September 14, 2011

Receita de Bolo

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:46 pm
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A Band, depois de vários anos insistindo no produto, teve sua noite de glória com o concurso de Miss Universo. Chegou a passar dos 10 pontos no final da transmissão. Nem preciso dizer que é um número expressivo. E que, nas circunstâncias, foi um fato valioso pra emissora. Também não preciso dizer que existe um público pra esse tipo de evento. Mas não é tudo aquilo. É muito menos do que parece. Basta lembrar dos anos anteriores, com média de 2 ou 3 pontos. Ou ainda posso lembrar da versão brasileira do concurso, que também fica nessa faixa de audiência.
Na verdade esse resultado da Band se deve mais ao comportamento do público brasileiro. Alguns leitores já comentaram que o brasileiro gosta de eventos (ou competições) onde temos chances de vencer. Sim, é verdade. Mas ele também gosta de receber eventos internacionais. Sempre que isso acontece a audiência dá um salto considerável. Posso citar o GP de Fórmula 1, a etapa da Indy, o UFC Rio, esse recente Miss Universo… Isso sem forçar a memória. Diria que que tem um pouco de ufanismo, um tanto de marketing, um bocado de empolgação (ou maria-vai-com-as-outras). Não importa e nem vou criar uma tese sociológica sobre o fato. É assim que acontece e pronto. Bom pros promotores, bom pras emissoras.
O fato que prefiro salientar é que as emissoras não podem viver de eventos esporádicos. Eles são a cereja do bolo. Não basta só a cereja, é preciso cuidar do bolo. E por “bolo” devemos entender a grade diária de programação. E nesse aspecto tanto a Band quanto a Rede TV estão devendo. E muito.
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Independente de gostar mais ou menos desses mega eventos internacionais, existe algo que me incomoda muito. Ficamos praticamente reféns da língua e dos hábitos dos promotores. Parece que a gente só entra com o “cenário” e a platéia. Todo o resto vem no pacote internacional. Até mesmo a captação e transmissão.
Sei muito bem que existem as regras de cada evento e os promotores exigem uma padronização para atender o mercado global. Nem venham falar em xenofobia, a carapuça não vai servir. Mas eu me sinto muito desconfortável diante de um evento realizado no Brasil e com toda a apresentação em inglês. Em alguns casos até as legendas da transmissão estão na língua ianque. E, quando entra o intervalo comercial, continuo vendo e ouvindo slogans (das multinacionais que aqui abundam) em língua estrangeira. Como se todo mundo aqui tivesse a obrigação de entender o significado de “shift the future”. Ou que devesse optar pela “creative technologie”. Francamente, acho que não tenho vocação pra índio.
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No começo da coluna eu falei na “cereja do bolo” e acabei lembrando da bizarrice da semana. Foi no quadro dos pontinhos, do Programa Sílvio Santos, pra variar. A pergunta era sobre o tipo de bolo preferido. E o Sílvio, cada dia mais sem noção, resolveu dizer que era o bolo fecal, que havia pedido esse bolo na padaria e não encontrou. Nem sei dizer se isso é engraçado, talvez alguns achem. Mas não creio que as amigas donas de casa, e clientes da Jequiti, tenham o costume de fazer esse bolo pra família. Ainda lembro que o programa é gravado, poderiam ter editado essa parte. Mas não, foi tudo pro ar. Talvez para não contrariar o Patrão. Talvez por buscar mesmo esse tipo de “humor”.
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Nos comentários da última coluna o Alexandre falou sobre a nova denúncia contra a IURD (Edir Macedo e demais dirigentes da seita). Acho que a única novidade é que essa denúncia partiu do MPF, o resto é aquilo que todos já sabem. O Alexandre ainda me perguntou se vi a entrevista do Edir onde ele rebateu as acusações. Não vi. Mas não creio que tenha sido muito diferente daquela (pra Adriana Araújo) do ano passado. Na entrevista do ano passado ele disse que toda a sua renda é originada de direitos autorais e do salário que recebe da IURD.
Muito bem, vou aceitar a declaração do Edir Macedo sobre sua renda. Mas vou propor um exercício de matemática. Normalmente um autor recebe 10% do preço de um livro. Pra facilitar vamos dizer que esse percentual represente 5,00 em cada livro. Quantos livros ele vende por ano? Um milhão? Dois milhões? Vamos chutar que venda 2 milhões. Isso dá uns 10 milhões em direitos autorais. Agora vem o salário da IURD. Quanto será? Que tal 1 milhão por mês? Limpinho, sem imposto ou descontos. Então temos 12 milhões anuais de salário e mais 10 milhões pelos livros (e CDs); uns 22 milhões ao ano. Podem arredondar pra 25 milhões se quiserem. Agora quero que me expliquem como se monta um império empresarial (com TV, rádios, editora, gráfica, portal…) com meros 25 milhões anuais.
Nem quero desfazer do MPF, mas acho que isso vai ter o mesmo destino das centenas de outras denúncias contra gente poderosa e rica. Nada!
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A Band já tinha (há algum tempo) uma versão mineira do Brasil Urgente. Agora está ampliando a área de “cobertura” dos policialescos e anuncia programas semelhantes no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e, talvez, outras praças. Isso sem esquecer do 190 e demais “puliça news” que as afiliadas já apresentam. Pra quem gosta…
Esses programas a Band vem divulgando com frequência. Já outros… Ontem entrou o Família Moderna depois do Jornal da Band. Seco. Não vi qualquer chamada. Vai revezar com Um Tio da Pesada.
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Ainda nos comentários da edição passada, o Leonardo reclamou da abordagem que fiz sobre os programas que trataram dos 10 anos do 11 de Setembro. Disse ele que não podem ser comparados com tragédias naturais ou acidentes pois eles foram deliberados. Sei disso e até concordo. Mas continuo achando que exageraram na espetacularização do atentado. Não vou me alongar no tema mas notei uma clara intenção de usar o fato (deplorável) para influenciar a opinião pública mundial em favor dos Estados Unidos. Os atentados de 11 de Setembro foram cometidos por um grupo terrorista. Já o governo americano, oficialmente, comete atrocidades e violações em diversos países do mundo. Mas as emissoras (americanas em absoluta maioria) preferem contar só um lado da história. O seu lado. E eu não gosto de meias verdades.

