March 31, 2012

Não Torcemos Juntos

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:19 pm
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fox sports logoVocês já devem ter notado que só costumo analisar programas que assisto. Não gosto de falar de “orelhada”. E é por isso que só agora vou tecer alguns comentários sobre a Fox Sports. E começo com a confirmação do que falei quando vi alguns jogos e programas por tabela (no Speed e FX): falta produto. É uma overdose de Libertadores. É Libertadores ao vivo, em VT, melhores momentos, piores momentos, edições antigas… Por mais que o espectador goste, acaba cansando. De resto estão transmitindo a Liga das Américas de basquete, a volta ciclística da Catalunha, e vários programas de gaveta.
Mas esse não é o problema mais grave do canal. Nos próximos meses devem entrar novos eventos e a coisa tende a se equilibrar. O que mais incomodou foi o DNA da Fox Sports. Lembra muito o DNA da Record. E o modus operandi também. E eu não gosto nada disso. Incomoda. E deve incomodar qualquer espectador mais exigente.
Aliás, qual é o perfil que a Fox imagina pro seu público? Dá a impressão que é alguém que nunca viu futebol e nem outros canais. Ou um alienado, com grave retardamento mental. Talvez seja por isso que eles repetem 429 vezes o nome do canal. É um tal de “entram as equipes no gramado, aqui no Fox Sports… Começa o jogo no Fox Sports… Primeiro arremesso lateral no Fox Sports… O goleiro espalma no Fox Sports…” Ainda tem o confete: é o apresentador elogiando o narrador; narrador elogiando o repórter; todos elogiando a transmissão. Sem falar que eles gostam de ressaltar (a todo momento) que o Zinho é tetracampeão, que o Simon já apitou em 3 copas e daí em diante. É desnecessário. E desagradável. Assim como é desagradável insistir que a Libertadores é exclusividade da Fox. Não é, a Globo exibe em TV aberta. Ou dizem a frase completa, salientando que a exclusividade é na TV fechada, ou é melhor não tocar nisso. Aliás, esse papo de “exclusividade” é um porre federal. Deveria ser o último dos argumentos. Quase uma confissão de incompetência.
Mas todo esse blá, blá, blá não nasce da cabeça dos narradores e apresentadores. É óbvio que a orientação vem da chefia. Dos gênios que tratam o espectador como gado. E o gado precisa ser avisado 429 vezes que está assistindo a Fox Sports, não a Canção Nova.
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Mas ainda tenho outras coisas pra falar sobre a Fox Sports. Ou a Murdoch Sports se eles continuarem com esse modus operandi. Os leitores mais antigos sabem que eu condeno a interferência da emissoras no regulamento, fórmula e horário dos eventos esportivos. Isso não é função das emissoras. E elas só interferem por causa da fraqueza e cumplicidade da outra parte. Mas notem que eu falei emissoras, no plural. Criticar a Globo, que bota o futebol na rabeira da novela, é fácil. Mas a minha opinião vale pra qualquer emissora.
Vejam o caso da Libertadores. Os direitos são da Fox, negociados pela Conmebol. A Globo pode até pleitear que o jogo das quartas seja após a novela. Azar de quem aceita. Mas e nos outros dias? Porque a Fox Sports insiste no horários das 22 horas? Cadê os cri-cri pra reclamar do horário nesses dias??
Outro ponto que me decepcionou foi o formato de transmissão da Fox. Tá quadradinho. Formal demais, transmissão de gravata. Do mesmo jeito que se fazia há 15 ou 20 anos. Do mesmo jeito que a maioria faz. E nem é dizer que está errado. Mas poderiam ter inovado ou optado por algo mais leve, mais bermuda e chinelo. Até pra se diferenciar da concorrência. Enfim…
Também quero lembrar de um comentário feito por um leitor, há umas 2 semanas, reclamando das barras verticais que a Fox exibe em algumas transmissões. Eu havia imaginado que fossem aquelas barras horizontais, do tipo que a ESPN exibe. Mas essas da Fox lembram as barras verticais dos canais HD quando exibem um programa gravado no formato 4:3. Dependendo da televisão dá pra ajustar o aspecto e esticar a imagem pra ocupar a tela inteira. Mas isso é chato. E precisa ser desfeito quando se muda de canal. Tudo que eu sei é que as barras (horizontais ou verticais) deformam muito a imagem. E incomodam. E esse problema é de responsabilidade das emissoras. E elas têm meios pra ajustar o aspecto da imagem.
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Eu já perdi a conta de quantas vezes critiquei a montagem da grade de várias emissoras. É impressionante como insitem em escorregar na mesma casca de banana. Nunca aprendem. Tanto que nem fiquei surpreso quando o Alexandre (pelos comentários) me lembrou que a Band vai continuar com o Canal Aberto, na sequência do Pânico. Mas eu já havia alertado pra esse problema logo que a Band anunciou a data do programa. Já tem mais de mês.
Pois amanhã estreia o Pânico. E a Band, que pretende dar um salto na audiência, não conseguiu definir o que entra antes e depois do Pânico. Quer dizer, definiu na base do “só tem tú, vai tú mesmo:P Sério. Ou cômico, sei lá. Antes do programa vão reprisar alguns episódios de Polícia 24 Horas. Depois vai continuar o Canal Livre, pra debandar toda a audiência.
Aliás, não seria mais adequado deixar o Canal Livre direto na Band News e esquecer dele em TV aberta?
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Outra que vai fazer bobagem da grossa é a Rede TV, com a versão tupiniquim do SNL. Eu acho que o programa tem poucas chances de vingar. Mas as chances vão minguar se eles continuarem com a idéia de colocar o programa aos domingos, no mesmo horário da concorrência pesada. É um tiro no pé.
Não sei se resolveria, mas eu optaria pelo sábado. É melhor enfrentar a reprise do CQC, Pânico, o Legendários e o Zorra Total. Dos males, o menor.
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A Rede TV resolveu ir mais fundo no caminho da popularização. Ou outro nome, menos leve. E a primeira tacada foi a volta do Leão, o Gilberto Barros. O esquema é aquele mesmo, funk, mulheres fruta, sambanejo, sertagode… Se der errado não tem problema, a Rede TV pode contratar aquele apresentador da NGT, o Nerivan Silva. Dá no mesmo.

