June 30, 2011

Há É Pegadinha do Twitter

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:49 pm
2 votos votar

trending topics newsMas nem se fosse combinado daria tão certo. Nem se rezasse uma novena (seja lá o que isso signifique). Mas na última coluna falei do uso errado e exagerado do Twitter em programas de televisão. E nem tanto pra mandar perguntas e abraços, como acontece no EI, Rede TV, Mix e cia bela. Reclamei mais de usarem o Twitter como pauta, fonte e referência. Não dá!! Nem o Twitter, nem o Facebook, Orkut ou qualquer outra rede da moda. O próprio nome, rede social, já mostra que aquilo é um ambiente informal, descompromissado, de lazer e confraternização. Lá as pessoas escrevem e apagam as bobagens que quiserem. Não é, nunca foi e talvez nunca seja fonte e pauta pra jornalistas sérios. Talvez até sirva pro jornaleco de Bototó do Sul ou pra rádio pirata de Querengué do Norte. Mas não pode ser referência pra uma rede nacional de televisão.
Mas o pessoal teima. E acabamos com mais um trote aplicado pelo Twitter. Pelo não, via Twitter. Dois amigos gays (combinados ou não) resolveram brincar espalhando a notícia que um havia morrido. Nem me perguntem se o culpado foi X, Y ou ambos; isso é secundário pra mim. O relevante é que em poucas horas a mensagem do Twitter se tornou manchete em praticamente todos os portais brasileiros. E logo depois foi a Record (no Hoje Em Dia) que embarcou no trote. E talvez mais algumas emissoras; não sei dizer pois não estava em casa no momento. Na verdade eu só fui saber da palhaçada lá pelo início da noite, ao passar pelo Cidade Alerta. E tudo que vi foi o Datena levantando teorias, jogando a culpa pro outro lado, alegando que varios portais também cairam no trote… E imagens da Chris Flores chorando horrores no estúdio, a Fabíola Réptil garantindo (de patas juntas) que o Amin havia morrido, o Zucatelli com cara de bebê chorão… Confesso que me diverti pra valer.
Mas vamos falar sério, a Record (aquela do jornalismo de primeira) vai se valer do erro dos portais pra encobrir seu vexame?? Vão me fazer crer que a apuração da notinha foi só ligar pra um primo distante do Amin? E vão querer que eu acredite que todos os portais também ligaram pro mesmo primo distante pra confirmar o boato??? Hahahaha, quanta coincidência! Pois eu prefiro continuar burro e acreditar na minha própria teoria: Um primeiro portal soltou a notícia e todos os outros foram na cola. E a Record, com seus 15 milhões de repórteres espalhados pelo planeta, preferiu garantir mais 2 pontinhos de audiência pro Hoje Em Dia em lugar de apurar melhor a notícia. Imagina se ela tivesse um jornalismo de 5ª categoria!!!
O pior é que essa gente adora pisar na mesma casca de banana, igual aquela piadinha boba. Lembro que lá pelo final de 2010 o Rafinha Bastos e o Danilo Gentili (ou outro integrante do CQC) armaram uma briga pelo Twitter. E dezenas de portais e sites cairam na pegadinha. Neste ano tivemos o caso das “tchecas do Pânico”, criadas (via Twitter) pela campanha viral de uma cervejaria. E os espertalhões e descolados do Pânico cairam feito patos. E agora tivemos o trote das “amigas”. E o pessoal continua pisando na mesma casca de banana.
