September 30, 2011

Núcleo de Erros

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:10 am
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sbt logoNão bastasse tudo, a Globo vem sendo constantemente ajudada pelas trapalhadas da concorrência. E não é pouca trapalhada não, lembra até o FEBEAPÁ, do Stanislaw Ponte Preta. Podem comprar o livro, é muito divertido. Mas o assunto de hoje é a dramaturgia do SBT. Se é que podemos chamar aquilo de núcleo de dramaturgia. Me parece mais um núcleo de confusão e brigas.
Começo pela novela atual, Amor e Revolução. Venderam a idéia de que seria um projeto inovador, de qualidade, com um tema histórico de pano de fundo. Mas entregaram uma novela fraca, com uma história maniqueísta, recheada de sensacionalismo. Mas, vindo do Thiago Santiago… Nem posso dizer que fiquei surpreso. Só não podia imaginar as confusões criadas entre ele, a direção da emissora, o diretor, alguns atores… Dá pra imaginar que muitos estão profundamente arrependidos de terem embarcado na canoa sem rumo. Sem falar que, imaginem isso na Globo. Qual seria a repercussão se o autor escrevesse cenas, estas fossem gravadas, e a direção cortasse tudo depois? Mas foi no SBT, passou batido. Não é modinha criticar o SBT.
Até aceito que, pelo horário e público alvo, o autor passou dos limites. Mas como é que só descobriram no meio da novela? Não debateram antes? Não leram a sinopse? Ele mudou tudo no meio do caminho? Sei lá…
Daí eu fico vendo as notícias sobre a nova versão de Carrossel. Essa, pelo menos, não terá problemas com vetos e cortes. Ainda mais sendo escrita pela Patroa, d. Íris Abravanel. Devem resolver tudo em casa. Um palpite do Patrão, outro da filha nº 2, outro da filha nº 4… Até o elenco está sendo definido domesticamente. Todos bem ao gosto do Patrão: Lívia Andrade, Carlinhos Aguiar… Pode parecer piada, mas é sério. Tão sério quanto o jogo dos pontinhos. A Globo agradece!
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Outro dia, passando pela Record News, vi uma reportagem com uma celebração antecipada do Pan. Pelo menos no discurso, do Raposo, já tá tudo certo. Ele falou na parte comercial, e nisso até deve ter razão. No resto… Então chegou o Oscar Schmidt e resolveu soltar uma metaforinha (segundo palavras próprias) e disse que a Record pode repetir o feito do basquete brasileiro (no Pan de Indianápolis), derrotando os “EUA” da mídia. Pode até ser, se bastassem os discursos. Mas a realidade costuma ser mais dura. E, pra mim, o Pan está muito longe de ser o último pastel da feira.
Depois, pela internet, li mais uma notícia dando conta dos motivos pra dificuldade na negociação dos direitos do Pan, entre a Record e as TVs fechadas. Segundo a direção da Record eles só pediram 80% acima do valor de mercado. “Só”!! Aí também… Seria mais digno dizer que não quiseram vender. Mas falar em dignidade aí…
Nesses assuntos eu acho que sou meio radical. Se eu estivesse no lugar da Record não repassaria os direitos pra ninguém. Ela comprou, pode negociar ou não. Não vejo isso como obrigação. Se estivesse no outro lado da mesa, também não daria muita bola pro evento. Ofereceria, isso sim, 50% do valor de mercado. Concorrente é concorrente e não tem moleza não. E também só faria uma cobertura superficial do Pan. O mínimo do mínimo. Acham que é errado? Talvez, mas todas fazem assim. Ou vão me dizer que a Record dá espaço pro Brasileirão, pra F1, pro UFC, ou pra Indy? Já viram alguém botar azeitona na empada da concorrência? … Nem eu.
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Nos comentários das últimas colunas alguns leitores falaram sobre o comportamento da mídia na hora de cobrir (ou criticar) assuntos políticos. Já até abordei o tema em edições passadas. Só não acho que esse comportamento é exclusivo dos assuntos políticos. Vale pra casos policiais, crises, acidentes, etc… É claro que alguns assuntos se esgotam por si. Não vou esperar que fiquem meses batendo na mesma tecla, sem qualquer novidade. Mas em outros casos poderia haver um acompanhamento mais contínuo. Até chegarmos ao desfecho. Mas parece que o “entusiasmo” só dura uma semana. Ou duas, em casos extremos.
Outra característica peculiar é a generalidade. Levantam a voz valentemente pra criticar a classe política. Se esgoelam berrando. Mas dificilmente citam nomes. E quando chegam perto de algum acusado ou suspeito, o tom de voz muda, passam a utilizar a palavra “senhor”, ou “suposto”, ou “no caso de”…
Além de abordarem os defeitos da política de maneira genérica, fazem vista grossa pra outros problemas. O nosso judiciário, por exemplo. É um sistema tão podre quanto o político. Mas quase ninguém ousa criticar. E por diversas ocasiões ouvi algo como: “Decisão judical não se discute, se cumpre”. Tá, deve ser cumprida. Mas como fica se um juiz manda prender um banqueiro corrupto num dia, outro mandar soltar no dia seguinte? E o cara acaba fugindo pra Europa logo depois. Qual decisão não deve ser discutida? Quem inventou que a decisão de uma dúzia de togados do Supremo é a verdade absoluta? Qual o medo da imprensa? Temem uma represália quanto tiveram suas ações julgadas? Ou temem a mesma censura que sofreu um famoso jornal paulista?
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Eu acho que o telhado de vidro explica muitas coisas. O dinheiro explica as demais. Tanto que nem fiquei espantado quando li que o Kajuru pretende se candidatar a deputado em São Paulo. Ou, como lembrou o Leonardo-pe, que o Datena cogita ser candidato a prefeitura de São Paulo. Logo eles, tão donos da verdade e defensores dos “frascos e comprimidos”. Ser pedra é fácil, quero ver como farão sendo vidraça.
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Agora é hora de amenidades. Quero registrar duas passagens do Manhã Maior. A primeira ocorreu com a Regina Volpato. Terminava a participação de um convidado e o moço agradeceu pela presença no programa dela. E ela retrucou na hora:
- Não, o programa é da Daniela Albuquerque. Eu estou aqui só pra ajudar.
Ri muito! Mas a Regina já aprendeu quem manda lá. E por falar na que manda… Estavam as duas mostrando o clima nas principais cidades. Aí chegou a parte de Brasília e a Regina falou que finalmente havia chovido um pouco, mas que o clima ainda estava muito e seco e… Vem o Robô Albuquerque e acrescenta seu comentário “pertinente”:
- Ainda bem que choveu. Já é meio cerrado lá…
Se alguém puder fazer um desenho pra Dani Robô, explicando a diferença entre cerrado (vegetação típica do Centro-Oeste) e a cerração (fenômeno climático)… Melhor não, pode dar tilt no cérebro de minhoca.

