Núcleo de Erros
Não bastasse tudo, a Globo vem sendo constantemente ajudada pelas trapalhadas da concorrência. E não é pouca trapalhada não, lembra até o FEBEAPÁ, do Stanislaw Ponte Preta. Podem comprar o livro, é muito divertido. Mas o assunto de hoje é a dramaturgia do SBT. Se é que podemos chamar aquilo de núcleo de dramaturgia. Me parece mais um núcleo de confusão e brigas.
Começo pela novela atual, Amor e Revolução. Venderam a idéia de que seria um projeto inovador, de qualidade, com um tema histórico de pano de fundo. Mas entregaram uma novela fraca, com uma história maniqueísta, recheada de sensacionalismo. Mas, vindo do Thiago Santiago… Nem posso dizer que fiquei surpreso. Só não podia imaginar as confusões criadas entre ele, a direção da emissora, o diretor, alguns atores… Dá pra imaginar que muitos estão profundamente arrependidos de terem embarcado na canoa sem rumo. Sem falar que, imaginem isso na Globo. Qual seria a repercussão se o autor escrevesse cenas, estas fossem gravadas, e a direção cortasse tudo depois? Mas foi no SBT, passou batido. Não é modinha criticar o SBT.
Até aceito que, pelo horário e público alvo, o autor passou dos limites. Mas como é que só descobriram no meio da novela? Não debateram antes? Não leram a sinopse? Ele mudou tudo no meio do caminho? Sei lá…
Daí eu fico vendo as notícias sobre a nova versão de Carrossel. Essa, pelo menos, não terá problemas com vetos e cortes. Ainda mais sendo escrita pela Patroa, d. Íris Abravanel. Devem resolver tudo em casa. Um palpite do Patrão, outro da filha nº 2, outro da filha nº 4… Até o elenco está sendo definido domesticamente. Todos bem ao gosto do Patrão: Lívia Andrade, Carlinhos Aguiar… Pode parecer piada, mas é sério. Tão sério quanto o jogo dos pontinhos. A Globo agradece!
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Outro dia, passando pela Record News, vi uma reportagem com uma celebração antecipada do Pan. Pelo menos no discurso, do Raposo, já tá tudo certo. Ele falou na parte comercial, e nisso até deve ter razão. No resto… Então chegou o Oscar Schmidt e resolveu soltar uma metaforinha (segundo palavras próprias) e disse que a Record pode repetir o feito do basquete brasileiro (no Pan de Indianápolis), derrotando os “EUA” da mídia. Pode até ser, se bastassem os discursos. Mas a realidade costuma ser mais dura. E, pra mim, o Pan está muito longe de ser o último pastel da feira.
Depois, pela internet, li mais uma notícia dando conta dos motivos pra dificuldade na negociação dos direitos do Pan, entre a Record e as TVs fechadas. Segundo a direção da Record eles só pediram 80% acima do valor de mercado. “Só”!! Aí também… Seria mais digno dizer que não quiseram vender. Mas falar em dignidade aí…
Nesses assuntos eu acho que sou meio radical. Se eu estivesse no lugar da Record não repassaria os direitos pra ninguém. Ela comprou, pode negociar ou não. Não vejo isso como obrigação. Se estivesse no outro lado da mesa, também não daria muita bola pro evento. Ofereceria, isso sim, 50% do valor de mercado. Concorrente é concorrente e não tem moleza não. E também só faria uma cobertura superficial do Pan. O mínimo do mínimo. Acham que é errado? Talvez, mas todas fazem assim. Ou vão me dizer que a Record dá espaço pro Brasileirão, pra F1, pro UFC, ou pra Indy? Já viram alguém botar azeitona na empada da concorrência? … Nem eu.
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Nos comentários das últimas colunas alguns leitores falaram sobre o comportamento da mídia na hora de cobrir (ou criticar) assuntos políticos. Já até abordei o tema em edições passadas. Só não acho que esse comportamento é exclusivo dos assuntos políticos. Vale pra casos policiais, crises, acidentes, etc… É claro que alguns assuntos se esgotam por si. Não vou esperar que fiquem meses batendo na mesma tecla, sem qualquer novidade. Mas em outros casos poderia haver um acompanhamento mais contínuo. Até chegarmos ao desfecho. Mas parece que o “entusiasmo” só dura uma semana. Ou duas, em casos extremos.
