July 30, 2011

Golpe de Mestre

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 6:22 pm
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Lembro de um filme antigo chamado Golpe de Mestre. E golpe de mestre é a melhor definição para o que vimos acontecer nas últimas semanas. Uma bela jogada, onde o esperto é engolido pelo mais esperto. Mas tenho que admitir, eu também embarquei feito pato nessa história da volta do Datena pra Record. Até porque, vendo o lado da emissora, até fazia um certo sentido em enfraquecer uma rival e ainda alavancar o seu telejornal. E eu ainda perdi meu tempo analisando a possibilidade do plano da Record não funcionar como projetado. E realmente não vinha funcionando nada bem. Mas a minha inteligência acabou aí. Nem em sonho eu poderia imaginar o que acontecia nos bastidores. Na verdade os bastidores da televisão são muito mais emocionantes do que qualquer dessas novelas que o povo gosta de acompanhar. As intrigas, armações, romances e brigas dão de 10 em todas as novelas juntas.
Para quem estava em Marte e não sabe, adianto que o Datena rompeu seu recente contrato com a Record e já acerta sua volta a Band. O ponto nevrálgico de todo esse vai-vem-volta são as multas dos contratos que o “homem barbaridade” já rompeu. Salvo engano, ele rompeu todos os contratos que já assinou. E com essa última ida pra Record ele havia conseguido o cancelamento da multa por sua primeira saída de lá. A segunda multa, de uns 6 milhões, com a Rede TV, a Band vai bancar assim que ele voltar pro Morumbi. Já a multa do recente contrato com a Record ele deve conseguir anular judicialmente, alegando que sofreu censura na Record. Até porque o fato tornou-se público após ser divulgado em centenas de sites. Divulgado ou plantado.
O lado divertido desse imbroglio todo é ver como o Datena passou a perna nos bispos da Record. Justo eles, mestres em burlar leis, criar esquemas mirabolantes, difundir sofismas, desviar recursos, iludir incautos… Os mestres viraram alunos diante do Datena. Levaram uma bela rasteira. Bela e merecida. E o tombo vai doer por muito tempo. Garanto. Só não posso garantir que eles aprenderam a lição.
Resta agora, aos fãs dos defensores dos frascos e comprimidos, aguardar alguns dias até o retorno do Datena ao Brasil Urgente. Para, como sempre, defender a justiça, a ética, a honestidade…Coisas essas que são fáceis de falar, e difíceis de fazer.
Já a Record, que ficou com o pincel na mão, deve escolher um dos seus inúmeros apresentadores bravinhos pra comandar o Cidade Alerta. Podem tirar no palito. Qualquer um que for escolhido dá na mesma.
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Outra novela sem fim, mas bem movimentada, é a venda da parte do Marcelo Carvalho na Rede TV. Agora dizem que existe um grupo português interessado no negócio. Só não posso dar isso como definitivo após tantas idas e vindas pra concluir a venda. Mas acho bom que resolvam isso com alguma urgência. Ou, como disseram nos comentários, sobrará muito pouco pra vender. Pois quase todo dia leio uma notinha falando de atrasos de salários e cortes de despesas. Sem esquecer o eterno problema com as afiliadas. Ou a falta delas.
O curioso é ver a pachorra dos donos da Rede TV diante de uma iminente crise. O majoritário está atarefado construindo uma super (ou hiper) mansão, o minoritário não pára de viajar e esbanjar. Nada contra, a vida (e o dinheiro) é deles. Mas muitas empresas já faliram em situação parecida. A Manchete por exemplo, em vez de pagarem a dívida os donos preferiam esbanjar. Deu no que deu.