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September 26, 2011

Tarde Vazia

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:25 pm
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rede recordOutro dia eu estava vendo a Maria Cândida e lembrei de sua tenebrosa passagem pela Record. O Tevezona estava começando e lembro que critiquei as várias mudanças e erros do programa que ela apresentava. Até chegar o dia em que ela virou uma narradora de pegadinhas. E aí eu larguei de perder tempo tentando analisar seriamente o programa. E, de lá pra cá, muita coisa passou pelas tardes da Record. Mas quase nada deu certo.
Já perdi o número de ocasiões em que reclamei dos voos de galinha de algumas emissoras e da grade parcial de outras. Não vou repetir tudo agora. Mas fica difícil entender onde a Record quer chegar com essa programação da tarde (e começo de noite). Já tentaram quase tudo. E erraram em 99,9% das escolhas. Seja no formato, seja no horário, seja no apresentador, na quantidade de reprises… A única exceção foi um seriado, Todo Mundo Odeia o Chris. Mas até ele já foi dilapidado, após milhares de reprises. Nem sei como, heroicamente, ainda consegue uns 5 pontos de média. Já passou da hora de dar um descanso pro Chris. Ou, como brinco com meus amigos, a Record acabará sendo condenada por “exploração de menores”.
Mas o retrato mais fiel da falta de criatividade e planejamento da Record atende pelo nome de Tudo a Ver. Hoje, zapeando, passei umas 3 vezes pela Record. E em todas as passagens vi trechos da Fazenda. Já falei aqui sobre minha estranheza com a classificação etária do reality. O programa só poderia ser exibido na faixa noturna, mas a reprise passa em qualquer horário. E não falo de flashes de 1 ou 2 minutos, são blocos generosos. Mas tá, vamos passar pra diante, qual o resultado final? Qual é o estilo do Tudo a Ver? Qual o conteúdo do programa? Já não deu pra perceber que a salada de reportagens repetidas, fofocas de celebridades e trechos de outros programas não funciona? A máquina do Ibope não está lá mostrando que o programa perde cotidiamente do SBT? E olha que o SBT não tem grande coisa no horário. Mas se concentra no público feminino e as novelas (com baixo custo X benefício) conseguem preencher a lacuna. Aliás, o Tudo a Ver é o Mais Você da Record. Há algo inexplicável na permanência de tais programas no ar. O Mais Você ainda tem conteúdo original e um bom faturamento, o Tudo a Ver nem isso.
Mas o problema da Record vai além. O programa do Doutor já mostrou que não é a solução ideal. A confusão envolvendo o Cidade Alerta (e o Datena) também entra pra lista de erros estratégicos da Record. Mas vou parar por aqui pois a lista é longa. Pra facilitar posso dizer que o melhor é esquecer tudo e começar do zero. Exato, apaga tudo e começa do início. E esse começo deve ser a redução da duração do Record Notícias. Tudo bem que existem diversos programas regionais ocupando parte desse tempo. Mas São Paulo e rede não podem aguentar 2 horas “causos policiais”. Depois é preciso definir o público alvo. A Globo e o SBT já apontam seus “canhões” para as mulheres e jovens. A Record pode brigar pelo mesmo público (a opção mais fácil) ou buscar outra alternativa. O que não pode é ficar com a grade atual. Tá toda errada. E prejudica a média dia da emissora.
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No domingo retrasado eu vi, no Terceiro Tempo, o Neto pedindo repetidas desculpas pro Milton Neves. Confesso que não entendi nada na hora. Achei que haviam se estressado antes da abertura do programa. Dias depois, pela internet, fiquei sabendo o motivo real das desculpas. É que o Neto, numa entrevista ao Kajuru, havia dito que não botaria a mão no fogo pelo colega de emissora. E depois foi aconselhado a se arrepender.
