March 12, 2012

Globo Ocupando a Moita

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:54 pm
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O telespectador brasileiro é muito “esperto” na hora de perceber quando a Globo tenta criar ídolos e atrelar isso aos eventos que transmite. Mesmo que leve uns 15 anos até perceber que o Barrichello não é um piloto vencedor. Ou que alguns jogadores estão mais pra firuleiros que craques de verdade. Mas tá bem, já enchi de falar nisso.
Pois agora a Band resolveu jogar todas as suas cartas nessa entrada do Rubinho na Indy. Tudo bem, pode até ser que ele ganhe uma ou outra corrida. Mas francamente… Foram quase 19 anos com o Galvão se esgoelando e criando expectativas infundadas. E agora vem a Band e repete o script. É melhor ir devagar com isso. O histórico não ajuda muito. E a equipe do Barrichello, KV, não é grande coisa. Basta ver o que o Kanaan penou no ano passado.
Agora eu vou ficar esperando os cri-cri que adoram malhar a Globo e o Galvão. Será que eles vão se indignar no mesmo nível diante desse comportamento da Band? Ou será que a modinha é só criticar a Globo?
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A Record não se cansa de usar o seu “jornalismo” pra dar suporte a guerra particular que trava contra a gorda redonda. Não tem nem 6 meses e ela estava interessada em adquirir os direitos do UFC. Agora resolveu bombardear o evento com acusações e denúncias de violência. Engraçado, né… O que será que mudou nesses 6 meses? A emissora faria essa denúncias se tivesse comprado o evento?
Ah, caso alguém não saiba, o MMA é uma modalidade que agrega vários tipos de luta. Entre elas o judô, o karatê, boxe e a luta greco-romana (ou luta olímpica se tiverem mudado o nome). Tudo bem que em certos casos as regras e o protetor facial amenizam os golpes. Mas não é tão raro um lutador de boxe profissional acabar bem machucado. Se a Record é tão zelosa com a saúde dos atletas, será que vai exibir essas modalidades na próxima olimpíada?
Também gostaria de deixar uma sugestão de pauta pro “shownalismo” da Record. Ele poderia produzir algumas reportagens sobre o dopping em quase todas as modalidades olímpicas. Incluíndo aí alguns produtos de ponta, que não são detectados nos exames.
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Li várias notícias sobre a nova programação da Globo e os projetos da emissora pros próximos anos. Um ponto interessante é ver que finalmente vão dar um ponto final na Malhação. Pena que estão uns 7 anos atrasados. Aliás, nem o nome, Malhação, faz mais sentido. O lado negativo é que devem colocar um produto similar no lugar da novelinha. Não gosto de analisar antes de ver e saber do que se trata. Mas acho que a Globo deveria continuar com a dramaturgia nesse horário. Mas, talvez, explorando o formato de séries.
Um outro fato noticiado é que a emissora pretende ampliar a produção e a cobertura digital. A produção digital até que está num bom passo. A cobertura tem suas limitações. A direção da emissora informa que terá cobertura digital em todas as capitais e cidades médias até 2014. Mas que nas cidades pequenas isso é inviável financeiramente. Daí a opção será a transmissão digital via satélite.
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Curiosa essa mudança de postura da Globo. No mês passado eu fiz uma pequena narração sobre o que rola pelos satélites nacionais. Vocês podem conferir o texto AQUI. Mas acabei nem falando muito na transmissão digital no C2. Esse satélite abriga a transmissão analógica das principais redes; que a maioria já conhece e sintoniza. Mas ele também conta com várias emissoras com sinal digital. E é aí que a porca torce o rabo.
Quando aquele ex-ministro das comunicações criou o projeto de tv digital se fixou muito na cobertura terrestre. Mas não pensou nos milhões de usuários das parabólicas. O resultado prático é que cada emissora faz o que bem entende. E o que elas “bem entendem” raramente passa pelo interesse do espectador.
Atualmente a Record e o SBT contam com dois canais digitais no C2, um com o sinal de SP (rede) e outro com o sinal de Minas Gerais. A Band e a Rede TV distribuem o sinal, mas só em HD. Como a absoluta maioria só tem receptor SD… A Globo fica naquela de não desocupar a moita e nem ***. Uma hora libera o sinal de MG, depois codifica, depois volta. Agora cortou em definitivo. Algumas de suas afiliadas tem o sinal, mas codificado. Ela também tem a transmissão em HD, pela Globo Nordeste. Mas essa também é incerta, já que tem a sinalização de codificado.
Até um tempo atrás a Globo usava a desculpa de codificar o sinal digital pra defender suas afiliadas. Balela! As afiliadas perdem 20 vezes mais telespectadores com o sinal análogico do que com o digital. O que vem ocorrendo agora é apenas a migração, de quem tem receptor analógico pro digital. A perda será a mesma. Então é bom parar com esse discurso idiota. E resolver logo a questão da transmissão digital. Eu acho que o mais correto é liberar o sinal SD (digital) e, caso queiram, codificar o HD. E isso também vale pra Band e Rede TV. Ou elas estão no ponto em que podem dispensar telespectadores?
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Aproveito que estou nesse assunto e vou falar um pouco sobre a Sky Livre. A idéia, básica, é até boa. Vender um equipamento que recebe os canais abertos do satélite. A prática é algo que só se vê por aqui. Imagina aí o cidadão que compra o equipamento da Sky e fica com uns míseros 6 ou 7 canais mais conhecidos. Praticamente os mesmos que ele já capta com a antena caseira. O resto são rádios, emissoras de televendas, canais religiosos e públicos. Ora, ora, ora… E nem venham me dizer que faltam canais abertos. NADA!! Tem aí uns 10 ou 15 que a Sky poderia incluír no Livre. Basta querer. Mas o que a Sky quer é vender o equipamento dela. Só isso.
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Outro dia passei um pouco pela Record MG. Estava passando o Direto da Redação MG. Confesso que não entendo o nome desse jornal. Tudo é “puliça news”. Assalto, morte, tráfico, desgraça… E o pior é que as notícias (quase tudo de gaveta) não são de Minas. Era uma de SP, outra do RS, do Rio, de SP de novo… Só tinha a apresentadora local. E a moça fazendo cara de brava e dizendo: “que absurdo… vejam isso… que coisa…”. Até parece. Absurdo mesmo vai ser quando eles não tiverem uma desgraça pra noticiar.