Sei que muitos vão discordar e dizer que as redes sociais são fonte de notícia, que foram ferramenta pra derrubar ditaduras no Oriente Médio, que permitem uma interação entre o público e os veículos e coisas assim. Tudo bem, mas elas são só uma rede social. A Maria pode publicar uma notícia real, mas o João pode postar um trote ou uma piada. Sem apuração as duas mensagens têm a mesma credibilidade: ZERO! Se o Twitter fosse referência jornalística (ainda que muitos acreditem nisso) não precisariamos ter tantas redações e profissionais trabalhando. As emissoras podem demitir todo mundo, acabar com os telejornais e deixar uma gostosa lendo os trending topics.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Logo depois da estréia do E Aí, Doutor eu tentei ver uns pedaços pra poder opinar. E disse achar aquilo muito cansativo e pouco interessante pra brigar por audiência ou justificar a compra de um formato de uma produtora estrangeira. Não custa lembrar que esse tipo de negócio costuma incluir não só a cota inicial, mas também uma participação nas receitas futuras do programa. É um grande negócio. Pra quem vende a bagaça…
Alguns dias depois da crítica, zapeando, vejo uma moça dançando no palco do E Aí, Doutor. Dança flamenca!! Parei espantado e fiquei esperando o resultado daquilo. Acabou a dança e o tal dotô foi falar com a dançarina. E daí vira-se pro público e, didaticamente, ensina que dançar queima calorias. E queimar calorias emagrece!!! Só faltou terminar dizendo: “não contavam com minha astúcia”!!
Mas nem posso criticar o programa. Primeiro que é melhor que o Geraldo Brasil, como disseram nos comentários. Mas poxa, até o Programa do Jacaré é melhor que o Geraldo Luís!!! E outra, sei de tantas atividades que queimam calorias… Uma delas até poderia incluir a dançarina. Ou qualquer outra mulher atraente. Ei, dotô, quantas calorias queima um “canguru perneta” no palco do seu programa???
Mas falando sério, dá pra entender como a 2ª maior rede de televisão do país inventa de comprar um formato tão besta e repetitivo?? Ou alguém acha difícil criar um programa com dicas de saúde e higiene?? Ah vá, em todos os programas da Gazeta (todo santo dia) aparece um dotô respondendo dúvidas e dando dicas. Na Gazeta e em todos os programas femininos ou de variedades. Desde quando isso é novo???
Tanto esse formato é antigo e desgastado que o E Aí Doutor acabou micando na audiência. Perdia, repetidamente, pras novelas reprisadas do SBT. Como a audiência raramente passava dos 5 pontos o jeito foi arregar e mudar de horário. Se bem que… Será que mudar o horário resolve o problema de um programa fraquinho???
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Por falar em programas femininos… Agora o JH virou, oficialmente, um jornal feminino. Talvez eu esteja atrasado, mas como não vejo o Jornal da Sandra regularmente… Tô lá distraído e me aparece a Renata Capucci no meio da rua, com umas donas experimentando roupas e dizendo se aprovavam ou não os modelitos. Tudo pra ajudar as amigas donas de casa. E afinal, temos tão poucos programas e quadros sobre moda…
Agora é importante que a Globo inclua quadros iguais no Bom Dia, no Jornal Nacional, no Jornal da Globo… Ou será que eles não querem mais audiência feminina nesses telejornais?? Sem falar que homem também se interessa por moda. Eu mesmo estou com uma dúvida: levei um soco outro dia, será que um blazer bege combina com meu olho roxo??? :P
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
A Rede TV e a Band estão numa disputa acirrada pra ver quem ganha na pegadinha do último bloco. Em quase todos os programas as duas emissoras inventaram de fazer o último intervalo super longo e, quando voltam pro último bloco é só pra dar beijinhos e tchau.
Mas existe coisa pior, e aconteceu no CQC da segunda passada. No final do penúltimo bloco o Tas avisou do intervalo mas disse que ainda haveria um quadro antes do final. E tome aquele intervalo de 5 minutos. Volta o programa e, já com os letreiros rodando, o Tas diz algo como: ” Não temos tempo pra mais nada. Obrigado pela audiência e fiquem com o Jornal da Noite…”
Eu estou esperando a minha carteirinha de Panaca Oficial que a Band e Rede TV estão devendo.

