transformar isso numa tese acadêmica mas vou voltar ao esquema maniqueísta das novelas. Caso não consigam perceber isso nas brasileiras, as xicanas usam o mesmo expediente, com tintas mais fortes. Não existe ninguém normal lá, os autores só sabem criar mocinhos 100% bons e vilões 101% maus. E repetem o mesmo estreótipo até o infinito. Talvez seja por nossa cultura latina, ou por um peso religioso, ou para atender um público mais leigo… Sei lá.
Só como exemplo vou usar um seriado que todos devem conhecer, o 2 Homens e Meio. Já notaram como os personagens foram construídos? Vamos ver:
- O Charlie é mulherengo, beberrão, egocêntrico, jogador compulsivo, cínico, imaturo…
- o Alan é fracassado, inseguro, dependente, sexualmente reprimido…
- o Jake é gordinho, peidorrento, burro, irresponsável, mentiroso…
E isso segue com a mãe deles, a empregada, os demais personagens. Todos são anti-heróis, e nem por isso deixam de agradar ao público. Talvez até façam mais sucesso por serem falhos. Mas nas novelas é praticamente impossível ver um personagem assim. Lá é o reino da obviedade. E obviedade me cansa a beleza.

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May 15, 2011

Maniqueísmo Tabajara

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:57 pm
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Não sei se todos assistiram, mas o fato mais noticiado sobre a televisão na última semana foi o beijo lésbico na novela do SBT. Na verdade poucos assistiram, visto o baixo índice de audiência. Nem mesmo o pico alcançado durante o capítulo foi algo relevante. Na verdade, pelo que senti, foi o famoso “muito barulho por quase nada”.
Eu já estava pra falar sobre a novelinha do Tiago, mas pra abordar outro aspecto, o maniqueísmo extremado. É óbvio que esse estilo não é criação do Tiago Mutante Santiago, existe há séculos. Mas o maniqueísmo virou a arma fundamental dos folhetins televisivos. Todos, sem exceção, usam esse expediente surrado. No caso de Amor e Revolução o maniqueísmo foi realçado para satanizar alguns personagens e santificar outros. Fica mais fácil reconhecer um torturador quando ele também ronca, tem chulé, mau hálito, gases, bate na esposa, chuta o cachorro, joga lata de cerveja na calçada… Já o mocinho não fica com resto de alface nos dentes nem depois de comer 1 tonelada de salada. Tá bom, o povo noveleiro gosta disso… E o autor buscou o caminho mais fácil pra conquistar alguns pontinhos no Ibope. Falta estória, bota cenas de tortura e estupro. Falta assunto, bota uma cena de beijo lésbico. E tudo carregando ao máximo nas tintas.
Felizmente (ou infelizmente) a vida não é novela. As coisas não são tão preto ou branco. Estão mais pro cinza. Mas autor de novela não está preocupado com os fatos ou a verdade. Se assim fosse eles seriam documentaristas. Tudo que eles querem é audiência e garantir o salário gordo no final do mês. Deles e, se possível, dos filhos, esposa, amigos, namorados…
A cena do beijo não representou nada além de “causar”. E só conseguiu uns 3 pontinhos de acréscimo na audiência. A sua justificativa foi a mesma de sempre: mostrar que as relações homosexuais são comuns e não devem ser vistas como depravação ou doença. Justificativa meio hipócrita pro meu gosto. Se fosse tão simples assim bastaria fazer uma novela 100% gay. Pronto, uma novela totalmente gay e o público teria dezenas de beijos homosexuais por capítulo. Tá resolvido o problema.
Mas, sem ironia, acho uma pena que o “senhor dos Mutantes” tenha perdido a oportunidade de abordar (seriamente) um tema histórico tão rico como o período do golpe de 64. Vamos ter que esperar uma nova oportunidade e um outro autor. Com o Tiaguinho não rola!
