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Na última coluna eu falei um pouco sobre a volta do Datena ao Cidade Alerta e minha opinião sobre a corrida ao “pote de ouro no final do arco-íris”, os programas policialescos e populistas. Pois vou voltar ao tema. Ainda mais que agora, oficialmente, a Globo assumiu que fará mudanças em seu departamento de jornalismo para buscar o público da (famosa e idolatrada) classe C. Parece que o tom de informalidade (forçado demais) não foi suficiente para atender o público que gosta de gritaria, tragédias e violência. Um dos sinais mais claros dessa postura é notado no Bom Dia Brasil, agora com o Rodrigo Pimentel comentando a violência. Mas não podemos esquecer que já tem um tempinho que o Bom Dia vinha se servindo de boas doses de acidentes em rodovias e imagens de helicóptero.
Outro movimento sensível ocorreu com o SBT Brasil. E não somente na bancada, com apresentadores mais populares. É bem nítido que as reportagens ganharam cores mais fortes e um linguajar bem popular. Quase lembrando o nada saudoso Aqui Agora. Não é preciso ser um gênio pra perceber que o SBT também buscou a classe C. Num primeiro momento a audiência caiu pra menos da metade. Mas a entrada do Chaves (!!!) antecedendo o jornal acabou elevando a audiência que o SBT Brasil recebe e com o mesmo público alvo. Voltou ao antigo patamar.
O curioso é que essa estratégia de colocar o Chaves pra alavancar (novamente) a audiência do SBT acabou provocando estragos no programa do Datena. Muitos imaginaram que o Brasil Urgente e o Cidade Alerta iriam brigar pela mesma fatia do bolo; até com certa lógica. Aí chegou o Chaves e derrubou todos os paradigmas. Por mais absurdo que pareça ser. E sem custar nada pro SBT.
Eu publiquei a audiência da estréia do Cidade Alerta (também conhecido como Bala Que Eu Te Escuto) e depois os números da terça (pelos comentários). A grosso modo podemos dizer que o Datena estreiou com 10 pontos e foi pra 9 e até 8 de média em São Paulo. No Rio de Janeiro e Porto Alegre o programa ficou entre 6 e 7 pontos na média. Em Belo Horizonte o insucesso da Record é histórico e a média pouco passou dos 4 pontos. Mas, considerando que o cidadão que está em Fortaleza ou Curitiba não está tão preocupado em ver um caminhão tombado em Diadema… Ainda gostaria de lembrar a vocês que o Chris (apesar de 2.814 reprises) costumava ficar entre 6 e 7 pontos e infernizar a paciência do Datena quando ele ainda se esgoelava nos estúdios do Morumbi.
É um caso pra se pensar. Não sou retardado a ponto de dizer que a classe C não existe ou deve ser desprezada por emissoras ou empresas. Pelo dados que tenho ela já é (ou será em breve) maior que a classe B ou a DE. É gente pra caramba! O problema é descobrir o que essa gente realmente quer assistir na televisão. Eu falei na última coluna que apostar todas as fichas no estilo “puliça X bandido” tem um alto grau de PRÉ-conceito. E agora chega o Chaves pra me auxiliar nessa teoria. Talvez, bem talvez, eu tenha um pouco de razão.
Sem falar que, mesmo não querendo levar pro lado pessoal, eu conheço várias pessoas da classe A que gostam de puliça news. E conheço muitos da classe C que abominam a exploração (exagerada) da violência e tragédias. Eu mesmo, ainda que totalmente fora do padrão habitual, e fazendo parte da classe C, odeio profundamente todo esse lixo populista e demagógico. Sem esquecer que, com o passar do tempo, e com mais acesso a Internet e outros produtos culturais, a classe C vai começar a demandar mais e melhores produtos televisivos. É questão de tempo. Podem me cobrar depois.
(o assunto segue num futuro próximo…)
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A luz vermelha está acesa no esporte da Rede TV. E a coisa parece bem esquisita. Nem preciso lembrar que a emissora começou o ano mirando no Brasileirão. Eu falei que era um projeto irresponsável diante do contexto e problemas da emissora. Não que ela não tivesse o direito (e dever) de buscar alvos mais altos. O errado é sonhar com um Lamborghini quando ainda não quitamos o Uno. Muito bem…
O tempo passou e o Brasileirão ficou mesmo com a Globo (e Band na parceria). Pior, a Rede TV esqueceu de cuidar do quintal e acabou também sem a Série B. Na última semana foi a vez do Terence Paiva (diretor de esportes da emissora) pedir o boné e pegar o caminho do Morumbi. E eu ainda tive de ler que o Ronaldo Giovaneli teve um acesso de “kajurite aguda” quando soube da saída do chefe. E fiquei mais espantado ainda quando li que a emissora tentou por todos os meios amenizar a crise, tratando o Ronaldo como uma diva do cinema. Pasmem!!!
Só espero que a perda da Série B tenha servido de lição. Se não acordarem vão perder outros eventos. E a Rede TV não está em condições de perder muita coisa. Ou vai acabar almoçando a janta.