Gostou? Compartilhe:
« « TV Twitter| Mentiras na Latinha » »

June 27, 2011

TV Twitter

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:44 am
0 votos votar

Na última coluna eu falei um pouco sobre a volta do Datena ao Cidade Alerta e minha opinião sobre a corrida ao “pote de ouro no final do arco-íris”, os programas policialescos e populistas. Pois vou voltar ao tema. Ainda mais que agora, oficialmente, a Globo assumiu que fará mudanças em seu departamento de jornalismo para buscar o público da (famosa e idolatrada) classe C. Parece que o tom de informalidade (forçado demais) não foi suficiente para atender o público que gosta de gritaria, tragédias e violência. Um dos sinais mais claros dessa postura é notado no Bom Dia Brasil, agora com o Rodrigo Pimentel comentando a violência. Mas não podemos esquecer que já tem um tempinho que o Bom Dia vinha se servindo de boas doses de acidentes em rodovias e imagens de helicóptero.
Outro movimento sensível ocorreu com o SBT Brasil. E não somente na bancada, com apresentadores mais populares. É bem nítido que as reportagens ganharam cores mais fortes e um linguajar bem popular. Quase lembrando o nada saudoso Aqui Agora. Não é preciso ser um gênio pra perceber que o SBT também buscou a classe C. Num primeiro momento a audiência caiu pra menos da metade. Mas a entrada do Chaves (!!!) antecedendo o jornal acabou elevando a audiência que o SBT Brasil recebe e com o mesmo público alvo. Voltou ao antigo patamar.
O curioso é que essa estratégia de colocar o Chaves pra alavancar (novamente) a audiência do SBT acabou provocando estragos no programa do Datena. Muitos imaginaram que o Brasil Urgente e o Cidade Alerta iriam brigar pela mesma fatia do bolo; até com certa lógica. Aí chegou o Chaves e derrubou todos os paradigmas. Por mais absurdo que pareça ser. E sem custar nada pro SBT.
Eu publiquei a audiência da estréia do Cidade Alerta (também conhecido como Bala Que Eu Te Escuto) e depois os números da terça (pelos comentários). A grosso modo podemos dizer que o Datena estreiou com 10 pontos e foi pra 9 e até 8 de média em São Paulo. No Rio de Janeiro e Porto Alegre o programa ficou entre 6 e 7 pontos na média. Em Belo Horizonte o insucesso da Record é histórico e a média pouco passou dos 4 pontos. Mas, considerando que o cidadão que está em Fortaleza ou Curitiba não está tão preocupado em ver um caminhão tombado em Diadema… Ainda gostaria de lembrar a vocês que o Chris (apesar de 2.814 reprises) costumava ficar entre 6 e 7 pontos e infernizar a paciência do Datena quando ele ainda se esgoelava nos estúdios do Morumbi.
É um caso pra se pensar. Não sou retardado a ponto de dizer que a classe C não existe ou deve ser desprezada por emissoras ou empresas. Pelo dados que tenho ela já é (ou será em breve) maior que a classe B ou a DE. É gente pra caramba! O problema é descobrir o que essa gente realmente quer assistir na televisão. Eu falei na última coluna que apostar todas as fichas no estilo “puliça X bandido” tem um alto grau de PRÉ-conceito. E agora chega o Chaves pra me auxiliar nessa teoria. Talvez, bem talvez, eu tenha um pouco de razão.
Sem falar que, mesmo não querendo levar pro lado pessoal, eu conheço várias pessoas da classe A que gostam de puliça news. E conheço muitos da classe C que abominam a exploração (exagerada) da violência e tragédias. Eu mesmo, ainda que totalmente fora do padrão habitual, e fazendo parte da classe C, odeio profundamente todo esse lixo populista e demagógico. Sem esquecer que, com o passar do tempo, e com mais acesso a Internet e outros produtos culturais, a classe C vai começar a demandar mais e melhores produtos televisivos. É questão de tempo. Podem me cobrar depois.
(o assunto segue num futuro próximo…)
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
A luz vermelha está acesa no esporte da Rede TV. E a coisa parece bem esquisita. Nem preciso lembrar que a emissora começou o ano mirando no Brasileirão. Eu falei que era um projeto irresponsável diante do contexto e problemas da emissora. Não que ela não tivesse o direito (e dever) de buscar alvos mais altos. O errado é sonhar com um Lamborghini quando ainda não quitamos o Uno. Muito bem…
