July 27, 2012

Obsessão Exclusiva

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:38 pm
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É muito provável que a coluna de hoje gere algumas controvérsias. São assuntos onde a minha opinião conflita com a maioria. Mas a vida é assim mesmo, não tem problema.
O primeiro assunto é meio velho, essa mania (ou obsessão) com a palavra “exclusivo” na televisão. Na última coluna eu falei sobre a matéria da Record atacando o Ibope. Eu vi a reportagem em reprise e, como de costume, resolveram botar a tarja com o lembrete “exclusivo” no canto inferior. Caramba! A matéria é da Record, está passando em programas da Record, qual a necessidade de dizer que é exclusiva?? Será que algum telespectador vai pensar que o material é da Band?
Nos caso dos jogos olímpicos a coisa é pior. Diariamente temos algum apresentador ou chamada lembrando que o evento é uma exclusividade da Record. Como se isso tivesse alguma importância pro público. Mas o fato é que não é exclusivo. E nem estou falando da transmissão nos canais fechados. Me refiro à Record News. Mesmo pertencendo ao mesmo dono é uma emissora independente. E aberta. Portanto a Rede Record não exibe os jogos com exclusividade, nem mesmo em TV aberta. Simples assim!
Também é bom parar de cuidar da vida alheia. A Record tem coisas mais importantes pra tratar do que anunciar que é a única com todos os postos de transmissão no estádio (onde o Brasil estreava no futebol). Ainda mais quando a própria Record limitou o número de credenciais das concorrentes.
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Também acho muito curioso o comportamento das pessoas diante dessa coisa de exclusividade e monopólio. Canso de ver o povo gritando e reclamando do monopólio esportivo da Globo. Mesmo não sendo um monopólio efetivo; a parceria com a Band eliminou este argumento. Mas a ladainha continua.
Interessante também é observar a bipolaridade da Record. A emissora é contra o monopólio no futebol, mas vibra com sua “exclusividade” nas Olimpíadas. Vai entender… E ainda vem gente defender essa ou aquela emissora, como se ganhasse algo com a disputa. Infantilidade pura.
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Outro aspecto interessante é ver como as outras redes vão cobrir os jogos. A Globo, parece, vai se limitar ao mais básico. Não deve ir além de noticiar alguma vitória ou medalha. O SBT e a Band devem dar um pouco mais de espaço. Mas continuarão reféns das imagens cedidas pela Record.
O mais complicado é a presença de equipes de reportagens em Londres. O acesso é totalmente controlado. E o máximo que as outras redes conseguem é entrevistar gente nas ruas, mostrar espectadores nos pubs, torcedores nos arredores dos estádios… E isso, francamente, não acrescenta nada. Até porque a Record já faz a cobertura, interna e externa.
É uma situação parecida com a da última Copa do Mundo. A Record ficou no entorno dos estádios, mostrando torcedores e falando de amenidades. Eu acho uma bobagem. Cada um que cuide do seu.
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Outro fato interessante é que alguns canais fechados (Sportv e ESPN) estão liberando o sinal, em operadoras ou em satélites menos conhecidos, durante os jogos. Parece que, já tendo as cotas vendidas, buscam um pouco mais de audiência. Mais audiência nesses canais e, consequentemente, menos na Record. Mas eu não acredito que isso traga alguma mudança significativa.
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Nesta semana eu passei com mais frequência no Band Sports. Mais pra avaliar o que está sendo feito. É bem desanimador. A equipe é pequena e a estrutura bem deficiente. Acho que só mesmo o aspecto financeiro pra justificar o esforço de exibir a Olimpíada. Mas é uma decisão questionável. Eu penso que seria mais coerente investir na programação dária, em eventos mais perenes, do que apostar todas as fichas numa competição de 2 semanas.
Por falar no Band Sports… Quem foi que inventou a versão olímpica do Magazine? Qual a graça do quadro Olim-piadas? De onde tiraram aquele rapaz (humorista sem humor) e aquela moça? Tá parecendo a NGT.
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Saindo um pouco da Olimpíada… Na quarta, no Jornal da Band, exibiram uma matéria com os gols e principais lances da rodada. Logo na sequência o Boris anunciou a participação do Milton Neves para analisar os jogos. E o Miltão não fez nada além de repetir os resultados e o nome dos autores dos gols, com as mesmas imagens da reportagem anterior. Só acrescentou as papagaiadas costumeiras. Qual o sentido disso? Será que a direção do jornal viu o conteúdo, idêntico, antes de botar as duas matérias, em sequência, no ar? Será que sabem o significado da palavra “redundância”?
A idéia, original, é até boa. Mas isso não deve ser feito pelo Milton Neves. Tem gente mais qualificada. E analisar a rodada não significa exibir unicamente os gols.

