May 12, 2008

Eu, o Patrão e as Criancices

Arquivo em: Coluna — Telinha @ 1:59 pm

sbtDevagar, devagarinho e o SBT já empurrou o Jornal do SBT para as 22 horas. É um horário péssimo para um telejornal (fica muito atrasado em relação aos concorrentes) que já pega o espectador saturado de notícias e buscando um pouco de diversão neste horário. Também é ruim pois acaba embolando o “meio-campo” com a segunda edição do telejornal, que começa lá pela meia-noite. E essa segunda edição acaba se tornando um eco da primeira, não há quase nada de novo.
Outro problema gerado pela mudança de horário é que a novela argentina que eles exibem (Lalola) acaba batendo de frente com a novela da Globo. Não dá nem pro cheiro. É muito fraquinha. Aliás, outro dia vi um pedaço dessa novela. É de um primarismo assustador. O roteiro parece que foi escrito por um principiante. Até um desenho animado tem uma trama mais convincente. E os diálogos!?!? Parece que tentam fazer humor mas aquilo é totalmente infantil.
É por essas e (muitas) outras que a audiência do SBT só faz despencar. Nem é preciso ser um super especialista em televisão para observar essas coisas óbvias. Eu mesmo já escrevi aqui sobre vários fracassos anunciados da emissora: essa novela (e outras), aquele programa de luta livre (já foi pro caixão), o Fantasia, as reedições do Viva a Noite e do Aqui e Agora, etc… Será que alguém no SBT acredita, HONESTAMENTE, que esse tipo de programa é a saída para recuperar a emissora? Ou será que todos estão lá para dizer amém ao patrão? Aliás, se o patrão lesse essa coluna ele teria economizado um bocado de dinheiro. Alguns milhões, pelo menos.
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Ainda falando na emissora do patrão… O SBT ficou “viciado” naqueles seriados que estão se tornando a versão moderna do Chaves. Falo do Maluco no Pedaço, Eu, a Patroa e as Crianças, Raven e tais. Vão pra um lado, pra outro, de tarde, de noite, juntos, separados… Alguns episódios já foram repetidos dezenas de vezes e entram sem qualquer sequência lógica ou cronológica. O sujeito pega a fita na prateleira e aperta o play. Nada mais simples.
Até entendo que esses seriados podem dar alguns pontinhos de audiência e quebram um baita galho na falta de coisa melhor pra botar no ar, mas… Não dá pra viver em cima disso. Basta ver o intervalo desses programas. Praticamente só entram anúncios de calhau (outro dia explico o que significa isso para quem não souber). Enfim, já estão esgotados e qualquer hora nem como quebra galho eles irão servir mais. Aliás, imagino como seria a cara do Will Smith se soubesse que é o sucessor do Chaves aqui no Brasil. Coitado…
O mais espantoso desse caso é que o SBT tem o maior estoque (creio que sim) de seriados da televisão brasileira. Alguns já passaram por algum tempo e depois foram retirados do ar. Outros continuam passando na manhãs (a partir das 6 horas) de Sábado e Domingo. E outros ainda são exibidos de madrugada, ao final da programação (pela parabólica, em São Paulo e talvez outras praças). E alguns desses seriados são até interessantes. Posso dizer que são “quase inéditos”. Quer dizer, no SBT se passou uma vez ou outra é quase inédito, reprise só conta depois da décima exibição :D
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Se a novela Ciranda de Pedra não der muita audiência, não podem culpar a falta de divulgação. Há um verdadeiro bombardeio de chamadas para a atração. Muito mais, por exemplo, do que o usado para tentar salvar o Mais Você da Ana Maria Braga.
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Outra que está se esgoleando para divulgar sua nova novelinha (Égua na Bica ou coisa parecida :D) é a Band. E não é só com chamadas, tem uns programetes de 3 ou 5 minutos, tem presença do elenco (100% anônimo) em outros programas, tem recadinhos de apresentadores e narradores… Se bastasse isso pra conseguir audiência. Sendo que nas próprias chamadas eles anunciam a novela como uma versão gastronômica de Romeu e Julieta. Perdoai-os, Shakespeare!! A única diferença é que Romeu e Julieta é um romance que acaba em tragédia - talvez isso explique seu sucesso. Já as (milhões de) cópias são uma tragédia que termina em romance - com o final feliz de casal de pombinhos. E talvez isso explique o fato de serem estorinhas bobas para entreter as massas. Ou alguém já viu uma novela em que os protagonistas acabem separados e infelizes???