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July 26, 2011

Altas Amigas

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:51 pm
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A coluna de hoje será no estilo curtas & rápidas. E começo com alguns assuntos que já foram abordados aqui. Há algumas semanas eu citei vários programas da Record que perderam audiência em relação ao ano passado. Pois agora, após uma semana, posso incluir a Fazenda nessa lista. Apesar de bons índices em algumas praças, a média geral está em evidente declínio. Mas aí não é somente uma questão de grade repetitiva. É o formato que já cansou. Parece a reprise da reprise. O mesmo problema que o BBB enfrenta. Por mais que o público goste de ficar espiando a vida alheia, a coisa parece saturada. Ou se faz um reality totalmente inovador ou é melhor esquecer o formato. Ainda que o faturamento (até o momento) esteja bastante satisfatório.
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Na última coluna eu também reclamei dos eventos anuais que a Band tanto valoriza; em detrimento da programação diária. E parece que eu não estou tão maluco assim. O concurso de Miss Brasil, no sábado passado, ficou com apenas 3 pontos de média. Se contarmos as chamadas, as dezenas de reportagens, a divulgação… É pouco, muito pouco!
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otávio mesquita- hebe camargo Eu já falei muitas vezes sobre os “zumbis” da Globo. São aqueles programas praticamente mortos mas que permanecem na grade por algum motivo difícil de entender. Mas isso não é um problema exclusivo da Globo. A Band tinha o A Noite É Uma Criança encostado lá no meio da madrugada. Aí resolveram criar um novo programa pro Otávio Mesquita, o Claquete. Mas, francamente, se não fosse o cenário novo seria difícil perceber a mudança. Se a intenção do Claquete é ajudar os que sofrem de insônia, tá muito bem.
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Dia desses o Andrade (nos comentários) reclamou sobre os habituais erros de português de certos comentaristas esportivos. Ele tem razão, mas isso se tornou uma rotina dolorosa, nas mais variadas emissoras. Não quero dizer que sou um exemplo nessa matéria, fui um aluno mediano de gramática. Mas os erros que vejo (e escuto) são tão grosseiros que até incomodam. Meu único conforto é que a ignorância é democrática e está bem distribuída, em praticamente todas as emissoras. Talvez por isso nem perco muito tempo falando dos erros da Luciana Gimenez ou do Neto. Vejo dezenas de apresentadores e repórteres tropeçando na gramática. Aqueles letreiros do rodapé então… Outro dia, zapeando, vi um letreiro informando o assunto de uma entrevista no Temperando o Papo (programa incompreensível da NGT). Estava escrito assim:
“Pós e contra do gás GNV”
Sim, dois erros em uma frase tão curta. E nem posso acreditar que tenha sido um erro de digitação. O texto ficou assim por vários minutos, até o fim da entrevista.
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Eu já perdi a conta de quantas vezes critiquei a direção (ou os donos) de nossas emissoras. A maioria deles atrapalha mais do que ajuda. Tirando a Globo, praticamente todas sofrem com a interferência familiar. Ou dos bispos (que nada sabem de televisão), no caso da Record. O resultado…
Bem, vejam o caso da Rede TV. Começou o ano mirando no Brasileirão. Isso apesar dos problemas estruturais. Hoje, 6 meses depois, ela não tem a série A, perdeu a B, perdeu eventos e programas, sofre com atrasos de pagamento, tenta segurar algum campeonato europeu… Os donos, quando não estão no exterior, se limitam a debater sobre a eterna novela da venda das cotas do minoritário. A emissora está em 3º plano.
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Por falar nisso, é impressionante o que certos empresários de televisão gostam de viajar. Eles e alguns apresentadores famosões. Parece que só aguentam passar algumas semanas no Brasil por obrigação. Ou pra recolher a grana. É sintomático!
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E o que falar da mais recente “amizade de infância” do mundo televisivo, entre a madame Hickman e a Gimenez?! Alguém ficou convencido com tão repentina relação? O que me dizem das “altas amigas”??
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Qual foi o gênio da Record que decidiu que a mulher samambaia (Daniele Souza) é a nova estrela do show bizz??? A Ucrânia virou logo ali pra seguir a samambaia e acompanhar a vida de casada da moça. Pela duração e reprises da matéria, parece que a Daniele tem um enorme histórico na televisão brasileira. Será que o Domingo Espetacular está tão sem pauta assim? Já acabaram as matérias contra o Ricaço Teixeira??