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March 7, 2012

Tv, Futebol e Negócios

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:41 pm
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Vou usar o futebol pra iniciar a coluna de hoje. Mas não vou desviar o foco, é mais pra servir de trampolim pro assunto principal. Então, acho que vocês viram as ações de marketing (?) de dois grandes clubes daqui. O primeiro resolveu contratar um jogador da 2ª divisão da China com o pretexto de, futuramente, explorar o mercado daquele país. Eu não vou entrar no tema, outras colunas esportivas já abordaram a questão. Só acho que a verdadeira “jogada de marketing” foi do Zizao. Também tivemos um outro grande clube fazendo uma campanha pra arrecadar dinheiro junto aos torcedores. Tudo pra contratar o… O bom (e só bom) Wesley.
Esses fatos foram bem noticiados e serviram de pauta pra vários programas e jornais. Parece que acharam o caminho do ouro e o marketing vai salvar o nosso esporte. Mas não é bem assim. Ainda mais que existe muito mais “marquetingue” do que marketing. Falta mesmo é gestão pro nosso esporte. E falta fazer o dever de casa antes de pensar na China. Mas vou explicar isso melhor.
Nesta semana temos rodada pela Champions e pela Libertadores. A Champions é televisionada pra quase todo o planeta. Tanto em tv aberta como fechada, com programas especiais e com toda a mídia que o evento agrega. Os clubes reforçam suas marcas, se exibem pra milhões de pessoas, faturam com as cotas e os patrocínios. Muito bem. É óbvio que a Libertadores não tem o mesmo nível e importância. Mas, mesmo assim, deveria seguir o mesmo script. Mas isso não acontece. A exibição em tv aberta é limitada por força de contrato. Em tv fechada existe a briga entre a Fox e algumas operadoras. Briga que não deve ser resolver antes do final do torneio.
O resultado prático é que todos perdem. Muitos torcedores acabam sem poder acompanhar seus clubes. Os clubes perdem exposição e reconhecimento. Os patrocinadores perdem espaço na mídia. Sem esquecer que os clubes que participam da Libertadores costumam receber um “troco” adicional dos patrocinadores. Até por causa dessa exposição extra, em quase todo o continente.
Não dá pra se pensar na China ou em fazer uma “vaquinha” com os torcedores quando a gestão do nosso futebol não consegue nem cuidar do próprio “quintal”. Só se projeta uma marca global quando ela for nacional e sulamericana. E isso passa mais pela televisão do que pelo Zizao.
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Agora vamos ao chatíssimo caso da Fox Sports X operadoras. Como eu falei antes, o caso não deve ser resolvido nesse semestre. Talvez só quando a Fox Sports já estiver com os campeonatos europeus e uma grade mais gordinha. Por enquanto é isso aí.
Relembrando o que eu falei em colunas anteriores, isso é briga de cachorro grande. E não tem gente inocente nessa história. Também aproveito pra ressaltar que não defendo qualquer das empresas envolvidas. Pelo contrário. Mas confesso que fiquei bem decepcionado com a atuação da Fox. Esperava um pouco mais de astúcia. Até por ser uma raposa :)
O primeiro ponto é que ela já deveria esperar algum tipo de retaliação. E deveria ter preparado um antídoto pra isso. Mas, como disseram em comentários mais antigos, a Fox foi meio afoita. Talvez fosse mais prudente iniciar de mansinho e, no próximo ano, usar a Libertadores e demais torneios como arma. Mas ela insistiu em forçar tudo logo na semana de inauguração. E viu que o buraco é mais embaixo.
No mês passado eu até cheguei a provocar, sugerindo que a Fox deixasse o canal FTA (Free To Air) por uns 3 meses. Mas é claro que essa hipótese era remotíssima. Sua única vantagem seria trazer o assinante pro lado da Fox. Mas a Fox poderia ter preparado outras alternativas. Um exemplo simples seria repassar a Libertadores pro Band Sports. A briga dela não é com a Globo? Então tá, repassa o torneio pro Band Sports e fica posando de santinha. O Band Sports não é um rival forte e a Libertadores estaria disponível pra 99,99% dos assinantes. Mas aí alguém vai me lembrar que assim ela não poderia usar o “exclusivo” nas suas transmissões. Pois é, tem o “exclusivo”, a palavra divina. Mas é como dizem, não se pode ter tudo. É questão de escolher o menos ruim.