May 7, 2008

Timão Press e a Máquina da Mentira

Arquivo em: Coluna — Telinha @ 5:32 pm

Nem sei se adianta falar mais sobre o tema, mas… Só para ficar o registro e tirar qualquer dúvida de quem possa pensar em perseguição à emissora saadiana: rodada desta semana da Copa do Brasil e (novamente) a Band repetiu seu bairrismo e clubismo habitual. Exibiram o compacto do jogo do “timão” contra o São Caetano na noite de Terça e ignoraram totalmente os jogos de Quarta (dia normal do jogo da televisão) e Quinta. Ou seja: Internacional, Sport, Vasco, Botafogo e Atlético Mineiro não representam “josta” nenhuma para a emissora do Morumbi. E olha que o Brasileirão vai começar nesse fim de semana e (imagino eu) eles vão ser obrigados a exibir jogos com outros times além do trio de ferro. Vão conseguir audiência no restante do país? Nem a pau, Juvenal!!!

E como um segundo registro, a Band desencavou o Prieto do armário e escalou o moço pra narrar o vt do jogo do “timão-mania”. Também, só faltava chamar o Luciano até pra narrar vt…

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E falando no Luciano… No jogo da rodada anterior (Sport x Palmeiras) pude comprovar tudo aquilo que já falei aqui sobre o Luciano do Valle. Durante a transmissão pude contar três ocasiões onde ele chamou o goleiro do Sport (de apelido Magrão) de Aranha. Sendo que Aranha é o apelido do goleiro da Ponte Preta, de quem o Luciano havia narrado uma partida 3 dias antes. Na última vez em que ele trocou as bolas alguém da direção/técnica alertou ele do erro. Daí ele agradeceu ao colaborador e justificou-se culpando os problemas de áudio daquela transmissão pelo fato. Sem chance, Luciano. O senhor vem cometendo tais erros (e outros) com ou sem problemas de áudio. E há muito tempo!

Já é hora de alguém da Band arrumar as coisas no esporte da emissora. Ou vão continuar expondo seus profissionais ao ridículo. Nessas horas não dá pra aceitar pressão de patrocinador. E revezar a equipe não é luxo, é necessidade. Ninguém vai ter aos 60 ou 70 anos o mesmo pique dos 30. É injusto culpar só o Luciano. A chefia também é responsável pelos erros. E, não custa lembrar, a olimpíada está chegando. Já imagino a cena: Luciano e Sílvio Luiz narrando futebol, vôlei, basquete, natação, atletismo, no estúdio, no estádio, no trem, no avião… Vão direto pro Pinel.

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E falando em Pinel… Uma coisa que deixa a pessoa meio doida é ouvir o Ivan Zimermman (com aquele vozeirão todo) narrando no estilo de transmissão dos americanos. Se eles lá gostam dos “threeeee pooooooints”, tudo bem. Mas aqui no Brasil fica muito ridículo. Totalmente “sem noção”.

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Mudando de assunto… Começou a quinta edição do Aprendiz na última Terça. Assisti uns pedaços (mais pro final) e não há nada de novo. Talvez só a versão “multimídia” do Roberto Justus, agora atacando também de cantor. Roberto Justus que, só para lembrar, havia dito que faria apenas uma edição do Aprendiz pois tinha inúmeros compromissos em suas empresas e não teria tempo para se dedicar ao programa. Tá bom, vou fingir que acredito. A mosca azul não perdoa! Picou, tá picado pra sempre!!!

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Sabem o que há em comum entre Record, SBT, Rede TV! e Band??? Todas elas, num formato ou outro, com ou sem a tal máquina da verdade, resolveram que a “cereja do bolo” é levar um artista decadente para responder perguntas “cabeludas” sobre algum (alguns) fato nebuloso em sua vida pregressa. E são sempre aquelas mesmas figuras que não têm nada mais de útil para fazer na mídia. Só se expor mais e mais ao ridículo (outra vez essa palavra no texto!!?). Dá vergonha. Mas não dos ex-famosos. De quem assiste esse lixo.

