June 27, 2012

Encontro Raso

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:01 pm
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fatima bernardesDias atrás eu falei sobre o Deu Olé e disse que estava mais pra um programa de “coisinhas” que esportivo. E isso não é um caso isolado na TV brasileira. Temos dezenas de exemplos. É a superficialidade se alastrando e dominando tudo. E acho que isso também ocorre com o Encontro Com Fátima Bernardes.
Já faz um tempão que defendi a idéia de usar a Fátima em algum projeto fora do jornalismo. Passou um tempo e a Globo fez essa escolha. Muito bem. Tivemos mais de 6 meses entre a concepção e o nascimento. Discussões, roteiros, equipe, platéia, temas, cenário… Tiveram tempo suficiente pra cuidar de todos os aspectos. Tempo, estrutura, pessoal e tudo mais.
Vi boa parte da estréia do Encontro e mais um bom pedaço hoje. E vou ter que repetir o sufixo “inha” que usei ao comentar o Deu Olé. Foram reportagenzinhas, entrevistazinhas, notinhas, humorzinho… Bem superficial. E abaixo da expectativa criada. Não dá pra dizer que é tudo ruim e deve-se começar do zero. Só achei que prometeram muito e entregaram pouco. Nem falo tanto por mim, eu já estava com esse pressentimento. Começando pelo horário do programa, pelo estilo, pela tentativa de ser abrangente, pela equipe. Parecia que iriam criar mais uma revista de variedades. Mas sem a famigerada receita de bolo.
Aí alguém chega e diz: “Mas o que você queria, é um programa matinal, pra um público variado, tinha que ser light mesmo”. Ok, de manhã não dá. Pode ser de tarde? Ah, de tarde o povo está acostumado com novelas reprisadas, seriados surrados, programas de fofocas e barracos. E de noite? De noite o espectador chega do trabalho querendo relaxar, vai ver novelas, um jornalismo básico, futebol… E assim vai indo nossa televisão, fugindo de pautas sérias e apostando no entretenimento leve.
E o programa da Fátima é isso, leve e raso. Dá até pra assistir, mas vocês não podem exigir mais. Eles não vão entregar.
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Pior que o prometer e não entregar da Globo, foi a Record e suas alardeadas armas pra enfrentar o Encontro. Foi patético e totalmente ineficaz. Chamar o Britto Jr e a Ana Hickman (e mais um sorteio de dinheiro) só comprovou que a emissora está acéfala. Ou que a direção entende de muitas coisas, mas não de televisão. Sem falar que a Record assinou um atestado de que não confia nos apresentadores do Hoje Em Dia e na qualidade do programa. Foi um tiro no pé.
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Voltando ao caso da Globo. Dia desses eu brinquei com a Fox Sports, dizendo que o canal é autista. Pois a Globo é muito mais autista. A “tchurminha” de lá acha que está no Olimpo. São melhores, mais belos, mais inteligentes, competentes… Semi-deuses! E, assim sendo, não erram. E se algo dá errado é por culpa do espectador, que não entendeu a mensagem.
Foi exatamente essa a sensação que tive ao assistir um Reviva especial, sobre o humor na televisão. Sim, o programa tratava do humor na televisão, não só na Globo. Pelo menos no papel. Essa programa, pra quem não viu, foi apresentado pelo Zeca Camargo e tinha uma autora, dois atores e um diretor da Globo como convidados. Esses e mais alguns entrevistados, sempre da Globo.
