August 28, 2010

Neto Dinah

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 7:08 pm

Nesta semana tivemos a presença do técnico da seleção, Mano Menezes, no Jogo Aberto (terça ou quarta, não lembro bem). Até aí tudo normal. O Mano já havia participado do programa em diversas ocasiões, quando ainda era comandante do Corinthians. O dado relevante é que há algumas semanas o Neto havia criticado o Mano, alegando que o técnico tinha um acordo com a Globo, que estava beneficiando a emissora e coisas do tipo. Nem preciso dizer que o ambiente no estúdio era tenso. Quase uma “saia justa”.
Não tenho procuração e nem motivos para defender o Mano. Eu mesmo comentei aqui a mudança radical no comportamento da Globo depois que a CBF anunciou seu nome. Uma coisa extremamente evidente. Mas não posso dizer que isso partiu do técnico. Acho que tais assuntos são definidos num patamar superior. No “pacote geral” entre a emissora e a entidade. O técnico é apenas mais um item nesse acordo. Qualquer que seja o técnico.
Mas o assunto de hoje nem é o Mano, é o Neto. O foco é esse comportamento dele, cada dia mais nítido, de ser o dono da verdade. Coisa que nem sempre é. A opinião sobre o Mano foi uma das derrapadas mais recentes. Mas tivemos outras:
- Alguns dias atrás, no Jogo Aberto, ele berrava a plenos pulmões que o Neymar já estava vendido, que o procurador do jogador já tinha acertado o contrato, que o presidente do Santos estava de papo furado… Passaram alguns dias e o Neymar rejeitou a proposta da Inglaterra e renovou seu contrato com o Santos. Ainda que o seu procurador desejasse outra coisa.
- No mês passado, antes da definição do técnico, ele soltou rojões ao anunciar o Renê Simões como novo técnico da CBF. Baita tiro na água. E ainda ficou, no ar, reclamando que a culpa era da sua fonte. Ora, ora…
Esse lado pitonisa do Neto se agrava muito mais nos jogos. Basta reparar… Surge uma falta perto da área e ele prepara seu palpite: “…olha, ele vai cobrar no canto do goleiro, pra pegar ele no contrapé…” Como se isso significasse algo relevante. Oras, ou o cara cobra a falta no canto do goleiro ou no oposto. Ou isola na arquibancada :P A chance de acerto é de 50%. Se o sujeito conhecer um pouco os jogadores, o posicionamento, o ângulo e tal pode ter mais chances ainda.
E o mais engraçado é ver a euforia do Luciano quando o Neto acerta um palpite desses. E tome confete!! Mas pra mim vale tanto quanto a mãe Dinah…
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Outro dia comentei sobre o resultado da audiência da Campeonato Inglês na Rede TV. No domingo passado a audiência mal passou de 1 ponto. Agora o jogo do Inglês passa aos sábados. E hoje a audiência quase triplicou. Ficou por volta de 2,5 pontos (não tenho a média exata). Em alguns momentos deixou a Record em quarto lugar, só perdendo pro SBT e Globo.
E vale lembrar que o jogo recebe um traço (dos horários alugados). E, nessa época, entrega pro horário eleitoral. Um grande desperdício.
Pro domingo estarão programados 2 jogos. A partir de 13h. Isso na parabólica e algumas praças. Em muitos Estados as afiliadas da Rede TV continuam castigando seus telespectadores e não exibindo partida alguma. Tudo horário vendido. É lamentável, mas a Rede TV está tomando do próprio veneno.
Minha sugestão, para quem se sentir prejudicado, é usar do email ou telefone e encher a paciência dessas afiliadas. Até que mudem de posição.
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Outra mudança está ocorrendo na Rede TV. Especialmente no Sábado. Acaba o Brothers e a emissora vai colocar o Operação Resgate no horário. E logo depois o programa do Amaury Jr. Para o lugar do Amaury está definido a entrada do Mega Senha.
No caso do Mega Senha até acho mais vantajoso entrar no sábado. No demais casos… Sei não. Tá meio estranho ainda.
Tudo isso vai abrir espaço pra alguns seriados que a emissora comprou e vai exibir na faixa noturna. Como não conheço todos não vou opinar ainda. Mas sobre o Superpop eu já falei: passou da hora de virar semanal. Deixa só na quarta. E olhe lá!
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O SBT recebeu o castigo que merecia há tempos. Falo da audiência do Canavial de Paixões e Álcooll :P A emissora já havia escapado quando comprou Ana Raio - até que a audiência surpreendeu. Mas a reprise das 20h está afundando a média diária da emissora. Se juntarmos a audiência ruim do SBT Brasil e do programa do Ratinho… Tá muito complicado. Mais longe da Record e mais próxima da Band.
Isso sem falar que o horário nobre é o principal gerador de receita pras emissoras. Logo, logo o caixa do SBT vai sentir o golpe.
Por outro lado, nos finais de semana o SBT consegue se recuperar. E muito. Fica colado na Record e até ultrapassa a rival em algumas praças. No Rio e Minas, por exemplo.