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September 10, 2011

Quem Erra Mais?

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 3:39 pm
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band tvNo recente feriado de 7 de Setembro tivemos um movimento interessante na TV aberta. O SBT alterou um pouco sua programação. Nada demais, até abusando das reprises de filmes. Mas, curiosamente, foi o bastante pra emissora empatar com a Record na média dia e até passar na média 24 horas. Ainda lembro que há alguns meses, em pleno domingo, a Band usou bem os produtos que tinha na data (mundial de futebol feminino, sub-17 e demais competições) e conseguiu uma ótima média, digna do período da Copa do Mundo. E ainda posso lembrar de vários casos parecidos. Existe público, o que falta é produto e ousadia por parte das emissoras.
Também acho que falta competência para a guerra da audiência. É preciso saber quais armas usar, onde atacar, quando, e aonde se deseja chegar. Mas isso é pedir muito. As ações mais parecem obras do acaso. Um ótimo exemplo ocorreu antes da Copa da África. Lembro do Meira (ou outro diretor da Band) declarando que usariam o evento pra encostar no SBT (que vinha tropeçando em tudo naquela época) e até conquistar o 3º lugar. Cheguei até a comentar aqui que achava tal cenário improvável e que a Band teria que remar muito pra entrar nessa briga. Agora, pouco mais de 1 ano após aquela declaração, leio uma entrevista de outro “big boss” da Band dando conta que estão satisfeitos com o 4º lugar, que pretendem sedimentar a posição…
Estranho. Assim como é estranho ver, após uns 10 anos, que pretendem retirar o RR Soares do horário nobre. Caiu a ficha de que ele enterra a audiência e atrapalha qualquer esforço pra passar público pra faixa das 22h. Mas, por outro lado, leio que a Band pretende recuperar o prejuízo noturno alugando uma nova faixa religiosa no início da tarde. Parece aquele velho ditado de cobrir um santo e descobrir outro. Sem esquecer que a Band exibe vários programas regionais nesse horário. Tanto ela quanto suas afiliadas. Como ficarão esses programas? Serão rifados também? E o tal programa (feminino) sonhado pro final de tarde, quando sairá do papel? E a programação do sábado, totalmente furada e improvisada, até quando vai continuar? Qual o sentido do SP Acontece, caso continue na grade? Qual a expectativa pro programinha de receitas do Daniel Bork e o resto da programação matinal? Até quando a Band vai insistir em escorregar na mesma casca de banana?
Ou a Band busca uma guinada radical e encontrar um público que não esteja satisfeito com a Globo, Record e SBT, ou… Ou vai passar mais alguns anos se dizendo satisfeita com o 4º lugar. E torcendo pra Rede TV continuar com sua administração familiar e amadora.
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Mas a Band tem uma boa folga nessa disputa pelo honroso 4º lugar. Pode dormir tranquila por enquanto. Um bom exemplo ocorre com os poucos eventos que a Rede TV transmite. Quer dizer, ela transmite, as afiliadas… E esse problema é antigo. Já passou da hora de acertar a bagaça.
Há alguns dias eu elogiei a divulgação do UFC Rio, e o consequente resultado no Ibope. Mas lembrei que outros eventos importantes (campeonatos Inglês e Italiano) careciam de maior atenção. Aí alguém deixou um comentário lembrando da eventual greve do futebol italiano, como justificativa. Ok, eu sabia da greve do futebol italiano, a possível greve do Espanhol, a paralisação da NBA… Tudo isso não justifica. Tanto é que…
Nesta semana o Italiano começou pra valer. Qualquer fã de futebol ou do campeonato sabe disso. Mas a emissora deve fazer mais do que avisar que começou a peleja. É como falei sobre o UFC, ela deve mostrar os bastidores, entrevistas, treinamentos, programas especiais, melhores momentos, chamadas… Muito bem, na sexta-feira eu parei um pouco pra ver o Rede TV Esporte. Nem preciso lembrar que é praticamente o único programa diário em que a emissora tem um público ligado ao futebol. Pouco adianta colocar 100 chamadas no intervalo do Manhã Maior ou no programa da Sônia Abrão. Deveria, então, focar no Rede TV Esporte. Mas o programa está num caminho pra lá de ridículo. Mal consegui acompanhar uma frase inteira. Toda hora o Ronaldo Giovaneli tinha que interromper, gritar, rasgar algum papel, dar risadinhas… Isso sem falar nos filhos, nos rojões de papel picado, nas macaquices. Só no último bloco, aquele de “voltamos amanhã, beijo, tchau” é que o Sílvio Luiz conseguiu 10 segundos pra avisar que teria jogo no sábado. Ou domingo… Vai saber, fiquei meio zonzo com os rojões do Ronaldo.
E depois o pessoal reclama de baixa audiência…
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Vocês sabem o que é o Caçapobol? Bem, é a nova modalidade bobagística inventada pela Record (via Esporte Fantástico). Se bem que a sinuca gigante nem é criação da Record, eu já vi a brincadeira em emissoras do exterior. Para quem nunca viu a besteira, é uma sinuca onde se chuta uma bola branca de futebol para encaçapar as coloridas. Tudo isso sobre uma mesa gigante. Quem estiver animado é só esperar o novo Esporte Fantasioso. Ou vocês acham que a Record iria deixar o EE reinar sozinho com o João Sorrisão e as dancinhas idiotas??
Mas, falando sério, a Record só confirma, dia a dia, que só comprou o Pan e a Olimpíada pra se exibir. Tem uns 4 anos que ela, de hora em hora, lembra que é a emissora do esporte olímpico. Será mesmo?? Hoje, logo mais, vou ver se o basquete masculino garante a vaga nos jogos. A partida vai passar no EI, na ESPN, no Bandsports, no Sportv… Do mesmo modo que vários torneios classificatórios (em diversas modalidades) foram (e serão) exibidos por várias emissoras. E nada na Record. Melhor mudar o slogan pra: Record, a emissora oficial do discurso vazio.
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Eu já ia abordar o fato e o Alexandre ainda fez o favor de lembrar isso nos comentários. É a avalanche de matérias, documentários e especiais sobre os atentados do 11 de Setembro. Mas agora são os 10 anos dos atentados. É um número redondo, é bonito. É cabalístico, místico, sei lá… Só sei que torrou a paciência. Quem assiste muito jornalismo então… Corre o risco de ter uma overdose de torres gêmeas. Não que esquecer o fato seja o melhor caminho, mas não é pra tanto. Só como comparação, no Brasil, todo mês, os acidentes de trânsito matam muito mais gente que os atentados do 11 de Setembro. E não me consta que a vida humana valha menos caso seja perdida num acidente de ônibus.

