Não Torcemos Juntos
Vocês já devem ter notado que só costumo analisar programas que assisto. Não gosto de falar de “orelhada”. E é por isso que só agora vou tecer alguns comentários sobre a Fox Sports. E começo com a confirmação do que falei quando vi alguns jogos e programas por tabela (no Speed e FX): falta produto. É uma overdose de Libertadores. É Libertadores ao vivo, em VT, melhores momentos, piores momentos, edições antigas… Por mais que o espectador goste, acaba cansando. De resto estão transmitindo a Liga das Américas de basquete, a volta ciclística da Catalunha, e vários programas de gaveta.
Mas esse não é o problema mais grave do canal. Nos próximos meses devem entrar novos eventos e a coisa tende a se equilibrar. O que mais incomodou foi o DNA da Fox Sports. Lembra muito o DNA da Record. E o modus operandi também. E eu não gosto nada disso. Incomoda. E deve incomodar qualquer espectador mais exigente.
Aliás, qual é o perfil que a Fox imagina pro seu público? Dá a impressão que é alguém que nunca viu futebol e nem outros canais. Ou um alienado, com grave retardamento mental. Talvez seja por isso que eles repetem 429 vezes o nome do canal. É um tal de “entram as equipes no gramado, aqui no Fox Sports… Começa o jogo no Fox Sports… Primeiro arremesso lateral no Fox Sports… O goleiro espalma no Fox Sports…” Ainda tem o confete: é o apresentador elogiando o narrador; narrador elogiando o repórter; todos elogiando a transmissão. Sem falar que eles gostam de ressaltar (a todo momento) que o Zinho é tetracampeão, que o Simon já apitou em 3 copas e daí em diante. É desnecessário. E desagradável. Assim como é desagradável insistir que a Libertadores é exclusividade da Fox. Não é, a Globo exibe em TV aberta. Ou dizem a frase completa, salientando que a exclusividade é na TV fechada, ou é melhor não tocar nisso. Aliás, esse papo de “exclusividade” é um porre federal. Deveria ser o último dos argumentos. Quase uma confissão de incompetência.
Mas todo esse blá, blá, blá não nasce da cabeça dos narradores e apresentadores. É óbvio que a orientação vem da chefia. Dos gênios que tratam o espectador como gado. E o gado precisa ser avisado 429 vezes que está assistindo a Fox Sports, não a Canção Nova.
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Mas ainda tenho outras coisas pra falar sobre a Fox Sports. Ou a Murdoch Sports se eles continuarem com esse modus operandi. Os leitores mais antigos sabem que eu condeno a interferência da emissoras no regulamento, fórmula e horário dos eventos esportivos. Isso não é função das emissoras. E elas só interferem por causa da fraqueza e cumplicidade da outra parte. Mas notem que eu falei emissoras, no plural. Criticar a Globo, que bota o futebol na rabeira da novela, é fácil. Mas a minha opinião vale pra qualquer emissora.
Vejam o caso da Libertadores. Os direitos são da Fox, negociados pela Conmebol. A Globo pode até pleitear que o jogo das quartas seja após a novela. Azar de quem aceita. Mas e nos outros dias? Porque a Fox Sports insiste no horários das 22 horas? Cadê os cri-cri pra reclamar do horário nesses dias??
Outro ponto que me decepcionou foi o formato de transmissão da Fox. Tá quadradinho. Formal demais, transmissão de gravata. Do mesmo jeito que se fazia há 15 ou 20 anos. Do mesmo jeito que a maioria faz. E nem é dizer que está errado. Mas poderiam ter inovado ou optado por algo mais leve, mais bermuda e chinelo. Até pra se diferenciar da concorrência. Enfim…
Também quero lembrar de um comentário feito por um leitor, há umas 2 semanas, reclamando das barras verticais que a Fox exibe em algumas transmissões. Eu havia imaginado que fossem aquelas barras horizontais, do tipo que a ESPN exibe. Mas essas da Fox lembram as barras verticais dos canais HD quando exibem um programa gravado no formato 4:3. Dependendo da televisão dá pra ajustar o aspecto e esticar a imagem pra ocupar a tela inteira. Mas isso é chato. E precisa ser desfeito quando se muda de canal. Tudo que eu sei é que as barras (horizontais ou verticais) deformam muito a imagem. E incomodam. E esse problema é de responsabilidade das emissoras. E elas têm meios pra ajustar o aspecto da imagem.
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Eu já perdi a conta de quantas vezes critiquei a montagem da grade de várias emissoras. É impressionante como insitem em escorregar na mesma casca de banana. Nunca aprendem. Tanto que nem fiquei surpreso quando o Alexandre (pelos comentários) me lembrou que a Band vai continuar com o Canal Aberto, na sequência do Pânico. Mas eu já havia alertado pra esse problema logo que a Band anunciou a data do programa. Já tem mais de mês.
Pois amanhã estreia o Pânico. E a Band, que pretende dar um salto na audiência, não conseguiu definir o que entra antes e depois do Pânico. Quer dizer, definiu na base do “só tem tú, vai tú mesmo”
Sério. Ou cômico, sei lá. Antes do programa vão reprisar alguns episódios de Polícia 24 Horas. Depois vai continuar o Canal Livre, pra debandar toda a audiência.
Aliás, não seria mais adequado deixar o Canal Livre direto na Band News e esquecer dele em TV aberta?
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Outra que vai fazer bobagem da grossa é a Rede TV, com a versão tupiniquim do SNL. Eu acho que o programa tem poucas chances de vingar. Mas as chances vão minguar se eles continuarem com a idéia de colocar o programa aos domingos, no mesmo horário da concorrência pesada. É um tiro no pé.
Não sei se resolveria, mas eu optaria pelo sábado. É melhor enfrentar a reprise do CQC, Pânico, o Legendários e o Zorra Total. Dos males, o menor.
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A Rede TV resolveu ir mais fundo no caminho da popularização. Ou outro nome, menos leve. E a primeira tacada foi a volta do Leão, o Gilberto Barros. O esquema é aquele mesmo, funk, mulheres fruta, sambanejo, sertagode… Se der errado não tem problema, a Rede TV pode contratar aquele apresentador da NGT, o Nerivan Silva. Dá no mesmo.






























Vou usar alguns comentários da última coluna pra iniciar a pauta de hoje. Primeiro tivemos o Andrade, abordando a nova “guerra santa” da Record, agora contra o Valdemiro Santiago. Eu não vi o último Domingo Espetaculoso, mas acabei vendo a matéria (encomendada) num dos inúmeros repetecos que a emissora exibiu. O fato curioso é que alguém mais distraído, vendo aquelas notícias sobre mansões, aviões, dinheiro dos fiéis sendo usado pra comprar uma fazenda e tal, poderia pensar que estavam falando do dono da Record. Mas não, era sobre o Valdemiro.