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August 24, 2010

Esporte na Rede TV

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:34 pm

rede tvHoje vou fazer uma “geral” no esporte da Rede TV. Ainda mais que a emissora está com várias novidades no setor.
Acompanhei a estreia do Belas na Rede neste domingo. E não fiquei muito contente com o resultado. Começa com o exagero na divulgação do programa. Só como exemplo, no jogo do Inglês do mesmo dia o Luís Alfredo soltou uns 50 foguetes para divulgar a estreia. Sem falar nos 35 abraços que ele mandou pras colegas. Passou da conta. Erraram na mão. Aliás, a Rede TV é pródiga nessa falha; ou não menciona a estreia de um programa ou massacra de chamadas. Não existe meio termo.
Mas o problema maior da estreia foi a arquibancada de convidados - todos da casa. E todo mundo querendo dar seu recadinho. Tinha até a Daniela Robô Albuquerque; cujo cachorrinho é fã da Premier League. Juro, ela disse isso. Mas a multidão convidada acabou dispersando o foco do programa. E o tempo pra abordar o principal ficou muito reduzido. Tanto que até a Marília Ruiz (falastrona que só ela) teve que se controlar.
Outra coisa que já deu é aquele quadro do Giovaneli sobre o Corinthians. Chega. E “chega” do verbo não aguento mais. Se os corinthianos estivessem muito interessados no papo furado o quadro daria 20, 30 pontos de audiência, não os 2 habituais.
Vamos entender uma coisa, não há muito pra inventar nesse assunto. Os jogos das 16h terminaram, os das 18h estão no meio; precisa comentar os resultados, mostrar alguns lances, os vestiários, os erros da arbitragem e coisa do tipo. Ainda podem dar uma “passeada” na Série B, no Inglês, no Italiano, no automobilismo… O arroz e feijão bem feitinho. É isso que o torcedor deseja. Não precisa botar uma moça no globo da morte. Nem falar do cachorrinho da madame Albuquerque.
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Um pouco antes do Belas eu vi o Campeonato Inglês. Tá parecendo um macarrão sem molho. Precisa de um algo a mais. Precisa sair da mesmice na transmissão. E aí entra o meu antigo pedido para que a Rede TV renove seu elenco esportivo. No caso desse jogo, por exemplo, o Fernando Fontana é até um bom repórter. Mas falta muito pra ser comentarista. Talvez nem tenha vocação pra tal função. Não adianta forçar a barra. O Bruno Prado, mesmo novato, é bem melhor. Talvez por essas e outras o jogo ficou patinando na faixa de 1 ponto de audiência.
No próximo Domingo ainda teremos o início do Italiano - a rodada do Inglês passará no Sábado. E provavelmente teremos outro problema na equipe da emissora. Eles contrataram o Careca (ex-jogador) para ser comentarista. Sei não… Talvez seja implicância minha, mas não aguento mais isso. E olha que eu lembro de boa parte da carreira do Careca e tenho uma certa simpatia pelo mesmo. Agora, pra comentarista… Ainda preciso ser convencido.
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Outro ponto importante que o Terence precisa resolver é o Rede TV Esporte. Hoje eu acompanhei o programa e até anotei por escrito algumas coisas:
- Começaram abordando a tal crise no São Paulo e ficaram nisso por um bom tempo.
- Daí passaram pro peso do Ronaldo Roliço. Mais uns 6 ou 8 minutos.
- Por fim apareceu uma imagen no telão virtual e a Paloma convocou seus colegas para falar dos demais clubes do Brasil. Mas só mencionaram a lesão do Kléber, do Palmeiras. Coisa de 1 minuto.
- Já era 11:46 quando a Paloma chamou uma reportagem do Tony Vendramini, no Rio, tratando dos reforços que o Flamengo apresentou. Mal passou de 1 minuto também!
- Para finalizar a edição eles passaram 2 clipes de divulgação, do Campeonato Inglês e do Italiano. E pronto!
Olha, esse filme eu conheço. Passa todo dia no Jogo Aberto. E não agrada muito. Basta ver os números da audiência. Se o script for esse a audiência vai ser a mesma de agora: entre 0,5 e 1 ponto. E isso em São Paulo, no resto do país…
Talvez por isso o Globo Esporte invista firme nos blocos regionais. Tem espaço pros clubes mineiros, pros cariocas, pros gaúchos, baianos… E depois tem o bloco nacional. Direto e reto. E sem papo furado.
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Mas, apesar dos pesares, a investida esportiva da Rede TV é uma decisão correta. Existe o espaço e o produto. E tem público pra isso. Claro que a audiência não virá instantâneamente. Precisa ser conquistada. Com bons programas e bons profissionais.
E o espectador acaba ganhando com tudo isso. Primeiro teremos menos terceirizados no fim de semana da Rede TV. Já é um alívio imenso. E depois teremos 3 eventos esportivos no Sábado e 2 ou 3 no Domingo. Se organizarem a “coisa” dá até pra ficar bonitinho :)
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E para terminar vou mencionar a média diária do Domingo (22/08) no Rio:
Globo - 14.1
SBT - 9.0
Record - 8.9
Band - 1.7
Rede TV - 1.5
Vamos notar que a Globo está com uma de suas piores médias diárias da história. Depois temos o SBT superando a Record, apesar do empate técnico. Eu já havia citado o fato do SBT ir muito bem no Rio de Janeiro. E terminamos com outro empate técnico entre Band e Rede TV. E eu também já comentei o fato da Band desprezar o público fora de sua área de interesse (Morumbi e adjacências).