Nem preciso dizer (novamente) tudo que penso sobre o Miltão das Neves. Mas nessa o errado é o Neto. Ele é contratado pela Band pra comentar o futebol (e nem isso vem fazendo de maneira adequada). Não é pra criticar ou elogiar colegas de trabalho. Mas, depois de picado pela mosca azul, vem se ocupando muito de fiscalizar o “rabo dos outros”. Ou, pior ainda, ofender companheiros de profissão, como já fez no Jogo Aberto. Pois eu ainda não esqueci o que ele falou pro Benja, durante um debate sobre futebol. Já narrei o fato naquela época, podem buscar aqui ou pela internet.
Esse tipo de atrito já vem se tornando comum na imprensa esportiva. E especialmente na imprensa esportiva. Acho que quase todos os famosos do microfone já se meteram em criticar (ou ofender) colegas de profissão. Como se já não tivessem muito assunto criticando jogadores, técnicos, dirigentes, árbitros… Tudo bem que todos tem o direito a opinião, mas qual o interesse de tornar isso público? O Milton Neves tem um monte falhas? Ok, concordo. Mas quem é o Neto (ou Kajuru, ou Juca Kfouri) pra apontar o dedo? Qual deles é isento de erros? Qual deles é o dono da verdade universal? Eu mesmo, sem forçar pela memória, posso citar várias bobagens ditas e praticadas por vários deles.
É bom lembrar que o mundo dá muitas voltas. Hoje o cidadão pode estar empregado e ganhando um salário generoso. Mas vai que amanhã o cara tá desempregado e endividado? Pra quem vai pedir ajuda depois de fechar tantas portas? É melhor seguir as lições do futebol e baixar a bola. Jogar o arroz e feijão. E deixar que o público julgue os errados. E condene pelo controle remoto.
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As nossas emissoras gostam tanto de falar em tecnologia, qualidade, transmissão em HD, 3D… Mas o cenário real não é tão glamuroso. Como exemplo temos a cobertura terrestre de quase todas. Quem capta pelo satélite ou por TV paga ainda se salva, mas quem depende de sinal terrestre…
Há um bom tempo li várias reclamações, de pessoas de Fortaleza, reclamando da falta de cobertura da Band na região. E eu estou falando de Fortaleza, não de Brococó do Norte. E várias outras grandes cidades sofrem com falhas na cobertura do sinal da Record, Band, SBT, Rede TV… Parece que, mais uma vez, só a Globo consegue ter um alcance nacional.
Muito bem, na semana passada li que a Jangadeiro passará a transmitir a Band em Fortaleza. E agora é o SBT que fica sem sinal na região. Pois é, até segunda ordem essa é a situação.
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Outro problema recorrente é o desrespeito ao telespectador praticado por várias afiliadas. Algumas já tem um vasto histórico na pratica de cortar o sinal da rede no meio dos programas, vender mais e mais horários, inserir blocos comerciais com mais tempo que a rede (comendo parte da arte), etc… E a TV Pampa é famosa por esse tipo de falhas. Domingo, como exemplo, não passaram o jogo do Italiano ao vivo. Mas resolveram passar algumas horas depois. Gravaram o jogo e meteram no ar. Só que ficou o “ao vivo” ao lado do logotipo da Rede TV. É bom avisar que o jogo já havia passado, ao vivo, na Rede TV e em tv fechada. Sem falar que já existe internet e qualquer um poderia ver o resultado de Juventus e Catania. Até o espectador mais burrinho conseguiria saber que o jogo era “ao morto”.

