August 29, 2012

Satélite da Mãe Joana

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 1:08 pm
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satelite para todosO papo de hoje é meio indigesto e já foi tratado em outros momentos. Mas acontecerem alguns fatos recentes e considero importante voltar a falar sobre a transmissão digital no satélite. Entre os fatos recentes destaco a mudança nos canais da Record, a abertura (temporária) do sinal de algumas afiliadas da Globo e a campanha do EI pra entrar nos distribuidores por assinatura. Não há uma ligação direta entre eles, mas…
Infelizmente estamos num país onde a legislação ainda fala em radiodifusão. E não aparece um ser iluminado que pense em alterar a expressão e corrigir esse anacronismo. O resultado prático é que cada emissora aluga um TP no satélite e faz o que julga melhor. Melhor pra ela. Não é ilegal, é um contrato particular entre duas empresas. Errado é ainda considerar que televisão só funciona por sinal de rádio. (A foto ao lado mostra como estamos atrasados). Satélite, cabo ou qualquer outro meio de transmissão está ao largo da lei. O erro é de quem faz a lei. Mas também é das emissoras e do telespectador.
O erro das emissoras é que não se entende onde querem chegar. Dá a impressão que fogem do telespectador. Caso da Record, que já citei recentemente. Ela cortou a Record Minas, prometendo que entraria a Record News no lugar. Na segunda me apareceu a Rede Família no TP que era da emissora mineira. Neste exato momento o sinal sumiu e não sei o que irá acontecer. Mesmo que subam o sinal da Record News, a Record só terá transmissão em HD, que só uma pequena minoria consegue captar. Qual o motivo de não juntar tudo, num mux da Record?
A Globo então… Durante a olimpíada ela liberou o sinal da TV Amazonas, mas só por uns 2 dias. Nem perdi tempo noticiando, já imaginava que seria temporário. Hoje me apareceu a TV Centro América (MT) com o sinal aberto. Mas é certo que logo volte a ser codificado. E assim será até a Globo se cansar da brincadeira e entender que existem milhões de usuários de parabólica. E que ninguém está interessado naquele TVDR que ela quer empurrar goela abaixo. Nem no TVDR, nem na Sky Livre e nem em qualquer sistema que amarre o usuário.
O Esporte Interativo é outro canal que anda com umas idéias estranhas. A última é essa campanha pra entrar na SKY e NET. Isso é assunto deles, não do telespectador. O EI deveria, isso sim, explicar o que faz no C1 e porque não aluga um TP no C2 digital. É claro que existe um gasto, mas o C1 não é de graça. E tem tanto canal “pobrinho” no C2, será que só eles não conseguem pagar o aluguel?
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O triste é ver que estamos no final de 2012 e nossas maiores redes ainda estão com a transmissão analógica na cabeça. No sinal terrestre até que a coisa está avançando, ainda que meio devagar. Mas no satélite, que piada. Canso de conversar com pessoas e quase a totalidade nem sabe que pode assistir TV digital pelo satélite. O máximo que sabem é da Sky Livre e aqueles 6 canais básicos. Compram a porcaria e 3 dias depois já estão arrependidos.
O ponto principal é que falta informação. Ninguém mexe um dedo pra informar o povo. E alguns ainda faturam com a ignorância alheia, vendendo coisa que não presta.
A Globo é a mais morosa no satélite digital? Sim, é verdade. Mas ela já tem várias afiliadas com o sinal no C2: RPC, RBS, Anhanguera, Verdes Mares, Amazonas, Mirante, C.A., Diário… Todas pra atender a regionalização do TVDR. Se um belo dia cansar do TVDR e abrir o sinal de todas…
Mas o que fazem as outras redes? Praticamente nada. Parece que vivem em função da líder, esperando a Globo definir o caminho para, só então, seguir o mesmo trajeto. Ora, ora…
Vejam o caso do SBT, que tem 2 canais no satélite digital (rede e a Alterosa). Vocês já viram algum anúncio informando isso ao espectador? Qual o trabalho pra fazer um aviso informando que ele pode ter o SBT digital em qualquer ponto do país? Nem o site do SBT informa isso. Mesmo a Band e a Rede TV, que têm sinal digital em HD, zero de informação. É segredo absoluto. Deixa o povo lá, com o sinal analógico e os chuviscos. Audiência? Ah, o IBOPE só vale pra São Paulo, pro sinal terrestre. Propagandas? Ah, as propagandas que entram no satélite são de graça. Não é mesmo?
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Olha, é complicado ter que tratar desse tipo de assunto. São mais de 22 milhões de receptores de satélite no Brasil. Mais de 60 milhões de pessoas. E as nossas principais redes tratam isso como um lixo. Parece que estão fazendo um favor. Então tá…
Mas o espectador também é culpado por essa desinformação. Ele aceita ficar com a porcaria do sinal analógico, só pra ver a novelinha da Globo. Não reclama, não troca o receptor, não exige nada. E ainda gasta um dinheirão pra comprar uma TV de LED de 42 polegadas. TV de LED e um sinal analógico chuviscado. É o otário da história.
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Outro dia eu comentei sobre certos canais fechados que ingnoram, solenemente, a classificação etária. Notei mais dois casos que se encaixam nesse problema. Dias desses eu estava passando pela Sony e a cena mostrava um cadáver, com a garganta cortada e todos aqueles detalhes mórbidos que o CSI exibe. Nada contra o seriado, mas eram 13 horas. E não me consta que o CSI tenha classificação de programa livre.
Fui seguindo e vi que o FX exibia Uma Família da Pesada. É um desenho, mas um desenho adulto. Não poderia passar as 13 horas e pouco. Talvez depois das 21 horas. Isso se respeitassem a lei. Mas não é o caso.
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A cada dia que passa aumentam os rumores sobre a venda, ou fim, da MTV. O assunto até virou piada, dentro da própria MTV. Pois é. O fato é que um canal de clipes já não funciona mais. Já foi o tempo. E o Grupo Abril não parece interessado em buscar um outro caminho. Tá “parado na esquina”. Então é melhor devolver o brinquedo.