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July 23, 2012

A Carta e a Guerra

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:20 pm
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rede recordO papo de hoje vai se concentrar na Record. O primeiro assunto é a tal “carta olímpica” que a emissora divulgou. Antes de mais nada devo dizer que é um fato curioso, nunca vi outra emissora se explicando e se justificando antes mesmo de inciar uma transmissão importante. Mas tá bem.
A carta iniciou informando que a Record irá “recuperar” as imagens de competições (envolvendo brasileiros) que eventualmente não sejam transmitidas ao vivo. Não precisa ser gênio para entender que “recuperar” é um eufemismo para “gravar e exibir em VT”. O mais grave é ver essa atitude num evento que praticamente não irá afetar a faixa nobre da emissora. Será que querem preservar a “enorme” audiência do Hoje Em Dia, ou do Tudo a Ver?
Depois a carta lembrou que a Record é uma rede aberta, com programação variada, e não deve ser comparada aos canais esportivos. Algo bem óbvio. Não lembro de ter visto nenhum crítico exigindo da Record o mesmo espaço e abrangência de um canal (fechado) de esportes. Eu nunca cobrei isso. O que se cobra é que a Record dê a mesma atenção que os Jogos Olímpicos teriam na Globo ou na Band. TV fechada é outro departamento.
Por fim a Record reafirmou seu compromisso com o esporte olímpico, independente da audiência ou outros fatores. Algo estranho. Ainda mais que a primeira afirmação (sobre recuperar imagens) conflita com essa última. Nesse momento eu tenho que voltar ao que já abordei inúmeras vezes. A Record não vai convencer ninguém apenas com o slogan. Ela não transmite nada além do Pan e Olimpíadas. Uma rede que repete o bordão, de emissora do esporte olímpico, deveria lembrar disso antes e após os Jogos. O esporte não se limita às 2 semanas do Pan ou da Olimpíada. É evidente que a Record não tem compromisso real com o esporte. Ela quer a cereja do bolo. Ou nem isso, a parte “secundária” da cereja vai ser largada na Record News.
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Outro fato relevante é que a Record iniciou uma nova guerra, agora contra o Carlos Augusto Montenegro. É a mesma estratégia usada em embates anteriores, contra a Globo, Ricardo Teixeira, Folha, Valdemiro Santiago e demais desafetos. E, novamente, a Record mistura fatos e dados. É bem provável que tenha razão ao denunciar negócios duvidosos do dono do Ibope. O estranho é misturar isso com afirmações do Montenegro, quando este era presidente do Botafogo. Não consigo ver o elo entre negócios nebulosos e comentários sobre aquela ex-bandeirinha.
Outro ponto interessante é se verificar que esses negócios do Montenegro não são tão novos. Então qual seria o justificativa ao divulgar isso agora? Serão os índices da audiência e o crescimento do SBT? Caso não saibam (ainda) a Record foi ultrapassada pelo SBT na média mensal, em Junho. E o fato vem se repetindo neste mês.