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August 21, 2010

No Estúdio É Mais Gostoso

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 12:59 pm

Eu até tento variar os assuntos do Tevezona mas está difícil. Novamente tenho que abordar a nossa gloriosa imprensa esportiva. E caso de alguém venha falar em perseguição, afirmo: sim, é perseguição. ELES me perseguem!!
Na quarta tivemos a final da Libertadores, aquele torneio comprado pelo banco vermelho. E a d. Globo resolveu seguir as co-irmãs e manteve sua equipe de transmissão no estúdio. Só o Alex Escobar e os repórteres foram à Porto Alegre. Tudo bem que as emissoras nos contam inúmeras estórias para justificar tal atitude. Mas nenhuma cola. E o resultado visto nas transmissões me dá razão. São erros, erros e mais erros. E a coisa foi tão ruim que tiveram que soprar no ouvido do Galvão que o jogo havia terminado - a televisão estava reprisando um gol do Chivas quando o juiz apitou. O erro foi dele, mas a culpa é da Globo. E de todas as emissoras que se acomodaram com as transmissões “off tube”. Ou agora é melhor dizer “off led”??!!
E, não duvido muito, num futuro próximo nem mais no estúdio haverá a transmissão dos eventos esportivos. É muito trabalhoso (ironia detectada)… Será assim: o narrador em sua casa, os comentaristas e repórteres também nas suas. Cada um vendo o jogo numa tv 3D e narrando ou comentando pelo celular. E a emissora apenas terá a árdua missão de receber o sinal do telefone de cada um e mixar com o sinal de vídeo. Nem sei como não adotaram tal medida ainda.
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Na quinta eu acompanhei alguns programas esportivos. Se algum torcedor do Internacional viu os mesmos programas deve ter ficado revoltado. No Rede TV Esporte a menção ao título foi rápida e morna. Logo passaram pros temas recorrentes. E a “bonitosa” da Paloma Tocci teve seu dia de Neto. Sinto muitíssimo mas tenho que contar. Lá pelas tantas exibiram um “giro de notícias pelo Brasil” - é a forma de abordar os demais clubes (off SP) em menos de 60 segundos. E informaram que o Flamengo estava acertando a contratação do Deivid e de outro atacante antes do encerramento da “janela” de transferências. Na volta pro estúdio a Paloma, fazendo bico e balançando negativamente a cabeça, pergunta pro Ronaldo e Bianconi como ficaria o Corinthians sem estes atacantes (que ele supostamente pretendia também). Ora, ora… Desde quando a formosa morena tem que ficar lamentando se algum jogador foi pro clube X ou Y? O torcedor corinthiano está se lamentando? Pois o flamenguista deve estar contente. Ou não :) Sabe-se lá. Mas isso não é de interesse do apresentador (a). Não é sua função pender para um lado ou outro. Ainda que muitos gostem e pratiquem essa tarefa tão lucrativa.
No Jogo Aberto a cobertura do título do Internacional também foi morna e desinteressada. Coisa de minutos. E logo passaram pros assuntos prediletos. O… Ah, vocês sabem. O Internacional havia sido campeão da Libertadores e a madame Fan e seus colegas resolvem convidar o Andrés pro estúdio. Muito coerente. Sem falar que um link ao vivo para entrevistar algum atleta, técnico ou diretor do Inter é muito difícil. Muito trabalhoso pra emissora do Morumbi (e adjacências). Porto Alegre é outro mundo. É exterior.
Ah, é bom avisar que não sou colorado.
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Eu já falei e continuo batendo na mesma tecla: esses joguinhos que a Record inventou de transmitir não valem bulhufas pra mim. E no fundo, bem no fundo, acho que a Record também sabe que tem uma bela porcaria nas mãos. Tanto é que transmite o mínimo e passa logo a batata quente pro “aterro sanitário” (também conhecido como Record News). Na quinta a emissora soltou rojões quando obteve 5 pontos (e o 2º lugar) por alguns minutos ao apresentar alguma modalidade dos jogos da Juventude. Isso considerando que ela estava enfrentando uma novela velhíssima no SBT, a Sônia Abrão, a Márcia, o Mulheres…
Na sexta eu acompanhei a audiência para ver como seria. A coisa já estava ruim com o Tudo a Ver e aquelas reportagens re-re-re-reprisadas que eles tanto gostam. Estava entre 3 e 4 pontos. Daí começam os joguinhos e eu ouço (estava longe do televisor) o Maurício Torres entusiasmadíssimo com um jogo de peteca. Dizia o Maurício (Bomrício é que não poderia ser) que o “badminton” era o 2º esporte mais popular do mundo, que era sensacional e … E a audiência sumindo, sumindo, sumindo… No “auge” da tragédia a Record chegou ao piso de 1,7 pontos e o 5º lugar na audiência. Mais um pouco e entraria na turma abaixo de 1 (Gazeta, MTV, MIX, CNT e cia bela).
Por sorte a Record cortou logo a palhaçada e meteu a re-re-re-reprise do Chris. E a audiência foi voltando. Até um seriado repetido trocentas vezes dá mais certo que jogo de peteca. Mas os gênios insistem, problema deles.
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Outro dia li partes da entrevista do Galvão Bueno num jornal desses - Folha, Estadão ou coisa parecida. Lá pelas tantas ele ficou fazendo charminho ao ser perguntado sobre o clube de coração. Eu já falei isso há tempos aqui no Tevezona. Para quem não leu… O nome do clube começa com Fla, e termina com mengo. :P
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E amanhã estreia (oficialmente) o Belas na Rede. E depois teremos o Bola na Rede (com o Vanucci) pra encerrar o Domingo esportivo exibindo os gols e lances da rodada. Até que a Rede TV fez bem ao abrir espaço pro esporte no fim de semana - mesmo tendo que aturar os abusos da ESPN. Tem um pouco de luta, de corrida, futebol, debate… Ao menos podemos fugir dos entediantes programas de auditório. Tudo menos isso e comida japonesa :P
Mas a “morena linda” que trate de se comportar bem. Eu tô de olho, não só nas curvas sinuosas. Eu vejo tudo!! Leio até pensamento.
Não estão entendendo? Bem, a pessoa de quem falo é essa da esquerda (estique sua mão esquerda) na foto abaixo:

paloma tocci - milene - juliana
Caso contrário eu vou pro Miltão das Neves e nunca mais volto aqui. Ora, POMBAS!! (Pombas é também conhecido como Palomas, hahahahaha).
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Eu não quis abordar o tema pois já falei sobre ele em anos anteriores. Mas o Lopes deixou um comentário sobre o Criança Esperança e a encheção de saco da Globo com a campanha. Não vou repetir tudo que já falei, podem usar a busca. Mas vou tentar ser mais didático dessa vez:
A caridade é uma coisa bonita e louvável. Se quiserem fazer uma doação tratem de procurar alguma entidade em seu município e colaborem. Ou procurem uma família carente e ajudem “ao vivo”. Agora… Se a Rede Globo, Record, SBT, Igreja X, partido Y, empresa Z ou quem quer que seja estiver pedindo, NÃO!!! Nem a pau, Juvenal!!! A Globo que vá fazer caridade com o dinheiro DELA! Tem muito, pode doar um dia de faturamento e vai ajudar muita gente. E o mesmo vale pra Record, SBT ou Band. Vão se lascar!! Querem fazer caridade com o chapéu alheio??!! Oras, até eu.
Isso sem falar que a doação pro Criança Esperança não pode ser abatida do imposto de renda. Curioso, hein…