Parecia uma egotrip. Falaram dos antigos programas de humor, das sitcoms, do Chico Anysio, etc… Um ponto positivo foi lembrar que vários humorísticos bebem em fontes antigas; ou seja a originalidade é algo inexistente. Mesmo com uma roupagem nova. O problema foi usar N argumentos pra justificar e elogiar os programas da emissora. Fosse o desgastado Casseta e Planeta, fosse o Zorra e seus bordões cansativos. Tudo é genial e engraçado.
Aí, nos minutos finais, resolveram falar da concorrência: CQC, Pânico, Legendários e tal. Pronto, o senso crítico foi ligado. E tome falar de humor ofensivo, de piadas forçadas, de efeitos de edição pra fazer graça, de exageros… Só o Diogo Vilela ainda tentou amenizar, dizendo que o mundo atual é mais agressivo e que o humor segue essa linha. De resto pareceu que só o humor das emissoras concorrentes tinha defeitos. O que se faz na Globo é o último pastelzinho da feira. Então tá!!
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Concordo que essa avaliação do pessoal da Globo tem uma boa motivação. Vários programas perderam a mão. Outros nunca tiveram. Não vou me alongar, já falei disso várias vezes. Mas vou propor uma experiência: assistam o último programa do Pânico e comparem com algum do 1º ou 2º ano. Vai ficar bem claro que o humor virou um pequeno bloco dentro de um programa de causos e polêmicas inventadas. Não dá, isso não é humorismo.
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Dia desses eu tirei a coluna só pra analisar o SNL. Nem deu pra listar todos os problemas, mas eu abordei os principais. Parece combinado mas não foi. A direção do programa (e da emissora) já efetuou algumas mudanças e promete agir em outras. Desde o uso do “weekend update”, que o próprio Rafinha admitiu ter sido uma opção errada, até o dia de exibição. Também passando pelo enxugamento de quadros extremamente alongados.
Pode até ser que a mudança de rota não resolva tudo. Mas ajuda. Ao menos pra beliscar uns 2 ou 3 pontos de audiência.
Uma sugestão, simples mas interessante, seria criar um bloco de 7 ou 8 minutos e inserir um quadro de stand-up. Vários integrantes do SNL já fazem isso no teatro; ainda poderiam convidar outros, que não participam da atração. E iriam revezando semanalmente. Acho que funcionaria.
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Mudando da água pro suco de groselha… Outro dia eu falei sobre o uso da sigla HD em certos canais fechados. E expliquei o motivo do erro. Agora vem um exemplo disso. Parece que a ESPN Brasil vai passar pro HD. O sinal de SP já está no padrão (ainda que não seja transmitido na qualidade total). Quando entra a imagem do Rio ou de outros locais, ainda em SD, aparece a barra lateral. Menos mal que eles botaram o logo da emissora nesse espaço lateral, aquela tarja preta é muito feia.
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Hoje cedo eu passei pela Fox Sports e fui ver o guia de programação. Da tarde até madrugada é só Libertadores. Tem programa especial, dois VTs das semis, pré-jogo, o jogo, o pós-jogo, o VT da final… Se fosse só hoje já seria uma overdose brutal. O pior é que amanhã tem outra reprise da final, na sexta também, no sábado…
Por falar em overdose… a Record inventou de colocar o Chris no final do domingo. Sério! Chris hoje, Chris amanhã, Chris pra sempre! (lembram desse episódio?) Mas é melhor que ninguém reclame. A outra opção deve ser o Pica-Pau.