A primeira explicação que me vem é que a Record usa esses ataques para intimidar inimigos e desafetos. Algo que nem sempre surte o efeito desejado. O segundo ponto é que a Record busca manipular a opinião pública e se colocar como defensora da justiça e da moral. O terceiro motivo é desviar o foco, ainda mais num momento tão desfavorável.
Não tenho capacidade para saber até onde as acusações contra os negócios do sr. Montenegro têm fundamento. É provável que sim. O meu questionamento é sobre a isenção e moral do acusador. Justo a Record, com seu telhado de vidro. Ou a emissora já explicou a origem do patrimônio do Edir Macedo e o financiamento colossal que recebe da IURD? Se é pra investigar negócios nebulosos, vamos ampliar o escopo. Que tal investigar o Montenegro, o Edir, a Globo, a Band, o SBT e o Panamericano, os calotes da Rede TV… Ah, o sr. Ricaço Teixeira tá lá em Miami, gastando tudo que “ganhou” na CBF e na FIFA.
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O verdadeiro problema da Record não é o sr. Montenegro, o Valdemiro, a Globo ou a Folha. É a própria Record. Isso falando apenas da emissora. A audiência vem caindo há mais de ano. Os erros e a programação repetitiva estão fazendo estragos profundos. A Olimpíada não será a salvação da lavoura. Mesmo que estoure a audiência; fato improvável. Serão apenas 2 semanas. Depois tudo voltará ao que era. É necessário uma reformulação profunda. É preciso chacoalhar tudo. Se reiventar. Mas parece que a direção não acordou pra isso. Vai ser mais do mesmo. A concorrência agradece.
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Voltando ao caso do Ibope, também tivemos o Datena soltando os cachorros contra o instituto. Mas aí também é um problema localizado. Só surge quando a audiência está baixa. Quando os números são bons o Datena fica festejando. Basta ver o que aconteceu na primeira semana do Quem Fica Em Pé.
Se as emissoras estão realmente descontentes só existe uma opção. Criar um novo instituto. Coisa que o SS já fez; e que não deu certo. Ou então montar um sistema de audiência em parceria com algum instituto já existente. Ficar de birra não resolve nada.
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Mudando a pauta… Dia desses, falando sobre a Fox Sports, eu disse que ela poderia se voltar pros torneios nacionais. É algo que ela não tem e que reforçaria sua programação. Não sei se foi uma antevisão do fato, mas a Globo já está tratando de se resguardar. Começou com uma investida para ampliar o contrato com os maiores clubes de futebol. E deu resultado, com a maioria. Acho que o próximo passo da Globo será renovar e ampliar os direitos de transmissão de outros eventos. É como dizem: Quem tem, tem medo.
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Ontem o Esportvisão (da TV Brasil) completou a sua 500ª edição. É um dos programas mais antigos da emissora. Isso com o nome atual. Eu lembro da versão antiga, com outro nome (que não recordo). Aí seriam mais outros 500 programas. Naquela época o Esportvisão (com outro nome) era um dos únicos debates esportivos do domingo. De saudosa memória. Atualmente a concorrência, no segmento, aumentou bastante. Especialmente nos canais fechados. Mas pra quem só tem a TV aberta ainda é uma boa opção.