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August 25, 2012

Claque e Otários

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:07 am
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Vou pegar dois comentários da última coluna pra iniciar esta. O primeiro foi do Fernando, tratando dos programas que “pescam” emails interessantes e adequados e, depois de imprimir, dão voz aos telespectadores. Depois o Alexandre lembrou que alguns programas gostam de, no meio dos elogios, pinçar duas ou três críticas sem sentido e colocam isso no ar. Aí o objetivo é se passar por defensor da liberdade de expressão e desacreditar opiniões contrárias.
Já abordei esse assunto e é algo que me incomoda bastante. As emissoras arrumaram um jeitinho, nada criativo, de fazer o telespectador de babaca. Exatamente isso! A televisão sempre gostou de uma claque. Agora ela tem uma gigantesca claque virtual. Ela quer todo mundo no Twitter, no Facebook, nos sites, enviando emails, etc. Mas aí vem o filtro. Um filtro mais rígido que qualquer censura. Um filtro hipócrita, que não aceita críticas e só publica o que lhe interessa.
O argumento básico (e único) das emissoras é controlar os palavrões e ofensas. Como se só existissem dois tipos de comentários, os elogios retumbantes e os xingamentos raivosos. Ninguém escreve para reclamar do horário, de reprises, do excesso de publicidade, do conteúdo, da imagem ou qualquer outra coisa. Não, esse tipo de pessoa não existe.
É evidente que pouquíssima gente gosta de receber críticas; vejo por aqui. Artistas e jornalistas então… Justo eles que vivem “cantarolando” sobre a liberdade de expressão. Mas é a liberdade em teoria; e fica só na teoria. A prática é que temos uma censura velada.
Confesso que tenho uma considerável má vontade com as redes sociais e outras modinhas da internet. Mas tudo bem, cada um faz o que gosta. Só não aceito o papel de claque. Não sirvo pra isso. Mas esse é o único papel que o telespectador tem nessa história. Essa é a falsa interatividade que as emissoras adotaram. Pra quem gosta…
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Nesta semana, por coincidência, tivemos um fato que exemplifica bem o tipo de interatividade que as emissoras querem. Foi na partida entre o BFR e a SEP, pela Sulamericana. O jogo correndo solto e a dona Globo resolveu botar um vídeo com a pergunta do telespectador (ou bonecão de posto). Sempre são perguntas que parecem saídas da cabeça de um garoto de 5 anos: O que eu devo pedir pro Papai Noel, uma bicicleta ou um videogame? Mas a pergunta tatibitati não é suficiente, a emissora quer uma gracinha adicional. E o bonecão do posto resolveu cantar uma musiquinha do Botafogo. E nisso o Palmeiras fez o seu gol. Até que dessem pausa no vídeo e o Luís Roberto pudesse narrar, já estavam comemorando o gol.
Quer dizer, não basta o vídeo do bonecão de posto ou da família margarina e nem as perguntas idiotas. Conseguiram atrapalhar a transmissão e a narração de um gol. E isso na maior emissora do país.
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Outra emissora que passou da conta foi o Esporte Interativo. Não dá pra ver um programa sem que, de 5 em 5 minutos, alguém convide o telespectador a ir no Facebook e votar, comentar ou dar um joinha. E não estou exagerando, peguem o relógio e marquem. Parece que a pauta é algo secundário, querem fãs nas redes sociais.
Não bastasse isso o EI resolveu criar uma campanha onde os espectadores devem pedir a presença do canal nas distribuidoras por assinatura. E tome chamada e recadinhos. Muito bem. Mas e o kiko?? Não bastou aquela chatíssima campanha da Fox Sports? Pombas, isso é assunto pro EI e pros distribuidores. O telespectador não tem nada com a história.
Mas, se é pra pedir… Eu quero que o Esporte Interativo coloque o sinal no C2 digital. O C1 não adianta, é só pra quem usa carona.
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Por falar no C2 digital… Já tratei desse assunto e agora está acontecendo. A Record MG cortou o sinal do satélite digital. Deve entrar a Record News no lugar. Creio que será nos próximos dias.
Agora fica assim: Record SP em HD e a Record News em SD. Ou seja, quem não tem receptor HD fica sem a Record. Uma decisão meio estranha e uma economia porca. Já me basta a Globo fazendo m*** no satélite. Aliás, a Globo liberou o sinal da emissora de Minas. Mas não sei até quando. O histórico indica que logo acaba codificado.
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diogo mainardiVoltando ao assunto das redes sociais e da mídia. Há algumas colunas eu falei sobre a expressão “protozoários da internet” (num programa da ESPN), quando o pessoal usou as redes para fazer chacota com o desempenho de certos atletas na Olimpíada. Nesta semana tivemos a presença de alguns “famosoários da internet”, vomitando bobagens e xingamentos. Estou falando do deputado marrento. Mas não só dele. Como falei naquela ocasião isso não é privilégio dos anônimos. Tá cheio de gente falando m*** pela internet. Mas os famosos podem, eles não são protozoários. Até que vi essa declaração do Diogo Mainardi, num programa da Cultura. (A imagem é de um blog do Yahoo). Realmente, só tem otário na internet. São os mesmos do elevador, da fila do banco, do supermercado, do estádio… O nome deles é povo! Já tá na hora de criar um programa que identifique os otários e os bloqueie. Aí a internet será exclusiva dos grandes gênios e suas mentes brilhantes. Xô povo, vocês estão atrapalhando a elite pensadora.
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Na última coluna eu comentei sobre a falta de critério na programação de certos canais pagos. É um desleixo e falta de respeito as normas vigentes. Mas também é falta de produto pra preencher a grade. Hoje, 25/08, resolvi conferir o guia de programação do Comedy Central. Tem South Park entre 6:00 e 7:30. Depois tem mais 2 episódios as 11 horas. Mas dois entrando as 17:00 e 1 hora da madrugada. 9 episódios num dia! Assim sendo, a classificação etária que se dane. Tá explicado.
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Também na última coluna eu dei uma idéia sobre como a Record poderia investir no esporte. Aí o Alexandre lembrou que existe uma lei impedindo que qualquer clube negocie os jogos em que é mandante. É preciso que os dois clubes envolvidos estejam sob contrato. Não conhecia tal lei e nem sou entendedor do assunto. Só acho que é uma lei bem restritiva e que favorece a concentração. Até prejudicando o aspecto financeiro dos clubes. Mas isso é problema deles, que assinam os contratos. Eu continuo com minha opinião sobre a Record. Ela tem a “obrigação” de entrar na disputa. E não venham dizer que faltam opções, eu listei várias.

