October 28, 2011

Palavra Fácil

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 4:48 pm
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Tenho vários assuntos na pauta e vou fazer a coluna no estilo “rapidinhas” pra caber tudo. Começando por algumas negociações de eventos. A primeira é do UFC, agora na Globo. Eu havia dito que não levava muita fé nessa possibilidade. Mas acabou prevalecendo o fator financeiro. E nesse ponto eu acertei, quando disse que os americanos são muito pragmáticos. Faz parte da cultura de lá.
O anúncio me deixou com a impressão que a Globo vai usar o Sportv pra exibir boa parte das lutas e o reality do UFC. Talvez só exiba os eventos principais na “poderosa” e o resto vai como dá. Ainda vou esperar pra ver como fica. Não arrisco nada. Até porque o Combate já exibe o card completo e não acho que a Globo deseje esvaziar seu próprio canal de lutas.
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Outra negociação foi anunciada nesta semana, agora entre a Record e a ODEPA, pelos direitos do Pan de 19. Essa era bem previsível. A emissora vendeu bem suas cotas e, mesmo com uma audiência apenas mediana, o evento é interessante pra quem não quer abrir mais de 2 semanas anuais pro esporte.
Por falar nisso, a Record conseguiu um feito nesse Pan: realizou algumas das piores transmissões da história da televisão brasileira. Fiz o sacrifício de ver os minutos finais da decisão do futebol feminino. O Éder Luiz berrando até em cobrança de lateral, o Romário comentando daquele jeito, a repórter intervindo pra falar coisas totalmente sem noção… É dose pra mamute. Sem falar que, aquele campo estava pintado de verde? Como é que a cada quicada mais alta da bola, levantava um punhado de terra?
Sem falar que a Record mandou um monte de jornalistas “não esportivos” pra Guadalajara. Qual é a tarefa principal de um jornalista? Acho que é informar o que acontece por lá. Mas nada foi dito sobre a estrutura precária, a desorganização, os problemas na vila, as deficiências nos estádios… Pombas! Os caras não entendem nada de esporte, não falam sobre a estrutura do evento, foram só passear mesmo???
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Já faz um bom tempo que falei sobre certas figuras que aparecem no Tevezona (e em outros sites) tentando manipular as opiniões e influenciar os leitores. É o patrulhamento ideológico que se alastra pela internet. E a Record é uma das que mais usa tal estratégia. Só que isso não funciona comigo. Muito pelo contrário, o efeito é o oposto. Mas não vou repetir minha opinião sobre isso, deixo um link que trata disso com mais detalhes:
AQUI

E ainda tenho um outro link que relata alguns dos problemas ocorridos no Pan, e que a Record omite “gloriosamente”:
AQUI

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A gente lê certas que é até difícil de acreditar. Alguém tá louco, talvez seja eu. Vejam só, de um ano (ou mais) pra cá, a Gazeta alardeou seus novos projetos, a reformulação, novos equipamentos, novos programas, demissões… Parecia que tinham achado a “rota do ouro” e corriam pra lá como loucos. Mal se passaram alguns meses e mudam completamente a direção. Cancelaram os novos programas, demitiram os recém contratados, falam em recontratar os demitidos… E, curiosamente, só fazem trocar um programa feminino, ou de culinária, por outro. É 6 por meia dúzia. Vai entender…
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A Rede TV é outra. Passaram meses falando em cortar os terceirizados, nova programação, investimentos e blá blá blá. Chegamos ao final do ano é tá tudo na mesma. Ou pior, já que eles aumentaram o espaço dos pastores e horários alugados. Pra quem começou o ano sonhando com o Brasileirão… Acordaram com o Valdemiro Santiago alugando tudo.
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Hoje o Ronaldo Rojão Giovaneli esteve no programa do Neto, o Corinthians SP Acontece. Mas, espantosamente, não vestia a camisa patrocinada. Na Band ele não fez isso, mas fazia enquanto era contratado pela Rede TV. Tenho ou não motivos pra achar que ele forçou a demissão? Sem falar que a Rede TV é uma das que mais usa efeitos (espelhar ou borrar partes da imagem) pra encobrir marcas comerciais. Seria difícil deixar passar a camisa patrocinada. Ainda lembro que, há algumas semanas, vi ele brincando sobre alguma proibição de divulgar o Twitter. E fazendo questão de perguntar o Twitter de todos que estavam no Rede TV Esporte. Tava procurando.
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Não costumo usar este espaço pra homenagear pessoas falecidas, mas vou abrir uma exceção. Gostaria de dizer algumas palavrinhas sobre um dos muitos jornalistas esportivos que fizeram parte da minha infância e do meu gosto por futebol. Foram centenas de horas acompanhando debates esportivos e absorvendo um pouco do seu vasto conhecimento. Era uma enciclopédia esportiva ambulante. Um senhor de voz pausada, atitude elegante, palavras precisas e opiniões coerentes. Um lord do microfone se comparado aos boçais que infestam a televisão atual. A tal ponto que ninguém se importava com sua paixão gremista e botafoguense. Ele estava acima dessa pobreza de espírito. Sorte de quem o acompanhou na rádio e televisão. E mais ainda de quem trabalhou e conviveu com ele. Fica com Deus, Luís Mendes, o “palavra fácil”.