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March 27, 2012

Balançando o Loló

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 4:58 pm
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A Band teve um início de fórmula Indy melhor do que poderia desejar. Nem tanto pelo resultado esportivo. Esse é imponderável e a emissora não pode controlar. O que ela pode, e deve, fazer é abrir o mesmo espaço pros pilotos brasileiros. Independente de serem mais ou menos famosos. Ou então usar a pontuação como referência. Que a vitória do Castroneves tenha servido de lição.
Mas a transmissão foi boa. A equipe do GP de St. Petersburg é a melhor que a Band tem, com o Téo José, Felipe Giaffone e Antônio Pétrin. E deve ser mantida nas próximas etapas, independente do que aconteça com o Luciano do Valle. Qualquer mudança não passará de um desrespeito ao profissional envolvido. Sem falar que é totalmente desnecessária.
As únicas falhas na transmissão da primeira etapa da Indy foram na geração e seleção de imagens. Mas isso é algo habitual por lá. A tal ponto que perderam o momento em que o Hélio conquistou a primeira colocação. Tiveram que recuperar a imagem e inserir em replay. Mas isso não é culpa da Band, é de quem gerou as imagens. E os gringos sempre exageraram nisso de mostrar os boxes, chefes de equipe, esposas e cia. A pista costuma ficar, por vários momentos, em 2º plano.
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Mas a Band comete suas mancadas. Neste final de semana vi as primeiras chamadas do Pânico. Chamadas meio tardias. Bastante até. E, convenhamos, bem fraquinhas. Tudo bem que todo mundo já sabe que o Pânico está na Band e estreia no próximo domingo. Mas isso não justifica umas chamadas tão bobas e sem criatividade. Pra fazer assim…
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Sábado eu vi um pedaço do Melhor do Brasil. Era um quadro em que um casal tenta resolver um problema de relacionamento. Algo como “quem não dá assistência, abre concorrência”. Quem acompanha o programa vai saber do que estou falando. O fato é que botaram um monitor de batimentos cardíacos na esposa e exibiram cenas em que o marido passeava (e pescava) com uma “rodriguete”. O objetivo era que o batimento da esposa não chegasse aos 116 por minuto. Acontece que…
Acontece que aquilo deu toda a impressão de ser fake. O batimento da mulher começou em 106, foi pra 108, 110, 112, 114… E parou em 115. E o casal ganhou o prêmio. Pois é… Alguém aí já fez ou viu um exame do tipo?? Podem perguntar a algum médico se puderem. Não funciona assim. Pelo menos na vida real. Talvez seja assim na edição, quando inseriram a arte com o suposto batimento da mulher. Mesmo correndo o risco de estar muito enganado, senti o cheirinho de fake aqui na minha casa.
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Por muitas vezes eu falei que os diretores de nossas televisões duvidam firmemente da inteligência do telespectador. E devem ter boas razões pra isso. Afinal, quem é que vai ligar se o batimento cardíaco é real ou fake? Isso é pra um chato, feito eu. O povo quer é farra. E a Record resolveu colocar farra até em supostos programas jornalísticos. Quer dizer, chamar isso de jornalismo é quase uma ofensa. Acho que nem chega a ser shownalismo. Mas costuma dar audiência. Pra cada apresentador idiota e histriônico, existem milhares de espectadores com alto índice de retardamento mental. Só isso pra explicar cenas como a do vídeo abaixo, com o Geraldo Luiz. Se esse é o “jornalismo de primeira” da Record…


