Escolas Sem Humor
Outro dia, pelos comentários, o Julius me perguntou algo sobre a Escolinha do Gugu. Não respondi no dia e nem poderei responder agora. Confesso que não assisti e nem sei quando passa. E não pretendo, sob qualquer ameaça, assistir o programa do Gugu inteiro pra ver a “grande novidade”. Tudo que sei é o que leio pela internet. Parece que está bem e a Record decidiu prosseguir com o quadro. Pra mim não fede e nem cheira. Lembro de inúmeras versões de “escolinha”, em várias emissoras, desde meu tempo de pirralho. A diferença é que naquele tempo usavam humoristas no programa. Agora se limitam a juntar ex-participantes de realities, ex-dançarinas, ex-universitárias, ex-qualquer porcaria. Humoristas de verdade, devem ser poucos. Sem falar no estilo e nos personagens, praticamente o mesmo que se fazia há 2 décadas.
Um caso recente foi a Escolinha Muito Louca, na Band. Lembro que falei sobre o humorístico em diversas oportunidades no Tevezona. E recordo que alertei sobre o problema de saturação quando a Band inventou de reprisar o programa às tardes, quando passou também aos domingos. O resultado final é que a Band perdeu um programa com uma audiência boa pros padrões da emissora, chegava a 4 e 5 pontos. Tudo por causa de exigir do programa mais do que poderia dar. Mas, talvez influenciada pela atração da concorrência, a Band resolveu reprisar uns pedaços da Escolinha no Vídeo News. E no Vídeo News, vocês sabem, cabe qualquer coisa. Se for custo zero então…
Como eu falei antes, lembro das versões mais antigas da Escolinha. E já adianto que não sou um grande fã do Chico Anysio. Mas a escolinha dele só funcionou porque ele (inteligentemente) se cercou de bons humoristas. Isso na média, obviamente. E soube buscar novos talentos, mas sem esquecer da velha guarda. Só como exemplo rápido, o Tom Cavalcante “nasceu” lá. E o personagem do Tom não tinha qualquer relação com o formato da escolinha. Era um alienígena no meio. Mas isso não importava, chegava e fazia suas maluquices, narrações e divertia o público. O fundamental era o humor. E o Chico sabia valorizar isso.
O formato atual da escolinha não está apenas saturado. Eu diria que está engessado. Quadradão. E, francamente, humor quadrado não dá. É preciso inovar. Com inovação pouco importa se o cenário é uma escola, uma praça ou um hotel. Tudo pode funcionar. Basta ver o que acontece na Praça É Nossa. Por mais que critiquem o humor simplório (igual o da escolinha), eles criam novos quadros, novos personagens, agregam novos humoristas e vão se aguentando. Já foi o tempo em que o Carlos Alberto se mantinha preso ao modelo criado pelo pai. Se reiventou. E, atendendo um público específico, é uma das melhores audiências do SBT.
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Por falar nessa reprise da Escolinha Muito Louca no Vídeo News, lembrei de um seriado que a Band produziu e ainda aguarda o sinal verde pra exibição. Acho que o nome do humorístico é Sexo dos Anjos (ou algo parecido) e a Band pretendia exibir a atração nas noites de domingo. O que já seria um erro diante da forte concorrência no horário. Mas a Band ainda não definiu nada. Nem domingo, nem sábado e nem data de estreia. A emissora prefere esperar umas migalhas da Globo, copiar um quadro Record ou se prender em formatos de produtoras estrangeiras. Fica difícil saber onde a Band espera chegar com essa passividade assustadora.
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Eu já critiquei muito a mentalidade da Band de se focar no crescimento horizontal; abordei o assunto em colunas antigas. Não que seja exatamente errado. Num certo aspecto é até positivo. E eu até entenderia se o Sílvio Santos escolhesse investir em outros áreas de comunicação ao invés de se afundar com bancos, financeiras e agropecuárias. Nunca entendi o fato do Sílvio Santos nunca ter investido nada em canais por assinaturas, distribuidoras de conteúdo, editora, portal de internet ou algo parecido. Era o SBT e só. O resultado é isso que temos hoje.
No caso da Band eles focaram demasiadamente na horizontalização. E passaram muito tempo segurando canais economicamente inviáveis. Só agora é que alguns conseguem ter uma distribuição razoável. E, por falta de canais a Band não morre, lá vem mais um. Esse é de arte, segundo divulgado. E já em vias de lançamento oficial.
