Furos Furados
Esse mês de Fevereiro teve algumas coisas curiosas. Foi mais agitado do que eu poderia imaginar. E serviu pra repetir antigas lições, que muitos ainda não aprenderam. Especialmente na nossa mídia. E os caras continuam insistindo nos mesmos erros de sempre. Especialmente quando confiam demais nos “furos” ou quando tentam bancar a pitonisa.
Tudo bem que o povo esquece rápido, mas cadê o pessoal que garantia a venda do Band Sports para o grupo Fox? Não que a possibilidade seja improvável, mas eles davam isso como negócio fechado. Não é verdade?
Outro que quebrou a cara, com seu “furo furado”, foi aquele famoso comentarista, que agora pode até ser chamado de Juca Kfora. Ele passou as últimas semanas danda data, hora e até o local onde o Ricaço Teixeira iria renunciar à presidência da CBF. E por várias vezes ele editou o seu blog para retificar (e ratificar) alguns detalhes. E vários colegas foram no embalo, já dando como certa a saída do Teixeira. Não que tal fato não possa ocorrer. Mas, até o dia de hoje…
Curioso também foi ver a apresentadora e “opinadora” do SBT, Raquel Sheherazade, tomando um chá de sumiço durante o carnaval. Até porque, se tivesse coerência, teria que criticar a cobertura que sua atual emissora fez. E é como dizem, o mundo dá muitas voltas.
Em certos casos a culpa maior nem é da imprensa. Mas, talvez, em confiar nas informações e datas que as emissoras divulgam. Foi o caso da Band e seu Donos da Bola. Deram data e hora da estréia. Ontem eu dei uma cutucado no controle e tudo que vi foi um daqueles programas de quiz sendo exibido na Band. Hoje a emissora estava com o SP Acontece de volta. Vai entender a Band.
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Por falar na Band… Eles voltaram com aquele discurso da época da Copa de 2010: querem disputar o 3º lugar com o SBT. Ok, desejar é uma coisa normal e até louvável. Ainda mais quando a emissora está pra colocar a nova grade no ar. Mas o discurso não resolve nada se não for acompanhado por ações fortes e corretas. A Band já deveria ter aprendido a lição de 2010. Ou aprendido com a mesma “prosopopéia flácida” que a Record usou em vários momentos. Isso não resolve nada.
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Também é preciso lembrar que a Band precisa fazer alguns ajustes na programação dominical, com a entrada do Pânico. Começa pelo 3º Tempo, que recebe uns 6 ou 7 pontos do futebol e nunca consegue segurar a audiência. Em parte por causa do conteúdo e das bobagens, em parte pelo excesso de propagandas. Mas o 3º Tempo, quase sempre, acaba com 2 pontos; ou menos. E isso é pouco pra entregar ao Pânico. Por mais que o departamento comercial esteja satisfeito, acho que deveriam repensar o programa e tentar segurar o público.
Outro ponto é avaliar bem o que vai entrar na sequência do Pânico. Eu cansei de repetir que a grade deve ser montada com o objetivo de manter e ampliar o público que estiver sintonizado. E perder o mínimo possível. Daí a minha dúvida. Vai entrar o Canal Livre na sequência?? Fala sério! Isso é um tiro no pé.
Ninguém pediu meu conselho, mas, se fosse pra palpitar, eu abandonaria a exibição diária do 24 Horas e botaria ele após o Pânico. Dentre os atuais produtos da Band é o que melhor funcionaria nas noites de domingo.
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O SBT não planeja grandes mudanças na sua atual grade. Nem pequenas. Mas eu acho que alguns programas podem ser limados. Rapidamente. Não agregam audiência e nem faturamento (caso do Quem Convence Ganha Mais ou o programa que a Helen Ganzarolli apresenta aos sábados).
Mas eu sei que o SBT não vai fazer grandes investimentos nesses horários. Ok. Mas existem algumas opções de custo mais baixo. Uma delas me ocorreu quando fiz a última atualização da seção Belas & Barangas. Foi quando citei o seriado O Jim É Assim. O SBT sempre se deu bem com sitcoms familiares. Basta lembrar de Um Maluco no Pedaço, Eu a Patroa e as Crianças, Arnold, etc… Não seria tão complicado abrir uma faixa de sitcoms populares (lá pelas 8, 8:30 da noite) e tirar Corações Feridos do embate direto com o JN e a novela da Globo.
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Tudo bem que o mês correu no embalo do carnaval e isso ajudou um pouco. Mas fico espantado com a audiência do Esquenta. Talvez por culpa minha, que não assimilo programas tão popularescos. Mas o Esquenta é tão bom assim, pra dar 10 de média e picos de 14 pontos? Se alguém puder fazer um desenho explicando o programa, agradeço. Por enquanto eu estou boiando.
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No domingo eu acompanhei 2 bons jogos, pelo campeonato inglês e pela Copa da Liga da Inglaterra. E, curiosamente, a ESPN deu aquele zoom que eu tanto cobrei, removendo as faixas horizontais. Ou seja, deixando no formato 16:9 simples. Pode parecer uma bobagem, mas melhora bastante pra quem está assistindo. Mesmo que o zoom tire as margens laterais da imagem. Isso raramente corta algum movimento com a bola.
Resta saber se a ESPN vai adotar isso definitivamente ou se vai do humor da coordenação.
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Ontem vi um pedaço do novo programa do Esporte Interativo, Dois Toques. Não entendi o motivo de tanto segredo. Acho que a única novidade mesmo é a banqueta onde ficam sentados o Gimenez e o Henrique Marques. É meio alta, parece ser desconfortável. De resto é mais do mesmo. Nem vou perder meu tempo repetindo as críticas.
Não é o assunto que mais entendo, mas já passou da hora do EI contratar um profissional pra projetar e construir cenários. Aquilo que eles têm, em todos os programas, é do tempo em que se amarrava cachorro com linguiça. Não seria má idéia investir um pouco no visual. Ou, pelo menos, ser mais criativo.



























Já saiu o resultado deste carnaval. A campeã foi a Record. E tenho certeza que o Edir e seus bispos devem lamentar que o carnaval dure tão pouco tempo. O motivo é simples, a Record não alterou sua programação, não exibiu nenhum especial, não gastou nenhum centavo extra. Mas conseguiu índices que há muito não conquistava. Incluíndo o primeiro lugar no Ibope em vários momentos. E a festa foi na Barra Funda.
Logo que conecto eu entro aqui no site pra ver se tá tudo em ordem. Só depois é que vou conferir as notícias, emails, sites e blogs. E foi justamente aqui, por meio de um comentário do Sérgio Clemente, que fiquei sabendo da transferência do Pânico pra Band. Alguém ficou surpreso? É quase impossível. O verdadeiro espanto foi o programa durar tanto tempo na balbúrdia administrativa que é a Rede TV. A saída do programa era uma bomba armada, só esperando a detonação.
Por muitas vezes eu reclamei da fixação das emissoras com certos programas. Basta que atinjam uma audiência boa e viram o último pastel da feira. E tome mais do mesmo. Nessa hora ninguém lembra que existe o desgaste do produto ou a saturação. Acabam espremendo a laranja até a última gota.
Eu não sou tão diferente da maioria das pessoas. E também pego antipatia por certas emissoras. Não só por causa do dono ou de suas atitudes. No fundo eles são bem parecidos, seja o Murdoch, o Edir, ou o clã dos Marinho. O problema maior é a atitude das emissoras e o pouco caso que fazem do telespectador. Duvidam, firmemente, da nossa inteligência. E até estão certas em muitos casos, mas…