O tempo passou e o Brasileirão ficou mesmo com a Globo (e Band na parceria). Pior, a Rede TV esqueceu de cuidar do quintal e acabou também sem a Série B. Na última semana foi a vez do Terence Paiva (diretor de esportes da emissora) pedir o boné e pegar o caminho do Morumbi. E eu ainda tive de ler que o Ronaldo Giovaneli teve um acesso de “kajurite aguda” quando soube da saída do chefe. E fiquei mais espantado ainda quando li que a emissora tentou por todos os meios amenizar a crise, tratando o Ronaldo como uma diva do cinema. Pasmem!!!
Só espero que a perda da Série B tenha servido de lição. Se não acordarem vão perder outros eventos. E a Rede TV não está em condições de perder muita coisa. Ou vai acabar almoçando a janta.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Só como exemplo: sábado eu estava folgado em casa e (diante das porcarias que passavam no horário) parei pra ver um pouco da edição especial do Rede TV Esporte. Não custa lembrar que o programa foi concebido pra ser um recheio entre os jogos que a emissora vinha exibindo no dia. Agora, sem a Série B e com as férias do futebol europeu… Estão querendo enfiar um pé 43 num tênis 37. E não é só isso, estão calçando os pés trocados!!!
O programa está uma colcha de retalhos. Entra uma apresentadora, sai, chega outra, volta a primeira, entram comentaristas, saem, chegam outros, matérias antigas, matérias novas… E nem assim pra ocupar as 2 ou 3 horas de programa. E aí veio a idéia de jerico. Algum gênio de plantão inventou de misturar esporte com redes sociais. Não, não é só ler os emails e twittes dos espectadores. Negativo, eles resolveram varrer a internet buscando 140 caracteres de jogadores, técnicos, vídeos de lances bizarros e todo aquele besteirol. Qualquer assunto e a Paloma (deu até pena da musa) tinha que perguntar se o comentarista dava o “eu curti” do Facebook ou não. Mais um pouco e o Sílvio Luiz resolveu filosofar sobre o Twitter, os erros gramaticais dele, as fotos diferentes que ele posta, a unha encravada que tem… Ao lado o Bianconi estampava um sorriso amarelo e um olhar de quem estava pensando: “socorro, me tirem desse hospício”!!!
Vamos combinar um negócio, e isso vale pra TODAS as emissoras, se alguém quiser ver o Twitter do Kaká ou do Mano Menezes não precisa da televisão. Pela Internet é bem mais fácil e rápido.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Eu já falei sobre o Festival de Parintins em outros anos e não queria voltar ao assunto novamente. Até porque não conheço a festa e não tenho qualquer motivo pra perseguir o evento. Pode até ser muito bonito e empolgante. Mas lá na cidade. Como produto de televisão não me agrada. Mas a Band insiste! Mesmo com a baixíssima audiência. Talvez motivada por algum patrocínio gordo ou algo assim. Sabem como a Band pensa: primeiro o bolso, depois o resto.
E já que o “Marcosoo” perguntou (nos comentários), vamos aos fatos. A audiência, nos horários em que conferi os números, foi irrisória. Raramente vi algo acima de 1 ponto; quase sempre em 0,5. Uma alegria pra Gazeta, CNT, MIX TV, MTV e demais nanicas. Todas deram uma sapecada básica na Band. Parece que não sou o único que não aprecia o festival pela TELEVISÃO.

Gostou? Compartilhe:
« « Habemus Loiras| Há É Pegadinha do Twitter » »

June 23, 2011

Habemus Loiras

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 6:48 pm
3 votos votar

Vocês aí preocupados com o Datena na Record e eu pensando em coisas bem diferentes. Na verdade eu estou é indeciso pra escolher as bonitezas da edição de hoje do Belas & Barangas. Tenho um bom número de novas, tenho outras que já publiquei, tenho morenas, loiras, ruivas, mulatas… Vou no uni-duni-tê, a escolhida foi… Ponto pro time das loiras!
E vou aproveitar a ocasião pra reclamar contra o preconceito que as russas sofrem nesse país. Alguém viu a Lola Melnik no programa do Sílvio no domingo passado? Ela participou do quadro das 3 pistas. Acho que só eu e o Sílvio gostamos da loiraça. Mais eu, é claro! Lembro da primeira vez que vi a gringa. Daí corri pro pai dos burros e catei umas fotos da moça e publiquei aqui. Daí ninguém ligou. Mais um tempo e voltei a publicar umas fotos da Lola. E nada! Ninguém deu a mínima. Nem aqui, nem naqueles sites que fazem ensaios, nem naquelas revistas que abusam do Photoshop… Só eu e o Sílvio Santos pra gostar da loiruda. Paciência.

