May 30, 2012

Mascarando as Falhas

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 4:23 pm
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Tenho vários assuntos na pauta. Então a coluna será no estilo rapidinhas. O primeiro tema é a tal “nova F1″ que a Globo inventou, começando no GP de Mônaco. Não dá pra dizer que é algo novo ou revolucionário. Nem perto disso. Na verdade a Globo apenas fixou uma equipe para cobrir todas as etapas da F1. Agora com câmeras e mais a turma da técnica. Nada extraordinário, ainda mais em se tratando de uma emissora com tanto dinheiro e capacidade.
Essa cobertura especial é uma tentativa da Globo de reverter o atual desinteresse do público diante da F1. Já foi o tempo em que o Brasil parava pra assistir as corridas. Sabemos que a massa gosta mesmo é de vitórias, não de acompanhar pilotos medianos.
Mas a tal cobertura especial teve alguns problemas sérios. No áudio, no corte, na coordenação. Chegou ao ponto do Galvão aparecer, ao vivo, dirigindo a transmissão. Coisa que ele nem gosta :P
Até acho que a Globo tem condições de consertar as falhas técnicas. Mas duvido que consiga reverter a queda na audiência. Pelo menos até termos um novo grande piloto.
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britto jrPoucas vezes uma Fazenda foi tão importante. É a única arma da Record pra tentar estancar a perda de audiência. Única sim, os jogos olímpicos são um evento de 2 semanas e com efeito temporário. Mas a estréia da Fazenda 5 até que teve bons números no Ibope, ainda que isso não garanta seu sucesso final. De qualquer modo foram 17 pontos de média em SP. Isso apesar do Britto Jr, da Angela Biscate, da Gretx-hein, da Nicole Halls e mais um monte de “nunca ouvi falar”. Quem já viu uma edição anterior já sabe o que vai encontrar. Então é bom preparar um saco de vômito. Um bocado pelas baixarias e apelações. E muito pelo apresentador, suas frases de efeito, redundância e eloquência vazia.
Mas, caso a audiência se mantenha, isso não pode mascarar os problemas da Record. A situação é grave e vem de algum tempo. Podem usar a busca interna e ver quantas vezes falei no assunto. O sinal vermelho, das últimas semanas, é só um aviso gritante. Existe muita coisa errada na Barra Funda; não é uma falha isolada. E um sucesso eventual não resolve muito, só remedia.
Só como exemplo: ontem, no horário nobre, o SBT ficou com 7,7 pontos e a Record com 7,6. Isso incluindo a Fazenda!!
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O SBT deve ficar atento pra não cometer, com Carrossel, os erros que a Record cometeu em sucessos anteriores. O SBT não deve submeter sua programação inteira à tarefa de divulgar a novela. Não é assim que se faz. Tem programa que não serve pra isso. O jornalismo, por exemplo, não é o Programa do Ratinho. Não dá pra inventar reportagem com a professorinha e jogar isso em todos os telejornais. Melhor deixar isso pra Eliana, pro Portiolli, pro SS e demais programas da linha de shows.
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Nem tenho muito pra falar sobre o UFC “ao vivo” que a Globo exibiu na madrugada de sábado. Era bem previsível que ela fizesse algo do tipo. E nem foi uma previsão minha, milhares de pessoas falaram o mesmo quando ela comprou os direitos do evento. O único fato relevante aí foi a resposta do dono da competição, Dana White. Ele botou panos quentes e disse que o fato era aceitável e que o importante era estar numa TV aberta. Engraçado, né… Será que a Rede TV é uma emissora fechada? Tá bem!! Mas, resumindo, eles se merecem. E duvido muito que eles se separem antes de aparecer algo mais lucrativo.
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Agora um fato que chama a atenção. O UFC, mesmo com o “ao vivo” fajuto, marcou 12 pontos de média. Igual o amistoso da seleção, que a Globo exibiu na manhã do sábado. Nem vou me alongar abordando o fato. Mas eu cresci numa época em que qualquer amistosinho da seleção (contra a Venezuela) dava 30 ou 35 pontos de média. Hoje… Ah, também não estou enaltecendo o UFC, só citei por ter sido o outro evento esportivo do dia, na Globo. Mas, como comparação, o amistoso deu 13,7 no Rio, perdendo da TV Xuxa e do Estrelas.
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Não vi as estréias do domingo da Rede TV. Aliás, eu estava tão interessado nelas que acabei vendo um pedaçinho do Balanço Esportivo, na CNT. Mas vi uma parte do SNL pela internet. Acho que a audiência, 1 ponto, fala por si. Nem tanto pelo SNL, que é fraquinho mas pode beliscar uns 2 ou 3 pontos. Mas no caso daquele troço que o Dr. Rey faz, 1 ponto foi muito!! Era pra dar -1. E o pessoal ainda reclamava do João Kléber. Não que não tivessem motivos, mas e agora, vão falar algo sobre esse cirurgião maluco??
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Acabei de contar que no domingo, com a falta de opções, eu acabei parando na CNT. Mas também passei, na minha via crucis, pela Record. No meio do Domingo Espetaculoso. Sabem qual matéria passava na hora?? Ganha um chiclete quem disser que era sobre abuso sexual na infância.
Nada contra a pauta, é um assunto sério que merece punições muito mais rígidas. Só achei curioso a Record lembrar disso justo após o caso da Xuxa. Ô criatividade!!!