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June 24, 2012

Cara de Uma, Focinho da Outra

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:51 pm
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Eu já perdi o número de vezes em que ouvi (ou li) a mesma ladainha: “… Nem vou falar sobre o lixo que é a TV aberta. Felizmente tenho TV por assinatura e só vejo X ou Y.” Parece que muita gente assina uma operadora de TV mais pra falar isso que para assistir os canais. É óbvio que (dependendo do pacote) a TV paga oferece muito mais opções. A maior parte dos canais é temática e consegue atender quem busca filmes, esporte, seriados, jornalismo ou qualquer outro assunto. Alguns com boa qualidade, é verdade. Outros…
Em muitos casos os canais pagos se assemelham aos abertos. Tem o glamour de algo sofisticado. Mas é só isso, o conteúdo é bem questionável. Ou deixa a dúvida se justifica o valor que a operadora (ou assinante) paga.
Dias desses (nos comentários) falaram sobre o programa do Rafinha Bastos no FX. Confesso que só vi algumas chamadas, e nada do reality sobre o cotidiano do Rafinha. Mas o assunto não é bem esse, é o caminho que alguns canais pagos estão adotando. Na próxima semana estréia o programa do Dr. Pet, no NatGeo. Aquele mesmo veterinário que passou por vários programas da Record. E mais pra frente teremos o programa da Palmirinha, no Bem Simples. No TBS a saída foi adquirir alguns programas antigos da Band. A Globo costuma reprisar alguns de seus programas em seus canais fechados, como o Mais Você, Caldeirão, Fantástico e cia bela. Aliás, o GNT é um desses canais pagos que eu só consigo ver a casquinha. A Marília Gabriela faz um “mesmo programa” no SBT e no GNT. Nem vou questionar se é bom ou ruim, minha pergunta é se existe diferença entre assistir no SBT ou no GNT. No GNT ela usa óculos mais coloridinhos? E o tal Saia Justa? Outro dia eu parei pra ver um pedaço. Ficaram uma hora falando de blusas, golas, calças coladas, sapatinhos, o que era usável e o que era restrito aos “deuses do Olimpo fashion”. Não pude deixar de lembrar do quadro do Ronaldo Ésper no Superpop. Estava tão parecidinho…
E é aí que quero chegar, a TV paga anda cada dia mais parecida com a TV aberta. Incluíndo certos programas de qualidade questionável. E incluíndo problemas de legendagem e dublagem, problemas técnicos, infomerciais, reprises infinitas, etc… O dado curioso é o comportamento do espectador. Na TV aberta, gratuita e popular, ele reclama de tudo. Na TV paga, com altos e baixos, ele paga a conta satisfeito e lambe os beiços. Então tá!
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Eu adoraria saber o que o pessoal anda assistindo na Fox Sports. Isso tirando a Libertadores. Foi tanta gritaria no lançamento do canal. Agora tá essa maravilha. Mas tem a Libertadores Sub-20, né!?
O caso da programação eu já comentei, vai melhorar com o tempo. O resto eu não tenho tanta esperança. Na quarta fiquei pulando entre a Libertadores e a Copa do Brasil. E fiquei espantado com aquela tarja que a Fox Sports inseriu umas 15 vezes. Estava escrito assim: “Você está assistindo: Copa Libertadores da América. 20/06/2012“.
Eu já reclamei tanto do abuso dessas tarjas na TV aberta; fato que diminiuiu bastante. E agora a Fox Sports inventa uma tarja com uma informação tão esclarecedora. Realmente, vai que alguém liga, vê o Corinthians e imagina que é o Campeonato Alagoano. De 2009!! É bom mesmo explicar tudinho ao telespectador.
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Se a Fox Sports é didática demais, o Combate sofre do problema oposto. Ontem estavam transmitindo o UFC de BH. No meio da preliminares o Rhoodes e o Jorge Guimarães começaram a entrevistar o ex-lutador Lidell. Pergunta, resposta, pergunta, resposta… Tudo em inglês!! Nada de traduzir. E ainda fizeram uma brincadeira com a falta de tradução. Os VTs com a apresentação dos lutadores também estavam em inglês, sem legendas. Sem falar que o sinal que o Combate exibia era o americano, com tarjas, anúncios e informações do FX americano. Uma poluição visual que incomodava. O curioso é que a Globo tinha o sinal limpo, tarjas em português e VTs legendados.
É bom saber que o assinante do Combate é poliglota. E que não se importa em receber um sinal tão sujo visualmente. Who cares?
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A Record News vai montar uma estrutura em Minas Gerais. A base será a mesma da Record mineira. E com a promessa de produção local, umas 4 horas diárias. Até aí não há nada extraordinário.
O interessante é o zum-zum-zum dando conta de que o sinal da Record News MG vai entrar na parabólica digital (no C2). E isso seria muito bom pra quem tem parabólica e um receptor digital. Lembro que cobrei a presença da Record News no C2 digital há um bom tempo. Parece que agora vai.
O lado negativo da informação é que a Record News irá ocupar o TP que hoje é da Record MG. Aí complica. Só vai restar a Record SP, com sinal em HD. Mas o sinal dela é muito fraco e poucos têm um receptor HD. Ou seja, a Record está (praticamente) tirando o sinal aberto do C2 digital. Só falta seguir a Globo e ir codificando os sinais.
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A Rede TV resolveu gravar o SNL (de manhã) e exibir o VT de noite. Não deixa de ser engraçado. Não é Saturday e não é Live. Como será gravado de manhã também não é mais Night.
A direção da emissora resolveu acabar com o convidado especial que apresentava o programa. Acho que acertaram, aquilo não estava funcionando bem. O espectador brasileiro gosta que os programas tenham uma “cara”, um avatar. Trocar o avatar toda semana prejudica a criação de uma identidade.
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Notei que os apresentadores do Deu Olé usam ponto eletrônico. Quer dizer, na Paloma eu não vi, por causa do cabelo. Mas no Denílson e no Felipe o ponto está lá. O curioso é que o programa é gravado. E ainda assim o pessoal precisa do ponto. Imagina se fosse ao vivo.