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O menos ruim é o que acontece no caso da Copa do Brasil. O torneio é da Globo (Sportv em tv fechada). Mas a Globo repassou pra ESPN. Em troca a ESPN cedeu o Italiano pro Sportv. Elas são rivais. Certamente prefeririam ter exclusividade em cada torneio. Ou nos dois. Mas não se pode ter tudo. E aí é escolher o menos ruim.
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Outro dia eu parei pra ler (por completo) a entrevista em que os donos da Rede TV falaram sobre a crise da emissora. Confesso que sempre que vejo uma entrevista com eles fico na dúvida se são realmente pueris e inocentes ou se estão debochando com a nossa cara. Vejam só, o Marcelo Carvalho disse que o mercado brasileiro era um vale tudo e que ninguém respeitava os contratos. Ok, tem um pouco de razão, tá cheio de gente quebrando contrato e trocando de emissora a toda hora. Mas também tem “certas emissoras” que não cumprem sua parte e abrem espaço pro rompimento contratual. Ou que são displicentes na hora de redigir os contratos. Ou que não podem impôr multas altas por receberem os eventos quase de graça.
Aí o Marcelo veio comparar o Pânico com uma amante argentina, que dá mais despesa que prazer. É engraçadinho, mas… Se era assim, por que a Rede TV fazia tanto esforço pra manter a “amante” e renovar o contrato por mais tempo? Só agora ele descobriu os custos de produção do Pânico? Quer convencer alguém que o programa era deficitário?? Ah vá!!
Depois o Marcelo reclamou da Globo, que lhe tirou a Série B e repassou pra Band. Mas o que ele queria??? A Globo ficou uns 5 anos (não sei com exatidão) repassando a Série B por quase nada. Sei que nos primeiros anos a Rede TV pagava 900 mil, talvez isso tenha aumentado depois. A Globo pagava uns 30 ou 35 milhões (incluíndo tv fechada) e cobrava (arredondando) 1 milhão pelo repasse. E a Rede TV faturava 30 milhões com a Série B. Ou seja, sobravam 29 milhões pra pagar a equipe esportiva e custos administrativos. O resto era lucro. Mau negócio??
Aí, no final de 2010, a Rede TV entrou na disputa pela Série A. E isso obrigou a Globo a entrar numa negociação paralela e gastar quase 500 milhões adicionais pelo Brasileirão. Tudo bem, não foram 500 milhões pois já era previsível um aumento na renovação. Mas vamos dizer que ela gastou uns 300 ou 250 milhões a mais. Vocês acham que isso iria passar em branco? O que vocês fariam se fossem diretores da Globo ou de qualquer empresa comercial (que visa o LUCRO)??
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O resultado final de toda a bagunça administrativa da Rede TV é que ela vendeu mais um tempinho (em horário nobre) pro R. R. Soares. Mais 4 milhões mensais pro caixa da emissora. Isso sem esquecer que a emissora recentemente negociou um horário (início da tarde) com o Valdemiro Santiago, que vendeu horário pra Nestlé, pro Netinho… E ainda devemos lembrar da madrugada, totalmente nas mãos de alguma seita que nem recordo qual. Se quiserem somar o total de horas…
Curioso isso, no meu tempo de garoto só lembro daqueles 15 minutos que a LBV tinha nas madrugadas da Band. Hoje em dia tá essa farra descontrolada. E as emissoras dizem que não conseguem sobreviver sem essa “mesada” evangélica. Mas, como elas se mantinham antes??
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Outro dia eu brinquei com o 3D da Rede TV, dizendo que aquilo significava: Dívidas, Dívidas, Dívidas.
Agora, vendo a quantidade de programas evangélicos, tenho uma sugestão pro novo slogan da emissora: Rede TV, a emissora que mais PRECE no Brasil.