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May 26, 2012

Já Fomos Menos Hipócritas

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:19 am
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Eu estou muito confortável pra abordar o tema principal de hoje. Já falei sobre isso em várias ocasiões. Chamei de shownalismo, de puliça news e coisas parecidas. E sempre critiquei, vocês sabem.
Para quem não sabe do fato recente (alertado pelo Ramon, nos comentários), uma repórter da Band Bahia foi demitida após humilhar um suposto estuprador, durante o Brasil Urgente local. Vou pular o caso do rapaz preso; não é pauta dessa coluna. Vamos ao lado jornalístico. Se é que é correto usar tal palavra.
A repórter, Mirella Cunha, foi à delegacia e cumpriu a tarefa que lhe foi atribuida. Foi a primeira reportagem do tipo que ela fez? É diferente das milhares de reportagens policialescas que estes programas exibem, diariamente, em vários canais? A direção do programa não estava ciente do fato? A matéria não foi editada e sonorizada antes de ir ao ar? O apresentador não seguiu a mesma trilha, incentivando o linchamento público?
Agora me digam, qual a moral da Band pra demitir a repórter? Ela fez tudo sozinha? A Band vai demitir também os repórteres das várias edições do Brasil Urgente? Vai demitir os diretores, editores e apresentadores também? Ou a repórter foi usada como bode expiatório? Só para atender as reclamações oriundas da internet. Algum sinal de hipocrisia no ar??
Mas é bom deixar claro que não estou defendendo a repórter. Ela errou. É muito fácil pegar um sujeito (negro, pobre, algemado) numa delegacia e fazer piadas sobre exame de próstata. Vocês já viram como a imprensa trata ricos e poderosos, mesmo após a condenação judicial? Quem é macho pra fazer gracinhas com políticos, empresários, bicheiros, autoridades?? Pra esses o tratamento é diferente. E a justiça não permite nem que sejam filmados com algemas.
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O fato é que nossas emissoras regrediram uns 20 anos (ou mais) nessa estória de puliça news. Lembro do meu tempo de garoto, ouvindo futebol na rádio. Já naquele tempo existiam os tais “programas populares”, explorando o mesmo tema. E também já havia o “boneco” no estúdio, fantasiado de justiceiro, defensor dos “frascos e comprimidos”. E ele ficava lá, mandando o repórter dar uma dura no detido, zombando do que ele iria passar na cadeia e coisas do tipo. Muito, muito mesmo, parecido com esse caso do Brasil Urgente.
Também lembro (e já falei aqui) dos jornais que pingavam sangue. O Notícias Populares, o Povo na Rua e tantos outros. Isso não é novo. Se vocês conversarem com um professor de história irão saber que isso já existia na Antiguidade, na Idade Média… Era o clamor por justiça, por sangue. Muitas condenações eram públicas, e os corpos ficavam expostos, servindo de lição.
Acontece que estamos em 2012. Temos leis. E talvez estejamos mais avançados socialmente. Não dá pra aceitar certas práticas. Muito menos que isso seja a linha editorial do jornalismo de certas emissoras. Ainda mais que a coisa já passou do jornalismo. E chegou na linha de shows. Mais um pouco e vai ter emissora pedindo pro espectador votar no culpado da semana. Votar em quem vai pro paredão. Mas será um paredão de verdade, com um tiro na cabeça do “eliminado”.
