February 28, 2012

Furos Furados

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 4:35 pm
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Esse mês de Fevereiro teve algumas coisas curiosas. Foi mais agitado do que eu poderia imaginar. E serviu pra repetir antigas lições, que muitos ainda não aprenderam. Especialmente na nossa mídia. E os caras continuam insistindo nos mesmos erros de sempre. Especialmente quando confiam demais nos “furos” ou quando tentam bancar a pitonisa.
Tudo bem que o povo esquece rápido, mas cadê o pessoal que garantia a venda do Band Sports para o grupo Fox? Não que a possibilidade seja improvável, mas eles davam isso como negócio fechado. Não é verdade?
Outro que quebrou a cara, com seu “furo furado”, foi aquele famoso comentarista, que agora pode até ser chamado de Juca Kfora. Ele passou as últimas semanas danda data, hora e até o local onde o Ricaço Teixeira iria renunciar à presidência da CBF. E por várias vezes ele editou o seu blog para retificar (e ratificar) alguns detalhes. E vários colegas foram no embalo, já dando como certa a saída do Teixeira. Não que tal fato não possa ocorrer. Mas, até o dia de hoje…
Curioso também foi ver a apresentadora e “opinadora” do SBT, Raquel Sheherazade, tomando um chá de sumiço durante o carnaval. Até porque, se tivesse coerência, teria que criticar a cobertura que sua atual emissora fez. E é como dizem, o mundo dá muitas voltas.
Em certos casos a culpa maior nem é da imprensa. Mas, talvez, em confiar nas informações e datas que as emissoras divulgam. Foi o caso da Band e seu Donos da Bola. Deram data e hora da estréia. Ontem eu dei uma cutucado no controle e tudo que vi foi um daqueles programas de quiz sendo exibido na Band. Hoje a emissora estava com o SP Acontece de volta. Vai entender a Band.
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Por falar na Band… Eles voltaram com aquele discurso da época da Copa de 2010: querem disputar o 3º lugar com o SBT. Ok, desejar é uma coisa normal e até louvável. Ainda mais quando a emissora está pra colocar a nova grade no ar. Mas o discurso não resolve nada se não for acompanhado por ações fortes e corretas. A Band já deveria ter aprendido a lição de 2010. Ou aprendido com a mesma “prosopopéia flácida” que a Record usou em vários momentos. Isso não resolve nada.
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Também é preciso lembrar que a Band precisa fazer alguns ajustes na programação dominical, com a entrada do Pânico. Começa pelo 3º Tempo, que recebe uns 6 ou 7 pontos do futebol e nunca consegue segurar a audiência. Em parte por causa do conteúdo e das bobagens, em parte pelo excesso de propagandas. Mas o 3º Tempo, quase sempre, acaba com 2 pontos; ou menos. E isso é pouco pra entregar ao Pânico. Por mais que o departamento comercial esteja satisfeito, acho que deveriam repensar o programa e tentar segurar o público.