Mas hoje eu vou começar com uma loirinha que (quase) ninguém conhece. Sabem que eu vivo zapeando. Em todos os canais que consigo captar. Até mesmo no TV Escola!! Pois foi lá, num seriado chamado Timeblazers, que descobri essa loirinha jeitosa, Heidi Leigh. As fotos não são tão boas quanto a loirinha aparenta no vídeo mas faço o registro e a sugestão pra quem quiser ver mais na telinha.
heidi leigh timeblazersheidi leigh timeblazersheidi leigh timeblazersheidi leigh timeblazers

A segunda loira é bem famosa e nem vou dar muito espaço pra ela. Na verdade eu curtia mais quando a Angélica fazia um seriado nas manhãs da Globo (era uma fada ou algo parecido) e vivia de mini (muito mini) saia. Era uma loucura, loucura, loucura… Depois a Angélica entrou nessa neura de secar e ficou bem sem graça. Mas essa foto aqui vale muito publicar:
angélica

A terceira loira eu já publiquei mas não acho que vão reclamar desse repeteco. Senhores e senhores, a mais bela repórter da Globo: Daiana Garbin.
repórter daiana garbin

E, pra fechar, temos as loiras falsificadas. Prova de que algumas mulheres ficam melhor usando uma tintura. Vejam se a Fernanda Souza e a Samara Felippo não ficam melhor na versão blondie.
fernanda souzasamara felippo

Gostou? Compartilhe:
« « Bala Que Eu Te Escuto| TV Twitter » »

June 20, 2011

Bala Que Eu Te Escuto

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:49 pm
0 votos votar

datena cidade alertaEu já falei muito sobre os programas de puliça news e seus apresentadores bravinhos. Nunca gostei e nunca vou gostar. É um direito meu. Mas sei que existe um grande público que adora esse tipo de “shownalismo”. É um direito deles. Cada um na sua. Mas eu gostaria de lembrar que programas policialescos não são exatamente uma novidade. Assistencialismo, populismo, sensacionalismo, tudo isso sempre deu resultado com uma faixa mais carente da população. E já tem quase 30 anos que o SBT iniciou a exploração da desgraça alheia com programas como o Povo na TV e o Aqui Agora. O Datena é só a cara mais ilustre do modelo de televisão popular que as emissoras julgam ser adequado pras classes menos abastadas.
Então vamos por partes. Começa que o espectador que gosta de puliça news se prende mais ao formato que aos apresentadores. Esse foi o primeiro erro da Record ao gastar quase 40 milhões pra tirar o Datena da Band. Talvez a intenção fosse mais enfraquecer uma rival do que apenas reforçar o seu (enorme) elenco de apresentadores bravinhos. Mas quem gosta dos programas policialescos não se importa tanto com X ou Y apresentando. Quer mesmo é sangue e gritaria.
O segundo ponto é ver que a Record já ultrapassou o ponto de saturação com N programas policialescos e helicópteros dando rasantes. Tem os matinais, tem o da hora do almoço (com várias versões estaduais) e agora chega a versão do começo de noite. Com o agravante do Cidade Alerta ser exibido em rede (em grande parte), apesar de seu conteúdo local. Não consigo imaginar um sujeito em Fortaleza ou Porto Alegre preocupado em ver um caminhão tombado na Régis ou um alagamento na Marginal. Arrisco dizer que não demora muito pros espectadores da Record enjoarem de tantos helicópteros e perseguições à bandidos. Isso falando em São Paulo, que é a base da audiência divulgada. Nas demais praças tenho certeza que o Cidade Alerta vai ficar até abaixo do que o Chris dava, entre 5 e 7 pontos.
Outro aspecto interessante é saber se a tal classe C só gosta mesmo desse tipo de programa. Creio que existe uma grande dose de PRÉ-conceito ao considerar que o povão só gosta de ver tragédia e sensacionalismo. Claro que muitos gostam, mas é bom refletir se as emissoras não estão cometendo o erro de cair na teoria do biscoito (aquele que vende mais porque é fresquinho, ou é fresquinho porque vende mais). Resta esperar que o povo se manifeste e diga se isso é tudo que ele espera da televisão ou se deseja algo mais útil e proveitoso.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Há alguns meses eu falei sobre as novelas e critiquei muito a cultura nepotista que assola as emissoras brasileira. É um negócio de empregar a esposa, filha, namorado, amante, amigos… O talento mesmo é algo totalmente dispensável. E talvez isso explique, em parte, o baixo nível do que a televisão nos oferece atualmente. Pois o José Luís Datena (ídolo eterno do Leonardo-pe :P ) confirmou tudo aquilo que eu cansei de criticar. Uma de suas primeiras declarações, já na Record, foi pra pedir que contratem o seu filho (que apresenta(va) um programa de pesca no Terra Viva). O fato só evidencia que ele entrou na Band só à pedido do pai. E já vai cavar sua vaguinha na Record por causa do papito. Novamente!!!
É claro que o Dateninha não é a única carta deste baralho. Temos dezenas de outros que só arrumaram emprego na televisão devido ao QI – Quem Indicou. E, em 98% dos casos, eles já fazem parte do pacote familiar. Não fosse a pressão de pais, mães ou chegados, estariam servindo café num escritório de contabilidade.
O curioso é lembrar do meu tempo de garoto, sempre prestando atenção no papo dos mais velhos. Cansei de ouvir a mesma ladainha sempre que aparecia uma mulher bonita na televisão. Era um misto de folclore com um tanto de inveja feminina. E, certamente, com um bocado de verdade. Mas quero dizer que, no caso das moças que passaram pelo teste do sofá, elas podem andar de cabeça erguida. São muita mais dignas que esses “filhos de fulano”. Pelo menos conseguiram o emprego com esforço próprio. Mesmo que na horizontal. Já os filhos de uns e outros…
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Também vi e li algumas declarações do Datena sobre sua ex-emissora. Não fiquei nada surpreso. Não é a primeira (e nem será a última) vez que ele cospe no prato onde comeu. Não vou nem comentar. Esse é o caráter dele, paciência.
Mas eu quero falar sobre alguns dos argumentos usados pra justificar sua troca de emissora. Segundo li ele estava descontente com os rumos da Band, a falta de investimentos e ousadia de sua direção. Também falaram que ele iria pra Record ganhando menos que na Band. Duas inverdades.
Primeiro que o pacote da Record envolve o salário e mais duas multas pesadas. Só pra Record ele tinha que pagar uns 20 milhões, quantia essa que foi anulada pelo novo contrato. Ainda temos a segunda multa, por romper o contrato com a Band. Sem falar que ele vai receber bem mais que os 300 mil que andaram sendo ventilados. Talvez mais que o dobro disso.
Outra balela gigantesca é essa coisa de usar as falhas da Band como justificativa. A Band sempre foi confusa e descoordenada. E o Datena nunca reclamou disso quando era repórter esportivo da equipe do Luciano do Valle. E nem nos últimos anos. E nem reclamou do amadorismo da Band quando ela contratou seu filho, como contra-peso. Só agora o Datena enxergou o óbvio. Então tá… Vamos fazer de conta que acreditamos nisso. E no seu repentino amor pelos bispos da Universal.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
E pra fechar, a audiência média da estréia do Cidade Alerta, também conhecido como Bala Que Eu Te Escuto:
SP: 9,9
RJ: 7,3
MG: 4,3
Curitiba: 6,5
Porto Alegre: 7,8