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Sei muito bem que o shownalismo policial dá audiência. Todos esses programas conseguem dobrar, ou triplicar, a audiência costumeira das emissoras. Em certas cidades então, temos mais programas que crimes. Fico até imaginando a reunião de pauta, com todos aflitos: “… E aí, algum assassinato? Nenhum estupro? Poxa, só temos essa bomba em caixa eletrônico, pra hoje?” Pois é, violência dá audiência. E quanto mais violência, mais audiência. É a lógica do mercado.
A questão é saber se existe algum limite nessa disputa por audiência. É saber se as emissoras conhecem a palavra “pudor”. Pelo que aparenta, não.
Também tenho minhas dúvidas se o telespectador sabe onde está pisando. Se percebe que essa sub-justiça é só uma cortina de fumaça. É um “brinquedinho” para distraí-lo e evitar que ele cobre pelos grandes e verdadeiros crimes. Pelo que aparenta, vamos continuar com o pão, circo e sangue.
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Por falar em outra coisa… Alguém já viu o Perdidos na Tribo? Outro dia eu vi uma reprise. Um pedaço, é bom avisar. E já foi muito. É uma bizarrice muito idiota. Mas finalmente entendi o significado da expressão “programa de índio”. Deve ser isso que a Band tá exibindo. E com o agravante de ser um formato comprado “do estrangeiro”. Pára a TV que eu quero descer!!!
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Na última coluna eu consegui elogiar um canal pago, a ESPN. Acho que o próximo elogio vai ser em 2013. Mas também… Alguém viu a Fox NatGeo HD no dia 23/05? De tarde eu esta vendo um documentário lá, falado em inglês e com legendas em português. Aí chegou o intervalo e a locução estava toda em espanhol. E foi indo assim por toda a tarde. De noite, no intervalo do futebol, voltei lá e passava um episódio do Simpsons. E estava dublado, em ESPANHOL. E não tinha nada errado com meu receptor, os 2 canais de áudio estavam em espanhol. E isso só ocorreu com a Fox HD.
Então vou ajudar a Fox: “Aqui é Brazil. Nosotros somos índios. Tenemos carnaval, futebol, onça pintada. Hablamos tupi-guarani. Not Spanglish. Not Evo Morales. Muchas gracias.”
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Por falar na News Corp e na ruiva de cabelos cacheados… Quarta eu vi boa parte da rodada da Libertadores lá. E percebi outra coisa, eles são autistas. Isso mesmo, AUTISTAS. Transmitiam os jogos deles e nada mais acontecia no mundo. Nem pra informar os gols da Copa do Brasil (com jogos no mesmo horário). Como gosta de repetir o João: que desagradável!!!
Ah, tem um novo programa na Raposa Esportiva, o De Primeira. É apresentado pela Renato Cordeiro, e tem 2 edições, ao meio-dia e de tarde. Essa segunda versão mal chega aos 10 minutos. Mas vocês precisam compreender, eles devem reprisar os jogos da Libertadores 5 vezes, todos os dias… Falta horário.
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E vou encerrando a coluna com uma música. Quer dizer, é uma paródia, feita pelo Adnet e sua turma. Eles pegaram uma música antiga, Roda Viva, e criaram a Indiretas Já. O mais divertido dessa paródia é que eles, direta ou indiretamente, falam de todas as emissoras e de certas coisas que vemos na nossa televisão. Basta prestar atenção. Sobrou até pra Raposa, que eu sempre cito aqui. Antológico!