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September 6, 2011

Rápidas e Variadas

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:57 am
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Hoje é dia de rápidas e variadas. E começo com um detalhe do Bem Amigos de ontem. É evidente que o assunto era futebol. E, em dado momento, começaram a debater sobre a fraca formação de novos técnicos (nas categorias de base), as más condições de trabalho, a deficiência na formação de jogadores… Eis que o técnico Renê Simões resolveu lembrar que acontece o mesmo na imprensa esportiva. Disse que estava cansado de ver (ou participar de) coletivas onde os repórteres vivem fazendo perguntas descabidas, repetitivas, tentando levantar polêmicas vazias e assim por diante. E vamos combinar, ele está muito correto na observação. O problema é tão gritante que nem é preciso ser do ramo para notar. Basta um pouco de capacidade intelectual.
Dos participantes do programa poucos quiseram botar o dedo na ferida aberta. Só o Milton Leite tentou explicar a situação. Segundo ele a origem de tudo está no rápido surgimento de muitas emissoras (especialmente pagas) e portais. E que essas emissoras tiveram que apelar para profissionais novatos e sem tanta capacidade. Ok, isso explica parte do problema. Mas não é só isso. As emissoras têm muito mais culpa. Elas, deliberadamente, buscam esses jornalistas mal preparados e ainda insuflam o jornalismo de polêmicas e fofoquinhas. É praticamente a versão “TV Fama” do esporte. Sem falar que esse tipo de jornalista (novato e/ou sem formação) aceita qualquer salário, horas extras, funções duplicadas, péssimas condições de trabalho…
De vez em quando eu tiro uns minutos pra assistir alguma televisão do interior (ou de Estados pequenos). E não é raro ver um repórter acumulando o trabalho de editor, produtor, cinegrafista… É o 4 em 1. O resultado final é quase cômico. Ou trágico.
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Foi meio de sopetão, como é habitual do Esporte Interativo. Mas agora a emissora está exibindo uma edição diária (pelo que percebi) da TV Corinthians. Do mesmo modo que já acontece com a TV Vasco. Os programas de clubes europeus eu nem vou contar, o objetivo alí é apenas exibir o VT de jogos que a emissora não exibe regularmente.
Mas a medida do EI é até louvável. Isso dentro das condições e possibilidades da emissora. Na verdade, na verdade, eu gostaria de ver algo mais abrangente, englobando todos os clubes brasileiros que produzem programas oficiais. Não sei como é o acordo entre o EI e Vasco e Corinthians, mas eu havia imaginado algo que atendesse os clubes (e seus patrocinadores) e fosse bom para a emissora. Por um lado os clubes dariam visibilidades aos programas de suas TVs, recebendo alguns minutos de propaganda para distribuir entre os patrocinadores principais ou em campanhas de marketing. Por outro lado o EI teria vários programas “grátis”, melhoraria seu conteúdo e atrairia uma gama maior de espectadores. Por tabela poderia até conquistar alguns desses patrocinadores de clubes para o seu departamento comercial.
Pode até ser uma idéia meio pueril. Mas não é tão pior que ver um jogo isolado e reprisado do Manchester ou Barcelona.
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A Band ficou tão eufórica com o sucesso do Agora É Tarde que resolveu abrir mais um dia pra exibição do programa. Não sei se é pra tanto. Ainda mais que a Band já cometeu o mesmo erro com outros programas (a Escolinha, por exemplo). Parece que esqueceram o significado de “saturação”.
Não custa lembrar que o Agora É Tarde ainda tem alguns problemas que precisam ser corrigidos. Sem me aprofundar muito posso citar que as entrevistas são muito curtas. Quando a conversa começa a esquentar, já é hora de dizer adeus. Também vale notar que o nível dos entrevistados não é dos melhores. Isso com duas edições semanais. Com três então…
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Eu nem sei dizer qual o melhor telejornal da TV aberta. Mas, entre as maiores redes, o SBT Brasil é, disparado, o pior. Esse modelo atual, tão ao gosto do Sílvio Santos, não me agrada nada. O conteúdo das matérias, o estilo das reportagens, as “opiniões” vazias… Mais parece um programa de variedades. E não digo isso brincando. Dia desses, zapeando pra um lado e outro, parei espantado ao ver uma reportagem sobre o que fazer com os presentes (trocados entre os casais) após o fim do namoro. E ainda com direito ao “opinião” sobre tão relevante pauta!
Acho que o único ponto positivo disso é que o trabalho dos produtores do SBT Brasil ficou muito facilitado. O sujeito nem precisa sair do prédio pra encontrar 3 ou 4 ex-casais com presentes no armário ou no lixo.
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Já tem um bom tempo que não assisto a MTV, por razões que já expliquei anteriormente. Mas lembro que já critiquei muitas decisões (estranhas) tomadas nos últimos tempos. Nem parece que a emissora pertence ao Grupo Abril. Mas nem fiquei surpreso com as notícias da última semana, dando conta de mais demissões e cortes de programas. Esse cenário já vem se desenhando há muito tempo. E tende a piorar. Melhor pra Mix TV que, mesmo não sendo tudo aquilo, acaba conquistando a fatia da audiência que gosta de música.
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Parece que nem a Rede TV esperava os índices de audiência do UFC ao vivo. Tanto que agora resolveu explorar mais e mais o evento e os lutadores brasileiros. Em toda hora, em todo lugar… Menos, bem menos!

