September 28, 2012

Mídias Concorrentes

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:31 pm
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Na última coluna eu falei um pouco sobre a interação (com a internet) que as emissoras nos oferecem. Um assunto já antigo e que venho criticando. O problema principal é que elas ainda não encontraram o modelo ideal pra interagir com o telespectador. O que temos hoje são tentativas de qualidade e efetividade questionáveis.
Considero a fórmula ruim. Assim sendo prefiro algo menos exagerado, como o exemplo que citei, das transmissões esportivas da Band. É uma pergunta simples, uma resposta rápida e passar bem. Antes isso que o papel de claque virtual, videozinho besta ou a fixação em conquistar fãs no Facebook.
Mas eu não sou tão radical, apesar de não gostar nada do papel de claque virtual. Acho que é inevitável essa ligação entre a TV e a internet. Falta achar o modelo correto. Uma tentativa, que não conheço mais profundamente, é o que a Band faz com o CQC 3.0 ou o Pânico 3.0. Ou o que a Globo e Sportv fazem após alguns programas e telejornais, um chat entre os participantes e o público. É uma tentativa (mais inteligente) de prolongar a relação e oferecer um conteúdo adicional ao que acabou de ser exibido na televisão. Pode não ser o formato definitivo e ideal, mas é uma tentativa válida.
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Sobre aquela coisa imbecil de ficar 1/3 do programa pedindo um “curti” ou seguidores nas redes sociais, me ocorreu uma ideia do que pode ocorrer em breve. Primeiro ponto: os televisores mais modernos já contam com acesso à internet. E isso vai se tornar cada dia mais comum. Segundo ponto: cada vez mais a internet (em alguns serviços) está se tornando uma “2ª televisão”. São vídeos, filmes, seriados, eventos esportivos e o que mais for possível. E eu não estou falando de piratear as emissoras de TV. Estou falando de serviços oficiais, como o Netflix. Isso posto, é óbvio perceber que são (e serão ainda mais) mídias concorrentes.
Daí fiquei imaginando uma situação que poderá ser real – e comum. O sujeito está lá vendo o programa X, na televisão. E o pessoal do programa fica incentivando que ele entre nas redes sociais, que comente, que vote… Então, pelo mesmo televisor, ele acessa a internet e começa a navegar. Poderá, eventualmente, encontrar algo mais atrativo. E continuar navegando; esquecendo o programa que assistia na televisão. Em muitos casos isso não será tão difícil assim.
Nesse exemplo que narrei acabaremos tendo uma situação bizarra: a emissora pedindo pro telespectador largar o programa e assistir outra mídia. Lembra aquela antiga campanha da MTV: desligue a TV e vá ler um livro. É meio bizarro, meio antagônico, meio esdrúxulo, mas poderá ocorrer.
Eu ainda não tenho uma TV “smart”, com acesso à internet. Mas aqui a TV e a internet já são concorrentes. E não é raro a internet ganhar a disputa.
Resumindo, é bom ter cuidado com isso de pedir pro telespectador ir pra internet. Ele pode ir, e não voltar tão cedo.
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Outro dia li uma notícia dando conta que a Record não terá o seu debate entre os candidatos a prefeitura de São Paulo. Dois deles haviam desistido de ir ao debate. Não vou entrar no terreno político. Mas é claríssimo o apoio que um dos candidatos recebe da Record. Assim como outras emissoras tem lá os seus preferidos. Não só em São Paulo.
O curioso da história é ver como isso não impacta no telespectador. Sendo a Record (ou Band, ou SBT ou Rede TV) ninguém liga. Se é a Globo, aí o bicho pega. Periga termos uma guerra civil. Virou uma obsessão isso de malhar a Globo. Virou uma tara! Adoram malhar, mas não param de assistir.
A coisa é tão absurda que já virou motivo de piada. Hoje eu vi uma montagem sobre o assunto, tratando mais da coisa na parabólica. Mas eu achei engraçado e vou compartilhar com vocês.
montagem globo

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Uma coisa parecida acontece com o que eu chamo de “sensor de baixaria”. Só funciona em certos canais, especialmente a Rede TV. Falei disso quando alguns leitores me contaram da tal Liga da Lingerie. É uma “brincadeira” dos obamistas, usando mulheres de calcinha pra jogar o football deles. E que o Bandsports transmite, com narração e comentários. E que, francamente, não é menos apelativo que a (extinta) banheira do Gugu ou alguns quadros do antigo programa do João Kléber.
Não estou defendendo a baixaria ou a apelação sexual. Nem de longe. Só acho que o sensor de baixaria deve funcionar sempre, não só em certos canais. Nada contra tal Liga da Lingerie ou coisas do tipo. Se gostam, podem assistir. Mas não venham posar de moralistas depois. Isso é hipocrisia pura. E eu não tenho a menor paciência com gente hipócrita.