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October 24, 2011

Esporte S.A.

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:37 pm
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fifa e cbfEu me divirto muito com uma turma (numerosa) que gosta da falar mal da Globo e só saber repetir aquela ladainha sobre a criação da emissora, o governo militar, campanha pelas diretas, etc… Um discurso com cheiro de nafatalina. Já pararam pra pensar um pouco no que acontece HOJE? Viram o anúncio das cidades que abrigarão a Copa da Confederações e a Copa de 14? Francamente, senti até nojo. Está totalmente evidente que querem criar uma cortina de fumaça e encobrir tudo que está errado. Ficam falando em datas, tanto de obra concluída, X jogos em tal cidade, Y em outra… Nada sobre as imposições da FIFA (que está mais preocupada com a venda de ingressos e cerveja nos estádios), nada sobre a CBF e seu ditador, nada sobre irregularidades nos projetos e nas obras… Parece que estamos na Noruega e tudo funciona perfeitamente.
Larguei o sr. Galvão e o telão touchscreen e fui olhar o Sportv. E o script era bem parecido, fugindo dos assuntos sérios e tratando de detalhes técnicos, datas, chaves, clima, probabilidades, etc… Nem pra abordar a interferência política ao se definir o número de jogos em certas capitais, em detrimento de outras com mais tradição no futebol. Talvez esse “script” explique os convidados pro debate que o Sportv realizou após o anúncio. Curiosamente eram todos de ONGs, entidades e portais. E nenhum jornalista experiente no meio esportivo. Ninguém para contrapor as tecnicidades e o otimismo vazio.
Esse discurso da Globo é muito parecido com a verborragia da Record em relação ao Pan. Tá tudo certo, não existem falhas, tudo é lindo, vamos ganhar muitas medalhas e blá blá blá. Infelizmente a realidade é um bocado diferente. O fato é que cada uma defende o seu produto e os interesses paralelos. Nada além disso.
Por mais que muitos pensem diferente eu já perdi a visão romântica desses eventos e a sua importância relativa. E esse é um dos muitos motivos que me fazem tratar essas competições como um negócio. E não vejo sentido algum em valorizar o negócio do concorrente. Podemos começar pela rivalidade entre a FIFA e o COI. Cada entidade busca valorizar o seu produto. E se preocupam mais com a venda de ingressos, direitos de televisão, patrocínios, licenciamentos e negócios correlatos. A competição é só um meio. As emissoras também estão mais preocupadas com a audiência e o faturamento que isso gera. As empresas patrocinadoras, nem preciso falar. E mesmo os atletas, ah, esses já perderam todo o espírito amadorístico da competição. Se preocupam em expor seus uniformes, as chuteiras, os bonés, garantir mais contratos de publicidade… Os incontáveis casos de doping estão aí para quem tiver dúvidas.
Gostemos ou não, esse é o esporte do século 21. Um grande e lucrativo negócio. Começou de forma amadora, virou arma de propaganda de países e ideologias e, agora, tornou-se uma super máquina de dinheiro. Ponto!
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Outro dia eu falei sobre a nova sucursal da ESPN Brasil, no Rio. E fiquei de abordar melhor o assunto dos canais esportivos pagos. Começo pelo Sportv, inegavelmente o melhor, em eventos e em estrutura. E aí dá até pra colocar o Premiere e o Combate no bolo. Mesmo com um probleminha aqui ou acolá estão muito adiante da concorrência. E diante das bobagens apresentadas pelo Globo Esporte e Esporte Espetacular, posso afirmar que o canal bate a Globo em vários aspectos.
