April 29, 2012

Bobagens Esportivas

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 3:25 am
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Já tem um tempo que falei sobre erros e problemas nas transmissões esportivas da Band. A situação ainda não melhorou. Mas a Band não está isolada neste terreno. A coisa também anda feia pros lados da Globo. E nem venham me falar de audiência; ela não pode ser desculpa pra encobrir os erros.
O que se viu nas últimas partidas da Liga dos Campeões é um sinal claro. O mesmo ocorre (em menor intensidade) na F1. O Galvão Bueno ainda não está trocando as bolas tanto quanto o Luciano do Valle. Mas tá indo pelo mesmo caminho. E o pior, não aparece um “santo” pra avisar que ele tá errando o nome de um jogador, técnico ou piloto. Nem pra tomar uma atitude quando ele (quase) perde a voz no meio de um GP. Deve ser medo, ou coisa parecida.
Os comentaristas também andam meio estranhos ultimamente. Talvez seja uma orientação pra serem mais populares. Ou engraçadinhos. Seja o que for não é legal. E outra, comentarista de arbitragem é coisa dispensável. Principalmente pra fazer como o Arnaldo C. Coelho. Fica lá, esperando entrar o VT, esperando a linha de impedimento, gaguejando, explicando o que as imagens já mostram. Ou pra dizer que o lance é de “interpretação da arbitragem”. Ora, ora, até aí… Tanto é que só a Globo (em TV aberta) ainda usa o comentarista de arbitragem. Talvez por comodismo.
O fato principal é que a transmissão deixa a desejar. Evoluiram nas imagens, na captação de áudio, na parte técnica. Falta achar o caminho certo na narração e comentários. Do jeito atual a primeira reação que dá é trocar de canal. Ou apertar a tecla “mudo” do controle.
E antes que eu esqueça, vídeo da “família margarina”, sorridente e feliz, fazendo perguntas pros comentaristas é o fim da picada. Peguem tudo e $&*!@$#! no *@%&!# do João Sorrisão!!
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Outro dia falei sobre a escala de jogos que a TV está montando pro Brasileirão. A Globo acabou até refazendo sua grade de transmissões. E isso é mais grave do que a maioria pensa. O espectador (torcedor) comum vai “pensar” com o coração. Ele quer ver o jogo do time dele na televisão. E todo o resto que se dane. Mas o bagulho não é tão simples assim.
Antes de mais nada aviso que não defendo o clube A, B ou C. Minha preocupação é com o perigo da “espanholização” do nosso futebol. E esse perigo passa (e muito) pelas decisões da TV. Outro dia, no Máquina do Esporte (no Band Sports), um especialista em marketing esportivo (cujo nome não anotei) alertou sobre esse problema. E explicou a situação de forma mais extensa. Eu vou ser mais prático, vou usar um clube fictício, o Batata Atlético Esportivo.
Chega a TV Juquinha e negocia individualmente os direitos de transmissão do campeonato. E paga o dobro (ou triplo) pro Batata Atlético Esportivo. Alguns dizem que ela ainda pagou um extra (por baixo dos panos) pro clube aceitar logo o contrato. Depois a TV Juquinha resolve exibir os jogos do Batata em 70% das rodadas. Aí o Batata bota isso debaixo do braço e vai negociar com seus patrocinadores. É óbvio que todo patrocinador vai querer sua marca exposta (ao máximo) na televisão. Assim o Batata consegue uma cota generosa de patrocínio. Com toda a exposição na mídia, o Batata vai conquistando mais e mais torcedores. E vende mais camisas e licencia mais produtos. E fatura ainda mais. E contrata mais jogadores famosos. E aumenta ainda mais a sua exposição. E daí em diante.
O resultado final pode ser visto no campeonato espanhol, principalmente. E em outros campeonatos importantes, onde uns 3 ou 4 clubes disputam o título e o resto só faz figuração.
É óbvio que não se pode pagar o mesmo pra todos os clubes. Nem garantir o mesmo número de jogos televisionados. Não sou xiita. Mas é bom que tenhamos atenção ao assunto. Do jeito que está, não existe volta.
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Várias vezes eu escrevi sobre a (falta de) regulamentação da televisão brasileira. Por sorte a maioria dos leitores entendeu o que eu defendi, e sabe diferenciar a regulamentação da censura.
Tenho um bom exemplo de algo que está confuso e passa batido. Não sou especialista em leis, mas, até onde sei, o jogo é proibido no Brasil. Claro que isso não se aplica aos “jogos da Caixa”. Mas isso não interessa agora. O cerne da questão está nos jogos de azar não autorizados. Pois, curiosamente, temos vários anúncios de sites de apostas e cassinos rodando em nossa televisão. Especialmente em TV fechada. Então como é que fica? Se eu montar um cassino na minha casa, vou preso. Se eu tiver uma emissora e veicular anúncios de cassinos nada acontece?
Só como comparativo: a Espanha acabou de ratificar (segundo a legislação local) a proibição de propagandas de jogos de azar. Em todos os meios. Tanto é que o Real Madri irá trocar seu patrocinador master. Sai o site de apostas e vai entrar uma empresa de aviação.
E aqui, pode tudo?
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Ano passado tivemos a liga mundial de vôlei (masculina e feminina). Aqueles jogos que passavam de madrugada, devido ao fuso. Muito bem, tentei assistir no Esporte Interativo. Eu só queria ver os jogos, não o Radamés lendo milhares de recados em lugar de analisar a partida. Eram tantas mensagens, beijos e abraços que acabei desistindo. Peguei aquele equipamento novo, o controle remoto, e mudei de canal.
Semana passada, durante a final da liga nacional de vôlei, casualmente, parei uns minutos no EI. Levei um susto. O André narrava, o Radamés Lattari comentava e… Nada de bobagens anexadas. O EI ainda tinha dois repórteres no ginásio. E a transmissão foi bem agradável.
Acabei lembrando daquela estória de botar a vaca na sala. Parece que o Esporte Interativo havia colocado a vaca na sala, agora resolveu tirar. Só não sei se isso é digno de elogio. Mas é melhor que continuem assim, focados no que interessa de verdade. Caso contrário… O controle tá aqui do lado.
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Estou escrevendo esta coluna no início da madrugada de domingo. Então não sei dos números da audiência de hoje. Mas é muito provável que a Band tenha uma das maiores médias diárias de sua história. Tem tudo pra isso. Basta ver a programação do dia. Pena que de manhã é só traço.
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Querem que eu diga algo sobre a panicat de cabeça raspada? Nem pensar! Eu tô careca de saber que o Pânico virou um programa de “causos”. Pra quem gosta, refeição farta!

