August 30, 2011

Belas em Dose Tripla

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 3:18 am
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O mês já está quase acabando e eu nem pra atualizar a seção Belas & Barangas ainda. Que vacilo, hein! Mas podem segurar os xingamentos, hoje é dia. E vou rodar o Brasil na busca de algumas belas da telinha. Começo por uma beldade gaúcha que agrada mais que vitória no grenal. É a atual musa da RBS, Carla Fachim. Tá certo que existem outras beldades na emissora, até publicadas aqui. Mas depois da saída da Zanchetta, acho que o posto ficou com a Carla mesmo. Ou preferem a Cristina Vieira? Ou a Alice Bastos?? Oh dúvida cruel. Mas hoje é dia da Carla Fachim:
carla fachim rbsCarla Fachim RBScarla fachim apresentadora rbscarla fachim
carla fachim rbs

De Porto Alegre vou até Fortaleza. Viagem longa mas justificada. Especialmente pra atender os cearenses que assistem o Globo Esporte local com um olho nas notícias e outro na Mariana Sasso. Como a loira não é muito conhecida pelo resto do país (que não capta a tv Verdes Mares), fica o registro da moça e seu sorriso generoso:
mariana sasso tv verdes maresmariana sasso
mariana sassoapresentadora mariana sasso

Do Ceará eu faço uma volta e paro em São Paulo pra atender um pedido feito nos comentários, a Pryscilla Paiva. Não tenho assistido muito a Record News ultimamente. Mas a Pryscilla Paiva era (ou é) uma das poucas coisas interessantes do canal. Pra quem gosta da “baixinha do tempo”…
repórter pryscilla paivapryscilla paiva repórter