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August 21, 2012

Brincando Com 500 Milhões

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:17 pm
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Já tem um século que estou criticando e reclamando dos programas que vivem de exaltar a violência e o bizarro. Tanto que passei a classificar esses programas de “puliça news”. Um verdadeiro shownalismo policial, onde o objetivo mais “nobre” é transformar a violência em sobremesa na hora do almoço.
Agora eles já nem se preocupam em disfarçar. Virou um circo. Mas um circo sem a menor graça. Tem apresentador fanfarrão e piadista, tem galinha, tem anão… Só tá faltando umas dançarinas, de biquini, no palco. As balancetes. Quem quiser conferir a atração é só ligar no Balanço Geral, na Record SP e parabólica. Ao meio-dia. Exato, o Geraldo Luís deixou as manhãs e foi “almoçar” com o espectador.
Quem está em outros Estados não precisa lamentar, existem as versões regionais. Tem em Minas, na Bahia, em Pernambuco, Ceará… Se não gostarem da Record podem encontrar programas semelhantes na Band, SBT e em algumas afiliadas da Rede TV. E tenham um almoço bem indigesto.
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Após o programa nº 2 do SNL fiz uma análise e listei alguns dos principais erros da versão brasileira do humorístico. Não foi uma exclusividade desta coluna, outros críticos tiveram uma opinião parecida. Diante do sonoro fracasso a emissora tratou de ouvir as reclamações. E foi mudando. Na semana passada o SNL passou, oficialmente, pro sábado. Mas o horário, após a meia-noite, ainda é muito ingrato. Acho que as 23 horas (ou um pouco mais) seria o horário mais adequado.
O programa melhorou um pouco. Mas não vai matar ninguém de tanto rir. Ainda tem altos e baixos. Mas dá pra assistir. E vamos combinar, Zorra Total e Legendários não são tão melhores assim. Talvez piores.
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Outro dia, no SBT, vi um anúncio explicando a classificação etária dos programas. Muito bem, explicam, colocam as tarjas com a idade mínima e coisa e tal. Agora tem uma coisa pegando, isso só vale pra TV aberta? Nos canais fechados cada um faz o que bem entende. Vários nem mencionam a classificação etária.
Vou citar dois exemplos. O CQC, na Band, tem a classificação para maiores de 12 (ou 14) anos e só pode ser exibido de noite. A reprise, no TBS, passa de tarde e de noite. No Comedy Central temos o South Park, que é pra adultos. E o desenho é exibido de manhã, de tarde, de noite, de madrugada… Nem aí se alguma criança assistir o desenho.
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Na penúltima coluna eu falei sobre os valores que se especulam pelos direitos da Olimpíada de 2020. 500 milhões, caso não saibam. Depois, nos comentários, o Alexandre lembrou da carência de eventos esportivos na TV aberta. Isso tirando os torneios da Globo e Band. Eu acho que os dois fatos se relacionam.
A situação atual é bem confortável pra Globo e pra Band, na parceria. O erro é das outras. E aí tenho que culpar a Record. O SBT nem vale mencionar, não dá pra imaginar o SS investindo em esporte. Mas a Record…
Naquela coluna eu analisei o resultado dos Jogos na Record e se era tão compensador assim. Agora, pelos valores citados, é algo bem questionável. Muito questionável. Um enorme desperdício. E vou explicar o motivo.
Vocês já imaginaram o que a Record poderia fazer com esses mesmos 500 milhões? Eu já! Deixa essa grana na minha mão e eu faço um estrago. Sem brincadeira. E isso sem comprar eventos que atrapalhem muito a grade atual.
A primeira coisa seria dividir os 500 milhões em 2 partes. Com 250 milhões dá pra negociar umas 2 ou 3 ligas nacionais de esportes coletivos. Vôlei, basquete e futsal. Com exclusividade e sendo exibidas aos sábados e domingos, de manhã. Só precisa ajustar o calendário, pra não haver sobreposição de competições.
Ainda tem espaço pra mais e eu pegaria algum campeonato europeu, dos maiores. E todos com jogos nas manhãs de sábado e domingo. Basta limar os desenhos e o Chris. Ainda sobra dinheiro pro automobilismo. Mas nem seria a Indy, que bateria no meio da programação. Talvez algum campeonato nacional, que pudesse ser encaixado num horário melhor. E, finalmente, poderia comprar a Liga dos Campeões, pras tardes do meio da semana. Tudo sem estourar o orçamento.
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Alguém vai lembrar que ainda faltam 250 milhões. Sim, e é aí que começa a parte divertida. Vamos pro futebol. Existem duas possibilidades. A mais fácil seria atacar a Série B, Copa do Brasil e Libertadores. Com 250 dá pra bagunçar a vida da Globo. A Série B poderia ser exibida lá pelas 5 horas, na segunda e na sexta (complementando a Champions). No caso da Libertadores e Copa do Brasil a Record teria que abrir a faixa nobre. Mas acho que vale o sacrifício.
A segunda opção é mais complicada e exige uma negociação pesada. Vocês sabem que agora os acordos da Globo são individuais, com cada clube. Sabemos que a Globo está prolongando esses contratos, pra evitar surpresas. Mas, mesmo assim… Uma estratégia mais óbvia seria negociar com os clubes mais populares, Falamengo, Corinthians e daí por diante. Mas não seria fácil. Eu pensei em fazer o oposto, negociar com os menores, os que recebem menos. São os clubes que recebem entre 25 e 35 milhões. Uma oferta entre 40 e 50 balançaria qualquer um. Digamos que se acerte com uns 4 ou 5, pros jogos em que sejam mandantes. Teríamos uns 2 (ou 3) jogos por rodada. Quase toda rodada um destes “pequenos” estaria recebendo um dos 12 grandes. E com a vantagem de, praticamente sempre, exibir jogos pras praças mais ricas.
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Não estou dizendo que esse plano é simples e que a Globo assistiria tudo impassível. É claro que não. Mas um ataque desses, no mínimo, obrigaria a Globo a cobrir a oferta. E a aumentar seus custos.
Mas os gênios da Record acham mais vantajoso torrar 500 milhões num evento quadrienal, de 2 semanas. É um ponto de vista. Se eu fosse da Globo, abriria uma champanhe.

