October 8, 2011

A Estupidez e o Divino

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:11 pm
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Hoje a coluna será no estilo curtinhas. O primeiro assunto é meio chatinho. Pelo menos eu não gosto nada desses temas. Falo da “piada” infeliz do Rafinha Bastos e seu afastamento do CQC. Vamos concordar que aquela declaração está muito longe de ser uma piada. Foi uma estupidez colossal. E passou muito longe de ter alguma graça. Mas, convenhamos, não foi algo inédito na bancada do CQC. Já vi muitos outros comentários infelizes e despropositados. Só não tiveram o calibre desse último.
Na verdade o caso da “piada” do Rafinha a respeito da Wanessa Camargo só ilustra o momento ruim do programa. Já tem um bom tempo que o CQC anda no “piloto automático”. Falta humor, falta criatividade, falta ousadia… E aí eles tentam forçar a barra pra conseguir uma piada. E o resultado nem sempre é bom. Quando fogem do roteiro (das piadas previamente escritas) costumam errar mais do que acertam. E o mesmo vale pro Pânico ou pras piadas e brincadeiras do Programa Sílvio Santos. Quando não ofendem diretamente alguma pessoa, acabam desrespeitando o telespectador.
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Vale notar também que o Rafinha Bastos não soube sair bem do episódio. Pelo menos de acordo com algumas coisas que vi pela internet. Faltou graça na piada e faltou inteligência depois. E a Band também não tratou bem do problema. Talvez não só por isso, mas a emissora trocou o seu diretor artístico. Agora o responsável pelo setor é o ex-sócio da produtora argentina do CQC. E que agora se chama Eyeworks. Curioso…
Lembro de dezenas de oportunidades em que critiquei a direção da Band. Podem pegar meus comentários antigos e aplicar nesse caso.
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Outro assunto que já abordei em vários momentos é essa brutal (e estúpida) dependência de produtoras de formatos. E a Band é uma das piores nesse terreno. Não consegue dar 2 passos com suas pernas. Nem pra errar sozinha ela tem capacidade. Até pra isso precisa de uma produtora gringa.
Mas eu estou adorando o resultado do Projeto Fashion. O formato é fraquinho, a apresentadora é chatinha, o assunto é bobinho… E o Ibope é “umzinho”. E nem a mudança de dia e horário consegue dar jeito, fica na base de 1 ponto mesmo. E olhe lá!
Sabem qual o pior de tudo? É que nem assim a Band aprende. Logo estará com outro programa de alguma produtora, depois outro, e outro, mais outro… E é muito provável que a Adriane Galisteu esteja participando de algum deles.
Eu só gostaria de ver a cara dos vários patrocinadores do Projeto Fashion. É impressionante como a Band conseguiu vender tantas cotas. Deveria ensinar pro comercial da Rede TV. Este, por sinal, está trocando de mãos.
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Vi um pedaço da entrevista do Datena no programa da Marília Gabriela. Teve uma hora em que ele falou que considera o Johnny Saad um pai. Pode parecer estranho, mas até que faz sentido. Ele, como todo filho, vive se rebelando contra o pai :)
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Como se não tivesse um batalhão de ex-atletas travestidos de comentaristas, a Record resolveu “convocar” o Romário pro Pan. É claro que o fator decisivo não foi a sua capacidade como analista esportivo. Começa pela sua fama, passa firme na briga da Record com o Ricardo Teixeira, e termina na busca por factóides. Não posso dizer que é algo surpreendente.
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Algumas pessoas, que não acompanham o Tevezona com frequência, devem ficar abismadas com o tanto que critico certas figurinhas da televisão. Mas, francamente, nada é gratuito. Nem é pessoal. Eu me baseio em fatos. E resolvi compartilhar com vocês um divertidíssimo vídeo com os “melhores momentos” da madame Daniela Robô Albuquerque. Peço que atentem bastante para o trecho onde ela relata uma orientação divina escrita na embalagem de um Toddynho. E essa passagem eu vi no próprio dia. E confesso que fiquei muito decepcionado por ser uma pessoa comum e nunca ter recebido um recado de Deus. Nem na embalagem do Toddynho, nem na lata de cerveja, nem no pacote de batata frita…

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10 Comentários »

  1. esse CQC tem um grande problema:”o sucesso subiu a cabeça”!os caras estavam(e ainda estão),se achando.pena dessas pessoas q acham esse programa engraçado,assim feito o pânico.sobre o rafael bastos:o cara simplesmente foi mexer com o marido de um dos sócios desse programa(Marcos Buaiz).alem do Ronaldo q não gostou.ambos(Buaiz e Ronaldo)são tambem da”r9ine”(empresa de Ronaldo).sobre o Datena:o cara se superou no ar.deu uma Banana pra Record.isso mostra tambem q”sociedade”q vivemos.sobre Daniela”robô”Alburquerque,é disso aí pra pior!