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August 28, 2011

Esporte e Circo

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:22 pm
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Outro dia fui instigado a falar sobre um assunto já habitual aqui no Tevezona, o rumo estranho e idiota que as transmissões e programas esportivos vem tomando. O motivo dessa nova investida foi um debate promovido sobre o tema no Ver TV. Como não consegui ver o programa (ou a reprise), agradeço ao Alexandre que passou o link pro vídeo no site da TV Câmara. Por lá vi os 2 primeiros blocos. E concordo com grande parte das opiniões dos convidados do programa. Ainda mais que muitos dos assuntos eu já havia abordado aqui.
Quem lê a coluna há mais tempo deve lembrar de quantas vezes já critiquei a Band, a Record, a Rede TV, o Esporte Interativo e, mais recentemente, a Globo. Especialmente quanto ao nível dos programas e sua busca (equivocada) pela infantilização. Recordo que algumas pessoas acharam que eu estava de perseguição contra essa ou aquela emissora. Como se eu fosse culpado pelo conteúdo desses programas. Como se a janela fosse culpada pela paisagem. Ora, eu só ressaltei os fatos. Fatos públicos e evidentes.
Um dos pontos citados no Ver TV (pela Kátia Rubio) é a interferência da televisão no esporte. E isso é fato, basta ver as mudanças nas regras do vôlei. Ela paga pela transmissão e, por motivos diversos, acaba interferindo no “espetáculo”. Interfere porque deixam. E interfere buscando seus próprios interesses. Do mesmo modo que interfere numa novela. Erra ela e erra quem permite isso. Outro aspecto citado pela Kátia Rubio é que a televisão trata do esporte como algo menos sério. Permite coisas (e brincadeiras) que não vemos em outras editorias. Isso também é fato. E é uma decisão consciente. As emissoras (baseadas em pesquisas e/ou conceitos firmados) entendem que precisam aumentar a base do seu público alvo. E, já tendo o grosso do público masculino, tentam atrair as mulheres e crianças. Até entendo isso, só não sei se essa é a forma correta. O esporte pode (e deve) ser popular, mas não precisa ser idiota ou popularesco.
Um dos erros do Ver TV (comentado pelo Alexandre) foi focar as críticas na Globo. Não que ela não mereça as pancadas; deveria levar o triplo. O problema é aquele que eu já abordei quando citei um filme que passou na TV Brasil. O filme exibiu cenas muito mais pesadas que O Astro, mas como “ninguém” viu… Sem falar que bater na Globo é modinha, agrada os pseudo-intelectuais e faz sucesso com o povão. Basta ver a reação tímida diante do monopólio tácito imposto pela Record, detentora das olimpíadas e Pan. Se fosse a Globo, choveriam críticas e campanhas na internet. Se a Globo comprasse a Indy e só transmitisse metade das provas em tv aberta… Mas como é a Band, poucos se lembram do fato. Enfim, é assim que o povo se comporta. Fala mal, mas não deixa de assistir.
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Eu, talvez pela idade, adoto uma tática diferente. Quando um programa torra a minha paciência, deixo de assistir. Salvo por algum fato pontual ou para colher dados que interessem ao propósito da coluna. Um exemplo recente ocorreu com o Esporte Espetacular (ou espetaculoso). Eu já vinha no meu limite extremo. E há umas 2 semanas eu estava no computador (ou na internet) e deixei a tv ligada no EE. Nem prestava muita atenção. Lá pelas tantas aparece a Glenda anunciando novidades na tal dança do gol e no João Sorrisão. Parece que querem transformar aquilo na Dança dos Famosos do futebol. E eu já olhando feio pra Glenda. Mais uns minutos e começam a mostrar os gols do sábado. Por sorte eu já havia visto os gols pela Internet, no dia anterior. Mas parei pra rever. Pra ver e ouvir a narração ridícula que ela e o Tande faziam. Um texto certamente criado pelos redatores do Zorra Total. Ainda tinha a edição engraçadinha pra divertir o “respeitável público”. Passou um gol do Cruzeiro, onde o Roger dava um passe em profundidade pro companheiro, e eles cortam o lance pra dizer que foi um presente igual aos que ele dá pra Deborah Secco. E pra isso inseriram umas imagens dela na novela. Num outro jogo, onde a defesa do Botafogo se atrapalha e permite um gol do América mineiro, a edição inventa de botar a música do antigo programa dos Trapalhões como trilha. E daí pra pior.
Isso até pode ser engraçado pra alguns. Certamente é. Mas eu só queria ver os gols e lances. E já sei que não será mais no Esporte Espetaculoso. Nunca mais! Tenho outras opções. Felizmente.
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Ontem a Rede TV teve o seu dia de gala. O UFC Rio rendeu números bem altos pra emissora, faltando muito pouco pra atingir a liderança no Ibope. No melhor momento (na luta do Anderson Silva, ao que parece) ela passou dos 11 pontos de pico, num empate técnico com a Globo. Mesmo a média foi muito boa. Tanto que, ao final do dia, acabou meio ponto na frente da Band, 2,1 contra 1,6.
A transmissão teve algumas falhas técnicas. Por várias vezes o áudio do patrocínio entrou junto da narração. As entradas pra entrevistas, no estúdio móvel, estavam com um delay grande, até confundido o Fernando Navarro em uma ocasião. Em outro momento vazou um áudio que não consegui identificar a origem. Felizmente as lutas foram acima da média que deixaram esses problemas em segundo plano.
Resta saber se os bons índices de audiência não vão atiçar alguma emissora concorrente. A Globo eu acho improvável, neste momento. Mas pode pintar alguma outra. É melhor a Rede TV amarrar bem esse contrato.
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Curioso é ver como o público se divide em relação ao UFC. Ou a pessoa gosta, ou não suporta. É raro ter alguém que acha “mais ou menos” interessante. E isso é até compreensível. Difícil pra mim é entender quem assiste o WWE (atualmente no EI). Qual a graça de ver uma “luta coreografada”?? E ainda tem gente que acha que aquelas lutas são pra valer. Eu mesmo conheço algumas pessoas que pensam assim. Vai entender…
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Nos últimos dias eu li algumas notas tratando do eterno problema do jornalismo da Record, sua submissão aos interesses da IURD. E é aquela mesma coisa de sempre, todas as emissoras noticiaram a visita do Papa à Espanha e o encontro com os jovens. Mesmo encontro que ocorrerá no Rio em 2013. Mas o jornalismo da Record ignorou totalmente o fato. A ordem lá é só citar os fatos negativos. Esses são repetidos e reprisados exaustivamente.
Mas tenho que ser justo, a Record não ataca só a igreja católica. Ela é contra todas as concorrentes. Podem anotar e depois me digam se a emissora já deu espaço para outras religões ou seitas. Eu nunca vi.
O que eu vejo mais é o jornalismo da Record cometendo alguns erros grosseiros. Ontem, nas legendas de rodapé da Record News, passavam duas notícias seguidas. Na primeira escreveram assim:
“Mulher é condenada HÁ 18 anos de prisão…”
Na notícia seguinte a gramática mudou:
“Ciro Gomes é condenado A pagar cem mil…”
Tá certo, se fosse prova de gramática teriam tirado nota 5.

