Fórmula Erro
Vou contar uma coisa: quando era moleque, no colégio, inventei com uns colegas de repetir um bordão (meio bobo) quando aconteciam coisas não muito boas. Bastava uma caneta cair no chão, alguém tropeçar no pátio, aviso de teste surpresa, lá vinha um de nós repetindo: “Deus castiga”! Depois de um tempo a gente cansou da brincadeira. Mas acabei lembrando dela ao ver o “circo de horrores” em que se transformou a etapa de São Paulo da Indy. Sem esquecer que no ano passado já haviam cometido uma lambança colossal.
Fica até difícil iniciar uma análise de tudo que aconteceu lá. Foi um festival internacional de erros. Mas tudo democrático, uma parte é responsabilidade dos organizadores, outra da IRL, outra da Prefeitura de SP, outra da Band… Todas as decisões foram questionáveis. Quando era pra apertar o botão verde apertavam o vermelho, quando era a hora do vermelho apertavam o verde… O resultado final foi aquele, praticamente não tivemos corrida.
Em favor dos organizadores eu só posso dizer duas coisas:
- Podemos prever mas não controlar o clima.
- Haviam compromissos com emissoras, horários de satélite, público presente, patrocinadores, logística, etc…
Tirando isso não salvo nada. Muita coisa precisa ser repensada se desejam que o evento tenha sucesso nas próximas edições. Começando pelo circuito. Não consigo entender a não utilização de Interlagos. Gastam milhões para construir, reformar, manter um autódromo (de boa qualidade) e a Indy me inventa de montar um circuito de rua e arquibancadas móveis. É um gasto e transtorno que não consigo assimilar. Se quiserem realizar a corrida nas ruas é o caso de se avaliar outra cidade. Também não sei se a data atual é a melhor pro evento. De outra forma só posso continuar dizendo: Deus castiga!
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Na parte da transmissão a coisa não foi lá muito bem. A confusão da corrida acabou se alastrando para a equipe da Band. Praticamente só salvo o Felipe Giaffone. Ele sim tentou coordenar um pouco o raciocínio e agregar informações úteis para quem assistia. Já o Luciano do Valle (como lembrou o Leonardo nos comentários recentes), pelo amor de Deus! Deu até pena ouvir uma transmissão tão confusa e com tantos nomes trocados. Por mais cartaz e fama que ele tenha, duvido muito que o Théo José teria feito tanta lambança.
Mas isso nem é o pior. Eu canso de ouvir o pessoal criticando o Galvão Bueno por N motivos. Com razão em muitas coisas. Acompanho a F1 desde os 8 anos, vi muita coisa. E eu também já cansei do discurso ufanista buscando um novo ídolo, um sucessor do Senna. Da mesma forma que não suporto as desculpas para os erros e fracassos de pilotos brasileiros. Mas o que podemos falar da Band e do seu narrador oficial? Fazem diferente? Analisam o desempenho dos brasucas com isenção? Comentaram sobre as falhas na organização da prova? Citaram o transtorno causado pela finalização da corrida na manhã de segunda?
Francamente… O que eu vi foi o competente trabalho para ocultar as arquibancadas (vazias) na segunda-feira. Todas as câmeras estavam focadas na pista e não se moviam um centímetro sequer em outra direção. Definitivamente, esse não é o melhor modo de proceder.
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Também não é um procedimento correto quando emissoras misturam (de forma proposital) as informações jornalísticas e a publicidade. Eu acompanho a afiliada da Rede TV em Rondônia, SGC, pelo B4. E já estava pra falar aqui sobre uma prática que deve ocorrer aos montes, Brasil adentro. Explico: essa emissora também tem aqueles programas popularescos na hora do almoço. Já falei sobre esses programas e nem vou tocar no assunto agora. O que incomoda mesmo é ver que entre as reportagens eles inserem ações de propaganda. Mas não são ações normais, eles botam uma repórter, com o microfone (e a capa com o logotipo da emissora), fazendo propaganda de empresas e fingindo que aquilo é uma reportagem. Um espectador mais desavisado pode pensar que a repórter está mesmo informando sobre as promoções da farmácia X ou Y.