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A Globo é outra. Não estão satisfeitos em infantilizar o futebol. Nem se contentam com as brincadeiras e com os vídeos da “família feliz” fazendo perguntas pros comentaristas, no meio dos jogos. Não, agora o estilo tatibitati chegou ao UFC. Algum dos gênios da “gorda redonda” resolveu escalar a Sandy pro reality do UFC. Isso mesmo, a Sandy!!
Nem precisam perder tempo me explicando que isso é estratégia de marquetingue. Sei, a Sandy vai amenizar o impacto dos golpes e curar o dodói dos lutadores, não é? Então vou avisar minha vó e minha tia que elas já podem assistir o MMA.
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Quem acompanha a coluna há mais tempo deve se lembrar de quando eu falei sobre os “programas de clubes” que o Esporte Interativo exibe. Já deve ter uns 7 ou 8 meses quando eu sugeri que o canal fizesse um acordo com os maiores clubes do país. Minha idéia era uma espécie de parceria, envolvendo os clubes, patrocinadores e o EI. Algo vantajoso para todos.
Pois outro dia li no site Máquina do Esporte que o EI já fechou um acordo desse tipo com o Cruzeiro. E está em vias de acertar com o Santos. E que outros clubes podem vir na sequência.
Não vou dizer que minha sugestão foi genial. Mas era algo viável e interessante, dentro das possibilidades do Esporte Interativo. Agora vou esperar o pessoal que me acusa de ter má vontade com o EI. Cadê vocês?
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Depois do acordo com a Sky era quase inevitável que a Fox Sports fechasse com as duas operadoras restantes. Pois parece que agora tá tudo fechado. A Net e a Claro TV vão disponibilizar a Fox Sports pros assinantes. No caso da Net isso deve ter um custo adicional. Na Claro TV não tenho informações. Fim da novelinha chata.

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March 24, 2012

Coroas e Belas

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 9:14 pm
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Que maravilha! Vem chegando uma nova edição do Belas & Barangas. Mas não será uma edição ordinária. É uma edição real. Ou seja, só com coroas. Coroas que deixariam qualquer rei babando na gravata. Caso não gostem do “produto”, tudo bem. Só não venham comparar com alguma beldade de 20 ou 25 anos. Comparem com outras da mesma idade. Então…
A primeira coroa de hoje foi uma indicação do Alexandre, a Gina Gershon. Ela é daquelas atrizes que todo mundo já viu em algum filme, mas raramente liga o nome ao rosto. Talvez por não ser tão badalada. Talvez por causa do preço da soja na bolsa de commodities. Hehehe. Mas o importante mesmo é ressaltar a beleza da Gina Gershon, do alto de seus 50 anos. Sim, caro telespec, eu disse 50 anos! Ela é de 62 – façam as contas. Também é bom notar que o rosto da Gina não está “esticadão”, como acontece com as que fazem dezenas de plásticas. Talvez tenha feito uma ou outra, mas é algo difícil de afirmar. Me parece é que ela tem o dom. Olha isso:
gina gershon atriz

A segunda escolhida é de 61 – façam as contas. Ela ficou mais conhecida por causa do seriado Frasier, que ainda passa na Sony (e passava no Liv). Mas poucos devem saber da Peri Gilpin (ô nome esquisito). Ela também não é muito badalada. Mas eu acho que ela tem uma beleza interessante, especialmente na época do seriado. Não é uma beleza espetacular, mas vale o registro.
peri gilpin atriz

A terceira é brasuca. Já foi citada aqui, em outros momentos. E eu conheço um monte de caras que curtem bastante a Regina Volpato. Desde o tempo em que ela estava na Band News. Daí ela caiu naquela porcaria do Casos de Família. Ela era a única coisa que prestava no programa. Agora a Regina está em outro lixo, o Manhã Maior. E, novamente, ela é a única coisa positiva por lá. Tadinha, merecia sorte melhor.
regina volpato

A quarta convidada é outra senhora que arrasta um bom número de fãs. É a Janine Borba. Pena que ela tá no Domingo Espetaculoso, e poucos vão engolir aquele lixo só por causa da Janine. É muito PHA pra pouca Janine.
Peço que comparem a foto 2 com a foto 3 da Janine. Maquiagem é uma coisa, não reclamo. Mas pra que empastelaram o rosto dela (com Photoshop) na terceira foto? Precisava??
janine borba

Agora o pessoal deve estar se perguntando se acabou ou se vamos ter um repeteco. Deixa pensar… Caiu a taxa Selic? OK, então vou incluir o repeteco. É com outra recordiana, que já passou aqui na seção Belas & Barangas, a Valéria Alencar. Essa parece um vinho, tá melhor agora (com 40 e tantos) do que aos 20 e poucos. Ê beleza!
valéria alencar atriz