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August 24, 2011

Do UFC ao Vale Tudo

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:22 pm
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A Rede TV já está em ritmo de UFC Rio. Quase todas as atenções da emissora estão voltadas pro evento. E, diferente de outros produtos, até que o trabalho de divulgação e cobertura está sendo feito de maneira correta. Entrevistas nos EUA, matérias aqui no Brasil, reportagens no Rede TV Esporte, participação em outros programas da casa, divulgação na internet e outras mídias… Olha, até spam da Rede TV eu recebi no meu email. Tirando o spam, o resto foi feito dentro das possibilidades e sem passar a barreira do exagero irritante. Quem não assistir as lutas é porque não gosta mesmo.
Mas o estranho mesmo é que, até o dia de hoje, não vi nenhum patrocínio master pro evento. Mesmo que fechem uma ou mais cotas para o sábado, não é o ideal. Sinal de que há algo errado do departamento comercial da emissora. E não é de agora. Basta lembrar da Série B na Rede TV. Ficou lá uns 5 ou 6 anos e sofreu pra fechar 3 cotas nacionais. Neste ano o campeonato passou pra Band e, rapidamente, já tem muito mais patrocinadores. Mesmo considerando a cobertura mais abrangente da Band, não deveria ser pra tanto.
É meio complicado avaliar essa questão de patrocínios e valores. Ainda mais quando algumas emissoras (Record e Rede TV em especial) colocam valores muito altos na tabela e depois oferecem descontos generosos. Como se as agências já não soubessem, de antemão, que a tabela está fora do mercado. Essa estratégia pode até funcionar em muitos casos. Mas pode complicar em outros. O resultado prático (que vale no final das contas) aponta pra transmissão sem cotas vendidas na Rede TV. Pela importância do evento é de estranhar.
Outro ponto pra ser analisado é quanto a permanência do evento na Rede TV. O formato atual, exibindo lutas de 2 ou 3 semanas atrás, não é o ideal pra uma tv aberta. Parece que a prioridade é da tv fechada. E os americanos são muito pragmáticos nessas questões comerciais. Nem conhecem a palavra fidelidade. Quem pagar mais, leva!
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Se a divulgação do UFC Rio está satisfatória, o mesmo não posso dizer dos campeonatos europeus. O Inglês começou quase sem aviso. O Italiano então, mal se ouve falar. E ele começa neste fim de semana, caso a Rede TV tenha se esquecido.
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Quem deu azar com a data do UFC Rio foi a Cris Lyra. Bateu bem próximo do nascimento do primeiro herdeira e ela vai trocar o octógono pela sala da maternidade. Não que a Paloma vá fazer feio, longe disso, mas a Cris, depois de tanto tempo na apresentação, merecia essa “cereja do bolo”. Acontece.
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Outro dia falei sobre o corte de verbas da Cultura. Tá certo que é um problema grave, mas existem coisas que a emissora poderia corrigir sem tanta dependência de dinheiro. A primeira é o número de chamadas de alguns produtos. Praticamente inexistem. E a gente acaba pegando os programas ao acaso. Ou pela metade, quando lembra.
Também acho que o Jornal da Cultura deveria ser um pouco mais abragente. Tudo bem que eles acharam um formato interessante, mais analítico. Mas é bom lembrar que não existem apenas notícias de política e economia. As outras editorias poderiam ter alguns minutinhos diários. Não custa tanto.
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Já o SBT Brasil… Aquilo ainda é um telejornal? Bem, só se for na cabeça do Patrão. Pra mim tá quase parecendo um programa de humor. Falta pouco pra gente ver uma cena assim:
Joseval Peixoto, com ar muito grave:
- Garoto de 6 anos rala o joelho após cair de escorregador num parque da zona sul de São Paulo.
E a Raquel Sheherazade entra com seu editorial:
- Isso é um absurdo. Até quando as nossas crianças serão vítimas de escorregadores e balanços em praças mal cuidadas? Onde estão as autoridades que não colocam grama debaixo dos brinquedos? Ou mesmo um colchão inflável??…
Francamente, jornal popular é uma coisa. Isso aí já é chacota!
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Por falar em jornal, a Record deve estar amargamente arrependida com a sua última mudança de grade. Deu tudo errado. E a audiência do JR, que nem vinha muito bem, só faz cair. Parece que os erros do SBT (trocando centenas de vezes os horários de sua programação) não serviram de lição. A Record quer cometer os mesmos erros, novamente.
E, como o Andrade lembrou nos comentários, o Tudo a Ver virou uma gigantesca colcha de retalhos. Talvez fosse o caso de mudar o nome, pra “Vale Tudo”.