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July 22, 2011

Dança Telespectador

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:04 pm
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Minha paciência com as emissoras de tv nunca foi muito grande. Mas nos últimos tempos ela vem diminuindo drasticamente. Podem me chamar de chato, azedo, mau humorado… AZAR! Cansei de tanta bobagem e frescura. Mas eu vou fazer uma abordagem diferente. Liguem no Faustão, aparece alguém falando de futebol lá? Tem alguém falando de automobilismo no programa do Gugu? Tratam de vôlei no programa do Rodrigo Faro?? Então porque tenho que aguentar um João Sorrisão ou o “dança Renata” nos programas esportivos? Se ela quiser dançar que vá pro Dança dos Famosos, QST, ou aquele programa da Lola Melnick.
Mas os programas esportivos estão perdendo totalmente a noção de espaço e tempo. Não duvido muito que logo apareçam campanhas de “cozinha Renata”, “penteia Renata”, “canta Renata”, “interpreta Renata”… Se bem que interpretar ela já interpreta. E muito! Ela e vários dos colegas do Jogo Aberto.
O mais idiota de tudo foi ver a Band festejando o pico de 6 pontos naquele dia. Pois eu fiz questão de conferir a audiência. E não foi nada acima do habitual. Na hora em que a garça dançou os números estavam entre 5 e 5,5. Se deu 6 pontos foi por 20 segundos. E isso em São Paulo, no resto do país… Mas será que a Band se preocupa se o Jogo Aberto (e outros programas) mal chega aos 2 pontos de média no Rio, em Minas, no Paraná e demais Estados?? Será que eles também festejam o mico na audiência das transmissões de futebol ou do 3º Tempo fora de São Paulo??
Da Record eu já cansei de falar. Lá, efetivamente, o esporte fica com 5% e o fantástico com os 95% restantes. Ou alguém achar que tratar de esporte é mostrar um integrante do Restart (que já foi da escolinha do Corinthians) tentando dar 3 embaixadinhas? E era no Esporte Fantástico, não no Tudo a Ver!! E nem venham dizer que meu formato de programa esportivo é mostrar só os gols da rodada e a tabela de classificação. Nem de longe; nunca defendi isso. Só não quero ver a Renata Fan imitando a Shakira ou o garoto do Restart que não consegue dar 3 embaixadinhas. Até porque já temos dezenas de programas de amenidades pra cuidar de assuntos amenos. Prefiro assuntos “amais”!
Mas querem saber de uma coisa, tudo isso é culpa nossa. Genericamente falando, é claro. Todos que aceitam o João Sorrisão e a Renata dançando são responsáveis pelo lixo que vemos nos programas esportivos e no resto da programação. Repito: vocês são os culpados por isso. As emissoras só entregam aquilo que o espectador aceita. Se o espectador aceita merd*…
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Vou aproveitar o caso da dancinha da Renata pra fechar a pauta sobre os erros da Band. É que esse caso (arrastado por 3 meses) mostra bem um dos problemas da emissora. A grade diária é aquela peneira que já comentei. E isso se explica pelo erro de foco da Band. Ela se preocupa com eventos anuais, tipo o carnaval (axé pra ser correto) da Bahia, o festival de Parintis, o concurso de miss, uma (ou duas) etapas da Indy, a chegada do homem na lua… Metade da emissora fica voltada pro tal evento grandioso. Movem equipamentos e atenções pra cobertura da bagaça. O departamento comercial corre o mundo inteiro pra vender as cotas. Independente de um eventual fracasso de audiência; eles compensam isso com centenas de inserções ao longo do ano. Esse comportamento da Band lembra muito aquela piada da hiena.
Mas e como fica o resto da programação? Parece que a Band já entregou pra Deus. Quer dizer, entregou pra produtora gringa que domina tudo por lá, a Eyeworks. Até a compra de copinhos plásticos precisa do carimbo da Eyeworks. Se for um programa comum, como o Agora É Tarde… Alguém sabe me dizer qual a dificuldade de colocar um entrevistador, dois humoristas de apoio, uma banda no canto do palco, 1 convidado e dois quadros engraçadinhos no ar?? Pois a Band não consegue fazer isso sozinha. Nem pensar, é um projeto inovador, arrojado e inédito na televisão mundial. Hehehe… E o Agora É Tarde ainda vem fazer chacota com a NGT. Tá certo, a NGT é tão tosca e amadora que dá pena. Mas como ficaria a Band sem o futebol da Globo ou os programas da tal produtora?? Seria tão melhor que a NGT??
Mas a Band até consegue fazer algo sozinha. Sim, nessa semana a direção da Band procurou a Márcia Goldsmith!!! Algum gênio do Morumbi descobriu que trazer a Márcia de volta é a salvação das tardes da emissora. Só não sei se a volta da Márcia (eca!!) é tão ruim assim. Periga ela recusar e o tal gênio convidar o Nerivan Silva pro lugar.
Olha, tem diretor da Band que, se morrer, a família precisa ligar pra avisar. Do contrário é capaz de passar 10 anos e ninguém notar a falta.
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Outra bela novidade desta semana foi a estréia da 4ª edição da Fazenda. Não vou gastar meu teclado criticando essa porcaria novamente. Já torrou a minha paciência. Só quero fazer o registro dos escolhidos pra essa edição. Só faltou aquela Angela Bismarchi pra completar o zoológico da baixaria. O resto tá todo lá, de A à Z.
A audiência da Fazenda, mesmo abaixo das edições anteriores, ficou por volta dos 13 pontos de média nos primeiros dias. Isso com base em São Paulo. Em outras regiões os índices variaram muito, desde 7 pontos em Minas até 20 e tanto no DF. Considerando a fauna que participa da reality é até um bom número. Resta torcer para que nenhuma das participantes sofra um acidente, desloque o silicone, e tenha que ser removida para uma clínica cirúrgica :lol:

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July 19, 2011

Mais Belas da Telinha

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 4:45 am
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O pessoal nem está refeito do “sensacional” Dança Renata e eu já ataco com uma nova edição do Belas & Barangas. E vou começar atendendo um pedido, que eu também tinha vontade de publicar. É a Maria Beltrão, musa da Independência (essa só os fãs dela vão entender). A Maria Beltrão não faz muito o estilo caras e bocas daquelas revistas de estética. Começa que é meio grandona. E já disseram (acho que o Leonardo) que mulher alta sofre quando o assunto é beleza. Nessa hora as baixinhas levam boa vantagem. Também é bom lembrar que a Maria Beltrão já está chegando aos 40. Se a gente comparar com outras mulheres da mesma faixa etária, não fica muito atrás.
Mas o ponto forte da Maria nem é a beleza técnica. Gosto mais do jeito, da espontaneidade, do humor… Melhor assim que uma mulher toda posuda e metida. Também conta pontos o desempenho da Maria Beltrão na Globo News. Especialmente agora, no estúdio I. Talvez seja o melhor programa de entrevistas da TV brasileira. Pena que só os espectadores de TV paga podem assistir. E a Maria raramente aparece em tv aberta. Infelizmente.
O detalhe curioso do Estúdio I, pra quem assiste, é aquela “câmera nervosa”. É assim que eu chamo a câmera voadora, que dá uns rasantes pelo estúdio. Nos dias em que a Maria tá com um decotão generoso… Dá medo da câmera cair e ficar perdida por um bom tempo :P

maria beltrão
maria beltrão
maria beltrão

Também vou abrir espaço pra duas belas repórteres da TV Vanguarda. Essa emissora é do Boni e cobre a região do Vale do Paraíba. Eu não assisto a emissora, mas achei duas beldades pela Internet. Creio que vale compartilhar com os leitores do Tevezona. A primeira é a Vanessa Marcela Mesquita, uma bela morena. E de quebra ainda tenho a Agda Queiroz. Sorte dos espectadores da Vanguarda. (editado para correção do nome, leia-se MARCELA onde estava Vanessa)
repórter vanessa mesquitavanessa mesquita vanguardaagda queiroz
E encerro essa edição com um belo repeteco. Primeiro a Jordana Saldanha, que saiu da Record DF e agora está no SBT. Um belo rosto e um corpitcho dos bão. E ainda tenho a recordiana Nathália Arcuri, com um belo sorrisão.
repórter jordana saldanhanathália arcuri

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July 16, 2011

Quando a Band Mudará?