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May 22, 2012

Cobertura Total

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 2:43 pm
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logo espnAcho que a maioria dos visitantes eventuais deve ficar se perguntando como é que eu fico botando defeito em tudo, criticando a programação, os apresentadores, a grade das emissoras… Pois é, eu critico por ser essa a “linha editorial” do site. E por ter boas razões pra tanto. Mas hoje vou mudar o tom.
No Bate-Bola de hoje o João Albuquerque abriu os trabalhos perguntando ao Mauro Cezar como foi a cobertura e como ele sentiu a decisão da Liga dos Campeões. O Mauro falou sobre a final e disse que a cobertura da ESPN foi satisfatória. É claro que ninguém gosta de pessoas que jogam confete sobre os próprios ombros. Mas “satisfatória”, no sentido corriqueiro, não é a expressão adequada. A cobertura foi muito, muito mesmo, acima da média. E isso considerando o nível habitual das emissoras abertas e fechadas.
A ESPN mandou um batalhão pra Munique: 2 apresentadores, 2 narradores, 2 comentaristas, 2 repórteres… Isso sem falar na equipe por trás das câmeras. Mas o volume nem sempre representa qualidade. Acontece que a emissora ofereceu qualidade. Muitas matérias interessantes, um estúdio com vista pro estádio, câmeras aos montes, link de satélite, etc… Tudo ajustado e funcionando com perfeição. Nem o maldito delay deu as caras. Se havia, foi imperceptível.
Mas a ESPN não se concentrou apenas no jogo final. Ela já estava com a equipe vários dias antes, produzindo matérias e entrado ao vivo nos programas diários. Algo que justifica ser um canal pago. E que serve de exemplo pra muitos outros canais fechados, que mal conseguem legendar os programas ou criar uma chamada. E acreditem, eu fiquei horas e horas tentando achar um defeito. Sou exigente mesmo. Mas não deu. A cobertura foi praticamente irretocável.
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Também dei uma “zoiada” na transmissão da Band e da Globo. A Band fez tudo do estúdio, a Globo tinha o Galvão e 2 repórteres no estádio. Tudo dentro do planejado. Minha surpresa foi com o sinal digital (SD) da Globo. Não tenho a Globo em HD e não lembrei de ver o sinal analógico da emissora. Mas o sinal SD estava bem estranho, ela pegou o sinal HD limpo e deu um baita zoom. Maior até que o zoom pra tirar o espaço lateral do HD. E colocou essa imagem ampliada na transmissão. Parecia uma outra transmissão, diferente da Band e da ESPN. E muito diferente do sinal em HD da ESPN. Tudo bem que a imagem ficou mais nítida, mas que ficou estranho, isso ficou.
A audiência ficou no esperado, 14 de média na Globo e 4 na Band.
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Por falar em audiência… A faixa noturna da Record está num momento crítico. Tem dia que perde o 2º lugar pro SBT e até sente o bafo da Band no cangote. Quando ganha é por décimos.
Só não vou concordar com aqueles que estão jogando toda a responsabilidade na novela Máscaras. Não mesmo! Isso já vem de antes, desde o 2º semestre do ano passado. A última edição da Fazenda apresentou índices abaixo das edições anteriores, o mesmo aconteceu com o Aprendiz, o Jornal da Record vem perdendo público há tempos, Rebelde também… Já comentei sobre isso. O problema é generalizado. E eu acho que começa no período da tarde, que é um deserto de programação. Na verdade só a faixa matinal, com os jornais policialescos, consegue entregar a audiência esperada.
O mais grave é ver que a direção da Record não consegue enxergar e consertar o problema. Ao contrário, vem piorando a situação. E pouco adianta antecipar a próxima Fazenda, colocar o Rodrigo Faro de manhã ou torcer pelas Olimpíadas. Isso pode dar um resultado temporário. E olhe lá. É como dar Aspirina pra quem está com infecção.
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Por outro lado… Tá certo que foi só o primeiro capítulo, mas Carrossel foi bem na audiência. Chegou aos 14 de pico. Apesar de tudo que eu já falei sobre essas adaptações e do nível da dramaturgia do SBT. Acontece que o público da novela não liga pra essas coisas. É um nicho e pode dar certo. E o “dar certo” nem são os 15 pontos que o Sílvio disse esperar. Com 2 dígitos já vai ser uma enorme dor de cabeça pra Record.
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Nunca consegui entender esse oba-oba com a Patrícia Abravanel. Mas domingo resolvi assistir a entrevista que ela concedeu ao De Frente Com Gabi. Não ajudou muito. E nem vou falar tanto do aspecto pessoal, não é bem a minha pauta. Mas percebi que ela pegou alguns dos defeitos do SS. E como apresentadora, nem dá pra comparar. Nem seria correto. Mas é como diz um amigo meu: … menos, menos, muito menos!
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Vocês já viram aquela propaganda com o Pelé e o Ronaldo Nazário falando sobre a Copa? No começo eu tive a impressão que o Pelé dizia que essa seria a “maior” Copa de todos os tempos. Depois apurei os ouvidos e vi a legenda. Ele diz que será a MELHOR Copa de todos os tempos!! É mesmo? Melhor pra quem, cara pálida???
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Pior que esses dois foi a Xuxa. Ela que já deveria ter se aposentado, pegado um barco e se mudado pra Ilha do Ostracismo. Mas não, resolveu contar sua vida ao Fantástico. Pelo menos foi o que eu li na internet. Mas não custa perguntar: E o Kiko?? Outra pergunta: Só agora?? E outra: Não poderia ter contado depois de fazer aquele filme erótico??
Por falar no Fantástico… Desde quando que jogador de futebol é obrigado à pedir musiquinha?? Vocês é que são uns babacas!!!

