August 11, 2011

Hipocrisia e Opinião

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:04 am
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Quando eu era garoto vi uma cena que marcou bastante e que ainda lembro. Foi quando aprendi o que era hipocrisia. E, não sei vocês, passei a não gostar de gente hipócrita. No caso da cena citada, era uma daquelas reportagens de rua. E perguntava para os transeuntes o que eles pensavam sobre a pornografia na televisão. Faço a ressalva de que naquele tempo havia mais pornografia visual (nudez) que a baixaria generalizada e enraizada de hoje. Não sei se estou sendo claro. Digamos que fosse meio que uma praia de nudismo. Tinha gente sem roupa, mas era muito menos apelativa. Muito bem, volto ao caso da reportagem. Chegaram num senhor e ele, com veemência, declarou:
- Tá um absurdo a pornografia. Demais! Outro dia, no canal X, passaram um filme que só tinha sacanagem. Do começo ao FIM
Quer dizer, ele achou ruim o tal filme; mas assistiu do começo ao fim. E hoje em dia tá cheio de gente hipócrita e falsa. Incluindo aí um monte de gente que escreve sobre televisão. Já adianto que não vi nada do Astro. Não gosto nada de novelas, e 6, só na Globo, é um caso quase patológico. Mas eu li um monte de gente reclamando de algumas cenas de nudez parcial. Talvez o controle das carolas estivesse quebrado e elas não pudessem sair do sofá pra trocar de canal. Ou estivessem temerosas de assistir um close anal na Fazenda. Vai saber… O fato é que parecem o velho da reportagem que citei antes. Reclamam, mas assistem até o fim.
Outro ponto interessante é que é “modinha” falar mal da Globo. Do mesmo modo que falam mal do Mac Donald’s, da Coca e outras empresas famosas. Criticam mas usam. Algo muito incoerente pra minha mente racional. Eu, por exemplo, não bebo Coca Cola há mais de 10 anos. Não preciso falar mal, basta não consumir. Mas o que tem de gente cri-cri que só gosta de falar por falar… E ainda ficam posando de cultos, de refinados, de intelectuais. Sem falar que são tão moralistas que ficam ofendidos com o mamilo de alguma atriz. Até aceito a reclamação, só não sei porque não trocam de canal. Sem falar que…
Sábado passado, eu ia terminando de digitar a última coluna, e peguei o controle pra zapear pela parabólica. Era por volta de 11 e pouco da noite, sem nada decente nas maiores redes. Acabei parando um pouco na TV Brasil – ou outra educativa que repete o sinal. Passava um filme nacional, meio antigo (Nunca Fomos Tão Felizes). E calhou de passar justo na hora de uma cena de sexo. E logo depois a atriz se levantou, mostrando frente e verso. Daí eu pensei que aquilo poderia render assunto e fiquei mais uns minutos assistindo. Não sei dizer se o filme era ruim mesmo ou se foi minha falha, por pegar pela metade. Mas aguentei até uma parte em que o “mocinho” foi numa boate, onde arrumou companhia (paga, é claro). Na cena seguinte a prostituta estava masturbando o rapaz (interpretado pelo Roberto Bataglin). Tudo bem que não aparecia o ato, mas era compreensível. Na cena seguinte a senhora estava dormindo e o rapaz senta ao lado e levanta sua saia, exibindo os pêlos pubianos. Ela acorda e ele pede que ela raspe tudo. Ela responde que nem era tão pentelhuda assim. Aí ele diz que paga, qualquer preço. Então ela topa e parte pra ação. E aparece, em close generoso, a perereca (ou como desejem chamar), o creme e o aparelho de barbear. Depilação feita e o rapaz consegue praticar o ato sexual. Tudo isso na tv estatal, por volta das 23 horas. O mesmo horário do Astro. Eu não vou dizer que fiquei ofendido com a cena de depilação ou sexo. Antes isso que um cadáver ao meio-dia. Mas eu gostaria, e MUITO, de saber a reação desses hipócritas patrulheiros se as cenas fossem na novela da Globo. Não duvido que chegassem a pedir a cassação da licença. Mas, como foi na TV Brasil e ninguém viu…
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jorge kajuruNa segunda (salvo engano) vi uns minutinhos da entrevista do Jorge Kajuru no programa do Ratinho. Já adianto que cansei do discurso vazio do Kajuru. Já houve um tempo (bem lá pra trás) em que eu ainda dava crédito ao falastrão. Depois percebi que era mais um teatrinho. As opiniões do Kajuru valem tanto quanto o chinelo velho que uso agora. A única coisa que me agrada nele é o improviso (graças ao tempo de rádio). Opinião mesmo, dá pra quebrar sem gastar os neurônios. E atualmente ele anda quase infantil em seus argumentos. Ou está fazendo pouco da inteligência do espectador. Isso pode dar certo com muita gente, mas não com todos.
Nem sei como qualificar a defesa que o Kajuru fez do Datena. Até um garoto de 5 anos sabe que o menor dos fatores foi a tal censura da direção da Record. É óbvio que existe censura na Record. Mas não é tão maior que nas outras emissoras, só um tantico assim. E outra, o Datena não sabia disso antes? Alguém ainda acha que pode falar qualquer coisa na televisão???
Mas tá, e se o Datena ficasse todo o tempo do contrato na Record? Será que o Kajuru iria criticar a submissão do amigo? Será que o Kajuru iria criticar a mudança radical de quem malhava (e muito) a Igreja Universal e seus bispos? Ou será que o Kajuru não vê as falhas dos amigos? Ou será que suas opiniões vão mudando de acordo com o vento?
Aproveito pra lembrar da recente passagem do Kajuru pelo CQC. Se fez de morto pra comer o coveiro. Chegou lá, falou um monte e a direção da Band vetou uma parte. Preciso lembrar que o Kajuru foi demitido da Band justamente por falar mais do que era permitido. Portanto ele não poderia se dizer surpreso com a edição do CQC. O mais ridículo foi ver o Kajuru detonando o programa e seus integrantes. Disse ele que eram sem graça, que passavam dos limites, que abusavam, que desrespeitavam as pessoas… Ok, posso aceitar e respeitar a opinião dele. Mas, se ele pensava isso, porque foi participar do CQC????? Será que algemaram e ameaçaram o Kajuru com uma arma? Ou será que a opinião do Kajuru muda de semana pra semana???
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Por falar no Kajuru quero deixar um aviso aos leitores que deixam comentários sobre o Esporte Interativo. Não vejo mais o canal pela parabólica (agora estou digital). E pelo site as transmissões esportivas, na maioria, são cortadas por causa de direitos pra internet. Praticamente só dá pra ver os programas internos do EI. Sendo assim fica difícil opinar detalhadamente. Mas, sobre os principais narradores e comentaristas de lá eu concordo com grande parte do que vem sendo escrito nos comentários. Me parece, pra resumir bem, que os poucos bons estão sendo contaminados pela ruindade dominante. Eu odiava biologia, mas acho que o nome disso é osmose.
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Não sou muito de passar links externos aqui. Mas hoje vou sair do script. Estava navegando ao acaso e descobri a coluna da Leila Cordeiro. A Leila, caso não saibam, é uma jornalista e apresentadora com passagem pela Globo, Manchete, carreira no exterior e daí pra frente. Algumas vezes eu citei a Manchete aqui no site, mas sem muita precisão pois eu era meio garoto no auge dela. Também não haviam muitas informações na época do seu declínio. Mas vi esse texto da Leila Cordeiro e ele mostra bem como era a coisa aos olhos de quem participou da empreitada. Se quiserem saber mais, é só clicar AQUI.