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:38 am
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Outro dia (pelos comentários) o Alexandre deu uma sugestão sobre o que poderia ser uma alternativa pra Band após a saída do Datena. A idéia dele seria uma revista de variedades (mas sem muita frescura) pro lugar do Brasil Urgente. É até uma opção boa, mas duvido muito que isso passe pela cabeça dos diretores da emissora. Nem isso, nem qualquer outra alternativa similar. Conhecendo a mentalidade da Band, algo notório, acho mais provável que ela vá empurrando o Brasil Urgente do jeito que puder, apenas tentando alguns ajustes pontuais. Nada de mudanças radicais. Nada de inovação.
Aliás, é justamente essa mentalidade da Band que costuma travar o seu crescimento ou qualquer mudança drástica no cenário sombrio em que se encontra. Há décadas. E um bom exemplo dessa falta de gestão é o que vemos no período da tarde. Há 10 (ou 20) anos a Band vem falando em um jornal na hora do almoço. Até na época da contratação do Casoy, cogitaram dele ser o apresentador desse telejornal. E até a presente data…
Outro dia eu falei da grade da Band ser tão furada e errada que qualquer evento ou programa mediano já representava uma melhora sensível. Mas hoje eu nem vou tratar da parte da manhã. Na verdade esse horário deveria ser apagado e refeito do ZERO! Vamos ver a tarde da emissora. Independente dos problemas (qualidade, conteúdo) o Jogo Aberto (mesmo com o bloco regional) não pode segurar 2 horas no ar. É muito tempo pra tão pouco material. Tão pouco assunto, tão pouca equipe… Não dá. Podem cortar uma boa fatia que não fará falta. E aí abre espaço pro tal jornal da hora do almoço. Como a concorrência (no horário) anda focada em Puliça News, a melhor opção seria buscar o caminho oposto. E talvez anda caiba um jornal local na sequência, comendo alguns minutos do SP Acontece.
E por falar no SP Acontece… Não sei se todos conhecem, as praças exibem programas locais no horário. Mas o Acontece (até a última vez que vi, ainda com o Datena) é um pastel de vento dividido em 3 pedaços. Ficava lá o Datena, o Neto e o Fofão falando bobagens, fazendo gracinhas, tratando do Corinthians, enchendo linguiça… Quando o comandante acabava de almoçar, ele pegava o helicóptero e mostrava algum acidente ou as nuvens negras que se aproximavam de São Paulo. E com dilúvio o Datena já abria o sorrisão. Enfim, é uma nulidade. Acontece que nas demais praças a Band tem programas locais, e alguns até são interessantes. Mas não dá pra pensar em nenhum desses programas pra rede. Podem usar uns 20 minutos pro telejornal local e deletar o resto. Assim como podem cortar o horário vendido pra IURD em certos Estados.
Das 13:20 até umas 3 horas e tanto a Band teria que se virar com seriados, desenhos ou novelas juvenis. Vale notar que a Band já tem um bom estoque de seriados na prateleira. Alguns foram rifados ao entrarem na sequência do RR Soares e enfrentando briga forte. Mas de tarde até que poderiam funcionar. Sem esquecer que volta e meia é preciso comprar material novo. Mas isso é fácil, e nem tão caro.
Das 3 e meia até as 4 meia o jeito é encher linguiça. Talvez até com o Vídeo News reformado. Duvido muito que a Band queira investir em algo mais caro num horário pouco rentável. Daí, na sequência, poderia entrar essa revista de variedades. É algo que a Band cogita, desiste, volta, repensa… Mas é bom ter cuidado. O final de tarde tem um público muito heterogêneo, mulheres, jovens, homens… Se forçar muito pra um lado acaba perdendo o resto da audiência. Mas aí vamos chegando as 18 horas e o público feminino acaba se voltando pra novelas. Qual a saída? Pegar a parcela de jovens e homens que já estavam assistindo a revista de variedades, juntar com o povo que vai chegando do trabalho e entrar com um programa esportivo. Sim, um programa esportivo no começo da noite. A maioria do público não estava em casa ao meio dia e o jornal ainda traria as informações da tarde. Não sei como a Band ou Rede TV nunca tentaram algo do tipo. E ainda temos de considerar que esse esportivo entregaria uma boa parcela da audiência pro jornal local noturno ou pro Jornal da Band. O perfil é parecido.