E, antes que eu me esqueça, essa tal máquina da verdade é uma tremenda besteira. Não passa de um programa de computador que analisa o espector da voz e não existe comprovação de que possa descobrir se alguém mente. Se funcionasse já seria usado pela justiça para saber se alguém matou, roubou ou gatunou o dinheiro público. Mas não passa de uma alegoria da televisão para distrair os telespectadores mais… mais… mais… menos inteligentes. :D

April 28, 2008

Mulher em Lugar Errado

Arquivo em: Coluna — Telinha @ 3:08 pm

Na semana passada, numa folguinha, assisti uma das partidas da Liga dos Campeões na Record. Claro que eu já sabia que a tal Milly Lacombe era a mais nova comentarista de futebol da emissora, mas… O que é aquilo??! Quem inventou aquilo?? Caçarola!! Nesses horas é bom nunca ter assinado TV paga pois me parece que a criatura é criação do Sportv. Como nunca acompanhei os comentários da Milly, imaginem a minha cara.

E já adianto que não tenho nenhum preconceito contra a presença feminina no mundo do futebol. Sou a favor da mulher em qualquer posição; na horizontal então… Mas tem certas coisas que não adianta forçar. Fica parecendo demagogia. E basta ver o histórico. Botaram mulher pra arbitrar e bandeirar e deu no que deu. Como técnica acho que já vi uma num desses clubes de roça, mas também não dá. Preparadora física? Massagista? É complicado!!

Mas, voltando ao caso da Milly, ela é de um tecnicismo irritante. Faz uns comentários totalmente sem sentido e típicos de quem nunca viu uma bola pessoalmente. Fala sobre lances de falta sem ter a mínima idéia das manhas do futebol e sem saber do que é intencional ou não. Nem lance de cotovelada no gogó ela acha que é falta. Mas posso garantir que isso dói. E nem precisa bater com muita força.

E, não bastasse a dona Milly Lacombe, ainda tive que aguentar a euforia e os berros do Éder Luiz. O sujeito passa metade do tempo elogiando a partida e tentando passar emoção em lances totalmente casuais. Um tremendo “supositório de elefante”! Com a Milly são dois. Tá na hora da Record decidir se vai levar o esporte a sério ou se continua levando “nas coxas”.

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Falando em Record e em falta de seriedade… Queria muito saber como a emissora escolhe o elenco que coloca no vídeo. Tá cheio de gente lá que caiu de paraquedas ou que entrou pela fama, pela aparência ou sei lá o motivo. Desde quando o Amin Khader (acho que é assim que se escreve) é repórter ou humorista? E a dona Karina Bacchi? Pode ser modelo mas… É atriz? É apresentadora? É repórter? Vamos parar de brincadeira. Tem muito profissional (bom) precisando de emprego.

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Voltando ao assunto esporte e mulher… A imprensa norte-americana está rodopiando de felicidade com a primeira vitória da Danica Patrick na fórmula Indy. Já era um xodó antes, imagina agora. E a Band vai no embalo. Nas duas últimas provas, no meio da transmissão, eles metem uma matéria com a Danica posando pra um ensaio fotográfico e começam a exaltar as “virtudes não esportivas” da moça. Pode até ser que a matéria tenha sido obra da emissora americana que estava gerando o sinal, mas… Vamos combinar uma coisa: a Danica é uma piloto bem ruinzinha. Eu poderia até dizer que é uma Rubens Barrichelo de saias, mas nem isso é. A vitória em Montegi caiu no colo dela. E, finalmente, não acho graça nenhuma nela. Não que seja feia, mas tá muito longe de ser um exemplo de beleza para justificar tanta fama. Menos, menos…

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E falando em Band… Finalmente (com séculos de atraso) a emissora resolveu usar um pouco do conteúdo do canal Terra Viva num daqueles buracos que tem em sua programação. Agora, antes do Jornal da Band, via parabólica, entra um noticiário do canal agrícola para ocupar o horário. Claro que isso não vale para São Paulo (que continua com o Datena) e para as praças com jornais locais. Mas é uma medida acertada e poderiam fazer o mesmo em outros horários e com programas da Band News e do Band Sports. Do mesmo jeito que a Globo usa material da Globo News em alguns momentos de “buraco” na parabólica.