Gostou? Compartilhe:
« « Televisão Esporte Clube| Habemus Loiras » »

June 17, 2011

Televisão Esporte Clube

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:06 am
0 votos votar

Outro dia, nos comentários, o pessoal falou sobre a recente investida da Record contra a cartolagem do futebol brasileiro. Esse ataque, como muitos outros, e em várias emissoras, encobre motivações pouco nobres. Já abordei o problema em muitas oportunidades e esse filme é velho e repetido. E já passou na Globo, Record, Band, SBT, Rede TV… Concordo que algumas exageram na dose ao usar o “jornalismo de primeira” como ferramenta de pressão política, econômica ou de vingaça contra desafetos. Mas nenhuma emissora brasileira pode se isentar de culpa nesse quesito.
As atuais “reportagens investigativas” do Jornal da Record não revelam nada de novo. Quem é bem informado, ou conhece o mundo do futebol, já sabe de quase todos esses fatos. Do mesmo jeito que ninguém pode ter ficado surpreso com o recente escândalo na Fifa, envolvendo a venda de votos. E, se quiserem investigar, verão algo muito parecido no COI, no COB, na Conmebol, nas federações estaduais de futebol, nos mais diversos clubes… Só mesmo um sujeito muito, mas MUITO, alienado pra se dizer surpreso diante de irregularidades, desvios e corrupção nessas entidades. Surpresa verdadeira seria ver as evidências provadas e esses dirigentes na prisão. É quase impossível. Do mesmo modo que é quase impossível provar cabalmente que a Record usa seu jornalismo pra atacar seus inimigos e pra bajular seus aliados.
Mesmo sem provas técnicas, sabemos que a motivação da emissora é muito pouco louvável e digna. Até porque, não faz tanto tempo assim, a Record e a Globo compartilhavam as transmissões de futebol e todas essas irregularidades já existiam naquela época. Mas nenhuma das emissoras tinha interesse em jogar “M” no ventilador. Um pouco mais pra trás, descontente com alguma decisão do “dono” da CBF, lembro da Globo atacando o Ricardo Teixeira ferozmente. Foram semanas e mais semanas com reportagens e denúncias graves. Até que, repentinamente, num dia qualquer, fez-se o silêncio. E nada mais foi dito sobre o “nobre cidadão”. Posso dizer que houve um acordo nos bastidores para reconciliar as partes? Não, sem provas eu só posso imaginar. Do mesmo modo que posso imaginar a delicadeza e os afagos da Record se ela estivesse transmitindo o futebol.
Mesmo a Band não é muito mais virtuosa que as colegas. Justo ela que levanta tantas bandeiras, que defende a moralidade e a ética com tanta veemência. Tudo é muito bonito com as câmeras ligadas. Ou não foi a Band que demitiu o Kajuru quando ele soltou o verbo contra a CBF e o ex-governador de Minas???
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Muito parecido com essa coisa de só jogar “M” no ventilador quando nossas emissoras têm algum interesse prejudicado foi o caso da prisão do ex-jogador e atual comentarista Edmundo. Nem vou entrar no mérito da decisão (ou indecisão) judicial; não tenho a menor paciência pra falar sobre nossa falida justiça que ainda não conseguiu dar um veredito sobre um delito ocorrido em 1995. O interessante é analisar o comportamento de cada emissora ao reportar a prisão do Edmundo. Um mesmo fato e cada emissora jogou as tintas que julgou melhor. Desde o rosa bebê, na Band, até o roxo “soco no olho”, da Record. Curioso, muito curioso…
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
E por falar nisso… No último programa Ver TV estavam debatendo até onde o jornalista deveria ir para atender os desejos (editoriais) da chefia ou do patrão. Se os interesses profissionais deveriam servir de desculpa para pressões superiores, mesmo ferindo a ética e a dignidade do jornalista.
Com todo respeito, estão discutindo o sexo dos anjos. Pelo que vejo, em 99% dos casos, e indo desde o estagiário até o apresentador que ganha meio milhão, todos aceitam as pressões e vontades dos patrões. Quando o salário (magro ou gordo) ou uma promoção estão em jogo a ética escorre pelo ralo. E é muito mais fácil engolir a dignidade com alguns goles de vinho importado.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
thiago leifert conta piadasOutro assunto quente nos comentários foi essa palhaçada que anda assolando os programas esportivos. E eu posso falar nisso com toda a tranquilidade, já tem quase 2 anos que venho criticando a banalização e infantilização dos programas esportivos. E não venham dizer que estou defendendo um programa quadradão e chato. Não!! Acompanho o esporte pela TV e rádio desde meus 7 ou 8 anos e já vi muita coisa. E sempre gostei de narradores e comentaristas mais descontraídos, mais soltos. Dos mais antigos eu posso citar o Osmar Santos na narração ou o Washington “Apolinho” Rodrigues comentando (na rádio). Mesmo alguns nomes que hoje estão na televisão, como o Sílvio Luiz e o Fausto Silva, começaram na rádio. E fazendo o estilo mais descontraído ou debochado. Aliás, pra quem acha o Faustão um porre eu recomendo que tente achar algum vídeo do Perdidos na Noite (da Band). É totalmente diferente desse Fausto Silva que torra nas tardes de domingo.
Mas, voltando aos dias de hoje, eu também fui um dos que deixou a televisão ligada depois do vôlei no domingo passado. Na verdade eu queria ver como estava o Tande na apresentação. E acabei diante daquela patética cena com ele e a Glenda brincando e dançando com o tal João Sorrisão. Olha, pra quem torceu e vibrou com tantas cortadas e bloqueios do Tande… Deu pena! Ninguém merece passar por tamanho vexame. E nem a gente, os espectadores. Já deu. E é “já deu” do verbo encheu a paciência. Seja o boneco inflado, seja o quadro com aqueles humoristas da internet, seja a escritora que não entende nada de futebol, sejam as frivolidades e amenidades do Esporte Fantástico, sejam as gracinhas do Leifert, sejam as ironias estúpidas do Milton Neves, sejam os acessos do Neto, as dancinhas da Renata Fan e Denílson, as cornetadas do Ronaldo Giovanelli… CHEGA!!!!! Se algum destes (ou outro) se acha engraçado que faça um teste pra Turma do Didi, estão precisando de humorista por lá. E com urgência.
Ô povo sem noção!!!

Gostou? Compartilhe:
« « O Datena É Meu Pastor| Bala Que Eu Te Escuto » »