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August 18, 2010

Fala Que Eu Te Corto

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:47 pm

Nos últimos dias tivemos dois casos parecidos envolvendo espectadores participando, por telefone, de programas ao vivo. E ambos com um desfecho inesperado para as emissoras. O primeiro caso eu vi: foi no Manhã Maior e um espectador foi convidado a participar num debate sobre homossexualismo. O sujeito entrou no ar e mandou todos “tomar cajú”. Direto e reto. E mal educado. O 2º caso eu vi pela Internet: o cidadão entra no Fala Que Eu Te Escuto e, calmamente, fala ser uma vergonha ver um filho se envolvendo na corrupção do Edir Macedo e… Cortaram o áudio.
Já adianto que não aprovo ofensas ou calúnias via telefone ou de qualquer outro modo. Acho que temos outras formas de expor nossas opiniões. Mas… Mas isso é uma lição para nossas emissoras. Exato!! Elas vivem implorando a participação do espectador, e-mails, chats, seguidores no Twitter e tudo o mais que julguem interessante. Mas só querem os elogios e aplausos. Querem o “mundo cor-de-rosa”. E conseguem isso. Conseguem filtrando e editando todos os comentários. Ou pinçando só as mensagens elogiosas. Mas aí, até eu!
Difícil mesmo é ver uma emissora abrindo, verdadeiramente, um canal de comunicação com o espectador. Elas não querem isso. Nem de longe. Ainda mais quando sabem o que poderão ouvir. E não me refiro aos palavrões, falo de críticas. Tenho certeza que teriamos milhares de reclamações sobre a grade, sobre mudança de horário dos programas, corte de novelas e seriados, baixaria, apelação… Ou não?? Daí é melhor fazer ouvidos de mercador e selecionar só os elogios. Só o que está no script.
Por essas é que é bom (apesar de discordar dos palavrões) ver o espectador dando seu recado para as emissoras. É bom que saibam que ele não é sempre um fantoche. Ele tem opinião, e ela nem sempre é favorável. Gostem as emissoras ou não.
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Ainda sobre o caso da crítica ao Edir Macedo… Já falei aqui a minha opinião sobre a religião, as seitas e sobre a intromissão delas nos meios de comunicação. Não vou me alongar na análise, mas repito que não gosto nada disso. Nada! Mas, sobre a “acusação” do espectador, qual a novidade? Qualquer pessoa com QI acima de 30 pontos sabe de onde a Record recebe centenas de milhões para financiar seu crescimento ou cobrir seus custos. Mas isso é crime? É ilegal? Eu não sei dizer. Talvez não. Talvez seja imoral. Mas isso já é outra questão. A moral varia de pessoa pra pessoa.
Se falarmos sob o prisma da moral a Band também se beneficia do dinheiro dos fiéis. Indiretamente. Pelo menos eu não vejo muita diferença entre os milhões que ela recebe do R. R. Soares e do Malafaia e a grana que a IURD torra na Record. A origem é a mesma e a finalidade também.
E posso dizer o mesmo sobre o SBT. A Tele-Sena é legal, tem autorização para operar como título de capitalização. A parte imoral é que é uma loteria disfarçada. É um título de DEScapitalização - devolve apenas 50% do que recebe. Mas, talvez pelo valor (5,00), o povo não liga. Deixa a metade pro Sílvio. Queria ver se topariam fazer o mesmo com um título de capitalização do Itaú; investir dez mil e receber 5 mil de volta. Será?
Aliás, qual emissora brasileira não resvala no fio da imoralidade ou, até mesmo, da ilegalidade? Qual delas pode apontar o dedo sujo para as outras? Existe alguma que não tenha telhado de vidro?
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Na última coluna eu falei sobre a insistência da Record em contratar narradores e comentaristas da concorrência e os repetidos “não” que vem ouvindo. Pois tivemos mais um caso nesta semana: o Neto. A Record chegou até a fazer uma proposta oficial (200 mil mensais). E ouviu outro “não”.
Creio que o Neto foi esperto nessa opção. Até onde sei ele recebia 100 mil na Band; talvez com algum reajuste após o convite da Record. Vamos dizer que passou pra uns 150. Não é pouco. E continua na vitrine. Se fosse pra Record iria dividir a mesma geladeira com o Maurício Torres :P
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Eu já falei que as emissoras não gostam muito de ouvir (ou ver) certas verdades. Preferem jogar o lixo pra baixo do tapete. É mais cômodo.
A Globo recebe um recado toda manhã. Um recado do espectador. E já tem um bom tempo que recebe este aviso. Mas ela não ouve e faz a festa da Record.
A Record também recebe uns recados eventuais. E, até pela megalomania extremada, também não liga muito. E vai deixando passar. E faz a alegria da concorrência.
Só como exemplo vejam os dados da audiência em São Paulo no dia 18/08, por volta das 16:50h:
Globo - 14.5
SBT - 4.5
Rede TV - 3.6
Band - 2.4
Cultura - 2.2
Record - 1.8
Isso mesmo, a Record firme e forte no 5º lugar. E este fato vem ocorrendo com certa frequência em certos horários. Mais claro que este recado, impossível!