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March 21, 2012

Dedo Sujo

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 6:04 pm
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rede recordVou usar alguns comentários da última coluna pra iniciar a pauta de hoje. Primeiro tivemos o Andrade, abordando a nova “guerra santa” da Record, agora contra o Valdemiro Santiago. Eu não vi o último Domingo Espetaculoso, mas acabei vendo a matéria (encomendada) num dos inúmeros repetecos que a emissora exibiu. O fato curioso é que alguém mais distraído, vendo aquelas notícias sobre mansões, aviões, dinheiro dos fiéis sendo usado pra comprar uma fazenda e tal, poderia pensar que estavam falando do dono da Record. Mas não, era sobre o Valdemiro.
O fato relevante é que, como sempre, o jornalismo da Record vem sendo usado pra sustentar brigas e atacar desafetos da IURD. Uma hora é contra a Globo, em outra contra a CBF, agora contra a IMPD. Isso sem esquecer as habituais notícias negativas contra a igreja católica. Até parece que o jornalismo (de 5ª) da Record tem essa gordura pra gastar. Mal dá conta de fazer o “puliça news”.
Entender a motivação da Record (IURD) é mais fácil que somar 2 + 2. O que menos lhe interessa é a moralidade e a justiça. A sua preocupação real é o aspecto financeiro. Se ela vem perdendo fiéis (e dinheiro) pra IMPD, porrada no Valdemiro. Se ela tem negócios e interesses no COI, esquece de tudo que está errado por lá.
Longe de mim defender a Globo, CBF ou o Valdemiro Santiago. Nem de brincadeira. Mas convenhamos, não é a Record que tem moral pra apontar o dedo contra os outros.
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O Alexandre também fez um comentário sobre o jornalismo do SBT, onde o dono usa seu gosto pessoal pra escolher apresentadores e comentaristas. É verdade. Infelizmente é essa a situação do jornalismo da 3ª maior rede do país. O Sílvio Santos tem lá suas qualidades, não nego. Mas tratar de jornalismo não é uma delas, posso garantir.
Acontece que o problema do jornalismo do SBT não é apenas a interferência do dono. O buraco é mais embaixo. Tem muita coisa errada. Na estrutura, nos horários, no pessoal, na “cara”… Pouco adianta trocar a direção do jornalismo ou contratar esse ou aquele apresentador. Também não resolve adotar um tom mais popular ou incluir o “editorial da Sheherazade”. Isso não passa de confete. O SBT precisa fazer uma revolução em seu jornalismo.
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Na última coluna eu falei sobre a patética cobertura do JN no caso da renúncia do Ricardo Teixeira. Fato. Mas a concorrência não anda muito melhor. Não sei se vocês reparam nestas coisas, mas alguém aí já anotou o número de reportagens que a Record fez para enaltecer o trabalho do atual ministro da pesca, sr. Crivella?? Eu já vi um tanto. E olha que ele tem 1 mês e pouco no cargo.
Tá certo que é difícil fazer o cálculo, mas eu gostaria que alguém pesquisasse o número de matérias com o Crivella (nesse mês e meio) e o número de reportagens com o ex-ministro no prazo de 20 meses. Sim, a minha proposta é comparar 1 mês contra 20. Tenho certeza que o Crivella vence.
Depois ainda tem gente pra falar que a Globo é a única manipuladora. Quem dera!
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A Band MG resolveu se coçar. E, pra surpresa de muitos, levou a ex-Globo Letícia Renna pra apresentar o Golasô. O nome é assim mesmo, bem típico. Como não vejo mais a Globo MG não poderei falar do programa. Mas fizeram bem em contratar a Letícia, demitida por uma imbecilidade de algum cacique global. Sem falar que os mineiros ficam livres de aguentar o Neto, Ronaldo e demais “comentadores”. (comentadores é a fusão de comentaristas com torcedores).
Por outro lado… Dia desses passei pelo Alterosa No Ataque e vi que mudaram a equipe do programa. Como não sou da terra do pão de queijo, não sei dizer se a equipe anterior era boa, mais ou menos ou ruim. Agora, aguentar a Ana Paula Bandeirinha é dose. Dose pra mamute! Será que a Alterosa não tinha ninguém melhor pra escolher??
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Outro dia vi a ESPN anunciando seu novo produto, o Campeonato Argentino… Da 2ª divisão!! Não, não estou bêbado, eu falei Campeonato Argentino da 2ª Divisão!! Ô ESPN, me ajuda aí! Vocês estão de brincadeira, mano. O que vem depois, o campeonato boliviano de peteca? Ou o campeonato islandês de gamão??
Mas, falando sério, o pior de tudo é ver o pouco caso dos canais pagos com aquilo que oferecem ao assinante. E aí não é um caso isolado, da ESPN. Vale pra todas as emissoras. Jogam qualquer coisa no ar e pronto. Quem não gostar que vá reclamar pro bispo.
E pior ainda é lembrar de uma notícia que li no mês passado. Ela dava conta do contrato da ESPN para exibir os torneios universitários dos EUA. São vários torneios, de várias modalidades, todos amadores. Hoje mesmo a ESPN HD estava exibindo uma competição de luta livre universitária. Sabem o valor do contrato? São 500 e tantos milhões de Dólares, quase 1 bilhão de Reais. Tudo bem que isso é lá na matriz, que a receita por lá é bem maior e tal. Mas, mesmo assim…
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Já falei muito sobre essa coisa de não levar narradores e comentaristas pra fazer os jogos no estádio. Sou totalmente contra e já expliquei os motivos. Agora vejam só como as emissoras são curiosas. A Globo e a Band deixam todo mundo no estúdio; no máximo tem um repórter no local. Já o Sportv e a ESPN mandam a equipe completa pro estádio. É claro que o gasto com passagens e estadia é compensado pela informação mais completa. Fica a pergunta: o telespectador da Globo e da Band não merece o mesmo respeito?