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July 19, 2012

Carrossel de Remakes

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 2:52 pm
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Vou usar um dos comentários da última coluna (do Alexandre) pra falar sobre a tendência atual da televisão. Mas vou começar citando o teatro e o cinema como exemplos. Não é meu ponto forte, mas lembro como era o teatro na minha época de garoto. Metade das peças eram clássicos, o resto usava textos atuais. Lá pelas tantas alguém resolveu apostar (reinventar) nas comédias de situação. E deu certo. Até demais. E hoje a maioria das peças segue essa linha; o resto usa textos adaptados (de sucessos da Broadway). No cinema a tendência é mais clara. Basta ver o ritmo das sequências e refilmagens. O exemplo mais recente é o “novo” filme do Homem-Aranha. É quase inacreditável ver os produtores afirmarem que é novo, sem qualquer relação com a recente trilogia do aracnídeo. E, provavelmente, esse “novo” Aranha terá sua sequência, com 2, 3 ou 4 filmes. Depende da bilheteria.
A televisão entrou nessa mesma trilha. Remakes e sequências. Tudo na dependência da audiência. E temos a gloriosa Gabriela, a versão brasuca de Rebelde, a refilmagem de Carrossel, Guerra dos Sexos começará em breve… E, com certeza, teremos muitos outros remakes nos próximos anos. É o que eu chamo de Vale a Pena Refazer de Novo. O caso mais emblemático foi Bety, a Feia. Começou na Rede TV, teve uma reprise, depois outra, depois a versão mexicana, o seriado (no SBT), e a versão tupiniquim, na Record. A mesma estória, repetida N vezes. Acho que o público gostou. Eu prefiro a estória dos 3 Porquinhos, ou a do Chapéuzinho Vermelho.
Mas essa tendência não afeta somente as novelas. Os realities são um caso parecido. Aí casando com a absurda dependência das produtoras de lixo (conteúdo). O primeiro Big Brother fez sucesso? OK, já vamos pra 13ª edição. E ainda podemos somar as 5 edições da Fazenda. E mais o confinamento no busão. E mais confinamento em barco, em avião, em ilha, em zoológico… O único limite é a audiência. Enquanto o espectador aguentar as emissoras continuarão explorando a mesma fórmula.
Os defensores dos remakes tem as suas justificativas:
- O espectador é saudosista e gosta de rever estórias antigas;
- O remake já entra com alguns pontos (no Ibope) por conta do sucesso anterior;
- O texto só precisa passar por uma pequena adaptação.
Tudo bem, eles têm uma certa razão. Mas eu acho que essa overdose é mais baseada na preguiça mental, na falta de criatividade e na busca de minimizar riscos. E, principalmente, na indolência do telespectador. O telespectador é o único que pode frear essa tendência. Mas nada aponta para isso.
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Vi boa parte do Conversa de Gente Grande. Até chegar na parte do Édson, o king. O programa tem um enfoque interessante. Talvez fosse o caso de mudar o nome, algo como Conversa Pra Gente Grande. Também seria bom pensar num outro horário, o atual é muito ruim.
O curioso é pensar que a direção da Band acha que o programa é algo novo. Francamente… Já fizeram isso no SBT, na Globo, na Record. Será que a novidade é a careca do Tas? Ou serão os hermanos da produção? Não sei dizer, mas eu vou colocar o programa na minha lista de remakes.
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É bom alguém avisar à Record que os jogos olímpicos duram apenas 2 semanas. Qualquer crescimento na audiência será muito temporário. Mas é bem provável que a emissora conquiste alguns pontos adicionais, até pela pobreza da sua grade diúrna.
O problema maior é que o brasileiro prefere acompanhar as vitórias, não tanto o esporte. E eu tenho sérias dúvidas quanto ao desempenho de certas modalidades. Especialmente nos esportes coletivos. Justamente os que duram mais tempo e podem sustentar a audiência. Os esportes individuais, além de menos populares, raramente duram mais que alguns minutos. Uma alternativa seria criar um programa noturno, reapresentando os melhores momentos do dia. Mas é certo que a Record não fará isso.
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Por falar em Olimpíadas, a ESPN e o Sportv estão exibindo (e reprisando) vários documentários sobre o evento. É um material de ótima qualidade. Algo impossível de ser visto em TV aberta. Se tiverem oportunidade, vale assistir. Até gravar.
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Hoje, 19/07, passei pela Fox Sports. Entre o meio-dia e as 2 horas estavam reprisando o jogo entre Boca e Corinthians. Ainda bem que hoje é tudo digitalizado. Se fosse na época da fita já teria arrebentado, após tantos VTs. Menos mal que mês que vem começam alguns torneios europeus. Ufa!!
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Não sei como é o acordo entre a Globo e Band, pelo Brasileirão. Nem eu e nem ninguém de fora das duas emissoras. Mas a última da d. Redonda é impedir que a Band exiba os jogos pelo satélite, em HD. Não confundam com o sinal analógico, eu estou falando da Band HD, no C2 dgital. Não bastasse a Globo boicotar a transmissão digital pelo satélite, ela (ainda que pelo contrato firmado) também quer controlar as concorrentes. Isso é uma vergonha!!
Aliás, eu gostaria de saber a posição do Ministério das Comunicações sobre a TV digital via satélite. Existe alguma? Ou vai deixar correr solto, deixando o espectador refém das vontades de uma ou outra emissora?

