July 19, 2012

Carrossel de Remakes

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 2:52 pm
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Vou usar um dos comentários da última coluna (do Alexandre) pra falar sobre a tendência atual da televisão. Mas vou começar citando o teatro e o cinema como exemplos. Não é meu ponto forte, mas lembro como era o teatro na minha época de garoto. Metade das peças eram clássicos, o resto usava textos atuais. Lá pelas tantas alguém resolveu apostar (reinventar) nas comédias de situação. E deu certo. Até demais. E hoje a maioria das peças segue essa linha; o resto usa textos adaptados (de sucessos da Broadway). No cinema a tendência é mais clara. Basta ver o ritmo das sequências e refilmagens. O exemplo mais recente é o “novo” filme do Homem-Aranha. É quase inacreditável ver os produtores afirmarem que é novo, sem qualquer relação com a recente trilogia do aracnídeo. E, provavelmente, esse “novo” Aranha terá sua sequência, com 2, 3 ou 4 filmes. Depende da bilheteria.
A televisão entrou nessa mesma trilha. Remakes e sequências. Tudo na dependência da audiência. E temos a gloriosa Gabriela, a versão brasuca de Rebelde, a refilmagem de Carrossel, Guerra dos Sexos começará em breve… E, com certeza, teremos muitos outros remakes nos próximos anos. É o que eu chamo de Vale a Pena Refazer de Novo. O caso mais emblemático foi Bety, a Feia. Começou na Rede TV, teve uma reprise, depois outra, depois a versão mexicana, o seriado (no SBT), e a versão tupiniquim, na Record. A mesma estória, repetida N vezes. Acho que o público gostou. Eu prefiro a estória dos 3 Porquinhos, ou a do Chapéuzinho Vermelho.
Mas essa tendência não afeta somente as novelas. Os realities são um caso parecido. Aí casando com a absurda dependência das produtoras de lixo (conteúdo). O primeiro Big Brother fez sucesso? OK, já vamos pra 13ª edição. E ainda podemos somar as 5 edições da Fazenda. E mais o confinamento no busão. E mais confinamento em barco, em avião, em ilha, em zoológico… O único limite é a audiência. Enquanto o espectador aguentar as emissoras continuarão explorando a mesma fórmula.
Os defensores dos remakes tem as suas justificativas:
- O espectador é saudosista e gosta de rever estórias antigas;
- O remake já entra com alguns pontos (no Ibope) por conta do sucesso anterior;
- O texto só precisa passar por uma pequena adaptação.
Tudo bem, eles têm uma certa razão. Mas eu acho que essa overdose é mais baseada na preguiça mental, na falta de criatividade e na busca de minimizar riscos. E, principalmente, na indolência do telespectador. O telespectador é o único que pode frear essa tendência. Mas nada aponta para isso.
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Vi boa parte do Conversa de Gente Grande. Até chegar na parte do Édson, o king. O programa tem um enfoque interessante. Talvez fosse o caso de mudar o nome, algo como Conversa Pra Gente Grande. Também seria bom pensar num outro horário, o atual é muito ruim.
O curioso é pensar que a direção da Band acha que o programa é algo novo. Francamente… Já fizeram isso no SBT, na Globo, na Record. Será que a novidade é a careca do Tas? Ou serão os hermanos da produção? Não sei dizer, mas eu vou colocar o programa na minha lista de remakes.
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É bom alguém avisar à Record que os jogos olímpicos duram apenas 2 semanas. Qualquer crescimento na audiência será muito temporário. Mas é bem provável que a emissora conquiste alguns pontos adicionais, até pela pobreza da sua grade diúrna.
O problema maior é que o brasileiro prefere acompanhar as vitórias, não tanto o esporte. E eu tenho sérias dúvidas quanto ao desempenho de certas modalidades. Especialmente nos esportes coletivos. Justamente os que duram mais tempo e podem sustentar a audiência. Os esportes individuais, além de menos populares, raramente duram mais que alguns minutos. Uma alternativa seria criar um programa noturno, reapresentando os melhores momentos do dia. Mas é certo que a Record não fará isso.
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Por falar em Olimpíadas, a ESPN e o Sportv estão exibindo (e reprisando) vários documentários sobre o evento. É um material de ótima qualidade. Algo impossível de ser visto em TV aberta. Se tiverem oportunidade, vale assistir. Até gravar.
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Hoje, 19/07, passei pela Fox Sports. Entre o meio-dia e as 2 horas estavam reprisando o jogo entre Boca e Corinthians. Ainda bem que hoje é tudo digitalizado. Se fosse na época da fita já teria arrebentado, após tantos VTs. Menos mal que mês que vem começam alguns torneios europeus. Ufa!!
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Não sei como é o acordo entre a Globo e Band, pelo Brasileirão. Nem eu e nem ninguém de fora das duas emissoras. Mas a última da d. Redonda é impedir que a Band exiba os jogos pelo satélite, em HD. Não confundam com o sinal analógico, eu estou falando da Band HD, no C2 dgital. Não bastasse a Globo boicotar a transmissão digital pelo satélite, ela (ainda que pelo contrato firmado) também quer controlar as concorrentes. Isso é uma vergonha!!
Aliás, eu gostaria de saber a posição do Ministério das Comunicações sobre a TV digital via satélite. Existe alguma? Ou vai deixar correr solto, deixando o espectador refém das vontades de uma ou outra emissora?