A ESPN (Brasil, pra ser específico), tem altos e baixos. E nem vou reclamar tanto dos eventos. Sei que isso depende de verba e existem limitações. Até em decorrência das decisões da ESPN internacional. O fato de canal brasileiro ser um apêndice da matriz trás benefícios e prejuízos. O benefício mais palpável são as negociações globais. Mas elas também geram alguns inconvenientes. Falo especialmente dos esportes que, por mais que forcem a barra, não têm o menor interesse por estas terras. E pouco me importa se logo aparecer alguém falando que adora o rugby, o futebol americano ou o curling. Beleza, tem gosto pra tudo. Mas, como produto, não gera a menor repercusão na massa. Da mesma forma que é difícil engolir os intermináveis torneios de pôquer. Na ESPN e no EI. Tudo bem que isso é financiado pela indústria do jogo, mas… É esporte??
O melhor da ESPN é sua programção local. O Bate-Bola, o Sportscenter, o Loucos Por futebol e demais programas. Muito em decorrência da equipe. Ainda que eu não goste de alguns, a média é muito melhor que Globo, Band, Rede TV, Record, EI e demais. É gente que entende do assunto. Mesmo que alguns abusem da empáfia, não dá pra negar a sua capacidade.
O que falta na ESPN é estrutura. A nova sucursal é o mínimo do mínimo. E, como o Alexandre comentou na última coluna, eu gostaria de ver uma redação em Porto Alegre, em Belo Horizonte, no Recife… Resta saber se isso também depende do “sim” da matriz. Mas, de um jeito ou outro, já é tempo. Até porque a ESPN é um canal bem distribuído. E conta com patrocinadores de grande porte. Não vejo motivos para um “não”.
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Ainda tenho espaço pra falar um pouco do Band Sports. É, fácil, o pior dos 3 canais. Os eventos são de 3ª linha, e quase nada é gerado no Brasil. A estrutura é precária. Tanto que, me pergunto, se a Band, ao invés de criar um novo canal pago, não deveria investir primeiro numa estrutura melhor pros canais atuais. Ou seja, uma nova instalação, separando os canais pagos da emissora mãe.
A equipe e o foco do Band Sports têm muito do “jeito Band de ser”. Na equipe, na estrutura, na grande concentração em São Paulo. E, sejamos justos, pra ela é muito mais fácil ampliar sua abrangência do que pra ESPN. Dá quase pra fazer o mesmo esquema do Sportv, cuja central é no Rio mas usa a redação de São Paulo,de BH, a RBS, a Globo NE, e até algumas afiliadas. A Band tem emissoras e afiliadas em todas estas cidades. Mas o Band Sports não usa nada. Ficam lá num estúdio de 3×3, as mesmas figuras, sem material próprio, sem equipes regionais… Gostaria muito de saber o motivo de tanto relaxamento.
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Um dos motivos de exigir um pouco mais dos canais pagos é o atual cenário desse meio. Bem diferente de uns 10 ou 15 anos atrás, quando os canais viviam na dependência da Net ou Sky. Hoje o leque se abriu muito e os canais podem distribuir sua programação na Telefonica, na Via, na Oi, nas regionais à cabo e, mais recentemente, na GVT. Sem esquecer da Nossa TV, do R. R. Soares, é claro.
Também posso lembrar que a base de assinantes já representa uma fatia boa da população. Falta crescer muito ainda, mas já é alvo de boas verbas de publicidade. Especialmente nos canais mais populares. Não é por outro motivo que vários canais estão se desmembrando e criando “filhotes”. Isso só ocorre porque a grana está entrando. Então é preciso exigir mais qualidade, não só quantidade.
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E encerro essa coluna com um fato auspicioso para quem não aguentava a gritaria, as bobagens e os rojões do Ronaldo Giovaneli. Ele foi demitido da Rede TV na semana passada. Para alívio dos meus ouvidos.
O motivo da demissão foi um patrocínio oficioso que ele arrumou. O fato provocou a demissão dele e do diretor de esportes da emissora, Sidnei Bortotto. E, lembrando alguns fatos recentes, fiquei com a impressão de que o Ronaldo provocou a sua demissão. Forte impressão.
Independente disso, surgem rumores de que a emissora pode extinguir o Rede TV Esporte. O que não é uma decisão lá muito correta. Acho que uma mudança de horário (e mais conteúdo) ajudaria mais.