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April 25, 2012

Belas do Jornalismo

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 3:32 am
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Olá, tudo bem? Veja hoje no Domingo Exxxxpetaculaaar… Ei, ei! Vai pro teu canto, seu Tamborim. Hoje nem é domingo, nem tem nada de espetacular. Quer dizer, até tem. É uma nova edição do Belas & Barangas, mas sem barangas. Só tem sassami.
A primeira bela de hoje foi da antiga equipe do EI. Acho que poucos vão lembrar. Eu quase escalei a gata, lá no início do site. Depois ela saiu do Esporte Interativo e acabei esquecendo. Então, há algumas semanas, vi a belezoca fazendo um merchan na emissora. Não tive dúvida, catei umas fotos e pá pum! Eis a gatissa, a dilissa, a carioquissa da Larissa. Ou Larissa Erthal, pros moradores do Rio, Niterói e adjacências. Se bem que eu nem sei se ela é carioca, mas o sotaque indica isso. Não importa. Nem um pouquinho. O que vale é isso:
larrisa erthal reporterlarissa erthallarissa erthal apresentadoralarissa erthal

Daí a gente pega um busão e dá uma parada em São Paulo. A escalada é uma simpática e bela repórter da Record. O jornalismo da Record, vocês sabem… Mas o cast feminino é sensacional. Então, caso gostem, temos a Caroline Keller. Como diria o Marcelo Tas na piscina: Molha isso!
caroline keller recordcaroline keller repórter

Viajar de busão cansa, vou pegar um avião e saltar em Fortaleza. A próxima beldade faz a alegria dos espectadores da Jangadeiro. O nome da loirinha é Fabiane Kaczan, apresentadora da emissora. Os torcedores do Ceará e do Fortaleza não podem reclamar de nada. Só os do Ferrim. Mas aí não é culpa da Fabiane.
fabiane kaczanfabiane kaczan apresentadorafabiane kaczan jangadeiro
fabiane kaczan

Agora eu aproveito a pasagem de volta e dou um pit stop no Paraná. É de lá que vem outra bela repórter, da RPC (Globo). O nome da moça é Andressa Missio. Ela raramente aparece em rede. Uma pena. Tudo por culpa do Tio Bonner. Dá vontade de mandar o Bonner plantar batatas. Mas… Aí eu acho melhor pedir pra Andressa, ela tem todo o jeito de fazendeira :P
andressa missio rpcreporter andressa missio