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March 3, 2012

Arrogantes e Humildes

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:29 pm
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edir macedo e bispos da UniversalAlguns chefões da televisão duvidam firmemente da inteligência alheia. Só isso explica certas afirmações e comentários. Como esses recentes, partindo da direção da Record e Rede TV. A primeira, vendo a Globo renovar a parceria com a FIFA, pelos direitos das copas de 18 e 22, resolveu atacar da forma costumeira. Vai procurar a justiça pra contestar o contrato. Como se isso fosse resolver alguma coisa. Ora, ora… Licitação? Nem em obras públicas isso é feito de maneira correta. Imagina na podridão do futebol. E tem outra coisa, são uma empresa e uma entidade privadas. Negociam com quem bem entenderem. Ou, por acaso, a Record faz licitação quando vai comprar carros, câmeras ou fios? O Edir fez licitação quando demitiu centenas de funcionários e terceirizou (para empresas de sua família) diversos setores da Record?
Mas a coisa não ficou nisso. Apareceu um chefão da Globo e, em entrevista ao UOL, declarou que a Globo foi escolhida por estar anos-luz à frente da Record. O que não é tão verdade assim. Ela é um pouco melhor. E isso não é um grande mérito, é quase uma obrigação. Aí veio um dos bispos da Record e abriu a boca pra vomitar um monte de asneiras. A primeira bobagem foi dizer que a copa vem perdendo público nos últimos anos. Sim, mas é pra TV fechada. Ou em razão do repasse pra Band. Coisa que não aconteceria na monopolista Record. Eu acho que a Record deveria sim aderir ao movimento contra o monopólio. Ela deveria repassar o Pica-Pau pro SBT, o Chris pra Rede TV, o Tudo a Ver pra Band… Hehehe. Piadinha. Mas piada mesmo foi ver esse mesmo bispo acusar a Globo de arrogância. Olha quem está falando. Logo a Record, tão “humilde, correta e simpática”.
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Igualmente ridícula foi a entrevista concedida pelo Marcelo Carvalho pra explicar a crise e os calotes da RedeTV. Segundo ele a culpa é da Globo, da perda de eventos e da crise européia. Fala sério!! Só esqueceu de culpar o papa, as chuvas e a quebra na safra de cebola. Pombas! Como é que o cara vem falar na perda do Brasileirão? A Rede TV não perdeu dinheiro algum, ela nunca teve o Brasileirão. Só se perde aquilo que se tem. E a emissora, isso sim, perdeu vários programas e ventos. Mais por culpa dela do que da concorrência. E a reposição não foi feita no mesmo nível. Como ele vem reclamar que os anunciantes cancelaram os patrocínios? Achava que eles continuariam sem os programas? É caridade?
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E quando eu falo que a reposição não está no mesmo nível é só ver a alternativa que a Rede TV escolheu pra substituir o Pânico. Contrataram o Rafinha Bastos e vão, segundo se noticia, produzir uma versão brasileira do Saturday Night Live. Não vejo muito sentido nessa opção. O SNL é algo muito no padrão americano. E que nem é tão engraçado assim. Poderiam ter pensado num formato próprio, novo. Mas pensar cansa. E gasta os neurônios.
Eu acho que isso foi mais falta de opção do que opção. E duvido muito que dê certo.
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Vocês estão reparando no comportamento das grandes redes diante dessa possível saída do Ricardo Teixeira da CBF? Eu tô achando muito divertido. Tem emissora que tá cheia de dedos ao tocar no assunto. Até por ser aliada e ter negócios com a CBF. Outras estão fazendo cara de paisagem, fingindo que nada acontece. Só a Record, por não ter nada a perder, está confortável. Era tudo que ela queria. Seu sonho de consumo.
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Na última coluna eu falei sobre os cenários toscos do Esporte Interativo. Pois nessa semana a ESPN começou, pelo Fora de Jogo, a apresentar seu novo pacote visual. Ficou realmente muito bonito. E isso não significa que os atuais cenários da “Disney Sports” sejam ruins. Muito pelo contrário. Nesse setor a ESPN é a melhor dentre os canais esportivos.
Mas voltando ao caso do EI, não vi muita vantagem na nova grade. Só vai atrapalhar o espectador, que vai levar meses até se acostumar com os horários. E quando isso acontecer o EI vai e troca tudo novamente. Francamente…
Também acho que vou parar de reclamar de certas figuras de lá. Mesmo sendo fraquíssimos, como o Alexandre Gimenez. O erro maior não é do apresentador ou comentarista, é de quem contrata e escala. O que eu acho mesmo é que já passou da hora do EI melhorar o nível da equipe. E definir a função de cada um. Chega de funcionário 6X1, que faz reportagem, apresenta, narra, comenta, lava e passa.
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Falei no SNL e vou acabar com a novela Rebelde. Tudo bem que eu não gosto de novela alguma. Independente disso, aceito como produto de televisão. Mas não vejo sentido algum nisso de adaptar novelinhas mexicanas. Muito menos em investir numa nova temporada de Rebelde. Será que a Record está satisfeita com a audiência da novela? Tem hora que dá 6 pontos.
Aliás, vem aí o novo programa do Justus. É do tipo que não vi e nem quero ver. Só gostaria de saber quem inventou que o Justus é apresentador de televisão. Ah, foi a Record mesmo. Mas precisavam contratar ele novamente? Não poderiam deixar o Justus só cantando?