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August 15, 2010

Jogos de Quinta

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:52 am

Outro dia eu estava lendo sobre as alterações que o Sílvio vai fazer na grade do SBT na época do horário eleitoral. Vai cortar tempo de programação e aumentar a parte dos comerciais. Pra variar… É mais uma decisão confusa do SBT. Ainda mais quando o departamento comercial mal consegue vender os espaços já existentes.
No meio televisivo o termo “calhau” é usado pra definir aquele espaço não vendido no intervalo e que acaba sendo usado para divulgar produtos internos, empresas coligadas ou ações sociais. Mas é bom não confundir isso com anúncios exibidos gratuitamente dentro de um pacote comercial. Um exemplo disso seria alguém patrocinar a novela X e receber Y minutos de anúncios em horários alternativos. Como faz parte do acordo comercial…
Pois o SBT vem usando e abusando do calhau. Muito diferente, por exemplo, da Record, bem econômica nesse assunto. De vem em quando eu assisto os seriados que o SBT exibe de madrugada; e reparei bem. A maioria dos intervalos costuma ter 6 ou 7 comerciais de 30 segundos. Desses uns 2 ou 3 são para divulgar a programação. Mais 2 ou 3 pras empresas do grupo (Jequiti, Tele Sena, Baú, Panamericano…). Sobra, quando muito, 1 anúncio pago. Isso imaginando que seja mesmo comercializado. Sem falar que o número de intervalos na madrugada não é pouco. Se contarmos a minutagem deve ser quatro vezes maior que na Globo.
Parece (creio eu) que estão passando do limite. Não há necessidade para tanto.
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Agora a Record está na onda dos jogos da juventude. Trata do evento como se fosse o supra sumo do esporte universal. Mas não exibe quase nada. Ou transfere o pepino pra Record News (também conhecida como aterro sanitário).
E, francamente, é bom que a Record não passe muito desses jogos aí. Não tem nada que preste. E nem aquele papo de que esses atletas (que estão em Singapura) irão defender o pais em Londres. Não vão não. A absoluta maioria não vai. Esse discurso não cola. Aliás o discurso da Record nunca cola.
O tempo passa e a Record continua com o mesmo perfil: fala muito e faz pouco. No terreno esportivo então… Talvez por isso quase todo mês eu leio uma notícia dando conta que algum narrador recebeu e recusou o convite pra ir pra emissora. Só neste ano acho que já foram mais de 6 convidados. E todos declinaram do convite. Ainda que a proposta fosse (eventualmente) muito lucrativa. Só um sujeito afundado em dívidas para queimar a carreira em troca de um belo salário. Acabaria no “limbo esportivo”. Igual o Maurício Torres. Aliás, qual foi o último jogo ou corrida que o Maurício narrou?
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Agora vamos fazer um apanhado das nanicas:
- A MTV parece firmemente disposta a continuar com programação ruim e horários terceirizados. Pelo menos é isso que ficou entendido com a demissão do André Mantovani (ex-presidente) que cobrava mais investimentos do Grupo Abril. Pra quem gosta de perder dinheiro com programas de quiz a notícia é muito boa.
- O Esporte Interativo anuncia que vai operar em Brasília e Rio de Janeiro em breve; seguindo seu projeto de expansão da rede. Não deixa de ser uma notícia positiva. Mas fico aguardando que melhorem o conteúdo e reduzam os horários alugados. Na parabólica a programação esportiva se resume a 4 horas; não 24h como eles gostam de anunciar.
- Outro canal que avança firmemente na locação de horários é o Terra Viva. Dia desses, de madrugada, vejo duas moças deitadas numa poltrona e pedindo ligações pra algum serviço de namoro ou chat. Isso sem falar naqueles leilões e no televendas de defensivos agrícolas. Conteúdo mesmo… Necas!
- Setembro deve ser o ínicio da nova programação da Gazeta. Pelo menos é o que prometem. E alguns nomes de possíveis contratados já começam a aparecer na imprensa. Tomara que dê certo. Apesar de sempre ficar meio reticente com esse tipo de promessa.
- Outro dia eu estava vendo a Band News. Num dos blocos apresentados pela Érica Reis, a loiraça dos “zoião bonito”. Tudo bem que fica difícil prestar atenção no resto quando a Érica tá na telinha. Mas deu. O áudio ambiente entra num volume e num tra-trec-trac ao fundo que chega a irritar. Dá pra identificar cadeiras sendo arrastadas, telefone tocando, portas batendo…