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Só como exemplo: sábado eu estava folgado em casa e (diante das porcarias que passavam no horário) parei pra ver um pouco da edição especial do Rede TV Esporte. Não custa lembrar que o programa foi concebido pra ser um recheio entre os jogos que a emissora vinha exibindo no dia. Agora, sem a Série B e com as férias do futebol europeu… Estão querendo enfiar um pé 43 num tênis 37. E não é só isso, estão calçando os pés trocados!!!
O programa está uma colcha de retalhos. Entra uma apresentadora, sai, chega outra, volta a primeira, entram comentaristas, saem, chegam outros, matérias antigas, matérias novas… E nem assim pra ocupar as 2 ou 3 horas de programa. E aí veio a idéia de jerico. Algum gênio de plantão inventou de misturar esporte com redes sociais. Não, não é só ler os emails e twittes dos espectadores. Negativo, eles resolveram varrer a internet buscando 140 caracteres de jogadores, técnicos, vídeos de lances bizarros e todo aquele besteirol. Qualquer assunto e a Paloma (deu até pena da musa) tinha que perguntar se o comentarista dava o “eu curti” do Facebook ou não. Mais um pouco e o Sílvio Luiz resolveu filosofar sobre o Twitter, os erros gramaticais dele, as fotos diferentes que ele posta, a unha encravada que tem… Ao lado o Bianconi estampava um sorriso amarelo e um olhar de quem estava pensando: “socorro, me tirem desse hospício”!!!
Vamos combinar um negócio, e isso vale pra TODAS as emissoras, se alguém quiser ver o Twitter do Kaká ou do Mano Menezes não precisa da televisão. Pela Internet é bem mais fácil e rápido.
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Eu já falei sobre o Festival de Parintins em outros anos e não queria voltar ao assunto novamente. Até porque não conheço a festa e não tenho qualquer motivo pra perseguir o evento. Pode até ser muito bonito e empolgante. Mas lá na cidade. Como produto de televisão não me agrada. Mas a Band insiste! Mesmo com a baixíssima audiência. Talvez motivada por algum patrocínio gordo ou algo assim. Sabem como a Band pensa: primeiro o bolso, depois o resto.
E já que o “Marcosoo” perguntou (nos comentários), vamos aos fatos. A audiência, nos horários em que conferi os números, foi irrisória. Raramente vi algo acima de 1 ponto; quase sempre em 0,5. Uma alegria pra Gazeta, CNT, MIX TV, MTV e demais nanicas. Todas deram uma sapecada básica na Band. Parece que não sou o único que não aprecia o festival pela TELEVISÃO.


vc fala da band e asisti vc e um filho da p vou lhe falar pois o festival tem uma aldiencia muito boa e a band pensa sim em seus telespctadores vc e bom de critica mas ruim de ibope se vc nao gosta da band nao asista vou lhe falar uma coisa televisao hoje e igual torcida de futebol e a band tem sua tocida
Comment by nilmar dias fernandes — June 27, 2011 @ 9:02 am
Sobre as belas da coluna passada: Realmente tem algumas “gringas” que enganam na beleza, mas não sou tão fissurado assim na “embalagem” que tentam vender no cinema, TV, etc; existe mais de 1 padrão de beleza, só para deixar claro o que eu penso. Mas entendi que às vezes a gente pensa uma coisa de uma “bela” e vê depois que não é bem assim.
Acho que a mudança de apresentador também busca popularizar mais o SPTV colocando o Cesar “Polícia Federal” Tralli na apresentação. Lamentável esse pensamento de que a classe C só quer saber de bala e puliça; é algo triste esse estereótipo que faz com que a mídia empurre lixo goela abaixo de quem quer assistir TV; prejudicam assim um bom telejornal (perto da média nacional) que é o Bom Dia Brasil. Sobre o SBT: Qualquer reportagem que tenha esse Phellipe Siani eu troco de canal; mais um da turma do “Zé Graça”.
Sobre a Rede TV: A equipe de esportes é limitada, simples assim. Além do pensamento em ser uma sub-Band na questão de acessoria de imprensa do Corinthians. A Paloma é linda, mas é só apresentadora, comentarista é um pouco demais para ela/ o Silvio Luiz é um narrador engraçado e mais espontâneo do que a maioria de hoje em dia, mas com a companhia fraca para fazer debates fica complicado, ainda mais sem ter o que transmitir.
O que está achando do Esporte Interativo atualmente? Pelo menos, justiça seja feita, conseguiram alguns eventos para passar durante Julho como vôlei e os mundiaus de futebol (ainda que o de futebol feminino…Tem um texto que diz exatamente o que penso: http://www.esportefino.net/por-que-o-futebol-feminino-nao-tem-apoio-no-brasil/) Apesar dos eventos uma equipe qe tem de colocar o horroroso Gimenes de comentarista, precisa de MUITOS reforços; além disso, parece que vão voltar com o “fantástico” programa da Brahma, não é,rs? _
Comment by Alexandre — June 27, 2011 @ 10:56 am
mundiais de futebol, corrigindo
Comment by Alexandre — June 27, 2011 @ 11:00 am
Acho que o sucesso perene do Chaves prova que parte do público está no fundo mesmo cansado da mesmice, enjoado de violência e dos exageros dos jornais, e acaba ficando ligada numa comédia leve e infantil que atende a todas faixas etárias.
