Novela e Neymar
Até que a disputa pelo segundo lugar de audiência está ficando interessante. Acabou a Olimpíada e as emissoras voltam a usar as armas tradicionais. A Record, ainda que não assuma, acusou o golpe e já começa a buscar saídas. Algo que vá além das pegadinhas no Tudo a Ver. E além do manjadíssimo concurso de piadas.
A verdade é que a Record finalmente resolveu dedicar alguma atenção à grade vespertina. Essa faixa não costuma ser muito lucrativa e o seu público é muito heterogêneo. Mas isso não justifica o desleixo. Até porque a concorrência continua exibindo seus programas e conquistando audiência no horário. E isso impacta na média diária.
Dos programas que a Record vem anunciando pra suas tardes não posso falar muito. Tá tudo bem no início, no rascunho. Não é prudente falar antes de conhecer o produto. Mas uma coisa eu posso dizer, pior que tá não dá pra ficar. Vamos lá Record, deixe o Chris descansar um pouco.
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No SBT as novidades são poucas. O único reforço esperado é o novo programa da filha, aos sábados. O foco atual é capitalizar o máximo com o sucesso de Carrossel. E respirar um pouco, depois de tempos tão conturbados.
Mas não sei se o SBT pode ter tanto tempo pra descansar assim. A situação atual é boa, mas não é confortável. As novelas reprisadas, na tarde, não são eternas. As “Marias” estão acabando. As outras novelas também não são assim o último pastel da feira. É bom ir pensando em novas alternativas. O problema é o perfil do público do SBT no horário. Ele limita muito as opções. E não sei se o SBT teria peito pra tentar, por exemplo, tirar parte do público de Malhação. É um risco. Mas não é tão difícil assim. Quem vê a Sessão da Tarde e Malhação é mais por falta de opção que por preferência.
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Tem horas que a gente se arrepende de usar o controle remoto. Nessa semana, acho que na segunda-feira, passei alguns minutos no Donos da Bola. Coisa de uns 15 ou 20 minutos. Tempo suficiente pra ouvir o Neto soltar dois palavrões. Depois do segundo, e após um VT, ele acabou pedindo desculpas pelo palavriado. Não resolve muito. Melhor aprender a se controlar. O telespectador merece (ou deveria merecer) um pouco de respeito.
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Ontem, 16/08, o Agora É Tarde acabou por volta de 01:30. Talvez tenha sido proposital, o programa vem entrando cada vez mais tarde. A concorrência é menor. Mas a audiência também é menor. Não sei se é uma boa estratégia. Até porque isso também atrasa os programas subsequentes.
Mas, se o projeto for esse mesmo, fica a sugestão de um novo nome: Agora É Muito Tarde.
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Hoje pensei em dar uma passada no Esporte Interativo e ver o Jogando Em Casa. Estavam passando a NFL, com aqueles rapazes de collant. Aí fui no site do EI pra conferir a grade. Nem se eu imprimisse e colasse na parede. Tá uma bagunça. Tem dia que tem, tem dia que não. O horário também vai de acordo com o vento. Ou seja, o espectador que trate de adivinhar. E depois o “carinha de lá” vem reclamar das minhas críticas. Acontece que não sou vidente, não tenho tal capacidade. E sou meio antiquado, ainda prefiro uma grade com dias e horários fixos. E que, em caso de mudança, a emissora divulgue o novo horário.
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Ontem tentei ver alguns segundo do Na Moral. É complicado! Os fãs do Pedro Bial que me desculpem, mas ele é insuportavelmente chato. O programa é chato. Os convidados são chatos. Os temas são chatos. A claque é chata. A equipe é chata. O mundo é chato!!
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Outra coisa chata pra caramba são essas propagandas que o Neymar vem estrelando. O pessoal até falou disso nos comentários da última coluna. Bem, acredito que as empresas tenham bons motivos pra escolher esse ou aquele garoto propaganda. Elas buscam retorno, vendas. Mas eu não sei não. É muito Neymar, anunciando de tudo. E com toda aquela personalidade e eloquência do Neymar. Até um robô consegue ser mais natural e espontâneo.
Mas esse é um “filme” que eu já vi. Foi em 2006. Só mudava o “ator” principal. Naquela época ele atendia pelo nome de Ronaldinho Gaúcho. O final da história…
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O povo tem uma relação curiosa com as novelas. Algo inexplicável e sem comparação em outros cantos do planeta. E não estou falando só em teoria. Já convivi com gente assim.
Outro dia eu li o artigo de um colunista que tratava da enorme repercussão da Avenida Brasil nas redes sociais. Deve ser, apesar de não frequentar tais redes. Mas o que mais me espanta é ver notícias, em grandes portais, tratando de personagens como fossem pessoas reais. Notícias veiculadas ao lado de outras sobre economia, política, esporte… Uma pessoa de fora, que não saiba da novela, acaba achando estão falando de fatos reais. Chega a ser bizarro ver tantas notícias, em grandes veículos, falando sobre uma personagem de novela. Ê povinho alienado!!!


















Diversas vezes, ao falar sobre o comportamento da mídia, usei a expressão “ufanismo vazio”. Outro dia, nos comentários, o Lops usou a expressão “ufanismo histérico”. Acho que as duas versões servem. Especialmente quando a gente vê o discurso e a tentativa de criar uma comoção popular em momentos que envolvem a nação e o sentimento patriótico.
Já repeti dezenas de vezes que a audiência não é determinante para qualificar um programa de televisão. Mas é a métrica adotada e aceita pelas emissoras, agências e anunciantes. E é a única referência para se avaliar a aceitação dos programas. Notem que eu disse aceitação, não qualidade.
O papo de hoje vai se concentrar na Record. O primeiro assunto é a tal “carta olímpica” que a emissora divulgou. Antes de mais nada devo dizer que é um fato curioso, nunca vi outra emissora se explicando e se justificando antes mesmo de inciar uma transmissão importante. Mas tá bem.