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September 24, 2012

Problema da Tarde

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:17 am
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Uma coisa é certa, o horário da tarde é um problema que atinge todas as principais redes. E que está muito longe de uma solução. Se é que existe alguma. Eu não sei. Acho que cada caso precisa de um remédio específico. Cada emissora tem seu perfil e suas necessidades.
A recente caso do Programa da Tarde só confirma a necessidade de alguma mudança radical. A Record tentou uma saída óbvia e o resultado foi igualmente ruim. Mas não podemos jogar toda a responsabilidade na conta da Record. Vejam só a grade da Globo, foi criada há décadas. Até se aguenta, mal e mal. Mas ninguém ousa sair do esquema. É o Vídeo Show, novela reprisada, filme surrado, Malhação. Nada, e ninguém, mexe no time que está “empatando”.
A Record já tentou de tudo. Faltou criatividade e ousadia, é certo. Em muitos momentos o fracasso foi previsível. Mas é quase um castigo notar que as intermináveis reprises do Chris são a única coisa que funciona. Parece uma maldição que assombra a Barra Funda.
O SBT também sofre no horário. O uso de novelas (mexicanas e reprisadas) foi, praticamente, uma opção desesperada. Até com um bom resultado de audiência. Mas o efeito está se esgotando. Não há produto suficiente pra tantas horas. É necessário pensar em novas alternativas, com certa urgência.
Na Band e Rede TV o problema é ainda mais grave. Quase nada funciona. E é muito raro algum programa passar dos 2 pontos. Assim como é raro tentar algo mais arrojado. Tanto é que até a Cultura consegue se meter no bolo de audiência durante o período. E nem é tanto por ter bons produtos, mas pela ruindade das concorrentes. É um indício claro.
Como falei numa coluna recente, até o telespectador tem responsabilidade nessa questão. Ele recebe pouco, mas não podemos dizer que esteja exigindo muito mais que isso. E ficamos assim. É hora de desligar a TV e economizar energia.
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Os debates esportivos tem um aspecto interessante, até pela liberdade que exigem. São dos raros casos em que não se segue o teleprompter ou as fichas com perguntas previamente selecionadas. É claro que existe uma orientação superior, pra evitar a menção de figuras “nobres” ou entidades importantes. É o tal caso da liberdade que vai até a página 2. Mas, mesmo assim…
O lado interessante é que essa liberdade (parcial) nos permite ver o pensamento e comportamento de alguns dos envolvidos. Recentemente (coisa de 2 semanas) tivemos um novo embate na ESPN, envolvendo (novamente) o Mauro Cézar Pereira e o PVC. Um assunto até banal, onde o Mauro tinha boa parcela de razão. Mas o PVC resolveu contrariar a opinião do colega. Pronto, virou uma questão pessoal. E não é a primeira vez que o Mauro Cézar tem esse tipo de atitude. Vejam o vídeo com a discussão entre os dois. Ao final vocês ainda tem o menu com vídeos relacionados e, caso não tenham assistido, podem ver o bate-boca entre o Mauro e o João Albuquerque.

Não estou defendendo o debate robótico e combinadinho. Mas confesso que não vi razão pra tanto destempero. Ou algo que justificasse a exaltação. Um pensa assim, o outro pensa assado, qual o problema? Aonde fica a liberdade de opinião que a imprensa tanto prega? Fica, pra variar, só no papel? E vamos comibar, criança birrenta e que não aceita ser contrariada é chato demais. Sendo um adulto…
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As transmissões esportivas da Band estão muito, muito longe do ideal. É duro aguentar o nível da narração e, principalmente, dos comentários. Mas existe um ponto positivo. A Band ainda não foi tomada pela mania de recados nas redes sociais e pelos vídeos do “amigo internauta”. E espero que continuem por muito tempo sem tuitadas e mensagens no Facebook.
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A lei que irá obrigar os canais fechados a reservar algumas horas semanais para a produção nacional já dá sinais de vida. Outro dia vi um filme nacional passando na Warner. A Sony e o TBS também anunciam uma faixa reservada aos filmes brasucas. E as demais emissoras devem seguir um caminho semelhante. O problema é que não temos produtos pras necessidades do mercado. Acho que não supre nem 20% da demanda. A conta não vai fechar. Já dá pra imaginar o quanto esses filmes (ou seriados) serão reprisados.
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Não é algo novo, já tratei disso, mas é notável ver o espaço que o pôquer recebe em certos canais pagos. Atualmente os mais destacados são o FX, ESPN e Globosat HD. A origem disso tudo é bem evidente. A finalidade também. Mas as emissoras fingem que são programas normais. Quem sabe o xadrez, o gamão, dominó, a canastra também venham receber a mesma atenção. Acho que seria justo.
Ah, nem precisam me explicar como é o pôquer. Eu já joguei quando era rapaz. Mas só por brincadeira, não valia dinheiro.
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Assisti o primeiro episódio do Tratamento de Choque, novo seriado do Charlie Sheen. O único momento com alguma graça foi quando o Charlie Sheen meio que rebate sua demissão do 2 Homens e 1/2. Também é nítida uma certa semelhança entre os 2 personagens. Parece uma sequência. Só esqueceram de importar o humor. O texto do Tratamento de Choque é bem fraquinho. Muito fraquinho.