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October 21, 2011

Ashley, Daysa e Cia

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 11:43 am
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Agora o assunto é mais ameno. Pelo menos pros leitores que gostam do Belas & Barangas. E já começo com um aviso: vou tentar atualizar a seção com mais frequência pois tem muita gente na fila e a pasta está ficando entulhada de fotos. Se a frequência aumentar é provável que eu reduza o número de fotos por postagem. Mas vou ver como fica, ainda não resolvi isso.
A primeira bela de hoje é, segundo a Hebe, uma GRACINHA. Mas é uma gracinha mesmo. Muito lindinha e meiga. Eu já tinha notado a moça desde o tempo do seriado Bom Dia Miami. Mas o SBT parou de exibir o seriado e eu perdi ela de vista. Eis que, dia desses, zapeando pra lá e pra cá, vi a Ashley Williams num filme besta. Um filme “de mulher pra mulher”; acho que baseado num livro sentimentalóide. Mas fiquei vendo um tempinho, só por causa da Ashley. Não pude resistir. Ela é um doce de criatura. E eu não sou diabético.
ashley williams

Vamos voltar ao Brasil. A segunda escolhida de hoje é bem conhecida dos candangos. Ela é apresentadora da Record DF. E volta e meia cobre as folgas da Adriana Reid, no Record Notícias. É a Daysa Belini. Acho que muitos barbados já repararam na loira. Primeiro que é bonita de rosto. Depois ela ostenta “curvas generosas”. Posso garantir que bate a Adriana Reid nesse “departamento”. Mas peço desculpas pelas fotos, não consegui arrumar nada melhor. Uma lástima!
apresentadora daysa belinidaysa belini

A terceira já passou aqui pela seção. Mas está de volta. E ela é uma das poucas coisas em que o Sílvio Santos está 100% certo. Nesse assunto, Helen Ganzarolli, o Patrão está coberto de razão. A morena é sensacional. Tanto que nem numa foto de improviso, feita com câmera digital, consegue ficar feia. E isso é muito raro. Vejam só:
helen ganzarolli

Agora tenho algo diferente, é o “especial linguinha”. Ele foi criado pros que não gostam da seção Belas & Barangas. Eis a minha (e delas) resposta:
kaley cuocolola melnick
(aproveito pra lembrar que a Kaley (Penny) estará aqui em breve)

E fecho a postagem de hoje com um pedido do Renan, que foi ao Rock In Rio só pra ver a Rihanna. Mas ele não foi lá pela beleza da Rihanna, foi pelas músicas. (Brincanagem). Até porque, se fosse por causa da beleza… Vai que o cara chega lá e pega a Rihanna sem maquiagem e produção. Isso até assusta. Francamente, essa só se salva pelo popozão. Ou por isso que está escrito no colar dela. Pra quem não entende inglês, significa “xo**ta”.
rihanna sem maquiagem

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October 19, 2011

A Dependente

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 4:29 am
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band tvFica difícil entender a direção da Band. E não é por má vontade. É que a coisa lá sempre caminha na contramão. Vocês viram como a emissora tratou das últimas etapas da Indy? Pois é… Mas não vou repetir tudo que já escrevi no início dessa temporada e no ano passado. Quem não acompanha a coluna há mais tempo, pode usar a busca interna. O fato é que a Band confirmou todas as minhas críticas. E não ficou só nisso, desprezou a Indy até no Band Sports. Como se o canal tivesse muitos eventos importantes na grade. E a decisão do campeonato, trágica e triste, acabou em VT nos dois canais. Um claro retrato de como desvalorizar um produto e desrespeitar os telespectadores. Para depois, quando tivermos a etapa no Brasil, a Band armar seu circo e fazer um carnaval em cima da corrida.