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Se alguém acha um grande absurdo colocar um jornal esportivo no começo da noite eu gostaria de lembrar que o (terrivelmente ruim) Gazeta Esportiva consegue os melhores índices da emissora justamente nesse horário. E isso contando com o mala do Chico Lang e cia bela.
Mesmo em emissoras regionais há o costume de ter programas esportivos no começo da noite. Eu posso lembrar o programa do Luís Carlos Reche, Cadeira Cativa, na Ulbra TV. Ou o recente Alterosa no Ataque, que os mineiros podem assistir no lugar do Chaves. Aliás, apesar de novo e sem tanta produção, o Alterosa no Ataque vem batendo a Record (Cidade Alerta) no Ibope com relativa facilidade.
Mas é bom ressaltar que um programa esportivo noturno teria que tratar de esportes de forma ampla, geral e irrestrita. Teria que ter material das principais praças, reportagens inéditas, entradas ao vivo, comentaristas de verdade, abordar outros esportes, ter abrangência nacional e internacional. Do contrário…
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Do contrário a Band vai continuar plantando raiva e colhendo rejeição. Nem preciso citar o recente comentário do Renan, a Band é campeã nacional em rejeição. Basta pegar os dados do Ibope no Rio, Minas, Rio Grande do Sul ou qualquer outra praça e comparar com São Paulo. E isso não muda nem mesmo quando a Band exibe, por exemplo, um jogo de clube do Rio pros cariocas. Eles vão e assistem na Globo. E é igual pra mineiros, gaúchos, paranaenses, pernambucanos… Se a Band quer ser uma emissora regional, tá no caminho certo.
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edir macedoAgora eu preciso tocar em certos assuntos da Record. Numa das últimas colunas eu falei sobre a audiência desanimadora do Cidade Alerta apesar de rodar sem intervalo. Mas eu me enganei parcialmente. Na verdade a Record está emendando vários programas (do final da tarde até a noite) sem qualquer intervalo comercial. São 3, 4 e até 5 horas seguidas sem publicidade. Tudo pra tentar segurar uma audiência que anda cada vez mais longe. E como se o intervalo fosse o único culpado por uma programação ruim e repetitiva. Ora, ora…
O lado curioso é que a Record gastou 38 milhões com a volta do Datena. E mais alguns milhões com o retorno do Justus. E depois anunciou um corte de horas extras, carros de equipe, telefone, luz… Mas não roda intervalos por medo de perder mais audiência. Existe lógica???
Na verdade não precisa ter lógica ou coerência. O fato real é que os dizimistas da IURD acabarão pagando a conta. Como sempre!
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E quando eu falo em perda de audiência não estou inventando nada. A final do Ídolos ficou com modestos 9 pontos. Diferente das primeiras edições, quando chegou (e até passou) aos 15 pontos.
CSI também já viveu dias melhores, com quase 15 pontos. Atualmente fica entre 6 e 7 e quase sempre perde pro Ratinho. Tanto é que a Record já pensa em tirar o seriado do ar e colocar outra coisa. Talvez o Chris :P
Outro programa que anda rateando na audiência é o Hoje Em Dia. Nem recebendo bem do Fala Brasil ele consegue segurar a audiência. Atualmente 4 pontos já é festa pro Hoje Em Dia.
O Jornal da Record é outro que já teve a sua fase de 15, 16 pontos. Nos últimos tempos vem com apenas 1 dígito. E nem a mudança de horário mudou esses números.
O Datena, ah, o Datena… Chegou prometendo dar uma surra no Faccioli e vive apanhando do Chaves. Barbaridade, barbaridade…
Já falei antes e repito: a Record deveria cuidar menos em fabricar factóides e espalhar discursos grandiosos e mais em trabalhar de verdade. Se discurso desse audiência a TV Senado seria líder no Ibope.