Outro ponto é avaliar bem o que vai entrar na sequência do Pânico. Eu cansei de repetir que a grade deve ser montada com o objetivo de manter e ampliar o público que estiver sintonizado. E perder o mínimo possível. Daí a minha dúvida. Vai entrar o Canal Livre na sequência?? Fala sério! Isso é um tiro no pé.
Ninguém pediu meu conselho, mas, se fosse pra palpitar, eu abandonaria a exibição diária do 24 Horas e botaria ele após o Pânico. Dentre os atuais produtos da Band é o que melhor funcionaria nas noites de domingo.
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O SBT não planeja grandes mudanças na sua atual grade. Nem pequenas. Mas eu acho que alguns programas podem ser limados. Rapidamente. Não agregam audiência e nem faturamento (caso do Quem Convence Ganha Mais ou o programa que a Helen Ganzarolli apresenta aos sábados).
Mas eu sei que o SBT não vai fazer grandes investimentos nesses horários. Ok. Mas existem algumas opções de custo mais baixo. Uma delas me ocorreu quando fiz a última atualização da seção Belas & Barangas. Foi quando citei o seriado O Jim É Assim. O SBT sempre se deu bem com sitcoms familiares. Basta lembrar de Um Maluco no Pedaço, Eu a Patroa e as Crianças, Arnold, etc… Não seria tão complicado abrir uma faixa de sitcoms populares (lá pelas 8, 8:30 da noite) e tirar Corações Feridos do embate direto com o JN e a novela da Globo.
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Tudo bem que o mês correu no embalo do carnaval e isso ajudou um pouco. Mas fico espantado com a audiência do Esquenta. Talvez por culpa minha, que não assimilo programas tão popularescos. Mas o Esquenta é tão bom assim, pra dar 10 de média e picos de 14 pontos? Se alguém puder fazer um desenho explicando o programa, agradeço. Por enquanto eu estou boiando.
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No domingo eu acompanhei 2 bons jogos, pelo campeonato inglês e pela Copa da Liga da Inglaterra. E, curiosamente, a ESPN deu aquele zoom que eu tanto cobrei, removendo as faixas horizontais. Ou seja, deixando no formato 16:9 simples. Pode parecer uma bobagem, mas melhora bastante pra quem está assistindo. Mesmo que o zoom tire as margens laterais da imagem. Isso raramente corta algum movimento com a bola.
Resta saber se a ESPN vai adotar isso definitivamente ou se vai do humor da coordenação.
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Ontem vi um pedaço do novo programa do Esporte Interativo, Dois Toques. Não entendi o motivo de tanto segredo. Acho que a única novidade mesmo é a banqueta onde ficam sentados o Gimenez e o Henrique Marques. É meio alta, parece ser desconfortável. De resto é mais do mesmo. Nem vou perder meu tempo repetindo as críticas.
Não é o assunto que mais entendo, mas já passou da hora do EI contratar um profissional pra projetar e construir cenários. Aquilo que eles têm, em todos os programas, é do tempo em que se amarrava cachorro com linguiça. Não seria má idéia investir um pouco no visual. Ou, pelo menos, ser mais criativo.