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September 23, 2011

3 Mulheres e Um Wallpaper

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 6:00 am
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Hoje é aquele dia que certas pessoas detestam. Dia de Belas & Barangas. Daí resolvi fazer um especial de Dois Homens e Meio. E ainda estou incluindo 1 presentinho extra. Os leitores habituais do site já sabem que não sou muito fã das gringas. Pelo menos das estadunidenses e asiáticas. Os elogios quase nunca correspondem aos fatos. Mas as escolhidas de hoje estão mais presentes pelo “conjunto da obra” que pela beleza extrema. São legais, mas nada assombroso.
A primeira eu gosto mais pelo jeito, meio moleca, simpática, de sorriso agradável. É a Melanie Lynskey, ou a Rose do seriado.
rose 2 homens e meiorose de 2 homens e meiorose- melanie lynskey

A segunda é uma ruiva (também em versão loira) que namorou o Allan no seriado. Trata-se da April Bowlby. Ou a Candy. Os fãs de 2 Homens e Meio vão identificar logo. Além disso ela também está no Drop Dead Diva.
april blowbyapril bowlbyapril bowlby

A terceira é bem no padrão que os americanos adoram, com frente ampla. Vamos dar um desconto pela idade, já nos 40. Mas ainda interessante. E tem estilo. É a Chelsea, interpretada pela Jennifer Taylor.
jennifer taylorjennifer taylor - chelsea
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Agora tenho o presente especial. E essa é um assombro. Vamos dizer que ela é fora DA série. Então vou oferecer um wallpaper da BELA TENISTA que veio do frio. Notem as estruturas metálicas da piscina. Podem fazer igual quando construirem uma piscina em casa :lol:
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Aí me chega o seu João e reclama que não estou valorizando o “produto nacional”. Imaginem só!! Já que é assim, vou publicar um vídeo inadequado pros cardíacos e hipertensos. Trata-se da primeira-dama do Tevezona, amigona do Ronaldo Giovaneli, torcedora do Real Madri e maior divulgadora universal do spandex. Sim, Paloma Tocci:


(isso faz um cidadão perder o endereço de casa)

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September 19, 2011

Reforço Global

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:07 pm
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dani calabresa marcelo adnetNão costumo confiar muito nesses rumores que correm pela internet. Na maior parte não passam de invenções ou de boatos plantados. Mas acho que essa notícia dando conta da saída da Dani Calabresa e Marcelo Adnet da MTV tem algum fundamento sólido. Primeiro é bom lembrar que esse papo não é novo. Assim como não é novo o fato da MTV perder alguns integrantes pra emissoras maiores. Também devemos recordar que recentemente a MTV realizou novos cortes em sua programação. Em programação e pessoal. Uma evidência de que pretende dar alguns passos pra trás. Talvez julgue que alguns clipes e mais uns 5 programas da MTV americana são o bastante.
Nos últimos tempos tivemos vários boatos de que alguma emissora estaria interessada no casal de humoristas. Alguns sites até citavam encontros e reuniões. Na verdade o Marcelo e a Dani só não sairam ainda por vontade própria. Não foi por falta de opção.