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Estou muito longe de ser um defensor das fábricas de cerveja, de agências de publicidade ou de emissoras de televisão, mas… A idéia (imbecil) de proibir comerciais de cerveja para combater os acidentes de trânsito parece que vai acabar antes mesmo de nascer. É algo como culpar a janela pela paisagem. E o resultado prático é muito duvidoso. Se é pra punir alguém, que punam o motorista beberrão. Tirem a carteira e pronto. A publicidade não é culpada se alguém é irresponsável com a própria vida e com a de outros. E, se seguissem a mesma lógica, deveriam também proibir a propaganda de automóveis.

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Nos comentários: o Weverton reclama de tudo e de todos no meio das transmissões de futebol. Calma, calma… Já o Válter elogia a montagem com o Milton Neves e diz que gosta do Mauro Beting. O Paulo Cézar pergunta do sumiço da Paloma Tocci. É verdade, mas não me consta que tenha saído da emissora. Talvez férias… Mas vou ficar de olho nisso.

April 22, 2008

Televisão, Futebol & Cia

Arquivo em: Coluna — Telinha @ 2:39 pm

Merchan NevesUm retrato perfeito da bairrismo da Band foi exibido no Jornal da Band da última sexta: fizeram uma chamada para uma matéria com os preparativos para as partidas decisivas do fim de semana. Ótimo, pensei eu; vão falar sobre as finais dos estaduais de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, Rio Grande do Sul… Quanta inocência! O único estadual citado, obviamente, foi o paulista.

E isso se repete em todos os telejornais e programas esportivos da emissora do Morumbi. Uma coisa injustificável em programas exibidos em rede nacional. E com dois agravantes: eles não conseguem uma audiência tão extraordinária em SP (que servisse de desculpa para tanto bairrismo), e geram profunda antipatia nos espectadores (torcedores) de outros estados.

Cobrir acontecimentos (esportivos também) locais é até louvável. Mas a veiculação também deve ser regional. Em rede só quanto o assunto tiver um interesse amplo, geral e irrestrito. De outra forma não passa de bairrismo babaca e irritante.

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E falando em Band e irritante… Assisti boa parte do Terceiro Tempo, também conhecido como Besteiro (ou Berreiro) Tempo por muitos. Nada de novo. Continua a mesma lenga-lenga do Miltão e seus asseclas. Continua provinciano, improdutivo e chato. Nem um rápido link com o estúdio do Rio conseguiu disfarçar o bairrismo habitual. Passaram os gols de outros estados como se fosse um grande favor. Aliás, até o compacto que a Band passa antes do programa é difícil de aguentar. Qual a lógica de reprisar um jogo (Palmeiras X São Paulo) que a emissora havia exibido 2 horas e meia antes?? Quem queria ver já assistiu. Quem não queria…

A única ausência sentida no 3º Tempo foi dos 300 merchans tradicionais do Milton Neves. Mas, muito em breve, o departamento comercial da emissora trata de arranjar isso.

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Pegando carona no comentário do Weverton, que disse não aguentar mais o Luciano do Valle e preferir o Kléber Machado como narrador… Não consigo entender a lógica das emissoras ao escalar (ou escolher) seus narradores e comentaristas esportivos. Na Band, por exemplo, o bom Nivaldo Prieto virou narrador de bingo - ou dos sorteios da loteria da Caixa. Nem me lembro qual foi a última narração (esportiva, hein) que assisti do Prieto. E daí fica o Luciano sobrecarregado (e errando aos montes) na transmissão de quase todas as partidas. Fica o Sílvio Luís escanteado na Bandsports. O Téo José se limita as partidas internacionais, da parceria com a Esporte Interativo. E o Ulisses Costa nem sei o que anda fazendo além do Jogo Aberto.