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June 19, 2012

Deu Pastel

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 2:58 pm
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A coluna de hoje será meio curta; estou sem tanto tempo. Vou começar com dois assuntos da Band. O primeiro é a Eurocopa. A emissora até que está com bons números na audiência, entre 4 e 5 pontos. Boa parte devido ao descaso da Globo, que só deve transmitir os jogos decisivos. Quero ver quando a Gorda resolver exibir.
Mas a Band não merece essa audiência. Começa pela velha história de não enviar equipe pros países sede. Ah, foi o Nivaldo de Cillo, ficou 30 minutos, fez umas 3 reportagens e voltou antes de começar o torneio. Como diria aquele ex-craque do Bangu: vocês estão de brincadeira, meu! Deu pra sentir o cheirinho de jabá, daqui de casa.
Também não gostei da equipe que está narrando e comentando, no estúdio. A maioria só conhece aqueles jogadores mais famosos e fica por aí. Entre isso e a tecla “mudo” não há tanta diferença.
É lamentável que a Band tenha desprezado um evento tão importante. Ainda mais que ela, diferente da Globo, não está em condição de desperdiçar nada.
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Vocês já provaram aquele pastel de vento? E aquele feito com massa e recheado com mais massa? Pois é… Como já aparentava, o Deu Olé ficou só na massa. Vi praticamente o programa todo. Mas não achei nada de interessante. Só um amontoado de gracinhas, brincadeiras e futilidades. Pode até ser que essa fosse a idéia. Tinha gente chupando laranja, tinha uma tartaruga, o Kaká de figurante, uma montagem de áudio numa coletiva do Ronaldinho Gaúcho, uns lances da Eurocopa (pra lá de surrados), lista de belos da Paloma, torcedoras européias… Ainda notei uma tentativa exagerada (e fracassada) de passar a idéia de descontração. O Felipe sentando no braço da poltrona, a Paloma quase deitada na cadeira, puxando as madeixas, o Denilson pra um lado e outro… Não entendo nada de francês (ou de teatro) mas o nome disso é misancene. E é bem parecido com o que outros programas esportivos vivem fazendo. Se bem que “programa esportivo” não se aplica ao Deu Olé. Tá mais pra um programa de … de… de coisinhas.
A sorte do Deu Olé é o dia e horário. Tem a Xuxa num lado, o Raul Gil no outro, o Pica Pau… Quem não gostar dessas atrações pode ficar vendo a Paloma. E não venham esperar muito mais.
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A Globo a gente sabe bem como é. Principalmente com os eventos que compra. Não sei se vocês assistem a GP2 ou a Moto GP, no Sportv. São competições interessantes, com uma transmissão de alto nível. Mas é certo que a Globo nunca vai passar isso em TV aberta. Infelizmente. Talves seja o caso de se pensar num outro canal. O produto é bom, patrocinadores não devem faltar. Resta saber se alguém vai conseguir a liberação dos direitos.
Um caso parecido é a DTM, que o Band Sports transmite. São corridas movimentadas, com carros esportivos. Mas fica lá, “escondida” no Band Sports. E nada indica que possa ser exibida num canal aberto. Uma pena.
Por outro lado a gente tem que aguentar o showbol, o futebol de 7, torneios de poker, hóquei e outras “maravilhas”. Tá bom…
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A Record está avisando que já tem suas armas pra enfrentar o programa da Fátima Bernardes. Mas é tudo segredo por enquanto. Eu só espero que essas armas sejam melhores que as usadas na Fazenda 5. Francamente, né… Botar o Théo Becker, do nada, só pra criar confusão e polêmicas é dose pra mamute. Aliás, a direção da Record lembra a piada da tartaruga no alto do poste. Acho que vocês conhecem a estória.
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O SBT tá vai-não vai no projeto de seu novo programa de humor. É o tal Circo Eletrônico. Não é fácil comentar sem ter visto os detalhes ou algum piloto. Mas eu acho que tem espaço pra isso. É um produto que falta ao SBT. E, sinceramente, não é tão difícil fazer algo melhor que o Zorra Total ou o Legendários. Basta um pouquinho de vontade e outro pouquinho de competência.
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Dei uma passadinha no Gloob, mais pra ver a programação. Me pareceu interessante. Alguns desenhos novos, parecidos com o estilo dos que a Cultura exibe. E ainda tem alguns mais conhecidos, como He-Man, She-Ra, Smurfs e Popeye. Acho que a seleção, mais leve e educativa, não foi casual. Resta saber a opinião do público alvo, as crianças.