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August 12, 2010

Negócio de Família

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 6:47 pm

Outro dia eu vi alguém fazendo uma piadinha com aquela velha estória de “teste do sofá”. Acho que desde garoto eu ouço falarem sobre ser essa a porta mais aberta para quem deseja ingressar na televisão. E talvez fosse bastante verdade, em outros tempos. Hoje, ainda que repitamos a frase, a situação é outra. Não, ainda existem muitos que usam o sexo para ter uma chance na tal “carreira artística”. Mas o caminho para entrar na televisão passa por novas rotas. Virou um negócio de família. Ou uma ação entre amigos.
A televisão parece um ônibus lotado em dia de chuva. O povo quer é entrar. Depois é que vai ver se viaja em pé, sentado ou encoxado. E, até por consequência, quem está dentro não quer sair. De jeito nenhum!
Essa regra vale pra todas as emissoras, desde a Globo até a menorzinha. Podemos ver como se monta o elenco de uma novela dessas que enche a nossa paciência diariamente. O autor só escreve se tiver a companhia das filhas. O diretor só fica “motivado” se o namoradinho dele está no elenco. E o elenco é um amontoado de “filho de fulana” e “filha de fulano”. Ou, em último caso, o critério é se cercar de amigos. E temos a mesma patota nos seriados de humor, nas novelas ou nos filmes. É só pegar uma folha e anotar quem aparece nas novelas de A, B ou C. A variação é mínima, quase sempre em papéis secundários. De resto são os mesmos eleitos de sempre.
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A sensação de que a televisão é um “negócio familiar” não fica restrita à Globo. Escolham qualquer emissora, o SBT por exemplo. O Raul Gil e o Carlos Alberto de Nóbrega são dirigidos pelos filhos. No caso da Praça ainda há vaga pra (ex) esposa, cunhado, filho… E se o “cabeça” mudar de emissora podem apostar que leva o “pacote” junto pra outra.
Na Band o esquema é bem parecido, assim como na Record. Na Rede TV a presença das esposas, amantes e namoradas já provocou diversas crises. Uma guerra de egos onde o que menos importa é a capacidade. E nem importa se a esposinha do dono definiu sua carreira vendo o rótulo do Toddy (maldito achocolatado :P ). Elas podem, elas mandam e ponto final.
Raramente (do verbo “quase nunca”) se vê alguém descolado da carreira de um parente. De momento posso citar o Guto Franco (filho do Moacir), só como exemplo. Também é incomum ver um ator, como o Lúcio Mauro Filho, que teria capacidade de estar em qualquer emissora, independente da ajuda paterna. Mais raro ainda é um caso como o da Fabiana Karla que conseguiu um teste após fazer plantão na porta da Globo. São excessões.
Não vou afirmar que todos os “filhos de alguém” que estão na televisão são desprovidos de talento. Uns tem, outros nem tanto, outros nada… Qualquer generalização seria incorreta. O problema é viver atrelado ao emprego do papai ou do marido ou de algum amigo chegado. A psicologia já nos ensinou que chega um momento em que é preciso cortar o “cordão umbilical”. Voar por si. Se libertar. Ou, no caso das emissoras, diminuir o nepotismo, que elas tanto condenam (pelo menos no discurso).
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Já imagino que algum leitor deve estar pensando que tudo isso é bobagem, as emissoras são empresas privadas e o dono pode empregar quem quiser. Sim, pode colocar a esposa como apresentadora, a filha como diretora, o cunhado como ator, a empregada, o papagaio… Por mim… Só não vão me convencer que todos estão ali pelo talento. Nem a pau, Juvenal!
E pior que tudo isso é ver como os critérios de contratação são estranhos e incompreensíveis. Dia desses eu estava reparando na gloriosa Rede TV. Será que existe um diretor artístico lá?? Fico na dúvida. Ainda mais quando lembro das últimas figuras contratadas: Mirella, Adriana Bombom, Íris ou a presença constante da Ana Carolina. Participar de algum reality idiota virou critério decisivo no currículo. Aliás, decisivo não é a palavra correta, deveria dizer que é o ÚNICO!! Simples assim:
- Olha, a anta não consegue respirar e pensar ao mesmo tempo, mas… Participou de um reality famoso.
- É mesmo? Pode contratar… E não esqueça de ensinar que ela deve apontar o microfone pra boca do entrevistado quando ele estiver falando.
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otávio e luizeVocês conhecem aquela piada horrível do português que escorregou numa casca de banana e no dia seguinte, ao ver outra casca, disse: Oh, meu Deus, lá vou eu escorregar de novo.
Pois é assim que a Band atua. Parece piada mas é verdade. Uma verdade surreal. Outro dia eu estava vendo uns 2 minutos do Pop Corn (aquele sensacional programa de pegadinhas surradas e vídeos da Internet). Daí liguei os neurônios. Ano passado a Band pegou o Otávio Mesquita (piloto de 5ª), juntou com uma apresentadora modelete (com suposto carisma entre os jovens), a Cicarelli, e inventou um programa horrível pros dois. Tiro na água.
Este ano a Band pegou o Otávio Mesquita (piloto de 5ª), juntou com uma apresentadora modelete (com suposto carisma entre os jovens), a Luize Altenhofen, e inventou um programa horrível pros dois. Outro tiro na água.
Será que em 2011 a Band vai pegar o Otávio, juntar com outra modelete…. :P