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May 17, 2012

Baita Jornalismo

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:34 pm
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A coluna era pra ontem, mas resolvi mudar a pauta e acabei me atrasando. Acontece. Tudo começou com o papo nos comentários, sobre a atitude das emissoras quando elas têm negócios com os clubes. Depois acabei lendo uma nota onde tratavam de uma nova bravata do Datena, em seu programa de rádio. Então vamos lá, por partes.
A conversa começou quando eu falei sobre a estréia da TV Fla no EI. Daí se levantou a questão da independência do canal quando tivesse que criticar esse ou aquele clube. Todos sabem que não sou advogado do Esporte Interativo. Mas a situação dele é a mesma de todos os demais canais. Globo, Band, Record, qualquer um que tenha negócios envolvidos. Nenhuma emissora tem isenção ou moral pra criticar clubes e federações. A justificativa recorrente é que ela não pode desvalorizar o produto que exibe. Uma besteira da grossa.
O fato real é aquilo que a gente assiste durante as transmissões e programas esportivos. É aquela crítica genérica e superficial. Falam o óbvio ululante. E com o extremo cuidado de não melindrar ninguém. Todo mundo é um baita jogador, baita técnico, baita cartola, baita árbitro… Só elevam o tom quando a falha é gritante e quando não é mais possível ocultar o fato. Em linguagem popular: só chutam cachorro morto. Ou quando estão na oposição raivosa, caso da Record contra o futebol.
Não é preciso muita inteligência pra notar essa tática de desviar o foco. Especialmente na Globo (Sportv) e Band. Passam horas e horas falando de polêmicas fajutas, de impedimentos e pênaltis, de jogadores farristas e problemáticos. Isso é fácil. Até minha bisavó! Ora, ora… Exemplos, eu poderia dar dezenas. Mas vou pegar o caso do Adriano, quando estava no Corinthians. Todas as emissoras, rádios e jornais têm um setorista no clube, diariamente. O Adriano ficou quase um ano fingindo que se tratava e tentava recuperar a forma. Nenhum jornalista viu nada, nenhum revelou o que se passava. Bastou o clube anunciar que romperia o contrato e todos começaram a noticiar as faltas e erros do jogador. Curioso. Tão curioso quanto dizer que o jogador é o único vilão da história. É medo de causar antipatia na torcida? É medo de criticar a comissão técnica e perder entrevistas? É medo de falar mal da diretoria do clube e receber eventuais retaliações?
Esse caso que citei é apenas um, no meio de muitos. Essa mesma atitude ocorre com a CBF, o Flamengo, o Botafogo, o Atlético, etc… E vamos combinar, imprensa covarde não é imprensa.
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Daí a gente chega no caso do Datena. Para quem não sabe, ele ameaçou pedir demissão se sofresse pressão para não criticar o prefeito Kassab. Segundo suas palavras, ele já havia defendido muito o Kassab, achava que era um BAITA prefeito, mas agora (e só agora) resolveu tomar uma posição contrária. Pois é.
Começa que esse negócio de ameaçar um pedido de demissão é “jogar pra arquibancada”. Aonde é que não existe pressão? Em qual país existe uma imprensa totalmente independente? Nos EUA? Hah, vocês é que pensam. Todos os grandes grupos de mídia estão bem monitorados pelo governo. E a crítica vai até um certo ponto. Além disso…
Mas no caso do Datena eu vi umas tantas vezes em que ele recebeu autoridades no seu programa. E ele sempre afinou. Todos são BAITA pra ele. E sua crítica é a mesma generalista que citei antes. Cadê as nossas autoridades que não tomam uma providência?? Bem, a autoridade estava ao seu lado e ele só sabia elogiar. Sempre foi assim. Só agora, que jogaram m* no ventilador, é que o Datena percebeu o óbvio? Que nível de percepção extraordinário! Ficou anos e anos berrando contra os políticos e autoridades. Genericamente, nunca citou 2 nomes. Ao contrário, babava os ovos de todos que apareciam pela frente.
Vale lembrar uma frase do Millôr Fernandes, que diz que a imprensa é oposição, o resto é armazém de secos e molhados. Não que ela deva fazer uma oposição burra e sistemática. O correto é ter o senso crítico aguçado, fiscalizar e noticiar. Mesmo com as pressões. Se não fizer isso, vira um simples Diário Oficial.
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Sábado teremos a final da Liga dos Campeões, com transmissão em TV aberta e fechada. Talvez seja o principal campeonato de clubes do mundo. Mas a Band não enviou qualquer profissional pra Munique. É difícil entender a lógica. Ou o nível de importância que a Band dá ao evento. Só não venham me dizer que é por questões financeiras. Mais alguns dias e teremos as 500 milhas de Indianapolis. E a Band vai levar um batalhão de convidados. Tudo na base da boca-livre.
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Fica complicado não criticar a Record. A emissora comete alguns erros grotescos, inadmissíveis até pra NGT. Nos comentários da última coluna o Alexandre contou uma passagem em que a Record News errou os nomes do técnico da seleção de basquete e de um dos principais jogadores. Justo a Record News que vai ficar com a tralha (eventos secundários) dos jogos olímpicos.
Pois isso me fez lembrar a recente convocação da seleção do Mano. Não vi ao vivo e acabei sabendo da lista pela Record News. Eles fizeram uma arte onde aparecia o nome de cada convocado e sua foto. Acontece que na metade dos convocados eles não exibiram a foto, só um desenho em branco. Pelo amor do Edir!! Qual a dificuldade de entrar na internet e pegar a foto dos jogadores? E quanto custaria já ter isso em arquivo?? Desleixo puro!
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Por falar nisso… A gente já sabe que o BBB é uma m* sem tamanho. Mas a Record pretende superar a rival. Em baixaria, é claro. Pelos nomes citados pra essa edição da Fazenda… Salve-se quem puder!!