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April 22, 2012

Rapidinhas da TV

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 7:47 pm
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A coluna de hoje vai ser mais curta; estou meio sem tempo. E no estilo rapidinhas, pra agilizar o papo.
O primeiro assunto é o Ibope da faixa noturna. A Record, que alcançou alguns picos com Rei Davi, registra evidentes sinais de desgaste. Uma parte do problema eu já comentei aqui, erro na montagem da grade noturna. A outra parte é culpa da novela Máscaras. Eu não assisto a novela, mas já li dezenas de comentários reclamando da trama. Se os noveleiros estão chiando é sinal que tem algo errado. Mas o fato interessante é que esse público não está migrando pro SBT. Pelo menos não em peso. Quem está levando o grosso dessa audiência é a Band. A média noturna da Band deu um salto considerável. O que estraga é aquele problema de sempre, o pastor. E a emissora sabe muito bem disso. Mas prefere assim. Paciência.
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Outro movimento notado foi da Cultura, conquistando o 5º lugar, com constância. Mas esse era previsível e lógico. O erros e problemas da Rede TV não passariam impunes. Atualmente é raro ver algum programa da Rede TV passando dos 2 pontos. E a média diária fica entre 0,5 e 1 ponto. E o pior, não há qualquer sinal de reversão. Pelo menos em curto e médio prazo.
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Quarta, depois de longo tempo, passei uns minutos vendo o Jogo Aberto. Peguei a parte do debate. Ficaram até as 12:56 tratando de “se”, do “talvez” e do “quem sabe”. Aí entrou um intervalo. Voltaram as 12:58. E, correndo, usaram 1 minuto pra falar de Chelsea x Barcelona, que foi transmitido de tarde. E mais 1 minutos pra falar da Copa do Brasil, que eles exibiram de noite.
Pombas, mas nem pra divulgar os jogos que vão transmitir?!! Uma falta de visão dessas é algo inexplicável. Um tiro no pé!
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O MMA foi tema do Observatório da Imprensa da semana passada. Uns favoráveis, outros contra. Parece que só descobriram o MMA agora que tá na Globo. Parece também que só existe violência nos eventos de luta. Ninguém vê os cadáveres expostos nos “puliça news” da hora do almoço, ninguém assiste os filmes em que os “Rambos” da vida matam 80 pessoas. Nada!
Sorte que no final lembraram daquele aparelho magnífico, o controle remoto. Quem não gosta do MMA deve usar esse aparelho, basta clicar na tecla de canais. Nem gasta tanta pilha assim. E não precisa de lei pra dizer o que deve ou não passar na televisão. Precisa é de regulamentação. Mas isso não rende voto. E ninguém quer tocar seriamente no assunto.
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Esse papo sobre o MMA parece aquela negócio de beijo gay. Já vi centenas de beijos gays, em vários canais. Mas o povo só se preocupa com a novela da Globo. Se tiver um beijo gay no Carrossel Animado ninguém liga; se for na novela… Aí o mundo desaba! Eita povinho hipócrita!!
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Nos comentários da última coluna o pessoal falou um pouco sobre a Fox Sports e o Ramon disse que eles estão assinalando que a exclusividade da Libertadores é em TV fechada. Não fazem mais que a obrigação.
Mas a Fox Sports precisa cuidar de alguns outros detalhes. O “ao vivo” continua abaixo do logo mesmo quando estão exibindo lances no intervalo e após a partida. Tudo bem que é “chato” botar e retirar o “ao vivo” sempre que entrar um VT. Mas é assim que se faz nas melhores emissoras.
Outro detalhe que precisa ser ajustado é o áudio, muito alto. Quando entram as vinhetas, e aqueles “tchum, tcharam, pam” o áudio chega a irritar. Lembra a Globo de uns 20 anos, quando deixavam o plim-plim num volume altíssimo, pra todo mundo ficar sabendo que a vizinhança estava assistindo o mesmo programa.
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Algumas colunas atrás, falando sobre a Fox Sports, eu disse que ela tem o mesmo DNA da Record. E nem me toquei de um ponto importante. O diretor da Fox Sports já teve uma passagem pela Record. Foi diretor de esportes na Barra Funda. Talvez tenha carregado alguns ensinamentos na bagagem. Ou talvez isso seja uma orientação mais acima. Não posso garantir nada. Só sei que não é muito bacana.
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Outra coisa que não é bacana é essa escolha do caminho fácil que a Globo e Band fazem ao escalar os jogos que serão televisionados. A primeira opção é sempre o Corinthians pra São Paulo e o Flamengo pro Rio. A segunda opção também. E a terceira!
A coisa estava tão exagerada que a Globo refez a escala dos jogos que vai transmitir no Brasileirão. Removeu 2 jogos do Corinthians. Pelo menos até segunda ordem.

