December 28, 2011

Velha Raposa

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:47 pm
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Na última coluna eu falei um bocado sobre uma emissora de futuro incerto. Hoje vou no sentido inverso, tratando da emissora que está chegando, a Fox Sports. Mais algumas semanas e o canal estará disponível em algumas operadoras de TV paga.
O primeiro efeito da entrada do novo canal já está sendo sentido, especialmente pela Globo. Assim como acontece com a ESPN, a Fox Sports vai se valer da força de um grupo multinacional e bilionário. A primeira tacada acertou em cheio, Libertadores e Sulamericana. E isso afetará até a transmissão em tv aberta. A Globo não poderá mais regionalizar a transmissão dessas competições, é um jogo por seman e só. O Sportv e a ESPN também vão sentir o peso de um concorrente forte. O primeiro já perdendo os eventos citados acima.
É óbvio que o aumento da concorrência é algo salutar. Normalmente. Mas é preciso cuidado para evitar exageros e devaneios. E o que não falta é gente dizendo bobagens sobre a Fox Sports. Então é bom fazer uma pequena retrospectiva. O canal faz parte do “pacote Fox”. E esse pacote Fox está longe de ser o último pastel da feira. Tem os mesmos defeitos e qualidades dos outros grupos de mídia. Sem falar que alguns canais da Fox são “Bem Simples” pro meu gosto pessoal. Mas sempre vai ter quem goste. Especialmente aqueles que acham a grama do vizinho muito mais verde.
Também é bom informar que a Fox pertence ao grupo News Corporation, do sr. Rupert Murdoch. Não sei se todos conhecem as histórias e escândalos desse senhor e de suas empresas. O caso mais recente ocorreu com aquele jornal inglês, que fazia escutas clandestinas e ilegais. O Murdoch acabou fechando o jornal e jogando toda a responsabilidade nas costas de uma diretora do grupo. E isso é só um pequeno exemplo das atividades e manobras do sr. Murdoch e da News Corp.
O mais engraçado de tudo é ver um monte de gente dando vivas ao novo canal e achando que ficará livre da Globo. Pois fiquem sabendo que as Organizações Globo são um bebezinho se comparadas à News Corp. Isso pelo lado negativo da comparação. Sem esquecer que ninguém precisa esperar o canal Fox Sports pra se livrar do “monopólio” Global. Basta usar aquele aparelho novo, o tal controle remoto.
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Essa pressão inicial da Fox Sports não me surpreende. Era meio óbvia, ainda mais com o poderio financeiro do grupo. Mas a brincadeira não é tão simples assim. E eu duvido que a Fox vá continuar pagando valores altos e entrando em leilão por todo e qualquer evento esportivo. Nesse momento de lançamento do canal, e envolvendo produtos internacionais, é até viável. Eu quero saber como ficará depois.
Nesse aspecto dá pra fazer um paralelo entre a Fox Sports e a ESPN. Ambas pertencem a grupos poderosos e com tentáculos longos. Dinheiro não falta por lá. Mas nem por isso eles vão queimar suas “verdinhas.” Vocês acham que a ESPN Internacional não poderia despejar uns 100 ou 200 milhões e tirar vários produtos do Sportv? Poderia, sem dúvida. Mas o que adianta gastar 200 e ter 100 de receita? Dá até pra fazer isso num período curto. Mas nunca vi empresa aguentar prejuízo por muito tempo. E o mais provável é que o teto dessas negociações acabe definido pelo mercado. Nenhum canal vai pagar mais do que o mercado consegue pagar.
Um bom exemplo disso é o expressivo número de “nãos” que a Fox Sports andou recebendo ao tentar montar sua equipe. Dos nomes confirmados pelo canal o mais conhecido é o (bom) João Guilherme. Curiosamente o João pertencia à equipe carioca do Sportv, e não terá que mudar de cidade. E a maioria dos “nãos” veio de profissionais sediados em São Paulo. Parece que o pessoal está querendo um adicional pra trocar de cidade; e a Fox deve estar oferecendo salários de mercado. E não posso dizer que a emissora está errada nisso. Ir muito além dos valores de mercado é o caminho mais curto pro prejuízo. E prejuízo por muito tempo leva a falência. E não acho que a Fox Sports esteja buscando isso.
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O final de ano anda meio complicado pra Record. Parece que o SBT não é o único problema dos bispos. A torneira foi apertada. E, obviamente, o corte não atinge os que ganham milhões. Pega o trabalhador “braçal e pernal” mesmo. Só na Record do Rio foram mais de 250 demitidos. E é assim mesmo que funciona.
O complicado mesmo é ver o comportamento da Record. Sabem qual foi a resposta da Record quando a Folha publicou o caso das demissões? Perguntaram quantos funcionários a Folha havia demitido no mesmo período. É bem “lógico” mesmo. Ou seria, se a Record não tivesse certas atitudes pouco dignas. Lembro do começo do ano, quando o SBT demitiu uns 11 funcionários. A Record mandou o R7 e a fofoqueira de lá espalhar que as demissões estavam deixando apavorados os funcionários do SBT, que o clima era ruim e coisa e tal. Muito bem, e agora, como anda o clima entre os funcionários da Record? Tiveram um final de ano tranquilo e feliz?
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Em vez de cuidar de fazer televisão a Record está virando especialista em criar factóides, manipular dados, desfocar notícias… Como se isso fosse o bastante pra atrair os telespectadores. Mas a estratégia não vem funcionando muito bem.
Outro dia eu falei sobre o “domingo alegre” que a Record teve, com o Gugu vencendo o Faustão na audiência. E a emissora não perdeu tempo pra enaltecer o fato. Até demais. Vejam só a propaganda que a emissora fez pra divulgar os dados de audiência. Pelo gráfico deles 10 é a metade de 11. E olha que não é a primeira vez que praticam essa “esperteza”. Ao contrário, a malandragem é especialidade da casa.
gráfico manipulado da record
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A gente nunca sabe o que vai sair da cabeça da maioria dos diretores de televisão. Mas é aconselhável que os gênios da Record risquem “Aprendiz” e “João Dória Jr” do caderninho. Não funciona. Já deu. Game Over!
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Os gênios da Barra Funda também estão sofrendo pra achar uma arma pra enfrentar a Fátima Bonner Bernardes. As duas especulações ventiladas, Ana Hickman e Ana Paula Padronete, são péssimas. No caso da ex-modelo, ainda arriscam perder uma audiência confortável no domingo. Mesmo com o baixo nível e os quadros surrados, o Tudo É Possível ainda consegue uma audiência boa e um faturamento razoável. Sem falar que, o que a pernuda vai acrescentar ao Hoje Em Dia? Vai fazer mais merchans? Vai voltar com a carinha de moça simpática?