Se o problema da Band fosse só com a Indy… Quem dera. Vamos avaliar a atual situação da emissora, sem entrar nos detalhes. Vamos começar pela madrugada e manhãs de sábado e domingo. Estava tudo com o Malafaia e agora foi entregue ao Valdemiro Santiago e mais alguns terceirizados. O esporte está encostado na Globo ou recebendo produtos prontos, como a Fórmula Truck. Os programas esportivos próprios são mais porcos que qualquer rádio regional. Sem querer ofender as rádios. Os programas principais estão todos nas mãos de produtoras estrangeiras. Com todos os ônus e bônus que isso implica. O jornalismo da Band é carente em todos os sentidos. A questão dos correspondentes internacionais exemplifica bem a situação. Só agora, depois de anos na dependência da BBC, é que a Band se coçou e passou a utilizar equipe própria. Mas não passam de 4 ou 5 correspondentes. O resto da grade é um arremedo. Quase no improviso. E com poucas chances de melhorar. O tal “programa da tarde”, que nunca chega, é um bom exemplo.
Mas a Band tem as suas “cerejas do bolo”. Sim, ela se dedica de corpo e alma ao Festival de Parintins, desfile das campeãs do carnaval, axé baiano, concursos de miss… Nessas horas a Band prepara o salão, convida gente importante, mobiliza a tropa, libera o banquete, divulga em todo canto, festeja, grita, dança, pula… Se o comercial alcançar a meta, tá ótimo.
A impressão que tenho é que a Band largou mão da produção. Cansou de cometer erros e agora se concentra em uma única tarefa: cuidar dos transmissores. Exato, a única coisa que a Band faz sozinha é colocar o sinal no ar.
Nada contra uma parceria aqui ou ali. Creio que 95% das emissoras do mundo faz isso. O errado é entregar (quase) tudo na mão dos outros. Talvez, no futuro, ela tenha que pagar essa conta.
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O Pan está dentro do que eu esperava. E certamente menos do que a Record gostaria. Os principais eventos conseguem uma audiência interessante, o resto afunda o Ibope. Absolutamente previsível.
Só não vou me aprofundar na análise. Não estou acompanhando quase nada. E é provável que não assista muita coisa até o final da competição. Mas eu gostaria que alguém me tirasse uma dúvida: o que a Ana Paula ou o Heródoto Barbeiro foram fazer em Guadalajara??? Turismo?
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Por falar na Record… Acho um tanto exagerados alguns comentários sobre a tal “crise financeira” da emissora. A IURD está sofrendo com a ascenção de outras seitas? Ok, é fato. O Edir apertou a torneira e está exigindo mais resultados? Tá certo. E até acho que ele demorou muito pra tomar essa atitude. Se eu estivesse no lugar dele, vendo os bilhões investidos e o retorno fraco… Agora, daí a dizer que a emissora está quebrada, nem brincando. Vamos dizer que isso foi só um ajuste financeiro. Por enquanto é só.
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Praticamente todo mundo sabe que os gols e lances que o Esporte Interativo exibe são, em grande maioria, provenientes da internet. A imagem borrada já evidencia o fato. Mas ultimamente a emissora vem adotando uma tática meio feia. Tanto em imagens da internet quanto nas cedidas por outros canais. É o tal zoom. Passa a nítida idéia de alguém que quer apagar o logotipo da imagem original. Não é nada bacana. Ainda mais pra uma emissora que tanto usa imagens de terceiros. Sem falar que o zoom deteriora ainda mais as imagens já ruins.
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Nesta semana a ESPN inaugura sua sucursal no Rio. As instalações, pelo que vi, parecem acanhadas. Mas, pela necessidade de atender sua equipe local e o mercado, tá bom. Melhor que umas e outras. Mas vou deixar esse assunto pra próxima coluna. Até lá.