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March 17, 2012

Libertadores e Demitidores

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:05 am
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Hoje a coluna vai ser no estilo curtinhas, pra dar conta dos assuntos em pauta. E vou começar com uma retificação. Na última edição eu falei que a Record tinha 2 canais abertos no C2. Correto, mas agora o sinal de SP está em HD. E o de MG continua em SD. Mas ambos estão abertos e razoavelmente fortes. Não é comum ter uma chance de elogiar a Record, mas nisso ela está acertando. Só espero que não decida imitar a Globo e comece com a palhaçada de codificar canais.
Aliás, por falar nisso, descobri que agora a Rede TV também está codificando seu sinal HD no C2. Deve estar sobrando audiência por lá. É complicado, viu.
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Por falar na emissora 3D, estão passando a faca no quadro de funcionários. Pelo que li vão demitir 30% da folha. Sem esquecer dos vários profissionais que sairam nos últimos meses.
Tudo bem que demitir funcionários é um direito de qualquer empresa. Só não sei se isso vai resolver os problemas da Rede TV. Acho que a emissora tem vários outros problemas. Principalmente no administrativo e artístico. Gostaria muito de saber se vão consertar isso ou se continuarão empurrando com a barriga.
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Outro dia eu vi uma boa parte do Primeiro Jornal. Aumentaram um pouco a participação das praças. Mas 99% das matérias continua sendo do dia anterior. Notícia do dia, só mesmo pra falar do trânsito. E do trânsito de São Paulo. Até a tarja do rodapé é focada em SP, informando a temperatura e a condição do tempo. Algo bem dispensável. Sem falar que, se o jornal é nacional, não custaria muito colocar o tempo em algumas outras capitais.
Também não entendi o sentido da entrada da Patrícia Maldonado no Primeiro Jornal. Não alterou nada. Nem se fossem 15 Patrícias. Com aquele formato e o conteúdo, vai continuar no traço.
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Andei notando uma coisa. O SBT Brasil agora tem uma constante participação de um comentarista esportivo. Pelo menos até onde vejo… Já a participação dos comentaristas de economia e política é bem rara.
Já no Jornal da Band o Joelmir é figura diária. Sempre dando umas pinceladas em economia. Mas não tem ninguém pra tratar de outros assuntos. Nada. Nunca.
No caso do SBT dá até pra imaginar uma lógica. Devem pensar que o futebol é mais interessante pro seu público alvo. O que não ocorre com outros assuntos. Já no caso da Band não vejo lógica alguma. Talvez no futebol, já que o único comentarista esportivo (de verdade) é o Mauro Beting. Devem ficar acanhados de colocar pai e filho na mesma bancada.
Aliás, não gosto muito de ver o Joelmir na bancada por todo o jornal só pra comentar umas duas notícias de economia. Poderiam entrar com um VT ou chamar o Joelmir no momento oportuno, como é a participação do Sardenberg no Jornal da Globo.
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Eu não vi, mas li pela internet sobre a patética cobertura do JN na renúncia do Ricardo Teixeira. Devem estar em outro planeta.
Mas vou tentar ver o lado positivo. A Globo esteve do lado do RT por 20 e tantos anos. Abandonar o aliado agora seria uma atitude oportunista. Então vamos elogiar a fidelidade da Globo :)
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Outro dia eu estava passando pela CNT e vi um pedaço do programa do Leão Lobo. Isso me fez lembrar daqueles rapazes que cuidam das fofocas no Muito Mais, da Band. Um dos caras vive dizendo que suas “pulguinhas” viram tal celebridade assim ou assado. Quando termina de ler a notinha ele pega a ficha e joga pra longe como se fosse um boomerang.
Não gosto e nem sou advogado do Leão Lobo. Mas isso é uma imitação grosseira e barata. Baita falta de criatividade. Ridículo!!
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fox sports logo Eu sempre falei aqui que, se comandasse uma emissora, não botaria azeitona na empada da concorrência. Gostem ou não, tudo é um produto comercial. Incluíndo aí os eventos esportivos. No máximo, num evento importante e popular, faria a cobertura jornalística. E chega!
Mas esse meu ponto de vista vale pra uma rede aberta, não pra um canal esportivo. No caso de um canal com 24 horas de esporte é impraticável adotar essa estratégia. Mesmo que o canal tenha dezenas de eventos próprios. E mais ainda se o canal tiver uns 5 ou 6 eventos.
Tudo isso serviu pra abordar algo que vi na Fox Sports. Sim, na quinta eu vi o VT do Central Fox. Isso pelo Speed, diga-se de passagem. Tudo que exibiram tratava dos jogos da quarta e da rodada da quinta pela Libertadores. E também uma reportagem sobre um torneio feminino de embaixadinhas na praia. Só!!
Tudo bem que eu não tenho acesso ao canal, mas me pareceu que o Central Fox é tipo o Sportcenter da Murdoch Sports. Ou será que o nome é Libertadores Sports?? Vai ser assim pra sempre, só abordando as competições que transmite? Ô seu Murdoch, vamos trabalhar direito.
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Por falar na Fox Sports, acho que todos já sabem que ela se acertou com a Sky. Finalmente. E isso deve acelerar o acerto com a Claro TV (antiga Via), já que essa era uma das pendências entre as duas empresas. Só fica faltando a Net. Mas aí não deve demorar, não interessa pra Net ser a única sem o canal em seu pacote básico. Acho que é o fim da novelinha chata.
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Não é novidade pra ninguém que as produtoras e canais internacionais já dominam grande parte da grade das maiores redes do Brasil. Seja com produtos, eventos, filmes, seriados, desenhos, novelas… Mas eu fiquei supreso quando passei pela Cultura e vi um programa do Bem Simples sendo exibido de manhã. Caso não saibam, o Bem Simples faz parte do grupo Fox (News Corp). Talvez eu seja muito purista, mas achei bem estranho. Será que o último passo da dominação global será a entrada nas emissoras públicas? É pra isso que os governantes usam nosso dinheiro? Será que já podemos cantar: “… Tá dominado. Tá tudo dominado.“??