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May 12, 2012

Opinião Contrária

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:41 pm
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Dia desses eu acabei lendo uma notícia falando de uma campanha, nas redes sociais, contra a Band. Tudo motivado por causa de seu alinhamento com os ruralistas e contra o novo código florestal. Muito bem.
É curioso ver como as pessoas enxergam as coisas. A opinião da Band é notória, já falei sobre isso há mais de um ano. Cada um tem o direito de concordar, discordar… A liberdade de opinião e expressão é um direito constitucional. Faz parte da democracia, caso esse ainda seja o sistema vigente neste país. E caso alguns adeptos do patrulhamento tenham esquecido.
Pois bem, e qual o alinhamento da Globo, Record, SBT e demais emissoras neste assunto? E nos demais temas do nosso cotidiano? Será que elas deixam isso claro? Será que jogam nos bastidores? Será que manipulam informações? Ou deixam isso no subtexto?
Tenho dois bons exemplos sobre isso. O primeiro ocorreu num programa da Globo News. A pauta tratava das drogas. E eles convidaram uma ativista da causa pro “debate”. Quer dizer, não teve debate. Não havia opinião contrária, só a dela. E as perguntas forem bem direcionadas. Especialmente escolhidas para favorecer a posição defendida pela emissora e pela entrevistada. E esse não é um caso isolado. Se prestarem atenção vão encontrar muitos outros.
O segundo exemplo eu encontrei no site de um jornal esportivo, há coisa de 40 dias. Esse jornal está no rol dos que pretendem extinguir os estaduais de futebol. Essa corrente é forte, especialmente alimentada pelo inchaço e desorganização dos campeonatos estaduais. Pois o site encheu uma página com gráficos pra mostrar que os estaduais vem perdendo público ao longo dos anos. O que pode até ser verdade. Só não é correto usar a metade dos estaduais de 2012 em comparação com os campeonatos inteiros dos outros anos. Qualquer criança sabe que as finais sempre elevam a média geral. Usar dados “quebrados” é uma forma de maquiar a verdade e manipular a opinião dos outros. E o bom jornalismo não ensina isso.
Resumindo, qualquer um tem o direito de opinião, incluindo os orgãos de imprensa. O local pra imprensa expor sua opinião é no editorial. A notícia deve ser isenta, por mais difícil que isso seja. E o espectador/leitor deve ter a sua própria opinião. A menos que seja gado. Quem não tiver vocação pra gado, é bom que fique alerta. Sempre!
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Eu sempre defendi que nenhuma emissora deve ser “amiguinha” das outras. Elas são concorrentes e essas aproximações não funcionam muito bem. Ou só funcionam enquanto existe uma grande diferença de audiência. Mas também acho que deve existir um mínimo de respeito no meio. Neste meio e em qualquer outro setor empresarial.
Tudo isso é pra falar da minha estranheza com as imagens que a Fox Sports vem compartilhando com as concorrentes. Sempre que eu vejo lances e gols da Libertadores, em outros canais, as imagens estão sujas. Ou seja, com tarjas e banners de propaganda dos anunciantes da Fox. Pode não ser ilícito, mas não é muito ético. Parece que querem fazer propaganda por tabela.
E o “parece” está mais pra “é”. Basta ver o que acontece com o “naming rights” de certos campeonatos. A Fox Sports sempre cita o banco que patrocina a Libertadores, mas não cita o nome da montadora que patrocina a Copa do Brasil. A ESPN faz exatamente o contrário. A Band cita o nome da montadora que patrocina o Paulistão, mas não faz o mesmo nos outros estaduais. A Globo só cita nomes quando existe um acordo prévio. Não tem santo nessa estória.
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Outro dia eu falei sobre os exageros e piadas de mau gosto que vem se repetindo no Programa Sílvio Santos. Aí o Alexandre falou que isso é proposital, combinado. Claro que é! Nada do que acontece na televisão é casual, tudo é pensado. E essas bobagens proferidas pelo Patrão tem um objetivo claro: enfrentar a concorrência. Só acho estranho pelo horário. E pelo fato de que o programa já foi “de família”.
Também acho estranho o estilo das novelas do SBT. A atual novela é de gaveta, mas a anterior, Amor e Revolução, tinha uma abordagem bem adulta. Não deu muito certo. E agora vem com uma novela infantil, Carrossel. Que pode dar certo, num nicho. Mas é bom delimitar bem o objetivo. Ou separar bem os horários e a atuação.
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Eu já havia assistido, há uns 15 dias, e ontem vi mais um pedaço do Casseta Vai Fundo. Confesso que não percebi qualquer mudança substancial. Ou o resultado prático das “férias forçadas” do programa. Continua tudo igual, as mesmas piadinhas, as perguntas de duplo sentido nas ruas, a presença de convidados que nada acrescentam… O mesmo humor previsível de sempre. Novidade mesmo é o rapaz que imita a Dilma, com algumas tiradas engraçadas. Já a moça que foi importada do Legendários, só confirmou o que eu disse na época da contratação: é fraca. Beeeem fraquinha. Mello chatinha!
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Há alguns dias eu falei sobre uma transmissão de vôlei do EI, que havia abandonado o foco dos recados e abraços e se concentrava na partida. Mas deve ser um caso isolado. Ontem o Esporte Interativo estava transmitindo o Bellator, um clone do UFC. E a transmissão abusou dos recados e pedidos pra participação nas redes sociais. Demais!!
O pior é que é o tipo de participação que não acrescenta nada. É só uma massagem no ego de quem quer ter o nome citado na televisão. Pro espectador comum é só encheção de saco e de linguiça. Diferente, por exemplo, do mural do Bate-Bola. Uma coisa é o espectador (Alexandre “tá ficando famoso”) enviar uma pergunta pertinente ao BB. Se tá dentro do contexto, ok. Se são só beijos e abraços, melhor esquecer.
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Por falar no EI, a emissora vai estreiar a TV Fla. Do mesmo modo como fazem com alguns outros clubes e como eu divulguei há algum tempo. Pode não ser o último pastel da feira, concordo. Mas até que é aceitável dentro da grade de um canal esportivo. Agrega conteúdo, público, anunciantes… Mas é bom organizar o material, com dia e horário certos. Caso contrário é desperdício