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April 17, 2012

Porre Titânico

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 4:47 pm
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Vamos correr que tem muita coisa na pauta. Não sei até onde vai a paciência das demais pessoas, mas a minha é meio curta. Mas mesmo sendo grande não aguentaria essa avalanche de filmes, documentários, reportagens e bobagens sobre o Titanic. Especialmente nos canais fechados. Algo absolutamente insuportável. Um porre!!! E sem qualquer justificativa. Não há nada de novo ou fato relevante. Só um número redondo; que alguns julgam emblemático. Mas, na prática, tem o mesmo efeito do 116, 92 ou 47. E aqui vale tudo o que falei nos 10 anos dos atentados de 11/09. Parece que não tem outro assunto; ficam martelando a mesma nota. E haja saco pra ouvir (e ver) sobre o centenário do naufrágio do “Taitanic”. Pena que o navio não levou junto todos esses filmes e documentários.
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Rolou um papo, nos comentários da última coluna, sobre a transmissão da Indy na Band. Vou repetir minha opinião: a Band não faz favor algum passando as provas no Band Sports. Até por ter divulgado isso desde o ano passado. E ela também informou que não passaria todas as temporadas na Band. Então estava tudo avisado.
Mas tem um problema, a maioria dos espectadores não é assinante do Band Sports e fica na dependência da tv aberta. E esses ficam na expectativa de ter futebol do horário, do dia, da grade… Mas o povo não reclama tanto. Talvez por ser a Indy, por ser a Band. Só fico imaginando se fosse a Globo comprando o evento e, como faz com muitos produtos, descarregando tudo no Sportv.
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Outro assunto nos comentários foi o “4º Tempo” que a Band colocou após a última edição do Pânico. Eu não vi, mas sei que o Ibope foi bom, 4 pontos de média. Mas até aí não significa muito. Até o Dr. Hollywood dava 5 ou 6 pontos quando entrava na esteira. Sem o Pânico desabou pra 1 ponto!
O fato é que a Band ainda está procurando o que colocar no horário. Eu não gosto muito da escolha. Um Terceiro Tempo já é muito. Dois então… Sem falar que naquele horário o espectador já viu tudo e mais um pouco, em outros canais. Acho que ainda não é o produto ideal pra receber o bastão do Pânico.
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Não gosto muito do esquema que a Globo faz com as ligas de basquete e vôlei. Isso em tv aberta, não me refiro ao Sportv. Até concordo que não é viável exibir todo o campeonato na poderosa. Mas as finais (e semi) deveriam ter mais destaque e “carinho”. Não é nada, não é nada, a final da liga feminina de vôlei deu mais de 6 pontos. Isso numa manhã de sábado, com share baixo. É praticamente o mesmo que dá o programa da Ana Maria Louro José Braga.
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Na semana passada terminou outra novelinha do Falabella, Aquele Beijo. Não sou o mais indicado pra falar de novelas, mas… Todas as novelas do Miguel Falabella ficam abaixo da média do horário. Não tem pegada com o público. Nem são um sucesso de crítica. Mas a Globo insiste com o “multimídia”. Tudo bem que o Falabella é um bom ator de comédia, que dirige peças, produz, etc… Mas talvez fosse o caso de esquecer isso de escrever novelas. Folhetim não é o seu forte (de Copacabana).
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Nossa imprensa é bem curiosa. Especialmente os “cabeças pensantes”. Os caras pescam um pensamento (ou teoria) e transformam num dogma. E isso vale pra imprensa especializada em economia, política, esporte…
O caso mais atual é o tal “legado da Copa (ou olimpíada)”. Podem reparar, qualquer debate ou entrevista e logo chega alguém falando que, independente dos problemas, o importante é o legado que a Copa vai deixar. Legado??? Ora, qualquer jornalista poderia dar uma voltinha pelo Rio e ver o legado do Pan. Mas ninguém quer mesmo saber disso.
Mas o “ninguém” é aqui, nas nossas emissoras (e jornais e revistas). Salvo raras exceções. Ou como o caso da Reuters, que mandou uma equipe pra Pequim, investigar o que sobrou da última olimpíada. As cenas são assustadoras. Gastaram quase 40 bilhões de dólares e já está tudo sucateado e abandonado. E a África do Sul está indo pelo mesmo caminho. Podem pesquisar sobre o assunto, na internet é claro. As nossas emissoras estão ocupadas em fazer uma cortina de fumaça e repetir frases feitas.
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O Alexandre, pelos comentários, deixou um link pra um artigo em que o autor contabilizava as recentes matérias que a Record produziu pra divulgar o “notável trabalho” do ministro da sardinha em lata, Marcelo Crivella. Fato que eu mesmo já tinha abordado aqui no Tevezona, após passar alguns dias vendo mais tv aberta. Depois o próprio Alexandre confirmou isso, em diversas reportagens na Record e Record News. E o mesmo poderia ser percebido por qualquer pessoa com um mínimo de atenção. Não é necessário um QI próximo ao do Einsten.
Já perdi o número de vezes em que citei momentos onde as emissoras fazem pouco da inteligência do telespectador. Mas, como o Julius lembrou, isso não é exclusividade da Record. Acho que ocorre (em maior ou menor grau) em todas as emissoras. O grave na Record é que ela passa da conta, na cara dura. Por isso é bom que o espectador fique alerta. Não custa nada e não machuca.
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É quase uma tradição que as novelas comecem com uma audiência baixa e conquistem mais espectadores com o passar dos capítulos. Mas o caso da novela Máscaras é preocupante. Até por ter perdido público após os primeiros dias de exibição. Ontem deu 8 pontos de média; bem abaixo da meta da Record.
Não sei dizer onde é que a porca está torcendo o rabo. Mas isso de botar uma edição do Tudo a Ver enxertada entre duas novelas é dose. Já fizeram antes. Não dá. O Tudo a Ver não consegue nem se salvar, imagina ajudar a novela. Apaga e começa do zero!