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August 17, 2012

Novela e Neymar

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:03 pm
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logo recordAté que a disputa pelo segundo lugar de audiência está ficando interessante. Acabou a Olimpíada e as emissoras voltam a usar as armas tradicionais. A Record, ainda que não assuma, acusou o golpe e já começa a buscar saídas. Algo que vá além das pegadinhas no Tudo a Ver. E além do manjadíssimo concurso de piadas.
A verdade é que a Record finalmente resolveu dedicar alguma atenção à grade vespertina. Essa faixa não costuma ser muito lucrativa e o seu público é muito heterogêneo. Mas isso não justifica o desleixo. Até porque a concorrência continua exibindo seus programas e conquistando audiência no horário. E isso impacta na média diária.
Dos programas que a Record vem anunciando pra suas tardes não posso falar muito. Tá tudo bem no início, no rascunho. Não é prudente falar antes de conhecer o produto. Mas uma coisa eu posso dizer, pior que tá não dá pra ficar. Vamos lá Record, deixe o Chris descansar um pouco.
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No SBT as novidades são poucas. O único reforço esperado é o novo programa da filha, aos sábados. O foco atual é capitalizar o máximo com o sucesso de Carrossel. E respirar um pouco, depois de tempos tão conturbados.
Mas não sei se o SBT pode ter tanto tempo pra descansar assim. A situação atual é boa, mas não é confortável. As novelas reprisadas, na tarde, não são eternas. As “Marias” estão acabando. As outras novelas também não são assim o último pastel da feira. É bom ir pensando em novas alternativas. O problema é o perfil do público do SBT no horário. Ele limita muito as opções. E não sei se o SBT teria peito pra tentar, por exemplo, tirar parte do público de Malhação. É um risco. Mas não é tão difícil assim. Quem vê a Sessão da Tarde e Malhação é mais por falta de opção que por preferência.
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Tem horas que a gente se arrepende de usar o controle remoto. Nessa semana, acho que na segunda-feira, passei alguns minutos no Donos da Bola. Coisa de uns 15 ou 20 minutos. Tempo suficiente pra ouvir o Neto soltar dois palavrões. Depois do segundo, e após um VT, ele acabou pedindo desculpas pelo palavriado. Não resolve muito. Melhor aprender a se controlar. O telespectador merece (ou deveria merecer) um pouco de respeito.
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Ontem, 16/08, o Agora É Tarde acabou por volta de 01:30. Talvez tenha sido proposital, o programa vem entrando cada vez mais tarde. A concorrência é menor. Mas a audiência também é menor. Não sei se é uma boa estratégia. Até porque isso também atrasa os programas subsequentes.
Mas, se o projeto for esse mesmo, fica a sugestão de um novo nome: Agora É Muito Tarde.
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Hoje pensei em dar uma passada no Esporte Interativo e ver o Jogando Em Casa. Estavam passando a NFL, com aqueles rapazes de collant. Aí fui no site do EI pra conferir a grade. Nem se eu imprimisse e colasse na parede. Tá uma bagunça. Tem dia que tem, tem dia que não. O horário também vai de acordo com o vento. Ou seja, o espectador que trate de adivinhar. E depois o “carinha de lá” vem reclamar das minhas críticas. Acontece que não sou vidente, não tenho tal capacidade. E sou meio antiquado, ainda prefiro uma grade com dias e horários fixos. E que, em caso de mudança, a emissora divulgue o novo horário.
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Ontem tentei ver alguns segundo do Na Moral. É complicado! Os fãs do Pedro Bial que me desculpem, mas ele é insuportavelmente chato. O programa é chato. Os convidados são chatos. Os temas são chatos. A claque é chata. A equipe é chata. O mundo é chato!!
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Outra coisa chata pra caramba são essas propagandas que o Neymar vem estrelando. O pessoal até falou disso nos comentários da última coluna. Bem, acredito que as empresas tenham bons motivos pra escolher esse ou aquele garoto propaganda. Elas buscam retorno, vendas. Mas eu não sei não. É muito Neymar, anunciando de tudo. E com toda aquela personalidade e eloquência do Neymar. Até um robô consegue ser mais natural e espontâneo.
Mas esse é um “filme” que eu já vi. Foi em 2006. Só mudava o “ator” principal. Naquela época ele atendia pelo nome de Ronaldinho Gaúcho. O final da história…
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O povo tem uma relação curiosa com as novelas. Algo inexplicável e sem comparação em outros cantos do planeta. E não estou falando só em teoria. Já convivi com gente assim.
Outro dia eu li o artigo de um colunista que tratava da enorme repercussão da Avenida Brasil nas redes sociais. Deve ser, apesar de não frequentar tais redes. Mas o que mais me espanta é ver notícias, em grandes portais, tratando de personagens como fossem pessoas reais. Notícias veiculadas ao lado de outras sobre economia, política, esporte… Uma pessoa de fora, que não saiba da novela, acaba achando estão falando de fatos reais. Chega a ser bizarro ver tantas notícias, em grandes veículos, falando sobre uma personagem de novela. Ê povinho alienado!!!