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6 Comentários

  1. sobre esse ultimo paragrafo:esse é o retrato de um Bundão chamado Paulo Bernardo nesse ministerio das comunicações.o imbecil não quer briga com a globo.e quer saber:bem feito!uma sociedade refem dessa emissora,merece isso.pra ver se aprende!haja remakes na tv e concordo contigo.preguiça mental é pouco.sobre essas olimpiadas(da qual não verei na Record),vamos ver isso q voce falou na Record News(programa noturno sobre outras modalidades olimpicas).na minha residencia,tenho e aberta.mas,e quem não tem?denovo Boca e Corinthians?esse pessoal da tv Fechada gosta de uns irritantes repetecos!

    Comment by leonardo-pe — July 19, 2012 @ 11:35 pm

  2. @ Leonardo, o problema maior nem é o Paulo Bernardo se omitir de tudo. O que irrita é que o discurso de implantação da tv digital, de inclusão digital, de banda larga popular fica só no papel. Ninguém enfrenta as empressas e o povo é que se lasca. Cansei de ver a Globo fazendo e desfazendo no satélite. Tudo pra vender uma porcaria de receptor regional.
    Sobre o programa olímpico noturno na Record News, é bem provável. O que pega é quem ninguém assiste a Record2.

    Comment by Marco — July 19, 2012 @ 11:56 pm

  3. Você disse tudo o que eu queria falar sobre esse exagero de reprises, remakes, etc. É uma grande preguiça de parte das TVs, que buscam a audiência fácil; vivemos uma época em que temos muita informação, mas pouca cultura de modo geral.

    Para a Record colocar um programa “olímpico” na Record “Vale Tudo menos News” já foi um parto; imagina para colocar um na matriz; vi só uma chamada de Olimpíada por lá e a estrela, “contracenando” com a Maga Patalógica, foi o Neymar; que bela porcaria de emissora “olímpica” que temos hein…

    O Sportv já mostrou documentários muito bons antes da Eurocopa e os atuais, junto com os da ESPN são ótimos realmente.

    Prefiro esperar o começo das transmissões internacionais no FOX Sports para poder comemorar.

    O lado bom da Bandeirantes não passar jogos do Brasileiro é não ter de ouvir besteiras vomitadas por certos torcedores que são chamados de comentaristas. O duro é que, no Premiere, o nível nem sempre é muito melhor; para se ter uma idéia, o narrador que transmitiu SP X Vasco confundiu o Fagner com o Dedé na hora do gol vascaíno!

    Comment by Alexandre — July 20, 2012 @ 10:00 am

  4. Já não tô muito animado com a olimpiada. Na Record então… Até o narrador de lá, Éder Luis, pediu demissão. A equipe é bem fraca, ainda metem a Maga Patalógica e uns outros no meio. Impossível aturar isso.
    Eu não vejo nem as novelas novas, remakes então… Tô fora. Isso é anti-cultura. Tenho mais o que fazer na vida.

    Comment by Andrade — July 21, 2012 @ 3:41 pm

  5. @ Alexandre, mas o Dedé e o Fagner são QUASE gêmeos :P Esse narrador não seria o Julio Oliveira? Sempre que assisto um jogo com ele narrando é uma confusão de nomes e frases sem sentido. Se bem que o Julio narra mais os jogos no Rio. Pode ser algum outro do mesmo nível.

    Comment by Marco — July 21, 2012 @ 8:05 pm

  6. Marco, o narrador de quarta foi o Bachin Jr., um que narra jogos no interior de SP; o comentarista foi o Sérgio Valentin, ex-goleiro do SP nos anos 70, antes do Waldir Peres. Como muitos do Sportv foram para Londres, até dá para entender essa transmissão, mas o nível no PFC não costuma ser muito melhor do que isso não, tirando as exceções já conhecidas (Milton Leite, Luiz Carlos Jr…); esse Julio Oliveira tem uma voz de locutor de rádio do interior, até acho que ele não é dos piores ali, mas vou prestar mais atenção nas locuções dele para comentar.

    Comment by Alexandre — July 23, 2012 @ 8:09 am

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