Outra característica peculiar é a generalidade. Levantam a voz valentemente pra criticar a classe política. Se esgoelam berrando. Mas dificilmente citam nomes. E quando chegam perto de algum acusado ou suspeito, o tom de voz muda, passam a utilizar a palavra “senhor”, ou “suposto”, ou “no caso de”…
Além de abordarem os defeitos da política de maneira genérica, fazem vista grossa pra outros problemas. O nosso judiciário, por exemplo. É um sistema tão podre quanto o político. Mas quase ninguém ousa criticar. E por diversas ocasiões ouvi algo como: “Decisão judical não se discute, se cumpre”. Tá, deve ser cumprida. Mas como fica se um juiz manda prender um banqueiro corrupto num dia, outro mandar soltar no dia seguinte? E o cara acaba fugindo pra Europa logo depois. Qual decisão não deve ser discutida? Quem inventou que a decisão de uma dúzia de togados do Supremo é a verdade absoluta? Qual o medo da imprensa? Temem uma represália quanto tiveram suas ações julgadas? Ou temem a mesma censura que sofreu um famoso jornal paulista?
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Eu acho que o telhado de vidro explica muitas coisas. O dinheiro explica as demais. Tanto que nem fiquei espantado quando li que o Kajuru pretende se candidatar a deputado em São Paulo. Ou, como lembrou o Leonardo-pe, que o Datena cogita ser candidato a prefeitura de São Paulo. Logo eles, tão donos da verdade e defensores dos “frascos e comprimidos”. Ser pedra é fácil, quero ver como farão sendo vidraça.
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Agora é hora de amenidades. Quero registrar duas passagens do Manhã Maior. A primeira ocorreu com a Regina Volpato. Terminava a participação de um convidado e o moço agradeceu pela presença no programa dela. E ela retrucou na hora:
- Não, o programa é da Daniela Albuquerque. Eu estou aqui só pra ajudar.
Ri muito! Mas a Regina já aprendeu quem manda lá. E por falar na que manda… Estavam as duas mostrando o clima nas principais cidades. Aí chegou a parte de Brasília e a Regina falou que finalmente havia chovido um pouco, mas que o clima ainda estava muito e seco e… Vem o Robô Albuquerque e acrescenta seu comentário “pertinente”:
- Ainda bem que choveu. Já é meio cerrado lá…
Se alguém puder fazer um desenho pra Dani Robô, explicando a diferença entre cerrado (vegetação típica do Centro-Oeste) e a cerração (fenômeno climático)… Melhor não, pode dar tilt no cérebro de minhoca.

Outro dia eu estava vendo a Maria Cândida e lembrei de sua tenebrosa passagem pela Record. O Tevezona estava começando e lembro que critiquei as várias mudanças e erros do programa que ela apresentava. Até chegar o dia em que ela virou uma narradora de pegadinhas. E aí eu larguei de perder tempo tentando analisar seriamente o programa. E, de lá pra cá, muita coisa passou pelas tardes da Record. Mas quase nada deu certo.











Não costumo confiar muito nesses rumores que correm pela internet. Na maior parte não passam de invenções ou de boatos plantados. Mas acho que essa notícia dando conta da saída da Dani Calabresa e Marcelo Adnet da MTV tem algum fundamento sólido. Primeiro é bom lembrar que esse papo não é novo. Assim como não é novo o fato da MTV perder alguns integrantes pra emissoras maiores. Também devemos recordar que recentemente a MTV realizou novos cortes em sua programação. Em programação e pessoal. Uma evidência de que pretende dar alguns passos pra trás. Talvez julgue que alguns clipes e mais uns 5 programas da MTV americana são o bastante.
No recente feriado de 7 de Setembro tivemos um movimento interessante na TV aberta. O SBT alterou um pouco sua programação. Nada demais, até abusando das reprises de filmes. Mas, curiosamente, foi o bastante pra emissora empatar com a Record na média dia e até passar na média 24 horas. Ainda lembro que há alguns meses, em pleno domingo, a Band usou bem os produtos que tinha na data (mundial de futebol feminino, sub-17 e demais competições) e conseguiu uma ótima média, digna do período da Copa do Mundo. E ainda posso lembrar de vários casos parecidos. Existe público, o que falta é produto e ousadia por parte das emissoras.