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October 15, 2011

O Pan É Meu Pastor

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:56 pm
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E a Record encerrou a 4ª edição da Fazenda bem longe dos objetivos esperados. Foi muito mal na qualidade do produto. Foi apenas razoável na audiência. E foi muito bem no faturamento. E é ele, o faturamento, quem garante a próxima edição do reality. Parece que os realities, ultimamente, despertam mais interesse nos patrocinadores do que no público. E isso serve como a principal justificativa para a sua existência.
Já falei por diversas vezes que não gosto de realities de confinamento ou de provas de resistência. Na verdade eu só assisti (pra valer) a Casa dos Artistas. Primeiro porque era uma novidade. Até para os participantes, que nem sabiam como agir ou o que falar. Depois tinha o Sílvio Santos, fazendo das suas. E o Sílvio, em muitos momentos, era melhor que todos os participantes do programa juntos. Mas isso já tem tempo. Hoje os realities estão em escala industrial e com roteiro pronto. Até as polêmicas e brigas são meio que ensaiadas. E os participante apenas tentam fingir que não estão fingindo. Nada mais.
E nada mais justifica as dezenas de edições do BBB, Fazenda ou o intragável Hipertensão. Quer dizer, nada além do dinheiro. A grana e a passividade de boa parte da audiência. Especialmente dos que gostam de economizar a pilha do controle remoto.
Não vou insistir muito em convencer que o formato já esta saturado e superado. Se quiserem comparar com os países mais avançados e que exploraram o formato antes de nós… Prefiro analisar pelo lado da eterna desculpa, o faturamento. Acho que isso é igual um cardápio de restaurante. O sujeito entra lá com grana no bolso e um vazio no estômago. E usa o cardápio pra escolher o prato que deseja. Vale o mesmo pra grana dos anunciantes. Exista a verba e eles vão gastar. Definir onde, vai depender do cardápio das emissoras. Tudo bem que é mais fácil fazer uma gincana com pilhas da marca X num reality que num telejornal. Mas, assim ou assado, a fábrica de pilhas (ou de chinelos) irá gastar a sua verba. Duvido muito que vá cancelar os investimentos em publicidade se faltarem os realities. Portanto…
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edir e o pan na recordAo mesmo tempo em que a Fazenda fechou sua porteira (sem deixar saudade), a Record voltou suas atenções pra o Pan. Finalmente o super-mega-hiper evento esportivo. Isso no papel, na realidade a situação é muito menos grandiosa. Ninguém precisa ser um gênio pra saber que o Pan é um evento de 2ª linha. Ou nem isso. Também não preciso repetir o que (quase) todo mundo sabe: os principais países só levarão suas equipes C para a disputa. Com isso o nível da competição acaba sendo rebaixado. A tal ponto que alguns dos nossos atletas conseguem beliscar uma medalha e ter seus 15 minutos de glória. E, talvez, garantir algum contrato de patrocínio até a Olimpíada. Nada além disso. Quer a Record goste, quer não.
Para quem gosta do ufanismo vazio o Pan é um prato cheio. Teremos algumas vitórias sobre universitários americanos e canadenses e tentaremos ficar a frente do Cuba e México no quadro de medalhas. E certamente ouviremos muitas promessas de mais empenho e sorte em Londres 12. Mas, como o brasileiro tem aquela característica de gostar de esportes onde pode ganhar… Talvez o Pan renda alguns picos de audiência pra Record. A emissora está mesmo precisando.
Além da parte esportiva, não gosto muito do Pan como evento televisivo. E o mesmo vale pras Olimpíadas. Começa que é um evento caro e que demanda uma grande e custosa cobertura. Depois ele fica com todas as competições espremidas em 2 semanas, de manhã, tarde e noite. Detonam a grade de qualquer emissora. Tanto é que a Record vai despejar as disputas menos importantes na Record News. E o que existe de “disputas menos importantes”… Nossa, é muita bobagem. A tal ponto que eu fico com a impressão que os jogos são mais vendidos pela “grife” que pelas competições. Ou, numa analogia pobre, é o sujeito que compra um bolo enorme só por gostar da cereja.
Outro fato que acho discutível é o retorno financeiro. Calma, sei muito bem que as emissoras vendem suas cotas por valores altos. Nesse ponto o evento é até lucrativo. O problema é o pacote publicitário de um Pan ou Olimpíada. Não sei se mudou muito o esquema, mas até um certo tempo as emissoras vendiam o pacote na base de X milhões de Reais para Y milhares de pontos de audiência. Acontece que o evento é curto e nenhuma emissora consegue entregar os Y pontos em 2 semanas. Nem a Globo em seu auge. Daí a saída é criar produtos anexos (minuto olímpico, boletim dos jogos, histórias da olimpíada…) ao longo de 2 ou 3 anos. Mas nem assim dá pra fechar o pacote. E as emissoras inserem mais anúncios ao longo de seus telejornais, esportivos e demais programas. Podem reparar no Jornal da Record e aquelas reportagens diárias sobre os jogos. Logo no próximo intervalo entra o patrocínio. E a emissora vai entregando os minutos que vendeu. E vai fazendo assim ao longo de 2 ou mais anos. Fato que não ocorre, por exemplo, num torneio de várias semanas, como o Brasileirão ou a F1. Nesses eventos mais extensos as emissoras conseguem entregar a audiência vendida com mais facilidade. E mesmo assim o pacote inclui programas especiais, inserções nos esportivos, nos telejornais e até o cafezinho pro cliente.
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Na última coluna eu falei sobre o Esporte Interativo e seu erro ao confundir os meios com os fins. Talvez tenha passado a idéia de não concordar com a ampliação das mídias e dos formatos de transmissão. Não é bem isso. Minha reclamação foi quanto a valorização excessiva do meio, em detrimento do fim. Por “fim” entenda-se o produto televisivo.
Até nos comentários o Renan lembrou da importância das transmissões pela internet. Sim, sim, sim… Sei muito bem disso. E já apelei para a internet, muitas vezes, para assistir alguns canais menores. Sem falar que até tenho uma seção de canais online no Tevezona. Mas, por culpa das emissoras, acabei largando mão. Cansei de ver canais off e trocas da url do streaming. E cansei de consertar links e alterar páginas.
Parece que as emissoras só lembram da internet quando não conseguem instalar mais que 2 ou 3 torres de transmissão. É um quebra galho pras pequenas. E algo experimental pra grandes redes. Ou nem isso. Um cenário bem diferente dos (sempre citados) Estados Unidos. Lá, e em outros países ricos, a transmissão WEB é uma realidade. A tal ponto que as emissoras calculam seus espectadores pela WEB e incluem isso na audiência geral. E cobram por essa audiência. Exato, cobram e faturam com as transmissões.
No Brasil o streaming ainda está engatinhando. É visto como algo marginal. E quase nenhuma emissora investe no filão. Tanto que na recente negociação da Champions League, o Esporte Interativo venceu a concorrência pra transmissão WEB. E espero que transmitam mesmo. Seja no site da emissora, no Facebook, Orkut ou qualquer lugar. Isso é só o meio. O relevante é o conteúdo.