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February 25, 2012

Belas em Série

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 8:31 pm
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Estou meio atrasado com a seção Belas & Barangas; culpa do Carnaval. Mas tudo bem, hoje temos mais algumas beldades. Todas internacionais. Algo em comum? Sim, todas elas tiveram destaque em seriados que passam (ou passaram) na TV.
A primeira escolhida é uma ruiva (loira em alguns momentos) que me chamou a atenção no seriado Desaparecidos (Without a Trace). O nome dela é Poppy Montgomery. Não é tão famosa, mas acho que vocês vão reconhecer pelas fotos. Ela tem um bom potencial, mas acho que exagerou um pouco na magreza. Basta reparar na foto nº 09, onde ela está na rua, de vestido preto. Pela batata da perna dá pra ver que falta um pouquinho de carne. Mas de resto está bem. Ah, a penúltima foto é um wallpaper da Poppy.

poppy montgomerypoppy montgomerypoppy montgomery desaparecidos

poppy montgomery
wallpaper poppy montgomerypoppy montgomery

Aí eu aproveito pra incluir a colega dela no Desaparecidos, Roselyn Sanchez. Acho ela um pouco menos bonita. Mas não dá pra desprezar. E a última foto é um wallpaper, caso gostem.

rosely sanchezroselyn sanchez wallpaper

Vocês viram a gatinha que está na última foto da Poppy Montgomery? Como diria aquele narrador famoso: que beleza! Ela faz a Dana, cunhada do Jim Belushi no seriado According To Jim. Atualmente o seriado só passa no Sony, mas já esteve no SBT como O Jim É Assim. E bem que poderia voltar pra alguma emissora aberta, é bem legall. Ainda mais pra gente conferir a Kimberly Williams Paisley. Essa tem um rosto de boneca. Ou eu tô errado? Pô, ajuda aí!

kimberly williams paisley

Já chega ou ainda querem mais? Tá bem, tenho a faixa bônus. E o bônus é uma morena com cara de safadinha. Ela faz a irmã da gordinha no seriado Mike & Molly. Esse seriado é bem fraquinho. Só serve mesmo pra conferir a Katy Mixon. Aí sim!! Aliás, quem assiste 2 Homens e Meio deve lembrar da Katy Mixon, ela fez um episódio divertidíssimo onde se casava com o Charlie. Mas já era casada com um corno manso da vida. Hehehe.