O problema é que a Band resolve investir em novos projetos sem nem resolver os antigos. O Terra Viva está mais pra “casa da mãe joana”. Quem liga lá é mais capaz de assistir um quiz via celular que ver um programa rural. E não posso esquecer da Rede 21, totalmente entregue ao Valdemiro milagreiro. Até quando a Band vai repassar a concessão para o “homem que sua litros”??
Eu, por motivos diversos, não peguei a fase boa da Rede 21. Mas sei que ela era até maior que a Rede TV quando essa ainda juntava os cacos da Manchete. Mas a Band foi largando, largando, largando… Quando comecei a assitir só restavam uns refugos da Band, em poucas horas diárias. A desculpa era a mesma de sempre: inviabilidade financeira. E o pastor ia aumentando sua fatia na emissora. Até chegar aos dias de hoje, quando a Band só tem a concessão e a bolada na conta corrente.
Caso alguém não lembre, ou nunca tenha visto, achei um print com a grade da Rede 21 (em 2005) antes de ser entregue ao Valdemiro. Vai que alguém da Band se lembre que isso já foi deles…



e a”Praça é Nossa”ainda está viva?tenho 29 de idade mas,essa praça já foi muuuuuuuiiiiiito melhor!principalmente no meu tempo de pequeno.quando tinha a”velha surda”,era o q dava graça.a fofoqueira tambem e a dupla”xitoró e xorãozinho”.me lembro desse programa na quinta(fim dos anos 80)sexta(começo dos 90),sabado(a partir de 1995).depois q mudou pro domingo,perdeu a caracteristica.sobre a”escolinha do gugu”,passa depois do futebol.ou seja:as 18:00!
Comment by leonardo-pe — June 3, 2011 @ 10:38 pm
Além de estar desgastado o formato, fazer uma Escolinha copiando muitos dos personagens da Escolinha do fim dos anos 80, começo dos 90, cheira a oportunismo forte (e de oportunismo o tal “professor” da Record conhece), o que faz com que o programa chame um pouco a atenção no início e depois caia (como aconteceu tb na Band), pois a qualidade do texto é muito pior do que a Escolinha do Prof. Raimnundo, além do que,como vc disse a qualidade de quem trabalha lá é péssima na maioria dos casos.
Os canais segmentados da Band tb são fracos em conteúdo; o BandSports até que deu uma melhorada de uns anos para cá, mas ainda fica a anos luz da ESPN e da Sportv; o Bandnews tem uma proposta de notícia o tempo todo até respeitável, mas convenhamos, é meio chato aquela repetição de notícias o dia inteiro tb, sem fazer pelo menos uns 2 programas jornalísticos, mas com formato diferente; pelo que eu sei a Band tem até canal porno, mas o mercado está em crise por causa da internet (esse eu nunca vi para dizer se é bom, nunca tive ele em Tvs pagas que assinei).Lembro do canal 21 lá em 1996 tinha um programa de debates no meio dia, tinha o jornal 10 às 22:00, realmente era melhor vender logo para a igreja e esquecer que um dia já tentaram fazer algo que prestasse.
Comment by Alexandre — June 4, 2011 @ 11:25 am
Correto. Também acho que o formato está desgastado e a escolinha do Gugu vai perder o interesse logo. Sem falar que ele não tem nem 1% do talento do Chico Anysio. O Chico é humorista e ator de verdade. Pena que esteja tão mal de saúde.
Comment by Julius — June 4, 2011 @ 6:21 pm
Cadê a Serie B na Band??? ela não transmitiu nada de novo. Que ridículo isso!!
Comment by andrade — June 4, 2011 @ 9:12 pm
Só pra reforçar, no mesmo dia da final da Champions League, a Band transmitiu sum um jogo da Série B, Guarani e Sport, se eu não me engano, com narração do Ulisses Costa e os “brilhantes” comentários do Luís Ceará e do Denílson “Show”…só que de madrugada, pouco depois da meia-noite…tenho a impressão que não foi duvilgado, e só assisti pq eu vi quando estava zapeando…
Tudo bem, não justifica nada, e concordo com tudo que foi dito, mas fica o registro…
Comment by Ramon — June 5, 2011 @ 3:28 pm
Ramon, obrigado pelo registro da transmissão “fantasma” da série B. Mas francamente… Tá dando saudade da Rede TV. Passar de madrugada, sem aviso e chamadas, melhor nem exibir nada.
Comment by Marco Telinha — June 6, 2011 @ 2:34 am