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September 2, 2011

Saiu Atirando

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:12 am
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A edição de hoje vai fugir um pouco do tradicional. Será um pouco mais amena. Principalmente por causa de dois vídeos (links) enviados por leitores. O primeiro link foi do Alexandre, mostrando a despedida da Keyla Lima do Manhã Maior. Eu não havia visto a cena, mas tenho que admitir que a Keyla teve peito (no sentido figurado também). Já falei tanto da primeira-dama da Rede TV que nem vou me repetir. A robô já consegue respirar e pensar ao mesmo tempo. Mas não passa muito disso. E a Keyla tem bastante razão ao falar das condições de trabalho da produção e da gigantesca dificuldade do robô Albuquerque (especialmente nos primeiros tempos). Só achei dispensável a parte onde ela “passa o currículo” e diz que em poucas semanas estará em outra emissora. Não precisava disso.
O curioso da cena foi a Keyla tirando o fone do ouvido pra não ter que ouvir os berros da direção enquanto mandava seu recado. Assim como foi meio engraçado ver a robô tentando rebater as críticas e se justificar. Para quem ainda não viu, eis o vídeo da despedida:

Mas vamos ser realistas, a Keyla não sabia (há séculos) que a outra é intocável? Já não havia vistos tantos colegas indo e vindo e nada de trocar o “software” da robô? Será que a Keyla Lima acreditava tanto assim em gratidão, lealdade e amizade na televisão? Pode até existir, mas é algo de uns 6 ou 7. Mas, enfim, mesmo não sendo o maior problema do programa, acabou limada.
Também é bom dizer que a Regina Volpato não tem nada com isso. Foi contratada, acertadamente, e vai tentar fazer o trabalho de duas. E é bom que não espere muito reconhecimento pelos (futuros) serviços prestados. Lá só reina uma. Duas, no máximo. E eu quase diria que é uma pena a Regina Volpato estar no Manhã Maior. Ela não merece tal “castigo”. Mas também não é legal ver uma apresentadora tão competente e simpática fora da televisão. Sem falar que é uma das melhores MILF da tv brasileira. Mas isso é secundário, ela não deveria ter ficado tanto tempo afastada. Especialmente quando vemos o nível de umas e outras. Ou quando ficamos sabendo que a Band passou os últimos 7 mêses tentando trazer a Márcia Goldsmith de volta. Aí é dose pra mamute.
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Até imagino que algum leitor irá comentar algo sobre os critérios de contratação (e demissão) das emissoras brasileiras. Eu já falei sobre isso em várias oportunidades, não vou repetir tudo. Mas basta fazer uma lista rápida e conferir que, via de regra, contratam filhos, esposas, namorados, amigos… É a patotinha. A capacidade profissional é algo que só aparece em 5º plano. Ou nem isso!
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O segundo link foi enviado pelo Marcos Giani e mostra um trecho muito interessante da passagem do Vídeo News pro Brasil Urgente. E chega a ser hilário. Mas dessa vez eu sou obrigado a concordar com o Datena. Acreditem, o Datena ficou 3 minutos e só disse verdades. E a Nadja Haddad merecia mesmo ouvir umas “poucas e boas”. Quem mandou ser bonita assim? Agora aguenta. Ainda mais que o Datena já anunciou que costuma usar aquele remédio azul. Sem bem que, muito provavelmente, o namorado da Nadja não precisa desse tipo de estimulante. Tô certo ou tô errado? E bota o vídeo na tela, Latino:


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Vou aproveitar a informalidade dessa coluna e contar um fato curioso, prometido há algumas semanas, quando critiquei a imprensa esportiva. Não contra uma brincadeira aqui, uma ironia ali, só peço que os caras tenham um pouco de capacidade e lembrem que a sua função principal é passar informações. Cresci ouvindo (e lendo) gente que me acrescentava coisas. E aprendi muito (sem falsa modéstia). Mas agora tenho que aguentar, salvo raríssimas exceções, um boçais que nada entendem de esporte ou de assuntos correlatos.
O fato interessante que vou contar é sobre o Adriano; e não vi nenhum jornalista mencionar isso. Vocês sabem que a imprensa italiana (especialmente) adora dar apelidos aos jogadores. Quase todos os jogadores famosos recebem um superlativo. E, até por ser homônimo, o Adriano foi comparado ao antigo imperador romano. E adotou o apelido, com galhardia e satisfação. Logo o Adriano, que tanto se gaba de pegar milhares de periguetes. Faltou alguém contar ao Adriano a verdadeira história do imperador. Talvez até por poucos saberem do fato. Mas… O fato real é que o imperador Adriano, apesar de casado, não dava muita bola pra rainha. Ele gostava mesmo era de rapazes. E muito. Já coroa ele conheceu e se apaixonou por um jovem. E dedicou toda sua atenção ao rapaz e ao governo. Bom governo, por sinal. Até que, certo dia, o rapaz morreu dramaticamente. E Adriano, o imperador, pirou na batatinha. Desconsolado, ele largou o império, os amigos e foi viver seus últimos dias numa luxuosa vila que mandou construir. Pois é, a história também é uma caixinha de surpresas :lol:

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August 30, 2011

Belas em Dose Tripla

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 3:18 am
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O mês já está quase acabando e eu nem pra atualizar a seção Belas & Barangas ainda. Que vacilo, hein! Mas podem segurar os xingamentos, hoje é dia. E vou rodar o Brasil na busca de algumas belas da telinha. Começo por uma beldade gaúcha que agrada mais que vitória no grenal. É a atual musa da RBS, Carla Fachim. Tá certo que existem outras beldades na emissora, até publicadas aqui. Mas depois da saída da Zanchetta, acho que o posto ficou com a Carla mesmo. Ou preferem a Cristina Vieira? Ou a Alice Bastos?? Oh dúvida cruel. Mas hoje é dia da Carla Fachim:
carla fachim rbsCarla Fachim RBScarla fachim apresentadora rbscarla fachim
carla fachim rbs

De Porto Alegre vou até Fortaleza. Viagem longa mas justificada. Especialmente pra atender os cearenses que assistem o Globo Esporte local com um olho nas notícias e outro na Mariana Sasso. Como a loira não é muito conhecida pelo resto do país (que não capta a tv Verdes Mares), fica o registro da moça e seu sorriso generoso:
mariana sasso tv verdes maresmariana sasso
mariana sassoapresentadora mariana sasso

Do Ceará eu faço uma volta e paro em São Paulo pra atender um pedido feito nos comentários, a Pryscilla Paiva. Não tenho assistido muito a Record News ultimamente. Mas a Pryscilla Paiva era (ou é) uma das poucas coisas interessantes do canal. Pra quem gosta da “baixinha do tempo”…
repórter pryscilla paivapryscilla paiva repórter