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July 14, 2012

Monólogo Coletivo

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 12:11 pm
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Finalmente vi um pedaço do Na Moral. Mas antes de falar do programa, vou narrar algo que assisti num Redação Sportv recente. O Bial estava lá e, no meio do programa, resolveu contar um episódio que passou na China (ou outro país ditatorial do tipo). Um acrobata havia se acidente e ele tentava saber da situação, indagar, filmar… Aí chegou uma “otoridade” local e, querendo proibir, perguntou quem ele era. E o Pedro Bial respondeu: “Eu sou a liberdade de imprensa”. Muito bonito. De certa forma todos nós podemos (e devemos) lutar pela liberdade de expressão e informação. O perigo é achar que somos mais, só pelo fato de ter um crachá no peito. Ou acreditar que se é um semi-deus da informação.
Agora vamos ao Na Moral. É bem pior do que eu havia imaginado (e comentado na última coluna). E começo com aquela perguntinha básica: qual o objetivo do programa? A resposta mais óbvia é que se trata de um programa de debates. Aparentemente. Debate, até onde sei, envolve duas (ou mais) opiniões. Não vi tanta divergência ou antagonismo. Me parece algo como “o certo é isso”, vamos falar só disso. Um monólogo de 3 ou 4 pessoas com a mesma mentalidade. Sim, não estou maluco, eu disse monólogo entre 3 ou 4.
O Bial passou os últimos 12 anos filosofando sobre paredões, imunidades e líderes. Foi o guru dos brothers e sisters. Debatia sozinho, sem o contraditório. E parece que pegou o cacoete. Continua com seus conceitos e julgamentos morais. Um belo retrato da ditadura da opinião que vivemos atualmente. A opinião da “tchurminha” do Leblon (ou Jardins) que deve ser difundida e implantada nos 4 cantos do país. Até porque os filósofos THC leblonianos sabem tudo. A filosofia de alpargatas (junto com o marketingue de farofa) tem todas as respostas. Antes mesmo de conhecer as perguntas. Eles têm a “moral”. Então eles que fiquem com sua “moral”. Opinião, cada um tem a sua. E não basta usar alpargatas para ser filósofo.
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Vou aproveitar a trilha e falar algo que já estava engasgado há tempos. É meio parecido com essa linha filosófica do Na Moral. Trata-se do Altas Horas. Talvez nem todos lembrem que esse programa veio do SBT, onde era o Programa Livre. Mas ele começou bem antes, na Cultura. De lá pra cá mudou muito. Acho que só ficou o apresentador e o cenário. E o slogan eloquente: vida inteligente na madrugada.
Curioso notar que a nossa televisão só reserva 2 horas semanais (de madrugada) para nos oferecer a tal “vida inteligente”. Se a gente concordar com o slogan concluiremos que todo o resto da programação é “vida burra”. Mas, (in)felizmente, não é bem assim.
Eu fico vendo os depoimentos dos artistas e amigos do Serginho, repetindo o refrão, após cada intervalo. Mas qual é a vida inteligente do Altas Horas? São os cantores, preocupados em mostrar o último CD ou falar da agenda de shows? São os atores (globais), divulgando um filme ou peça em cartaz? São esportistas, balbuciando duas frases desconexas? É a sexóloga, respondendo a milésima pergunta sobre masturbação? É a platéia (jovem), perguntando “Você prefere fazer TV, cinema ou teatro”? Ou será o Serginho Groisman, sempre tão alegre e dinâmico?
Pior que aguentar todas as banalidades é suportar a pretensão. O pretensioso é aquele que se julga mais que os outros. O que repete um bordão vazio. E o que acredita no bordão.
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Eu tenho sérias dúvidas se a TV pode nos oferecer algo mais que um “programinha fast-food”. Ou algo mais que slogans grandiosos e programas rasos. Falei desses dois casos, da Globo. Mas e a outras redes, fazem algo melhor? Por mais que tente, não consigo lembrar de nada. Talvez algum leitor cite um programa de uma emissora pública. Nem sei; mas ainda assim é uma gota no oceano.
O mais trágico é que o telespectador talvez nem queira saber de vida inteligente na televisão. Parece entorpecido. Anestesiado após doses cavalares de sensacionalismo, vulgaridades, violência, tragédias e oba-oba ufanista. Parece que tudo virou linha de show, até o jornalismo, esporte, dramaturgia.
Não sei dizer se o maior culpado disso é o telespectador ou as emissoras. Talvez ambos. Mas o cenário é desanimador. Um bom exemplo é esse recente programa do SBT, O Maior Brasileiro de Todos os Tempos. A intenção do programa é até interessante. Ainda mais no SBT, tão avesso ao que não é linha de shows. A emissora passou meses pedindo a participação do público na votação. Ela chegou a apagar milhares de votos manipulados. Depois excluiu os votos no Sílvio Santos. Parece, parece, que ainda mexeu pra tirar o Edir Macedo da lista de finalistas. Nem vou entrar na questão. O grave é pegar a lista dos mais votados e ver isso:

maior bobagem de todos os tempos

Nada contra o Dedé, Tiririca, Luan Santana ou o sr. Gugu. Mas fica difícil ver essa lista e pensar que o telespectador quer algo além de farofa. E farofa da pior espécie!