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April 13, 2012

Temos Bastante Sobra

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:08 pm
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Já abordei a nova regulamentação para as TVs pagas em algumas ocasiões. Não dá pra analisar cada ponto da lei e suas possíveis consequências. Ainda mais que tudo é bem recente. Mas já existem algumas pistas do que o futuro nos reserva.
Nesta semana eu li uma notícia dando conta de que o grupo Fox (via Fox Life) está acertando a compra de algumas novelas nacionais. A primeira delas é a versão recordiana de Bela, a Feia. Sim, a mesma novela que teve sua primeira exibição na Rede TV. E depois uma reprise. Depois tivemos a versão mexicana, a versão americana (no SBT) e a versão da Record. Nem vou entrar no mérito da qualidade do folhetim. Mas, francamente, é muita versão e muita reprise. Tudo num tempo relativamente curto.
Daí a minha surpresa ao saber que a novela vai ser “atração” numa tv paga. E nem o sucesso (relativo) do Viva serve de explicação. Pode ser bobagem minha, mas eu espero que um canal pago ofereça algo mais que sobras e reprises de canais abertos. E nem estou desprezando filmes, seriados e novelas antigas. Temos o TCM dando um bom exemplo de como se usa um acervo. Mas isso não pode ser regra geral.
A impressão que tenho é que alguns canais pagos estão usando esses produtos pra cumprir aquelas 3 horas semanais de produção local. E também pra ter produtos dublados, pra se popularizar, pra encher linguiça…
(segue…)
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tbs muito divertidoVamos ver o caso do TBS pra entender melhor o que se passa. O TBS é um canal do forte, rico e poderoso grupo Turner. Não tenho dados recentes de faturamento, mas o grupo Turner é praticamente do mesmo nível do News Corp (ou Murdoch Corp). Não é pouca coisa. Então a Turner vem e resolve instalar o TBS no Brasil, focando basicamente em filmes e seriados de humor. Mas o “humor” está mais concentrado nos intervalos. Parece que quem monta a programação é russo e quem faz as chamadas é tailandês. E eles não falam a mesma língua! Se alguém prestar atenção nas chamadas vai ver que anunciam filmes pra Novembro (sim, estamos em Abril), anunciam seriados que não estão mais naquele horário, anunciam dois programas pro mesmo dia e hora, etc…
Pois esse mesmo TBS acertou, com a Band, a compra do CQC e do seriado Anjos do Sexo. O seriado até se enquadra no perfil do canal, já o CQC… Não consigo ver sentido em assistir uma reprise de 2008 (falando das olimpíadas de Pequim) quando estão chegando os jogos de Londres. A graça do CQC está em fazer humor com o cotidiano, não é comparável com o Seinfeld ou Eu a Patroa e as Crianças que serão engraçados em qualquer hora e local. A impressão é a mesma do caso da novela no Fox Life. E isso não é nada animador.
O TBS ainda revela um ponto que vem se agravando nos canais pagos. A ordem geral é abrir mais e mais canais e aumentar a receita. Pouco importa se existem produtos pra preencher a grade. Ou mesmo 1/3 da grade. Pois nem adianta vocês dizerem que estão cansados de ver o Chris na Record, o Raymond na Sony, ou N reprises do Diário de Bridget Jones. Essa é a programação do TBS (Temos Bastante Sobra). Um canal pago. Pago, mas que nem retira as chamadas depois que um filme é exibido!
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A gente cansa de repetir que a TV aberta está piorando a cada dia. É fato, ninguém pode negar. Mas também é fato que os canais pagos (no Brasil pelo menos) estão muito longe de satisfazer o espectador (assinante). Um ótimo exemplo é a Fox Sports. Nesta semana entrou o canal deles em HD; muito bacana. Mas e a programação? Pois é, pode até ser legal ver um VT de um jogo do São Paulo, pela Libertadores de 2006, o Santos com o Basílio no ataque, o Grêmio ainda com o Diego Souza… Mas, sério, isso é uma absoluta falta de conteúdo. Como diria o Datenão, é um tapa na cara da sociedade! Fico imaginando a cara de quem tá pagando pra ver a Fox Sports no pacote esportivo.
O caso da programação é fruto da afobação em lançar o canal antes da hora. E acho que pode ser corrigido até o final do ano. O complicado é assistir um jogo na Fox, hoje. Na quarta tentei ver o jogo do Fluminense, até por ser em HD. Mal cheguei nos 30 minutos do 1º tempo e botei na Globo. Depois fiquei sabendo que fizeram ainda pior no jogo do Flamengo (mas esse nem vi). Aquilo tá parecendo futebol no estilo dramalhão mexicano. Tá over, over, muito over!! E ainda vem gente pra falar que o Galvão é chato. Pois a Fox Sports me fez sentir saudade do Galvão. Acreditem!
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A gente fala tanto dos erros e mancadas da Rede TV, Band e cia bela, mas… A Gorda Redonda também faz das suas. Primeiro fizeram todo aquele carnaval na saída da Fátima e entrada da Patrícia na bancada do JN. Aí anunciaram o projeto do novo programa da sra. Bonner. Falaram em horário, diretor, redatores, formato, equipe, platéia… Estamos pela metade de Abril e não existe nada definido. Talvez no 2º semestre. Ou no 3º :P Tá parecendo o caso do sujeito que não sabe se casa ou se compra uma bicicleta. Vai acabar torrando o dinheiro com Doritos!
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Hoje o elogio vai pra cobertura que a ESPN Brasil fez (está fazendo ainda) no centenário do Santos. As TVs abertas fizeram o básico, mais pra cumprir a tarefa. A ESPN produziu um programa chamado Os Súditos do Rei, fez edições especiais dos programas habituais e, neste momento, está exibindo um filme sobre os 100 anos do clube. Sem exageros e sem irritar quem quer saber dos demais clubes. Acho que ficou interessante até pra quem não é santista.
Sobre o filme do Santos, o Alexandre estranhou o fato de ser uma co-produção, até com a Band no meio. Meu caro, o nome disso é isenção fiscal. Ninguém botou a mão no bolso. Aí fica fácil.

