Mascarando as Falhas
Tenho vários assuntos na pauta. Então a coluna será no estilo rapidinhas. O primeiro tema é a tal “nova F1″ que a Globo inventou, começando no GP de Mônaco. Não dá pra dizer que é algo novo ou revolucionário. Nem perto disso. Na verdade a Globo apenas fixou uma equipe para cobrir todas as etapas da F1. Agora com câmeras e mais a turma da técnica. Nada extraordinário, ainda mais em se tratando de uma emissora com tanto dinheiro e capacidade.
Essa cobertura especial é uma tentativa da Globo de reverter o atual desinteresse do público diante da F1. Já foi o tempo em que o Brasil parava pra assistir as corridas. Sabemos que a massa gosta mesmo é de vitórias, não de acompanhar pilotos medianos.
Mas a tal cobertura especial teve alguns problemas sérios. No áudio, no corte, na coordenação. Chegou ao ponto do Galvão aparecer, ao vivo, dirigindo a transmissão. Coisa que ele nem gosta ![]()
Até acho que a Globo tem condições de consertar as falhas técnicas. Mas duvido que consiga reverter a queda na audiência. Pelo menos até termos um novo grande piloto.
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Poucas vezes uma Fazenda foi tão importante. É a única arma da Record pra tentar estancar a perda de audiência. Única sim, os jogos olímpicos são um evento de 2 semanas e com efeito temporário. Mas a estréia da Fazenda 5 até que teve bons números no Ibope, ainda que isso não garanta seu sucesso final. De qualquer modo foram 17 pontos de média em SP. Isso apesar do Britto Jr, da Angela Biscate, da Gretx-hein, da Nicole Halls e mais um monte de “nunca ouvi falar”. Quem já viu uma edição anterior já sabe o que vai encontrar. Então é bom preparar um saco de vômito. Um bocado pelas baixarias e apelações. E muito pelo apresentador, suas frases de efeito, redundância e eloquência vazia.
Mas, caso a audiência se mantenha, isso não pode mascarar os problemas da Record. A situação é grave e vem de algum tempo. Podem usar a busca interna e ver quantas vezes falei no assunto. O sinal vermelho, das últimas semanas, é só um aviso gritante. Existe muita coisa errada na Barra Funda; não é uma falha isolada. E um sucesso eventual não resolve muito, só remedia.
Só como exemplo: ontem, no horário nobre, o SBT ficou com 7,7 pontos e a Record com 7,6. Isso incluindo a Fazenda!!
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O SBT deve ficar atento pra não cometer, com Carrossel, os erros que a Record cometeu em sucessos anteriores. O SBT não deve submeter sua programação inteira à tarefa de divulgar a novela. Não é assim que se faz. Tem programa que não serve pra isso. O jornalismo, por exemplo, não é o Programa do Ratinho. Não dá pra inventar reportagem com a professorinha e jogar isso em todos os telejornais. Melhor deixar isso pra Eliana, pro Portiolli, pro SS e demais programas da linha de shows.
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Nem tenho muito pra falar sobre o UFC “ao vivo” que a Globo exibiu na madrugada de sábado. Era bem previsível que ela fizesse algo do tipo. E nem foi uma previsão minha, milhares de pessoas falaram o mesmo quando ela comprou os direitos do evento. O único fato relevante aí foi a resposta do dono da competição, Dana White. Ele botou panos quentes e disse que o fato era aceitável e que o importante era estar numa TV aberta. Engraçado, né… Será que a Rede TV é uma emissora fechada? Tá bem!! Mas, resumindo, eles se merecem. E duvido muito que eles se separem antes de aparecer algo mais lucrativo.
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Agora um fato que chama a atenção. O UFC, mesmo com o “ao vivo” fajuto, marcou 12 pontos de média. Igual o amistoso da seleção, que a Globo exibiu na manhã do sábado. Nem vou me alongar abordando o fato. Mas eu cresci numa época em que qualquer amistosinho da seleção (contra a Venezuela) dava 30 ou 35 pontos de média. Hoje… Ah, também não estou enaltecendo o UFC, só citei por ter sido o outro evento esportivo do dia, na Globo. Mas, como comparação, o amistoso deu 13,7 no Rio, perdendo da TV Xuxa e do Estrelas.
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Não vi as estréias do domingo da Rede TV. Aliás, eu estava tão interessado nelas que acabei vendo um pedaçinho do Balanço Esportivo, na CNT. Mas vi uma parte do SNL pela internet. Acho que a audiência, 1 ponto, fala por si. Nem tanto pelo SNL, que é fraquinho mas pode beliscar uns 2 ou 3 pontos. Mas no caso daquele troço que o Dr. Rey faz, 1 ponto foi muito!! Era pra dar -1. E o pessoal ainda reclamava do João Kléber. Não que não tivessem motivos, mas e agora, vão falar algo sobre esse cirurgião maluco??
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Acabei de contar que no domingo, com a falta de opções, eu acabei parando na CNT. Mas também passei, na minha via crucis, pela Record. No meio do Domingo Espetaculoso. Sabem qual matéria passava na hora?? Ganha um chiclete quem disser que era sobre abuso sexual na infância.
Nada contra a pauta, é um assunto sério que merece punições muito mais rígidas. Só achei curioso a Record lembrar disso justo após o caso da Xuxa. Ô criatividade!!!

Acho que a maioria dos visitantes eventuais deve ficar se perguntando como é que eu fico botando defeito em tudo, criticando a programação, os apresentadores, a grade das emissoras… Pois é, eu critico por ser essa a “linha editorial” do site. E por ter boas razões pra tanto. Mas hoje vou mudar o tom.

A situação atual da Band parece aquela estória do médico e do monstro. A emissora festeja o crescimento da audiência (noturna) e o consequente faturamento. O departamento comercial, que é “famoso” por seu trabalho, vende até o impossível. Mas a programação diurna é muito fraca. Existe a necessidade de rever, o mais breve possível, a grade atual. Vários destes programas já demonstraram, claramente, que não funcionam. Insistência não vai resolver o problema. Nunca resolveu.