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August 21, 2011

Trintão Feliz

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 2:26 pm
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A coluna está meio atrasada mas vou tentar pegar vários assuntos pendentes de forma rápida. Começo pelos 30 anos do SBT. Como eu já disse em outras oportunidades o SBT chega aos 30 em melhor situação do que muitos poderiam imaginar. É claro que o 3º lugar não é o cenário ideal, mas… Se lembrarmos das dezenas de bobagens feitas pelo Sílvio Santos nos últimos tempos, o prejuízo poderia ser pior. A sorte do SBT é que a Record também iniciou sua temporada de idiotices grotescas. Já o Sílvio se acalmou um pouco e suas interferências são menos constantes. O resultado de momento é que a diferença entre as duas emissoras parou de crescer e vem até regredindo.
Não é supresa o fato dos especiais deste mês (em sua maioria) terem rendido alguns pontinhos adicionais ao SBT. A “cereja do bolo” ocorreu justamente no dia 19, quando o SBT empatou com a Record em São Paulo (6 pontos) e no Rio (6,5). Dia 20, na média 24 horas (diferente da média dia, que vai das 7 até 24h) o SBT superou a Record com relativa folga. É claro que isso não é uma posição definitiva e tudo pode mudar com o tempo. Mas parece que o SBT parou de jogar contra si próprio. E busca aproveitar as brechas da Record para recuperar o terreno perdido. A grande dificuldade, nos últimos mêses, atende pelo nome de Amor e Revolução. A novela se mostrou um fiasco total. E não só na audiência.
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Mas a direção do SBT precisa ficar atenta para os ajustes finos na sua grade. Big Bang, por exemplo, terá muita dificuldade no horário atual. Já começa recebendo pouco do SBT Brasil, que tem um público diferente do alvo do seriado. E ainda bate de frente com a novela da Globo e num dia com share baixo. Complica. Tanto que a estréia ficou na casa dos 3 pontos. Não sei, mas talvez valesse testar o seriado na noite de segunda, no horário que era do programa do Justus.
Mudar o horário até será fácil pro SBT. Difícil será dar um jeito na risada mecânica e irritante usada pela dublagem. Podem reparar, é a risada média, usada pras piadas mais ou menos. É a mais usada e faz um “mmuhahaha”. Chega a incomodar.
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No meio do Big Bang o SBT colocou aquele letreiro de rodapé pra anunciar o filme noturno da emissora. E o “estagiário” resolveu que a grafia do título do filme era a Bússula de Ouro. Não pode um erro desses numa emissora que deseja recuperar o 2º lugar de audiência. Aliás, esses erros de grafia estão virando rotina nas emissoras brasileiras. Incomoda! E olha que eu estou MUITO longe de ser um professor de português.
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Por mais que aumente a baixaria, a audiência da Fazenda continua patinando. No sábado a média ficou na base de um dígito. Isso em São Paulo, é bom avisar. E o resto da noite foi mais complicado ainda. Tinha a final do Sub-20 na Band, filme famoso no SBT… A Record acabou em 4º lugar em diversos momentos.
Antes da estréia da Fazenda eu havia chutado que o reality ficaria abaixo de 10 pontos. Não acertei o palpite, mas não estou muito longe. Não bastasse o desgaste desses realities de confinamento, a seleção dos participantes foi infeliz. Muito infeliz!
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A noite de ontem foi boa mesmo pra Band. A final do Sub-20 rendeu ótimos índices pra emissora, quase chegando aos 10 pontos de pico. Justamente o Sub-20 que a Band desprezou na primeira fase. A tal ponto que alguns jogos do Brasil só passaram em VT, na madrugada. Parece que a emissora só se animou quando o Brasil foi passando de fases. Se fosse a Globo a gente até entenderia, mas a Band não está em condições de fazer isso.
Aproveito o assunto pra fazer coro com a opinião do Flávio Ricco sobre a decisão de retirar o Nivaldo Prieto da narração dos jogos finais, para dar lugar ao Luciano do Valle. Começa que o Luciano já está bem sobrecarregado, narrando vários eventos. Depois foi uma total falta de consideração com o Nivaldo. Não tenho nada com a vida do Nivaldo, mas, se é comigo…
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Acho meio chato isso de ficar repetindo que no meu tempo de garoto era assim, assado e tal. Mas a propaganda brasileira anda cada dia mais chata e monótona. É um amontoado de anúncios bestas, infantilóides e sem graça. Até pra escolher as estrelas dos comerciais as agências andam repetitivas. Parece que só tem a Gisele Bundchen, a Cláudia Leite e a Ivete S.A.ngalo. Tem horas que uma delas aparece duas vezes no mesmo intervalo. Tanto é que quase levei um susto quando o Alexandre deixou um comentário falando de um anúncio de hidratante com a Nadja Haddad. Disse ele que o anúncio estava “escondido” na Record News. Não gosto nada de fazer propaganda de graça pra ninguém, mas, pelo inusitado do fato e pela “turquinha”… Vejam aí o vídeo:

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August 15, 2011

Dinheiro e Erros

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:54 pm
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Não gosto nada de ficar falando de “coisas que eu sabia”, mas não escrevi ou disse. Se passou a hora de dizer, azar. Mas quero confessar que, até por experiência pessoal (de uma empresa onde os 2 sócios disputavam o controle), imaginei que os recentes problemas financeiros da Rede TV estavam relacionados ao enrosco da venda de cotas. Nessa empresa que conheci a situação era parecida, e o majoritário começou a sugar recursos do caixa pra se capitalizar e arrematar as cotas do minoritário. Isso é mais barato que pegar dinheiro emprestado; mas acaba sufocando (ou até matando) a empresa. Quando li sobre os atrasos e perdas de produtos da Rede TV me lembrei desse caso. Mas achei improvável que uma empresa de grande porte usasse de práticas tão amadoras. Peguei a minha suposição e guardei na gaveta de teorias conspiratórias. Um pouco por duvidar dela, e um muito por achá-la infantil demais.
Passaram algumas semanas e o Amilcare dá uma entrevista (para a Folha, salvo engano) revelando que usou recursos da emissora pra tentar fechar a operação, que errou, que iria retomar o rumo da Rede TV… Confesso que fiquei pra lá de espantado. Mas talvez essa atitude explique grande parte dos erros cometidos pela Rede TV ao longo de sua existência. Erros amadores demais pra uma emissora com problemas muito sérios pra resolver. Mas, ao que parece, esses problemas não estão na lista de prioridades dos donos. Pior para a emissora. E para o espectador.
Não preciso nem dizer que a Rede TV é a menor das redes nacionais. Mas, apesar de não saber os dados exatos de receita e despesa, duvido muito que ela tenha dificuldade pra fechar as contas. Mesmo a receita não sendo das maiores, a despesa também é proporcional. Os programas são razoavelmente baratos, exceto o Pânico. Mas o Pânico tá bem vendido e certamente dá lucro. De salários altos eu só lembro a Hebe e a Luciana Gimenez. Não existem grandes acordos com distribuidoras de filmes ou seriados. No jornalismo e esporte os investimentos são lentos e graduais e não representam um grande rombo pra Rede TV. E ainda devemos lembrar da grana extra que entra com os vários horários alugados. Portanto… Fica difícil imaginar um problema financeiro sem que haja uma interferência da alta cúpula. Em condições normais de temperatura e pressão a emissora é sustentável financeiramente. Podem acreditar.
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Por falar em dinheiro… Li uma nota informando de um novo corte no orçamento da Cultura. A verba (pública), que já não era tão alta, foi reduzida para uns 80 e poucos milhões anuais. Isso é menos de 1/3 da verba da TV Brasil. Já dá pra imaginar a choradeira e demissões na Cultura. E, obviamente, a programação esvaziada.
O curioso é ver como as emissoras públicas consomem recursos para produzir tão pouco. A TV Brasil é um caso espantoso e nem vou me aprofundar nele agora. Vou continuar na Cultura. Até posso aceitar que 80 ou 90 milhões não é dinheiro pra bater de frente com uma Globo da vida. Mas vocês já pensaram em como andam as emissoras menores? Só como exemplo, essa verba da Cultura é bem maior que a receita anual do Esporte Interativo. Tudo bem que, vez ou outra o cenário do Jogando Em Casa desaba, mas acho que isso é proposital. Acho que eles querem entrar no Top 5 do CQC :P
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Por falar na Cultura… A Gabi saiu de lá e vai ficar só no SBT, GNT e atividades eventuais. Mesmo que por vias tortas, é melhor assim. Era Gabi demais no ar.
Mas existe um problema pior, falo do comportamento da Gabi como entrevistadora. Tá certo que ela é experiente, inteligente, tem domínio da situação e tal. Mas acho que o De Frente Com Gabi tá virando um papo de comadres. Não é raro ver a Gabi tietando um entrevistado. Falta pouco pra ser uma Hebe, jogando confete nos entrevistados. Pode até ser que isso agrade uma parcela do público, mas eu acho um porre. Odeio entrevista “boazinha”. Sou mais do estilo oposto; quero ver o entrevistador provocando o entrevistado. Cutucando, sem, obviamente, ofender. Digamos que (numa analogia pobre) é como manter uma fogueira acessa, devemos futucar a lenha pra chama não se apagar.
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Eu fico espantado quando leio certas declarações da direção da Record. Os “gênios” fazem uma cagada monstruosa e depois de um certo tempo (e trinta reuniões) descobrem que erraram na dose. É como aquela frase que diz que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose. O que pode curar é o mesmo que pode matar.
Pois é isso que aconteceu com essa edição da Fazenda. Um monte de gente (incluindo este que vos fala) reclamou da seleção dos participantes do reality. Era evidente que buscavam gente encrenqueira e apelativa. Foram ao fundo do poço pra buscar o lixo que desejavam. E agora percebem que exageraram na baixaria. Meio tarde.
Mas, até por garantia, é bom que a Record instale um posto médico ao lado da Fazenda. Vai que alguém entra em coma alcoólica…
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Em meio aos festejos pelos 30 anos da emissora o SBT vai lançar Big Bang, a Teoria. Felizmente (pelo que entendi) a emissora optou por uma edição semanal. Isso evita detonar o seriado em edições diárias na madrugada. Já fizeram essa burrada com 2 Homens e Meio. Já é um avanço. Mas o problema é que o lançamento está ofuscado pela inúmeras chamadas de filmes e programas especiais deste mês. Merecia um pouco mais de cuidado.
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… Assim como eu merecia estar no lugar do Zé Bonitinho nessa foto:
sonia almeida lola melnik