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April 9, 2012

Grade Móvel

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:12 pm
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Acho que não tem nem 2 meses que eu reclamei da (então) última mudança na grade do Esporte Interativo. E mais alguns outros problemas da emissora. A maioria deve lembrar. O que poucos viram foi o comentário que alguém deixou; possivelmente um funcionário do EI. Disse que eles sabiam do problema, que aquela seria a mudança definitiva, que faziam uma transmissão diferenciada, que tinham garra, que os outros canais esportivos não prestavam, que eu não poderia criticar o EI, que eu tinha má vontade com a emissora, etc…
Muito bem, na semana que passou eu vi o Esporte Interativo anunciando a mudança de dia do Kajuru Pergunta e do Zico na Área. Na coluna em que critiquei as mudanças repetidas na grade eu disse que aquela não duraria nem 6 meses. Errei, e feio! Não demorou nem 2 meses. Bastaram 2 meses pro EI mexer na grade de programação. Como se isso fosse mudar muita coisa. Não vai. A grade continua errada. Falei antes e repito. A única ressalva que faço é que isso não é exclusividade do EI. Tem muita emissora metendo os pés pelas mãos ao montar a grade. E achando que mudanças mensais vão resolver o problema. Tudo bem, algum dia eles aprendem. Por enquanto só sabem dizer que é má vontade minha.
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Agora tenho um registro positivo. Não sei de quem partiu a idéia ou se é um presságio de melhora na qualidade da programação. Mas o Esporte Interativo fez bem ao exibir um documentário sobre o João Saldanha. É um filão que deveria ter mais atenção por parte dos canais esportivos. Acho que só a ESPN costuma exibir documentários e filmes sobre o esporte. Em TV aberta, nada! Uma pena.
Pena também foi o dia e horário que o EI escolheu pra exibir o documentário: hora do almoço de um domingo de Páscoa. Pombas!!! É melhor pensar numa reapresentação, em horário mais adequado. E em mais programas do tipo.
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Vejam como é a vida. A Record passou os últimos 4 anos falando em olimpíada. Todo telejornal da emissora tinha que exibir uma matéria falando dos jogos e de atletas. Mesmo quando não havia assunto. Tanto que irritou muita gente que assiste o canal.
Agora a olimpíada está chegando. Seria o momento (correto) de abrir espaço pra programas especiais, reportagens mais extensas e, talvez, exibir alguns eventos preparatórios. Mas a Record continua na mesma tocada, só com matérias enxertadas nos telejornais e no Esporte Fantástico. E tome Pica-Pau!!
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Depois da Milena Machado a Band perdeu outra apresentadora e repórter pra Globo. Foi a competente Izabella Camargo. Mas desta vez ela agiu rápido e acertou a entrada da Rita Lisauskas. Fez bem. Mas deveria se esforçar mais pra segurar os profissionais que já tem. Alguns fazem falta. É o caso da Izabella.
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Em Fevereiro eu falei sobre a programação 2012 da Band e disse que não enxergava nada muito animador. Ao menos pra provocar uma mudança significativa na audiência. Nos comentários da última coluna o Alexandre me lembrou desse novo game que será apresentado pelo Datena, Quem Fica em Pé. O formato é mais uma daquelas porcarias que as produtoras jogam no mercado brasileiro. E sempre aparece um incauto pra comprar. Mesmo que já tenha sido usado há uns 10 anos. E que tenha fracassado. Imagina agora, no mesmo horário da novela das 21 horas. Então tá!
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Tem uns 2 meses que eu abordei o Sky Livre e meti o malho no produto. E é realmente um lixo. Pois há alguns dias eu fiquei sabendo que a Oi TV pretende lançar algo parecido. Mas não tão parecido. Devem ter lido minha coluna (piadinha). Não tenho muitos detalhes, a empresa ainda vai anunciar isso. Mas pelo que entendi é o seguinte:
A Oi TV fechou um acordo com alguns fabricantes de receptores. Esses fabricantes vão cuidar de produzir e comercializar os receptores e antenas. A Oi TV vai tratar dos canais e pacotes. A diferença importante é que o equipamento será vendido aos consumidores, sem aquela estratégia de comodato. Ninguém perderá o receptor se cancelar a assinatura. Parece que o receptor também captará alguns canais abertos (FTA). Pelo menos os canais que estiverem no Amazonas. E os que entrarem lá futuramente. E isso é bom, caso se confirme. Ninguém revelou preços, mas as empresas envolvidas prometem valores competitivos.
A idéia me parece interessante. Resta saber como será na prática.
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Alguém aí assiste a Fox Sports? Se a resposta for sim, me façam um favor. Assistam um programa chamado As Aventuras de Danny e Dingo. Depois tratem de me explicar, mas bem desenhadinho. Até hoje eu não entendi o que é aquilo e qual o sentido de passar num canal esportivo. Talvez seja um programa da Fox Kids que entrou por engano. Ou algo assim. Vai saber…