katy mixon

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February 23, 2012

Unidos da Barra Funda

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 6:14 am
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rede recordJá saiu o resultado deste carnaval. A campeã foi a Record. E tenho certeza que o Edir e seus bispos devem lamentar que o carnaval dure tão pouco tempo. O motivo é simples, a Record não alterou sua programação, não exibiu nenhum especial, não gastou nenhum centavo extra. Mas conseguiu índices que há muito não conquistava. Incluíndo o primeiro lugar no Ibope em vários momentos. E a festa foi na Barra Funda.
Nem vou discutir aqui se gostar ou não gostar de carnaval é menos ou mais errado. Isso é problema de cada um. Eu estou falando de um produto de televisão. Produto que já foi até nobre; lembro dos meus tempos de garoto. Hoje em dia está ficando meio monótono. Principalmente pra quem fica assistindo pela tv. É muito desfile. Muito axé. Muito “bastidores”. Não há quem aguente tamanho massacre. Satura, tudo satura. E folião mesmo é quem vai pras ruas, não quem fica no sofá. O cara do sofá está vendo o que a televisão oferece. Isso quando não dorme no meio do desfile. Ou quando não se enche de tantas cantoras baianas e tanto “tira o pé do chão”. Nessas horas o sujeito sente vontade de trocar de canal. A Record que o diga. E festeje.
Acho que já está na hora do pessoal de tv repensar alguns conceitos. E nem digo isso por preferência pessoal. Estou falando em números, audiência. E começando pela Globo, que não deve ter alcançado nem a metade da audiência que conseguia com os desfiles em outros tempos. Digamos que a luz amarela já acendeu. Na Band a luz está vermelha há tempos. A audiência de sua cobertura do carnaval baiano nunca rendeu nada acima de 2 pontos. E neste ano foi do mesmo jeito: 1 ponto, 1,5 , 2… O SBT também não foi nada bem. Eu até dou um desconto pois só começava a transmitir lá pelo meio da madrugada. Mas as reprises de 2 Homens e Meio davam mais audiência. Resta ver como será no desfile das campeãs. E se compensa insistir nisso.
Até a Rede TV, que conseguia picos de audiência (quase colando na Globo), durante alguns momentos dos “bastidores”, andou bem mal. Mas também, com o naipe daqueles “repórteres” que eles inventam… Menos mal que o dr. Rey não teve um faniquito com o ataque de bundas que sofreu :P
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É nessas horas, de grandes eventos, que a nossa mídia (falando por grande parte da sociedade) mostra o seu lado mais escroto. Vejam só, eu estava tentando fugir da folia e de qualquer menção ao fato. Mas isso é impossível. Até mesmo no “maior canal de notícias do Brasil”. Pois é… Estou lá assistindo a Globo News e, tomados pela euforia momesca, eles conseguiram garimpar uma notinha, elogiando os blocos de rua do Rio, no site do NYT (salvo engano). Vocês não imaginam a entonação ufanista ao lerem a notícia. Parecia que um brasileiro havia descoberto a cura da AIDS e do câncer no mesmo dia.
Rodei mais um pouco e eis que estou de volta ao Globo News. Estava começando o programa da Mônica Waldvogel. O assunto era o Oscar. E sobre o Oscar, existe uma frase do cineasta Frank Capra que define bem o evento. Podem pesquisar pela internet. Mas tá, iriam debater o Oscar e a produção preparou uma matéria sobre os indicados e favoritos. Felizmente não temos nenhum filme brasileiro concorrendo neste ano; pra decepção da imprensa vira-latas. Mas a produção não deixou barato, arrumou um desenho animado, dirigido por um brasileiro, pro povão torcer e massagear o ego vazio. Sério, disseram que o Brasil teria pra quem torcer neste ano.
CATZO! Isso não é mais nem complexo de vira-latas. Isso tá mais pra complexo de senzala. Complexo de senzala de uma elitezinha escrota e subserviente. Cambada!!
(Não sabem o que é complexo de senzala? Tá certo, isso é invenção minha. Qualquer dia eu explico o significado).
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Mudando um pouco o assunto, o Esporte Interativo está divulgando sua nova grade, que entra na próxima semana. Basicamente é o mesmo, só mudando alguns horários.
Curioso mesmo é que o único programa novo, eles não divulgam o nome e nem o conteúdo. Só dizem que será apresentado pelo Alexandre “um forte abraço” Gimenez e pelo Henrique Marques. Pombas, que bela estratégia de marketing. Deve ser um programa realmente revolucionário. A concorrência deve estar apavorada.
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No último Ver TV estavam debatendo a cobertura do carnaval na televisão. Assisti só o primeiro bloco, mas foi bem interessante ver o Paulo Stein contando como a Manchete entrou na transmissão após a Globo desistir do desfile. E fez melhor que a Globo. E isso considerando que, então, não tinha nem 2 anos de inaugurada. Pena que eu não tinha idade pra ver e entender o que acontecia. Mas teria sido muito bom.
Hoje em dia temos emissoras com 30, 40 anos e que não conseguem nem dar um passo fora da risca. E outra que quer vencer a Globo na base do grito. Mas, como diz aquela música, bola na trave não altera o placar. Nem o Ibope!