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July 10, 2012

Papo Cabeça Furada

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 6:05 am
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pedro bialNão vi o primeiro programa do Bial, Na Moral. Então não vou entrar nos pormenores. Até onde li, o Na Moral sofre da mesma superficialidade do Encontro e de tantos outros programas. Apesar de não ter visto me parece que o estilo é de um programa “papo cabeça”. Ou pior, “papo cabeça furada”. Qualquer hora eu assisto e confirmo se a minha sensação é real ou não.
Mas eu quero focar em dois pontos que (até onde sei) não foram abordados pelas colunas de televisão. Nem lembro mais de quantas vezes reclamei da acomodação e imobilidade da Globo. Com bastante razão, convenhamos. Agora a emissora lançou dois novos produtos, meio parecidos com outros existentes. Deu uma maquiada no formato e confiou em apresentadores consagrados e famosos. Já deu pra ver que o “pojeto” foi mal elaborado. E que o Bial e a Fátima não conseguem tirar leite de pedra. A Globo errou no “pojeto”. Mas eu ainda prefiro os erros que a acomodação eterna.
O segundo aspecto é a busca por novos apresentadores. A Globo recrutou nomes do jornalismo pra atender os 3 novos programas deste ano: Fátima, Bial e o Leifert. Foi uma opção, concordemos ou não. Mas a concorrência também sofre do mesmo problema. É só ver quem entrou recentemente neste meio: modelos, atores, jornalistas, humoristas… Sobrou até pras filhas dos donos. Não sei dizer se a Ana Hickman, a Gianne Albertoni, a Isabella Fiorentino, o Zucatelli, a Patrícia Abravanel ou o Felipe Andreoli são tão melhores. Provavelmente não.
A gente sabe que algumas emissoras, notadamente a Globo, usam oficinas pra treinar e selecionar autores, atores, roteiristas. Mas não existe uma fórmula definitiva pra encontrar apresentadores. É algo muito peculiar. O que funciona no Sílvio Santos dificilmente irá funcionar no Surita. O estilo é de cada um; a técnica, essa pode ser aprimorada. Ou, como vemos por aí, esperar que apareça por geração espontânea. É um assunto muito complicado. E não sei dizer se existe solução.
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A partir de hoje vou tratar um pouco dos jogos olímpicos na TV. E começo com um “vão te catar” pras 4 emissoras que transmitirão o evento. Tudo em função da escolha do ônibus londrino como elemento básico de todas as chamadas, marketing e simbologia do evento. A Record e o Band Sports ainda vão usar o ônibus como estúdio móvel. Nem se fosse combinado ficaria tão igual. Criatividade zero!
Muito pior que isso é ver a equipe que a Record está levando pra Londres. É o mesmo problema de transmissões anteriores. A turma do esporte (que nem é das melhores) ficará em segundo plano. Do pessoal do jornalismo, a grande maioria não entende bulhufas do negócio. Já dá pra imaginar o nível dos comentários, perguntas e a ladainha de fichas técnicas servindo de bengala. Já vi esse filme.
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Sei muito bem que uma parcela considerável do público abomina o MMA. Mas uma outra parcela virou fã de carteirinha. Tudo bem, cada um assiste o que mais gosta. Mas a audiência do UFC 148 foi espantosa. Passou em VT, pra lá das 2 horas da madrugada e, ainda assim, bateu os 20 pontos. Não consigo imaginar que outro evento pudesse dar tamanha audiência no horário. Possivelmente a Copa do Mundo. E, só para comparar, o GP da Inglaterra, de manhã, ficou nos 9 pontos. Ou seja, é MMA, mas podem chamar de Muito Mais Audiência!
Nem preciso lembrar que audiência não é sinônimo de qualidade. Tem programa bom que não passa de 1 ponto, tem programa ruim que estoura. Mas a TV é um negócio. E esse negócio só funciona se tiver audiência e faturamento. No dia em que inventarem uma televisão que funcione com vento…
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Depois do UFC 147 (em BH), eu reclamei dos problemas de transmissão do canal Combate. Principalmente da falta de tradução e legendas quando se falava a língua do Obama. Acho que passaram recibo. No UFC 148 já estavam com um tradutor “juramentado”. Melhor assim.
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Na última coluna eu tratei da ESPN (e de outros canais esportivos). Foi um papo mais sério. Hoje eu quero falar de algo meio pessoal. Nada que vá resolver a crise grega, mas… Vocês não acham que a ESPN parece o “clube do Bolinha”? Tá bem, sei que tem a Marcela, a Juliana e mais umas 2 repórteres. Mesmo assim; tem muito homem por lá. Enjoa ver tanto homem. E não estou brincando. Bem que poderiam contratar uma ou outra apresentadora (ou comentarista) pra harmonizar o ambiente.
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O pessoal que assiste a programação regional não deve ter notado, mas a Record (rede) anda com mais uma daquelas maluquices. Algum gênio resolveu escalar o Pica-Pau no horário do almoço. Como se ele e o Chris já não estivessem fazendo hora-extra. Francamente…

