Mídias Concorrentes
Na última coluna eu falei um pouco sobre a interação (com a internet) que as emissoras nos oferecem. Um assunto já antigo e que venho criticando. O problema principal é que elas ainda não encontraram o modelo ideal pra interagir com o telespectador. O que temos hoje são tentativas de qualidade e efetividade questionáveis.
Considero a fórmula ruim. Assim sendo prefiro algo menos exagerado, como o exemplo que citei, das transmissões esportivas da Band. É uma pergunta simples, uma resposta rápida e passar bem. Antes isso que o papel de claque virtual, videozinho besta ou a fixação em conquistar fãs no Facebook.
Mas eu não sou tão radical, apesar de não gostar nada do papel de claque virtual. Acho que é inevitável essa ligação entre a TV e a internet. Falta achar o modelo correto. Uma tentativa, que não conheço mais profundamente, é o que a Band faz com o CQC 3.0 ou o Pânico 3.0. Ou o que a Globo e Sportv fazem após alguns programas e telejornais, um chat entre os participantes e o público. É uma tentativa (mais inteligente) de prolongar a relação e oferecer um conteúdo adicional ao que acabou de ser exibido na televisão. Pode não ser o formato definitivo e ideal, mas é uma tentativa válida.
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Sobre aquela coisa imbecil de ficar 1/3 do programa pedindo um “curti” ou seguidores nas redes sociais, me ocorreu uma ideia do que pode ocorrer em breve. Primeiro ponto: os televisores mais modernos já contam com acesso à internet. E isso vai se tornar cada dia mais comum. Segundo ponto: cada vez mais a internet (em alguns serviços) está se tornando uma “2ª televisão”. São vídeos, filmes, seriados, eventos esportivos e o que mais for possível. E eu não estou falando de piratear as emissoras de TV. Estou falando de serviços oficiais, como o Netflix. Isso posto, é óbvio perceber que são (e serão ainda mais) mídias concorrentes.
Daí fiquei imaginando uma situação que poderá ser real – e comum. O sujeito está lá vendo o programa X, na televisão. E o pessoal do programa fica incentivando que ele entre nas redes sociais, que comente, que vote… Então, pelo mesmo televisor, ele acessa a internet e começa a navegar. Poderá, eventualmente, encontrar algo mais atrativo. E continuar navegando; esquecendo o programa que assistia na televisão. Em muitos casos isso não será tão difícil assim.
Nesse exemplo que narrei acabaremos tendo uma situação bizarra: a emissora pedindo pro telespectador largar o programa e assistir outra mídia. Lembra aquela antiga campanha da MTV: desligue a TV e vá ler um livro. É meio bizarro, meio antagônico, meio esdrúxulo, mas poderá ocorrer.
Eu ainda não tenho uma TV “smart”, com acesso à internet. Mas aqui a TV e a internet já são concorrentes. E não é raro a internet ganhar a disputa.
Resumindo, é bom ter cuidado com isso de pedir pro telespectador ir pra internet. Ele pode ir, e não voltar tão cedo.
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Outro dia li uma notícia dando conta que a Record não terá o seu debate entre os candidatos a prefeitura de São Paulo. Dois deles haviam desistido de ir ao debate. Não vou entrar no terreno político. Mas é claríssimo o apoio que um dos candidatos recebe da Record. Assim como outras emissoras tem lá os seus preferidos. Não só em São Paulo.
O curioso da história é ver como isso não impacta no telespectador. Sendo a Record (ou Band, ou SBT ou Rede TV) ninguém liga. Se é a Globo, aí o bicho pega. Periga termos uma guerra civil. Virou uma obsessão isso de malhar a Globo. Virou uma tara! Adoram malhar, mas não param de assistir.
A coisa é tão absurda que já virou motivo de piada. Hoje eu vi uma montagem sobre o assunto, tratando mais da coisa na parabólica. Mas eu achei engraçado e vou compartilhar com vocês.

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Uma coisa parecida acontece com o que eu chamo de “sensor de baixaria”. Só funciona em certos canais, especialmente a Rede TV. Falei disso quando alguns leitores me contaram da tal Liga da Lingerie. É uma “brincadeira” dos obamistas, usando mulheres de calcinha pra jogar o football deles. E que o Bandsports transmite, com narração e comentários. E que, francamente, não é menos apelativo que a (extinta) banheira do Gugu ou alguns quadros do antigo programa do João Kléber.
Não estou defendendo a baixaria ou a apelação sexual. Nem de longe. Só acho que o sensor de baixaria deve funcionar sempre, não só em certos canais. Nada contra tal Liga da Lingerie ou coisas do tipo. Se gostam, podem assistir. Mas não venham posar de moralistas depois. Isso é hipocrisia pura. E eu não tenho a menor paciência com gente hipócrita.



















Eu sei que a grande maioria das pessoas não assiste o Kajuru Sob Controle. E, por consequência, não viu o programa da semana passada, onde ele revelou uma teoria conspiratória que deu o título da Libertadores ao Corinthians. Então vou tentar resumir o ocorrido.