Agora cresceu o rumor de que a Globo está negociando a contratação do Adnet e Dani. Pode ser apenas um boato, mas existem alguns fatores que reforçam essa teoria. É histórico o fato da Globo ignorar os artistas de outras emissoras. Mesmo que sejam das menores concorrentes. Se ela cita ou convida algum já é algo inusitado. Ou sintomático. A presença da Dani (ou Adnet) no programa do Jô até pode ser levada como fato normal, já convidaram vários outros comediantes. A participação no Esquenta (da Regina Casé) é algo menos óbvio. É uma pista. Assim como algumas recentes declarações elogiosas trocadas entre o casal e alguns humoristas do Zorra Total.
Outro ponto relevante é que estamos na época em que a Globo monta a grade do próximo ano (de Abril de 2012 pra diante). Seria o momento certo em pensar num reforço pro humorismo da emissora. Eu nem consigo lembrar qual foi o último nome (com algum peso) que a Globo adicionou ao seu elenco. O que vem acontecendo é o repetido esquema de usar atores da casa em seriados de humor. Ou a inclusão de alguns novatos no Zorra. A entrada da Dani e do Marcelo seria uma real e nova novidade (sic!). E, finalmente, junto um outro boato nesse bolo, a antecipação do horário do Altas Horas. Se o programa do Groisman entrar mais cedo, abre espaço pra um programa (com o mesmo perfil de público) entrar na cola.
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O curioso dessa possível chegada do Adnet e Dani na Globo é notar como a emissora anda preguiçosa e engessada nos últimos tempos. Em outras épocas já teria feito a limpa. Agora parece o parto da montanha. Com o agravante de que agora é muito mais fácil contratar e, se for o caso, testar novos talentos. Vamos lembrar que a Globo tem vários canais em TV fechada. Poderiam ser usados pra avaliar atores, apresentadores, formatos, linguagens… Facilmente. Sem aquela preocupação de, em décadas passadas, tirar alguém meio “verde” da Band (o Huck, por exemplo) e jogar na “poderosa” de imediato.
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Sei muito bem que alguns dos leitores gostam do humor do Comédia MTV (e seus integrantes), outros vão dizer que é exagerado, que passam dos limites. É assim mesmo, qualquer unanimidade é idiota. Mas, gostando ou não, é uma das poucas tentativas de buscar um humor novo. E espero que a Globo lembre disso (caso confirmada a contratação). Não adianta contratar a Dani e o Marcelo e querer que eles façam algo dentro do esqueminha global. Ou ver o Casseta parodiando a novela das 9h, toda semana, já não serviu de lição? Se a intenção for essa…
Também espero que o casal não cometa os mesmos erros de alguns colegas recentemente contratados pela Record. Se preocuparam tanto com o salário que esqueceram de colocar outras exigências no contrato. E agora estão lá, sumidos e/ou encostados. Viraram figurantes de luxo. Isso pode ser bom pra conta bancária; pra carreira…
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O SBT anunciou uma nova edição (nas quartas) do De Frente Com Gabi. E, do mesmo modo que falei do Agora É Tarde, acho que faltam entrevistados pro programa. Pelo menos entrevistados com algum interesse maior. Só como exemplo cito o escolhido pra estréia no novo dia, o Andrés Sanchez. O mesmo Andrés que participou do Agora É Tarde há pouco tempo. Sem esquecer dos programas esportivos, de rádio, jornais… Será que ele tem tanto assunto assim? Será que a produção não poderia ser mais criativa na hora de escolher os convidados?
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A Globo também comeu mosca ontem. Escalou mais um daqueles filmes reprisados pra tarde de domingo. Um filme com o Jim Carey. Esqueceram de verificar que o mesmo filme passou na noite de sexta, no canal Warner. Mesmo sendo num canal pago, não dá pra ignorar que é o mesmo filme exibido duas vezes num espaço de 48 horas.