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August 9, 2010

Debate de Nada

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 4:06 pm

Na última quinta tivemos o primeiro debate eleitoral na Band. Muita pompa, muita divulgação, muito barulho e… Um resultado pífio. O debate terminou com 3 pontos de média e sem muita repercussão posterior. E nem venham culpar o jogo pela Libertadores, na Globo. O impacto não seria muito maior se não houvesse jogo. E nem será muito maior quando ocorrerem os próximos debates. É claro que na Globo a audiência será outra, mas esse não é o ponto principal.

Por mais que a Band faça força e tente supervalorizar o debate ele não tem mais a importância de outros tempos. Nem de longe. Uma parte disso é culpa dos marqueteiros da política. Transformaram os candidatos numa coisa asséptica, inodor e incolor. Uns fantoches. A parte restante é culpa das regras dos debates. Elas amarram tanto os candidatos que é quase impossível alguém “respirar fora da hora”. Tudo metódico, regulamentar, cronometrado e CHATO!! Muitíssimo chato.

Na verdade, em minha opinião, não podemos chamar aquilo de debate. Eles não debatem nada. Pelo menos até onde alcanço o significado da palavra “debate”. O que temos hoje em dia é uma entrevista em grupo. Vários jornalistas entrevistam os candidatos e estes podem comentar a resposta uns dos outros. Nada mais que isso.

Sei que muitos vão discordar de mim. Irão dizer que isso é um debate de “alto nível”, um debate de idéias e coisas do tipo. Talvez. Mas eu considero um desperdício de tempo. Perdemos tempo e não tiramos uma eventual dúvida sobre o candidato A, B ou C.

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Esse assunto é antigo mas, curiosamente, é sempre atual. Estou falando da bagunça que algumas emissoras fazem com a programação em rede e a local. Algumas semanas atrás eu estava vendo uns espectadores revoltados com o Brasil Urgente que cortava abruptamente o sinal (em várias praças), no meio de reportagens, para exibir programas locais. E o mesmo ocorre em vários outros programas e emissoras. Quase todas, acho que só a Globo e a Record tentam evitar o corte seco e reto.

Reconheço que as emissoras devem ter seus programas locais (especialmente jornalísticos) mas a “passagem de bastão” não pode ser feita dessa maneira estúpida e burra. Isso que ocorre atualmente é quase uma ofensa ao espectador.

Mas um fato ainda pior é o que ocorre na parabólica. O corte é igualmente abrupto. Mas não entra qualquer programa oficial. Basta ver o caso do mesmo Brasil Urgente que citei antes. A Band corta o sinal na parabólica no mesmo instante que corta para as praças. As praças entram com seus jornais locais. Na parabólica entra um programa de tele-vendas!! Exatamente isso, tele-vendas!! O espectador (idiota) que estava vendo o Brasil Urgente que se dane. Que fique sem saber o final das reportagens. Que passe pro sinal da antena interna. Que mude de canal… Ele não importa. A Band precisa faturar 15 minutos de horário alugado.

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E esse caso do Brasil Urgente foi só um exemplo. Ocorrem coisas parecidas no SBT, na Rede TV, e em quase todas as nanicas. Parece que o espectador da parabólica só conta pro departamento comercial. Como não se mede a audiência dos milhões de espectadores da parabólica eles não merecem respeito ou consideração das emissoras. E algo parecido também vem ocorrendo com o sinal em HD de algumas emissoras. Virou mais um filão pra vender horários e faturar um pouco mais.

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Parece que eu não fui o único espectador que não aguentou assistir mais que 2 minutos do Busão do Brasil. O programa, apesar dos sarados, das siliconadas, dos tatuados, das popozudas, dos antenados e de todas as outras tribos, continua empacado na faixa de 1 ponto de audiência. Raramente passa disso. E fico me perguntando se o 1 é a audiência ou a nota do programa. Ehhhhh… Acho que é a audiência. A nota é 0!

E, francamente, não sei qual foi a última vez que vi tanta baixaria e apelação num programa só. Se ainda desse a audiência e os milhões de um BBB… Mas a Band está se sujando por pouco, muito pouco.

E quando vejo casos como esse Busão eu sempre me recordo do execrado João Kléber. E também recordo daquela frase: “… só eu? Cadê os outros??”

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