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August 6, 2011

Comentaristas de Mérida

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:38 pm
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Alguns assuntos meio que perseguem a gente. A imprensa esportiva, por exemplo. Por mais que a gente fale, a ruindade só aumenta. E, o pior de tudo, não parece que seja casual. Tenho a impressão (ou certeza) de que as nossas emissoras estão fortemente empenhadas no processo de idiotização do esporte. E muitos espectadores estão embarcando na armadilha. Consciente ou inconscientemente. Quem não suporta tal nível de debilidade certamente vai sofrer. Ou terá que evitar os programas esportivos. Ou tirar o som na hora das transmissões.
Quando eu digo que esse processo de idiotização é planejado e generalizado, não estou apenas exagerando. É um fato. Basta que observemos. E não livro nenhuma emissora desse projeto maquiavélico, vamos do Esporte Interativo até a Gorda Redonda. Todas estão pisando na mesma lama. E isso já está começando a incomodar. Não só a mim, volta e meia alguém reclama disso nos comentários.
Acho que a primeira falha ocorre na seleção desse povo que vira comentarista de um dia pro outro. Pouco se exige deles. Talvez que sejam populares e um pouco saidinhos. E que saibam olhar pra câmera que estiver ligada. Daí pra frente podem falar a besteira que quiserem. E falar besteira não é só maltratar o português como apontaram nos comentários. Nem é fazer chacota com os argentinos como o Alexandre contou ter visto no EI. Nem só comentar lances isolados, como eu já mencionei aqui. É tudo isso, e mais um tanto de pouco entendimento de tática e técnica. Sim, é exatamente isso, tem muita gente na televisão, travestida de comentarista, que não entende tanto quanto deveria ou precisaria. E nem venham repetir aquela frase imbecil dizendo que o Brasil tem 190 milhões de técnicos. Negativo. Assim como não é verdade que basta ter sido jogador pra entender de futebol. É outra balela gigantesca. E digo mais, nem todos que entendem conseguem transmitir isso de forma compreensível e agradável.
Vou ser mais claro, digamos que temos um jogo entre Brasil e Turquia e o Denilson Show está comentando. Aposto que, em certo momento, ele vai, pela 159ª vez, repetir a estória de como foi cercado por 3 turcos na bandeirinha de córner, na Copa de 2002, e de como isso fez o Brasil ganhar a taça. Tá bom, até um bebê de 6 semanas já ouviu a estorinha. Da mesma forma que já cansou, quando alguém tenta um chute do meio-campo, lembrarem que aquele é o “gol do Pelé”. Olha, o Pelé nem fez o tal gol, ele só tentou e errou. Eu prefiro que o comentarista, neste jogo hipotético, possa saber da atual situação da Turquia, um pouco do histórico, quem são os principais jogadores, quem é e como o técnico armou o time… Tudo bem que podem mandar um produtor fazer uma pesquisa rápida na internet e trazer os dados pro comentarista. Mas, convenhamos, isso não é base pra um profissional da imprensa esportiva. Quem pega pesquisa na internet e comenta pelo vídeo sabe tanto quanto eu. Ou menos, em muitos casos. Tem muita gente comentando de ouvir falar. Apenas seguindo a manada. E mudando de opinião de acordo com a direção do vento. E eu estou falando de MUITA gente mesmo!!
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Agora eu pergunto pra vocês, o que a Milene Domingues poderá analisar ou acrescentar, que qualquer espectador medianamente informado, já não saiba? Ou será que preciso do Ronaldo Giovaneli pra saber que todo mundo é “um cavalo”?? Ou será que tenho que aguentar 3 jogos da seleção sub-20 com o Neto chamando o Philippe Coutinho de “pequeno príncipe”?? (Qualquer hora eu conto a curiosa estória de um desses apelidos de jogador). Ou tenho que ser castigado pela Glenda e Tande com aquela dança do joão bobo?? Aliás, porque não colocam o João Sorrisão na F1?? Não seria legal que o piloto, após a bandeirada da vitória, saltasse pra pista e ficasse balançando igual um imbecil?? Ora, já que o Massa não ganha nada, seria um forma de trazer a criançada pro mundo da F1. A Band também, pode muito bem tirar o Felipe Giafone das transmissões de corridas e colocar o Milton Neves pra fazer merchans e falar sobre sua infância, pilotando pelas ruas de Muzambinho.
Não querem transformar as transmissões esportivas em circo? Então que façam um circo total. Meu nariz de palhaço já está aqui.
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Na verdade, assim como falei sobre os “puliça news”, acho que o espectador é culpado, em grande parcela, de tudo isso que temos no esporte. Engole muita coisa e pensa pouco. Olha, mas não enxerga. Nesse Sub-20 mesmo, a Band passa a maioria dos jogos em VT, de madrugada. Até em jogo do Brasil fizeram isso! Tudo para não mexer no CQC (ou outro programa) que dá 5 pontos de audiência. A opção fica sendo o Bandsports, caso alguém assista isso. Igual fazem com a Indy, onde a transmissão fica em 3º plano, atrás do futebol e do 3º Tempo. Mas o povo só lembra que é a Globo que compra eventos e deixa pros canais pagos (ou na gaveta). E tome aquele discurso surrado e manipulador. Mesmo tipo de discurso que usam pra criticar a supervalorização de atletas brasileiros. Até com razão. Eu gostaria muito de ver o dia em que o Galvão Bueno diga que o Massa é muito inferior que seu companheiro de equipe, em lugar de SEMPRE buscar bodes expiatórios. Mas será que isso é diferente em outras emissoras? Já viram o Luciano do Valle narrando a Indy, com algum brasileiro passando de 19º pra 18º e ele inflamado com a grande chance de crescimento na corrida?!? Nesta semana mesmo, no Sub-20, vendo o Brasil sofrendo pra vencer (ridiculamente) a brava equipe do Panamá, só vi o Neto elogiando todos os “baita jogador” da seleção. Qual o problema em dizer que o time é ruim ou o técnico é mediano? Vão perder a enorme audiência das 3 horas da madrugada??
E, francamente, ufanismo idiota é um pé no saco. Outro dia alguém, nos comentários, falou sobre a atitude do Jorge Iggor, esculachando o estádio de S. Januário. Pode até ter razão, mas isso é quase uma regra geral. Quem já foi num estádio (salvo raríssimas exceções) sabe como é a FALTA DE estrutura deles. Mas é esse mesmo Jorge Iggor (ou qualquer outro colega do EI) que levanta a bandeira da brasilidade quando aparece um jogador, nascido no Brasil, defendendo a Alemanha ou Ucrânia. O cara já trocou de cidadania, joga por um time de lá, tá na seleção de outro país e tenho que aguentar o ufanismo vazio de um narrador berrando que o tal jogador é brasileiro. É mesmo? Pois eu acho que ufanista de verdade é quem defende as coisas boas de seu país. E tenta consertar as ruins.