June 12, 2011

O Datena É Meu Pastor

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:10 am
0 votos votar

Eu acho que o sinal vermelho deve ser aceso na Record. A audiência, que vinha em constante crescimento, apresenta sinais claros de fadiga. E isso vem desde o começo de 2011. Basta ver o pico que vários programas alcançavam até o ano passado e os mesmos dados hoje. E, principalmente, a audiência média. Parece que a Record bateu no teto e está descendo tudo de volta.
O mais grave, pra emissora do bispo, é que esse declínio da audiência é notado em vários programas. Peguem o Melhor do Brasil, o Jornal da Record, as novelas, CSI… Todos estão com média inferior ao mesmo período do ano passado. Os motivos são variados e eu já abordei isso em colunas anteriores. Mas o mundo da televisão lembra muito o futebol nesse aspecto; quando se ganha todos os erros são ignorados. Pois a Record focou apenas nos números e acreditou que não tinha problemas em sua grade e no conteúdo de seus programas. Um erro grave!
O pior é que a Record parece não enxergar o óbvio. Já estamos no meio do ano e a emissora só pensa no Pan e na próxima edição da Fazenda. Tratam isso como se fosse a salvação da lavoura. Isso e tentar enfraquecer a concorrência. Pois é isso que me parece essa investida da Record no comandante Hamilton (que estréia amanhã) e no Datena.
Francamente, já torrou a minha paciência essa “novelinha” do Datena e as idas e vindas dos programas de puliça. Vamos lembrar que o Datena já foi da Record, passou pela Rede TV, voltou pra Record, daí pra Band… Agora vem a Record e acha que descobriu a América?? Ora, ora… Querem um programa de puliça no começo da noite? Só serve o Datena?? E o Marcelo Resende, que já está lá? E o Reinaldo Gottino? E o Willian Travassos? E o Geraldo Luís? E o Wagner Montes?? E todos aqueles apresentadores bravinhos que atuam nas praças? E os comentaristas de polícia da Record?? Nenhum deles serve? É só o Datena que poderá salvar a audiência da rainha da Barra Funda? Tá bom, vão confiando nisso que o futuro lhes reserva uma bela surpresa!
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
O Jornal da Record está patinando na audiência mas o SBT Brasil não está muito melhor. Perdeu alguns espectadores do tempo do Carlos Nascimento e Karyn Bravo e ainda não conquistou o público almejado. E não fico nada surpreso com a atual média, por volta de 3 pontos. O jornal não convence.
Na sexta passada fiz um novo esforço pra acompanhar um pouco do SBT Brasil. Os problemas antigos continuam intocados. E já temos os novos. Eu, por questão pessoal, não gostei nada daquela coisa meio didática que resolveram usar pra abordar alguns assuntos. Não creio que o povão (alvo do novo modelo) vá gostar daquela espécie de quadro negro, que lembra uma sala de aula. E o público mais bem informado busca as razões dos fatos, não apenas a notícia crua.
Também não me convenceu o discurso vazio que a Raquel Sheherazade “improvisa” diante de qualquer assunto de menor importância. Tá fake demais pro meu gosto. Só como exemplo, na sexta ela resolveu protestar contra as atuais músicas apelativas e de mau gosto. E completou dizendo que havia uma pequena esperança por causa de Fulano, Beltrana e Sicrana. Como se a crítica musical fosse a função principal de um telejornal. Ainda mais que nem todo mundo é obrigado a considerar o Seo Jorge um baluarte da música nacional. Se ela gosta é um direito dela, não uma regra universal. E, vamos combinar, é melhor guardar a saliva pra assuntos mais relevantes.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Acho que todo mundo já pegou uma raiva considerável daquelas chamadas de começo de ano, onde as emissoras apresentam seus super pacotes de filmes pra temporada. E a exibição vai sendo prorrogada, prorrogada… Chega quase só em Dezembro.
Pois o SBT resolveu relançar essa chamada com o pacote de filmes deste ano. Até porque começou a exibir alguns (só agora em junho). E, salvo engano, o primeiro filme do pacotão do SBT foi o Sex And The City, exibido na noite de sexta. Quer dizer… Madrugada de sábado. Pois foi isso que vi ao buscar um telejornal de fim de noite. Me deparei com o último bloco do filme. E resolvi marcar bem o relógio; o filme acabou lá pelas 02:05 da madrugada. Será que não havia um horário menos ruim pra exibir o filme?? Ou a emissora acha que todo mundo vai ficar até as 2H pra ver o final?? Tá bom…
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Outra coisa que irrita bastante são aquelas campanhas que algumas emissoras lançam para divulgar seus projetos, conquistas, aspirações… A Record então, adora esse tipo de marketing. Slogans de efeito, números bem selecionados, gráficos incoerentes… Acho que vocês já viram disso. E talvez se lembrem das propagandas da Record inflando sua “qualidade” e projetando conquistas grandiosas.
O mercado publicitário, que deveria ser o alvo maior dessas campanhas, não se ilude tanto com tal discurso. É muito parecido com o que eles já fazem pra vender os produtos dos clientes. Então as emissoras usam essas campanhas mais pra ganhar o espectador. Buscam criar o tal efeito manada. O sujeito é levado a acreditar que todo mundo assiste o programa X e ele vai junto para não ficar de fora da “festa”.
O problema é que os meses vão passando e o sucesso esperado não chega. E o departamento de marquetingue precisa de fatos pra abastecer a internet com notinhas manipuladas. Então resolvi capturar uma dessas mentiras que são distribuídas por meio de redes sociais e blogs. Vejam a tela abaixo (cliquem pra ampliar). A notícia foi postada no dia 11 de Junho de 2011. E diz que a Record conquistou a liderança em Moçambique (ohhhhh!!). E o gráfico exibe os dados de Julho, Agosto e Setembro… De 2010!!!!!! Isso mesmo, os dados são do ano passado e foram requentados pra criar a impressão de uma conquista próxima (no Brasil). Então tá, me engana que eu gosto.
gráfico manipulado record

Gostou? Compartilhe:
« « Risada Amarela| Televisão Esporte Clube » »