A gente tende a achar que isso ocorre em emissoras menores, em regiões distantes, mas não é bem assim. Na sexta passada, acidentalmente, deixei a TV na Band enquanto estava na Internet. Lá pelo meio do Jornal da Band escuto o Casoy lendo uma notinha sobre uma seguradora multinacional que estava transferindo seu escritório regional (dos EUA) para São Paulo. E finalizou dizendo que a seguradora tencionava ampliar sua participação no mercado brasileiro. Amiguinho, isso é press release. Isso é notícia pra página 8 de um jornal de economia. Pra parte inferior da página! E notinhas como essa são lançadas às milhares por todas as empresas. Dá pra montar um jornal (impresso) inteiro com essas notas. Notas essas que são muito diferentes, por exemplo, de uma grande aquisição ou de um investimento bilionário de alguma empresa. Tão difentes que eu só posso acreditar que a notinha passou antes pelo departamento comercial da Band. Justo a Band que se vangloria tanto de sua ética e isenção. Tá bom!!!
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Falei na SGC (de Rondônia) e gostaria de lembrar que essa é uma daquelas afiliadas “vai como quer” da Rede TV. Na semana passada ela até transmitiu a Liga da UEFA e o campeonato Italiano e Inglês. Mas até aquela data ela vinha ocupando o horário de quase todas as partidas com programas locais e horários alugados. Mas não é só o futebol que eles cortam, isso ocorre com diversos outros programas. O Rede TV Esporte, por exemplo, era exibido até o final de Março. Daí resolveram tirar pra colocar um religioso e um espaço de vendas.
Nunca fui contra os programas regionais, mas é preciso ter um mínimo de coerência e organização. Existe espaço pra programação em rede e pros regionais. Basta ajustar tudo. E ninguém (incluindo o espectador) perde nada. Um bom exemplo da coisa correta é a TV Capixaba, afiliada da Band no Espírito Santo. Exibe toda a programação principal da Band e utiliza os horários ociosos com seus programas locais. Programas até bons se considerarmos o que se vê em muitas afiliadas por aí.


Foi uma Lambamça daquelas.bem ao estilo”BAND”!o Luciano Do Vale extrapolou os limites de”Errar e ser Ufanista”.desde os treinos de Sábado(a turma da tv clube-PE,não engoliu essa de treinos livres sendo transmitidos as 7 da MANHÃ),até a corrida”Valendo”de segunda!sobre a pista:é melhor q o chato traçado de interlagos.infelizmente essa praga de”programas POVÃO”parece dificil de ser combatida a curto prazo.já passei dessa faz tempo!
Comment by leonardo-pe — May 4, 2011 @ 12:58 am
Foi vergonhosa essa corrida não pelo adiamento em si, mas pela falta de condições da prova continuar domingo mesmo depois da diminuição da chuva; isso acontece muito pq o asfalto da pista é uma porcaria, pois ali não foi feito nem para carros normais trafegarem, imaginem então carros de corrida. Infelizmente o que vemos no Brasil é aquela coisa: “sou sócio do evento, por isso não posso criticar”, e isso é em todas as áreas e com todas as TVs, lamentavelmente. E concordo plenamente sobre a questão do ufanismo, que na Band ainda tem tons comerciais, em relação aos pilotos (como tb existia na época do Senna).
Gostaria que você(s) comentasse(m) uma declaração ridícula daquele Jorge Igor do EI; domingo depois dos jogos do Estaduais e do final do Carioca ele disse “graças a Deus, menos um estadual”; claro que não precisa ser gênio para saber que os estaduais precisam ser diminuidos e racionalizados. Mas detesto esse discurso elitista e patético de que os campeonatos não valem nada, ainda mais qdo a emissora dele “perde” um tempão falando desses campeonatos que “não valem nada”, mesmo nem tendo o direito de transmití-los (e com certeza se tiverem esse direito vão adorar e vão propagandear à vontade).
Lamentável tb a nossa imprensa fazer o papel de assessoria ao governo norte-americano na questão do Bin Laden, que para ser sincero, para mim já está morto (ou desaparecido) há muito tempo; posso fazer o papel de teórico da conspiração, mas toda essa história de 11/9 cheira muito mal (basta ver o filme do Michael Moore sobre o tema).