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June 16, 2012

SNL Dissecado

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:53 am
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snl rede tvNa última coluna eu tratei (ainda que superficialmente) dos erros que estão afundando a audiência da Record. Erros que, em 99% dos casos, se iniciam na alta direção. Não só na Record, mas em todas as emissoras do mundo. Um ótimo exemplo é a atual crise da Rede TV. Ela já vinha se desenhando aos poucos. E sem o suporte financeiro que a Record tem… BUM!
Não sou pitonisa e nem gênio. Mas consigo antever quando algo vai mal e/ou poderá dar errado. Não é matemática, eu também erro (como qualquer pessoa normal). Mas é como aquela expressão: “Isso não tá cheirando bem”. É mais um feeling. Poderia ser melhor se eu visse os pilotos dos programas ou os roteiros. Tanto é que habitualmente eu prefiro aguardar a estréia e só depois trato de comentar. Mas, em casos extremos, costumo arriscar um palpite. Vejam o que escrevi sobre o SNL bem antes da estréia:
“Outra que vai fazer bobagem da grossa é a Rede TV, com a versão tupiniquim do SNL. Eu acho que o programa tem poucas chances de vingar. Mas as chances vão minguar se eles continuarem com a idéia de colocar o programa aos domingos, no mesmo horário da concorrência pesada. É um tiro no pé.”
Se alguém acha que estou inventando é só usar a busca interna e ver a data em que o texto foi publicado. Na época em que escrevi esse breve comentário o SNL ainda estava em fase de pré-produção. Foi uma intuição, ou dedução pra ser mais exato. Vou explicar tudo nos próximos blocos. Acompanhem…
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A bagaça começa com o formato do programa. O SNL é um tradicional programa de humor dos EUA. Faz sucesso lá! E faz sucesso por estar dentro dos padrões de humor dos “Obameiros”. Ainda que muitos formatos de lá sejam usados pela TV brasileira, não podemos tomar isso como regra. Num game show ou num reality, até pode passar. Humor é diferente. Ainda mais sabendo do humor dos americanos. Que, sem querer ofender, em vários momentos, é meio debilóide. Ou pior que isso. Basta ver o Jackass, que a MTV exibiu por muito tempo. Tinha graça? Talvez lá pros 0,5 de audiência. É um nicho, não cabe numa rede nacional, brigando por audiência. (É óbvio que existem muitos formatos de humor, alguns excelentes, mas o foco da pauta não é exatamente este. Não precisam me lembrar do Seinfeld ou de outro programa que vocês gostam).
O erro seguiu quando a Rede TV optou por não “abrasileirar” o formato. Deveria, se quisesse um público mais abrangente. Se bem que aí eu nem sei se faria sentido. A emissora compra um formato e altera tudo. Seria mais coerente começar algo próprio. Ou trazer algo já existente. E isso até foi tentado, mas o Adnet e sua turma não toparam. Até com razão.
Ainda tem o problema do dia e horário. Bem como escrevi no texto citado. Era evidente que o programa sofreria no domingo. Até se fosse bom e engraçado. Mas a DIREÇÃO da emissora bateu o pé e insistiu. Deu murro em ponta de faca. Culpa total DELA!
Agora vem a parte do programa em si. O texto é fraco. Tá na base de 1 piada boazinha pra 5 ruins. Em vários momentos nem a platéia consegue rir. Ainda que eles façam uma pausa e fiquem esperando. Ficam no vácuo. Alguns quadros são longos demais e perdem a oportunidade esticando uma piada rápida. Não há edição que salve. Um dos quadros que mais faz sucesso na edição americana é o weekend update (que eles nem pra traduzir). A versão daqui é pífia. O Furo MTV faz muito melhor; é só comparar.
Segue…
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Ainda tem a parte do elenco. Alguns dos participantes eu já conhecia, seja da TV ou desses vídeos de stand up que rolam pela internet. Alguns são bons, outros são sofríveis. Nada muito diferente dos outros programas de humor. E humor é 80% texto e 20% interpretação. Salvo casos raros (tipo um Costinha, Golias ou Paulo Silvino) onde uma careta ou um trejeito conseguem arrancar gargalhadas. Mas não é o caso.
Finalmente chegamos naquele que seria o carro-chefe do programa, o Rafinha Bastos. Nem vou ficar repetindo os problemas passados do Rafinha. Já tratei disso na época. E também aviso que não sou dos que acham que o humor deve ser politicamente correto. Tô andando pros politicamente corretos. O humor só precisa ser engraçado. Ponto.
Acontece que o Rafinha não é o último pastel da feira que alguns acham. E nem venham dizer que ele faz um humor inteligente. E o que seria esse tal “humor inteligente”? Uma piada que ninguém entende? O Einstein contando piadas?? Ah, façam-me o favor!!
Pior que isso foi a Rede TV imaginar que os 300 bilhões de seguidores do Rafinha no Twitter serviriam pra alavancar a audiência. Ora, ora, desde quando isso vale alguma coisa? Talvez seja interessante pro guaraná da Ambev, que tem trilhões de “amigos” no Facebook. É marquetingue de farofa, só isso! Uma bobagem pra inflar uns egos vazios. Um besteirol que faz a noooossa alegria.
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Finalizando… Agora, depois da porta arrombada, a Rede TV tenta consertar a fechadura. Mas eu quero perguntar: Só agora? Se a audiência estivesse pelos 5 pontos o formato seria alterado? Iriam mudar o dia de exibição? Querem fazer essas alterações por causa da audiência ou porque o programa é ruim? E o programa piloto? Pra que serve o piloto? Alguém da emissora viu o piloto? Fizeram testes com um público fechado? Confiaram no que viram no piloto?
Os leitores mais assíduos sabem que eu raramente gasto a coluna inteira num só tema. Mas seria impossível analisar tudo em 5 ou 6 linhas. Agora está explicado. A citação foi uma intuição, o texto de hoje é a análise. Mas vocês podem discordar, eu deixo :P