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July 12, 2011

Acertos e Trocas

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:28 am
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rede bandVocês conhecem aquela frase que diz: se podemos complicar, pra que simplificar? Pois ela é bem popular entre quase todas as emissoras. Sempre inventam teorias e equações mirabolantes. E isso quase nunca funciona. Raramente buscam o simples e tradicional “arroz com feijão”. Mas foi isso que aconteceu com a Band no domingo. Um pouco por causa do Mundial de Futebol Feminino, um tanto pelo acaso. E tudo começou com uma correta decisão de passar o VT de um jogo de sábado da Segundona. Colocaram a partida lá pelas 10H da manhã, num horário anteriormente ocioso. Foi a primeira tentativa de explorar melhor a Série B, algo necessário e urgente. Em seguida entrou o futebol feminino, o BEC espremido, o Brasileirão, o Terceiro Tempo… Só esqueceram da Fórmula Indy, pra variar. Me fez lembrar o tempo de garoto, quando a Band era o canal do esporte. Pois esses eventos, agregando e transferindo audiência, deram a Band uma média dia que ela não vê há séculos. Foram mais de 4 pontos, justo num dia em que a Record e o SBT usam as principais armas e incomodam muito a Globo. Vale lembrar que 4 pontos é quase o dobro da média normal da Band.
Por mais óbvio que seja tenho que afirmar que:
- horários alugados afundam a audiência e transferem ibope… Pra concorrência.
- A Band explora mal os produtos que já tem.
- A Band mal consegue organizar uma grade coerente. Vai tudo no improviso, ou ao acaso.
Resta saber o que a Band pretende. Se acha interessante terceirizar a programação e faturar um dinheiro fácil, pode continuar e virar uma CNT de luxo. Se preferir investir em programação e atrair público e anunciantes, o resultado do último domingo pode servir de guia.
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Outra que adotou uma decisão óbvia e correta foi a Globo. Não que eu goste de ver mais um horário de novelas. Mas, depois de entregar tanta audiência pra Fazenda, a Globo parece ter aprendido a lição. Já que o público dos realities é bem parecido com o das novelas… Mesmo que o Astro não seja o último pastel da feira, é muito provável que tire bastante audiência da Fazenda. Ouso até apostar os R$ 9,20 que tenho no bolso como o Astro vai derrubar a Fazenda pra médias de 1 dígito. Isso durante a semana, é claro.
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Já cansei de falar sobre emissoras que fazem o espectador de panaca. Pois a Record voltou ao esquema de mudar a grade sem qualquer aviso ou lógica. Azar (ou sorte) de quem assistia Rebelde antes do Jornal da Record e o jornal antes de CSI. Trocaram tudo. Até tentando transferir audiência do Cidade Alerta pro jornal. Mas isso não funcionou no primeiro dia, a audiência do Jornal da Record continuou na mesma faixa, 9 pontos. A novelinha também se manteve com seu público habitual.
Mas não se preocupem, se a audiência não decolar a Record troca tudo de novo.
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Por falar em trocar… O Roberto Justus rompeu o contrato (amigavelmente) com o SBT e 10 minutos depois já estava assinando com a Record. Nada contra, todo mundo é livre pra buscar o melhor para sua carreira. O que me espanta (mas nem tanto) é a rapidez e volubilidade nas recentes trocas de emissora. Muito pior que certos jogadores famosos.
Mas o fato relevante é que o Justus não deixará saudade no SBT. Sua passagem foi um fiasco. E talvez não volte ao sucesso de outros tempos, na Record. Eu, pessoalmente, creio que o formato do Aprendiz é mais importante que o apresentador que estiver lá. E, vamos combinar, o Justus pode ficar o tempo que quiser na televisão, carisma ele não arruma tão cedo.
Outro troca-troca aconteceu na terra do Leonardo-pe. O Cardinot, misto de Datena e Ratinho, pegou o boné, a peixeira, e foi embora do SBT do Recife (Tv Jornal). Agora defende os frascos, comprimidos e a TV Clube (Band).
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O SBT está rodando um pomposo comercial em louvor ao seu departamento jornalístico. O texto fala em verdade, credibilidade e outras palavras nobres. Só que a coisa não cheira bem. Começa pelo slogan:
Jornalismo do SBT, em constante movimento.
Movimento pra onde? Pra fazer reportagem sobre a seita do Valdemiro Santiago?? Isso foi orientação do comercial?? Ou aquela matéria com os bastidores dos programas infantis da emissora?? Essa foi um pedido do artístico???
Sem falar que a Raquel Sheherazade já aparece em primeiro plano no anúncio. E o pessoal com mais experiência e tempo de casa fica lá pro fundo. Imagina a ciumeira!!!