Sobre Parintins: ontem passei uns minutos vendo, tentando entender. Não conseguir, e sinceramente não entendo qual a razão de transmitir aquilo, assim como o Carnaval Baiano. Quem esta lá e gosta deve ser divertir, mas para o telespectador, não consigo enxergar qual interesse. Aliás, queria entender de onde surgir o dinheiro que criou este evento de Parintins.
Comment by Lops — June 27, 2011 @ 1:25 pm
Além do Chaves, há também a rejeição à esse tipo de programa policialesco; dificilmente vão conseguir mais de 10 pontos todos os dias, com as mesmas imagens, violências e discursos vazios; média de 7,8 pontos já é muito. Em SP tb ainda tem o Gazeta Esportiva que, mesmo dando 3,4 pontos no máximo, tb tira um pouco de pontos que poderiam ir para esse tipo de programa.
Acho Parintins menos ruim do que o desfile de trios-elétricos amigos de políticos de Salvador; pelo menos a idéia da manifestação é mais espontânea do que a do oba-oba da Bahia e tem mais o que ver, assim como acontece no RJ, ainda que eu concorde com a lógica que você disse (e eu tb já citei) da Band.
Só para completar sobre a RedeTV!: Se o ex-diretor de esportes – que veio aqui no site e dizia que a cobertura estava melhorando, e agora foi para a Band – não acredita no esporte de lá, porque eu acreditaria?
Comment by Alexandre — June 27, 2011 @ 2:07 pm
A própria definição de Classes é falha,vaga e ambígua…Só como curiosidade uma notícia de hoje mesmo: http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/06/classe-c-ganha-395-milhoes-de-pessoas-diz-fgv.html
Como vc disse tem muita gente Classe A assistindo a esses programas. E tem muita gente Classe E que abomina.E vice versa. Digo isso porque sou de família quase toda “E” na origem e hoje posso dizer que minha família (meus pais) é “B”, talvez até “A”. Transitei pelas classes e tenho convivência tanto com gente de classe “Z” quanto de Classe “A+++”. E o que vejo é que a TV está perdendo muita audiência em qualquer classe. É só pegar os números de hoje com os de 10 anos atrás e comparar. Se não aparecer um sopro de originalidade e inteligência pra segurar a audiência, vai acabar como o rádio…
Sobre a RedeTV, acho que os planos para a área esportiva foram por água abaixo simplesmente porque a emissora ainda tem um poder de atração de patrocínios muito inferior a Band. Não me admiraria ver a emissora porca do Morumbi tomando os campeonatos europeus da RedeTV.
A verdade é que, especialmente fora de SP, a RedeTV é muito amadora e desconhecida. E a emissora nunca fez nada pra melhorar o nível dos comentaristas. Até o EI contratou o Zico. Eles preferiram ficar com o Ronaldo…
Comment by renan — June 27, 2011 @ 4:03 pm
como falei em comentários anteriores,infelizmente,esses”puliça news”aqui em Recife dão e muita audiencia.ao ponto de um tal de cardinot(apresentador do”Bronca Pesada”)ser líder as 7 da manhã(a maior audiencia do Brasil.20 pontos pro horario)e o Dobro a Tarde(40 pontos).já chegou a dar 55.por que?por que o”povo”daqui AMA isso!sobre paritins:q negócio mais sem graça é aquilo?pior q o carnaval de Salvador.sobre a Programação de Sábado a Tarde:como anda o”Melhor do Brasil”e estás gostando da”Série B”na Band,teve zona?
Comment by leonardo-pe — June 27, 2011 @ 10:08 pm
Esse assunto, investida forte em popularização errada, num nítido preconceito, ainda vai ser pauta por aqui. Vai render bastante debate ainda.
Comment by Marco Telinha — June 28, 2011 @ 2:11 am
Quando eu li o título, pensei que fosse uma crítica ao uso do Twitter nas transmissões, como na MTV, Rede TV!, e no EI.
Mas mesmo assim, foi mais um belo post…:)
Comment by Ramon — June 28, 2011 @ 4:09 pm
Volta Chris!!! Sobre o Chaves, ele é a lenda que é também pelo fato de estar na memória afetiva de muitas pessoas, junto com os que fogem dos “puliça news” das 5 da tarde. Já sobre Parintins, só o dinheiro explica. É algo que não faz sentido eles passarem na TV (como já disseram, faz mais sentido pra quem tá lá se divertindo que pro telespectador), assim como também não vejo sentido em passarem desfile de escola de samba, galo da madrugada, carnaval baiano, carnatal, etc…
Comment by Leo — June 30, 2011 @ 12:41 am