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February 18, 2012

Sem Pânico

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 2:15 pm
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pânico na tvLogo que conecto eu entro aqui no site pra ver se tá tudo em ordem. Só depois é que vou conferir as notícias, emails, sites e blogs. E foi justamente aqui, por meio de um comentário do Sérgio Clemente, que fiquei sabendo da transferência do Pânico pra Band. Alguém ficou surpreso? É quase impossível. O verdadeiro espanto foi o programa durar tanto tempo na balbúrdia administrativa que é a Rede TV. A saída do programa era uma bomba armada, só esperando a detonação.
Nem é preciso muito esforço pra lembrar que essa possibilidade já havia sido cogitada em vários momentos. Falaram na Record, no SBT, na Band. Até a Globo entrou como interessada no programa. Mas aí eu acho que foi mais boato. No caso da Record o programa iria bater de frente com a linha “ideológica” da IURD; acabaram levando alguns integrantes avulsos. Pro Sílvio pesou mais a questão da multa contratual e o (então) foco em tirar apresentadores da Record.
Mas agora, diante da crise sistémica da Rede TV, a Band se aproveitou e desfalcou, ainda mais, a concorrente. Coisa que, por mais que alguns não gostem, é habitual no mundo dos negócios. É justamente nesse momento que o mais forte se aproveita. Ou vocês imaginariam a Band investindo em atores e apresentadores da Globo?
Vendo pelo lado da Band, a entrada do Pânico é uma cartada boa. A audiência do programa, mesmo com os problemas dos últimos anos, por volta de 10 pontos, deve migrar em peso pro novo canal. E será um grande reforço pro melhor dia da Band; basicamente montado sobre o futebol. Sem esquecer, principalmente, do aspecto comercial, que a Band tanto preza. O Pânico já faturava muito na Rede TV e certamente irá render ainda mais pra Band. Se a Band já vendia todos os espaços do CQC, com metade da audiência, imagina agora.
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Mas nem tudo são flores, caro “telespec”. A Band vai ter muito trabalho pra deixar o Pânico parecido com o que já foi em outros tempos. O programa já havia sofrido a perda de alguns bons integrantes. E a reposição não foi no mesmo nível. Depois o Pânico mudou o seu viés e passou a focar mais em personagens e “causos”. Até chegar ao cúmulo de transformar produtores em “artistas”. Sem esquecer que é bem perceptível o racha interno. A relação interna e o espaço de alguns integrantes já não é mais o mesmo. Parece que só a grana ainda segura alguns na troupe.
Mas eu tenho lá as minhas dúvidas se a Band vai meter a mão nesse vespeiro. Pode acabar piorando uma situação já ruim. E vale lembrar que esse tipo de problema é corriqueiro no atual cast da emissora.
Também é aconselhável que a Band vá com calma nessas investidas ao elenco da Rede TV. Pode acabar levando laranja podre e goiaba bichada.
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Já pra Rede TV… Ah, aí o bicho pega. Já vinha perdendo um tantão de eventos e profissionais. E agora perdeu as duas pernas. O Pânico era a maior audiência e faturamento da emissora. E a segunda audiência era a reprise do Pânico! Não tem jeito. O castigo vem a cavalo. Ou vai de avião, pra Nova Iorque, Paris, Milão… Um dia ele te encontra!
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A Band já está quase fechando a grade deste ano. Uma das “estreias” anunciadas é a volta do seriado 24 Horas. Só faltava comprar e deixar na gaveta, né… Mas a Band vai cometer o mesmo erro que todas as emissoras brasileiras cometem. Ela insiste na exibição diária do seriado. Exceto pela quarta, dia de futebol. E não custa lembrar que esses seriados (Obamistas) são produzidos em temporadas de 20 a 25 episódios. E acho que todos já sabem que a Globo exibiu todas as temporadas, não faz tanto tempo assim.
Não dá! Aí é forçar muito a paciência do telespectador. Já basta o que a Record faz com o CSI.
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Outro dia li, em algum lugar, gente criticando a Record por ficar afastada do carnaval. Pois eu acho que ela faz muito bem. Primeiro que ela não tem a “cara da folia”. Depois que já tem carnaval na Globo, Band, SBT, e até na Rede TV, com aquela bizarrice de bastidores. Já é o bastante. Vamos deixar uma emissora, aberta, como opção pra quem não gosta do reinado de Momo.
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E, para aqueles que esquecem da vida nestes dias de carnaval, tenho um vídeo interessante. Primeiro por ser muito raro ver um jornalista fugindo do TP e falando algumas verdades. Daquelas verdades que nossos políticos odeiam ouvir. Depois pro povo não esquecer que a festa dura uns 5 dias, mas os problemas do nosso cotidiano são quase eternos. Infelizmente.
Caso ainda não tenham visto, eis a Neila Medeiros, do Jornal do SBT de Brasília, rebatendo um secretariozinho mequetrefe e bobagento:

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February 14, 2012

Saturando o Telespectador

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 2:36 am
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Por muitas vezes eu reclamei da fixação das emissoras com certos programas. Basta que atinjam uma audiência boa e viram o último pastel da feira. E tome mais do mesmo. Nessa hora ninguém lembra que existe o desgaste do produto ou a saturação. Acabam espremendo a laranja até a última gota.
E isso vale pra todas as emissoras. Não vejo nenhuma com discernimento ou preocupação em valorizar o produto. O caso mais recente ocorre com o SBT e as reprises de novelas mexicanas. Nem vou entrar na questão da qualidade das novelas ou no fato de ser a 4ª ou 5ª reprise. E também sei que são produtos baratos, já dublados, populares, e que o SBT não tem produtos melhores para o horário. Mas não é correto iniciar uma novela (Maria do Bairro) antes mesmo de acabar Marimar. Também não é muito recomendável enfiar 4 novelas em sequência. Pelo menos numa rede aberta. Aliás, nem 4 novelas e nem 4 qualquer coisa. É demais. E a boa audiência, 2º lugar firme, não pode ser justificativa pra tudo.
E o mesmo se aplica ao Agora É Tarde, que a Band pretende transformar em programa diário. Coisa que ele já quase é. Não dá. Esperem algum tempo e vejamos se não tenho razão.
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Como eu já falei N vezes, tudo que acontece na Globo é superdimensionado. Tanto para o bem quanto para o mal. Dia desses eu estava reparando nos esportivos da hora do almoço. A Globo tem o seu já tradicional GE. O programa tem menos de 20 minutos de duração, já incluindo os intervalos. E, apesar de vários problemas, consegue cobrir os principais campeonatos de futebol, a liga de basquete, a liga de vôlei, automobilismo, um pouco de tênis, natação… A falha mais grave é, como a maioria das emissoras, dar mais atenção aos eventos que transmite.
Já a Band tem o Jogo Aberto. São quase 2 horas de programa, incluíndo aí a edição regional. E ainda tem o SP Acontece (ou outro nome, em breve), com mais 1 hora. Agora peguem papel e caneta e anotem a pauta do Jogo Aberto. Futebol, futebol, futebol… Só em raros momentos, como a etapa brasileira da Indy, é que lembram de outros esportes. E mesmo essa cobertura do futebol é muito concentrada. Vocês sabem…
Gostaria muito de saber o motivo de tamanho descaso da Band. Seria muito difícil, em 2 horas, abrir uns 10 minutos pra falar de outros esportes? Será que isso vai derrubar a “gigantesca” audiência do Jogo Aberto?
Outra coisa que eu gostaria de saber é a reação dos “cri-cri” se a Globo tivesse um programa de 2 horas falando exclusivamente de futebol.
Ah, eu não tenho nada contra o futebol. Muito pelo contrário.
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Por falar na Band e no futebol… Por várias vezes eu citei o departamento comercial da emissora. O pessoal pode achar que é zoação, mas nem tanto. Os caras vendem bem!! Até demais. Já contaram quantas cotas do futebol 2012 a Band vendeu? Eu contei, são 7!! E ainda tem aquele tal “lance Lukscolor”, a menção dos “naming rights” e qualquer outro espaço disponível. Só não vendem mais por falta de tempo no intervalo dos jogos. É um fenômeno.
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Recentemente tivemos aquela greve dos policiais na Bahia. Mas podem ficar tranquilos, não vou abordar o fato. Não faz parte da pauta dessa coluna. Vou falar de publicidade. Sim, isso mesmo. E só neste ano o governo da Bahia está patrocinando o carnaval em 3 redes de televisão. Sim, 3 redes de televisão.
Sei muito bem que várias cidades e Estados fazem propaganda pra divulgar seus eventos e atrair turistas. É normal. Mas antes de pensar em propaganda é bom saber se os governos estão com dinheiro pra saúde, educação, saneamento, segurança…
Também foi curioso ver a reação da TV Aratu diante da cobertura que o SBT fazia da greve. E nem foi por alguma causa mais nobre. A Aratu estava mais preocupada em manter as boas relações com o governador. Pois é…
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E voltamos com aquela novela chata, envolvendo a Céu, a Rede e a Raposa Esportiva. Agora foi a vez da Sky usar as redes sociais e pedir que os assinantes pressionem a Fox para colocar a Libertadores no Speed e FX. Ora, ora, ora… Como se os assinantes não tivessem coisa mais importante pra fazer. Francamente!!
Depois disso veio um narrador da Fox Sports rebater. Ele pediu pros assinantes pedirem o pay-per-view do futebol na GNT, Telecine e Globo News. Que argumento imbecil. Como se a Globo já não tivesse uns 10 canais do Premiere pra isso. Francamente²!!!
Quando começarem os beliscões e puxões de cabelo, me avisem.
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Se os assinantes quiserem mesmo reclamar… Domingo de noite eu fico quase 100% nos programas esportivos. Mas num dos intervalos eu resolvi zapear um pouco. Fui indo, indo, até que vi um programa sobre tecnologia no HBO Plus. Como gosto do assunto resolvi parar por uns minutos. Mas, estranhamente, a narração estava em inglês. E sem legendas. Fiquei olhando pro controle, tentando imaginar se precisa ativar a legenda oculta. Mas aí começou a entrevista com o diretor de uma empresa eletrônica, e estava com legendas. Voltou a narração; sem legendas. E foi indo assim. Um programa 50% legendado.
Mas aí ninguém fala nada, ninguém reclama… E vão pagando a conta.