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April 4, 2012

Exótico e Bizarro

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:07 pm
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Devo confessar que assisti a estréia do Pânico na Band. Pelo menos até onde deu. Ou até ficar envergonhado da minha cara de quem caiu numa pegadinha. Pois pareceu mais uma pegadinha. Desde o início, com a Sabrina descendo uma escada sem fim, com o hit semanal da internet (para nossa infelicidade), com a Tal Marchiori (escrevi Tal mesmo)…
Mas é claro que não era uma pegadinha, caro telespec. O Pânico virou mais um dos costumeiros programas dominicais. Igual o programa do Gugu, da Eliana, da Ana Hickman, do Portiolli… Virou um “cara, crachá, cara, crachá”. E, igual os citados, tem um quadro de humor perdido no meio. O Gugu tem a sua versão da Escolinha, as loiras tem quadros de piadas, o Domingo Legal deve ter algo parecido. O Pânico tem o Carioca. É o único ponto positivo do programa. Talvez não, eles contrataram o Guilherme Santana (que era da MTV), e ele tem condições de provocar algumas risadas. Só não sei se será com essa imitação do Otário Mesquita. O resto… É só o resto.
E o resto é aquilo que pode passar (ou já passou) em qualquer programa dominical. Não precisamos do Pânico pra explorar o exótico e o bizarro. O Gugu já faz isso; há séculos. Lembro de ter visto aquele rapaz peludo em outros programas. E, francamente, não vejo a menor graça na Sabrina beijando e alisando o rosto peludo do rapaz. É tão “engraçado” quanto a Sabrina beijar um rapaz barbeado. E isso de explorar deformidades e aberrações vem dos circos da idade média; podem pesquisar em livros de história. Pode ser curioso, bizarro, exótico, qualquer coisa. Só não acho que seja divertido. Mas a nossa televisão acha. Pena que está uns 500 anos atrasada.
Também achei preocupante a fixação em explorar programas e artistas da Band. Helooouuuu Pânico. O Casseta perdeu 90% do seu humor quando escolheu a trilha de parodiar novelas e programas da própria emissora. Essa trilha é bem batida. E sabemos o seu final.
A audiência, que vale muito pra Band, foi dentro do esperado. Mas deve cair uns 3 pontos depois da expectativa inicial. Nada que espante os patrocinadores. Ou que diminua o faturamento. E isso vale mais ainda pra Band. É festa por lá. Mas é bom cuidar pra que a festa não oculte as falhas.
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mtvNos últimos tempos eu venho comentando alguns fatos envolvendo transmissões via satélite, operadoras de assinatura e coisas do tipo. Sei que é um assunto pouco palatável. A maioria nem deve entender. Mas, podem apostar, vocês serão afetados por isso. Cada dia mais.
Pois esta semana começou com a notícia da saída da MTV do C2 analógico. Isso depois de todo aquele carnaval que a MTV fez quando entrou no satélite. Então, a MTV saiu do analógico e nem pra pensar em entrar no C2 digital. Nada, os 22 milhões de lares com parabólicas não contam muito pra emissora.