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August 11, 2011

Hipocrisia e Opinião

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:04 am
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Quando eu era garoto vi uma cena que marcou bastante e que ainda lembro. Foi quando aprendi o que era hipocrisia. E, não sei vocês, passei a não gostar de gente hipócrita. No caso da cena citada, era uma daquelas reportagens de rua. E perguntava para os transeuntes o que eles pensavam sobre a pornografia na televisão. Faço a ressalva de que naquele tempo havia mais pornografia visual (nudez) que a baixaria generalizada e enraizada de hoje. Não sei se estou sendo claro. Digamos que fosse meio que uma praia de nudismo. Tinha gente sem roupa, mas era muito menos apelativa. Muito bem, volto ao caso da reportagem. Chegaram num senhor e ele, com veemência, declarou:
- Tá um absurdo a pornografia. Demais! Outro dia, no canal X, passaram um filme que só tinha sacanagem. Do começo ao FIM
Quer dizer, ele achou ruim o tal filme; mas assistiu do começo ao fim. E hoje em dia tá cheio de gente hipócrita e falsa. Incluindo aí um monte de gente que escreve sobre televisão. Já adianto que não vi nada do Astro. Não gosto nada de novelas, e 6, só na Globo, é um caso quase patológico. Mas eu li um monte de gente reclamando de algumas cenas de nudez parcial. Talvez o controle das carolas estivesse quebrado e elas não pudessem sair do sofá pra trocar de canal. Ou estivessem temerosas de assistir um close anal na Fazenda. Vai saber… O fato é que parecem o velho da reportagem que citei antes. Reclamam, mas assistem até o fim.
Outro ponto interessante é que é “modinha” falar mal da Globo. Do mesmo modo que falam mal do Mac Donald’s, da Coca e outras empresas famosas. Criticam mas usam. Algo muito incoerente pra minha mente racional. Eu, por exemplo, não bebo Coca Cola há mais de 10 anos. Não preciso falar mal, basta não consumir. Mas o que tem de gente cri-cri que só gosta de falar por falar… E ainda ficam posando de cultos, de refinados, de intelectuais. Sem falar que são tão moralistas que ficam ofendidos com o mamilo de alguma atriz. Até aceito a reclamação, só não sei porque não trocam de canal. Sem falar que…
Sábado passado, eu ia terminando de digitar a última coluna, e peguei o controle pra zapear pela parabólica. Era por volta de 11 e pouco da noite, sem nada decente nas maiores redes. Acabei parando um pouco na TV Brasil – ou outra educativa que repete o sinal. Passava um filme nacional, meio antigo (Nunca Fomos Tão Felizes). E calhou de passar justo na hora de uma cena de sexo. E logo depois a atriz se levantou, mostrando frente e verso. Daí eu pensei que aquilo poderia render assunto e fiquei mais uns minutos assistindo. Não sei dizer se o filme era ruim mesmo ou se foi minha falha, por pegar pela metade. Mas aguentei até uma parte em que o “mocinho” foi numa boate, onde arrumou companhia (paga, é claro). Na cena seguinte a prostituta estava masturbando o rapaz (interpretado pelo Roberto Bataglin). Tudo bem que não aparecia o ato, mas era compreensível. Na cena seguinte a senhora estava dormindo e o rapaz senta ao lado e levanta sua saia, exibindo os pêlos pubianos. Ela acorda e ele pede que ela raspe tudo. Ela responde que nem era tão pentelhuda assim. Aí ele diz que paga, qualquer preço. Então ela topa e parte pra ação. E aparece, em close generoso, a perereca (ou como desejem chamar), o creme e o aparelho de barbear. Depilação feita e o rapaz consegue praticar o ato sexual. Tudo isso na tv estatal, por volta das 23 horas. O mesmo horário do Astro. Eu não vou dizer que fiquei ofendido com a cena de depilação ou sexo. Antes isso que um cadáver ao meio-dia. Mas eu gostaria, e MUITO, de saber a reação desses hipócritas patrulheiros se as cenas fossem na novela da Globo. Não duvido que chegassem a pedir a cassação da licença. Mas, como foi na TV Brasil e ninguém viu…