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August 12, 2012

Muito Dinheiro e Pouca Audiência

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 2:01 pm
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A Olimpíada acabou e é o momento de se avaliar o trabalho. Não só o da delegação, da transmissão também. As falhas, esperadas, aconteceram. Mas não só na Record, vi alguns problemas também nos canais fechados. Mas nada tão grave ao ponto de comprometer. No caso da Record o erro maior foi na montagem da equipe. Jornalistas de fora do esporte e ex-atletas não são a melhor combinação que se pode imaginar. Mas foi essa a opção da emissora, para o bem e para o mal.
Erros na transmissão e pessoal mal preparado são questões que podem ser corrigidas. Mas a mentalidade e as atitudes da Record, não sei não. O discurso parecia mais preocupado em se justificar. Ou buscando criar um cenário irreal. Um exemplo claro foi uma chamada que vi na véspera da final do futebol. Era um clipe, com os jogadores e diversos lances, fechando com a locução dizendo algo como: “Decisão do ouro no futebol, aqui na Record”. Bobagem! Não é assim que se conquista o espectador. Isso é atitude de covardes, de quem aposta na ignorância alheia.
Outra desinformação ocorreu ao se avaliar a audiência dos Jogos Olímpicos. Eu li que a audiência teve uma queda de 40% em comparação com os jogos de Pequim. Pode não ser tanto, mas é inegável que a audiência foi decepcionante. Acho que só a final do futebol deixou a Record com o primeiro lugar folgado. A explicação da Record foi a de que transmitiu mais modalidades (sem tanto apelo) e com isso a média ficou mais baixa. É uma explicação, duvidosa. Começa que ela nem foi tão pródiga assim com as modalidades menos “famosas”. Sexta, de tarde, transmitiam algumas competições nos canais fechados. Passei na Record e encontrei o interminável Chris. Neste exato momento, 12:30 do dia 12/08, temos a final do basquete masculino. E a Record está exibindo o Tudo É Possível. Acho que os fatos falam por si.
Outra forma de tirar essa dúvida é ver as 5 maiores audiências diárias da Record durante os Jogos. Raramente foram as Olimpíadas. Era a Fazenda, o Gugu, o Domingo Espetacular… É algo pra se pensar. Não pra culpar modalidades ou o mau desempenho de alguns atletas. A avaliação final é que a audiência não vestiu a camisa da Record. Do mesmo modo que a Record não vestiu a camisa da Olimpíada. E as desculpas não resolvem muito.
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Outra coisa que merece reflexão é o comportamento das emissoras diante dos direitos de transmissão. Até algumas edições a Globo ficava com tudo e pagava um valor quase simbólico. Coisa de 5 milhões de Dólares. Só como comparação, isso é menos do que estavam pedindo (neste ano) pela Série C. O valor dos Jogos foi subindo. Até chegar aos 70 milhões que a Record pagou pela Olimpíada de Londres. E agora temos 200 milhões de Dólares (no pool das emissoras) pelos Jogos do Rio. E já se especula 250 milhões pelos Jogos de 2020. Um valor espantoso. Seja comparando com outras edições dos Jogos, seja comparando com outros eventos. É algo injustificável, ainda mais por um evento de 2 semanas.
Eu fico pensando se é pra tanto. Acabei de falar na audiência destes Jogos. A Record nem conseguiu se descolar do SBT. Será que vale gastar 250 milhões de Dólares só pra vencer a Globo num leilão? Dá pra recuperar esse investimento (e mais os gastos adicionais) só com os patrocínios? Essa disputa é racional ou puramente emocional?
Caso vocês ainda tenham dúvida, vou citar um exemplo. Até alguns anos a Record tinha uma boa relação com a UEFA. A emissora exibia a Euro e a Champions. Aí o contrato chegou ao fim e a UEFA pediu um reajuste no valor da Champions, de 3 pra 5 milhões de Dólares. A Record achou muito e desistiu da transmissão. É essa mesma emissora que agora aceita pagar 250 milhões numa Olimpíada. Vai entender…
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Agora quero comentar algo que me chamou a atenção durante estes Jogos. Estava vendo algum programa da ESPN e um dos apresentadores, ao falar sobre os comentários nas redes sociais, criticando alguns atletas, chamou essas pessoas de “protozoários da internet”. Foi tanta informação que nem recordo o autor do comentário. Mas é da “nova geração” da ESPN; se fosse dos mais rabugentos espantaria menos.
Mas eu também vi o Galvão Bueno com um discurso parecido, reclamando do que as pessoas vinham escrevendo nas redes sociais. Justo o Galvão, tão cordato e polido. E olha que não tenho a menor simpatia pelo Renato Maurício Prado. Enfim…
Vamos separar as coisas: ofensas, xingamentos, opiniões racistas e coisas do tipo nem devemos tolerar. Aqui no Tevezona mesmo nem perco meu tempo, deleto na hora. Mas críticas, mesmo que exageradas e infundadas, paciência. Quem acompanha o site há mais tempo já deve ter visto algumas bobagens nos comentários. Eu deixo.
Agora é curioso ver a atitude das pessoas diante da tal “liberdade de expressão”. Parece que a liberdade de expressão só vale na hora de elogiar. Qual o problema de estão criticando o tombo de um ou o medo do vento da outra? Podemos até discordar da opinião, achar uma bobagem. Mas é a opinião das pessoas. Por mais idiota que possa ser.
Também é bom lembrar que opiniões idiotas não são exclusividade dos anônimos. Tem um monte de atletas, artistas, jornalistas, autores de novelas e tudo o mais vomitando idiotice nas redes sociais. E não vejo ninguém os classificando de “protozoários da internet”.
Parece que a televisão se acostumou com a claque. E que essa é a única função do povão, bater palmas quando alguém levanta a placa.
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Por falar em comentário infeliz… Eu estava vendo a maratona masculina no Sportv. Lá pelas tantas a câmera vai subindo e mostra algumas pessoas sentadas no teto de um prédio, sem qualquer proteção. Aí o narrador disse algo assim:
- Olha onde as pessoas estão assistindo a maratona. Mas é perigoso, se alguém se descuidar pode acabar caindo do alto do prédio.
E o comentarista não se conteve:
- Mas se forem cair, só espero que não caiam em cima de um dos corredores.
Fecha o pano!