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February 28, 2012

Furos Furados

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 4:35 pm
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Esse mês de Fevereiro teve algumas coisas curiosas. Foi mais agitado do que eu poderia imaginar. E serviu pra repetir antigas lições, que muitos ainda não aprenderam. Especialmente na nossa mídia. E os caras continuam insistindo nos mesmos erros de sempre. Especialmente quando confiam demais nos “furos” ou quando tentam bancar a pitonisa.
Tudo bem que o povo esquece rápido, mas cadê o pessoal que garantia a venda do Band Sports para o grupo Fox? Não que a possibilidade seja improvável, mas eles davam isso como negócio fechado. Não é verdade?
Outro que quebrou a cara, com seu “furo furado”, foi aquele famoso comentarista, que agora pode até ser chamado de Juca Kfora. Ele passou as últimas semanas danda data, hora e até o local onde o Ricaço Teixeira iria renunciar à presidência da CBF. E por várias vezes ele editou o seu blog para retificar (e ratificar) alguns detalhes. E vários colegas foram no embalo, já dando como certa a saída do Teixeira. Não que tal fato não possa ocorrer. Mas, até o dia de hoje…
Curioso também foi ver a apresentadora e “opinadora” do SBT, Raquel Sheherazade, tomando um chá de sumiço durante o carnaval. Até porque, se tivesse coerência, teria que criticar a cobertura que sua atual emissora fez. E é como dizem, o mundo dá muitas voltas.
Em certos casos a culpa maior nem é da imprensa. Mas, talvez, em confiar nas informações e datas que as emissoras divulgam. Foi o caso da Band e seu Donos da Bola. Deram data e hora da estréia. Ontem eu dei uma cutucado no controle e tudo que vi foi um daqueles programas de quiz sendo exibido na Band. Hoje a emissora estava com o SP Acontece de volta. Vai entender a Band.
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Por falar na Band… Eles voltaram com aquele discurso da época da Copa de 2010: querem disputar o 3º lugar com o SBT. Ok, desejar é uma coisa normal e até louvável. Ainda mais quando a emissora está pra colocar a nova grade no ar. Mas o discurso não resolve nada se não for acompanhado por ações fortes e corretas. A Band já deveria ter aprendido a lição de 2010. Ou aprendido com a mesma “prosopopéia flácida” que a Record usou em vários momentos. Isso não resolve nada.
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Também é preciso lembrar que a Band precisa fazer alguns ajustes na programação dominical, com a entrada do Pânico. Começa pelo 3º Tempo, que recebe uns 6 ou 7 pontos do futebol e nunca consegue segurar a audiência. Em parte por causa do conteúdo e das bobagens, em parte pelo excesso de propagandas. Mas o 3º Tempo, quase sempre, acaba com 2 pontos; ou menos. E isso é pouco pra entregar ao Pânico. Por mais que o departamento comercial esteja satisfeito, acho que deveriam repensar o programa e tentar segurar o público.
Outro ponto é avaliar bem o que vai entrar na sequência do Pânico. Eu cansei de repetir que a grade deve ser montada com o objetivo de manter e ampliar o público que estiver sintonizado. E perder o mínimo possível. Daí a minha dúvida. Vai entrar o Canal Livre na sequência?? Fala sério! Isso é um tiro no pé.
Ninguém pediu meu conselho, mas, se fosse pra palpitar, eu abandonaria a exibição diária do 24 Horas e botaria ele após o Pânico. Dentre os atuais produtos da Band é o que melhor funcionaria nas noites de domingo.
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O SBT não planeja grandes mudanças na sua atual grade. Nem pequenas. Mas eu acho que alguns programas podem ser limados. Rapidamente. Não agregam audiência e nem faturamento (caso do Quem Convence Ganha Mais ou o programa que a Helen Ganzarolli apresenta aos sábados).
Mas eu sei que o SBT não vai fazer grandes investimentos nesses horários. Ok. Mas existem algumas opções de custo mais baixo. Uma delas me ocorreu quando fiz a última atualização da seção Belas & Barangas. Foi quando citei o seriado O Jim É Assim. O SBT sempre se deu bem com sitcoms familiares. Basta lembrar de Um Maluco no Pedaço, Eu a Patroa e as Crianças, Arnold, etc… Não seria tão complicado abrir uma faixa de sitcoms populares (lá pelas 8, 8:30 da noite) e tirar Corações Feridos do embate direto com o JN e a novela da Globo.
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Tudo bem que o mês correu no embalo do carnaval e isso ajudou um pouco. Mas fico espantado com a audiência do Esquenta. Talvez por culpa minha, que não assimilo programas tão popularescos. Mas o Esquenta é tão bom assim, pra dar 10 de média e picos de 14 pontos? Se alguém puder fazer um desenho explicando o programa, agradeço. Por enquanto eu estou boiando.
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No domingo eu acompanhei 2 bons jogos, pelo campeonato inglês e pela Copa da Liga da Inglaterra. E, curiosamente, a ESPN deu aquele zoom que eu tanto cobrei, removendo as faixas horizontais. Ou seja, deixando no formato 16:9 simples. Pode parecer uma bobagem, mas melhora bastante pra quem está assistindo. Mesmo que o zoom tire as margens laterais da imagem. Isso raramente corta algum movimento com a bola.
Resta saber se a ESPN vai adotar isso definitivamente ou se vai do humor da coordenação.
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Ontem vi um pedaço do novo programa do Esporte Interativo, Dois Toques. Não entendi o motivo de tanto segredo. Acho que a única novidade mesmo é a banqueta onde ficam sentados o Gimenez e o Henrique Marques. É meio alta, parece ser desconfortável. De resto é mais do mesmo. Nem vou perder meu tempo repetindo as críticas.
Não é o assunto que mais entendo, mas já passou da hora do EI contratar um profissional pra projetar e construir cenários. Aquilo que eles têm, em todos os programas, é do tempo em que se amarrava cachorro com linguiça. Não seria má idéia investir um pouco no visual. Ou, pelo menos, ser mais criativo.