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September 19, 2012

Humorísticos Sem Humor

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:57 pm
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A Band tomou algumas medidas para tentar reverter a queda de audiência do Pânico e CQC. Basicamente tentou melhorar a “escada” dos humorísticos. Mas não sei se o problema é exatamente esse. Já tratei do assunto em vários momentos, especialmente no caso do Pânico. E já se vão mais de 2 anos. E o problema dos dois programas é bem parecido, desvio de rota.
Em casos pontuais e momentâneos a mudança de rota até pode funcionar e render alguns pontos extras na audiência. O Pânico já se beneficiou muito disso. Mas os “causos” criados não podem ser considerados quadros de humor. Nem perto disso.
O CQC também perdeu muito da pegada inicial. E que nem era o último pastel da feira como alguns diziam. Atualmente está no piloto automático, torcendo pro Top 5 dar um gás. Mas é pouco. E a quantidade de intervalos e anúncios também joga contra.
O primeiro passo pra resolver um problema é identificar sua origem. Não estão fazendo isso. Preferem culpar a janela pela paisagem. Perda de tempo.
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Finalmente assisti alguns pedaços do Programa da Tarde. Não foi muito, confesso. E me pareceu uma mistura do Casos de Família, A Tarde É Sua e alguns quadros do Tudo a Ver. Nada além disso. O que talvez explique a acomodação da audiência.
Mas eu fiquei pensando. No cenário atual o que podemos esperar de um programa vespertino? O público é aquele mesmo, gosta de novelas reprisadas, programas populares, fofocas, barracos… Será que vale a pena investir num produto de mais qualidade? O espectador daquele horário deseja algo diferente? Sei não…
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Já falei muito sobre esses formatos “originais” que nossas emissoras gostam de comprar. É provável que muitos não concordem com a minha opinião. Mas vejam só o que vai acontecer com a Fazenda de verão. A Record informa que só vai selecionar anônimos. Também não vai usar os animais nessa nova edição da Fazenda. Quer dizer, teremos uns 15 ou 16 anônimos, banhos de piscina, discussões e eliminações. Qual a diferença entre isso e o Big Brother?? Qual é o formato original da Fazenda??
(Se quiserem responder incluam um desenho junto. E bem desenhadinho.)
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No Agora É Tarde da semana passada tivemos um momento sinceridade, do Eduardo Sterblitch. O Danilo perguntou se ele estava ganhando bem. O Edu, sem vacilar, disse que ganhava bem. Revelou que, sem contar receitas eventuais, conseguia uns 300 mil mensais. E deve ser por aí mesmo, somando o salário e mais os merchans.
O curioso é ver como a maioria se comporta, fingindo que ganha pouco, escondendo o salário. Tudo pra se passar por humilde, pra não “humilhar” o povão. O fato é que eles ganham bem. Muito bem. Mas isso não é crime. Ou algum de nós recusaria um salário desse nível??
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Não entendo muito a necessidade do selo “ao vivo” que as emissoras costumam inserir. Na maioria das vezes não acrescenta nada. Semana passada, vendo um jogo na Globo, notei que usaram o logo colorido e o “ao vivo” abaixo. Uns 20 minutos depois o logo voltou ao modelo transparente e removeram o “ao vivo”. Será que algum espectador da Globo iria pensar que o jogo é gravado?
No caso da Fox Sports a confusão é muito maior. Eu estava vendo os melhores lances de um jogo do campeonato italiano e a emissora mantinha o selo “ao vivo” no canto superior. Desleixo total.
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A ESPN comprou os direitos da Copa do Brasil sub-20 e sub-17. Sendo que o sub-20 já está sendo anunciado e começa em Outubro. Não é a última bolacha do pacote, mas até que é interessante. Vi o último campeonato brasileiro sub-20, vários daqueles jogadores já estão nas equipes principais. Pro torcedor mais empolgado é uma oportunidade de saber o que lhe reserva o futuro próximo.
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Vamos ter novidades no setor de TV por assinatura. É a Dish Network, uma das maiores empresas do segmento. A Dish comprou uma posição orbital no começo do ano e lançou o seu satélite neste mês.
A entrada da Dish ainda é cercada de mistério. A primeira opção é começar sozinha, do zero. Mas especula-se uma parceria com alguma das empresas existentes no mercado nacional. A Telefonica é uma das possibilidades. A GVT TV é outra. Especialmente devido ao fato da Vivendi (controladora da GVT) estar com dificuldades financeiras. O terceiro nome ventilado é da Oi TV; mas aí eu acho pouco provável.
Em tempo, o satélite da Dish vai operar em banda KU. Essa banda é a usada pelas TVs por assinatura e é captada pelas antenas pequenas. Não confundir com a banda C, captada pelas antenas grandes.
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A Globo está com uma chamada pro The Voice, dizendo que será uma novidade inédita. Tudo pelo fato dos jurados não verem o rosto dos calouros. Então tá… Estou pensando um registrar um formato inédito. É um programa de calouros, mas eles vão se apresentar com uma melancia no pescoço. Ou com uma camisa roxa. O que me dizem??