Nesse ponto a Globo leva boa vantagem e consegue distribuir melhor os narradores de seu plantel. Fica o “simpaticíssimo” Galvão Bueno com a F1, seleção e alguns jogos decisivos, o Kléber Machado mais baseado em SP e o Luís Roberto no Rio. E ainda conta com a participação de outros narradores quando há sobrecarga de competições. Mas, dos principais, o meu preferido é o Luís Roberto, mais comedido e menos “torcedor”. O Kléber já teve tempos melhores, acabou pegando algumas manias do Galvão e perdeu vários pontos positivos. Já o Galvão Bem Amigos da Globo Bueno, torcedor do Flamengo para quem não sabe… Nem vou perder meu tempo teclando sobre ele. É caso perdido.

Na parte de comentaristas há um empate técnico. Zero pra todo mundo! O Sérgio Noronha é o melhor comentarista do Rio? O Caio é o melhor de São Paulo? O Falcão é o melhor pra ficar dizendo amém pro Galvão Bueno? Quem aguenta as besteiras e “paulistadas” do Neto? E qual a importância do tal comentarista de arbitragem? Se é pra ficar esperando o replay (e a câmera lenta) pra dar a opinião, não precisa. Isso até eu posso comentar.

Um dia ainda vou descobrir o modo pelo qual as emissoras escolhem seus comentaristas esportivos. Tem que ser ex-jogador? Parece que sim. Tem que ser engraçadinho? Tem que ser simpático? Tem que ter um padrinho forte? Tem que se fantasiar de baiana??? Caramba!!! Já imaginaram se usassem o mesmo critério para as outras áreas? Ficaria assim:

- Política: sai o Alexandre Garcia e entra o Agnaldo Timóteo.

- Economia: sai a Miriam Leitão e entra a dona da Daslu.

- Moda: sai a Glória Kalil e entra a Preta Gil.

Eitchaaaa!!!

April 18, 2008

A Droga do Sensacionalismo

Arquivo em: Coluna — Telinha @ 2:40 pm

Os acontecimentos policiais dos últimos dias serviram (muito bem) para ilustrar o comportamento de nossa imprensa. O sensacionalismo, que já é coisa habitual, toma porporções assustadoras. Todo mundo aproveita pra tirar uma casquinha e faturar uns pontinhos na audiência. Basta ver o caso do assassinato da menina Isabella. Não foram só os telejornais e os programas policialescos, entraram os dominicais, os programas de variedades (como o Hoje em Dia) e até de culinária (Mais Você), para citar alguns. É uma baixaria assustadora e nojenta o que se faz por causa da tal máquina do Ibope. E ainda me aparece um apresentador (o Carlos Nascimento) criticando a presença de populares que cercavam e pichavam o prédio dos suspeitos. Mas isso é apenas a consequência do destempero da imprensa ao cobrir o fato. O povo sempre foi massa de manobra. Qual a surpresa nisso?
Muito diferente foi o comportamento dessa mesma imprensa ao noticiar a prisão do Roberto Cabrini portando drogas em seu carro. Aí ela foi zelosa e evitou opiniões incisivas e julgamentos antecipados. Mesmo com o Cabrini alegando hipóteses tão improváveis quanto os pais da Isabella. Mas a função do jornalista não é julgar, só noticiar. Mesmo que as evidências apontem para um lado ou outro.
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Não sou de ver aqueles famigerados programas dominicais. Odeio todos. Mas… Por motivos alheios a minha vontade acabei vendo boa parte do último Domigão do Faustão. O programa deveria ser um exemplo mundial na reciclagem do lixo. Essa é a melhor definição para o quadro “Os Imitadores”. É uma das coisas mais antigas (e idiotas) da televisão. Não duvido muito se após a chegada de Cabral, um dos índios tenha se fantasiado de português e imitado a chegada do descobridor lusitano. Ou será que foi um dos filhos de Noé que ficou imitando os bichos enquanto eles estavam fechados na arca?? Ô coisa velha!!
Mas a Globo é eficiente e sabe usar seu elenco e a produção caprichada para “embalar” bem qualquer porcaria que apresente no vídeo. Não posso negar isso.
Só não dá pra culpar a produção quando um pônei resolve demonstrar seus “instintos mais primitivos” no meio do palco. Foi uma cena hilária e antológica. Valeu meu sacrifício de ser “obrigado” a assistir o programa. Quem perdeu a cena pode procurar pelo Youtube; deve ter por lá.
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Da série Gastando o Dinheiro Público: é impressionante a facilidade do TSE em aplicar verbas em comerciais onde não se entende a motivação. O mais recente (atual) é um anúncio exibindo certos “heróis” da nossa vida política que lutaram pela democratização. E termina com um apelo para que o eleitor não desperdice o “direito” de votar. Ora, ora… Direito? O brasileiro é obrigado a votar. Não tem direito de escolher se quer ou não. E, sendo obrigatório, não há necessidade de uma propaganda para motivar o voto. Existem coisas mais importantes para fazer com verbas de publicidade.
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Estava me lembrando de certos fatos, até que bem recentes: aquela senhorita que desfilou pelada no carnaval, aquelas moças envolvidas no escândalo envolvendo o governador de Nova York e… Não é que os tais “20 minutos de fama” andam ficando cada vez menores??! Devem estar em 16 minutos, talvez 15… É bom que as “famosidades” fiquem alertas e sejam rápidas para aproveitar a notoriedade instantânea.
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Consegui ver um pedaço das duas primeiras edições do “É O Amor”, apresentado pela Patrícia Maldonado. Pois é… Não quero ser chato mas… Não vai muito longe. Mesmo tendo um certo apelo para o público feminino. A fórmula é cansativa e já está desgastada. Em bom português, é chato demais!!

