Palavra Fácil
Tenho vários assuntos na pauta e vou fazer a coluna no estilo “rapidinhas” pra caber tudo. Começando por algumas negociações de eventos. A primeira é do UFC, agora na Globo. Eu havia dito que não levava muita fé nessa possibilidade. Mas acabou prevalecendo o fator financeiro. E nesse ponto eu acertei, quando disse que os americanos são muito pragmáticos. Faz parte da cultura de lá.
O anúncio me deixou com a impressão que a Globo vai usar o Sportv pra exibir boa parte das lutas e o reality do UFC. Talvez só exiba os eventos principais na “poderosa” e o resto vai como dá. Ainda vou esperar pra ver como fica. Não arrisco nada. Até porque o Combate já exibe o card completo e não acho que a Globo deseje esvaziar seu próprio canal de lutas.
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Outra negociação foi anunciada nesta semana, agora entre a Record e a ODEPA, pelos direitos do Pan de 19. Essa era bem previsível. A emissora vendeu bem suas cotas e, mesmo com uma audiência apenas mediana, o evento é interessante pra quem não quer abrir mais de 2 semanas anuais pro esporte.
Por falar nisso, a Record conseguiu um feito nesse Pan: realizou algumas das piores transmissões da história da televisão brasileira. Fiz o sacrifício de ver os minutos finais da decisão do futebol feminino. O Éder Luiz berrando até em cobrança de lateral, o Romário comentando daquele jeito, a repórter intervindo pra falar coisas totalmente sem noção… É dose pra mamute. Sem falar que, aquele campo estava pintado de verde? Como é que a cada quicada mais alta da bola, levantava um punhado de terra?
Sem falar que a Record mandou um monte de jornalistas “não esportivos” pra Guadalajara. Qual é a tarefa principal de um jornalista? Acho que é informar o que acontece por lá. Mas nada foi dito sobre a estrutura precária, a desorganização, os problemas na vila, as deficiências nos estádios… Pombas! Os caras não entendem nada de esporte, não falam sobre a estrutura do evento, foram só passear mesmo???
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Já faz um bom tempo que falei sobre certas figuras que aparecem no Tevezona (e em outros sites) tentando manipular as opiniões e influenciar os leitores. É o patrulhamento ideológico que se alastra pela internet. E a Record é uma das que mais usa tal estratégia. Só que isso não funciona comigo. Muito pelo contrário, o efeito é o oposto. Mas não vou repetir minha opinião sobre isso, deixo um link que trata disso com mais detalhes:
AQUI
E ainda tenho um outro link que relata alguns dos problemas ocorridos no Pan, e que a Record omite “gloriosamente”:
AQUI
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A gente lê certas que é até difícil de acreditar. Alguém tá louco, talvez seja eu. Vejam só, de um ano (ou mais) pra cá, a Gazeta alardeou seus novos projetos, a reformulação, novos equipamentos, novos programas, demissões… Parecia que tinham achado a “rota do ouro” e corriam pra lá como loucos. Mal se passaram alguns meses e mudam completamente a direção. Cancelaram os novos programas, demitiram os recém contratados, falam em recontratar os demitidos… E, curiosamente, só fazem trocar um programa feminino, ou de culinária, por outro. É 6 por meia dúzia. Vai entender…
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A Rede TV é outra. Passaram meses falando em cortar os terceirizados, nova programação, investimentos e blá blá blá. Chegamos ao final do ano é tá tudo na mesma. Ou pior, já que eles aumentaram o espaço dos pastores e horários alugados. Pra quem começou o ano sonhando com o Brasileirão… Acordaram com o Valdemiro Santiago alugando tudo.
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Hoje o Ronaldo Rojão Giovaneli esteve no programa do Neto, o Corinthians SP Acontece. Mas, espantosamente, não vestia a camisa patrocinada. Na Band ele não fez isso, mas fazia enquanto era contratado pela Rede TV. Tenho ou não motivos pra achar que ele forçou a demissão? Sem falar que a Rede TV é uma das que mais usa efeitos (espelhar ou borrar partes da imagem) pra encobrir marcas comerciais. Seria difícil deixar passar a camisa patrocinada. Ainda lembro que, há algumas semanas, vi ele brincando sobre alguma proibição de divulgar o Twitter. E fazendo questão de perguntar o Twitter de todos que estavam no Rede TV Esporte. Tava procurando.