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jorge kajuruNa segunda (salvo engano) vi uns minutinhos da entrevista do Jorge Kajuru no programa do Ratinho. Já adianto que cansei do discurso vazio do Kajuru. Já houve um tempo (bem lá pra trás) em que eu ainda dava crédito ao falastrão. Depois percebi que era mais um teatrinho. As opiniões do Kajuru valem tanto quanto o chinelo velho que uso agora. A única coisa que me agrada nele é o improviso (graças ao tempo de rádio). Opinião mesmo, dá pra quebrar sem gastar os neurônios. E atualmente ele anda quase infantil em seus argumentos. Ou está fazendo pouco da inteligência do espectador. Isso pode dar certo com muita gente, mas não com todos.
Nem sei como qualificar a defesa que o Kajuru fez do Datena. Até um garoto de 5 anos sabe que o menor dos fatores foi a tal censura da direção da Record. É óbvio que existe censura na Record. Mas não é tão maior que nas outras emissoras, só um tantico assim. E outra, o Datena não sabia disso antes? Alguém ainda acha que pode falar qualquer coisa na televisão???
Mas tá, e se o Datena ficasse todo o tempo do contrato na Record? Será que o Kajuru iria criticar a submissão do amigo? Será que o Kajuru iria criticar a mudança radical de quem malhava (e muito) a Igreja Universal e seus bispos? Ou será que o Kajuru não vê as falhas dos amigos? Ou será que suas opiniões vão mudando de acordo com o vento?
Aproveito pra lembrar da recente passagem do Kajuru pelo CQC. Se fez de morto pra comer o coveiro. Chegou lá, falou um monte e a direção da Band vetou uma parte. Preciso lembrar que o Kajuru foi demitido da Band justamente por falar mais do que era permitido. Portanto ele não poderia se dizer surpreso com a edição do CQC. O mais ridículo foi ver o Kajuru detonando o programa e seus integrantes. Disse ele que eram sem graça, que passavam dos limites, que abusavam, que desrespeitavam as pessoas… Ok, posso aceitar e respeitar a opinião dele. Mas, se ele pensava isso, porque foi participar do CQC????? Será que algemaram e ameaçaram o Kajuru com uma arma? Ou será que a opinião do Kajuru muda de semana pra semana???
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Por falar no Kajuru quero deixar um aviso aos leitores que deixam comentários sobre o Esporte Interativo. Não vejo mais o canal pela parabólica (agora estou digital). E pelo site as transmissões esportivas, na maioria, são cortadas por causa de direitos pra internet. Praticamente só dá pra ver os programas internos do EI. Sendo assim fica difícil opinar detalhadamente. Mas, sobre os principais narradores e comentaristas de lá eu concordo com grande parte do que vem sendo escrito nos comentários. Me parece, pra resumir bem, que os poucos bons estão sendo contaminados pela ruindade dominante. Eu odiava biologia, mas acho que o nome disso é osmose.
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Não sou muito de passar links externos aqui. Mas hoje vou sair do script. Estava navegando ao acaso e descobri a coluna da Leila Cordeiro. A Leila, caso não saibam, é uma jornalista e apresentadora com passagem pela Globo, Manchete, carreira no exterior e daí pra frente. Algumas vezes eu citei a Manchete aqui no site, mas sem muita precisão pois eu era meio garoto no auge dela. Também não haviam muitas informações na época do seu declínio. Mas vi esse texto da Leila Cordeiro e ele mostra bem como era a coisa aos olhos de quem participou da empreitada. Se quiserem saber mais, é só clicar AQUI.