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July 8, 2011

Alerta de Audiência

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:02 pm
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Não tem nem 3 semanas que escrevi um texto criticando as emissoras que resolveram transformar os programas policialescos no “pote de ouro no final do arco-íris”. Nunca foram, não são, e talvez nunca venham a ser. E isso apesar dos helicópteros, salários milionários, equipes de prontidão, material da polícia e toda a gritaria tradicional. E nem venham dizer que isso é apenas um gosto pessoal. Até é, mas há um fator real. Vamos ao que as emissoras mais gostam, os números:
- O Cidade Alerta começou com uns 10 pontos de média em SP. Uma audiência boa, mas nada fora do normal. Não custa lembrar que o Chris já dava (mesmo reprisadíssimo) entre 6 e 7 pontos.
- Em outras praças importantes o Cidade Alerta estreiou com 7, 6 ou até menos.
- O Cidade Alerta roda praticamente sem intervalo. E mesmo na época do Datena na Band, o Brasil Urgente não conseguia mais que uns anúncios da Casas Bahia (que patrocina até enterro) e da Tekpix. Mesmo que a Record não esteja buscando só faturamento com o programa, mais cedo ou mais tarde terá que pagar a conta.
- Mais rápido do que eu esperava o Cidade Alerta já mostra sinais de fadiga. Em São Paulo a audiência já recuou pra 8 de média. Anteontem vi os números em outras praças e a coisa tá complicada; 4 e pouco no Rio e pouco mais de 2 pontos em Belo Horizonte. Podem até dizer que a Record sempre sofreu em Minas, mas no Rio de Janeiro é bem diferente. Lá é o “quintal” da Record. Ficar com 4 pontos é um vexame gigante. Ainda mais quando o programa em sequência (RJ Record) passa de 10 pontos com frequência.
- Também podemos fazer a soma do Cidade Alerta com o Brasil Urgente. Em dias normais (sem uma grande catástrofe) dificilmente irão passar de 12 pontos, juntos. Nesse horário temos novelas, seriados e até programas para jovens, não dá pra abocanhar a maior fatia do bolo.
De um modo geral podemos dizer que esse tipo de programa policialesco consegue uma boa fatia de audiência em certas regiões. E em horários menos nobres. Mas não conseguem tanto espaço quando disputam com programas melhores e com público mais variado (mulheres, jovens, crianças). O mesmo ocorre com sua receita publicitária. Nas regiões mais populares eles atraem diversos anunciantes, que buscam o mesmo público. Mas quando olhamos os anúncios “net” ou as grandes verbas, o resultado é quase zero.
Creio que seja a hora das emissoras repensarem o modelo de tv popular. E do espectador dizer o que deseja assistir. O caminho da obviedade parece não estar funcionando tão bem.
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Mas é bom esclarecer uma coisa, não é errado buscar programas populares, pra tal classe C. Na verdade isso é bem antigo na televisão. Mesmo quem não é tão velho deve ter ouvido falar no Chacrinha, no Bolinha e demais programas de auditório. Incluindo aí o eterno Sílvio Santos. Mesmo em tempos mais recentes temos (ou tivemos) o Ratinho, Gilberto Barros, Sérgio Mallandro, Gugu, Faustão, Raul Gil, Portiolli e cia bela. Nenhum desses é programa pra elite (se é que temos alguma). E mesmo alvo de variadas críticas, esses programas continuam com boa audiência e um faturamento considerável. Gostem mais (ou menos) essa é a realidade do Brasil. Nunca vi ninguém aplicar a tarja de “classe C” nesses programas. Então porque querem fazer um “shownalismo policialesco” de 5ª categoria e usar a classe C como desculpa pela baixaria??
Sem falar que esse movimento de “shownalização” dos telejornais já ocorreu na imprensa escrita. E já tem algum tempo. E não sei de nenhum jornal de 0,50 que esteja aí bombando na opinião pública. O máximo que conseguem é distrair o leitor por “meia hora” enquanto ele balança no vagão do trem (ou metrô).
E repetindo uma frase que usei outro dia (nos comentários):
“A sociedade é maior do que o mercado. O leitor não é consumidor, mas cidadão. Jornalismo é serviço público, não espetáculo.” (Alberto Dines)
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Eu poderia levantar uma bela tese sociológica pra explicar esse fenômeno dos programas de puliça que se alastram pelas mais variadas emissoras, especialmente na hora do almoço. Poderia dizer que o povo se cansou de esperar pelas autoridades oficiais e transformou esses apresentadores bravinhos em representantes de seu descontentamento. Uma espécie de porta-voz. Ou poderia dizer que o povo gosta de ver a tragédia alheia como conforto pra suas dificuldades diárias. Ou ainda alegar que o povão gosta de se ver representado na televisão e só encontra espaço nesse tipo de programa.
Pouco importa a tese que eu levante. É tudo uma meia-verdade. O fato real é que existe um público pra esse lixo; gostemos ou não. E o espectador vai assistir isso até encher a paciência e mudar pra outro tipo de programa. Simples assim.
O grande erro da televisão é usar um único modelo (ou público) pra nivelar toda a programação por baixo. E nem venham dizer que a saída é assinar uma tv paga. A classe C já está chegando lá também. Paga ou aberta o que devemos cobrar é qualidade. E respeito.
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Por falar em respeito, outro dia eu estava almoçando (uma lasanha deliciosa), e liguei a tv pra zapear um pouco. Na verdade eu não assisto muita coisa durante esse horário. Daí fiquei rodando os canais pra ver o que acontece nesse Brasil dos helicópteros. Eis que, na Record MS, me aparece um desses programas de puliça. O apresentador (cujo nome não guardei mas deve ser conhecido no Mato Grosso do Sul) era do tipo que tenta falar “meteorologia” por 3 vezes e … Erra as três!! E apesar da minha lasanha ser de frango, acabou virando de presunto. Pois nem fiquei 5 minutos vendo a bagaça e já tinha a cena de um corpo ensanguentado no chão, e sem desfocar a imagem. Eu almoçando e o cadáver na tela. Acabei lembrando do Leonardo, que também adora almoço com “presunto”. Mas, obviamente, gastei mais um pouco da pilha do controle e fui procurar um programa menos indigesto no horário.
É claro que eu já sei de todo esse lixo que acontece nesses programas. Só contei a minha estória pra fazer uma pergunta. Me digam uma coisa, cadê aquela porcaria de classificação etária???? Pra que inventaram aquilo??? Ora, uma criança de 6 anos pode assistir gente morta na hora do almoço e ninguém fica espantado ou melindrado. Agora, se aparece o mamilo de uma atriz num filme, ou falam um palavrão na novela, já correm apavorados pra mudar a classificação pra 14 ou 16 anos. Como se isso fosse resolver alguma coisa. Ô hipocrisia!!!
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Mas vamos tratar de coisas mais amenas. Achei uma coisa curiosa pra vocês, é uma colagem com as garotas do tempo de várias emissoras pelo mundo. Tem de todo tipo, jeito e vestuário. Tanto que nossas emissoras poderiam copiar alguns modelos. Menos o último, não gostei nada dele.
garotas do tempo de televisão

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