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June 11, 2012

Insistindo no Erro

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:52 pm
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Não sou dos que misturam qualidade de programação e audiência. Entendo que elas nem sempre andam juntas. Ainda que muitos, ao ver uma audiência alta, tratem isso como sinal de acerto e qualidade. Pode ser, em alguns casos, mas não é a regra.
Essa abertura serve pra explicar o caso da recente crise da Record. Alguns acreditam que o castelo ruiu nos últimos 30 ou 60 dias. O que não é tão verdadeiro. Os sinais da queda já vem de mais de ano. Mesmo alguns sucessos de outros tempos são questionáveis. Tiveram audiência, é fato, mas isso não era certeza de bons produtos. O melhor exemplo, que lembro, foi a novela Mutantes. O texto, as interpretações, os efeitos, era tudo abaixo do aceitável. Até abaixo de outras novelas da mesma Record. Mas, por N fatores, o público aceitou bem a trama. Algo parecido com o que acontece hoje com Carrossel.
Outro trunfo da Record foi sua tática de guerrilha. O caso mais notório foi aquele desafio da plataforma suspensa do Hoje Em Dia. Vocês lembram, horas e horas de “suspense” pra saber se alguma subcelebridade iria ou não atravessar a plataforma. E mais pontos de audiência fácil.
A terceira carta na manga era (e ainda é) o tal jornalismo policialesco. Essa opção ainda dá resultado, até por sempre haver um novo crime ou uma tragédia. Também funciona por investir no lado mais macabro da personalidade humana. E isso funciona há séculos, antes mesmo de inventarem a televisão.
O maior erro da Record foi acreditar que sucessos pontuais pudessem sustentar uma programação inteira. Mas não é tão simples assim. Uma fatia do público optou pela Record ao não querer mais as atrações da Globo. Esse público queria “qualquer outra coisa”. E a Record, por alguns anos, foi essa “qualquer outra coisa”. Mas tudo satura. Cansa. E esse mesmo público, hoje, acredita que o SBT é essa “qualquer outra coisa”. Como já havia sido lá pelos anos 90.
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A direção da Record parece um comediante que não percebe, após 5 anos, que uma piada já se esgotou, que não funciona mais. Não adianta culpar o público, é melhor buscar novas piadas. E também não adianta mudar a piada de lugar, como eles fazem com a grade. Isso não funciona, até o SS já aprendeu a lição. Da forma mais dolorosa.
Mas os gênios da Barra Funda acham que estão certos e que é o público que deve se adequar. A sua prepotência não lhes permite ver onde e quando erram. Não lhes permite aprender com os erros. Não, eles preferem comemorar os eventuais sucessos e zombar da concorrência. Como neste vídeo onde o Geraldo Luís banca o papel de bobo da corte, novamente:

Acontece que esses gênios não zombam apenas da concorrência. Eles zombam é do telespectador. E o telespectador, ainda que demore, acaba respondendo. E a melhor resposta é a audiência média da novelas da Record, na semana passada. Vejam:
Máscaras – 7
Rebelde – 6
Vidas Opostas – 4