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March 12, 2012

Globo Ocupando a Moita

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:54 pm
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O telespectador brasileiro é muito “esperto” na hora de perceber quando a Globo tenta criar ídolos e atrelar isso aos eventos que transmite. Mesmo que leve uns 15 anos até perceber que o Barrichello não é um piloto vencedor. Ou que alguns jogadores estão mais pra firuleiros que craques de verdade. Mas tá bem, já enchi de falar nisso.
Pois agora a Band resolveu jogar todas as suas cartas nessa entrada do Rubinho na Indy. Tudo bem, pode até ser que ele ganhe uma ou outra corrida. Mas francamente… Foram quase 19 anos com o Galvão se esgoelando e criando expectativas infundadas. E agora vem a Band e repete o script. É melhor ir devagar com isso. O histórico não ajuda muito. E a equipe do Barrichello, KV, não é grande coisa. Basta ver o que o Kanaan penou no ano passado.
Agora eu vou ficar esperando os cri-cri que adoram malhar a Globo e o Galvão. Será que eles vão se indignar no mesmo nível diante desse comportamento da Band? Ou será que a modinha é só criticar a Globo?
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A Record não se cansa de usar o seu “jornalismo” pra dar suporte a guerra particular que trava contra a gorda redonda. Não tem nem 6 meses e ela estava interessada em adquirir os direitos do UFC. Agora resolveu bombardear o evento com acusações e denúncias de violência. Engraçado, né… O que será que mudou nesses 6 meses? A emissora faria essa denúncias se tivesse comprado o evento?
Ah, caso alguém não saiba, o MMA é uma modalidade que agrega vários tipos de luta. Entre elas o judô, o karatê, boxe e a luta greco-romana (ou luta olímpica se tiverem mudado o nome). Tudo bem que em certos casos as regras e o protetor facial amenizam os golpes. Mas não é tão raro um lutador de boxe profissional acabar bem machucado. Se a Record é tão zelosa com a saúde dos atletas, será que vai exibir essas modalidades na próxima olimpíada?
Também gostaria de deixar uma sugestão de pauta pro “shownalismo” da Record. Ele poderia produzir algumas reportagens sobre o dopping em quase todas as modalidades olímpicas. Incluíndo aí alguns produtos de ponta, que não são detectados nos exames.
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Li várias notícias sobre a nova programação da Globo e os projetos da emissora pros próximos anos. Um ponto interessante é ver que finalmente vão dar um ponto final na Malhação. Pena que estão uns 7 anos atrasados. Aliás, nem o nome, Malhação, faz mais sentido. O lado negativo é que devem colocar um produto similar no lugar da novelinha. Não gosto de analisar antes de ver e saber do que se trata. Mas acho que a Globo deveria continuar com a dramaturgia nesse horário. Mas, talvez, explorando o formato de séries.
Um outro fato noticiado é que a emissora pretende ampliar a produção e a cobertura digital. A produção digital até que está num bom passo. A cobertura tem suas limitações. A direção da emissora informa que terá cobertura digital em todas as capitais e cidades médias até 2014. Mas que nas cidades pequenas isso é inviável financeiramente. Daí a opção será a transmissão digital via satélite.
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Curiosa essa mudança de postura da Globo. No mês passado eu fiz uma pequena narração sobre o que rola pelos satélites nacionais. Vocês podem conferir o texto AQUI. Mas acabei nem falando muito na transmissão digital no C2. Esse satélite abriga a transmissão analógica das principais redes; que a maioria já conhece e sintoniza. Mas ele também conta com várias emissoras com sinal digital. E é aí que a porca torce o rabo.
Quando aquele ex-ministro das comunicações criou o projeto de tv digital se fixou muito na cobertura terrestre. Mas não pensou nos milhões de usuários das parabólicas. O resultado prático é que cada emissora faz o que bem entende. E o que elas “bem entendem” raramente passa pelo interesse do espectador.
Atualmente a Record e o SBT contam com dois canais digitais no C2, um com o sinal de SP (rede) e outro com o sinal de Minas Gerais. A Band e a Rede TV distribuem o sinal, mas só em HD. Como a absoluta maioria só tem receptor SD… A Globo fica naquela de não desocupar a moita e nem ***. Uma hora libera o sinal de MG, depois codifica, depois volta. Agora cortou em definitivo. Algumas de suas afiliadas tem o sinal, mas codificado. Ela também tem a transmissão em HD, pela Globo Nordeste. Mas essa também é incerta, já que tem a sinalização de codificado.
Até um tempo atrás a Globo usava a desculpa de codificar o sinal digital pra defender suas afiliadas. Balela! As afiliadas perdem 20 vezes mais telespectadores com o sinal análogico do que com o digital. O que vem ocorrendo agora é apenas a migração, de quem tem receptor analógico pro digital. A perda será a mesma. Então é bom parar com esse discurso idiota. E resolver logo a questão da transmissão digital. Eu acho que o mais correto é liberar o sinal SD (digital) e, caso queiram, codificar o HD. E isso também vale pra Band e Rede TV. Ou elas estão no ponto em que podem dispensar telespectadores?
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Aproveito que estou nesse assunto e vou falar um pouco sobre a Sky Livre. A idéia, básica, é até boa. Vender um equipamento que recebe os canais abertos do satélite. A prática é algo que só se vê por aqui. Imagina aí o cidadão que compra o equipamento da Sky e fica com uns míseros 6 ou 7 canais mais conhecidos. Praticamente os mesmos que ele já capta com a antena caseira. O resto são rádios, emissoras de televendas, canais religiosos e públicos. Ora, ora, ora… E nem venham me dizer que faltam canais abertos. NADA!! Tem aí uns 10 ou 15 que a Sky poderia incluír no Livre. Basta querer. Mas o que a Sky quer é vender o equipamento dela. Só isso.
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Outro dia passei um pouco pela Record MG. Estava passando o Direto da Redação MG. Confesso que não entendo o nome desse jornal. Tudo é “puliça news”. Assalto, morte, tráfico, desgraça… E o pior é que as notícias (quase tudo de gaveta) não são de Minas. Era uma de SP, outra do RS, do Rio, de SP de novo… Só tinha a apresentadora local. E a moça fazendo cara de brava e dizendo: “que absurdo… vejam isso… que coisa…”. Até parece. Absurdo mesmo vai ser quando eles não tiverem uma desgraça pra noticiar.