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July 5, 2012

Mais Emissoras e Menos Produtos

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:38 am
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Numa das colunas anteriores, falando da estreia do Gloob, meio que brincando, perguntei se haveriam desenhos suficientes pra tantos canais. É claro que não foi uma questão textual. A intenção maior era indagar se existem, de fato, bons produtos pra preencher tanto espaço. Essa mesma questão se aplica ao filmes, seriados, documentários, etc… Sei bem que as reprises já respondem a minha pergunta. Basta observar a programação de certos canais, abertos e fechados.
Quando a gente trata de canais jornalísticos, esportivos ou com programas factuais a equação não fecha. Não dá pra ficar reprisando um jogo diariamente. Ainda que algumas raposas usem o expediente. O fato concreto é que faltam produtos e eventos de qualidade. E isso vai de encontro ao questionamento feito pelo Alexandre, sobre o Campeonato Mexicano que a ESPN anuncia para breve. Nada contra o Campeonato Mexicano, Holandês, Russo, Turco ou Coreano. Nem contra o torneio sub-15 que o Band Sports estava exibindo outro dia. Nem contra o campeonato boliviano de peteca. Mas não dá. Não podemos aceitar isso num canal pago (pago com dinheiro do assinante). Tão pouco num canal aberto, que busca audiência e anunciantes.
Até 2011 o cenário dos canais esportivos já estava bem complicado. O Sportv tinha a facilidade dos eventos comprados pela Globo. A ESPN se segurava no jornalismo e nos eventos internacionais que a matriz oferecia (e que nem eram tantos). O Band Sports, sem investimento do dono, ficava com qualquer coisa que aparecesse. E o Esporte Interativo tentava alguns acordos pontuais, envolvendo federações e outros canais. Isso sem falar das redes abertas, mais focadas em eventos populares.
A entrada da Fox Sports acentuou a concorrência. O começo, atabalhoado, foi focado na Libertadores. Neste 2º semestre a situação já deve melhor. Tem a Sulamericana, Campeonato Inglês, Italiano, Argentino, etc… E isso já explica a busca por campeonatos menos famosos e importantes. Não é por opção, é por falta de opção.
A mais atingida foi a ESPN. O jornalismo até que vai bem, mas são 3 canais e não vejo produtos suficientes pra atender a demanda. Isso no caso da ESPN pretender brigar com as maiores rivais. O Band Sports pode perder, por tabela. E a tal promessa de “fortes investimentos” talvez tenha chegado tarde. Talvez nunca chegue. Falta até estrutura física e pessoal pro Band Sports. No caso do EI o estrago deve ser menor. Especialmente se o canal continuar focado no esporte amador.
Respondendo ao comentário do Alexandre, não acredito que o Campeonato Mexicano seja moeda de troca. Pelo contrário, é um produto irrelevante. Também não vejo a Fox Sports interessada nisso. Parece interessada, isso sim, no selo de “exclusivo” no canto da tela. Outro ponto importante é que ela tem um grande aporte para investir localmente. Além dos acordos internacionais. E não sei se as outras emissoras esportivas tem o mesmo suporte financeiro. E esse deve ser o próximo round dessa disputa, a negociação de eventos nacionais. Eles vão encarecer; muito.
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E os eventos vão encarecer por vários motivos, não só pela concorrência. Basta ver a audiência da final da Libertadores, 48 pontos de média (SP). Isso sem esquecer de mais uns 3 pontos em TV fechada. É um número considerável. Independente de ser o Corinthians ou outro clube.
Mas confesso que não aguentei a overdose de Timão+Libertadores de ontem. Passaram dos limites do tolerável. Só peguei um pouco do pré-jogo (na ESPN) e a final (zapeando). Então não vou tratar tanto da programação diária de ontem. Mas deu pra confirmar algo que foi mencionado em comentários antigos. O posicionamento das câmeras (Fox e Globo) era praticamente o mesmo. Especialmente nas câmeras do alto, que pegam o plano geral. Acontece que a Fox deixava o foco bem aberto, reduzindo os jogadores a pequenos “palitos de fósforo”. Já a Globo aplicou um zoom, ajudando a visualização. Parece pouco, mas faz diferença.
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Por falar em overdose… Vocês já pararam pra contar quantas propagandas o Neymar está fazendo? Pois é… Mas nem vou entrar neste terreno, o foco é outro. Desde que me entendo por gente escuto dizer que nenhuma empresa aceita dividir um garoto-propaganda com uma concorrente. Ou que duas empresas concorrentes não patrocinam o mesmo programa. Acho que vocês sabem disso.
O curioso é que o Neymar é patrocinado por uma fabricante de desodorantes pros pés. Agora ele aparece anunciando um desodorante pro “subaco”. O agravante é que essa segunda empresa também tem um desodorante pros pés, recém lançado. E usa o mesmo nome do desodorante axilar que ele está anunciando. Isso não tá cheirando bem…
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Nisso de fugir da overdose de Libertadores acabei parando um tempinho na Globo News. Foram só uns 30 minutos, mas o suficiente pra arrumar assunto pra pauta. Assunto que já tratei várias vezes. Vejam só:
Foi no Em Pauta, e lá pelas tantas começaram a abordar o 4 de Julho. Ao fundo deu pra ouvir o correspondente (em NY) dizer que iria comemorar o 4 de Julho. Parece que ele já tem o visto de cidadão americano. Isso e algo mais. No bloco seguinte ele começou a contar que fizeram uma pesquisa e constataram que boa parte dos jovens de lá não sabia o ano da independência e nem de quem os EUA se libertaram. E foram tratando da falta de informação sobre o resto do planeta, por parte dos americanos, e blá blá blá… Nisso a correspondente (de Brasília) resolveu contar sobre uma colega (americana) de sua filha, que não sabia nada sobre a Monalisa, museus, França e etc… E, brilhantemente, chegou a conclusão que a culpa era dos imigrantes asiáticos, africanos e latinos. Pois é, “malditos” imigrantes que foram lá baixar o nível cultural da elite mundial.
Já falei tanto sobre essa mentalidade de índio aculturado. Não vou me repetir. Vocês que tirem suas conclusões.