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September 14, 2011

Receita de Bolo

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:46 pm
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A Band, depois de vários anos insistindo no produto, teve sua noite de glória com o concurso de Miss Universo. Chegou a passar dos 10 pontos no final da transmissão. Nem preciso dizer que é um número expressivo. E que, nas circunstâncias, foi um fato valioso pra emissora. Também não preciso dizer que existe um público pra esse tipo de evento. Mas não é tudo aquilo. É muito menos do que parece. Basta lembrar dos anos anteriores, com média de 2 ou 3 pontos. Ou ainda posso lembrar da versão brasileira do concurso, que também fica nessa faixa de audiência.
Na verdade esse resultado da Band se deve mais ao comportamento do público brasileiro. Alguns leitores já comentaram que o brasileiro gosta de eventos (ou competições) onde temos chances de vencer. Sim, é verdade. Mas ele também gosta de receber eventos internacionais. Sempre que isso acontece a audiência dá um salto considerável. Posso citar o GP de Fórmula 1, a etapa da Indy, o UFC Rio, esse recente Miss Universo… Isso sem forçar a memória. Diria que que tem um pouco de ufanismo, um tanto de marketing, um bocado de empolgação (ou maria-vai-com-as-outras). Não importa e nem vou criar uma tese sociológica sobre o fato. É assim que acontece e pronto. Bom pros promotores, bom pras emissoras.
O fato que prefiro salientar é que as emissoras não podem viver de eventos esporádicos. Eles são a cereja do bolo. Não basta só a cereja, é preciso cuidar do bolo. E por “bolo” devemos entender a grade diária de programação. E nesse aspecto tanto a Band quanto a Rede TV estão devendo. E muito.
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Independente de gostar mais ou menos desses mega eventos internacionais, existe algo que me incomoda muito. Ficamos praticamente reféns da língua e dos hábitos dos promotores. Parece que a gente só entra com o “cenário” e a platéia. Todo o resto vem no pacote internacional. Até mesmo a captação e transmissão.
Sei muito bem que existem as regras de cada evento e os promotores exigem uma padronização para atender o mercado global. Nem venham falar em xenofobia, a carapuça não vai servir. Mas eu me sinto muito desconfortável diante de um evento realizado no Brasil e com toda a apresentação em inglês. Em alguns casos até as legendas da transmissão estão na língua ianque. E, quando entra o intervalo comercial, continuo vendo e ouvindo slogans (das multinacionais que aqui abundam) em língua estrangeira. Como se todo mundo aqui tivesse a obrigação de entender o significado de “shift the future”. Ou que devesse optar pela “creative technologie”. Francamente, acho que não tenho vocação pra índio.
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No começo da coluna eu falei na “cereja do bolo” e acabei lembrando da bizarrice da semana. Foi no quadro dos pontinhos, do Programa Sílvio Santos, pra variar. A pergunta era sobre o tipo de bolo preferido. E o Sílvio, cada dia mais sem noção, resolveu dizer que era o bolo fecal, que havia pedido esse bolo na padaria e não encontrou. Nem sei dizer se isso é engraçado, talvez alguns achem. Mas não creio que as amigas donas de casa, e clientes da Jequiti, tenham o costume de fazer esse bolo pra família. Ainda lembro que o programa é gravado, poderiam ter editado essa parte. Mas não, foi tudo pro ar. Talvez para não contrariar o Patrão. Talvez por buscar mesmo esse tipo de “humor”.
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Nos comentários da última coluna o Alexandre falou sobre a nova denúncia contra a IURD (Edir Macedo e demais dirigentes da seita). Acho que a única novidade é que essa denúncia partiu do MPF, o resto é aquilo que todos já sabem. O Alexandre ainda me perguntou se vi a entrevista do Edir onde ele rebateu as acusações. Não vi. Mas não creio que tenha sido muito diferente daquela (pra Adriana Araújo) do ano passado. Na entrevista do ano passado ele disse que toda a sua renda é originada de direitos autorais e do salário que recebe da IURD.
Muito bem, vou aceitar a declaração do Edir Macedo sobre sua renda. Mas vou propor um exercício de matemática. Normalmente um autor recebe 10% do preço de um livro. Pra facilitar vamos dizer que esse percentual represente 5,00 em cada livro. Quantos livros ele vende por ano? Um milhão? Dois milhões? Vamos chutar que venda 2 milhões. Isso dá uns 10 milhões em direitos autorais. Agora vem o salário da IURD. Quanto será? Que tal 1 milhão por mês? Limpinho, sem imposto ou descontos. Então temos 12 milhões anuais de salário e mais 10 milhões pelos livros (e CDs); uns 22 milhões ao ano. Podem arredondar pra 25 milhões se quiserem. Agora quero que me expliquem como se monta um império empresarial (com TV, rádios, editora, gráfica, portal…) com meros 25 milhões anuais.
Nem quero desfazer do MPF, mas acho que isso vai ter o mesmo destino das centenas de outras denúncias contra gente poderosa e rica. Nada!
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A Band já tinha (há algum tempo) uma versão mineira do Brasil Urgente. Agora está ampliando a área de “cobertura” dos policialescos e anuncia programas semelhantes no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e, talvez, outras praças. Isso sem esquecer do 190 e demais “puliça news” que as afiliadas já apresentam. Pra quem gosta…
Esses programas a Band vem divulgando com frequência. Já outros… Ontem entrou o Família Moderna depois do Jornal da Band. Seco. Não vi qualquer chamada. Vai revezar com Um Tio da Pesada.
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Ainda nos comentários da edição passada, o Leonardo reclamou da abordagem que fiz sobre os programas que trataram dos 10 anos do 11 de Setembro. Disse ele que não podem ser comparados com tragédias naturais ou acidentes pois eles foram deliberados. Sei disso e até concordo. Mas continuo achando que exageraram na espetacularização do atentado. Não vou me alongar no tema mas notei uma clara intenção de usar o fato (deplorável) para influenciar a opinião pública mundial em favor dos Estados Unidos. Os atentados de 11 de Setembro foram cometidos por um grupo terrorista. Já o governo americano, oficialmente, comete atrocidades e violações em diversos países do mundo. Mas as emissoras (americanas em absoluta maioria) preferem contar só um lado da história. O seu lado. E eu não gosto de meias verdades.