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September 15, 2012

Sarah, Juliana e Helena

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 11:52 pm
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Vamos dar uma pausa nos assuntos mais pesados. É dia de atualizar a seção Belas & Barangas. A primeira escolhida é igual o Iphone 5 pra alguns, é meu sonho de consumo. E olha que nem sou muito fã das obamericanas. A maioria só tem fama. Mas essa belezoca… Hmmmmm… Essa é pra casar. Literalmente! Vocês já viram o seriado Chuck? Tá bem, o seriado é meio bobinho. Mas eu não estou falando da atriz principal, a espiã. A Yvonne Strahovski é até interessante, tá na última foto. Mas eu estou tratando mesmo é da irmã do Chuck, Sarah Lancaster. É pouco provável que vocês já tenham reparado na belezoca. Mas eu já. E gosto muito. Sarah Lancaster, beijo, me liga.

sarah lancastersarah lancastersarah lancaster

sarah lancastergatas de Chuck

Hoje também tenho uma bela do jornalismo esportivo – duas pra ser correto. A primeira é uma repórter e apresentadora, que já foi do Band Sports, e agora está na Fox Sports. Só outro dia que notei a mudança de emissora. Mas isso não muda o cenário. A Juliana Rios é bem bonita, qualquer que seja o canal. Bate um bolão! (Na 1ª foto a Juliana está junto da dupla Zizi e Mimi).

juliana Riosjuliana rios repórterjuliana rios apresentadora

Aproveitando a mesma emissora (Fox Sports), descobri outra gata. É a Helena Calil, ex-apresentadora da All TV. Só consegui uma foto. Mas a moça é bem interessante. Quem sintonizar a Fox pode verificar se é verdade ou não.