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August 28, 2011

Esporte e Circo

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:22 pm
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Outro dia fui instigado a falar sobre um assunto já habitual aqui no Tevezona, o rumo estranho e idiota que as transmissões e programas esportivos vem tomando. O motivo dessa nova investida foi um debate promovido sobre o tema no Ver TV. Como não consegui ver o programa (ou a reprise), agradeço ao Alexandre que passou o link pro vídeo no site da TV Câmara. Por lá vi os 2 primeiros blocos. E concordo com grande parte das opiniões dos convidados do programa. Ainda mais que muitos dos assuntos eu já havia abordado aqui.
Quem lê a coluna há mais tempo deve lembrar de quantas vezes já critiquei a Band, a Record, a Rede TV, o Esporte Interativo e, mais recentemente, a Globo. Especialmente quanto ao nível dos programas e sua busca (equivocada) pela infantilização. Recordo que algumas pessoas acharam que eu estava de perseguição contra essa ou aquela emissora. Como se eu fosse culpado pelo conteúdo desses programas. Como se a janela fosse culpada pela paisagem. Ora, eu só ressaltei os fatos. Fatos públicos e evidentes.
Um dos pontos citados no Ver TV (pela Kátia Rubio) é a interferência da televisão no esporte. E isso é fato, basta ver as mudanças nas regras do vôlei. Ela paga pela transmissão e, por motivos diversos, acaba interferindo no “espetáculo”. Interfere porque deixam. E interfere buscando seus próprios interesses. Do mesmo modo que interfere numa novela. Erra ela e erra quem permite isso. Outro aspecto citado pela Kátia Rubio é que a televisão trata do esporte como algo menos sério. Permite coisas (e brincadeiras) que não vemos em outras editorias. Isso também é fato. E é uma decisão consciente. As emissoras (baseadas em pesquisas e/ou conceitos firmados) entendem que precisam aumentar a base do seu público alvo. E, já tendo o grosso do público masculino, tentam atrair as mulheres e crianças. Até entendo isso, só não sei se essa é a forma correta. O esporte pode (e deve) ser popular, mas não precisa ser idiota ou popularesco.
Um dos erros do Ver TV (comentado pelo Alexandre) foi focar as críticas na Globo. Não que ela não mereça as pancadas; deveria levar o triplo. O problema é aquele que eu já abordei quando citei um filme que passou na TV Brasil. O filme exibiu cenas muito mais pesadas que O Astro, mas como “ninguém” viu… Sem falar que bater na Globo é modinha, agrada os pseudo-intelectuais e faz sucesso com o povão. Basta ver a reação tímida diante do monopólio tácito imposto pela Record, detentora das olimpíadas e Pan. Se fosse a Globo, choveriam críticas e campanhas na internet. Se a Globo comprasse a Indy e só transmitisse metade das provas em tv aberta… Mas como é a Band, poucos se lembram do fato. Enfim, é assim que o povo se comporta. Fala mal, mas não deixa de assistir.
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Eu, talvez pela idade, adoto uma tática diferente. Quando um programa torra a minha paciência, deixo de assistir. Salvo por algum fato pontual ou para colher dados que interessem ao propósito da coluna. Um exemplo recente ocorreu com o Esporte Espetacular (ou espetaculoso). Eu já vinha no meu limite extremo. E há umas 2 semanas eu estava no computador (ou na internet) e deixei a tv ligada no EE. Nem prestava muita atenção. Lá pelas tantas aparece a Glenda anunciando novidades na tal dança do gol e no João Sorrisão. Parece que querem transformar aquilo na Dança dos Famosos