Há É Pegadinha do Twitter
Mas nem se fosse combinado daria tão certo. Nem se rezasse uma novena (seja lá o que isso signifique). Mas na última coluna falei do uso errado e exagerado do Twitter em programas de televisão. E nem tanto pra mandar perguntas e abraços, como acontece no EI, Rede TV, Mix e cia bela. Reclamei mais de usarem o Twitter como pauta, fonte e referência. Não dá!! Nem o Twitter, nem o Facebook, Orkut ou qualquer outra rede da moda. O próprio nome, rede social, já mostra que aquilo é um ambiente informal, descompromissado, de lazer e confraternização. Lá as pessoas escrevem e apagam as bobagens que quiserem. Não é, nunca foi e talvez nunca seja fonte e pauta pra jornalistas sérios. Talvez até sirva pro jornaleco de Bototó do Sul ou pra rádio pirata de Querengué do Norte. Mas não pode ser referência pra uma rede nacional de televisão.
Mas o pessoal teima. E acabamos com mais um trote aplicado pelo Twitter. Pelo não, via Twitter. Dois amigos gays (combinados ou não) resolveram brincar espalhando a notícia que um havia morrido. Nem me perguntem se o culpado foi X, Y ou ambos; isso é secundário pra mim. O relevante é que em poucas horas a mensagem do Twitter se tornou manchete em praticamente todos os portais brasileiros. E logo depois foi a Record (no Hoje Em Dia) que embarcou no trote. E talvez mais algumas emissoras; não sei dizer pois não estava em casa no momento. Na verdade eu só fui saber da palhaçada lá pelo início da noite, ao passar pelo Cidade Alerta. E tudo que vi foi o Datena levantando teorias, jogando a culpa pro outro lado, alegando que varios portais também cairam no trote… E imagens da Chris Flores chorando horrores no estúdio, a Fabíola Réptil garantindo (de patas juntas) que o Amin havia morrido, o Zucatelli com cara de bebê chorão… Confesso que me diverti pra valer.
Mas vamos falar sério, a Record (aquela do jornalismo de primeira) vai se valer do erro dos portais pra encobrir seu vexame?? Vão me fazer crer que a apuração da notinha foi só ligar pra um primo distante do Amin? E vão querer que eu acredite que todos os portais também ligaram pro mesmo primo distante pra confirmar o boato??? Hahahaha, quanta coincidência! Pois eu prefiro continuar burro e acreditar na minha própria teoria: Um primeiro portal soltou a notícia e todos os outros foram na cola. E a Record, com seus 15 milhões de repórteres espalhados pelo planeta, preferiu garantir mais 2 pontinhos de audiência pro Hoje Em Dia em lugar de apurar melhor a notícia. Imagina se ela tivesse um jornalismo de 5ª categoria!!!
O pior é que essa gente adora pisar na mesma casca de banana, igual aquela piadinha boba. Lembro que lá pelo final de 2010 o Rafinha Bastos e o Danilo Gentili (ou outro integrante do CQC) armaram uma briga pelo Twitter. E dezenas de portais e sites cairam na pegadinha. Neste ano tivemos o caso das “tchecas do Pânico”, criadas (via Twitter) pela campanha viral de uma cervejaria. E os espertalhões e descolados do Pânico cairam feito patos. E agora tivemos o trote das “amigas”. E o pessoal continua pisando na mesma casca de banana.
Sei que muitos vão discordar e dizer que as redes sociais são fonte de notícia, que foram ferramenta pra derrubar ditaduras no Oriente Médio, que permitem uma interação entre o público e os veículos e coisas assim. Tudo bem, mas elas são só uma rede social. A Maria pode publicar uma notícia real, mas o João pode postar um trote ou uma piada. Sem apuração as duas mensagens têm a mesma credibilidade: ZERO! Se o Twitter fosse referência jornalística (ainda que muitos acreditem nisso) não precisariamos ter tantas redações e profissionais trabalhando. As emissoras podem demitir todo mundo, acabar com os telejornais e deixar uma gostosa lendo os trending topics.
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Logo depois da estréia do E Aí, Doutor eu tentei ver uns pedaços pra poder opinar. E disse achar aquilo muito cansativo e pouco interessante pra brigar por audiência ou justificar a compra de um formato de uma produtora estrangeira. Não custa lembrar que esse tipo de negócio costuma incluir não só a cota inicial, mas também uma participação nas receitas futuras do programa. É um grande negócio. Pra quem vende a bagaça…
Alguns dias depois da crítica, zapeando, vejo uma moça dançando no palco do E Aí, Doutor. Dança flamenca!! Parei espantado e fiquei esperando o resultado daquilo. Acabou a dança e o tal dotô foi falar com a dançarina. E daí vira-se pro público e, didaticamente, ensina que dançar queima calorias. E queimar calorias emagrece!!! Só faltou terminar dizendo: “não contavam com minha astúcia”!!
Mas nem posso criticar o programa. Primeiro que é melhor que o Geraldo Brasil, como disseram nos comentários. Mas poxa, até o Programa do Jacaré é melhor que o Geraldo Luís!!! E outra, sei de tantas atividades que queimam calorias… Uma delas até poderia incluir a dançarina. Ou qualquer outra mulher atraente. Ei, dotô, quantas calorias queima um “canguru perneta” no palco do seu programa???
Mas falando sério, dá pra entender como a 2ª maior rede de televisão do país inventa de comprar um formato tão besta e repetitivo?? Ou alguém acha difícil criar um programa com dicas de saúde e higiene?? Ah vá, em todos os programas da Gazeta (todo santo dia) aparece um dotô respondendo dúvidas e dando dicas. Na Gazeta e em todos os programas femininos ou de variedades. Desde quando isso é novo???
Tanto esse formato é antigo e desgastado que o E Aí Doutor acabou micando na audiência. Perdia, repetidamente, pras novelas reprisadas do SBT. Como a audiência raramente passava dos 5 pontos o jeito foi arregar e mudar de horário. Se bem que… Será que mudar o horário resolve o problema de um programa fraquinho???
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Por falar em programas femininos… Agora o JH virou, oficialmente, um jornal feminino. Talvez eu esteja atrasado, mas como não vejo o Jornal da Sandra regularmente… Tô lá distraído e me aparece a Renata Capucci no meio da rua, com umas donas experimentando roupas e dizendo se aprovavam ou não os modelitos. Tudo pra ajudar as amigas donas de casa. E afinal, temos tão poucos programas e quadros sobre moda…
Agora é importante que a Globo inclua quadros iguais no Bom Dia, no Jornal Nacional, no Jornal da Globo… Ou será que eles não querem mais audiência feminina nesses telejornais?? Sem falar que homem também se interessa por moda. Eu mesmo estou com uma dúvida: levei um soco outro dia, será que um blazer bege combina com meu olho roxo??? ![]()
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A Rede TV e a Band estão numa disputa acirrada pra ver quem ganha na pegadinha do último bloco. Em quase todos os programas as duas emissoras inventaram de fazer o último intervalo super longo e, quando voltam pro último bloco é só pra dar beijinhos e tchau.
Mas existe coisa pior, e aconteceu no CQC da segunda passada. No final do penúltimo bloco o Tas avisou do intervalo mas disse que ainda haveria um quadro antes do final. E tome aquele intervalo de 5 minutos. Volta o programa e, já com os letreiros rodando, o Tas diz algo como: ” Não temos tempo pra mais nada. Obrigado pela audiência e fiquem com o Jornal da Noite…”
Eu estou esperando a minha carteirinha de Panaca Oficial que a Band e Rede TV estão devendo.