helena calil fox sports

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September 11, 2012

Rede de Boatos

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:38 pm
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jorge kajuru Eu sei que a grande maioria das pessoas não assiste o Kajuru Sob Controle. E, por consequência, não viu o programa da semana passada, onde ele revelou uma teoria conspiratória que deu o título da Libertadores ao Corinthians. Então vou tentar resumir o ocorrido.
Começou o programa e o Kajuru disse que não seguiria a pauta pois tinha um assunto urgente e bombástico, que havia tomado conta das redes sociais. E passou a ler, num tablet, uma suposta notícia de alguém da Central Globo de Jornalismo. O texto era uma versão piorada dessas teorias estrambóticas que alguns desocupados gostam de inventar quando estão com insônia. Dizia que a Nike (novamente ela) havia comprado parte do elenco do Boca, a comissão técnica e, obviamente, a diretoria. Pagaram um cachê e ainda deram um patrocínio no mesmo nível das grandes estrelas que a empresa conta em seu elenco. Tudo isso para entregar a final ao Corinthians. A tal nota ainda menciona alguns dados confusos, envolvendo jogadores que não atuaram na final. E nada mais, nenhum dado consistente. Nada mais na teoria furada. Mas tudo na cabeça do Kajuru. Ele começou o show. Disse que iria abandonar a carreira se aquilo fosse verdade; disse que deveriam controlar a internet; disse que era um absurdo; que a pessoa nem se identificou; que a Globo deveria se pronunciar sobre o fato…
Olha, nem é preciso ter 30 anos de jornalismo pra saber o básico. Com 3 dias de profissão o sujeito já deve saber selecionar suas fontes. Também deve checar as informações. Deve saber que redes sociais não são uma fonte confiável. Muito menos quando o autor usa apelido. Em caso de dúvida, bastaria ligar pra Central Globo de Jornalismo e perguntar se o cidadão trabalha (ou trabalhou) lá, se eles sabem do boato em questão. Se a dúvida persistir não é aconselhável publicar qualquer dado, sob risco de propagar mentiras e fofoquinhas.
O Kajuru acha um absurdo permitir que espalhem tais boatos na internet? Concordo. Mas e o que dizer de quem repete esses boatos na televisão, pra mais de “100 milhões de espectadores”?? Qual a utilidade de divulgar o tal absurdo? Quer criar um factóide? Outro bafão?? O assunto bombou nas redes sociais? Talvez, não vejo isso. Mas eu leio portais, jornais, assisto várias emissoras, não vi nada sobre a teoria maluca. Só no Kajuru.
Já falei antes e repito: o esporte não pode ser a editoria da galhofa, da leviandade ou dos curiosos. Já passou esse tempo. Hoje é algo muito sério, que envolve milhares de pessoas e bilhões de reais. Não podemos aceitar brincadeiras e boatos furados. Quem gosta disso que fique lá nas redes sociais.
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Ontem um vizinho me pegou pra falar sobre alguns lances polêmicos da rodada, que ele viu no Terceiro Tempo. Meio que criticando a fixação do programa nesse assunto. O que comentei com ele, vou repetir aqui.
Vocês já viram algum jogo na Globo? Não precisam dizer se gostam ou não da transmissão. Estou falando dos lances de impedimento, bola que entrou, pênaltis… 30 segundos e já entra o VT, as vezes em ângulos diferentes, congelam a imagem, inserem a computação gráfica pra mostrar a linha de impedimento. Pronto, em 99,9% dos lances a dúvida é esclarecida.
Aí a gente vai pro Terceiro Tempo. Também não precisam dizer se gostam ou não do programa. A questão é a mesma, sobre os lances duvidosos. Inserem um VT, quase sempre do mesmo ângulo apresentado na transmissão. Congelar a imagem é um fato raro, computação gráfica nem pensar. E fica lá o Miltão perguntando: “Edmundo, você acha que foi pênalti? … Neto, foi impedimento? … Doutor, isso aí é falta?” Foi, não foi, foi, não foi… Passam meia hora nisso e raramente conseguem chegar numa resposta definitiva. Talvez por nem querer. Vivem da polêmica. Nem que ela precise ser criada.
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Ainda no Terceiro Tempo do domingo… Eles gastaram quase 30 minutos pra debater a novela “P. H. Ganso”. Não vou entrar no assunto, prefiro analisar uma faceta do jornalismo esportivo, que é bem antiga, e foi repetida no tema em questão. A imprensa, costumeiramente, critica os clubes que ficam mimando os jogadores, tratando eles como incapazes, encobrindo falhas, passando a mão na cabeça… Mas e ela? Os caras do Terceiro Tempo só ficavam repetindo: “O Ganso tem 22 anos, é um menino, é um garoto, é um rapaz…” Menino?? Garoto?? Pombas, vão te catar! Que mané menino!! Com 22 anos o sujeito pode dirigir, votar, casar, ser preso, ter filhos, ir pra guerra… Mas no futebol ele ainda é menino. Ganha 500 mil por mês. Mas é um garoto imaturo. Não deve ser melindrado, pode magoar.
Aí, depois, o “menino” chega numa olimpíada ou Copa e amarela. E ninguém se toca no motivo. Um dos motivos.
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Ainda não vi o Programa da Tarde. Mas soube da audiência do primeiro programa. Foi muito boa. Primeiro por causa da estreia. É comum o programa da estreia ter um pico, depois a audiência vai se acomodando. O segundo motivo foi a pauta. Pelo que li na internet, investiram pesado no sensacionalismo. Coisa habitual nos programas vespertinos. A Sônia Abrão que o diga.
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Voltando ao caso da TV digital (e apagão do analógico)… Li que o “competentíssimo” ministro Paulo Bernardo resolveu mudar o projeto inicial. O primeiro apagão analógico não será numa das capitais, que já estão com a transmissão digital avançada. Não, agora ele pretende começar em algumas cidades pequenas. Hein??? Pombas, todo mundo sabe que elas estão muito defasadas, principalmente no percentual de televisores digitais. Mesmo que as repetidoras locais possam fazer um “esforço de guerra” pra instalar os transmissores novos, o povo não fará o mesmo. Até por não ter estímulo algum. É certo que vai dar m***.
Até aceito, em tese, que começar o apagão numa grande capital pode ser um risco. Mas isso não justifica a escolha de pequenas cidades. Poderiam pegar alguma cidade média, que já esteja mais preparada, tipo Vitória, Ribeirão Preto, Juiz de Fora…