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August 10, 2012

Mariana, Juliana e Clara

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 9:37 am
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Olá, turma. Hoje é dia de Belas. Quem não gostar do tema… Vou aproveitar a época e convocar algumas beldades do jornalismo esportivo. Minha idéia inicial era fazer uma edição só com atletas. Mas já tivemos tempos melhores. A safra atual é apenas razoável. Acostumei com a Leila, Ana Paula e mais algumas, fiquei meio exigente. Lembro de uma Vip, antigona, com a Ana Paula, sensacional. Não consegui achar na internet. E nem outra foto (boa) da época. Então vou publicar essa, só como registro:

ana paula do vôlei

Agora vamos ao que interessa. A primeira escolhida é a Mariana Monteiro (que eu lembro desde a Band Bahia). Agora ela está no Sportv e continua agradando o “eleitorado”. Ou vocês vão me dizer que o Lédio é mais bonito?

mariana monteiro sportvmariana monteiro reporter

Aproveitando o nome, Mariana, resolvi incluir a Mariana Brochado. Primeiro que é bem bonitona. E também me surpreendeu na telinha, comentando. Leva medalha pelos dois motivos.

mariana brochadomariana brochado
que beleza!!
(só tomando uma água mesmo)

Ainda tem outra baiana, que eventualmente aparece no Sportv, a Clara Albuquerque. Vai bem falando de futebol. E também agrada no visual.
clara albuquerque

Finalmente chegamos na ESPN, onde atua a Juliana Veiga. Essa eu lembro da época da Band (muito antes da miss Fan). Pena que é difícil encontrar boas fotos da Juliana pela web. Catei essas daqui:

juliana veiga

Agora tem a parte da zoação. É com um novo “aplicativo” pro Iphone. Já imaginaram se inventam um aplicativo que transforme qualquer baranguinha numa Paloma Tocci? Eh, por enquanto é só um sonho.
paloma tocci