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February 23, 2012

Unidos da Barra Funda

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 6:14 am
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rede recordJá saiu o resultado deste carnaval. A campeã foi a Record. E tenho certeza que o Edir e seus bispos devem lamentar que o carnaval dure tão pouco tempo. O motivo é simples, a Record não alterou sua programação, não exibiu nenhum especial, não gastou nenhum centavo extra. Mas conseguiu índices que há muito não conquistava. Incluíndo o primeiro lugar no Ibope em vários momentos. E a festa foi na Barra Funda.
Nem vou discutir aqui se gostar ou não gostar de carnaval é menos ou mais errado. Isso é problema de cada um. Eu estou falando de um produto de televisão. Produto que já foi até nobre; lembro dos meus tempos de garoto. Hoje em dia está ficando meio monótono. Principalmente pra quem fica assistindo pela tv. É muito desfile. Muito axé. Muito “bastidores”. Não há quem aguente tamanho massacre. Satura, tudo satura. E folião mesmo é quem vai pras ruas, não quem fica no sofá. O cara do sofá está vendo o que a televisão oferece. Isso quando não dorme no meio do desfile. Ou quando não se enche de tantas cantoras baianas e tanto “tira o pé do chão”. Nessas horas o sujeito sente vontade de trocar de canal. A Record que o diga. E festeje.
Acho que já está na hora do pessoal de tv repensar alguns conceitos. E nem digo isso por preferência pessoal. Estou falando em números, audiência. E começando pela Globo, que não deve ter alcançado nem a metade da audiência que conseguia com os desfiles em outros tempos. Digamos que a luz amarela já acendeu. Na Band a luz está vermelha há tempos. A audiência de sua cobertura do carnaval baiano nunca rendeu nada acima de 2 pontos. E neste ano foi do mesmo jeito: 1 ponto, 1,5 , 2… O SBT também não foi nada bem. Eu até dou um desconto pois só começava a transmitir lá pelo meio da madrugada. Mas as reprises de 2 Homens e Meio davam mais audiência. Resta ver como será no desfile das campeãs. E se compensa insistir nisso.
Até a Rede TV, que conseguia picos de audiência (quase colando na Globo), durante alguns momentos dos “bastidores”, andou bem mal. Mas também, com o naipe daqueles “repórteres” que eles inventam… Menos mal que o dr. Rey não teve um faniquito com o ataque de bundas que sofreu :P
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É nessas horas, de grandes eventos, que a nossa mídia (falando por grande parte da sociedade) mostra o seu lado mais escroto. Vejam só, eu estava tentando fugir da folia e de qualquer menção ao fato. Mas isso é impossível. Até mesmo no “maior canal de notícias do Brasil”. Pois é… Estou lá assistindo a Globo News e, tomados pela euforia momesca, eles conseguiram garimpar uma notinha, elogiando os blocos de rua do Rio, no site do NYT (salvo engano). Vocês não imaginam a entonação ufanista ao lerem a notícia. Parecia que um brasileiro havia descoberto a cura da AIDS e do câncer no mesmo dia.
Rodei mais um pouco e eis que estou de volta ao Globo News. Estava começando o programa da Mônica Waldvogel. O assunto era o Oscar. E sobre o Oscar, existe uma frase do cineasta Frank Capra que define bem o evento. Podem pesquisar pela internet. Mas tá, iriam debater o Oscar e a produção preparou uma matéria sobre os indicados e favoritos. Felizmente não temos nenhum filme brasileiro concorrendo neste ano; pra decepção da imprensa vira-latas. Mas a produção não deixou barato, arrumou um desenho animado, dirigido por um brasileiro, pro povão torcer e massagear o ego vazio. Sério, disseram que o Brasil teria pra quem torcer neste ano.
CATZO! Isso não é mais nem complexo de vira-latas. Isso tá mais pra complexo de senzala. Complexo de senzala de uma elitezinha escrota e subserviente. Cambada!!
(Não sabem o que é complexo de senzala? Tá certo, isso é invenção minha. Qualquer dia eu explico o significado).
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Mudando um pouco o assunto, o Esporte Interativo está divulgando sua nova grade, que entra na próxima semana. Basicamente é o mesmo, só mudando alguns horários.
Curioso mesmo é que o único programa novo, eles não divulgam o nome e nem o conteúdo. Só dizem que será apresentado pelo Alexandre “um forte abraço” Gimenez e pelo Henrique Marques. Pombas, que bela estratégia de marketing. Deve ser um programa realmente revolucionário. A concorrência deve estar apavorada.
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No último Ver TV estavam debatendo a cobertura do carnaval na televisão. Assisti só o primeiro bloco, mas foi bem interessante ver o Paulo Stein contando como a Manchete entrou na transmissão após a Globo desistir do desfile. E fez melhor que a Globo. E isso considerando que, então, não tinha nem 2 anos de inaugurada. Pena que eu não tinha idade pra ver e entender o que acontecia. Mas teria sido muito bom.
Hoje em dia temos emissoras com 30, 40 anos e que não conseguem nem dar um passo fora da risca. E outra que quer vencer a Globo na base do grito. Mas, como diz aquela música, bola na trave não altera o placar. Nem o Ibope!