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September 7, 2012

Marketing Furado

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:56 pm
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Atualmente, em diversos setores, temos o domínio de certas ideias e discursos. São verdades absolutas, dogmas, que poucos ousam discutir. E, pior, gostam de repetir sem avaliar sobre o que estão falando. Estou tratando, especificamente, do marketing de botequim. Ou sobre os “pojetos” furados. Já fiz algumas obsevações rápidas sobre isso, em colunas anteriores. Hoje vou citar alguns bons exemplos, vindos do futebol.
O esporte (assim como a política e os negócios) foi infectado pelo vírus do marketing. Na verdade o problema nem é o marketing, são os marketeiros de araque. Eles e seus “pojetos”. Então, nesta semana fui surpreendido com a entrada de um patrocinador master na camisa do SPFC. Este clube, em outros tempos, foi um dos que melhor usou o (bom) marketing e a administração profissional do futebol. Hoje em dia… Ah, ele está (ou estava) na lista dos “sem patrocínio”. Junto com o Flamengo e o Corinthians. Exato, os 3 clubes mais populares do país, por mais paradoxal que possa ser. O Flamengo vem penando desde a saída da Lubrax, e o Corinthians desde o fim da “era Ronaldo”. Conseguem um patrocínio na manga, um pontual, mas o master anda difícil. E não é por falta de gente e/ou “pojetos”. O SPFC até convocou o Roberto Justus, para sua direção, na tentativa de atrair algum patrocinador de porte. Patrocínio que só chegou agora, em Setembro!
Existe algo de errado nessa história. Podem ser os marketeiros, talvez as empresas, os valores pedidos… Pra mim são os “pojetos”. Eles estão muito fora da realidade. Um discurso que não bate com os fatos. E, como falei antes, que nunca é questionado.
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O segundo exemplo envolve o Corinthians. No início do ano os marketeiros inventaram de trazer um jogador chinês, o Zhi Zhao. Isso contrariando a vontade do técnico. Muito bem, a mídia, em grande parte, comprou a ideia dos marketeiros. O “pojeto” de marketing visava o mercado chinês, o que é uma sandice. Eu só vi repercussão aqui. E muito exagerada. Alguns “entendidos de futebol” compraram a ideia, tanto do marketing quanto do futebol do jogador. Eu fiz questão de salvar a imagem (do blog daquele comentarista torcedor) e vocês podem rever o que ele disse na época. (cliquem na imagem para ampliar).
marketing furado