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August 6, 2012

Mentiras Esportivas

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 2:06 pm
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manipulação da mídiaDiversas vezes, ao falar sobre o comportamento da mídia, usei a expressão “ufanismo vazio”. Outro dia, nos comentários, o Lops usou a expressão “ufanismo histérico”. Acho que as duas versões servem. Especialmente quando a gente vê o discurso e a tentativa de criar uma comoção popular em momentos que envolvem a nação e o sentimento patriótico.
Mas, com um olhar mais atento, dá pra se perceber que o discurso deles também é vazio. Eles não são tão patriotas quanto pretendem aparentar. Seu interesse é outro, mais pessoal e comercial. O evento esportivo (seja qual for) é apenas um produto. E o produto precisa ser vendido pra massa. E é aí que o discurso se encaixa. O discurso diz algo como: Se você não torcer cegamente pelo Brasil você não á patriota, você é contra seu país. O discurso não admite discussão ou divergência. Faz lembrar a doutrina xiita ou a prática de certas ditaduras.
O mais grave de tudo isso é ver como o discurso faz eco em milhões de pessoas. Elas aceitam a idéia e tomam parte na “guerra” contra os “infiéis”. É uma cruzada patriótica. Quase uma histeria coletiva, que não aceita opinião contrária. E eu vi isso até aqui, no site, em comentário recente.
Acontece que aqui o discurso é outro. E nunca vou me levar por euforias vãs ou por um ufanismo idiota. Não me venham com o papo de pátria de chuteiras, pátria de kimono, pátria de luvas ou pátria de capacete. Isso é papo furado. É papo da televisão, que busca audiência, é papo de quem quer vender camisa da seleção, de quem quer vender cerveja. Mesmo os atletas, são todos profissionais. Eles, os treinadores, os dirigentes, os políticos… Cada um tem seu interesse, seja um contrato de patrocínio, o ego inflado, ou um fruto eleitoral. O país está em segundo plano.
Talvez o meu pensamento seja meio radical, podem (e devem) haver exceções. Mas eu já vi muitas Copas, muitas Olimpíadas, muitas corridas e muita coisa no esporte. Sei que a realidade não é tão romântica quanto pintam. O que a mídia vende é uma ilusão. E eu não gosto de comprar ilusões. E meu patriotismo é outro, bem diferente.
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Eu gosto de me guiar pela razão. Em qualquer assunto. E não seria diferente numa Olimpíada. Acontece que a televisão não quer racionalizar nada. O que dá audiência é a paixão. O racionalismo cria problemas e atrapalha o fundamentalismo midiático. Então não tenho a menor esperança de ver alguma emissora analisando os fatos e informando a realidade pro povo. O povo não precisa saber que o Brasil é um fracasso esportivo. E um fracasso ainda maior quando se observa os bilhões investidos, o tamanho da população ou do PIB, a quantidade de membros da delegação e a comparação com outros países. Isso é coisa de gente chata, tipo eu. Isso é coisa que broxa o Ibope.
Mas, pra ser justo, temos uma rara exceção. Dia desses eu e o Alexandre falamos sobre o Segredos do Esporte (da ESPN). Não sei se a maioria já assistiu, mas é um programa que atravessa a superficialidade costumeira (medalhas, gols, polêmicas e papo furado) e trata das questões mais profundas. Muito indicado para quem gosta, realmente, do esporte. Pra quem deseja entender mais do assunto. E para quem busca algo mais que a tática, a tabela ou os erros da arbitragem. Recomendo que, se puderem, assistam.