do futebol. E eu já olhando feio pra Glenda. Mais uns minutos e começam a mostrar os gols do sábado. Por sorte eu já havia visto os gols pela Internet, no dia anterior. Mas parei pra rever. Pra ver e ouvir a narração ridícula que ela e o Tande faziam. Um texto certamente criado pelos redatores do Zorra Total. Ainda tinha a edição engraçadinha pra divertir o “respeitável público”. Passou um gol do Cruzeiro, onde o Roger dava um passe em profundidade pro companheiro, e eles cortam o lance pra dizer que foi um presente igual aos que ele dá pra Deborah Secco. E pra isso inseriram umas imagens dela na novela. Num outro jogo, onde a defesa do Botafogo se atrapalha e permite um gol do América mineiro, a edição inventa de botar a música do antigo programa dos Trapalhões como trilha. E daí pra pior.
Isso até pode ser engraçado pra alguns. Certamente é. Mas eu só queria ver os gols e lances. E já sei que não será mais no Esporte Espetaculoso. Nunca mais! Tenho outras opções. Felizmente.
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Ontem a Rede TV teve o seu dia de gala. O UFC Rio rendeu números bem altos pra emissora, faltando muito pouco pra atingir a liderança no Ibope. No melhor momento (na luta do Anderson Silva, ao que parece) ela passou dos 11 pontos de pico, num empate técnico com a Globo. Mesmo a média foi muito boa. Tanto que, ao final do dia, acabou meio ponto na frente da Band, 2,1 contra 1,6.
A transmissão teve algumas falhas técnicas. Por várias vezes o áudio do patrocínio entrou junto da narração. As entradas pra entrevistas, no estúdio móvel, estavam com um delay grande, até confundido o Fernando Navarro em uma ocasião. Em outro momento vazou um áudio que não consegui identificar a origem. Felizmente as lutas foram acima da média que deixaram esses problemas em segundo plano.
Resta saber se os bons índices de audiência não vão atiçar alguma emissora concorrente. A Globo eu acho improvável, neste momento. Mas pode pintar alguma outra. É melhor a Rede TV amarrar bem esse contrato.
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Curioso é ver como o público se divide em relação ao UFC. Ou a pessoa gosta, ou não suporta. É raro ter alguém que acha “mais ou menos” interessante. E isso é até compreensível. Difícil pra mim é entender quem assiste o WWE (atualmente no EI). Qual a graça de ver uma “luta coreografada”?? E ainda tem gente que acha que aquelas lutas são pra valer. Eu mesmo conheço algumas pessoas que pensam assim. Vai entender…
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Nos últimos dias eu li algumas notas tratando do eterno problema do jornalismo da Record, sua submissão aos interesses da IURD. E é aquela mesma coisa de sempre, todas as emissoras noticiaram a visita do Papa à Espanha e o encontro com os jovens. Mesmo encontro que ocorrerá no Rio em 2013. Mas o jornalismo da Record ignorou totalmente o fato. A ordem lá é só citar os fatos negativos. Esses são repetidos e reprisados exaustivamente.
Mas tenho que ser justo, a Record não ataca só a igreja católica. Ela é contra todas as concorrentes. Podem anotar e depois me digam se a emissora já deu espaço para outras religões ou seitas. Eu nunca vi.
O que eu vejo mais é o jornalismo da Record cometendo alguns erros grosseiros. Ontem, nas legendas de rodapé da Record News, passavam duas notícias seguidas. Na primeira escreveram assim:
“Mulher é condenada HÁ 18 anos de prisão…”
Na notícia seguinte a gramática mudou:
“Ciro Gomes é condenado A pagar cem mil…”
Tá certo, se fosse prova de gramática teriam tirado nota 5.