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February 18, 2012

Sem Pânico

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 2:15 pm
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pânico na tvLogo que conecto eu entro aqui no site pra ver se tá tudo em ordem. Só depois é que vou conferir as notícias, emails, sites e blogs. E foi justamente aqui, por meio de um comentário do Sérgio Clemente, que fiquei sabendo da transferência do Pânico pra Band. Alguém ficou surpreso? É quase impossível. O verdadeiro espanto foi o programa durar tanto tempo na balbúrdia administrativa que é a Rede TV. A saída do programa era uma bomba armada, só esperando a detonação.
Nem é preciso muito esforço pra lembrar que essa possibilidade já havia sido cogitada em vários momentos. Falaram na Record, no SBT, na Band. Até a Globo entrou como interessada no programa. Mas aí eu acho que foi mais boato. No caso da Record o programa iria bater de frente com a linha “ideológica” da IURD; acabaram levando alguns integrantes avulsos. Pro Sílvio pesou mais a questão da multa contratual e o (então) foco em tirar apresentadores da Record.
Mas agora, diante da crise sistémica da Rede TV, a Band se aproveitou e desfalcou, ainda mais, a concorrente. Coisa que, por mais que alguns não gostem, é habitual no mundo dos negócios. É justamente nesse momento que o mais forte se aproveita. Ou vocês imaginariam a Band investindo em atores e apresentadores da Globo?
Vendo pelo lado da Band, a entrada do Pânico é uma cartada boa. A audiência do programa, mesmo com os problemas dos últimos anos, por volta de 10 pontos, deve migrar em peso pro novo canal. E será um grande reforço pro melhor dia da Band; basicamente montado sobre o futebol. Sem esquecer, principalmente, do aspecto comercial, que a Band tanto preza. O Pânico já faturava muito na Rede TV e certamente irá render ainda mais pra Band. Se a Band já vendia todos os espaços do CQC, com metade da audiência, imagina agora.
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Mas nem tudo são flores, caro “telespec”. A Band vai ter muito trabalho pra deixar o Pânico parecido com o que já foi em outros tempos. O programa já havia sofrido a perda de alguns bons integrantes. E a reposição não foi no mesmo nível. Depois o Pânico mudou o seu viés e passou a focar mais em personagens e “causos”. Até chegar ao cúmulo de transformar produtores em “artistas”. Sem esquecer que é bem perceptível o racha interno. A relação interna e o espaço de alguns integrantes já não é mais o mesmo. Parece que só a grana ainda segura alguns na troupe.
Mas eu tenho lá as minhas dúvidas se a Band vai meter a mão nesse vespeiro. Pode acabar piorando uma situação já ruim. E vale lembrar que esse tipo de problema é corriqueiro no atual cast da emissora.
Também é aconselhável que a Band vá com calma nessas investidas ao elenco da Rede TV. Pode acabar levando laranja podre e goiaba bichada.
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Já pra Rede TV… Ah, aí o bicho pega. Já vinha perdendo um tantão de eventos e profissionais. E agora perdeu as duas pernas. O Pânico era a maior audiência e faturamento da emissora. E a segunda audiência era a reprise do Pânico! Não tem jeito. O castigo vem a cavalo. Ou vai de avião, pra Nova Iorque, Paris, Milão… Um dia ele te encontra!
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A Band já está quase fechando a grade deste ano. Uma das “estreias” anunciadas é a volta do seriado 24 Horas. Só faltava comprar e deixar na gaveta, né… Mas a Band vai cometer o mesmo erro que todas as emissoras brasileiras cometem. Ela insiste na exibição diária do seriado. Exceto pela quarta, dia de futebol. E não custa lembrar que esses seriados (Obamistas) são produzidos em temporadas de 20 a 25 episódios. E acho que todos já sabem que a Globo exibiu todas as temporadas, não faz tanto tempo assim.
Não dá! Aí é forçar muito a paciência do telespectador. Já basta o que a Record faz com o CSI.
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Outro dia li, em algum lugar, gente criticando a Record por ficar afastada do carnaval. Pois eu acho que ela faz muito bem. Primeiro que ela não tem a “cara da folia”. Depois que já tem carnaval na Globo, Band, SBT, e até na Rede TV, com aquela bizarrice de bastidores. Já é o bastante. Vamos deixar uma emissora, aberta, como opção pra quem não gosta do reinado de Momo.
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E, para aqueles que esquecem da vida nestes dias de carnaval, tenho um vídeo interessante. Primeiro por ser muito raro ver um jornalista fugindo do TP e falando algumas verdades. Daquelas verdades que nossos políticos odeiam ouvir. Depois pro povo não esquecer que a festa dura uns 5 dias, mas os problemas do nosso cotidiano são quase eternos. Infelizmente.
Caso ainda não tenham visto, eis a Neila Medeiros, do Jornal do SBT de Brasília, rebatendo um secretariozinho mequetrefe e bobagento:

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February 14, 2012

Saturando o Telespectador

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 2:36 am
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Por muitas vezes eu reclamei da fixação das emissoras com certos programas. Basta que atinjam uma audiência boa e viram o último pastel da feira. E tome mais do mesmo. Nessa hora ninguém lembra que existe o desgaste do produto ou a saturação. Acabam espremendo a laranja até a última gota.
E isso vale pra todas as emissoras. Não vejo nenhuma com discernimento ou preocupação em valorizar o produto. O caso mais recente ocorre com o SBT e as reprises de novelas mexicanas. Nem vou entrar na questão da qualidade das novelas ou no fato de ser a 4ª ou 5ª reprise. E também sei que são produtos baratos, já dublados, populares, e que o SBT não tem produtos melhores para o horário. Mas não é correto iniciar uma novela (Maria do Bairro) antes mesmo de acabar Marimar. Também não é muito recomendável enfiar 4 novelas em sequência. Pelo menos numa rede aberta. Aliás, nem 4 novelas e nem 4 qualquer coisa. É demais. E a boa audiência, 2º lugar firme, não pode ser justificativa pra tudo.
E o mesmo se aplica ao Agora É Tarde, que a Band pretende transformar em programa diário. Coisa que ele já quase é. Não dá. Esperem algum tempo e vejamos se não tenho razão.
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Como eu já falei N vezes, tudo que acontece na Globo é superdimensionado. Tanto para o bem quanto para o mal. Dia desses eu estava reparando nos esportivos da hora do almoço. A Globo tem o seu já tradicional GE. O programa tem menos de 20 minutos de duração, já incluindo os intervalos. E, apesar de vários problemas, consegue cobrir os principais campeonatos de futebol, a liga de basquete, a liga de vôlei, automobilismo, um pouco de tênis, natação… A falha mais grave é, como a maioria das emissoras, dar mais atenção aos eventos que transmite.
Já a Band tem o Jogo Aberto. São quase 2 horas de programa, incluíndo aí a edição regional. E ainda tem o SP Acontece (ou outro nome, em breve), com mais 1 hora. Agora peguem papel e caneta e anotem a pauta do Jogo Aberto. Futebol, futebol, futebol… Só em raros momentos, como a etapa brasileira da Indy, é que lembram de outros esportes. E mesmo essa cobertura do futebol é muito concentrada. Vocês sabem…
Gostaria muito de saber o motivo de tamanho descaso da Band. Seria muito difícil, em 2 horas, abrir uns 10 minutos pra falar de outros esportes? Será que isso vai derrubar a “gigantesca” audiência do Jogo Aberto?
Outra coisa que eu gostaria de saber é a reação dos “cri-cri” se a Globo tivesse um programa de 2 horas falando exclusivamente de futebol.
Ah, eu não tenho nada contra o futebol. Muito pelo contrário.
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Por falar na Band e no futebol… Por várias vezes eu citei o departamento comercial da emissora. O pessoal pode achar que é zoação, mas nem tanto. Os caras vendem bem!! Até demais. Já contaram quantas cotas do futebol 2012 a Band vendeu? Eu contei, são 7!! E ainda tem aquele tal “lance Lukscolor”, a menção dos “naming rights” e qualquer outro espaço disponível. Só não vendem mais por falta de tempo no intervalo dos jogos. É um fenômeno.
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Recentemente tivemos aquela greve dos policiais na Bahia. Mas podem ficar tranquilos, não vou abordar o fato. Não faz parte da pauta dessa coluna. Vou falar de publicidade. Sim, isso mesmo. E só neste ano o governo da Bahia está patrocinando o carnaval em 3 redes de televisão. Sim, 3 redes de televisão.
Sei muito bem que várias cidades e Estados fazem propaganda pra divulgar seus eventos e atrair turistas. É normal. Mas antes de pensar em propaganda é bom saber se os governos estão com dinheiro pra saúde, educação, saneamento, segurança…
Também foi curioso ver a reação da TV Aratu diante da cobertura que o SBT fazia da greve. E nem foi por alguma causa mais nobre. A Aratu estava mais preocupada em manter as boas relações com o governador. Pois é…
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E voltamos com aquela novela chata, envolvendo a Céu, a Rede e a Raposa Esportiva. Agora foi a vez da Sky usar as redes sociais e pedir que os assinantes pressionem a Fox para colocar a Libertadores no Speed e FX. Ora, ora, ora… Como se os assinantes não tivessem coisa mais importante pra fazer. Francamente!!
Depois disso veio um narrador da Fox Sports rebater. Ele pediu pros assinantes pedirem o pay-per-view do futebol na GNT, Telecine e Globo News. Que argumento imbecil. Como se a Globo já não tivesse uns 10 canais do Premiere pra isso. Francamente²!!!
Quando começarem os beliscões e puxões de cabelo, me avisem.
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Se os assinantes quiserem mesmo reclamar… Domingo de noite eu fico quase 100% nos programas esportivos. Mas num dos intervalos eu resolvi zapear um pouco. Fui indo, indo, até que vi um programa sobre tecnologia no HBO Plus. Como gosto do assunto resolvi parar por uns minutos. Mas, estranhamente, a narração estava em inglês. E sem legendas. Fiquei olhando pro controle, tentando imaginar se precisa ativar a legenda oculta. Mas aí começou a entrevista com o diretor de uma empresa eletrônica, e estava com legendas. Voltou a narração; sem legendas. E foi indo assim. Um programa 50% legendado.
Mas aí ninguém fala nada, ninguém reclama… E vão pagando a conta.

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