Fora da Bancada
Os leitores do site não têm a menor obrigação de saber tudo que eu já escrevi aqui. Ainda mais que já foram milhares de tecladas. Mas eu tenho que guardar um “banco de dados” com as principais coisas que já abordei. Até por isso ainda não resolvi quando vou fazer uma limpeza e deletar as colunas mais antigas. Elas podem, eventualmente, ter utilidade. É o caso do assunto de hoje. Quero falar da saída da Fátima Bernardes da bancada do JN para embarcar no projeto de um novo programa. A idéia é colocar a Fátima na apresentação de um programa matinal da Globo.
E eu estou muito confortável pra falar sobre isso. O motivo é simples, vejam essa coluna AQUI (a parte inicial). Agora reparem na data. Sim, Agosto de 2007. O site ainda começava e eu já cobrava algumas mudanças na Globo. Reclamava da acomodação e da falta de ousadia em tentar coisas novas. E fiz isso em vários momentos. E o caso da Fátima Bernardes foi só um exemplo. Se eu gostasse de bancar a pitonisa teria um prato cheio. Não faz meu estilo. E quando cito algumas previsões acertadas é mais pra fazer graça. Pra zombar do fato de que até eu, um “zé ninguém”, consegue enxergar o óbvio. Nem é lá um grande mérito.
O lado preocupante dessa mexida na poderosa é que ela me parece mais obra do acaso (vontade da Fátima) do que um processo natural de qualquer empresa. Posso estar enganado, mas não vejo sinais evidentes de que a Globo esteja saindo de estado de letargia dos últimos tempos. A única sinalização clara é a busca de um estilo mais popular. E isso mais por necessidades mercadológicas do que por vontade própria.
Há alguns dias eu falei sobre os programas que embarcam no marasmo e ficam se repetindo infinitamente. Isso é a morte, na televisão. O mesmo vale pros profissionais. Nada contra quem opta por passar 30 anos na mesma função, na mesma mesinha, fazendo as mesmas coisas. Mas pra mim isso é uma prisão. Um castigo.
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Li algumas coisas na internet sobre essa nova fase do JN e da Fátima Bernardes. Mas não aguentei ir muito longe. Desculpa, mas o povo fala muita m*! Dá um tempo! Desde quando é preciso ter um casal na bancada de um telejornal? Pouco me importa se é um homem, um casal, duas mulheres, um gay… E o que interessa a vida pessoal do William e da Fátima? Qual o interesse se eles continuam ou não casados? Ora, deixa isso pro Nelson Rubens. Ou pra quem comprou a fantasia do casal perfeito e feliz. O meu negócio é outro. E passa muito longe de fofocas.
Também não tenho muita paciência pra esse papo maniqueista que rola quando falam do casal. Metade do povo enxerga um casal fofinho, encantado, harmônico, utópico e blá, blá, blá. A outra metade vê duas serpentes, porta-vozes do mal e causadores de todas as desgraças da humanidade. Tá bem. Pra mim a Fátima é uma profissional acima da média. Desde a época de repórter de rua, sempre cumpriu bem a sua função. E não chegou onde chegou por favor ou por motivos obscuros. E sabemos que isso existe. Bastante.
O fato é que um ciclo chegou ao fim. E é preciso ter sagacidade pra perceber a transição. Ela entendeu isso, diferente de alguns outros, que parecem um samba de uma nota só.
Se o novo programa da Fátima vai dar certo, não é possível dizer ainda. Mas já valeu pela tentativa.
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Agora vem a parte ruim da história. Os fãs da Poetisa que me desculpem, mas… Não gostei!! NADA!! Até dá pra tolerar a Patrícia, o Zeca e cia bela no Fantástico. São ótimos, especialmente pra quem NÃO vê o programa ![]()
A maior parte das pessoas ligou a escolha da Patrícia Poeta ao marido dela. Eu não sei; se for o caso, só confirma tudo aquilo que já falei antes. É um atestado de pouca capacidade. De qualquer modo, eu preferia alguns outros nomes. Sem me aprofundar muito, posso citar a Renata Vasconcellos, a Maria Beltrão, a Ana Paula Araújo… Isso se a cadeira for feminina. Sem esquecer que a Renata e a Ana Paula já assumiram o posto em algumas oportunidades, cobrindo folga dos titulares. E não foram mal.
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Ontem (ou anteontem) vi a entrevista do Trajano no programa do Juca Kfouri. Foi um pouco piegas, quase uma homenagem entre amigos. Mas eu estava mais interessado em algum fato novo sobre a troca no comando da ESPN, sobre o futuro da emissora e coisas do tipo. O primeiro fato relevante foi a menção ao Sportv e a avaliação da concorrência entre os dois canais. Foi mais correta que outras declarações do mesmo Trajano, em outros tempos. Também achei interessante a sua análise sobre a dificuldade de iniciar e comandar um projeto como a ESPN. Ele falou que pra coisa funcionar o chefe precisar aplicar uma dedicação total. E mais um pouco. Não tem família, passeio, folga, feriado, hora, sono… Absoluta verdade.
E isso me fez lembrar o caso de certas emissoras. Os donos passam 1/3 do tempo no exterior, 1/3 no avião, 1/3 aqui. E o resultado final é aquilo que a gente já sabe. E que eu já falei demais. Dá pra adivinhar facilmente.
Não tenho nada com a vida pessoal de ninguém. Podem viajar, passear, namorar, casar… O que não dá é pra tocar uma emissora assim. Não vai funcionar. Se a prioridade for essa, que contratem uma pessoa do ramo, deleguem poderes, estipulem metas e cobrem resultados. E fiquem só como acionistas.