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December 23, 2011

Crise Anunciada

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 7:32 pm
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rede tvNos últimos meses os leitores acompanharam o quanto eu falei sobre os problemas da Rede TV e a dificuldade em entender o comportamento e decisões de seus donos. Está tudo registrado, é só fazer a busca interna. Por isso nem vou repetir tudo novamente, só um trecho da penúltima coluna:
“Não ficarei surpreso se ocorrer uma “mudança radical” no próximo ano. E por mudança radical eu quero dizer a venda da emissora. Ou isso ou acabar como uma CNT², loteando 80% da grade.”
E nesta semana tivemos a confirmação de que a Rede TV continua atrasando salários de funcionários. Esses rumores já vinham de algum tempo. E a emissora só se preocupava em rebater as denúncias. Agora não dá mais. E não será afastando um ou mais profissionais que a Rede TV vai resolver seus graves problemas. Mesmo que o regulamento interno proiba que os funcionários façam comentários e divulguem notícias sobre assuntos internos da empresa. Se a empresa não cumpre sua obrigação básica, porque os funcionários deveriam? Sem falar que eu nunca vi emissora alguma reclamar quando algum funcionário usa a internet pra propagandear programas ou pra defender a empresa.
E vamos combinar, esse negócio de trabalhar e não receber é osso. E eu sei muito bem como é isso, já passei pelo mesmo problema. Tudo que o sujeito tem pra “vender” é o seu trabalho. Daí a empresa vem e não paga pelo produto trabalho. É como se eu pegasse um produto sapato e não pagasse por ele. Não sei como vocês chamam isso, mas pra mim é roubo. E não conheço ninguém que goste de ser roubado.
Não que isso vá ajudar muito, mas gostaria de parabenizar a atitude corajosa da Rita Lisauskas, que denunciou o problema da emissora. Fez muito bem. Ser explorado e ficar calado é atitude de gente covarde. E os covardes não ajudam nem a si mesmos, nem aos demais.
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Uma das poucas vantagens de ter um pouco mais de idade é saber e ter vivido mais experiências que a maioria. Pois eu lembro bem o que aconteceu com a Manchete em seus últimos anos. Era claro o desmantelamento da emissora, a saída de artistas e funcionários, o sucateamento da programação… Até chegar à falência do Grupo Bloch. O governo da época conseguiu a proeza de separar o passivo da empresa (incluíndo-se as dívidas trabalhistas) e apenas passar a frequência pros donos da Rede TV. Os funcionários da Manchete ficaram com o pincel na mão. E os sócios da Rede TV puderam iniciar seu projeto sem qualquer ônus. Uma mágica, que só acontece em certas republiquetas tropicais.
O projeto inicial da Rede TV era até interessante. Isso se o discurso fosse realmente verdadeiro. Como não tinham poderio pra bater de frente com as redes mais populares de então (Globo e SBT), focaram no público A/B. Apesar do improviso e da falta de estrutura, a coisa até que andou. Lembro de uma época em que a Rede TV estava com uma grade estabilizada e com a audiência muito próxima da Band. O problema maior era a falta de cobertura nacional.
Me parece que essa “facilidade” inicial provocou um relaxamento nos donos da emissora. E a busca por uma programação mais popular. Quando apareciam reclamações e críticas, os donos diziam que o próximo objetivo era a construção do CTD, que isso serviria de suporte para novos programas, para voos mais altos. Terminaram o CTD e pouca coisa mudou. Objetivamente pelo menos. A emissora continuava patinando e os problemas iam sendo empurrados pra baixo do tapete. Até chegarmos ao final de 2010, quando a Rede TV tentou comprar o Brasileirão. Talvez fosse o seu “cavalo de Tróia” pra invadir o reino das grandes redes. Talvez fosse uma cortina de fumaça. Ou um lance do poquer, onde o jogador aposta todas as fichas que tem. Mas deu em nada. E 2011 é isso que a gente tá vendo.