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March 7, 2012

Tv, Futebol e Negócios

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:41 pm
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Vou usar o futebol pra iniciar a coluna de hoje. Mas não vou desviar o foco, é mais pra servir de trampolim pro assunto principal. Então, acho que vocês viram as ações de marketing (?) de dois grandes clubes daqui. O primeiro resolveu contratar um jogador da 2ª divisão da China com o pretexto de, futuramente, explorar o mercado daquele país. Eu não vou entrar no tema, outras colunas esportivas já abordaram a questão. Só acho que a verdadeira “jogada de marketing” foi do Zizao. Também tivemos um outro grande clube fazendo uma campanha pra arrecadar dinheiro junto aos torcedores. Tudo pra contratar o… O bom (e só bom) Wesley.
Esses fatos foram bem noticiados e serviram de pauta pra vários programas e jornais. Parece que acharam o caminho do ouro e o marketing vai salvar o nosso esporte. Mas não é bem assim. Ainda mais que existe muito mais “marquetingue” do que marketing. Falta mesmo é gestão pro nosso esporte. E falta fazer o dever de casa antes de pensar na China. Mas vou explicar isso melhor.
Nesta semana temos rodada pela Champions e pela Libertadores. A Champions é televisionada pra quase todo o planeta. Tanto em tv aberta como fechada, com programas especiais e com toda a mídia que o evento agrega. Os clubes reforçam suas marcas, se exibem pra milhões de pessoas, faturam com as cotas e os patrocínios. Muito bem. É óbvio que a Libertadores não tem o mesmo nível e importância. Mas, mesmo assim, deveria seguir o mesmo script. Mas isso não acontece. A exibição em tv aberta é limitada por força de contrato. Em tv fechada existe a briga entre a Fox e algumas operadoras. Briga que não deve ser resolver antes do final do torneio.
O resultado prático é que todos perdem. Muitos torcedores acabam sem poder acompanhar seus clubes. Os clubes perdem exposição e reconhecimento. Os patrocinadores perdem espaço na mídia. Sem esquecer que os clubes que participam da Libertadores costumam receber um “troco” adicional dos patrocinadores. Até por causa dessa exposição extra, em quase todo o continente.
Não dá pra se pensar na China ou em fazer uma “vaquinha” com os torcedores quando a gestão do nosso futebol não consegue nem cuidar do próprio “quintal”. Só se projeta uma marca global quando ela for nacional e sulamericana. E isso passa mais pela televisão do que pelo Zizao.
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Agora vamos ao chatíssimo caso da Fox Sports X operadoras. Como eu falei antes, o caso não deve ser resolvido nesse semestre. Talvez só quando a Fox Sports já estiver com os campeonatos europeus e uma grade mais gordinha. Por enquanto é isso aí.
Relembrando o que eu falei em colunas anteriores, isso é briga de cachorro grande. E não tem gente inocente nessa história. Também aproveito pra ressaltar que não defendo qualquer das empresas envolvidas. Pelo contrário. Mas confesso que fiquei bem decepcionado com a atuação da Fox. Esperava um pouco mais de astúcia. Até por ser uma raposa :)
O primeiro ponto é que ela já deveria esperar algum tipo de retaliação. E deveria ter preparado um antídoto pra isso. Mas, como disseram em comentários mais antigos, a Fox foi meio afoita. Talvez fosse mais prudente iniciar de mansinho e, no próximo ano, usar a Libertadores e demais torneios como arma. Mas ela insistiu em forçar tudo logo na semana de inauguração. E viu que o buraco é mais embaixo.
No mês passado eu até cheguei a provocar, sugerindo que a Fox deixasse o canal FTA (Free To Air) por uns 3 meses. Mas é claro que essa hipótese era remotíssima. Sua única vantagem seria trazer o assinante pro lado da Fox. Mas a Fox poderia ter preparado outras alternativas. Um exemplo simples seria repassar a Libertadores pro Band Sports. A briga dela não é com a Globo? Então tá, repassa o torneio pro Band Sports e fica posando de santinha. O Band Sports não é um rival forte e a Libertadores estaria disponível pra 99,99% dos assinantes. Mas aí alguém vai me lembrar que assim ela não poderia usar o “exclusivo” nas suas transmissões. Pois é, tem o “exclusivo”, a palavra divina. Mas é como dizem, não se pode ter tudo. É questão de escolher o menos ruim.