Agora eu pergunto: Tá rindo do que, cara pálida??
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As operadoras de TV paga gostam de impressionar o cliente com números. Atualmente elas usam os canais em HD pra inflar esses números. Mas isso é uma verdade parcial. Boa parte desses canais é apenas um espelho do mesmo canal em SD. Como o caso da Warner, TNT, Space e mais alguns. Poucos apresentam um conteúdo original.
No caso dos que têm conteúdo original não faz muito sentido insistir na sigla HD. Ainda mais que, com o passar do tempo, vários canais terão toda a programação em alta definição. Visando corrigir esse conflito alguns canais estão optando por mudar o nome. O Multishow HD e a ESPN HD são dois dos primeiros que farão a troca. Melhor assim!
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Em alguns casos não teremos apenas a troca do nome. O Liv mudará também seu conteúdo, entrando no segmento de investigações e curiosidades. Não sei como será a nova programação, mas a atual não deixará muitas saudades.
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Novidade em TV paga será o novo canal infantil da Globo, o Gloob. É um filão bom, quase esquecido nas TVs abertas. E com grande concorrência nas fechadas. Só quero saber se vai ter desenho suficiente pra tantas emissoras.
Mas eu achei interessante o nome escolhido, pegaram “Globo” e mudaram o “o” de lugar. Melhor isso que cair naquela coisa de “nome do canal + Kids” ou “nome do canal + News”.
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Outro dia parei uns minutos pra ver o Valdemiro Santiago falando sobre novo projeto de regulamentação da televisão. Basicamente ele mandou o governo não interferir na “obra de Deus”. Disse que, se não puderem ajudar, que não atrapalhem. Tudo isso citando trechos da Bíblia. E terminou dizendo que todos os que se colocam na frente da “obra de Deus” acabam caindo. Então tá…

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June 8, 2012

3 Belas da Telinha

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 11:40 pm
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Acho que ninguém percebeu, mas no mês passado não tivemos atualização da seção Belas & Barangas. Foi proposital. Pra subir a cotação do Dólar e o preço da saca de café. Hehehe. Mas hoje tem. E são 3 escolhidas. A primeira eu já publiquei, faz um bom tempo, quando ela ainda estava na Rede TV. Dia desses eu escrevi algo sobre o Vrumm e lembrei da Estefânia Farias. Acho que ela merece esse repeteco. Ou eu tô errado?
Estefânia FariasEstefânia Fariasestefânia fariasestefânia farias

O preço da soja não anda lá essas coisas, mas o pessoal do RS não deve estar muito preocupado. São tantas belezocas por lá… A segunda convocada foi uma indicação que recebi por email, do Murilo. O pessoal fora do RS não deve conhecer a Edieni Ferigollo, apresentadora do Jornal do SBT Rio Grande. É uma pena. Olha isso!!
edieni ferigolloedieni ferigolloedieni ferigollo

O preço do açaí tá em alta. O que eu ganho com isso? Nada! Mas tudo bem, a terceira escolhida de hoje é um pedido da turma dos comentaristas de plantão. Falaram tanto nela quando publiquei umas fotos da Larissa Erthal… Então seja feita a vontade do povo, eis a Ana Luiza. Ela que, parece, está na Fox Sports. Se bem que não dá pra confiar muito no Twitter.
ana luizaana luiza EI
ana luiza