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August 24, 2011

Do UFC ao Vale Tudo

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:22 pm
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A Rede TV já está em ritmo de UFC Rio. Quase todas as atenções da emissora estão voltadas pro evento. E, diferente de outros produtos, até que o trabalho de divulgação e cobertura está sendo feito de maneira correta. Entrevistas nos EUA, matérias aqui no Brasil, reportagens no Rede TV Esporte, participação em outros programas da casa, divulgação na internet e outras mídias… Olha, até spam da Rede TV eu recebi no meu email. Tirando o spam, o resto foi feito dentro das possibilidades e sem passar a barreira do exagero irritante. Quem não assistir as lutas é porque não gosta mesmo.
Mas o estranho mesmo é que, até o dia de hoje, não vi nenhum patrocínio master pro evento. Mesmo que fechem uma ou mais cotas para o sábado, não é o ideal. Sinal de que há algo errado do departamento comercial da emissora. E não é de agora. Basta lembrar da Série B na Rede TV. Ficou lá uns 5 ou 6 anos e sofreu pra fechar 3 cotas nacionais. Neste ano o campeonato passou pra Band e, rapidamente, já tem muito mais patrocinadores. Mesmo considerando a cobertura mais abrangente da Band, não deveria ser pra tanto.
É meio complicado avaliar essa questão de patrocínios e valores. Ainda mais quando algumas emissoras (Record e Rede TV em especial) colocam valores muito altos na tabela e depois oferecem descontos generosos. Como se as agências já não soubessem, de antemão, que a tabela está fora do mercado. Essa estratégia pode até funcionar em muitos casos. Mas pode complicar em outros. O resultado prático (que vale no final das contas) aponta pra transmissão sem cotas vendidas na Rede TV. Pela importância do evento é de estranhar.
Outro ponto pra ser analisado é quanto a permanência do evento na Rede TV. O formato atual, exibindo lutas de 2 ou 3 semanas atrás, não é o ideal pra uma tv aberta. Parece que a prioridade é da tv fechada. E os americanos são muito pragmáticos nessas questões comerciais. Nem conhecem a palavra fidelidade. Quem pagar mais, leva!
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Se a divulgação do UFC Rio está satisfatória, o mesmo não posso dizer dos campeonatos europeus. O Inglês começou quase sem aviso. O Italiano então, mal se ouve falar. E ele começa neste fim de semana, caso a Rede TV tenha se esquecido.
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Quem deu azar com a data do UFC Rio foi a Cris Lyra. Bateu bem próximo do nascimento do primeiro herdeira e ela vai trocar o octógono pela sala da maternidade. Não que a Paloma vá fazer feio, longe disso, mas a Cris, depois de tanto tempo na apresentação, merecia essa “cereja do bolo”. Acontece.
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Outro dia falei sobre o corte de verbas da Cultura. Tá certo que é um problema grave, mas existem coisas que a emissora poderia corrigir sem tanta dependência de dinheiro. A primeira é o número de chamadas de alguns produtos. Praticamente inexistem. E a gente acaba pegando os programas ao acaso. Ou pela metade, quando lembra.
Também acho que o Jornal da Cultura deveria ser um pouco mais abragente. Tudo bem que eles acharam um formato interessante, mais analítico. Mas é bom lembrar que não existem apenas notícias de política e economia. As outras editorias poderiam ter alguns minutinhos diários. Não custa tanto.
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Já o SBT Brasil… Aquilo ainda é um telejornal? Bem, só se for na cabeça do Patrão. Pra mim tá quase parecendo um programa de humor. Falta pouco pra gente ver uma cena assim:
Joseval Peixoto, com ar muito grave:
- Garoto de 6 anos rala o joelho após cair de escorregador num parque da zona sul de São Paulo.
E a Raquel Sheherazade entra com seu editorial:
- Isso é um absurdo. Até quando as nossas crianças serão vítimas de escorregadores e balanços em praças mal cuidadas? Onde estão as autoridades que não colocam grama debaixo dos brinquedos? Ou mesmo um colchão inflável??…
Francamente, jornal popular é uma coisa. Isso aí já é chacota!
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Por falar em jornal, a Record deve estar amargamente arrependida com a sua última mudança de grade. Deu tudo errado. E a audiência do JR, que nem vinha muito bem, só faz cair. Parece que os erros do SBT (trocando centenas de vezes os horários de sua programação) não serviram de lição. A Record quer cometer os mesmos erros, novamente.
E, como o Andrade lembrou nos comentários, o Tudo a Ver virou uma gigantesca colcha de retalhos. Talvez fosse o caso de mudar o nome, pra “Vale Tudo”.

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