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February 9, 2012

Negócios da Fox Sports

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:39 pm
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fox sports logoEu não sou tão diferente da maioria das pessoas. E também pego antipatia por certas emissoras. Não só por causa do dono ou de suas atitudes. No fundo eles são bem parecidos, seja o Murdoch, o Edir, ou o clã dos Marinho. O problema maior é a atitude das emissoras e o pouco caso que fazem do telespectador. Duvidam, firmemente, da nossa inteligência. E até estão certas em muitos casos, mas…
A Fox Sports (Raposa Esportiva, caso não saibam inglês) está entrando firme nesse seleto grupo. Já encheu a minha paciência. E olha que nem consegui ver o canal ainda. Talvez hoje eu ache o jogo da Libertadores pelo Speed ou FX. Mas eu nem reclamo tanto por não assistir esse ou aquele jogo. Sou do tempo em que praticamente não exibiam jogos ao vivo na TV. Era um VT, do clássico, umas 3 horas depois. E só!
A encrenca maior é esse atropelo que a Fox criou. Repito: que ela criou. Não adianta jogar a responsabilidade pros outros. Esse argumento é muito pueril. Aqui não, violão. Podem até me convencer, mas é preciso apresentar argumentos mais sólidos. E até agora tá tudo bem nebuloso.
A Fox Sports chegou aqui anunciando que tinha centenas de milhões, que estava montando a sede, contratando sua equipe, negociando eventos. Ok, muito bonito. Mas isso é responsabilidade dela. Assim como é a negociação com as operadoras. Não adianta jogar o peso nas costas do assinante. Mesmo que alguns incautos aceitem servir como massa de manobra. E que falem mais como torcedores do que consumidores.
O fato definitivo é que o canal já está operando e sua distribuição é capenga. Ou nem isso, a Oi e a Telefonica (onde a Fox Sports está presente) tem pouca penetração no mercado. E isso é de total responsabilidade da Fox. Seja por confiar demais num acordo com as maiores operadoras, seja por desleixo.
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Eu já falei antes e insisto: não tem peixe pequeno nesse negócio. Só tem tubarão. Começando pela Fox (ou News Corp). Daí custo a crer que ela tenha sido tão inocente nessa história. Prefiro acreditar que ela sabia do risco. E pagou pra ver. E o resultado é esse que temos.
Mas é bom lembrar certas coisas. Estamos falando de empresas, não de entidades filantrópicas. E são empresas concorrentes. Cada uma buscando mais vantagens pra si. A Sky que pagar menos, a Net idem, a Fox quer receber mais, a Warner idem… Qual a surpresa? Em que mundo vocês estão? Estamos falando de negócios. E eu nunca vi uma Fiat (por exemplo) preocupada com a Ford ou o Santander querendo ajudar o Itaú. Muito pelo contrário.
Talvez muitos não saibam mas os canais fechados são vendidos como qualquer outro produto. A distribuidora compra por X, marca 2X, e entrega pro assinante. O fato do assinante comprar um pacote fechado acaba encobrindo esses valores. E é por isso mesmo que eu defendo a liberdade do assinante para montar o seu pacote. Isso vendo pelo lado de cá.
Eu tenho um dado (não oficial) sobre o Band Sports. Até onde sei o canal recebe 1 Real por cada assinante. E as operadoras cobram por volta de 2 do assinante. Daí custo a acreditar que a Fox esteja pedindo o valor que apareceu em alguns sites, 6 Reais por assinante. É um valor impraticável pra quem quer entrar nos pacotes básicos. É um valor alto até mesmo pros pacotes “top”. Se a gente considerar que a Fox Sports (hoje) praticamente só tem um grande evento e ainda está montando a sua programação, é muito caro. Outro ponto que reforça minha tese é o acordo com a Oi e Telefonica. Duvido, muitíssimo, que elas estejam pagando 6 Reais pra Fox. Nunca! Nem lá na Austrália!
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Agora quero falar sobre os assinantes. Vamos deixar de ser babacas, tá! Querem reclamar com as operadoras? Então liguem e reclamem dos preços, da falta de mais canais no pacote básico, dos infomerciais, dos intervalos gigantescos, dos filmes e seriados repetidos 400 vezes, do sinal que some com qualquer chuvinha… Vocês trabalham pra Fox? Recebem algo do Sportv? Recebem da ESPN? Acho que não. Na verdade vocês pagam pra elas. Então é bom ficar de fora dessa briga maniqueista. Deixa que eles se resolvam. E vão se acertar, podem acreditar.
Também é bom ir devagar nessa coisa de demonizar um lado e santificar o outro. Isso é tolice. Da grossa. Se houvesse um santo nessa história ele deveria, aí sim, liberar o sinal (FTA) por uns 3 meses pra todos os assinantes. E nesses 3 meses a Fox poderia fechar um acordo com quem quisesse. Não é mesmo???
Mas, pela centésima vez, estamos falando de empresas privadas. Negócios. Dinheiro. Agora parem e me digam o que vocês fariam se estivessem no comando da Fox, da Sky ou da Net? Não iriam defender os interesses de sua empresa?
Um bom exemplo disso ocorreu com a Record, quando ela comprou os jogos olímpicos e o Pan. Ela fez o maior jogo duro pra repassar os direitos dos eventos. Será que ela estava errada? Eu acho que não. Ela pagou e pronto. Ela repassa se lhe interessar. Não é uma clausúla contratual. O mesmo vale pra Globo; ela repassa alguns campeonatos. Segundo os seus interesses. Não é filantropia. E a Fox segue o mesmo prisma. Ela fez valer seus acordos internacionais. E não vai abrir mão de nenhum evento. E isso é uma prerrogativa dela. Chega de ter ilusões e imaginar um mundo dourado. E chega de opiniões apaixonadas. Ainda mais quando essas empresas só estão apaixonadas pelo seu faturamento. Negóoooocios!!!