    Comment by leonardo-pe — October 9, 2011 @ 2:12 am

  2. Acho Rafinha Bastos arrogante, sem graça e chato, mas essa celeuma em torno dele é exagerada e muito mais pelo fato de ter mexido com alguém de ‘grife’ na mídia em geral. Piadas ruins e de mau gosto é o que mais vemos em nossa TV, estão aí ‘Legendários’ e ‘Zorra Total’ que não me deixam mentir. Concordo com o Leonardo; o CQC é o tipo caso da turma qe “se acha”; o programa é supervalorizado, ainda qe nem tenha tanta audiência assim. E lamentável (mas nenhuma novidade) tb a postura da Band qe só afastou o cara por pressões comerciais.Isso prova que “independência editorial” é algo bem difícil de nos dias de hj.

    Essa coisa comercial tb é a unica explicação possível para essa Adriane Galisteu ter tanto espaço na mídia, e o fato de importarmos programas de fora é mais uma prova do nosso complexo de vira-lata.

    A postura da Record no esporte é simplesmente ridícula; o qe vc acha da possibilidade do SBT conseguir junto à Globo alguns eventos, até mesmo de esporte?

    Comment by Alexandre — October 10, 2011 @ 9:46 am

  3. O CQC já foi melhor. Assim como o Pânico. Ambos, quando surgiram, apresentaram algo diferente pro telespectador. Só que tudo satura, e ambos os programas não fugiram à regra.
    Falta criatividade pra reinventar os programas.
    Nunca achei graça no Pânico, acho um programa bem ruim e de piadas forçadas.
    O CQC teve seu tempo. Hoje é uma cópia de si mesmo.

    E essas coisas de Stand Up já estão enchendo o saco né. Já tá saturando também. Hoje qualquer trouxa coloca um banquinho num palco, faz piadas pra um público pseudo-inteligente e se acha o cara….
    Seria um espelho da nossa sociedade?

    Comment by renan — October 10, 2011 @ 11:05 am

  4. Tb acho que o Pânico muitas vezes investe em coisas bem sem graça (aquilo de “ajudar” pessoas a serem famosas já deu, Bolinha querendo ser engraçado, etc). Mas a proposta do programa é mais honesta, já que eles nunca quiseram posar de “humor inteligente”, além do que eles possuem bons humoristas (Ceará, Carioca e, vá lá, o Polvilho, ainda que não seja o gênio que alguns falam).
    O CQC tem 1 quadro decente, o Proteste Já, que ainda pode ser discutível pelo critério de escolha dos lugares onde vão; o CQC Teste é pessimamente apresentado por aquele cara sem graça (Cortez), o Top Five é chupado do The Soup do canal E! e o resto é o resto mesmo. As entrevistas em eventos são constrangedoras de tão ruins (as do Pânico dão de 1000) e aquilo de entrevistar políticos, o Casseta e Planeta já fazia há 20 anos atrás.

    E sobre o stand up, como qq moda, vai peneirar o que é bom e o que é ruim; ele é tão “novo” que o Chico Anysio já fazia nos anos 60: http://www.youtube.com/watch?v=q7pC5Ei2ukw

    Comment by Alexandre — October 10, 2011 @ 12:57 pm

  5. O pessoal já falou quase tudo, antes de mim. Concordo com 90%. Mas não aprovo essa coisa de 2 pesos e medidas. A Band não teve o mesmo peito quando o Casoy falou sobre os garis. Mas foi durona com o Rafinha.
    Stand up nunca foi novo. Nem no Brasil nem fora. Até o Zé Vasconcelos já fazia o estilo. A única vantagem foi usarem a internet pra divulgar alguns humoristas que nunca teriam espaço na tv. Mas a peneira é que vai separar os bons dos muitos ruins. É natural que isso aconteça. Vale pro humor, musica, esporte e etc.
    Concordo com todos que falaram antes sobre o CQC estar “se achando”. O Gentili e o Rafinha são bons exemplos disso. Um pouco de humildade não seria ruim.