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May 8, 2012

Bela Volta

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:38 pm
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paloma tocciVamos começar com o vai, não vai. Quem vai voltar (pra Band) é a Paloma Tocci. Uma decisão previsível e compreensível. Primeiro pelos problemas da Rede TV e pelo desmonte do esporte na emissora. Continuar lá seria um retrocesso. Daí surgiu o convite da Band, pro seu novo projeto, um programa de esporte “light”.
Nessa parte fica a dúvida. A Paloma já foi da Band e não foi bem aproveitada naquela ocasião. Esse novo programa pode vingar, pode não vingar… No caso da segunda alternativa cria-se um problema. Não vejo como encaixar a Paloma Tocci na atual programação esportiva da Band. A menos que algum nome seja removido da lista atual. Mas isso é improvável. Daí a Paloma Tocci entraria no rol dos sub-aproveitados (as) da Band. Uma lista bem extensa. Torço para que isso não aconteça, mas é uma possibilidade que precisa ser considerada.
Aliás, é impressionante o espaço (e glamour) que algumas figuras recebem na Band, em detrimento de outras. Ainda mais se considerarmos que a capacidade profissional não é o critério utilizado pra fazer a seleção. Alguns bons nomes ficam eternamente no “banco de reservas”. Outros, sem razão justificável, ostentam o status de grande estrela. Futuramente voltarei ao assunto. No momento só posso elogiar a decisão da emissora.
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Agora temos o não vai. Isso depois do 174º convite que a Record fez ao Cléber Machado. Ele tá virando quase que uma obsessão da Record. Mas não deu. Nem os 600 mil mensais comoveram o narrador. E olha que isso é dinheiro em qualquer lugar do planeta.
A decisão do Cléber também é justificável. Não custa lembrar que ele já deve ter um belo salário na Globo. Ainda mais depois de todo esse assédio financeiro. Então ele não estaria saindo do zero para 600 mil. Nem de longe!
O ponto principal é o aspecto profissional. Qual seria a função do Cléber Machado na Record? Narrar as Olimpíadas? Tá, e depois disso? 2 anos de férias, um Pan, mais 2 anos de férias… Pra quem gosta de moleza é um prato cheio. Mas talvez não seja esse o projeto profissional do Cléber. Também é bom lembrar dos vários profissionais que pensaram mais com o bolso ao aceitar as polpudas propostas da Record. A conta bancária tá cheia, o resto…
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Sexta passada, de noite, pensei em ver um pouco do Agora É Tarde, pra saber como andava o programa. Botei na Band, onde passava a reprise do Pânico, e vi o guia de programação. O guia indicava que o programa começaria a meia-noite. Desisti e fui cuidar de outras coisas. Quando lembrei da televisão já era bem mais tarde. Peguei os minutos finais do Agora É Tarde, que acabou a 01:15. Nesse mesmo dia o Jornal do SBT terminou as 2:10.
São apenas dois exemplos. Mas retratam um problema que nenhuma emissora consegue resolver. Ou que deseja resolver. Parece que o horário só é seguido até as dez horas da noite. Daí pra frente o telespectador que se vire. E nem estou falando de um atraso provocado por algum evento esportivo prolongado ou uma cobertura especial. É algo corriqueiro. Todo santo dia é essa bodega. Não dá!!
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Na última coluna eu citei (de passagem) o episódio das calças caídas do Sílvio Santos. Isolado até seria um fato esdrúxulo. Mas não é. Está no contexto da “porra louquice” que tomou conta do SS e do SBT.
Domingo, por absoluta falta de opção, parei uns minutos no programa do SS. Era o quadro das 3 pistas e o Tom Cavalcante era um dos convidados. Pensei que a presença do Tom poderia ser um indício de uma aproximação com o SBT e resolvi assistir um pouco da bagaça. Pra que?!?
Lá pelas tantas entra uma charada que tinha as seguintes pistas: David Brazil, coça no ânus e Léo Aquila!! E as respostas seguiram no mesmo nível. Ladeira abaixo. Escatológico!
Então vem outra charada, com as seguintes pistas: deu, continua dando, não para de DÁ. Não, não digitei errado. Estava escrito “dá” no lugar de “dar”. Não quero (nem posso) DAR uma aula de gramática, mas isso uma vergonha alheia…
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Já falei muito sobre os comentaristas esportivos que usam 99% do seu tempo defendendo e torcendo por certos clubes. Isso já é bem ruim. Mas no domingo passado eu notei um comportamento tão pior quanto. Foi depois do jogo entre Santos e Guarani. O Neymar fez 2 gols, bateu outro recorde, o Santos é o virtual campeão paulista… Mas é bom lembrar que a função do repórter é perguntar. Tietagem é coisa pros fãs. E o Neymar tem fãs o suficiente pra exercer tão nobre tarefa. O jornalista que gosta de tietar jogador de futebol deveria deixar isso pro seu dia de folga.
Ah, não estou falando de um jornalista específico. A tietagem tem se tornado uma prática generalizada. E ridícula!
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Depois de quase 1 século, a Rede TV conseguiu contratar um diretor comercial. Resta saber se ele vai ter produto pra vender. Pelo que a emissora tem hoje, é mais fácil ele vender guarda-chuva no deserto.