April 14, 2008

Band, Bola Fora

Arquivo em: Coluna — Telinha @ 10:35 am

BandAnda meio complicado o futebol da Band. Se bem que isso não é de hoje. Ontem eu vi a chamada do Brasileirão 2008. E eles queriam passar a idéia que será a transmissão de todas as camisas (cores). Tem certeza?? Pois na Copa do Brasil eles só estão passando jogos do “Timão”. E na próxima Quarta tem outro. Até no Paulistão eles não conseguem esconder a preferência pelos grandes da capital. O jogo entre a Ponte Preta e o Guaratinguetá foi solenemente ignorado, até na reprise. Toda a atenção era pra partida entre São Paulo e Palmeiras. Só quero ver a cara de pastel deles se um dos “pequenos” for campeão paulista.

Aliás, o jogo semifinal (S.P. X Palmeiras) teve uns detalhes bem curiosos. Começa pelo lance do primeiro gol, onde o Luciano do Valle creditou o feito ao Aloísio, que nem estava em campo. Esse tipo de gafe está se tornando habitual com o Luciano. Outra coisa, cada vez mais chata, é a profusão de abraços que o Luciano fica mandando pra patrocinadores e diretores de empresas. Parece coisa de rádio de bairro. Numa rede nacional é deplorável!

Mas o fato mais espantoso (se o pessoal do CQC quiser usar no “Top 5″ é só buscar a fita) foi no sorteio da Timemania, que a Band exibiu antes do jogo de ontem. Uma das moças que apanham as bolas numeradas - a loira do canto esquerdo - começou a passar mal no final do sorteio. Ela fazia caretas, fechava os olhos, tremia as mãos… Parecia prestes a desmaiar. E ninguém para acudir a garota ou colocar outra no lugar. Deu pena.

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Ainda no assunto futebol (estava com esse tema em pauta mas atrasado): a maioria das emissoras foi “convencida” a citar o nome do banco espanhol que agora está patrocinando a Copa Libertadores. Quando o torneio era patrocinado por uma indústria automobilística japonesa essas mesmas emissoras raramente citavam o nome da empresa. Mas a pressão do banco deve ter sido forte; de santo só tem o nome. Mas é um marketing intrusivo e antipático.
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O Paulo Silvino é um dos poucos humoristas da “velha guarda” que restou na televisão brasileira. Independente do personagem ou do texto, ele é engraçado. Só a cara dele já é cômica; pode entrar mudo e sair calado. Mas… Algum dos redatores do Zorra Total (blargh!) resolveu criar um novo personagem (o lobichomem) e tapar a expressão facial do Silvino com uma máscara, maquiagem, dentes postiços, etc… O Silvino mal consegue falar direito e ainda ficou sem qualquer expressão no rosto. Como o texto é fraquíssimo… humor nota ZERO!