June 7, 2011

Risada Amarela

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 3:29 pm
0 votos votar

tom cavalcanteFazer humor não é fácil. O que é engraçado pra um pode ser terrivelmente chato pra outro, e vice-versa. Mas, independente da preferência pessoal, creio que o setor vive uma crise ampla, geral e irrestrita. Confesso que não lembro de um período com uma produção humorística tão pobre na televisão brasileira. Pouco, muito pouco, se aproveita. Tanto é que, na coluna passada, ao abordar o ressurgimento da Escolinha (agora do Gugu), me vi obrigado a elogiar a velha e cansada Praça É Nossa.
Apesar do modelo batido e de centenas de piadas repetidas, a Praça é um dos poucos programas onde alguém pode, eventualmente, soltar uma gargalhada. Mais pelo talento de um ou improviso de outro que pelo texto engraçado. Mas notem que eu estou falando em gargalhadas. E gargalhada é bem diferente de uma risadinha ou de um “hehehe”. Um riso leve até que ainda é comum, mesmo que não contagie tanto o espectador. Mas é o riso diante do esperado e conhecido, como o que acontece com um espectador ao ver a enésima reprise do Chris ou do Chaves. Ou após ouvir o bordão de um comediante ou um trocadilho de um entrevistador do Pânico ou CQC. E isso, convenhamos, é muito pouco.
Atualmente temos mais burocratas do humor do que gente irreverente e ousada. E humor burocrático é algo muito chatinho. Chatonildo. Tanto que acabou enterrando, por exemplo, o Casseta e Planeta. E transformou o Zorra Total num dos programas mais odiados da televisão. Com bastante razão. Mas a concorrência não vai muito melhor que a Globo. O Show do Tom já esgotou o seu modelo, baseado em piadas, paródias e gincanas. Está muito longe de empolgar. Mas ainda é melhor que o Legendários, se é que aquilo é humor. Eu desconfio que é um formato novo. Inédito neste planeta. Algo que nem os participantes sabem explicar. Um mistéria para a ciência desvendar.
Outro humorístico que entrou na fase do marasmo é o CQC. Quase tudo é previsível e é preciso muita força de vontade pra rir um pouco. Vários quadros já estão com o prazo de validade vencido. E os integrantes também estão aplicando o esquema “mais do mesmo”. Quem acompanha o programa com alguma frequência já consegue até adivinhar o que eles dirão ou farão. Mais previsível, impossível!
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Sobre o Pânico na TV eu vou falar em separado. Acompanho desde a estréia e já vi muitos altos e baixos do programa. É algo compreensível depois de tantos anos; ninguém consegue ficar sempre no ápice. Mas eu quero registrar aqui que discordo totalmente do caminho escolhido nos últimos tempos. Creio que o programa está quase abandonando o humorismo para dar espaço ao “causismo”. E a queda na audiência pode ser o sinal de que estão no caminho errado. Mas independente dos números, eu, do alto da minha insignificância, considero que estão na rota errada.
Tudo começou com o aparecimento do Zina e sua elevação ao nível de “pobre star”. O resultado no Ibope foi satisfatório e fez o pessoal do programa se focar na exploração de personagens e fatos. O humor passou a ser secundário. Passou o Zina e veio a Gorete. E depois a história do Christian Pior, depois a saída da Dani Bolina, depois a vingança contra o Bolinha, as tchecas, o namoro do Ceará, as esposas dos participantes… Ficaram viciados em “causar”. Mas esqueceram que isso também enjoa. Cansa!
E existe um outro problema lá. Humorista é humorista. Participante é participante. Agora, redator, produtor, editor e demais não dá. O pessoal de trás das câmeras não pode virar protagonista. E o uso da equipe já extrapolou os limites. Ainda mais quando não são tão engraçados assim. É melhor cada um ficar no seu terreno. E fazer aquilo que sabe melhor.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
O resultado final dessa mesmice e burocaracia humorística é que praticamente nenhum programa agrada. Mesmo com toda a carência do público. Carência tão grande que faz o pessoal assistir os mesmos seriados enlatados por 10, 20 ou 30 vezes. Sim, os mesmos e velhos seriados de humor tantas vezes reprisados. Eles ainda agradam os telespectadores e fazem brilhar os olhos dos diretores de televisão, diante de uma audiência tão fiel e barata. Só não sei se eles deveriam estar tão felizes assim. O continuado sucesso desses enlatados pode ser o sinal de que as emissoras estão fazendo coisa errada. Tá na hora de rever certos conceitos.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Na semana passada tentei ver um pouco do novo SBT Brasil. E não me empolgou. Tudo bem que não gosto muito do formato e acho que os apresentadores ainda estão pegando o jeito da coisa. Mas não sei se o formato é tão interessante assim. Talvez até consiga achar o seu nicho, mas creio isso seja pouco pras pretensões do Sílvio Santos. E convenhamos, depender do Chaves pra receber uns pontinos é dose. E nem conseguir manter essa audiência é muito pior. Os últimos números que vi foram desanimadores pro SBT. E a gente conhece a impaciência do Sílvio.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Ainda não vi bem, mas não gostei dessa mexida na equipe esportiva da Globo. O Lacombe não havia mesmo se situado no esporte, mas não sei se o Tande é o apresentador ideal pro EE. A Glenda então… Lembro que vi uma edição do Globo Mar, onde ela conduziu (bem) a reportagem e o programa. Ainda teve o carnaval, que ela apresentou. Não entendi bem essa “volta” da Koslowski pro EE.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Mas, já que o assunto é o humor na TV, opinem:

Qual o pior humorístico da TV?

  • Escolinha do Gugu (9%, 8 Votes)
  • Zorra Total (32%, 27 Votes)
  • Legendários (41%, 35 Votes)
  • Pânico na TV (4%, 3 Votes)
  • Praça É Nossa (1%, 1 Votes)
  • Show do Tom (8%, 7 Votes)
  • CQC (5%, 4 Votes)

Total de Votantes: 85

Loading ... Loading ...

Gostou? Compartilhe:
« « Escolas Sem Humor| O Datena É Meu Pastor » »

Page 1 of 212

Produzido por Tevê Zona       Future Google PR for tevezona.com - 3.17