Da Nielsen Até a Fox Sports
Hoje a coluna vai ser no estilo curtinhas. E começo pela tentativa da Nielsen de entrar no mercado brasileiro de medição de audiência. Algo até interessante, para sair um pouco do monopólio do Ibope. A Nielsen se reuniu com as 4 maiores redes (fora a Globo) e colocou seu projeto. Mas a coisa empacou na hora da conta. O motivo é simples, as 4 redes teriam que arcar com todo o custo da empresa, por volta de 50 milhões. Tudo dividido em partes iguais. E esse valor é prá lá de inviável. Ainda mais quando a gente vê a Record e SBT cortando custos, a Rede TV atrasando pagamentos, a Band com medo de perder a “mesada” do RR Soares… Parece que não vai. Pelo menos nesses patamares. E o Ibope ainda vai reinar absoluto por um bom tempo. Ou até que alguém compre o instituto.
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Agora um fato que nem é tão novo, mas que esqueci de abordar antes. Depois de um longo e tenebroso inverno, a Oi e a Globo acertaram os ponteiros. No caso foi a Oi TV e a Globosat. Não que as diferenças tenham acabado. Não posso dizer isso, mas a parte comercial falou mais alto. E a Oi TV já anuncia alguns canais da Globosat em seus pacotes.
Por falar na Globosat, ela já está com chamadas pro seu novo canal, dedicado aos jovens, Off. Por enquanto são alguns teasers de 5 ou 10 segundos.
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Nessa área, de desentendimento entre operadoras de TV paga e as maiores redes, só falta um acordo entre a Via e a Rede TV. Mas nesse caso fica difícil saber quem está travando o acerto. A divergência é antiga.
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A Band é uma gracinha mesmo. O pessoal gosta de uma farra… De preferência em terras distantes, Indianápolis, Portugal e, futuramente, Argentina. Mas o divertido foi ver a justificativa pra realizar sua convenção na terra de Camões. Segundo eles o motivo foi 2012 ser o ano de Portugal no Brasil, e vice-versa. Ainda bem que não é o ano da Nova Zelândia.
Sobre a programação pro próximo ano, nada definitivo. Só a promessa de reforçar o horário da tarde. Santa perspicácia!! Como se fosse possível enfraquecer.
E antes que eu me esqueça, aquela chamada ligando a programação de 2012 com o “final do mundo” não pegou nada bem. Faltou criatividade e bom gosto.
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As novidades da Rede TV, Bola na Rede e Tema Quente, não foram tão bem de audiência. Pelo menos até onde vi. O Tema Quente então, metido em horário errado, ficou com frequência no traço. Como só vi um pedacinho, no site da emissora, não vou analisar o programa. Mas como montagem de grade, é nota 0.
Como citaram nos comentários, programa de 15 minutos (o Bola na Rede) já começa errado. O sujeito que esperar o intervalo comercial em outra emissora, quando trocar de canal o programa já está acabando. A minha idéia era de um programa bem mais abrangente. Tem muito que melhorar.
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A Band ficou tão empolgada com o Agora É Tarde que já planeja transformar o programa em diário. Só que aí complica e o tiro pode sair pela culatra. O bloco com os entrevistados, por exemplo, anda sendo frequentado pelo Dinei, Bruna Surfistinha e outros do mesmo naipe. Fica difícil. Ainda mais que o Superpop já explorou bastante esse tipo de “celebridades”. Não sobrou nem o bagaço da laranja.
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Não dá pra saber o que será da operação brasileira do canal Fox Sports. Mas o grupo é forte, tem negócios e acordos globais. A tendência é que, após a fase de implantação, venha a disputar o 2º lugar (no segmento) com a ESPN. Mas eu estou pensando num outro aspecto. A Globo (incluindo o Sportv) já tem algumas parcerias com a Band e o Esporte Interativo. A Record e o SBT não parecem muito interessadas no assunto. Sobra a Rede TV, que vem penando no esporte. Acho que uma “aliança estratégica” é algo interessante pros dois lados. Resta ver se há vontade para tal.

Já falei sobre isso no começo do ano, depois no meio do ano, antes do Pan, depois do Pan… E vou voltar ao ponto: a audiência de vários programas da Record anda derrapando na curva. E isso não é um problema localizado, de uma novela ou um telejornal. O caso vem se repetindo em toda a grade.
Vou tentar botar a pauta em dia. Alguns assuntos estão atrasados, outros acabei abordando nos comentários. E o primeiro desses temas foi levantado pelo Alexandre e Ramon, via comentários. É a troca de mãos dos direitos da Liga Europa. A Rede TV não vai mais transmitir o campeonato. E isso só confirma a minha estranheza com os rumos da emissora. Se é que existe algum. Eu fico olhando e tentando entender aonde querem chegar. Mas tá confuso. Muito.













Acho que os leitores já devem ter percebido. Em certos momentos eu assisto os programas que gosto, normalmente. Mas em outras ocasiões eu vejo programas pra “assuntar”. Caso contrário eu fico sem pauta pra escrever essa coluna. Mas no sábado ocorreu o efeito duplo, com o UFC na Globo. Eu já estava assistindo as lutas preliminares no Combate, mas botei na Globo pra ver o que iria acontecer. Pra “assuntar”.
Por falar na Rede TV, o Pânico entrou tão firme no terreno de criar “casos e polêmicas”, que nem parece mais um humorístico. Perderam a mão. E isso já tem mais de ano. Se a gente tirar a participação do Márvio Lúcio (Carioca) e algumas coisas do Eduardo Sterblitch, não salva nada. O Carioca é praticamente o único que ainda garante algumas risadas. Atualmente o Carioca é melhor “Jô” que o Jô original. O Ceará anda numa fase estranha, meio desinteressado ou sem tesão pelo ofício. O Evandro Santo está tão sumido que nem consigo saber se ele ainda tem quadro fixo ou não. O resto… Bem, o resto não é humorista não. Participa, e só.