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August 6, 2011

Comentaristas de Mérida

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:38 pm
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Alguns assuntos meio que perseguem a gente. A imprensa esportiva, por exemplo. Por mais que a gente fale, a ruindade só aumenta. E, o pior de tudo, não parece que seja casual. Tenho a impressão (ou certeza) de que as nossas emissoras estão fortemente empenhadas no processo de idiotização do esporte. E muitos espectadores estão embarcando na armadilha. Consciente ou inconscientemente. Quem não suporta tal nível de debilidade certamente vai sofrer. Ou terá que evitar os programas esportivos. Ou tirar o som na hora das transmissões.
Quando eu digo que esse processo de idiotização é planejado e generalizado, não estou apenas exagerando. É um fato. Basta que observemos. E não livro nenhuma emissora desse projeto maquiavélico, vamos do Esporte Interativo até a Gorda Redonda. Todas estão pisando na mesma lama. E isso já está começando a incomodar. Não só a mim, volta e meia alguém reclama disso nos comentários.
Acho que a primeira falha ocorre na seleção desse povo que vira comentarista de um dia pro outro. Pouco se exige deles. Talvez que sejam populares e um pouco saidinhos. E que saibam olhar pra câmera que estiver ligada. Daí pra frente podem falar a besteira que quiserem. E falar besteira não é só maltratar o português como apontaram nos comentários. Nem é fazer chacota com os argentinos como o Alexandre contou ter visto no EI. Nem só comentar lances isolados, como eu já mencionei aqui. É tudo isso, e mais um tanto de pouco entendimento de tática e técnica. Sim, é exatamente isso, tem muita gente na televisão, travestida de comentarista, que não entende tanto quanto deveria ou precisaria. E nem venham repetir aquela frase imbecil dizendo que o Brasil tem 190 milhões de técnicos. Negativo. Assim como não é verdade que basta ter sido jogador pra entender de futebol. É outra balela gigantesca. E digo mais, nem todos que entendem conseguem transmitir isso de forma compreensível e agradável.
Vou ser mais claro, digamos que temos um jogo entre Brasil e Turquia e o Denilson Show está comentando. Aposto que, em certo momento, ele vai, pela 159ª vez, repetir a estória de como foi cercado por 3 turcos na bandeirinha de córner, na Copa de 2002, e de como isso fez o Brasil ganhar a taça. Tá bom, até um bebê de 6 semanas já ouviu a estorinha. Da mesma forma que já cansou, quando alguém tenta um chute do meio-campo, lembrarem que aquele é o “gol do Pelé”. Olha, o Pelé nem fez o tal gol, ele só tentou e errou. Eu prefiro que o comentarista, neste jogo hipotético, possa saber da atual situação da Turquia, um pouco do histórico, quem são os principais jogadores, quem é e como o técnico armou o time… Tudo bem que podem mandar um produtor fazer uma pesquisa rápida na internet e trazer os dados pro comentarista. Mas, convenhamos, isso não é base pra um profissional da imprensa esportiva. Quem pega pesquisa na internet e comenta pelo vídeo sabe tanto quanto eu. Ou menos, em muitos casos. Tem muita gente comentando de ouvir falar. Apenas seguindo a manada. E mudando de opinião de acordo com a direção do vento. E eu estou falando de MUITA gente mesmo!!
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Agora eu pergunto pra vocês, o que a Milene Domingues poderá analisar ou acrescentar, que qualquer espectador medianamente informado, já não saiba? Ou será que preciso do Ronaldo Giovaneli pra saber que todo mundo é “um cavalo”?? Ou será que tenho que aguentar 3 jogos da seleção sub-20 com o Neto chamando o Philippe Coutinho de “pequeno príncipe”?? (Qualquer hora eu conto a curiosa estória de um desses apelidos de jogador). Ou tenho que ser castigado pela Glenda e Tande com aquela dança do joão bobo?? Aliás, porque não colocam o João Sorrisão na F1?? Não seria legal que o piloto, após a bandeirada da vitória, saltasse pra pista e ficasse balançando igual um imbecil?? Ora, já que o Massa não ganha nada, seria um forma de trazer a criançada pro mundo da F1. A Band também, pode muito bem tirar o Felipe Giafone das transmissões de corridas e colocar o Milton Neves pra fazer merchans e falar sobre sua infância, pilotando pelas ruas de Muzambinho.
Não querem transformar as transmissões esportivas em circo? Então que façam um circo total. Meu nariz de palhaço já está aqui.
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Na verdade, assim como falei sobre os “puliça news”, acho que o espectador é culpado, em grande parcela, de tudo isso que temos no esporte. Engole muita coisa e pensa pouco. Olha, mas não enxerga. Nesse Sub-20 mesmo, a Band passa a maioria dos jogos em VT, de madrugada. Até em jogo do Brasil fizeram isso! Tudo para não mexer no CQC (ou outro programa) que dá 5 pontos de audiência. A opção fica sendo o Bandsports, caso alguém assista isso. Igual fazem com a Indy, onde a transmissão fica em 3º plano, atrás do futebol e do 3º Tempo. Mas o povo só lembra que é a Globo que compra eventos e deixa pros canais pagos (ou na gaveta). E tome aquele discurso surrado e manipulador. Mesmo tipo de discurso que usam pra criticar a supervalorização de atletas brasileiros. Até com razão. Eu gostaria muito de ver o dia em que o Galvão Bueno diga que o Massa é muito inferior que seu companheiro de equipe, em lugar de SEMPRE buscar bodes expiatórios. Mas será que isso é diferente em outras emissoras? Já viram o Luciano do Valle narrando a Indy, com algum brasileiro passando de 19º pra 18º e ele inflamado com a grande chance de crescimento na corrida?!? Nesta semana mesmo, no Sub-20, vendo o Brasil sofrendo pra vencer (ridiculamente) a brava equipe do Panamá, só vi o Neto elogiando todos os “baita jogador” da seleção. Qual o problema em dizer que o time é ruim ou o técnico é mediano? Vão perder a enorme audiência das 3 horas da madrugada??
E, francamente, ufanismo idiota é um pé no saco. Outro dia alguém, nos comentários, falou sobre a atitude do Jorge Iggor, esculachando o estádio de S. Januário. Pode até ter razão, mas isso é quase uma regra geral. Quem já foi num estádio (salvo raríssimas exceções) sabe como é a FALTA DE estrutura deles. Mas é esse mesmo Jorge Iggor (ou qualquer outro colega do EI) que levanta a bandeira da brasilidade quando aparece um jogador, nascido no Brasil, defendendo a Alemanha ou Ucrânia. O cara já trocou de cidadania, joga por um time de lá, tá na seleção de outro país e tenho que aguentar o ufanismo vazio de um narrador berrando que o tal jogador é brasileiro. É mesmo? Pois eu acho que ufanista de verdade é quem defende as coisas boas de seu país. E tenta consertar as ruins.

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