Comment by Alexandre — May 4, 2011 @ 10:55 am
Aliás, por falar em isenção editorial, a chamada da estréia do Heródoto Barbeiro na Universal News cita isso; será que ele poderá falar sobre casos policiais que envolvam “pastores” da IURD? Além disso no final da matéria ele diz que “vem polêmica” no jornal dele; será que vão ser polêmicas estilo “TV Fama”?
Comment by Alexandre — May 4, 2011 @ 10:58 am
sem falar no nosso luan santana q:se sua carreira não acabou,esá perto.o cara simplesmente MATOU o hino Brasileiro.Resultado?uma VAIA categorica!
Comment by leonardo-pe — May 4, 2011 @ 12:13 pm
@Leonardo, sobre Interlagos eu falei não pelo traçado (já usei simulador de F1 e detestava aquelas curvas fechadas), mas no sentido de evitar o bate-para-bate-para 40 vezes. Lá quem roda sai da pista e não atrapalha tanto. Esqueci de citar o Luan e sua versão bizarra do hino nacional. Ele foi a cereja do bolo de chuchu.
@Alexandre, tô pra falar um pouco dos comentaristas esportivos. Não tarda.
Comment by Marco Telinha — May 4, 2011 @ 1:46 pm
Eu discordo sobre a dita “declaração ridícula” que o Jorge Iggor disse, citada pelo Alexandre. Quem chegou a acompanhar o “Jogando em casa” sabe que desde o início dos regionais houve essa discussão em que uns são contra e outros a favor dos regionais.
O fato de “perder tempo falando” sobre os regionais é que algo a ser informado independente de gosto. O casamento real foi algo inútil para a minha vida mas nem por isso é desnecessário a realização de uma cobertura pela imprensa.
Comment by Cléh Cerqueira — May 4, 2011 @ 2:13 pm
Gostaria de saber o que acharam da participação especial do “Crack” Neto no jogo da Liga dos campeões?
A band não entende que “em time que esta ganhando não se mexe” e decidiram colocar o Neto para atrapalhar a melhor(e única) boa dupla esportiva do quadro(Téo José e Mauro Beting). Uma enorme infelicidade.
Comment by Cléh Cerqueira — May 4, 2011 @ 2:19 pm
Respeito sua opinião Cléh; só para explicar, o “ridículo” para mim foi até mais no tom da declaração que ele deu do que no conteúdo; como eu disse acima, é óbvio que os estaduais não são mais o que eram no passado; só acho que a emissora, por ter outros eventos e não passar os estaduais perde um pouco de tempo sim ao falar de algo e ainda denegrir e só não denigre obviamente, qdo cita os clubes para promoções de celulares, torpedos e outras patacoadas. Sobre o boçal que comentou o jogo na Band vc disse tudo.
Só para arrematar o que disse do Heródoto: o cara passa (pelo que eu me lembre) mais de 20 anos na CBN (ex-rádio Excelsior), para agora querer liberdade editorial? Faça-me o favor…
Comment by Alexandre — May 4, 2011 @ 6:01 pm
Curvas difíceis?haha, é isso que faz do circuito de Interlagos um dos preferidos dos pilotos. Ele é f%¨& de se correr. Isso anda em falta na F1 hoje.
Não acho que a corrida deveria ser em SP. Ainda mais em Interlagos. Poderia ser no Rio, Salvador, sei lá, SP é da F1. A corrida só é lá por causa da Band.
Sobre a transmissão, vc disse tudo. É o padrão Band de porcaria. Já me fartei dela.
Comment by renan — May 4, 2011 @ 6:56 pm
mas a BAND AMA Neto.o termo é esse.e não só Neto.o Milton(Merchan)Neves Tambem!o pior é tem muita gente q assiste essa Duplinha Triste!
Comment by leonardo-pe — May 5, 2011 @ 1:05 am
Eu acho que a audiência e importância das corridas são muito sobrevalorizadas. O povo acompanhava Formula 1 quando o Senna ganhava quase todas as corridas, e numa época em que a Seleção Brasileira não ganhava nada. Numa época em que a equipe do Senna era a principal e a certeza de vitória era muito grande. Quando o campeonato fica mais competitivo, o brasileiro enjoa, e hj em dia não mais aquela gana por títulos que o jejum do futebol deixava.
Comment by J.S. Lopes — May 5, 2011 @ 11:22 am