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Eu ainda lembro de um outro fato que ocorreu na época em que o Amilcare e o Marcelo de Carvalho receberam a concessão da Manchete. Muito criticavam a escolha, dizendo que não eram do ramo, que seria uma aventura arriscada, que geraria um novo problema. E ainda defendiam que a concessão fosse passada para um grupo mais tradicional. Não sei dizer até onde essas opiniões eram isentas. Até porque algumas dessas críticas eram publicadas em jornais e revistas de grupos que poderiam desejar a concessão. Também não sei dizer se o Grupo Abril, o Estadão, a Folha ou alguma outra empresa do setor tinha vontade (e dinheiro) pra bancar a empreitada e bater de frente com as maiores redes. Também não posso assegurar que o ministro das Comunicações de então bloqueou algum grupo de mídia ou direcionou a decisão final. Pouca gente sabe o que realmentou se passou nos bastidores. É preciso depurar o que é publicado.
O fato real é que as tentativas mais recentes de criar uma nova rede de televisão foram um fiasco. Seja por ser um braço político do governo, seja por ser uma aventura inconsequente, seja por total incapacidade administrativa. O resultado final é isso que vemos na Rede TV, o que aconteceu com a CNT (Rede OM nos primórdios) ou com a TV JB.
Parece que a política e o papo de bastidores é que decidem a coisa. E talvez os interessados prefiram deixar tudo assim, sombrio. É muito mais fácil dar uma concessão pro João quando ninguém sabe os critérios utilizados. Ou renovar a concessão de uma emissora de modo automático e injustificável. Infelizmente a concessão só é pública no papel. Na real, ela é governamental. E uma única pessoa controla a “chave do cofre”. Essa pessoa sabe bem pra quem entregar a concessão; mas nunca aparece quando uma emissora dá um calote ou acaba falindo. Assim, até eu!
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Já abordei o problema do controle externo das emissoras em muitos momentos. E alguns leitores também defenderam opinião semelhante. E, novamente, lembro que isso não é controlar a opinião ou a programação das emissoras. Isso é definir parâmetros de quando, como e onde. A regulamentação deve ser clara, objetiva e aberta. Até pra se cobrar o eventual descumprimento. O mesmo vale pra distribuir as concessões. A regulamentação deve definir quem, como, por quanto tempo, além de exigir garantias financeiras de quem deseja a concessão. Até para que o cidadão possa entender e escolha do sr. X ou da empresa Y.
Mas esses assuntos não são prioridade para nossos governantes, legisladores, ou donos de emissoras. Preferem o esquema atual, onde tudo é decidido em uma sala acarpetada de Brasília. De modo bem obscuro.
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Essa coluna foi meio séria demais. Mas o assunto não permitia muita informalidade. Paciência.
Desejo aos leitores um Natal com menos presentes, menos bebidas e comidas e mais fraternidade e paz de espírito. O aniversariante agradece.

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December 20, 2011

I Need a Penny

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 6:02 pm
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É hora de dar uma paradinha, tomar um gole de água (ou suco de cevada) e relaxar. Temos mais uma bela edição de belas no Belas & Barangas. E todas as escolhidas de hoje tiveram uma passagem pelo SBT. A primeira belezoca é uma americana que não segue o padrão das periguetes, drogadas e malucas que a mídia tanto gosta. Muito pelo contrário, ele segue a linha low profile. É tranquilex, cabeça boa, longe dos holofotes e confusões. Talvez por isso poucos a conheçam. Sem falar que ela também não segue o padrão físico das gringas secas. É bem jeitosinha. Tanto é que deixa os fãs do Big Bang Theory bem ligados no seriado. Basta ouvir o Sheldon gritando “Penny, Penny, Penny…” e já sabemos que a loirinha vai dar o ar da graça. Pena que o SBT fez uma c*gada com o seriado e já cortou sua exibição. Agora só dá pra ver a Kaley Cuoco (sobrinha do Francisco Cuoco :P ) na Warner. Caso ainda não conheçam a Kaley “Penny” Cuoco… (atenção pra 3ª foto)

kaley cuocokaley cuoco pennypenny big bang theory

E agora um vídeo divertido onde a Kaley Cuoco tenta explicar o uso de um estranho equipamento de…. Ah, nem sei pra que as mulheres usam isso.