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September 10, 2011

Quem Erra Mais?

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 3:39 pm
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band tvNo recente feriado de 7 de Setembro tivemos um movimento interessante na TV aberta. O SBT alterou um pouco sua programação. Nada demais, até abusando das reprises de filmes. Mas, curiosamente, foi o bastante pra emissora empatar com a Record na média dia e até passar na média 24 horas. Ainda lembro que há alguns meses, em pleno domingo, a Band usou bem os produtos que tinha na data (mundial de futebol feminino, sub-17 e demais competições) e conseguiu uma ótima média, digna do período da Copa do Mundo. E ainda posso lembrar de vários casos parecidos. Existe público, o que falta é produto e ousadia por parte das emissoras.
Também acho que falta competência para a guerra da audiência. É preciso saber quais armas usar, onde atacar, quando, e aonde se deseja chegar. Mas isso é pedir muito. As ações mais parecem obras do acaso. Um ótimo exemplo ocorreu antes da Copa da África. Lembro do Meira (ou outro diretor da Band) declarando que usariam o evento pra encostar no SBT (que vinha tropeçando em tudo naquela época) e até conquistar o 3º lugar. Cheguei até a comentar aqui que achava tal cenário improvável e que a Band teria que remar muito pra entrar nessa briga. Agora, pouco mais de 1 ano após aquela declaração, leio uma entrevista de outro “big boss” da Band dando conta que estão satisfeitos com o 4º lugar, que pretendem sedimentar a posição…
Estranho. Assim como é estranho ver, após uns 10 anos, que pretendem retirar o RR Soares do horário nobre. Caiu a ficha de que ele enterra a audiência e atrapalha qualquer esforço pra passar público pra faixa das 22h. Mas, por outro lado, leio que a Band pretende recuperar o prejuízo noturno alugando uma nova faixa religiosa no início da tarde. Parece aquele velho ditado de cobrir um santo e descobrir outro. Sem esquecer que a Band exibe vários programas regionais nesse horário. Tanto ela quanto suas afiliadas. Como ficarão esses programas? Serão rifados também? E o tal programa (feminino) sonhado pro final de tarde, quando sairá do papel? E a programação do sábado, totalmente furada e improvisada, até quando vai continuar? Qual o sentido do SP Acontece, caso continue na grade? Qual a expectativa pro programinha de receitas do Daniel Bork e o resto da programação matinal? Até quando a Band vai insistir em escorregar na mesma casca de banana?
Ou a Band busca uma guinada radical e encontrar um público que não esteja satisfeito com a Globo, Record e SBT, ou… Ou vai passar mais alguns anos se dizendo satisfeita com o 4º lugar. E torcendo pra Rede TV continuar com sua administração familiar e amadora.
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Mas a Band tem uma boa folga nessa disputa pelo honroso 4º lugar. Pode dormir tranquila por enquanto. Um bom exemplo ocorre com os poucos eventos que a Rede TV transmite. Quer dizer, ela transmite, as afiliadas… E esse problema é antigo. Já passou da hora de acertar a bagaça.
Há alguns dias eu elogiei a divulgação do UFC Rio, e o consequente resultado no Ibope. Mas lembrei que outros eventos importantes (campeonatos Inglês e Italiano) careciam de maior atenção. Aí alguém deixou um comentário lembrando da eventual greve do futebol italiano, como justificativa. Ok, eu sabia da greve do futebol italiano, a possível greve do Espanhol, a paralisação da NBA… Tudo isso não justifica. Tanto é que…
Nesta semana o Italiano começou pra valer. Qualquer fã de futebol ou do campeonato sabe disso. Mas a emissora deve fazer mais do que avisar que começou a peleja. É como falei sobre o UFC, ela deve mostrar os bastidores, entrevistas, treinamentos, programas especiais, melhores momentos, chamadas… Muito bem, na sexta-feira eu parei um pouco pra ver o Rede TV Esporte. Nem preciso lembrar que é praticamente o único programa diário em que a emissora tem um público ligado ao futebol. Pouco adianta colocar 100 chamadas no intervalo do Manhã Maior ou no programa da Sônia Abrão. Deveria, então, focar no Rede TV Esporte. Mas o programa está num caminho pra lá de ridículo. Mal consegui acompanhar uma frase inteira. Toda hora o Ronaldo Giovaneli tinha que interromper, gritar, rasgar algum papel, dar risadinhas… Isso sem falar nos filhos, nos rojões de papel picado, nas macaquices. Só no último bloco, aquele de “voltamos amanhã, beijo, tchau” é que o Sílvio Luiz conseguiu 10 segundos pra avisar que teria jogo no sábado. Ou domingo… Vai saber, fiquei meio zonzo com os rojões do Ronaldo.
E depois o pessoal reclama de baixa audiência…
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Vocês sabem o que é o Caçapobol? Bem, é a nova modalidade bobagística inventada pela Record (via Esporte Fantástico). Se bem que a sinuca gigante nem é criação da Record, eu já vi a brincadeira em emissoras do exterior. Para quem nunca viu a besteira, é uma sinuca onde se chuta uma bola branca de futebol para encaçapar as coloridas. Tudo isso sobre uma mesa gigante. Quem estiver animado é só esperar o novo Esporte Fantasioso. Ou vocês acham que a Record iria deixar o EE reinar sozinho com o João Sorrisão e as dancinhas idiotas??
Mas, falando sério, a Record só confirma, dia a dia, que só comprou o Pan e a Olimpíada pra se exibir. Tem uns 4 anos que ela, de hora em hora, lembra que é a emissora do esporte olímpico. Será mesmo?? Hoje, logo mais, vou ver se o basquete masculino garante a vaga nos jogos. A partida vai passar no EI, na ESPN, no Bandsports, no Sportv… Do mesmo modo que vários torneios classificatórios (em diversas modalidades) foram (e serão) exibidos por várias emissoras. E nada na Record. Melhor mudar o slogan pra: Record, a emissora oficial do discurso vazio.
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Eu já ia abordar o fato e o Alexandre ainda fez o favor de lembrar isso nos comentários. É a avalanche de matérias, documentários e especiais sobre os atentados do 11 de Setembro. Mas agora são os 10 anos dos atentados. É um número redondo, é bonito. É cabalístico, místico, sei lá… Só sei que torrou a paciência. Quem assiste muito jornalismo então… Corre o risco de ter uma overdose de torres gêmeas. Não que esquecer o fato seja o melhor caminho, mas não é pra tanto. Só como comparação, no Brasil, todo mês, os acidentes de trânsito matam muito mais gente que os atentados do 11 de Setembro. E não me consta que a vida humana valha menos caso seja perdida num acidente de ônibus.