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A crise da dramaturgia na televisão não está restrita ao “senhor dos mutantes” ou à uma única emissora. É geral. Dá pra ver isso claramente na Globo, a maior produtora do país. Entra novela, sai novela e tudo que leio são os problemas de audiência, a rejeição do público, as críticas… Em alguns casos até os atores estão reclamando do baixo nível e tentando fugir da escalação. Será que tudo isso é uma trama sórdida de parte do público? Aonde estão os 70 pontos das novelas de antigamente? Hoje a novela das 9 mal chega nos 40 pontos, a das 7 horas fica feliz quando alcança 30… Posso garantir que esse público não migrou pra Record, SBT ou Band. O bolo das outras não aumentou tanto pra confirmar essa migração.
Outro dia, depois de ler um monte de coisas na internet, resolvi assistir uns 15 minutos da Morde e Assopra. Francamente, pra ser ruim precisa melhorar muito. O argumento é fraquíssimo, o texto é patético. Dá pra entender bem o motivo de certos atores sentirem vergonha de interpretar aqueles papéis. Só mesmo por necessidade.
Alguém já conseguiu assistir um episódio de Lara Com Z?? Que porcaria é aquela?? Noite de sexta já é um horário ingrato. Daquele jeito ninguém pára na frente da tv. Aliás, será que o autor consegue ver aquele lixo? Acredito que não, visto que ele passa boa parte do tempo na internet, cuidando do rabo alheio. E, muito provavelmente, está assistindo aquelas novelinhas da CNT pra buscar inspiração.
Eu não sou um grande entendido em novelas ou interessado no assunto, mas deixo 2 pontos pra quem gosta do tema pensar:
1- Qual foi a última novela realmente boa que você assistiu com assiduidade?
2- Por qual motivo as emissoras cada dia mais apelam aos remakes?
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Falei do maniqueísmo e lembrei do assunto mais quente dos telejornais atualmente, o projeto do código florestal. Confesso que não é um tema simples e trivial. E nenhum espectador vai compreender a questão assistindo uma matéria de 90 segundos. Muito menos quando o relator do projeto justifica a mudança do seu texto com o argumento de que aliviou a barra do marido de uma senadora.
Fica claro que os envolvidos (ruralistas e ambientalistas) estão querendo satanizar uns aos outros. E, ainda que existam alguns xiitas em ambos os lados, não é bem assim. Aliás, tenham muito cuidado quando alguém inicia a defesa de sua opinião tentando satanizar o oponente. Esse argumento é muito pobre.
Mas parece que boa parte da mídia escolheu a opção maniqueista, tanto pra defender um lado quanto o outro. E, novamente, boa parte da imprensa ocultou a sua verdadeira posição. Até onde vi só a Band marcou posição. Concordemos ou não, isso é mais digno do que ocultar os interesses que defende.
Eu, pra ser honesto, só consegui entender um pouco do que estava sendo votado (e discutido) ao assistir o debate entre o Washington Novaes e um jornalista do Valor, no Comitê de Imprensa (TV Câmara). É um assunto que deveria interessar a todos nós, não só aos ruralistas e ambientalistas.
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Na penúltima coluna eu falei sobre o “jornalismo de palpites” e o espírito de pitonisa que tomou conta de algumas figuras. Pra mim isso é brincadeira e só pode ser tratado como tal. Tanto é que resolvi brincar de palpiteiro depois que o Renan soltou seus chutes para a final de alguns estaduais. Se quiserem ver o resultado é por AQUI.
Viram como é fácil palpitar? É mole, mole, mole… Daí algum de vocês deve estar pensando o que eu diria se tivesse errado todos os palpites. Elementar, caro Watson, eu faria o mesmo que os palpiteiros profissionais. Saída pela esquerda, de fininho, fazendo cara de paisagem :P É claro que eu nem tocaria no assunto.