Mas o Neto não foi o único a comprar a ideia. Muita gente embarcou nessa. Até trocando as bolas. Foi o caso que assisti no jogo entre Corinthians e Internacional (por volta de 30 dias atrás). O tal jogador estava no banco e, em certo momento, a torcida começou a pedir sua entrada. E o narrador do Premiere FC (cujo nome não anotei) passou a contar a história do jogador e o objetivo de marketing do Corinthians. E completou dizendo que haviam muitos chineses em São Paulo, mas que na China o número era muito maior. Juro, o cara, empolgadão com o “pojeto”, conseguiu a proeza de descobrir que existem mais chineses na China quem em São Paulo.
Hoje, devido ao sumiço temporário do satélite (pela chuva), passei rapidamente pelo Donos da Bola. Bem na hora que mostravam lances do jogo entre Figueirense e Corinthians e o Zhi Zhao num dos camarotes (nem no banco ficou). E aí o Neto começou a reclamar, dizer que o jogador deveria pegar um voo pra Pequim, que era um absurdo, uma vergonha… Vejam só como é fácil mudar de opinião. Justo o Neto, que… Abram a imagem e leiam o que ele escreveu no começo do ano.
Nada contra a internacionalização dos clubes brasileiros, nem de longe. Mas isso deveria ser um projeto sério. Algo sólido e focado no longo prazo. Muito diferente desses “pojetos” furados que alguns gostam de inventar. E outros de comprar.
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Por falar em comentaristas e narradores, lembro que já falei com o Alexandre (nos comentários) sobre o nível de alguns. Depois comecei a anotar os erros e as bobagens. No caso do Premiere, que precisa de muita gente, o panorama é complicado. Tem horas que, tendo a opção, volto pra TV aberta. Quando não há… Aí é relaxar e curtir as mancadas. E não são poucas. Basta termos o Júlio Oliveira, o Bachin Júnior, Reinaldo Porto e outros do mesmo quilate. Se o comentarista do jogo for o Muller, aí é pra passar a régua. Ou apertar a tecla “mudo” e ficar só com a imagem.
Se bem que, por falar em imagem… O Premiere também anda muito relaxado nesse assunto. E não adianta culpar a minha televisão, ela é ótima. O problema é na geração. Jogo no Canindé então, é um pavor!
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Outro caso problemático é o Eduardo Tironi, da ESPN Rio. Mas aí nem acho que é por falta de capacidade. É meio que um “tilt mental”, que acontece com frequência. E tome do Tironi trocar o nome do clube que está comentando, do jogador, do estádio… Não sei se existe remédio pra isso. Talvez um chá de atenção.
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Vi algumas chamadas e o que será a pauta do Programa da Tarde, que estreia na próxima segunda. Não me pareceu tão diferente do Tudo a Ver. Ao menos no conteúdo. Talvez tenha mais material próprio; o Tudo a Ver só contava com reprises e sobras. Tem os apresentadores, que eu não gosto. Mais alguns colaboradores, que sei lá. Enfim, não é muito animador. Mas vou esperar a estreia antes de ter uma opinião mais concreta.
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Na coluna passada eu falei sobre a onda interminável de realities. Mas esqueci da Fazenda de verão. Imagina só. Mal acabou a 5ª edição, logo vem outra. Um mês e tanto depois é a Globo, com outro Big Brother… O único ponto positivo é que não teremos o Britto Jr na apresentação da Fazenda de verão. A redundância e a grandiloquência agradecem o descanso no período.
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Tem uma coisa estranha na grade que a Record apresenta na TV por assinatura. Não entra o Cidade Alerta. No lugar dele continua o Chris, até 19:30. Aí entra uma edição do Direto da Redação. Até entregar pro Jornal da Record. O curioso é que essa edição do Direto da Redação não é exibida em qualquer afiliada. Pelo menos até onde vejo.
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O SBT também está desleixado com o sinal da parabólica e que entra nas operadoras de assinatura. A programação vai normal até umas 3, 3 horas e tanto da madrugada. Aí eles passam a enviar vinhetas e anúncios pras afiliadas. Isso leva uns 30 minutos. Aí botam o logo, o relógio, e ficam assim até as 6 horas da manhã. Só então volta a programação normal.
A Band também faz algo parecido. A diferença é que logo após as chamadas e anúncios já entra o pastor.
No caso do satélite (aberto) dá pra resolver o problema. Um feed (de 1 hora), num satélite alternativo, serviria pra passar o material pras afiliadas. Não custa muito. Já o sinal que vai pras operadoras de tv paga, aí não faz sentido algum.
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Eu já estava querendo tirar uns minutos pra falar sobre certos programas do History. Especialmente o Top Guns, Top Shot e o Combate Medieval. Lá na terra do Obama o povo tem uma grande fixação por armas. É quase um culto. E o canal adora esse filão. Muito!! Mas aqui, com tantas campanhas pelo desarmamento…
Mas aí… Passei pelo History num dia desses e vi aquele maldito programa de venda de jóias. São duas horas, todas as madrugadas.
Quer dizer, não bastam as emissoras abertas, alugando tudo que podem. O sujeito vai e assina uma TV fechada. Pagando bem caro. E os canais fechados seguem o mesmo esquema. Alguns, como o Eurochannel, alugam quase metade do horário. E ninguém pra reclamar. Ou pra tomar uma providência.