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August 3, 2011

SBT Ainda na Briga

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:42 pm
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sbt logoHoje também vou no estilo rapidinhas, mas focado no SBT. Emissora essa que está próxima de completar seus 30 anos de vida. E, após dezenas de turbulências, a coisa não anda tão feia como muitos temiam. Independente dos especias deste mês, a diferença entre o SBT e a Record está num patamar até confortável. Muito longe do cenário catastrófico que alguns desenharam. Lembro de ter lido gente falando na possibilidade da Band roubar o terceiro lugar do SBT. Algo que, apesar dos desvios de rota e dos rompantes do patrão, ainda está bem distante. Talvez mais por culpa da Band do que por méritos do SBT. Da mesma forma que a pouca diferença entre a Record e o SBT é mais consequência das falhas e teimosias dos bispos que nada entendem de televisão. A emissora da Barra Funda já teve uns 3 anos pra abrir distância em relação ao 3º lugar. Mas isso não ocorre mais. Pelo contrário, a Record vem perdendo alguns décimos nessa briga apertada.
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De modo geral podemos dizer que a disputa pelo 2º lugar anda assim:
- equilibrada pela manhã, a Record ganha sempre com o Fala Brasil. O Hoje Em Dia não sustenta e os desenhos do SBT acabam empatando a disputa.
- de tarde a situação é parecida, os jornais da hora do almoço até rendem vantagem a Record. Mas logo entram as novelas reprisadas e o SBT recupera o terreno. O único programa da Record que conseguia constância no 2º lugar era o Chris, agora de férias. E a coisa segue embolada até o começo da noite.
- de noite é que surgem as mudanças mais sensíveis. Mesmo sem um produto forte no horário a Record consegue recuperar um eventual prejuízo diurno. Só o Ratinho e um ou outro filme conseguem brigar pelo 2º lugar.
Na média diária dá pra perceber que as duas emissoras ficam com uma pequena diferença até o horário nobre, coisa de 0,2 pra cá, 0,3 pra lá. Entra o prime time e a Record salva o prejuízo e até abre 0,8 ou 1 ponto de vantagem. Mas tudo isso com números de São Paulo, em outras praças o cenário pode ser bem diferente.
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Um dos problemas do SBT nessa briga pelo 2º posto atende pelo nome de Amor e Revolução. Acho que é a 8ª ou 10ª novela, seguida, que naufraga no SBT. Tanto que perde até o 3º lugar pra Band, e afeta em muito a média dia. Lembro que já fiz um comentário (superficial) sobre essa novela e seu autor. Mas não será hoje que vou abordar as falhas da novela. Primeiro que elas são grosseiras e amadoras; e depois acho que nem vale gastar meu tempo com algo tão baixo. A audiência é a melhor resposta pro Tiago. Talvez um dia ele aprenda que uma novela não aguenta 8 ou 9 meses no ar só com polêmicas. Mas parece que algumas cabeças premiadas da televisão brasileira resolverem que “causar” (ou o bafon) é a chave do sucesso de público. E tome “causar” em novela, em programa de humor, em reality, em programa esportivo… Se fosse assim tão simples…
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Eu já falei antes e continuo defendendo a idéia de novos formatos de dramaturgia. Ainda mais quando é difícil competir, diretamente, com a Globo, ou mesmo a Record. O SBT não tem a mesmo estrutura, elenco, equipe, dinheiro… Nisso não posso culpar o Tiago. É erro de projeto. Por mais esforço e disposição a audiência vai bater num teto baixinho. Isso é falha da direção, não de um autor ou diretor apenas. Sem esquecer a terrível mania do SBT de só exibir novelas já totalmente gravadas. Depois não dá pra alterar o rumo, atender expectativas do espectador, ou explorar melhor tramas e personagens.
Tanto pra fugir do embate direto, quanto por questão de custos, eu insisto na idéia seriados ou séries de média duração. Já fracassaram com umas dez novelas, será que não vale tentar um formato diferente?
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Outro problema tradicional do SBT é o jornalismo. Mesmo com a pouquíssima credibilidade, a Record está vários passos adiante. Primeiro o SBT precisa dar uma “cara” ao seu jornalismo. Depois precisa de investimento e tempo. E conhecendo o Sílvio Santos não dá pra imaginar que ele ofereça as três coisas conjuntamente. Com o agravante que o jornalismo não permite tanto improviso quanto outros produtos. É preciso persistência e paciência. E um pouco de qualidade, se não for pedir demais.
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Os setores onde o SBT ainda exibe alguma musculatura (programas de auditório e filmes e seriados) também apresentam considerável saturação. No caso de filmes e seriados não há como atender tantas horas mensais com produtos de ponta e inéditos. Isso não existe em nenhuma emissora brasileira. Talvez só em umas 4 ou 5 no mundo. Ou se reduz o tempo desses produtos, ou se compra mais, ou se apela pra reprises. É óbvio que as emissoras escolhem a última alternativa.
Nos casos dos programas próprios vejo um exagero em formatos já existentes. São 2 ou 3 programas de dança e talentos, o mesmo em programas de ajuda (pra casais, namoro, de moda, etc…), o Ratinho em versão normal e “turbo”, até o Casos de Família vai ter o seu genérico, o Quem Convence Ganha Mais. Seria mais saudável variar esse “cardápio”. Mesmo que uma fatia do público goste, o perigo de enjoar existe e é grande.
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Alguém deve estar pensando que só apontei as falhas e problemas na programação e que o sucesso é originado pelos erros das rivais. Nem tanto assim. O primeiro ponto positivo é que o SBT parou de mexer tanto na grade e inventar programas fadados ao fracasso. Até porque isso custa caro. Depois o SBT até consegue fazer direitinho o esquema de passar audiência de um programa pro subsequente. Não que seja 100% (isso é impossível), mas faz bem melhor que, por exemplo, a Band. Também é bom lembrar que o SBT tem um baixo índice de rejeição, diferente da Record. E usa isso em seu benefício. E completo enaltecendo a grade ainda intocada por seitas e pastores milagreiros. Por mais que a grana fácil seja atrativa, o estrago na grade é considerável. E até esta data o Sílvio Santos conseguiu resistir a tentação.