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Não costumo usar este espaço pra homenagear pessoas falecidas, mas vou abrir uma exceção. Gostaria de dizer algumas palavrinhas sobre um dos muitos jornalistas esportivos que fizeram parte da minha infância e do meu gosto por futebol. Foram centenas de horas acompanhando debates esportivos e absorvendo um pouco do seu vasto conhecimento. Era uma enciclopédia esportiva ambulante. Um senhor de voz pausada, atitude elegante, palavras precisas e opiniões coerentes. Um lord do microfone se comparado aos boçais que infestam a televisão atual. A tal ponto que ninguém se importava com sua paixão gremista e botafoguense. Ele estava acima dessa pobreza de espírito. Sorte de quem o acompanhou na rádio e televisão. E mais ainda de quem trabalhou e conviveu com ele. Fica com Deus, Luís Mendes, o “palavra fácil”.

Eu me divirto muito com uma turma (numerosa) que gosta da falar mal da Globo e só saber repetir aquela ladainha sobre a criação da emissora, o governo militar, campanha pelas diretas, etc… Um discurso com cheiro de nafatalina. Já pararam pra pensar um pouco no que acontece HOJE? Viram o anúncio das cidades que abrigarão a Copa da Confederações e a Copa de 14? Francamente, senti até nojo. Está totalmente evidente que querem criar uma cortina de fumaça e encobrir tudo que está errado. Ficam falando em datas, tanto de obra concluída, X jogos em tal cidade, Y em outra… Nada sobre as imposições da FIFA (que está mais preocupada com a venda de ingressos e cerveja nos estádios), nada sobre a CBF e seu ditador, nada sobre irregularidades nos projetos e nas obras… Parece que estamos na Noruega e tudo funciona perfeitamente.
















Fica difícil entender a direção da Band. E não é por má vontade. É que a coisa lá sempre caminha na contramão. Vocês viram como a emissora tratou das últimas etapas da Indy? Pois é… Mas não vou repetir tudo que já escrevi no início dessa temporada e no ano passado. Quem não acompanha a coluna há mais tempo, pode usar a busca interna. O fato é que a Band confirmou todas as minhas críticas. E não ficou só nisso, desprezou a Indy até no Band Sports. Como se o canal tivesse muitos eventos importantes na grade. E a decisão do campeonato, trágica e triste, acabou em VT nos dois canais. Um claro retrato de como desvalorizar um produto e desrespeitar os telespectadores. Para depois, quando tivermos a etapa no Brasil, a Band armar seu circo e fazer um carnaval em cima da corrida.
Ao mesmo tempo em que a Fazenda fechou sua porteira (sem deixar saudade), a Record voltou suas atenções pra o Pan. Finalmente o super-mega-hiper evento esportivo. Isso no papel, na realidade a situação é muito menos grandiosa. Ninguém precisa ser um gênio pra saber que o Pan é um evento de 2ª linha. Ou nem isso. Também não preciso repetir o que (quase) todo mundo sabe: os principais países só levarão suas equipes C para a disputa. Com isso o nível da competição acaba sendo rebaixado. A tal ponto que alguns dos nossos atletas conseguem beliscar uma medalha e ter seus 15 minutos de glória. E, talvez, garantir algum contrato de patrocínio até a Olimpíada. Nada além disso. Quer a Record goste, quer não.
Em diversas ocasiões falei sobre o Esporte Interativo, aqui na coluna. Não só tratando da programação e da equipe. Essas coisas podem ser ajustadas, até com relativa facilidade. Meu descontentamento maior, em verdade, é com a ideologia da emissora. Não gosto nada de sua linha gerencial. Talvez seja chatice minha, talvez por estar fora do público alvo do EI. Mas não vejo o mesmo problema com o Sportv, a ESPN, o Band Sports. Se bem que não gosto nada de certa políticas diretivas da ESPN, mas creio que isso parte da direção internacional. Mas o papo de hoje é sobre o EI.