O motivo principal dessa atitude da MTV atende pela sigla de SeAC. Não vou explicar todos os pontos dessa regulamentação pra não me alogar; mas podem pesquisar na internet e ver os detalhes. O fato decisivo é que o SeAC vai obrigar as operadoras de tv por assinatura a carregarem 13 canais abertos em seus pacotes básicos. O objetivo dessa lei é até louvável. Mas, no Brasil… Aqui a coisa sempre toma um rumo estranho. É o caso da MTV. E possivelmente de algumas outras emissoras. A MTV está contando com seu sinal nas operadoras pagas. Então pra que pagar o aluguel de um transponder no C2?? Quem liga se 75 milhões de pessoas vão ficar sem a opção de assistir a emissora? A Abril não liga.
E podem se preparar, vem muito mais pela frente.
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Não sei se todos sabem como se produz uma matéria jornalística. Tem o repórter, o editor, o produtor… Eles vão coletando dados, entrevistando, pesquisando, juntam as imagens, preparam o texto final, é feita a locução, a edição de imagens, etc… Ainda temos a figura do chefe da editoria, do editor geral, que, supostamente, devem fazer a revisão do material. Mesmo quando a matéria vai ao ar temos o apresentador, o pessoal do switcher. Enfim, o que quero dizer é que a matéria passa por muitas mãos. Mesmo que o material venha de uma agência de notícias, ainda passa por algumas mãos.
Toda essa bobagem acima é pra chegar no ponto nevral: não consigo aceitar erros grosseiros que alguns telejornais jogam no ar. Pode parecer insignificante pra alguns, mas eu considero uma baita falta de respeito e capacidade. Especialmente quando isso ocorre numa grande rede de televisão.
Ontem perdi os telejornais da noite. Aí acabei dando uma passada no Jornal do SBT pra ver o que acontecia neste planeta insignificante. E a coisa foi indo. Eis que começam a passar os gols de Barcelona X Milan. E a locução, nos 2 pênaltis, chamou o goleiro do Milan de Abidal. Qualquer pessoa que saiba um pouco de futebol sabe que o Abidal é jogador do B… Não vou dizer! Agora, querer que o Abidal pegue um pênalti do Messi é pedir demais. O Guardiola ficaria louco de raiva :P
Mas não acabou. Chega uma outra reportagem, falando sobre a Chevron e seus vazamentos de petróleo. A matéria informava que a empresa recebeu uma nova multa, de 20 Bilhões. Isso, com “B”. Corta pra bancada e o Nascimento comenta: “se a empresa não pagou a primeira multa de 20 Bilhões, imagina se vai pagar duas”. Realmente, sr. Carlos Nascimento, ela não vai pagar 20 Bilhões. Primeiro que ela nem deve faturar isso, aqui no Brasil. Depois porque exige um teto para multas no país, que, salvo engano, é de 50 milhões.
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Muita gente gosta de repetir que é feliz por ter TV por assinatura e estar livre das porcarias dos canais abertos. Mas eu assisto canais abertos e fechados e não consigo ver tanta diferença. Salvo honrosas exceções.
Pois ontem tive a péssima idéia de parar alguns minutos num programa de “negócios esportivos” (ou qualquer outra definição) do Band Sports. O nome do programa é Encontro de Craques. E me fez lembrar meu tempo de garoto, quando tinha o Chacrinha, Bolinha, Almoço de Artistas e coisas assim. Um salão enorme, cheio de gente, bebidas, salgadindos, uma pergunta aqui, um jabá, outra pergunta acolá, outro jabá… Ainda entregaram uma medalha pro apresentador, Beto Saad (mas com vários Bs e Ts na grafia). Olha, senti falta da “boletes”.

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