A luz vermelha está acesa no esporte da Rede TV. E a coisa parece bem esquisita. Nem preciso lembrar que a emissora começou o ano mirando no Brasileirão. Eu falei que era um projeto irresponsável diante do contexto e problemas da emissora. Não que ela não tivesse o direito (e dever) de buscar alvos mais altos. O errado é sonhar com um Lamborghini quando ainda não quitamos o Uno. Muito bem…







Eu já falei muito sobre os programas de puliça news e seus apresentadores bravinhos. Nunca gostei e nunca vou gostar. É um direito meu. Mas sei que existe um grande público que adora esse tipo de “shownalismo”. É um direito deles. Cada um na sua. Mas eu gostaria de lembrar que programas policialescos não são exatamente uma novidade. Assistencialismo, populismo, sensacionalismo, tudo isso sempre deu resultado com uma faixa mais carente da população. E já tem quase 30 anos que o SBT iniciou a exploração da desgraça alheia com programas como o Povo na TV e o Aqui Agora. O Datena é só a cara mais ilustre do modelo de televisão popular que as emissoras julgam ser adequado pras classes menos abastadas.

Fazer humor não é fácil. O que é engraçado pra um pode ser terrivelmente chato pra outro, e vice-versa. Mas, independente da preferência pessoal, creio que o setor vive uma crise ampla, geral e irrestrita. Confesso que não lembro de um período com uma produção humorística tão pobre na televisão brasileira. Pouco, muito pouco, se aproveita. Tanto é que, na coluna passada, ao abordar o ressurgimento da Escolinha (agora do Gugu), me vi obrigado a elogiar a velha e cansada Praça É Nossa.