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July 30, 2011

Golpe de Mestre

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 6:22 pm
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Lembro de um filme antigo chamado Golpe de Mestre. E golpe de mestre é a melhor definição para o que vimos acontecer nas últimas semanas. Uma bela jogada, onde o esperto é engolido pelo mais esperto. Mas tenho que admitir, eu também embarquei feito pato nessa história da volta do Datena pra Record. Até porque, vendo o lado da emissora, até fazia um certo sentido em enfraquecer uma rival e ainda alavancar o seu telejornal. E eu ainda perdi meu tempo analisando a possibilidade do plano da Record não funcionar como projetado. E realmente não vinha funcionando nada bem. Mas a minha inteligência acabou aí. Nem em sonho eu poderia imaginar o que acontecia nos bastidores. Na verdade os bastidores da televisão são muito mais emocionantes do que qualquer dessas novelas que o povo gosta de acompanhar. As intrigas, armações, romances e brigas dão de 10 em todas as novelas juntas.
Para quem estava em Marte e não sabe, adianto que o Datena rompeu seu recente contrato com a Record e já acerta sua volta a Band. O ponto nevrálgico de todo esse vai-vem-volta são as multas dos contratos que o “homem barbaridade” já rompeu. Salvo engano, ele rompeu todos os contratos que já assinou. E com essa última ida pra Record ele havia conseguido o cancelamento da multa por sua primeira saída de lá. A segunda multa, de uns 6 milhões, com a Rede TV, a Band vai bancar assim que ele voltar pro Morumbi. Já a multa do recente contrato com a Record ele deve conseguir anular judicialmente, alegando que sofreu censura na Record. Até porque o fato tornou-se público após ser divulgado em centenas de sites. Divulgado ou plantado.
O lado divertido desse imbroglio todo é ver como o Datena passou a perna nos bispos da Record. Justo eles, mestres em burlar leis, criar esquemas mirabolantes, difundir sofismas, desviar recursos, iludir incautos… Os mestres viraram alunos diante do Datena. Levaram uma bela rasteira. Bela e merecida. E o tombo vai doer por muito tempo. Garanto. Só não posso garantir que eles aprenderam a lição.
Resta agora, aos fãs dos defensores dos frascos e comprimidos, aguardar alguns dias até o retorno do Datena ao Brasil Urgente. Para, como sempre, defender a justiça, a ética, a honestidade…Coisas essas que são fáceis de falar, e difíceis de fazer.
Já a Record, que ficou com o pincel na mão, deve escolher um dos seus inúmeros apresentadores bravinhos pra comandar o Cidade Alerta. Podem tirar no palito. Qualquer um que for escolhido dá na mesma.
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Outra novela sem fim, mas bem movimentada, é a venda da parte do Marcelo Carvalho na Rede TV. Agora dizem que existe um grupo português interessado no negócio. Só não posso dar isso como definitivo após tantas idas e vindas pra concluir a venda. Mas acho bom que resolvam isso com alguma urgência. Ou, como disseram nos comentários, sobrará muito pouco pra vender. Pois quase todo dia leio uma notinha falando de atrasos de salários e cortes de despesas. Sem esquecer o eterno problema com as afiliadas. Ou a falta delas.
O curioso é ver a pachorra dos donos da Rede TV diante de uma iminente crise. O majoritário está atarefado construindo uma super (ou hiper) mansão, o minoritário não pára de viajar e esbanjar. Nada contra, a vida (e o dinheiro) é deles. Mas muitas empresas já faliram em situação parecida. A Manchete por exemplo, em vez de pagarem a dívida os donos preferiam esbanjar. Deu no que deu.

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July 26, 2011

Altas Amigas

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:51 pm
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A coluna de hoje será no estilo curtas & rápidas. E começo com alguns assuntos que já foram abordados aqui. Há algumas semanas eu citei vários programas da Record que perderam audiência em relação ao ano passado. Pois agora, após uma semana, posso incluir a Fazenda nessa lista. Apesar de bons índices em algumas praças, a média geral está em evidente declínio. Mas aí não é somente uma questão de grade repetitiva. É o formato que já cansou. Parece a reprise da reprise. O mesmo problema que o BBB enfrenta. Por mais que o público goste de ficar espiando a vida alheia, a coisa parece saturada. Ou se faz um reality totalmente inovador ou é melhor esquecer o formato. Ainda que o faturamento (até o momento) esteja bastante satisfatório.