O lado negativo é que o Segredos do Esporte foi criado apenas para esse momento de jogos olímpicos. Pelo menos até onde entendi. Mas eu creio que o programa tem potencial pra seguir. Não diário, mas numa frequência semanal, ou mensal. Só precisa ampliar a pauta, tratando de vários aspectos do esporte. Não faltam assuntos; eu mesmo posso sugerir mais de vinte. Mas a minha primeira sugestão é que o programa continue. Nunca fiz isso, mas, se alguém da direção da ESPN esbarrar nesse texto, gostaria que pensassem no pedido.
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O Band Sports tem vários problemas, já falei disso em outros momentos. Mas agora, vendo os jogos olímpicos e comparando com os outros canais, confirmei outro problema. É a imagem. Ela é mais borrada e mais escura que a dos outros canais, parecendo dessas emissoras que jogam o sinal analógico no satélite digital. O Band Sports está desse jeito. E olha que eu não fiz a comparação com os canais HD do Sportv e ESPN, estou me referindo aos canais SD.
Por falar nisso, é bom ir devagar nessa coisa de colocar o selo de HD ao lado do logotipo (caso da Record) ou falar que a transmissão é em alta definição (caso da Fórmula Truck, na Band). Podem até ter transmissão em HD em algumas regiões. Mas isso não é regra geral. E nem vale pra quem, por exemplo, assiste numa operadora via satélite. Lá, até onde vejo, o sinal continua em SD.
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Agora vai parecer que estou pegando no pé da Fox Sports. Mas a culpa não é minha. O canal segue com um vício irritante. Vício ou estratégia, sei lá. Mas, se for estratégia, é algo bem questionável. O fato é que eles não querem ser um canal esportivo. A Fox Sports é um canal de seus próprios eventos.
Ontem eu vi boa parte do Fox Sports Show. Na hora que liguei o assunto era a Sulamericana, que teve jogos na quarta. E o programa é exibido no domingo. Depois passaram pro Campeonato Argentino, que começaram a transmitir. Daí mostraram alguns gols do Brasileiro e a classificação, sem abordar mais nada e com grande má vontade. E terminaram o programa mostrando mais alguns momentos da Sulamericana.
Até entendo que o canal deve valorizar seus produtos. O problema não é esse. É aquele comportamento meio autista que já mencionei antes. Não vou repetir a minha opinião. Mas quero deixar uma pergunta: O assinante da Fox Sports se interessa mais pelo River, Racing e Independiente ou pelo Grêmio, Vasco e São Paulo? Ah, eu estou perguntando sobre o assinante no Brasil, não o argentino.
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E aí, vocês assistiram aquela coisa estadunidense que o Esporte Interativo começou a transmitir? Sim, aquele negócio com a bola oval e um monte de grandalhões (de collant) se agarrando e rolando no campo. Hehehe… Queria muito saber a audiência. Mas nem importa tanto. A ESPN já exibe a NFL, a Band já tentou enfiar isso na cabeça do brasileiro. Mas não funciona bem. Comigo então… Prefiro ver 10 horas de ópera que aquele negócio.
Falando no EI, a emissora tá com um novo projeto. Eles querem vender a programação pela internet. Tipo um Netflix da vida. Sei não… Os melhores eventos do EI não são exclusivos, passam em canais fechados e abertos. Sobra o WWE, o Bellator, o Kajuru… Boa sorte pro EI.

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