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October 11, 2011

Pouco Esporte, Muito Interativo

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:58 pm
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Em diversas ocasiões falei sobre o Esporte Interativo, aqui na coluna. Não só tratando da programação e da equipe. Essas coisas podem ser ajustadas, até com relativa facilidade. Meu descontentamento maior, em verdade, é com a ideologia da emissora. Não gosto nada de sua linha gerencial. Talvez seja chatice minha, talvez por estar fora do público alvo do EI. Mas não vejo o mesmo problema com o Sportv, a ESPN, o Band Sports. Se bem que não gosto nada de certa políticas diretivas da ESPN, mas creio que isso parte da direção internacional. Mas o papo de hoje é sobre o EI.
Há alguns dias vi um trecho da entrevista (ao próprio canal) que o Fábio Medeiros concedeu. O Fábio, caso alguém não saiba, é um dos donos do Esporte Interativo. E ele, basicamente, reiterou o projeto atual, focado nas diversas mídias e na tal interatividade. O Fábio enalteceu o número de seguidores nas redes sociais, a primeira transmissão feita no Facebook, os aplicativos pra celulares, Iphone, Android e demais tecnologias. Não gosto muito dessas coisas mas até admito que devam ser usadas. O problema crucial é que a emissora está confundindo o meio com o objetivo. Eu vejo tudo isso como um meio. A emissora considera isso um fim. E aí se dá o enrosco entre minha visão e a do EI.
Qual a importância do Esporte Interativo ter feito a primeirão transmissão no Facebook? Qual a diferença se tivessem transmitido a partida no site da emissora ou em qualquer outra rede? Qual a importância disso? Será que a NBC, a NHK, a BBC, a RAI, a Globo ou a Televisa estão muito preocupadas com o feito glorioso do EI? E essa coisa de buscar seguidores no Twitter e Facebook? Por acaso o EI está competindo com a Ivete Sangalo, o Ronaldo ou o Luciano Huck? Aplicativos pra celular? Ok, outros canais também disponibilizam o serviço. Mas, gente, isso é só um meio. São uma ferramenta, não o conteúdo. Os meios são secundários. Até porque eles mudam. E ainda mudarão muito no futuro. Prova maior é o próprio EI nas redes sociais. Até um ano eles viviam catando seguidores no Twitter, agora querem fãs no Facebook. Será que no ano que vem pedirão votos no +1 do Google?
Algumas pessoas podem gostar dessas coisas, outras não gostam tanto. Independente disso é preciso saber usar tais ferramentas. Não ser usado por elas. E o EI precisa, muito, é cuidar do seu conteúdo. É o conteúdo que traz espectadores e anunciantes.
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Outro dia eu li um comentário, acho que no blog do Renan, falando que o Jogando Em Casa é provavelmente um dos melhores programas esportivos da TV aberta. Apesar de várias bobagens e da precariedade da produção, até que faz sentido. Na verdade a falta de estrutura até ajuda o Jogando Em Casa. E eles acabam fazendo um programa quase no estilo dos esportivos de rádio.
Mas o que mais ajuda o Jogando Em Casa é a ruindade dos demais programas esportivos. Já tenho uma certa idade e posso garantir que nunca vi uma programação esportiva tão ruim em TV aberta. Na verdade estamos colhendo o que foi plantado. Estamos colhendo os frutos de terem plantado vários ex-jogadores, celebridades, criadores de polêmicas, homens propaganda, fanfarrões, bonecos de João Bobo… Por mais que a pessoa goste de esporte, fica complicado. Não dá pra assistir 5 minutos sem ficar estressado.
Tá tudo errado. Muito errado. E indo da Globo até a Gazeta. Quase nada se salva.
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Mas o Esporte Interativo também foi afetado pela infantilização da programação esportiva. Um belo exemplo é o tal Zoação Esporte clube. Até o nome foi meio chupado do BEC. E o resto foi chupado desses programas de vídeos da internet, de musiquinhas, dancinhas… Uma bobagem colossal. E que passa muito longe de ser engraçado.
Eu só fico me perguntando como alguém consegue assistir um programa tão trash e tão chato. É incompreensível!
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Engraçado mesmo são os vacilos que acontecem de vez em quando. Tanto que estou pensando em criar um prêmio pra esse tipo de vaciladas. Acho que Prêmio Daniela Albuquerque ficaria bem pra tal competição. E o premiado da semana é o Jorge Iggor. No Fim de Papo do domingo passado ele tinha que chamar um vídeo com os 5 melhores golpes do WWE. Aí ele foi:
- Agora vamos passar os 5 melhores golpes da semana. Se ajeite no sofá, no chão
No CHÃO????
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Por várias vezes eu já reclamei daqueles blocos de 30 segundos, enfiados entre 2 intervalos comerciais. Quase sempre no final dos programas e que só servem pra dar um “tchau” e rodar os letreiros. Acontecem em quase todas as emissoras, até em jornais considerados sérios.
Mas a TV fechada não faz por menos. Não estão satisfeitos com a grana que recebem das distribuidoras. Não se contentam com os intervalos gordos. Não acham feio vender horários pros infomerciais. Não, agora estão copiando o tal “bloco recheio”.
Domingo, zapeando e sem nada pra ver, parei num famoso canal cujo nome começa com W. Estava no intervalo e eu esperei uns minutos até recomeçar o seriado. Passaram 2 cenas, num bar, que, somadas, não chegavam a 90 segundos. Aí, pasmem, entrou outro intervalo. E eu fiz questão de contar, foram 9 anúncios e mais uma vinheta. Praticamente 5 minutos de intervalo!! Isso depois de 90 segundos de programa. Se isso não é fazer o espectador (assinante) de idiota, não sei o que poderia ser.

