Bobagens Esportivas
Já tem um tempo que falei sobre erros e problemas nas transmissões esportivas da Band. A situação ainda não melhorou. Mas a Band não está isolada neste terreno. A coisa também anda feia pros lados da Globo. E nem venham me falar de audiência; ela não pode ser desculpa pra encobrir os erros.
O que se viu nas últimas partidas da Liga dos Campeões é um sinal claro. O mesmo ocorre (em menor intensidade) na F1. O Galvão Bueno ainda não está trocando as bolas tanto quanto o Luciano do Valle. Mas tá indo pelo mesmo caminho. E o pior, não aparece um “santo” pra avisar que ele tá errando o nome de um jogador, técnico ou piloto. Nem pra tomar uma atitude quando ele (quase) perde a voz no meio de um GP. Deve ser medo, ou coisa parecida.
Os comentaristas também andam meio estranhos ultimamente. Talvez seja uma orientação pra serem mais populares. Ou engraçadinhos. Seja o que for não é legal. E outra, comentarista de arbitragem é coisa dispensável. Principalmente pra fazer como o Arnaldo C. Coelho. Fica lá, esperando entrar o VT, esperando a linha de impedimento, gaguejando, explicando o que as imagens já mostram. Ou pra dizer que o lance é de “interpretação da arbitragem”. Ora, ora, até aí… Tanto é que só a Globo (em TV aberta) ainda usa o comentarista de arbitragem. Talvez por comodismo.
O fato principal é que a transmissão deixa a desejar. Evoluiram nas imagens, na captação de áudio, na parte técnica. Falta achar o caminho certo na narração e comentários. Do jeito atual a primeira reação que dá é trocar de canal. Ou apertar a tecla “mudo” do controle.
E antes que eu esqueça, vídeo da “família margarina”, sorridente e feliz, fazendo perguntas pros comentaristas é o fim da picada. Peguem tudo e $&*!@$#! no *@%&!# do João Sorrisão!!
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Outro dia falei sobre a escala de jogos que a TV está montando pro Brasileirão. A Globo acabou até refazendo sua grade de transmissões. E isso é mais grave do que a maioria pensa. O espectador (torcedor) comum vai “pensar” com o coração. Ele quer ver o jogo do time dele na televisão. E todo o resto que se dane. Mas o bagulho não é tão simples assim.
Antes de mais nada aviso que não defendo o clube A, B ou C. Minha preocupação é com o perigo da “espanholização” do nosso futebol. E esse perigo passa (e muito) pelas decisões da TV. Outro dia, no Máquina do Esporte (no Band Sports), um especialista em marketing esportivo (cujo nome não anotei) alertou sobre esse problema. E explicou a situação de forma mais extensa. Eu vou ser mais prático, vou usar um clube fictício, o Batata Atlético Esportivo.
Chega a TV Juquinha e negocia individualmente os direitos de transmissão do campeonato. E paga o dobro (ou triplo) pro Batata Atlético Esportivo. Alguns dizem que ela ainda pagou um extra (por baixo dos panos) pro clube aceitar logo o contrato. Depois a TV Juquinha resolve exibir os jogos do Batata em 70% das rodadas. Aí o Batata bota isso debaixo do braço e vai negociar com seus patrocinadores. É óbvio que todo patrocinador vai querer sua marca exposta (ao máximo) na televisão. Assim o Batata consegue uma cota generosa de patrocínio. Com toda a exposição na mídia, o Batata vai conquistando mais e mais torcedores. E vende mais camisas e licencia mais produtos. E fatura ainda mais. E contrata mais jogadores famosos. E aumenta ainda mais a sua exposição. E daí em diante.
O resultado final pode ser visto no campeonato espanhol, principalmente. E em outros campeonatos importantes, onde uns 3 ou 4 clubes disputam o título e o resto só faz figuração.
É óbvio que não se pode pagar o mesmo pra todos os clubes. Nem garantir o mesmo número de jogos televisionados. Não sou xiita. Mas é bom que tenhamos atenção ao assunto. Do jeito que está, não existe volta.
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Várias vezes eu escrevi sobre a (falta de) regulamentação da televisão brasileira. Por sorte a maioria dos leitores entendeu o que eu defendi, e sabe diferenciar a regulamentação da censura.
Tenho um bom exemplo de algo que está confuso e passa batido. Não sou especialista em leis, mas, até onde sei, o jogo é proibido no Brasil. Claro que isso não se aplica aos “jogos da Caixa”. Mas isso não interessa agora. O cerne da questão está nos jogos de azar não autorizados. Pois, curiosamente, temos vários anúncios de sites de apostas e cassinos rodando em nossa televisão. Especialmente em TV fechada. Então como é que fica? Se eu montar um cassino na minha casa, vou preso. Se eu tiver uma emissora e veicular anúncios de cassinos nada acontece?
Só como comparativo: a Espanha acabou de ratificar (segundo a legislação local) a proibição de propagandas de jogos de azar. Em todos os meios. Tanto é que o Real Madri irá trocar seu patrocinador master. Sai o site de apostas e vai entrar uma empresa de aviação.
E aqui, pode tudo?
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Ano passado tivemos a liga mundial de vôlei (masculina e feminina). Aqueles jogos que passavam de madrugada, devido ao fuso. Muito bem, tentei assistir no Esporte Interativo. Eu só queria ver os jogos, não o Radamés lendo milhares de recados em lugar de analisar a partida. Eram tantas mensagens, beijos e abraços que acabei desistindo. Peguei aquele equipamento novo, o controle remoto, e mudei de canal.
Semana passada, durante a final da liga nacional de vôlei, casualmente, parei uns minutos no EI. Levei um susto. O André narrava, o Radamés Lattari comentava e… Nada de bobagens anexadas. O EI ainda tinha dois repórteres no ginásio. E a transmissão foi bem agradável.
Acabei lembrando daquela estória de botar a vaca na sala. Parece que o Esporte Interativo havia colocado a vaca na sala, agora resolveu tirar. Só não sei se isso é digno de elogio. Mas é melhor que continuem assim, focados no que interessa de verdade. Caso contrário… O controle tá aqui do lado.
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Estou escrevendo esta coluna no início da madrugada de domingo. Então não sei dos números da audiência de hoje. Mas é muito provável que a Band tenha uma das maiores médias diárias de sua história. Tem tudo pra isso. Basta ver a programação do dia. Pena que de manhã é só traço.
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Querem que eu diga algo sobre a panicat de cabeça raspada? Nem pensar! Eu tô careca de saber que o Pânico virou um programa de “causos”. Pra quem gosta, refeição farta!
















Vamos ver o caso do TBS pra entender melhor o que se passa. O TBS é um canal do forte, rico e poderoso grupo Turner. Não tenho dados recentes de faturamento, mas o grupo Turner é praticamente do mesmo nível do News Corp (ou Murdoch Corp). Não é pouca coisa. Então a Turner vem e resolve instalar o TBS no Brasil, focando basicamente em filmes e seriados de humor. Mas o “humor” está mais concentrado nos intervalos. Parece que quem monta a programação é russo e quem faz as chamadas é tailandês. E eles não falam a mesma língua! Se alguém prestar atenção nas chamadas vai ver que anunciam filmes pra Novembro (sim, estamos em Abril), anunciam seriados que não estão mais naquele horário, anunciam dois programas pro mesmo dia e hora, etc…
Nos últimos tempos eu venho comentando alguns fatos envolvendo transmissões via satélite, operadoras de assinatura e coisas do tipo. Sei que é um assunto pouco palatável. A maioria nem deve entender. Mas, podem apostar, vocês serão afetados por isso. Cada dia mais.