A segunda (Editado para remoção das imagens)…

A terceira escolhida eu vi zapeando rapidinho. Passei pelo SBT bem na hora da reprise de Fascinação. E fiquei fascinado com a Regiane Alves, novinha e toda toda. Essa é lateral direita do Baixinhas Lindas Esporte Clube.

regiane alvesregiane alves

Eu já tava com a postagem fechada quando me aparece a musa do Tevezona, Paloma Tocci, perguntando se seria ignorada no especial de fim de ano. Ela ainda falou que ficou 3 horas se arrumando pra ficar bonita pra galera. Mentira da grossa, ela não leva nem 30 segundos pra ficar lindona. Vejam se estou mentindo:

paloma tocci linda

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December 17, 2011

E o Segundo Lugar Vai Pra…

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 7:55 pm
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rede record Já perdi o número de vezes em que critiquei os erros e mancadas da Record. Fato que vem se multiplicando nos últimos tempos. Tanto que alguns leitores ficaram com a impressão de que é perseguição. O mesmo que ocorreu lá no início do site, quando eu reclamava da bagunça que o Sílvio Santos fazia na programação do SBT. Mas, pombas, a culpa é minha??
A Record vem e coloca aquela porcaria de Marcas da Vida no ar. Eu vou e meto a borduna no programa. Daí vem gente dizer que eu tenho má vontade com a emissora. Ora, é a Record que tem má vontade comigo. E com muitos espectadores. Tanto que a audiência ficou naquela base de 2/3 pontos. E a emissora cortou o programa. Pra colocar a História de Ester (Ester sem acento, segundo o logo deles) no lugar. Não custa lembrar que a série já havia fracassado na primeira exibição. E foi ainda pior na reprise. E os gênios da Record decidiram limar a coitada da Ester. Só não sei o que vão colocar no lugar. A idéia inicial era fazer um “esquenta” pra estréia de Rei Davi.
Essas atitudes da Record lembram (e muito) o panorama do SBT de uns 3 ou 4 anos. Colocavam um seriado; cortavam no meio da temporada. Estreiavam um programa e tiravam do ar sem nem pensar no que haviam errado. Novelas e telejornais mudavam de horário todo mês… O resultado final foi a fuga da audiência. E a Record vem seguindo o mesmo roteiro.
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Tudo isso que venho falando não é só uma questão de gosto pessoal ou má vontade com a TV de primeira. A audiência confirma as minhas críticas. No último dia 15, por exemplo, a Record perdeu do SBT tanto na média dia quanto na média 24 horas. Sim, ficou num merecido 3º lugar. Mesmo fato que já vem ocorrendo um diversos Estados.
Outro fato importante é que nesse dia, 15/12, nenhum programa da Record alcançou os dois dígitos. Os melhores ficaram com 9 pontos de média. Se quiserem pesquisar a audiência da Record no mesmo 15/12 do ano passado… Mudou muito. E pra pior.
O mais grave dessa situação é que o problema agora não é apenas no período da tarde. Esse problema é antigo e a Record nunca investiu mais pesado pra consertar o estrago. Atualmente a queda afeta quase todos os programas. As novelas andam com metade da audiência de outros tempos, o Jornal da Record vive entre 4 e 6 pontos, CIS já saturou, o Chris então… Praticamente só os programas de auditório conseguem atingir a meta. E mesmo assim não estão muito longe do SBT.
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A situação da Record tende a piorar em 2012. O primeiro motivo é que o SBT vai, finalmente, se “livrar” de Amor e Revolução. Arrisco dizer que se não fosse essa novelinha o SBT já estaria sólido no 2º lugar. Além das duas novas novelas o SBT ainda está preparando outros programas pra enfrentar a rival. Especialmente na linha de shows, o seu forte.
O segundo motivo de preocupação é o novo programa da Fátima Bernardes. Tá claro que a novidade visa frear o Hoje Em Dia, que já não está tão bem assim. Acho que a Globo está uns 2 ou 3 anos atrasada nesse plano. Comeram mosca, e por muito tempo.
Não tenho bola de cristal, mas é muito provável que essa briga matinal, entre Globo e Record, acabe ajudando o SBT. As duas primeiras vão brigar pelo mesmo público, e o SBT vai ficar tranquilão com seus desenhos.
É certo que a direção da Record já sentiu a pressão. E vai pro contra-ataque. Só não sei se terão capacidade pra reverter a situação. O histórico não é muito positivo.
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Mas a Record não é a única que anda fazendo cara feia ao ver os relatórios de audiência. A situação da Rede TV é crítica. Anda cada vez mais longe da Band. E pior, até a Cultura vem tendo uma média dia melhor.
É claro que essa queda na audiência não é obra do acaso. A Rede TV vem perdendo eventos, programas, pessoal, vendendo espaço pra igrejas… E os donos estão em outro mundo. Literalmente! Festas, viagens, projetos mirabolantes… Não ficarei surpreso se ocorrer uma “mudança radical” no próximo ano. E por mudança radical eu quero dizer a venda da emissora. Ou isso ou acabar como uma CNT², loteando 80% da grade.
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A Band é outra que tá com o 2012 cinzento. Eu leio as notícias e só vejo aquele mesmo papo: novo programa da Galisteu, novo programa pro Datena, querem a Márcia Goldsmith de volta, vão tentar um novo projeto pra Sílvia Poppovic… Ô meu pai!!
O curioso é ver que o responsável pelas “novidades” da Band está com uma vida de deputado. O argentino passa 3 dias no Morumbi e o resto da semana na terra dele. Só gostaria de saber se uma Fiat ou uma Embraer são administradas assim.