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Na última coluna eu também reclamei dos eventos anuais que a Band tanto valoriza; em detrimento da programação diária. E parece que eu não estou tão maluco assim. O concurso de Miss Brasil, no sábado passado, ficou com apenas 3 pontos de média. Se contarmos as chamadas, as dezenas de reportagens, a divulgação… É pouco, muito pouco!
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otávio mesquita- hebe camargo Eu já falei muitas vezes sobre os “zumbis” da Globo. São aqueles programas praticamente mortos mas que permanecem na grade por algum motivo difícil de entender. Mas isso não é um problema exclusivo da Globo. A Band tinha o A Noite É Uma Criança encostado lá no meio da madrugada. Aí resolveram criar um novo programa pro Otávio Mesquita, o Claquete. Mas, francamente, se não fosse o cenário novo seria difícil perceber a mudança. Se a intenção do Claquete é ajudar os que sofrem de insônia, tá muito bem.
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Dia desses o Andrade (nos comentários) reclamou sobre os habituais erros de português de certos comentaristas esportivos. Ele tem razão, mas isso se tornou uma rotina dolorosa, nas mais variadas emissoras. Não quero dizer que sou um exemplo nessa matéria, fui um aluno mediano de gramática. Mas os erros que vejo (e escuto) são tão grosseiros que até incomodam. Meu único conforto é que a ignorância é democrática e está bem distribuída, em praticamente todas as emissoras. Talvez por isso nem perco muito tempo falando dos erros da Luciana Gimenez ou do Neto. Vejo dezenas de apresentadores e repórteres tropeçando na gramática. Aqueles letreiros do rodapé então… Outro dia, zapeando, vi um letreiro informando o assunto de uma entrevista no Temperando o Papo (programa incompreensível da NGT). Estava escrito assim:
“Pós e contra do gás GNV”
Sim, dois erros em uma frase tão curta. E nem posso acreditar que tenha sido um erro de digitação. O texto ficou assim por vários minutos, até o fim da entrevista.
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Eu já perdi a conta de quantas vezes critiquei a direção (ou os donos) de nossas emissoras. A maioria deles atrapalha mais do que ajuda. Tirando a Globo, praticamente todas sofrem com a interferência familiar. Ou dos bispos (que nada sabem de televisão), no caso da Record. O resultado…
Bem, vejam o caso da Rede TV. Começou o ano mirando no Brasileirão. Isso apesar dos problemas estruturais. Hoje, 6 meses depois, ela não tem a série A, perdeu a B, perdeu eventos e programas, sofre com atrasos de pagamento, tenta segurar algum campeonato europeu… Os donos, quando não estão no exterior, se limitam a debater sobre a eterna novela da venda das cotas do minoritário. A emissora está em 3º plano.
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Por falar nisso, é impressionante o que certos empresários de televisão gostam de viajar. Eles e alguns apresentadores famosões. Parece que só aguentam passar algumas semanas no Brasil por obrigação. Ou pra recolher a grana. É sintomático!
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E o que falar da mais recente “amizade de infância” do mundo televisivo, entre a madame Hickman e a Gimenez?! Alguém ficou convencido com tão repentina relação? O que me dizem das “altas amigas”??
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Qual foi o gênio da Record que decidiu que a mulher samambaia (Daniele Souza) é a nova estrela do show bizz??? A Ucrânia virou logo ali pra seguir a samambaia e acompanhar a vida de casada da moça. Pela duração e reprises da matéria, parece que a Daniele tem um enorme histórico na televisão brasileira. Será que o Domingo Espetacular está tão sem pauta assim? Já acabaram as matérias contra o Ricaço Teixeira??