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July 1, 2012

Dig Dutra e Algumas Brincadeiras

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 7:33 am
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Domingo não tem grandes coisas na TV. Mas tem no Tevezona; outra edição da seção Belas & Barangas. Mas essa vai ser meio diferente. Começando pelo enigma, fotográfico, que ninguém descobriu. E era realmente difícil. Eu mesmo nunca havia reparado na beldade, até por não ter o hábito de assistir o Zorra Total. Fui descobrir a morena acidentalmente, vagando pela internet. Caso não lembrem (ou saibam), a foto misteriosa foi ESSA. Ainda havia o complicador da moça ser meio metamórfica. Ela muda bastante o visual.
Mas a resposta correta é Dig Dutra, que interpretava a Abadia no Zorra. Bem interessante, vejam aí:
dig dutradig dutra
dig dutra
dig dutra

Agora tem a parte da zoação. Começando pelo quadro Loira Vende Tudo. Imaginem só, a Daiana Garbin resolveu tirar uma folguinha das reportagens (e do Tiago) e está vendendo carros na porta do Pacaembu. Coitadinha…
daiana garbin
Daí vem o sr. Florisvaldo Noronha e diz que se interessou (só) pelo carro, mas não vai conseguir identificar a Daiana. Tá bem, tem um close (sensacional) da beldade:
daiana garbin

Outra que optou pelo ramo automotivo foi a Érica Reis. Mas ela prefere as motos. Vejam só que máquina quente:
érica reis
Também tá complicado pra identificar a Érica? Ok, vou ajudar. Nessa foto dá pra ver melhor a bonitaça:
érica reis band news

Agora chegou a hora das premiações. Fiz um concurso pra eleger a maior boca da televisão brasileira. Sabem quem ganhou? Acho que a Carla engoliu as outras concorrentes. Vejam só:
carla vilhena

Finalmente chegou a eleição da mãe do ano. Aí o Marcão (SEP) correu pra me enviar um email indicando a Sônia Almeida. Nem precisava. Olha isso:
sônia almeida

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