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February 6, 2012

Os Clones

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:25 am
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Essa edição vai ser no estilo curtinhas. E começo pelo Muito +, da Band. Da Band e, obviamente, do Dieguito. Na semana passada vi um bom pedaço do programa. Fica difícil saber aonde a “lujinha” pretende chegar com aquilo. É fraco de doer. Numa das últimas colunas eu falei que o programa era um clone colorido do TV Fama. Mas não é bem assim. Ele é uma mistura do TV Fama com o Superpop. Tanto que já acharam até um genérico do Ronaldo Ésper, que fica alfinetando e criticando o figurino dos famosos.
Poxa, se é pra copiar, bem que poderiam ter copiado algo melhorzinho.
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Mas isso de copiar os outros não é coisa nova na televisão. Já ensinou o Chacrinha. O SBT está com quadro de namoro (ou beijação) em dois programas. E agora temos uma nova “escolinha”, no Programa do Ratinho.
Não vou dizer que esses quadros são originais da Record. Até porque ela também copiou os quadros de programas muito mais antigos. Mas…
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E não posso esquecer que o SBT está preparando, via Alexandre Frota, um genérico que mistura CQC e Pânico. Quanta originalidade!
Aliás, o Alexandre Frota está virando o Falabella do SBT. Tá na base de bater o córner e correr pra cabecear. E com direito a um Conexão Repórter inteiro em sua homenagem.
É o Sílvio no céu e o Frota na Anhanguera.
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Parece que esse ano tem eleição. Só isso mesmo pra explicar o Netinho de Paula (ou Netinho de Porrada) alugando um horário na Rede TV. Tudo pelo voto das “princesas”.
Mas ele não é um caso isolado. Outro dia mesmo, passando pelo SP no Ar (ou o Direto da Redação), vejo o Russomano de volta, com aquelas reportagens defendendo o consumidor. Hummmmm… Será que ele também alugou o espaço? Não pode ser, a Record nunca, nunquinha mesmo, se meteu com política :lol:
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Lembro que já narrei um fato bem parecido. E tenho que voltar ao mesmo enredo. Estava lá vendo o SBT Manhã quando me aparece uma matéria falando sobre cosméticos. Começaram dizendo que o Brasil já é o terceiro maior consumidor, falando da classe C, dos perfumes e… E terminaram na fábrica da Jequití. E repito: já fizeram isso antes.
Caramba, carambola. Será que já não bastam os 400 anúncios diários da Jequití que são veiculados pelo SBT?
E tem mais, o SBT está com vários anúncios e letreiros de rodapé pedindo pros espectadores escolherem o “maior brasileiro de todos os tempos”. Já é o bastante, não precisa botar isso no encerramento dos telejornais.
E depois vem gente (incluindo a minha nobre pessoa) chamando a Band de “lujinha”. Como se fosse a única.
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Ontem a Estefânia Farias apresentou o Vrum, no lugar da Mônica Veloso. E bem. O que não é surpresa pra mim. Mereceria ter mais atenção da Alterosa. Ou do SBT.
Outra que ganhou um espaço maior foi a Caroline Nogueira, na bancada do Jornal da Band. Até pela folga dos titulares. Espaço merecido. E bem aproveitado.
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Por falar na Alterosa, já tem umas duas semanas que ela estreiou um novo programa, sobre MMA. O programa, MMA Alterosa, é exibido no começo das tardes de sábado. É algo curioso, não sei de nenhum programa do tipo em afiliadas de qualquer rede. Nem da poderosa.
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Parece que a Band já definiu o nome do programa que vai suceder o SP Acontece. Será Os Donos da Bola. Mas… Já não existe um programa (ou joguinho) chamado Dono da Bola no Esporte Interativo?? Não acham que fica parecido demais??
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A estréia da série As Brasileiras já colocou o Rei Davi no seu lugar. Ou seja, em segundo. Parece que o problema maior era com o tal Brado Retumbante. Mas a audiência de As Brasileiras não está tão alta assim. Em parte por culpa do horário, um bocado tarde. Em outra por culpa do BBB, ainda patinando na lama.

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