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June 4, 2012

Fim da Farra

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:21 pm
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Não gosto de passar por ingênuo e prefiro aguardar a definição das coisas antes de opinar. Mas é possível que a televisão brasileira seja obrigada a passar por um choque de gestão. Choque que pode até ser desagradável para alguns, mas que é muito necessário. Choque que também deveria ocorrer em outros setores empresariais; mas isso não faz parte desta coluna. Vou me concentrar na televisão.
O fato, que vocês talvez já saibam, é que o governo (atual) resolveu ajustar a regulamentação da TV brasileira. Isso com o objetivo de frear essa avalanche de horários vendidos, alugados, terceirizados e o escambau! Esse assunto eu já abordei muitas vezes e sempre cobrei uma atitude firme do poder concedente. Mas o poder concedente vinha sendo omisso, covarde e desinteressado. E as emissoras vinham (ou vem) fazendo a festa. É a tradicional “casa da mãe Joana”.
A legislação atual vem da década de 60. Quando não havia transmissão pelas parabólicas, por cabo, operadoras de canais pagos, TV pela internet, canais religiosos e de vendas. Tudo mudou, menos a regulamentação, anacrônica, falha e permissiva. Essa atualização da lei deveria ter sido feita há muito tempo. Mas os governos anteriores (FHC e Lula) preferiram empurrar com a barriga e não desagradar as emissoras e as seitas. Escolheram desagradar o telespectador, o elo mais fraco. Então é louvável ver uma mudança de atitude. Espero, mesmo, que a presidente Dilma tenha coragem pra enfrentar essa gente. Eles vão espernear muito, é esperado. Vão reclamar dos prejuízos e eventuais falências. Mas isso não justifica a “zona” que eles fazem com as concessões recebidas. E, como as mães sempre gostam de dizer: “… não gostou? Engula!”
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O principal (ou único) argumento de quem defende a “zona” atual é a perda de receita. Muito bem. Eu cresci num tempo em que as emissoras não alugavam horário algum. Quando muito abriam espaço pra alguma produção independente. Mas era produção de conteúdo, não para seitas e/ou vendas. E as emissoras buscavam receita no mercado. E sua despesa tinha que se adequar a receita. Do mesmo modo que ocorre com qualquer empresa. Caso contrário, quebra. É isso que ocorre no sistema capitalista. Gostem ou não.
É claro que algumas emissoras quebraram por não se adequar. A Manchete foi um bom exemplo de incompetência administrativa. Mas a locação de horários não é garantia de saúde financeira. Balela! Se fosse assim a CNT e a Rede TV estariam muito bem. Sabemos que não é essa a situação real.
O ponto básico é que o bolo publicitário brasileiro é de X bilhões. Ele comporta algumas grandes redes, algumas emissoras nanicas e um tanto de regionais. Fim de papo. Não existe mágica. Se a emissora tem X de receita ela não pode querer gastar 2X. Ou as emissoras querem se transformar em clubes de futebol, pagando salários milionários e afundadas em dividas astronômicas? Ora, ora…
Aí vem alguém e me diz que tal emissora pode falir. E eu respondo: Dane-se! Pode devolver a concessão e ir vender cachorro quente na esquina. Quem não tem competência não se estabelece. O governo entrega a concessão e deve fiscalizar o cumprimento da lei. Ele não tem obrigação de cuidar das finanças de ninguém, seja uma TV, uma montadora ou um supermercado. Ou a Dilma foi consultada quando a Band resolveu pagar 400, 200, ou 150 mil pros integrantes do Pânico?? Se a Band não puder arcar com a despesa, AZAR!!
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Saindo um pouco do assunto… Vejam o caso da Record. Tem um rio de dinheiro entrando todo mês, vindo da seita do Edir. Não vou dizer que não ajuda. Mas não se faz televisão só com dinheiro. Ele serve pra contratar gente, pra construir estúdios gigantes, pra comprar equipamentos. Mas e o resto?
Hoje a Record voltou com o Cidade Alerta, enxertado entre “2 Chris”. Uma opção covarde, de quem não quer arriscar. Típica de gente incompetente, sem ousadia. E, apesar de não podermos nos guiar pela audiência da estréia, não sinaliza um futuro mais animador pra emissora. A Record parece que encontrou algumas “bengalas” (Chris, Pica-Pau, Tudo a Ver, os Puliça News) e vai usando isso pra se manter em pé. O efeito é temporário e pontual.
Agora eu faço uma pergunta: sinceramente, vocês acham que pode sair algo inovador e impactante dessa direção da Record? Ou será sempre o mais do mesmo?
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Ontem vi uma boa parte do SNL. Serviu pra confirmar a impressão que tive ao ver alguns vídeos pela internet. O texto é fraco. Alterna bons e péssimos momentos. As interpretações também. O ritmo é lento demais. E em humor isso mata qualquer piada. É preciso ter agilidade no texto e na edição. Não dá pra pegar uma piada de 15 segundos e esticar pra 2 minutos.
O ponto positivo é que, ao contrário da concorrência, não tentam inventar fatos e criar mini-realities. Ficam só no humor, mesmo que ele nem sempre venha. A atração musical, tocando de verdade, também é uma boa escolha.
Mas eu fiquei intrigado com o horário do programa. 20:30 é pra classificação de 10 anos. Pelos assuntos abordados, palavrões e certos exageros é algo bem questionável. Outros programas, por muito menos, acabam com a classificação de 12 anos. Não que 30 minutos façam tanta diferença, mas é mais por coerência.
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Outro dia, após a final da liga de vôlei, eu reclamei do tratamento dado pela Globo. Agora, com o NBB, a Globo fez o mesmo. Concordo que todas as ligas têm interesse em transmitir suas finais em TV aberta. Faz muita diferença. Mas a Globo erra ao obrigar que a final seja decidida num único jogo. Sempre foram 5 jogos, e isso é mais justo. Basta ver o exemplo da NBA.
Além do aspecto técnico, existe o lado financeiro. Só como exemplo, o Brasília (campeão da liga) deixou de arrecadar 280 mil com ingressos se fizesse a final em melhor de 5.

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