Obsessão Exclusiva
É muito provável que a coluna de hoje gere algumas controvérsias. São assuntos onde a minha opinião conflita com a maioria. Mas a vida é assim mesmo, não tem problema.
O primeiro assunto é meio velho, essa mania (ou obsessão) com a palavra “exclusivo” na televisão. Na última coluna eu falei sobre a matéria da Record atacando o Ibope. Eu vi a reportagem em reprise e, como de costume, resolveram botar a tarja com o lembrete “exclusivo” no canto inferior. Caramba! A matéria é da Record, está passando em programas da Record, qual a necessidade de dizer que é exclusiva?? Será que algum telespectador vai pensar que o material é da Band?
Nos caso dos jogos olímpicos a coisa é pior. Diariamente temos algum apresentador ou chamada lembrando que o evento é uma exclusividade da Record. Como se isso tivesse alguma importância pro público. Mas o fato é que não é exclusivo. E nem estou falando da transmissão nos canais fechados. Me refiro à Record News. Mesmo pertencendo ao mesmo dono é uma emissora independente. E aberta. Portanto a Rede Record não exibe os jogos com exclusividade, nem mesmo em TV aberta. Simples assim!
Também é bom parar de cuidar da vida alheia. A Record tem coisas mais importantes pra tratar do que anunciar que é a única com todos os postos de transmissão no estádio (onde o Brasil estreava no futebol). Ainda mais quando a própria Record limitou o número de credenciais das concorrentes.
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Também acho muito curioso o comportamento das pessoas diante dessa coisa de exclusividade e monopólio. Canso de ver o povo gritando e reclamando do monopólio esportivo da Globo. Mesmo não sendo um monopólio efetivo; a parceria com a Band eliminou este argumento. Mas a ladainha continua.
Interessante também é observar a bipolaridade da Record. A emissora é contra o monopólio no futebol, mas vibra com sua “exclusividade” nas Olimpíadas. Vai entender… E ainda vem gente defender essa ou aquela emissora, como se ganhasse algo com a disputa. Infantilidade pura.
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Outro aspecto interessante é ver como as outras redes vão cobrir os jogos. A Globo, parece, vai se limitar ao mais básico. Não deve ir além de noticiar alguma vitória ou medalha. O SBT e a Band devem dar um pouco mais de espaço. Mas continuarão reféns das imagens cedidas pela Record.
O mais complicado é a presença de equipes de reportagens em Londres. O acesso é totalmente controlado. E o máximo que as outras redes conseguem é entrevistar gente nas ruas, mostrar espectadores nos pubs, torcedores nos arredores dos estádios… E isso, francamente, não acrescenta nada. Até porque a Record já faz a cobertura, interna e externa.
É uma situação parecida com a da última Copa do Mundo. A Record ficou no entorno dos estádios, mostrando torcedores e falando de amenidades. Eu acho uma bobagem. Cada um que cuide do seu.
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Outro fato interessante é que alguns canais fechados (Sportv e ESPN) estão liberando o sinal, em operadoras ou em satélites menos conhecidos, durante os jogos. Parece que, já tendo as cotas vendidas, buscam um pouco mais de audiência. Mais audiência nesses canais e, consequentemente, menos na Record. Mas eu não acredito que isso traga alguma mudança significativa.
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Nesta semana eu passei com mais frequência no Band Sports. Mais pra avaliar o que está sendo feito. É bem desanimador. A equipe é pequena e a estrutura bem deficiente. Acho que só mesmo o aspecto financeiro pra justificar o esforço de exibir a Olimpíada. Mas é uma decisão questionável. Eu penso que seria mais coerente investir na programação dária, em eventos mais perenes, do que apostar todas as fichas numa competição de 2 semanas.
Por falar no Band Sports… Quem foi que inventou a versão olímpica do Magazine? Qual a graça do quadro Olim-piadas? De onde tiraram aquele rapaz (humorista sem humor) e aquela moça? Tá parecendo a NGT.
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Saindo um pouco da Olimpíada… Na quarta, no Jornal da Band, exibiram uma matéria com os gols e principais lances da rodada. Logo na sequência o Boris anunciou a participação do Milton Neves para analisar os jogos. E o Miltão não fez nada além de repetir os resultados e o nome dos autores dos gols, com as mesmas imagens da reportagem anterior. Só acrescentou as papagaiadas costumeiras. Qual o sentido disso? Será que a direção do jornal viu o conteúdo, idêntico, antes de botar as duas matérias, em sequência, no ar? Será que sabem o significado da palavra “redundância”?
A idéia, original, é até boa. Mas isso não deve ser feito pelo Milton Neves. Tem gente mais qualificada. E analisar a rodada não significa exibir unicamente os gols.

O papo de hoje vai se concentrar na Record. O primeiro assunto é a tal “carta olímpica” que a emissora divulgou. Antes de mais nada devo dizer que é um fato curioso, nunca vi outra emissora se explicando e se justificando antes mesmo de inciar uma transmissão importante. Mas tá bem.
Não vi o primeiro programa do Bial, Na Moral. Então não vou entrar nos pormenores. Até onde li, o Na Moral sofre da mesma superficialidade do Encontro e de tantos outros programas. Apesar de não ter visto me parece que o estilo é de um programa “papo cabeça”. Ou pior, “papo cabeça furada”. Qualquer hora eu assisto e confirmo se a minha sensação é real ou não.