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O menos ruim é o que acontece no caso da Copa do Brasil. O torneio é da Globo (Sportv em tv fechada). Mas a Globo repassou pra ESPN. Em troca a ESPN cedeu o Italiano pro Sportv. Elas são rivais. Certamente prefeririam ter exclusividade em cada torneio. Ou nos dois. Mas não se pode ter tudo. E aí é escolher o menos ruim.
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Outro dia eu parei pra ler (por completo) a entrevista em que os donos da Rede TV falaram sobre a crise da emissora. Confesso que sempre que vejo uma entrevista com eles fico na dúvida se são realmente pueris e inocentes ou se estão debochando com a nossa cara. Vejam só, o Marcelo Carvalho disse que o mercado brasileiro era um vale tudo e que ninguém respeitava os contratos. Ok, tem um pouco de razão, tá cheio de gente quebrando contrato e trocando de emissora a toda hora. Mas também tem “certas emissoras” que não cumprem sua parte e abrem espaço pro rompimento contratual. Ou que são displicentes na hora de redigir os contratos. Ou que não podem impôr multas altas por receberem os eventos quase de graça.
Aí o Marcelo veio comparar o Pânico com uma amante argentina, que dá mais despesa que prazer. É engraçadinho, mas… Se era assim, por que a Rede TV fazia tanto esforço pra manter a “amante” e renovar o contrato por mais tempo? Só agora ele descobriu os custos de produção do Pânico? Quer convencer alguém que o programa era deficitário?? Ah vá!!
Depois o Marcelo reclamou da Globo, que lhe tirou a Série B e repassou pra Band. Mas o que ele queria??? A Globo ficou uns 5 anos (não sei com exatidão) repassando a Série B por quase nada. Sei que nos primeiros anos a Rede TV pagava 900 mil, talvez isso tenha aumentado depois. A Globo pagava uns 30 ou 35 milhões (incluíndo tv fechada) e cobrava (arredondando) 1 milhão pelo repasse. E a Rede TV faturava 30 milhões com a Série B. Ou seja, sobravam 29 milhões pra pagar a equipe esportiva e custos administrativos. O resto era lucro. Mau negócio??
Aí, no final de 2010, a Rede TV entrou na disputa pela Série A. E isso obrigou a Globo a entrar numa negociação paralela e gastar quase 500 milhões adicionais pelo Brasileirão. Tudo bem, não foram 500 milhões pois já era previsível um aumento na renovação. Mas vamos dizer que ela gastou uns 300 ou 250 milhões a mais. Vocês acham que isso iria passar em branco? O que vocês fariam se fossem diretores da Globo ou de qualquer empresa comercial (que visa o LUCRO)??
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O resultado final de toda a bagunça administrativa da Rede TV é que ela vendeu mais um tempinho (em horário nobre) pro R. R. Soares. Mais 4 milhões mensais pro caixa da emissora. Isso sem esquecer que a emissora recentemente negociou um horário (início da tarde) com o Valdemiro Santiago, que vendeu horário pra Nestlé, pro Netinho… E ainda devemos lembrar da madrugada, totalmente nas mãos de alguma seita que nem recordo qual. Se quiserem somar o total de horas…
Curioso isso, no meu tempo de garoto só lembro daqueles 15 minutos que a LBV tinha nas madrugadas da Band. Hoje em dia tá essa farra descontrolada. E as emissoras dizem que não conseguem sobreviver sem essa “mesada” evangélica. Mas, como elas se mantinham antes??
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Outro dia eu brinquei com o 3D da Rede TV, dizendo que aquilo significava: Dívidas, Dívidas, Dívidas.
Agora, vendo a quantidade de programas evangélicos, tenho uma sugestão pro novo slogan da emissora: Rede TV, a emissora que mais PRECE no Brasil.

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