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December 14, 2011

Dominguinho do Loirinho

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:34 pm
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Hoje a coluna será no estilo curtinhas. E seguirá assim até Janeiro; estou meio que de férias. Se é que pobre tem isso :P Mas vamos aos assuntos. O primeiro fato relevante foi a audiência deste domingo. A Globo teve umas das piores (ou a pior) médias de sua história. A “tragédia” teve o ápice com o Faustão perdendo pro Gugu, fato que, salvo engano, só ocorreu em algumas oportunidades, quando o loirinho ainda estava no SBT.
O lado positivo do ocorrido é que ele tira um bocado do glamour da programação dominical da Globo. Quebra um pouco (bem pouquinho mesmo) da prepotência de alguns. O ponto negativo é que foi trocar seis por meia dúzia. Convenhamos, o Programa do Gugu não pode (e nunca poderá) ser um exemplo de qualidade na televisão. É só um amontoado de apelações e assistencialismo.
A vitória do Gugu também serviu de consolo pra Record. A emissora, desde o começo do ano, vem sentindo o bafo do SBT no cangote. E até perdendo o 2º lugar em algumas praças. É um alento pra Record, mas não indica qualquer sinal de recuperação consistente.
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Essa queda da audiência da poderosa, no primeiro domingo após o Brasileirão, foi ótima pra confirmar algo que sempre defendi. Agora ficou evidente que o futebol ainda tem um peso considerável na montagem de uma grade de programação de qualquer rede de televisão. Mesmo que alguns não gostem e defendam teorias contrárias. E chega de repetirem o discurso burro de que o futebol não dá a mesma audiência que dava na década de 80 ou 90.
Vamos entender o seguinte, nada dá a mesma audiência de 20 anos atrás. Nem futebol, nem novelas, nem filmes, nem programas de auditório. Naquele tempo o espectador só tinha uns 5 canais pra escolher. Hoje tem dezenas. E ainda tem a internet, videogame, DVD… Sem falar que a oferta de produtos aumentou. E muito!! No meu tempo de moleque praticamente só os jogos da seleção passavam ao vivo. Era um joguinho aqui, uma corrida ali, uma partida em VT. E só! Hoje tem jogo praticamente todo dia. Até 3, 4 ou 5 jogos se contarmos os canais fechados. O mesmo vale pras novelas, filmes, seriados e demais programas. A audiência está se fragmentando. E essa fragmentação vai aumentar a cada dia. É inevitável. Ponto final!
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Muita gente falou sobre o esforço da Globo pra atenuar as imagens mais violentas do UFC. Ok, até entendo isso. Mas não dá pra fazer isso de qualquer modo. Como foi o caso do Bom Dia Brasil da segunda. Final de bloco e o Chico Pinheiro estava citando os assuntos do próximo bloco, incluindo aí as lutas do UFC. E as imagens mostravam partes das várias lutas. Passa o intervalo e começa o bloco de esportes, com o Chico e o Lacombe narrando e comentando. E entrou o VT com cenas da primeira luta, essa sem sangue espirrando. E aí cortaram o VT, deixando o Lacombe vendido, olhando pros lados, buscando monitor e tentando contar como foram as lutas. Segundo o Ernesto houve um problema no VT.
Então tá, vou fazer de conta que o VT estava normal nas cenas (normais) da primeira luta. E deu tilt na hora das lutas seguintes, com muito sangue e até um braço quebrado. Sei, sei… Aposto todos os 7,00 que tenho na carteira que o diretor só percebeu o nível das imagens quando já estavam rodando ao vivo. E só deu tempo de berrar aquele famoso “corta essa porra”.
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O pessoal pode achar que é implicância minha, mas… Vejam só, o Bandsports, assim como outros canais, também está transmitindo o Mundial de Clubes. Mas é daquele jeito. Não tem nenhuma equipe no Japão. Nem ele e nem a Band. E eu nem vou comparar com o Sportv. Não, o impressionante é que até o SBT, que não tem nada com o fato, está com uma equipe de reportagem lá. O SBT, gente!!!
Francamente, não sei onde o pessoal da Band espera chegar com esse tipo de coisa. Na hora de enviar uma equipe pra cobrir um evento importante e que eles estão transmitindo, lembram de cortar despesas. Na hora de uma BLT (boca livre total) pra centenas de convidados, em Portugal, não falta dinheiro. Tá bem…
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Outro dia reclamei da qualidade do streaming que o Esporte Interativo está colocando em algumas transmissões. Bem, ontem eu vi algumas entradas do André Plihal, direto do Japão, pra ESPN, via internet. Entradas ao vivo, é bom lembrar. Tirando o delay, enorme, as imagens eram bem aceitáveis. Com uma qualidade, digamos assim, SD. Dava pra perceber uma boa diferença entre a imagem do estúdio e do link, mas só com uma televisão em alta definição. Numa TV de tubo a pessoa nem notaria a diferença.
Eu não sei dizer se o problema do EI está no streaming, na geração das imagens, na banda do link, no equipamento ou qualquer outra coisa. Mas existe jeito de passar imagens pela internet com qualidade. Podem pedir umas dicas ao pessoal da ESPN.
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Vocês já viram a propaganda que a CBF está passando em alguns canais? Vale a pena assistir a “piada”. Mas só pela curiosidade mesmo. Ou pra perceber que a “ONG do futebol” está com dinheiro sobrando. O sr. Ricardo só esqueceu de botar o Nazário como garoto propaganda. Talvez assim conseguisse iludir uma meia dúzia de 8 ou 9.