    A Dani Albuqerque é “ótima”. Ainda mais com a orientação de Deus.

    Comment by Andrade — October 10, 2011 @ 2:56 pm

  6. Bem lembrado Andrade sobre o Boris Casoy; aquilo acabou com a credibilidade dele, mas nem pensaram em tirar ele do ar. Como eu ressaltei acima, acho o cara ruim, mas só tiraram ele por causa de questões comerciais.

    Comment by Alexandre — October 10, 2011 @ 6:28 pm

  7. sem falar q o Rafinha(34 anos mas,um adolescente q não cresceu)Bastos,mandou a reporter da Folha De São Paulo”chupar o cacete”dele.sensacional,pra se dizer o contrario.pra piorar e mudando de assunto,a tv Globo e o”funk”carioca,está”contribuindo”para a educação.começa a desestimular os jovens ao estudo(via musica).depois,a sociedade bota a culpa nos politicos!falo da novela”Fina Estampa”!

    Comment by leonardo-pe — October 11, 2011 @ 12:08 am

  8. Sobre o Rafinha discordo de ambos os polos de opinião. Nem acho que ele seja um psicopata-nazista-devorador-de-criancinhas e nem acho que ele seja um paladino da liberdade e do humor anarquista. Acho que tem umas tiradas engraçadas, mas com o tempo o sucesso subiu-lhe a cabeça, ficou com aquele ar de “sou famoso, estou na TV e falo o que quiser, o povo me adora, sou influente, tenho 100000 de tuiteiros me seguindo, etc etc”. No show, a pessoa paga e vai lá já preparada para qualquer bobagem, mas na TV aberta ele tinha que ser cuidadoso. Não foi, e acabou ficando com dificuldade em fazer a filtragem do que devia falar. Deu azar de ofender gente graúda e dançou. A Band é sua empregadora e tem o direito de fazer o quiser, e não concordo com a comparação com o caso do Casoy, pq seu comentário (muito que pior que o do RB) foi feito em off, na verdade um deslize da edição.

    Comment by Lopes — October 11, 2011 @ 2:24 pm

  9. Concordo com você Lopes; o Rafinha não é santo nem demônio é só um humorista meia boca qe se acha; só penso qe tirar um cara do ar por uma piada sem graça é algo qe esbarra na liberdade de expressão, e aí a discussão é mais longa. Até entendo seu ponto de vista, olhando pelo lado da Band, mas penso qe a comparação com o Casoy vale; ainda qe a fala dele (muito pior mesmo qe a do Rafinha), tenha sido em off, ela foi para o ar e a Band deveria tê-lo repreendido. Só não o fez pq é mais fácil criticar garis do qe pessoas “endinheiradas” da sociedade qe podem tirar patrocinios do canal.

    Acho só qe perdemos muito tempo com esse assunto e pouco se falou desse outro, a meu ver mais grave: http://www.prpb.mpf.gov.br/news/mpf-processa-tv-correio-e-apresentador-por-exibicao-de-cenas-de-estupro-de-menor; ao ver isso podemos nos perguntar aonde vamos parar em termos de nível do qe é exibido na TV.

    Comment by Alexandre — October 11, 2011 @ 6:15 pm

  10. @Lopes, em nenhum momento o Rafinha foi tratado como nazista-psicota, aqui. Disse que ele falou uma estupidez, sem graça e descabida. Em outros lugares vi esse maniqueísmo exagerado. E como você mesmo disse: “mas na TV aberta ele tinha que ser cuidadoso”. Ele não foi cuidadoso e nem inteligente. Já o comentário do Casoy, mesmo em off, retrata o pensamento de uma parte da elite, que se acha muito superior aos demais, só por razões financeiras e/ou intelectuais. Talvez nem seja um crime, mas um desvio moral. E isso só posso lamentar.

    @ Alexandre, esse caso, na Paraíba, só confirma minha razão de criticar, e muito, esses progrmas policialescos.

    @ Leonardo-pe, o comportamento do Rafinha pós-Wanessa, retrata bem minha opinião acima. Ele não soube lidar com o problema e se afundou mais ainda.

    Comment by Marco Telinha — October 11, 2011 @ 11:10 pm

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