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July 22, 2011

Dança Telespectador

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:04 pm
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Minha paciência com as emissoras de tv nunca foi muito grande. Mas nos últimos tempos ela vem diminuindo drasticamente. Podem me chamar de chato, azedo, mau humorado… AZAR! Cansei de tanta bobagem e frescura. Mas eu vou fazer uma abordagem diferente. Liguem no Faustão, aparece alguém falando de futebol lá? Tem alguém falando de automobilismo no programa do Gugu? Tratam de vôlei no programa do Rodrigo Faro?? Então porque tenho que aguentar um João Sorrisão ou o “dança Renata” nos programas esportivos? Se ela quiser dançar que vá pro Dança dos Famosos, QST, ou aquele programa da Lola Melnick.
Mas os programas esportivos estão perdendo totalmente a noção de espaço e tempo. Não duvido muito que logo apareçam campanhas de “cozinha Renata”, “penteia Renata”, “canta Renata”, “interpreta Renata”… Se bem que interpretar ela já interpreta. E muito! Ela e vários dos colegas do Jogo Aberto.
O mais idiota de tudo foi ver a Band festejando o pico de 6 pontos naquele dia. Pois eu fiz questão de conferir a audiência. E não foi nada acima do habitual. Na hora em que a garça dançou os números estavam entre 5 e 5,5. Se deu 6 pontos foi por 20 segundos. E isso em São Paulo, no resto do país… Mas será que a Band se preocupa se o Jogo Aberto (e outros programas) mal chega aos 2 pontos de média no Rio, em Minas, no Paraná e demais Estados?? Será que eles também festejam o mico na audiência das transmissões de futebol ou do 3º Tempo fora de São Paulo??
Da Record eu já cansei de falar. Lá, efetivamente, o esporte fica com 5% e o fantástico com os 95% restantes. Ou alguém achar que tratar de esporte é mostrar um integrante do Restart (que já foi da escolinha do Corinthians) tentando dar 3 embaixadinhas? E era no Esporte Fantástico, não no Tudo a Ver!! E nem venham dizer que meu formato de programa esportivo é mostrar só os gols da rodada e a tabela de classificação. Nem de longe; nunca defendi isso. Só não quero ver a Renata Fan imitando a Shakira ou o garoto do Restart que não consegue dar 3 embaixadinhas. Até porque já temos dezenas de programas de amenidades pra cuidar de assuntos amenos. Prefiro assuntos “amais”!
Mas querem saber de uma coisa, tudo isso é culpa nossa. Genericamente falando, é claro. Todos que aceitam o João Sorrisão e a Renata dançando são responsáveis pelo lixo que vemos nos programas esportivos e no resto da programação. Repito: vocês são os culpados por isso. As emissoras só entregam aquilo que o espectador aceita. Se o espectador aceita merd*…
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Vou aproveitar o caso da dancinha da Renata pra fechar a pauta sobre os erros da Band. É que esse caso (arrastado por 3 meses) mostra bem um dos problemas da emissora. A grade diária é aquela peneira que já comentei. E isso se explica pelo erro de foco da Band. Ela se preocupa com eventos anuais, tipo o carnaval (axé pra ser correto) da Bahia, o festival de Parintis, o concurso de miss, uma (ou duas) etapas da Indy, a chegada do homem na lua… Metade da emissora fica voltada pro tal evento grandioso. Movem equipamentos e atenções pra cobertura da bagaça. O departamento comercial corre o mundo inteiro pra vender as cotas. Independente de um eventual fracasso de audiência; eles compensam isso com centenas de inserções ao longo do ano. Esse comportamento da Band lembra muito aquela piada da hiena.
Mas e como fica o resto da programação? Parece que a Band já entregou pra Deus. Quer dizer, entregou pra produtora gringa que domina tudo por lá, a Eyeworks. Até a compra de copinhos plásticos precisa do carimbo da Eyeworks. Se for um programa comum, como o Agora É Tarde… Alguém sabe me dizer qual a dificuldade de colocar um entrevistador, dois humoristas de apoio, uma banda no canto do palco, 1 convidado e dois quadros engraçadinhos no ar?? Pois a Band não consegue fazer isso sozinha. Nem pensar, é um projeto inovador, arrojado e inédito na televisão mundial. Hehehe… E o Agora É Tarde ainda vem fazer chacota com a NGT. Tá certo, a NGT é tão tosca e amadora que dá pena. Mas como ficaria a Band sem o futebol da Globo ou os programas da tal produtora?? Seria tão melhor que a NGT??
Mas a Band até consegue fazer algo sozinha. Sim, nessa semana a direção da Band procurou a Márcia Goldsmith!!! Algum gênio do Morumbi descobriu que trazer a Márcia de volta é a salvação das tardes da emissora. Só não sei se a volta da Márcia (eca!!) é tão ruim assim. Periga ela recusar e o tal gênio convidar o Nerivan Silva pro lugar.
Olha, tem diretor da Band que, se morrer, a família precisa ligar pra avisar. Do contrário é capaz de passar 10 anos e ninguém notar a falta.
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Outra bela novidade desta semana foi a estréia da 4ª edição da Fazenda. Não vou gastar meu teclado criticando essa porcaria novamente. Já torrou a minha paciência. Só quero fazer o registro dos escolhidos pra essa edição. Só faltou aquela Angela Bismarchi pra completar o zoológico da baixaria. O resto tá todo lá, de A à Z.
A audiência da Fazenda, mesmo abaixo das edições anteriores, ficou por volta dos 13 pontos de média nos primeiros dias. Isso com base em São Paulo. Em outras regiões os índices variaram muito, desde 7 pontos em Minas até 20 e tanto no DF. Considerando a fauna que participa da reality é até um bom número. Resta torcer para que nenhuma das participantes sofra um acidente, desloque o silicone, e tenha que ser removida para uma clínica cirúrgica :lol:

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July 16, 2011

Quando a Band Mudará?

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:38 am
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Outro dia (pelos comentários) o Alexandre deu uma sugestão sobre o que poderia ser uma alternativa pra Band após a saída do Datena. A idéia dele seria uma revista de variedades (mas sem muita frescura) pro lugar do Brasil Urgente. É até uma opção boa, mas duvido muito que isso passe pela cabeça dos diretores da emissora. Nem isso, nem qualquer outra alternativa similar. Conhecendo a mentalidade da Band, algo notório, acho mais provável que ela vá empurrando o Brasil Urgente do jeito que puder, apenas tentando alguns ajustes pontuais. Nada de mudanças radicais. Nada de inovação.
Aliás, é justamente essa mentalidade da Band que costuma travar o seu crescimento ou qualquer mudança drástica no cenário sombrio em que se encontra. Há décadas. E um bom exemplo dessa falta de gestão é o que vemos no período da tarde. Há 10 (ou 20) anos a Band vem falando em um jornal na hora do almoço. Até na época da contratação do Casoy, cogitaram dele ser o apresentador desse telejornal. E até a presente data…
Outro dia eu falei da grade da Band ser tão furada e errada que qualquer evento ou programa mediano já representava uma melhora sensível. Mas hoje eu nem vou tratar da parte da manhã. Na verdade esse horário deveria ser apagado e refeito do ZERO! Vamos ver a tarde da emissora. Independente dos problemas (qualidade, conteúdo) o Jogo Aberto (mesmo com o bloco regional) não pode segurar 2 horas no ar. É muito tempo pra tão pouco material. Tão pouco assunto, tão pouca equipe… Não dá. Podem cortar uma boa fatia que não fará falta. E aí abre espaço pro tal jornal da hora do almoço. Como a concorrência (no horário) anda focada em Puliça News, a melhor opção seria buscar o caminho oposto. E talvez anda caiba um jornal local na sequência, comendo alguns minutos do SP Acontece.
E por falar no SP Acontece… Não sei se todos conhecem, as praças exibem programas locais no horário. Mas o Acontece (até a última vez que vi, ainda com o Datena) é um pastel de vento dividido em 3 pedaços. Ficava lá o Datena, o Neto e o Fofão falando bobagens, fazendo gracinhas, tratando do Corinthians, enchendo linguiça… Quando o comandante acabava de almoçar, ele pegava o helicóptero e mostrava algum acidente ou as nuvens negras que se aproximavam de São Paulo. E com dilúvio o Datena já abria o sorrisão. Enfim, é uma nulidade. Acontece que nas demais praças a Band tem programas locais, e alguns até são interessantes. Mas não dá pra pensar em nenhum desses programas pra rede. Podem usar uns 20 minutos pro telejornal local e deletar o resto. Assim como podem cortar o horário vendido pra IURD em certos Estados.
Das 13:20 até umas 3 horas e tanto a Band teria que se virar com seriados, desenhos ou novelas juvenis. Vale notar que a Band já tem um bom estoque de seriados na prateleira. Alguns foram rifados ao entrarem na sequência do RR Soares e enfrentando briga forte. Mas de tarde até que poderiam funcionar. Sem esquecer que volta e meia é preciso comprar material novo. Mas isso é fácil, e nem tão caro.
Das 3 e meia até as 4 meia o jeito é encher linguiça. Talvez até com o Vídeo News reformado. Duvido muito que a Band queira investir em algo mais caro num horário pouco rentável. Daí, na sequência, poderia entrar essa revista de variedades. É algo que a Band cogita, desiste, volta, repensa… Mas é bom ter cuidado. O final de tarde tem um público muito heterogêneo, mulheres, jovens, homens… Se forçar muito pra um lado acaba perdendo o resto da audiência. Mas aí vamos chegando as 18 horas e o público feminino acaba se voltando pra novelas. Qual a saída? Pegar a parcela de jovens e homens que já estavam assistindo a revista de variedades, juntar com o povo que vai chegando do trabalho e entrar com um programa esportivo. Sim, um programa esportivo no começo da noite. A maioria do público não estava em casa ao meio dia e o jornal ainda traria as informações da tarde. Não sei como a Band ou Rede TV nunca tentaram algo do tipo. E ainda temos de considerar que esse esportivo entregaria uma boa parcela da audiência pro jornal local noturno ou pro Jornal da Band. O perfil é parecido.