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December 11, 2011

Ópera Bufa

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 7:10 am
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Muitas vezes eu tento explicar uma situação ou defender uma opinião e preciso digitar quase 30 linhas, indo de A até Z. Mas hoje vou usar alguns vídeo pra ilustrar o texto e facilitar a compreensão. E vou começar a coluna com um assunto que abordei na última edição: A tal festa do Brasileirão. O problema não foi a falta de um envelope com os indicados ou a não presença de um ou outro convidado. Isso é até tolerável. O mais grave foi ver que a “idiotização da imprensa esportiva” está se alastrando como um vírus perigoso. Um vírus descontrolado. Tanto quanto o Thiago Leifert está descontrolado na sua idéia de virar um novo integrante do Zorra Total. Nem vi a festa inteira, só os “melhores momentos”. E só pelos melhores momentos já deu pra notar que o Thiago quer fazer piada em toda e qualquer ocasião. Como se ele tivesse virado um integrante do Pânico. Até chegar ao ponto de, com a entrada do Diego Souza, pedir que o jogador repetisse a dancinha do gol contra o Flamengo. E o jogador negando. E o Thiago insistindo, querendo que o Diego ensinasse a dancinha pro governador. E o jogador repetindo que não. Até o momento em que o Thiago Leifert resolveu repetir a coreografia sozinho, balançando as pernas igual um boneco inflável. Sem dúvida, o Thiago Leifert é o autêntico João Sorrisão!
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Essa idiotização virou uma febre, em praticamente todas as emissoras. É dancinha num lado, é boneco no outro, é rojão pra lá, piadinhas pra cá… Provavelmente as emissoras entendem que é isso que o espectador deseja. Talvez seja. E talvez venhamos a assistir cenas como essa, de um programa esportivo da TV italiana:

Caso alguém não tenha entendido a cena, vou explicar: o tonto é um narrador milanista. No meio do programa ele resolveu abraçar a apresentadora, Simona Tironi, e falar alguma bobagem (que não entendi). A apresentadora, sem chamar a atenção, pegou as mãos dele e meteu uma unhada violenta. No bloco seguinte ele já apareceu mostrando as marcas da unhada, enfaixando as mãos e seguindo com a palhaçada.
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Há algumas semanas tivemos uma rodada do Brasileirão em que o Corinthians jogou as 18h. E, obviamente, a atenção dos programas esportivos estava voltada pro jogo do Timão. Mas não só isso. Eles praticamente estavam assistindo o jogo nos monitores espalhados pelo estúdio. No Belas na Rede o Ronaldo sentou na frente de um monitor e ficou quase narrando o jogo. Os programas viraram uma pequena arquibancada, com os comentaristas (torcedores) vidrados na tela dos monitores.
Não cheguei a comentar o fato aqui, mas lembrei disso quando o Renan (no Futebol e Companhia) contou uma passagem do Crack Neto, escalado pra comentar um jogo e praticamente mudo, assistindo o jogo do seu time no monitor.
Talvez isso seja bom pra audiência das emissoras. Deve agradar parte do “eleitorado”. Mas eu acho que seria mais honesto fazer igual algumas emissoras italianas, tipo essa do vídeo acima. Nessas emissoras, que não possuem os direitos de transmissão do campeonato, eles botam os monitores de costas e ficam narrando o jogo. Um dos programas mais famosos é do senhor que levou a unhada no vídeo anterior, Tiziano Crudeli. Vejam só como é feita a narração, com o Robinho perdendo um gol feito:

E os debates pós-jogo:

Se alguém gostou é só buscar pelo nome do narrador no Youtube. Tem um monte de vídeos do tipo.
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Já perdi o número de vezes em que reclamei do Esporte Interativo, mais preocupado com o “fala muito” e esquecido de cuidar do conteúdo de sua programação. Mas agora o EI deu uma “bola dentro”. Falo do Mundial de Handebol, transmitido com exclusividade. Tá bem, o handebol não é o último pastel da feira. Mas não é tão ruim assim, pra ser ignorado pelas emissoras abertas e fechadas. E pro EI, tá de bom tamanho. A emissora não pode esperar só pelo filé. Até porque isso tá com as grandes redes. Tem mais é que exibir o vôlei, basquete, judô, futsal, handebol, talvez a natação, quem sabe o tênis…
Agora vem a parte ruim. A transmissão dos jogos estava correta. Talvez gerada pela organização, não sei dizer. Mas no intervalo e após as partidas o Esporte Interativo está exibindo reportagens e comentários, enxertados na transmissão. E a qualidade das imagens é deplorável. Imagens borradas, com quadriculados, travamentos… Igual aqueles streaming que a gente encontra pela internet. Numa época em que se fala em TV digital, HD, 3D e outras modernidades, não dá pra engolir imagens do nível de uma Tekpix.
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Não sei quem aí pega o sinal digital do satélite C2. Mas fica o aviso, tem alguns canais novos. Dois eram do mox que estava sendo usado pela emissora do Valdemiro. Agora tem a TV Cristã e um canal rural, o Bom Negócio. A outra novidade é a Mox TV, ainda na base de programas terceirizados, como o Feiras & Negócios, Esporte e Motor, um programa de ginástica, de saúde e tais. Não é grande coisa, mas, de graça… Basta fazer uma busca cega e atualizar a lista de canais.