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May 3, 2012

O Comercial e as Propagandas

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:54 pm
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rede bandA situação atual da Band parece aquela estória do médico e do monstro. A emissora festeja o crescimento da audiência (noturna) e o consequente faturamento. O departamento comercial, que é “famoso” por seu trabalho, vende até o impossível. Mas a programação diurna é muito fraca. Existe a necessidade de rever, o mais breve possível, a grade atual. Vários destes programas já demonstraram, claramente, que não funcionam. Insistência não vai resolver o problema. Nunca resolveu.
Outro problema grave é a enorme dependência da receita vinda de igrejas. Atualmente 1/3 do faturamento da Band é proveniente desta venda de horários. É um percentual altíssimo e perigoso. Ainda mais quando ele é usado pra cobrir custos fixos. É preciso adequar a despesa ao que se fatura. Mesmo que tenham que cortar na carne. Se bem que ainda existe muita gordura antes de chegar neste ponto.
O departamento comercial também deve ter mais cuidado com os exageros. Lotar os programas de propagandas e merchans pode ter um efeito contrário, afastando o espectador. Não é preciso ser um especialista na área para lembrar da lei que rege o capitalismo, da oferta X procura. Um ajuste na tabela de preços resolve a questão. É assim que funciona, em qualquer emissora normal.
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Já tem um tempo que eu tinha notado isso, mas acabava esquecendo de comentar. Falo da saída dos canais pagos do Grupo Bandeirantes da Oi TV. Pelo menos do plano básico. É estranho isso. Mesmo não estando entre os canais mais fortes e populares. Ainda assim são melhores que alguns dos canais presentes no pacote básico da Oi TV. Não dá pra entender os critérios de certas distribuidoras. Só como exemplo, a Oi TV, hoje, só conta com um canal de notícias, o Globo News. É pouco!
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Eu já estava me preparando pra falar sobre o excesso (extremado) do uso da língua inglesa em centenas de anúncios e slogans das empresas multinacionais. Não sei vocês, eu acho insuportável. Se eles não usam o português nem pra vender seus produtos, azar. Eu simplesmente desconsidero. Mesmo sendo minoria. Mesmo sabendo que o brasileiro médio tem uma verdadeira fixação por qualquer coisa vinda “do estrangeiro”. Isso é secular. E só aumenta.
O ápice desse modismo ocorreu durante as primeiras etapas da Indy. A Nestlé, que patrocina a transmissão, está com uma inserção de áudio 100% em inglês. É óbvio que isso é proposital. Eles sabem com quem estão falando. E sabem que muitos colonizados vão querer comprar o chocolate deles. Mais ainda com o comercial sendo falado em inglês.
Pois é, eu ia falar no assunto. E acabei falando. Mas vou ter que alterar meus argumentos. Isso depois de ver um anúncio da Globo News, que salienta a presença de correspondentes internacionais do canal. O anúncio não tem narração, só a locução de seus correspondentes. A imagem mostra o nome do canal, cercado pelos pontos cardeais em inglês: north, east, west, south… Não posso mais reclamar das multinacionais.
E antes que alguém venha me chamar de xenófobo, dou um conselho. Vá pra Portugal e tente registrar um filho como Washington ou Shirley. Se conseguir…
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A Record Minas está exibindo uma propaganda que visa divulgar o crescimento da audiência de certos programas. A cena se passa num elevador, onde alguns apresentadores da casa ficam dizendo “sobe” e apontando o dedo pro alto.
É uma meia verdade. De fato os “puliça news” estão com uma audiência maior. Mas muitos outros programas continuam rateando. Nesta semana mesmo a novela Máscaras registrou “estrondosos” 2 pontos em Belo Horizonte. E 3 pontos em Recife. Rebelde deu 4 pontos no Rio. Não é algo pra se comemorar. É algo pra se pensar. E agir.
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Na última coluna eu falei sobre a equipe esportiva da Globo. Aí alguns leitores fizeram uma comparação com a equipe da Band. Pois é, estão certos. Mas isso é culpa da Band. Principalmente. A emissora não está sabendo fazer o trabalho de renovação. Desperdiça alguns bons nomes, investe em outros, de capacidade questionável. O resultado final é que alguns acabam se expondo e manchando sua imagem.
Por coincidência, há coisa de 1 mês, eu vi um pedaço do Band Clássicos. Não sei bem o ano, mas era uma luta do Maguila. E o Luciano do Valle narrava a luta. Impossível não notar a diferença entre aquele Luciano e o atual. É algo gritante.
Mas a televisão tem esse lado curioso. As pessoas fazem tudo pra entrar nela. E, na absoluta maioria dos casos, imaginam permanecer eternamente. Não conseguem mais largar o “brinquedo”. Nem quando a calça cai no meio do palco.

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