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Se alguém acha um grande absurdo colocar um jornal esportivo no começo da noite eu gostaria de lembrar que o (terrivelmente ruim) Gazeta Esportiva consegue os melhores índices da emissora justamente nesse horário. E isso contando com o mala do Chico Lang e cia bela.
Mesmo em emissoras regionais há o costume de ter programas esportivos no começo da noite. Eu posso lembrar o programa do Luís Carlos Reche, Cadeira Cativa, na Ulbra TV. Ou o recente Alterosa no Ataque, que os mineiros podem assistir no lugar do Chaves. Aliás, apesar de novo e sem tanta produção, o Alterosa no Ataque vem batendo a Record (Cidade Alerta) no Ibope com relativa facilidade.
Mas é bom ressaltar que um programa esportivo noturno teria que tratar de esportes de forma ampla, geral e irrestrita. Teria que ter material das principais praças, reportagens inéditas, entradas ao vivo, comentaristas de verdade, abordar outros esportes, ter abrangência nacional e internacional. Do contrário…
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Do contrário a Band vai continuar plantando raiva e colhendo rejeição. Nem preciso citar o recente comentário do Renan, a Band é campeã nacional em rejeição. Basta pegar os dados do Ibope no Rio, Minas, Rio Grande do Sul ou qualquer outra praça e comparar com São Paulo. E isso não muda nem mesmo quando a Band exibe, por exemplo, um jogo de clube do Rio pros cariocas. Eles vão e assistem na Globo. E é igual pra mineiros, gaúchos, paranaenses, pernambucanos… Se a Band quer ser uma emissora regional, tá no caminho certo.
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edir macedoAgora eu preciso tocar em certos assuntos da Record. Numa das últimas colunas eu falei sobre a audiência desanimadora do Cidade Alerta apesar de rodar sem intervalo. Mas eu me enganei parcialmente. Na verdade a Record está emendando vários programas (do final da tarde até a noite) sem qualquer intervalo comercial. São 3, 4 e até 5 horas seguidas sem publicidade. Tudo pra tentar segurar uma audiência que anda cada vez mais longe. E como se o intervalo fosse o único culpado por uma programação ruim e repetitiva. Ora, ora…
O lado curioso é que a Record gastou 38 milhões com a volta do Datena. E mais alguns milhões com o retorno do Justus. E depois anunciou um corte de horas extras, carros de equipe, telefone, luz… Mas não roda intervalos por medo de perder mais audiência. Existe lógica???
Na verdade não precisa ter lógica ou coerência. O fato real é que os dizimistas da IURD acabarão pagando a conta. Como sempre!
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E quando eu falo em perda de audiência não estou inventando nada. A final do Ídolos ficou com modestos 9 pontos. Diferente das primeiras edições, quando chegou (e até passou) aos 15 pontos.
CSI também já viveu dias melhores, com quase 15 pontos. Atualmente fica entre 6 e 7 e quase sempre perde pro Ratinho. Tanto é que a Record já pensa em tirar o seriado do ar e colocar outra coisa. Talvez o Chris :P
Outro programa que anda rateando na audiência é o Hoje Em Dia. Nem recebendo bem do Fala Brasil ele consegue segurar a audiência. Atualmente 4 pontos já é festa pro Hoje Em Dia.
O Jornal da Record é outro que já teve a sua fase de 15, 16 pontos. Nos últimos tempos vem com apenas 1 dígito. E nem a mudança de horário mudou esses números.
O Datena, ah, o Datena… Chegou prometendo dar uma surra no Faccioli e vive apanhando do Chaves. Barbaridade, barbaridade…
Já falei antes e repito: a Record deveria cuidar menos em fabricar factóides e espalhar discursos grandiosos e mais em trabalhar de verdade. Se discurso desse audiência a TV Senado seria líder no Ibope.

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