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December 7, 2011

Vergonha Alheia

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 12:24 pm
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fatima bernardes patricia poetaÉ difícil ter uma semana em que não fiquem assuntos pendentes. Vou pegar alguns deles hoje. Mas antes disso eu começo com dois momentos de extrema “vergonha alheia”. O primeiro momento foi aquela festa bizarra pra premiar os melhores do Brasileirão. Nem sei quem é o responsável pela “organização” do evento. Provavelmente a CBF, com um ou dois dedos da Globo. Não importa. Aquilo foi patético. Ainda mais quando alguns dos envolvidos estarão participando da Copa do Mundo. Se não conseguem nem organizar a entrega de alguns troféus…
O lado divertido da bizarrice foi ver a “desenvoltura” de alguns políticos e cartolas. Tá bem que eles estavam “vendidos”, mas me fizeram lembrar os bonecos gigantes de Olinda. Era um negócio de balançar os braços, virar pra direita, pra esquerda… O “canal campeão” poderia ter passado sem esse mico.
O segundo momento “vergonha alheia” ocorreu no JN da segunda. Só peguei o final do jornal, já com o tio Bonner falando da mudança e a Poeta entrando no estúdio. Que coisa mais patética! Fiquei esperando o Fausto Silva pra apresentar o “essa é a sua vida”. Mas não tivemos o Faustão, era o Jornal Nacional mesmo. E ficaram lá, por uns 15 minutos, exibindo clipes com a Fátima e a Poeta, uma entrevista, abraços, afagos, desejos de boa sorte… Aí eu pergunto: E o Kiko? Não poderiam fazer a “festinha” no Vídeo Show, no Domingão, no Programa do Jô, no Mais Você?? Sem falar que, nunca antes, na história do Jornal Nacional, uma troca de apresentadores havia recebido tanto confete. Totalmente ridículo!!
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Na última coluna eu havia dito que não gostei da indicação da Patrícia Poeta, sem entrar em muitos detalhes. Mas aí o Renan deixou um comentário lembrando o estilo da Poeta, que até se encaixa no Fantástico, mas fica longe do padrão de um telejornal mais tradicional.
Não vou fazer um histórico da Fátima Bernardes, mas eu lembro de quase 90% da carreira dela. Desde o tempo de reportagens de rua, eventos importantes, RJ TV, Jornal da Globo, Fantástico, Jornal Hoje… E ainda tivemos as participações em Olimpíada, Copa do Mundo e mais alguns momentos importantes. Gostando ou não, ninguém pode dizer que caiu de paraquedas. Não foi um Frankstein, criada em laboratório.
Já a Patrícia… Não consigo lembrar do seu início. Talvez por ser uma repórter meio chinfrin. De repente aparece ela como garota do tempo. Função que, convenhamos, não exige tanto. E ficou lá por um tempinho. Até que deu-se aquele “pobrema” com o seu marido e os dois foram deslocados pra terra do Obama. E ela virou correspondente na Big Apple. Tinha o glamour das reportagens na Turislândia, mas faltava a ralação diária que lapida um bom jornalista. Terminado o “exílio”, volta ao Brasil e já é escalada pra apresentação do Fantástico. Apresentava e, eventualmente, fazia alguma reportagem light, cercada de 50 produtores e editores. E agora, finalmente, chega ao ápice do jornalismo tupiniquim.
Caso eu não tenha sido claro ao dizer que não gostei, agora apresentei os motivos. Não é um caso de simpatia ou antipatia. São fatos. Do modo que vejo.
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Vamos aos assuntos pendentes. O primeiro foi lembrado pelo Alexandre, ao falar da quase unanimidade nacional no momento decisivo do Brasileirão. Eu até havia visto uma reportagem (não lembro onde) que questionava vários torcedores, em SP e outras capitais, sobre sua preferência em relação ao título. A grande maioria, incluindo aí flamenguistas, tricolores e botafoguenses, dizia torcer pelo Vasco. Mas isso poderia ser uma reportagem maquiada. Só que o sentimento anti-corintiano era latente. Bastava conversar com os conhecidos. Das pessoas com quem falei, tirando os corintianos, obviamente, só encontrei um torcendo pelo Corinthians.
Não quero criar uma tese acadêmica, mas esse repentino “amor” pelo Vasco não é obra do acaso. Nem é bairrismo; até porque mineiros, gaúchos, paranaenses, baianos, cearenses e demais brasileiros estão mais preocupados é com seus times. Nem é a tradicional rivalidade entre o Corinthians e os demais clubes paulistas. Acho que 90% disso é fruto dos exageros da “timão press”. Aquela famigerada imprensa que tenta crescer subindo nas costas de um clube de massa. Sendo ou não torcedores do time. Na verdade o Corinthians é secundário pra essa gente, eles estão mais preocupados é com a audiência (discutível), com seus programas, com seus salários, com seu marketing pessoal. Na hora em que o clube tá ferrado, é roubado ou é largado na 2ª divisão, nenhum aparece. Estavam todos dando tapinha nas costas do iraniano.
Nem posso dizer que o clube é culpado por essa conivência com a “timão press”. É exposição na mídia, vale pros patrocinadores, aumenta a receita. Nenhum dirigente vai pensar na exposição negativa ou na rejeição. É a visão simplista. Paciência!
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Outro assunto pendente ocorreu durante o lançamento do livro do Boni. Talvez pra chamar a atenção pro livro, o ex-poderoso da poderosa resolveu relembrar a infeliz participação da Globo nas eleições de 89. Ele contou que chegaram a colocar uma maquiagem no Collor pra que ele parecesse suado, com jeito de quem estava num ringue. Isso durante os debates eleitorais.
Nessa época eu era garoto, ainda no colégio. Mas já tinha alguns professores mais politizados e não era raro parar a aula pra ficarmos falando dos candidatos, partidos, ideologias… A coisa fervia. É claro que ninguém (da turma) votava, mas todos tentavam influenciar os eleitores conhecidos. E a argumentação era acalorada. Muito, muitíssimo, mais quente que o que temos atualmente.
Apesar da idade eu percebia muito do que rolava na época. Não tinha nada de maquiagem, a interferência era muito maior. E não foi só coisa da Globo. Todo e qualquer orgão de imprensa usa o seu poder pra influenciar a opinião pública. Era, é, e sempre será assim. Não se iludam. A diferença é que a Globo era um caminhão de 40 toneladas, as outras eram uma moto, bicicleta… E não é preciso que agora, em 2011, o Boni venha falar na maquiagem do Collor. Isso serve pros desinformados. Ou pra imprensa que busca factóides. Quem quiser saber os fatos é só consultar os arquivos do jornal O Globo. Logo no dia seguinte ao resultado daquela eleição. Vão encontrar uma entrevista com o dono, Roberto Marinho. E nessa entrevista ele confirmou o óbvio, que havia apoiado o Collor por achar a melhor opção e blá, blá, blá… Não é achismo e nem livro de memórias. Tá lá no jornal.

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