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September 3, 2012

Analógicas e Anacrônicas

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 3:05 pm
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Deu a impressão que foi combinado, mas nem de longe. Usei a última coluna para abordar os problemas da transmissão digital, especialmente pela parabólica. Três dias depois leio uma notícia informando que a Record, o SBT, a Band e a Rede TV estão pressionando o governo para adiar o fim da transmissão analógica. O projeto oficial era que em 2016 acabasse esse tipo de transmissão. Dez anos desde o início da tv digital. Pois essas emissoras estão pedindo mais 10 anos, esticando o prazo para 2026. Sim, elas querem seguir com o sinal analógico até 2026!
A alegação das emissoras é que ainda existem milhões de televisores analógicos e que a população das cidades menores, principalmente, não está trocando seus aparelhos. Os dados podem estar certos, mas a justificativa é enganosa. As emissoras não estão preocupadas com a população que ainda tem televisor analógico. Não, elas estão preocupadas é com o seu atraso na instalação de transmissores digitais. Exatamente isso.
O que relatei na coluna passada já dá uma ideia de como as maiores redes estão tratando o assunto. Eu diria que é quase um boicote. Falta pouco pra ser. Essas redes estão desestimulando o telespectador a trocar de aparelho ou comprar o conversor (ou receptor). E agora elas vêm jogar a culpa na população. Ora, ora…
Qualquer criança sabe que nas cidades pequenas e médias o grosso da população usa antenas parabólicas. Tirando algumas afiliadas da Globo, essas cidades ainda não tem transmissão digital. Somem o fato das pessoas desconhecerem a transmissão digital via satélite. Acrescentem o fato de algumas redes codificarem o sinal digital no satélite. Agora me respondam: como o cidadão vai se animar para comprar uma televisão nova ou o receptor digital?? E nem é pelo preço, existem receptores (ou conversores) na faixa de 90,00. É falta de estímulo e interesse. Eu vejo pelos meus vizinhos. Cansei de falar e mostrar pra vários deles. E os caras vão e compram outro receptor analógico, pagando quase o dobro.
Isso só vai mudar se existir uma postura firme, obrigando um mínimo de ordenamento na questão da TV digital. Nada de esticar o prazo pra 2026. Chega de governo “bonzinho” atendendo pedido de empresário incompetente. Quem não tiver cobertura total em 2016 que fique sem transmissão em determinada região. Azar! E chega de codificar o sinal no satélite. Toda rede aberta, concessionária, deveria ter um sinal aberto no satélite. Isso já deveria estar na lei que implantou a TV digital. Ao menos um canal aberto, se ela quiser codificar o resto, problema dela. Melhor pras concorrentes.
E antes que eu me esqueça, 2013 já está chegando. Faltam uns 3 anos pra data limite. É bom correr.
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Outro assunto que irrita muito é a “criatividade” das nossas emissoras. A preguiça é tanta que ninguém mexe um milímetro pra tentar algo diferente. Dias desses eu peguei um programa, na TBC (ou outra educativa), que contava a história dos programas de calouros. Foi uma criação de um americano, pro teatro. Muito antes da televisão. Daí foi usado pelo rádio, bastante. Era um sucesso. Quando a televisão começou ela apenas importou o modelo.
Agora estamos em 2012. E entre os projetos da Record pra esse final de ano temos mais uma edição do Ídolos. E mais a versão Kids do reality. E ainda vem a Globo com o The Voice, mesma coisa, fórmula comprada na “farmácia”. Isso sem esquecer dos programas de calouros do SBT, são dois. E nos canais fechados ainda temos um montão deles. Nem me perguntem quantos.
Até aceito que muitos gostem desse tipo de programa. Mas vem cá, não acham que é demais? E qual a razão de comprar tantos formatos prontos? É difícil criar algo e usar um nome em português??
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Ainda na Record, teremos uma nova novela. Vai entrar no lugar de Rebelde. O texto é argentino, será adaptado pra cá. Pombas, nem novela o pessoal consegue mais escrever. Tem que comprar pronta, na “farmácia”. Isso como se Rebelde tivesse sido um sucesso. Tá bem, Carrossel tá funcionando no SBT. Mas não dá pra ficar sempre na mesma tecla. E vamos combinar, o público de Carrossel não é do tipo exigente. Digamos que é diferenciado. E os gênios da nossa televisão andam cada dia mais “diferenciados”.
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Nas últimas colunas eu comentei sobre a tal campanha do Esporte Interativo pra entrar na Sky e Net. Não vou repetir minha opinião. Mas ontem anotei duas coisas que justificam a não presença. A primeira foi uma transmissão amadora, de um torneio de futebol chamado Copa da Amizade. É um torneio pra garotos na faixa de 13 e 14 anos; pela aparência. Torneio de garotos, num campo que nem é estádio, com umas câmeras improvisadas. Não dá. Pelo menos não se enquadra no que o EI pensa (e deseja) ser.
Mais tarde, no Fim de Papo (ou Jogando em Casa, não sei mais), eu fiquei reparando em certos detalhes. Entrou uma reportagem sobre o jogo entre o CAM e o Corinthians. No meio da matéria inserem parte da coletiva pós jogo. Mas o áudio era ambiente, captado pela mesma câmera que filmava. O som parecia atravessar um túnel. Não deu pra entender quase nada do que o Cuca falava. Mais uns minutos e entra outro repórter, falando por telefone, do Engenhão. E novamente o áudio parecia vindo de Marte. Não deu pra entender metade do que o repórter dizia. Depois chegaram alguns gols. E a imagem era aquilo que já sabemos, tipo um streaming da internet, tudo borrado e com o zoom pra apagar a identificação da geradora.
Gente, áudio horrível, imagens de internet. É assim que o EI quer entrar nas operadoras de assinatura? É assim que o EI quer conquistar telespectadores?
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E antes que venha alguém do EI dizer que estou de perseguição, tenho uma imagem que peguei no site da emissora. É a página que fala sobre como sintonizar os canais e lista as repetidoras. Tá defasada. Não menciona a repetidora de BH, de Porto Alegre e outras que não recordo no momento. Sei que é um trabalho “gigantesco” atualizar a lista de retransmissoras. Ainda mais pra quem fica tanto tempo no Facebook e Twitter. Mas, quando tiverem uns minutos de folga…
esporte interativo lista de repetidoras

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