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A gente (eu aqui) critica meio mundo, mas… Até que no meio daquele lixo que a MTV exibe há um sinal de vida. É o programa “15 Minutos”, apresentado pelo Marcelo Adnet. Lembro da cara dele de outros “carnavais” mas não recordo exatamente de onde. Mas, num programa solo ele é novo. E até que está indo bem. Resta saber se vai ter o mesmo gás daqui a 1 ou 2 anos.

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Vocês já viram aquele comercial do “homem chocolate” de um famoso desodorante? Pois é… Pouca gente nota mas o anúncio é estrangeiro e só inserem a locução e as legendas em cada país onde é exibido. E esse não é um caso único, há dezenas de outros comerciais assim. Se pensarmos no tamanho do mercado consumidor do Brasil, é um desrespeito e muito pouco caso por parte do anunciante. Assim como é desrespeito à nossa cultura quando a grande maioria da empresas multinacionais usa um slogan em inglês nos comerciais que exibe aqui. Não se trata de xenofobia, mas de lembrar a elas que a língua falada por estas terras é o português.

April 10, 2008

O Jô e o Mosquito

Arquivo em: Coluna — Telinha @ 3:27 pm

O Programa do Jô voltou de férias e as novidades não foram nada boas. Começando pelo cenário novo, que achei muito simples e sem graça (tanto é que já mudaram a mesa inicial). O conteúdo é aquele mesmo de sempre, uma personalidade, um político, um tipo curioso ou bizarro… Coisa que já cansou. Há tempos! Mas o Jô parece mais animadinho. Volta e meia e ele lembra que o programa está completando 20 anos no ar. Já deve ter repetido isso umas 395 vezes. Mas, sempre é bom lembrar, o programa está fazendo 20 anos.

Mas eu tenho uma dúvida: aquilo que tem lá é platéia ou uma claque? Que o Bira ache tudo engraçado eu até entendo, mas e aquele povo? Tem jeito de claque sim!

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Eu já falei sobre isso antes e vou retornar ao tema: a Record está em campanha aberta pelo seu bispo/candidato, o Crivella. No Fala Brasil da última Segunda, 07/04, colocaram uma matéria sobre a epidemia de dengue no Rio. A reportagem mostrava que a IURD iria usar seus fiéis na luta para combater o mosquito. Na sequência aparece a Luciana Liviero fazendo um comentário sobre a necessidade do eleitor escolher bem o seu candidato para não sofrer com problemas como esse do Rio. E, sem qualquer pudor, ela chama uma pesquisa de opinião pública (de um instituto totalmente desconhecido) que apontava o Crivella na dianteira das intenções de voto. Bem assim!

Se gostam tanto de imitar a Globo, deveriam ser mais sutis nessa hora. Torcer pelo mosquito assim, pega até mal.

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A primeira reportagem do Cabrini na Record foi aquilo que se imaginava: entrou de cabeça no sensacionalismo ao “investigar” o caso da menina atirada pela janela em São Paulo. Não é de hoje que o Cabrini gosta de “espremer o bagaço da laranja chupada”. Aliás, é nessas horas que a televisão brasileira mostra seu lado mais baixo e oportunista. Praticamente todas as redes exageraram nas cores ao cobrir o fato (já grotesco por si).

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Ainda em função da saída do Cabrini a Band decidiu colocar o Boris Casoy no lugar do ex-apresentador. Achei uma péssima escolha. São dois estilos totalmente opostos e o formato do programa não combina em nada com o Casoy. Tá certo que o formato pode ser mudado, mas… Bem, e como fica aquele projeto da emissora com o Casoy ancorando um jornal na hora do almoço? Vai pra gaveta ou vai ter outro apresentador?

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E, ainda na Band: na esteira da saída da Mariana Ferrão, a emissora escolheu a Ticiana Villas Boas para ocupar o seu lugar. Nessa a Band acertou. E saiu ganhando. A Ticiana é melhor como apresentadora e ainda vence nos quesitos simpatia e beleza (essa baiana é porreta!). Só acho ruim a Ticiana ficar um pouco afastada das reportagens.

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A Record ainda está rodando uma chamada com o Márcio Garcia apresentando as novidades da emissora para 2008. Ou tira do ar ou faz o mesmo comercial com outro apresentador. Deixar assim é muito relaxamento.

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