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May 11, 2011

Bondade Global

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:25 pm
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bola poltronaPra variar acabei esquecendo de abordar uns 2 ou 3 pontos quando falei da imprensa esportiva na última coluna. Eu já falei isso em outros tempos e volto a insistir: a culpa direta do baixo nível das transmissões, comentários e programas é das emissoras. Parece que a única preocupação é com a parte técnica das transmissões. E mesmo isso, ocasionalmente, apresenta falhas.
Como bem lembraram nos comentários, a presença de certos comentaristas e apresentadores é proposital. As emissoras querem, SIM, causar polêmica e fazer marola. E, não vou negar, boa parte do público gosta disso. O problema é saber até onde compensa trocar a informação e a análise, por polêmicas vazias e troças de péssimo gosto. Assim como gostaria de saber até quando alguns anunciantes vão financiar essa palhaçada.
Há poucas semanas eu vi na TV Ulbra uma matéria (propagandística) falando de um novo curso na universidade, uma especialização em jornalismo esportivo. Na hora fiquei até rindo sozinho. As emissoras (e rádios e jornais) nem ligam mais pro diploma de jornalismo. No setor esportivo então…. É totalmente dispensável. Como dizem hoje em dia, o sujeito precisa “causar”. Basta ver os comentaristas que temos por aí. Basta analisar quem é valorizado pelas emissoras. Vejam o caso do Mauro Beting na Band. Mais um pouco e a Band coloca ele na portaria. Nem vou comparar com o Neto, até o Denílson tem mais espaço que o Mauro. Pra que? Pra dançar no estúdio e fazer caretas? Ou a Band precisa de um comentarista pra armar briguinhas sobre Erechim com o Milton (Ieti das) Neves?
Não gostaria de abordar o lado profissional do Mauro. Cada um sabe onde aperta o calo. Mas, eu, por muito menos, já teria pedido o boné há muito. Não suportaria tanto desprezo e humilhação. Mas eu posso comentar outro aspecto, minha falha de avaliação. Confesso que eu pensei diferente sobre o José Emílio. Acreditei que ele fosse mudar alguma (s) coisa (s) na Band. Errei feio!!
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O pior é que a Band não é caso isolado. Vejam o caso do Ronaldo Giovaneli na Rede TV. Ele está lá pra comentar futebol ou pra “causar”?? Vocês vão me dizer que a emissora não conseguiu arrumar ninguém melhor pra formar a equipe? E a moça da embaixadinhas, qual a sua relevância? Está lá pra torcer, pra dar risadinhas ou por causa da bela voz?? Pela capacidade profissional é certo que não!
E na Globo, qual o rumo que a emissora está buscando pro seu esporte? Tudo bem, a Globo efetivou o Milton Leite (um dos poucos que sabe narrar no ritmo da televisão, sem a empolgação desmedida e gritaria da rádio), mas e esse papo de levar o Ronaldo Nazário ou sondar o Neto pra comentar? E o Globo Esporte? Até quando o Tiago Leifert vai achar que é mais importante que a notícia. O espectador do GE liga lá pra acompanhar as notícias ou pra ouvir as piadinhas? Querem “causar” também?
No caso do GE eu preciso fazer uma ressalva devido às edições regionais. Em algumas (que consigo assistir) não há a fixação em fazer gracinha ou causar polêmicas estúpidas. E nem por isso o programa fica rígido e enclausurado. Dá pra ser objetivo e descontraido ao mesmo tempo.
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Já abordei a questão dos direitos do Brasileirão em várias oportunidades. E, mesmo parecendo arrogância, vou dizer que eu esperava isso mesmo. E até comentei, em certo dia, que alguém iria pagar a conta de cutucar a “Gorda” com vara curta. Brigar com os clubes mais inflexíveis (abertamente) seria um grande erro estratégico da Globo. Ela não vai provocar mais antipatia do que que já tem. Mas talvez se vingue de alguns dirigentes de clubes quando surgir a oportunidade.
Porém, sobrou pra Rede TV. Como lembraram nos comentários ela acabou perdendo a Segundona, agora na Band. E a Band ainda deve levar os campeonatos sulamericanos na parceria (extendida) com a Globo. Talvez isso explique os recentes cutucões (via telejornais) que a Band e Rede TV andaram trocando. Mas, por trás da briga, existe o dedo da Gorda. Podem acreditar!
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A transmissão da Segundona vai tapar parte de um buraco na programação da Band. Já viram como anda a tarde do sábado lá?? Pois é, desde a saída do Raul Gil a Band não conseguiu resolver a questão. Já botaram filmes, desenhos, seriados, reprises de programas… Isso sem falar que até pensaram em um novo programa da Márcia no horário!! Agora o futebol pode ajudar um pouco aos incompetentes do Morumbi. Sozinhos continuariam uns 3 anos tentando fechar a grade. A Globo é tão boazinha…. :P
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Acabou a primeira novela produzida pela Rede TV!
Não entenderam a afirmação? Tá, eu estou falando da novela da venda da participação do Marcelo Carvalho. Depois de quase 2 anos ouvindo o vende não-vende, foi batido o martelo e ele vai passar seus 30% pro Amílcare. Resta saber se agora, com comando único, a emissora vai se profissionalizar (de verdade) e se organizar como uma rede nacional de televisão. Pouco adianta investir milhões e milhões na sede (em Osasco) se a cobertura nacional é um verdadeiro “queijo suiço” e boa parte da programação está na mão de terceirizados.

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