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October 8, 2011

A Estupidez e o Divino

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:11 pm
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Hoje a coluna será no estilo curtinhas. O primeiro assunto é meio chatinho. Pelo menos eu não gosto nada desses temas. Falo da “piada” infeliz do Rafinha Bastos e seu afastamento do CQC. Vamos concordar que aquela declaração está muito longe de ser uma piada. Foi uma estupidez colossal. E passou muito longe de ter alguma graça. Mas, convenhamos, não foi algo inédito na bancada do CQC. Já vi muitos outros comentários infelizes e despropositados. Só não tiveram o calibre desse último.
Na verdade o caso da “piada” do Rafinha a respeito da Wanessa Camargo só ilustra o momento ruim do programa. Já tem um bom tempo que o CQC anda no “piloto automático”. Falta humor, falta criatividade, falta ousadia… E aí eles tentam forçar a barra pra conseguir uma piada. E o resultado nem sempre é bom. Quando fogem do roteiro (das piadas previamente escritas) costumam errar mais do que acertam. E o mesmo vale pro Pânico ou pras piadas e brincadeiras do Programa Sílvio Santos. Quando não ofendem diretamente alguma pessoa, acabam desrespeitando o telespectador.
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Vale notar também que o Rafinha Bastos não soube sair bem do episódio. Pelo menos de acordo com algumas coisas que vi pela internet. Faltou graça na piada e faltou inteligência depois. E a Band também não tratou bem do problema. Talvez não só por isso, mas a emissora trocou o seu diretor artístico. Agora o responsável pelo setor é o ex-sócio da produtora argentina do CQC. E que agora se chama Eyeworks. Curioso…
Lembro de dezenas de oportunidades em que critiquei a direção da Band. Podem pegar meus comentários antigos e aplicar nesse caso.
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Outro assunto que já abordei em vários momentos é essa brutal (e estúpida) dependência de produtoras de formatos. E a Band é uma das piores nesse terreno. Não consegue dar 2 passos com suas pernas. Nem pra errar sozinha ela tem capacidade. Até pra isso precisa de uma produtora gringa.
Mas eu estou adorando o resultado do Projeto Fashion. O formato é fraquinho, a apresentadora é chatinha, o assunto é bobinho… E o Ibope é “umzinho”. E nem a mudança de dia e horário consegue dar jeito, fica na base de 1 ponto mesmo. E olhe lá!
Sabem qual o pior de tudo? É que nem assim a Band aprende. Logo estará com outro programa de alguma produtora, depois outro, e outro, mais outro… E é muito provável que a Adriane Galisteu esteja participando de algum deles.
Eu só gostaria de ver a cara dos vários patrocinadores do Projeto Fashion. É impressionante como a Band conseguiu vender tantas cotas. Deveria ensinar pro comercial da Rede TV. Este, por sinal, está trocando de mãos.
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Vi um pedaço da entrevista do Datena no programa da Marília Gabriela. Teve uma hora em que ele falou que considera o Johnny Saad um pai. Pode parecer estranho, mas até que faz sentido. Ele, como todo filho, vive se rebelando contra o pai :)
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Como se não tivesse um batalhão de ex-atletas travestidos de comentaristas, a Record resolveu “convocar” o Romário pro Pan. É claro que o fator decisivo não foi a sua capacidade como analista esportivo. Começa pela sua fama, passa firme na briga da Record com o Ricardo Teixeira, e termina na busca por factóides. Não posso dizer que é algo surpreendente.
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Algumas pessoas, que não acompanham o Tevezona com frequência, devem ficar abismadas com o tanto que critico certas figurinhas da televisão. Mas, francamente, nada é gratuito. Nem é pessoal. Eu me baseio em fatos. E resolvi compartilhar com vocês um divertidíssimo vídeo com os “melhores momentos” da madame Daniela Robô Albuquerque. Peço que atentem bastante para o trecho onde ela relata uma orientação divina escrita na embalagem de um Toddynho. E essa passagem eu vi no próprio dia. E confesso que fiquei muito decepcionado por ser uma pessoa comum e nunca ter recebido um recado de Deus. Nem na embalagem do Toddynho, nem na lata de cerveja, nem no pacote de batata frita…

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