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September 6, 2011

Rápidas e Variadas

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:57 am
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Hoje é dia de rápidas e variadas. E começo com um detalhe do Bem Amigos de ontem. É evidente que o assunto era futebol. E, em dado momento, começaram a debater sobre a fraca formação de novos técnicos (nas categorias de base), as más condições de trabalho, a deficiência na formação de jogadores… Eis que o técnico Renê Simões resolveu lembrar que acontece o mesmo na imprensa esportiva. Disse que estava cansado de ver (ou participar de) coletivas onde os repórteres vivem fazendo perguntas descabidas, repetitivas, tentando levantar polêmicas vazias e assim por diante. E vamos combinar, ele está muito correto na observação. O problema é tão gritante que nem é preciso ser do ramo para notar. Basta um pouco de capacidade intelectual.
Dos participantes do programa poucos quiseram botar o dedo na ferida aberta. Só o Milton Leite tentou explicar a situação. Segundo ele a origem de tudo está no rápido surgimento de muitas emissoras (especialmente pagas) e portais. E que essas emissoras tiveram que apelar para profissionais novatos e sem tanta capacidade. Ok, isso explica parte do problema. Mas não é só isso. As emissoras têm muito mais culpa. Elas, deliberadamente, buscam esses jornalistas mal preparados e ainda insuflam o jornalismo de polêmicas e fofoquinhas. É praticamente a versão “TV Fama” do esporte. Sem falar que esse tipo de jornalista (novato e/ou sem formação) aceita qualquer salário, horas extras, funções duplicadas, péssimas condições de trabalho…
De vez em quando eu tiro uns minutos pra assistir alguma televisão do interior (ou de Estados pequenos). E não é raro ver um repórter acumulando o trabalho de editor, produtor, cinegrafista… É o 4 em 1. O resultado final é quase cômico. Ou trágico.
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Foi meio de sopetão, como é habitual do Esporte Interativo. Mas agora a emissora está exibindo uma edição diária (pelo que percebi) da TV Corinthians. Do mesmo modo que já acontece com a TV Vasco. Os programas de clubes europeus eu nem vou contar, o objetivo alí é apenas exibir o VT de jogos que a emissora não exibe regularmente.
Mas a medida do EI é até louvável. Isso dentro das condições e possibilidades da emissora. Na verdade, na verdade, eu gostaria de ver algo mais abrangente, englobando todos os clubes brasileiros que produzem programas oficiais. Não sei como é o acordo entre o EI e Vasco e Corinthians, mas eu havia imaginado algo que atendesse os clubes (e seus patrocinadores) e fosse bom para a emissora. Por um lado os clubes dariam visibilidades aos programas de suas TVs, recebendo alguns minutos de propaganda para distribuir entre os patrocinadores principais ou em campanhas de marketing. Por outro lado o EI teria vários programas “grátis”, melhoraria seu conteúdo e atrairia uma gama maior de espectadores. Por tabela poderia até conquistar alguns desses patrocinadores de clubes para o seu departamento comercial.
Pode até ser uma idéia meio pueril. Mas não é tão pior que ver um jogo isolado e reprisado do Manchester ou Barcelona.
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A Band ficou tão eufórica com o sucesso do Agora É Tarde que resolveu abrir mais um dia pra exibição do programa. Não sei se é pra tanto. Ainda mais que a Band já cometeu o mesmo erro com outros programas (a Escolinha, por exemplo). Parece que esqueceram o significado de “saturação”.
Não custa lembrar que o Agora É Tarde ainda tem alguns problemas que precisam ser corrigidos. Sem me aprofundar muito posso citar que as entrevistas são muito curtas. Quando a conversa começa a esquentar, já é hora de dizer adeus. Também vale notar que o nível dos entrevistados não é dos melhores. Isso com duas edições semanais. Com três então…
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Eu nem sei dizer qual o melhor telejornal da TV aberta. Mas, entre as maiores redes, o SBT Brasil é, disparado, o pior. Esse modelo atual, tão ao gosto do Sílvio Santos, não me agrada nada. O conteúdo das matérias, o estilo das reportagens, as “opiniões” vazias… Mais parece um programa de variedades. E não digo isso brincando. Dia desses, zapeando pra um lado e outro, parei espantado ao ver uma reportagem sobre o que fazer com os presentes (trocados entre os casais) após o fim do namoro. E ainda com direito ao “opinião” sobre tão relevante pauta!
Acho que o único ponto positivo disso é que o trabalho dos produtores do SBT Brasil ficou muito facilitado. O sujeito nem precisa sair do prédio pra encontrar 3 ou 4 ex-casais com presentes no armário ou no lixo.
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Já tem um bom tempo que não assisto a MTV, por razões que já expliquei anteriormente. Mas lembro que já critiquei muitas decisões (estranhas) tomadas nos últimos tempos. Nem parece que a emissora pertence ao Grupo Abril. Mas nem fiquei surpreso com as notícias da última semana, dando conta de mais demissões e cortes de programas. Esse cenário já vem se desenhando há muito tempo. E tende a piorar. Melhor pra Mix TV que, mesmo não sendo tudo aquilo, acaba conquistando a fatia da audiência que gosta de música.
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Parece que nem a Rede TV esperava os índices de audiência do UFC ao vivo. Tanto que agora resolveu explorar mais e mais o evento e os lutadores brasileiros. Em toda hora, em todo lugar… Menos, bem menos!

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