August 17, 2012

Novela e Neymar

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:03 pm
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logo recordAté que a disputa pelo segundo lugar de audiência está ficando interessante. Acabou a Olimpíada e as emissoras voltam a usar as armas tradicionais. A Record, ainda que não assuma, acusou o golpe e já começa a buscar saídas. Algo que vá além das pegadinhas no Tudo a Ver. E além do manjadíssimo concurso de piadas.
A verdade é que a Record finalmente resolveu dedicar alguma atenção à grade vespertina. Essa faixa não costuma ser muito lucrativa e o seu público é muito heterogêneo. Mas isso não justifica o desleixo. Até porque a concorrência continua exibindo seus programas e conquistando audiência no horário. E isso impacta na média diária.
Dos programas que a Record vem anunciando pra suas tardes não posso falar muito. Tá tudo bem no início, no rascunho. Não é prudente falar antes de conhecer o produto. Mas uma coisa eu posso dizer, pior que tá não dá pra ficar. Vamos lá Record, deixe o Chris descansar um pouco.
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No SBT as novidades são poucas. O único reforço esperado é o novo programa da filha, aos sábados. O foco atual é capitalizar o máximo com o sucesso de Carrossel. E respirar um pouco, depois de tempos tão conturbados.
Mas não sei se o SBT pode ter tanto tempo pra descansar assim. A situação atual é boa, mas não é confortável. As novelas reprisadas, na tarde, não são eternas. As “Marias” estão acabando. As outras novelas também não são assim o último pastel da feira. É bom ir pensando em novas alternativas. O problema é o perfil do público do SBT no horário. Ele limita muito as opções. E não sei se o SBT teria peito pra tentar, por exemplo, tirar parte do público de Malhação. É um risco. Mas não é tão difícil assim. Quem vê a Sessão da Tarde e Malhação é mais por falta de opção que por preferência.
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Tem horas que a gente se arrepende de usar o controle remoto. Nessa semana, acho que na segunda-feira, passei alguns minutos no Donos da Bola. Coisa de uns 15 ou 20 minutos. Tempo suficiente pra ouvir o Neto soltar dois palavrões. Depois do segundo, e após um VT, ele acabou pedindo desculpas pelo palavriado. Não resolve muito. Melhor aprender a se controlar. O telespectador merece (ou deveria merecer) um pouco de respeito.
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Ontem, 16/08, o Agora É Tarde acabou por volta de 01:30. Talvez tenha sido proposital, o programa vem entrando cada vez mais tarde. A concorrência é menor. Mas a audiência também é menor. Não sei se é uma boa estratégia. Até porque isso também atrasa os programas subsequentes.
Mas, se o projeto for esse mesmo, fica a sugestão de um novo nome: Agora É Muito Tarde.
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Hoje pensei em dar uma passada no Esporte Interativo e ver o Jogando Em Casa. Estavam passando a NFL, com aqueles rapazes de collant. Aí fui no site do EI pra conferir a grade. Nem se eu imprimisse e colasse na parede. Tá uma bagunça. Tem dia que tem, tem dia que não. O horário também vai de acordo com o vento. Ou seja, o espectador que trate de adivinhar. E depois o “carinha de lá” vem reclamar das minhas críticas. Acontece que não sou vidente, não tenho tal capacidade. E sou meio antiquado, ainda prefiro uma grade com dias e horários fixos. E que, em caso de mudança, a emissora divulgue o novo horário.
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Ontem tentei ver alguns segundo do Na Moral. É complicado! Os fãs do Pedro Bial que me desculpem, mas ele é insuportavelmente chato. O programa é chato. Os convidados são chatos. Os temas são chatos. A claque é chata. A equipe é chata. O mundo é chato!!
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Outra coisa chata pra caramba são essas propagandas que o Neymar vem estrelando. O pessoal até falou disso nos comentários da última coluna. Bem, acredito que as empresas tenham bons motivos pra escolher esse ou aquele garoto propaganda. Elas buscam retorno, vendas. Mas eu não sei não. É muito Neymar, anunciando de tudo. E com toda aquela personalidade e eloquência do Neymar. Até um robô consegue ser mais natural e espontâneo.
Mas esse é um “filme” que eu já vi. Foi em 2006. Só mudava o “ator” principal. Naquela época ele atendia pelo nome de Ronaldinho Gaúcho. O final da história…
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O povo tem uma relação curiosa com as novelas. Algo inexplicável e sem comparação em outros cantos do planeta. E não estou falando só em teoria. Já convivi com gente assim.
Outro dia eu li o artigo de um colunista que tratava da enorme repercussão da Avenida Brasil nas redes sociais. Deve ser, apesar de não frequentar tais redes. Mas o que mais me espanta é ver notícias, em grandes portais, tratando de personagens como fossem pessoas reais. Notícias veiculadas ao lado de outras sobre economia, política, esporte… Uma pessoa de fora, que não saiba da novela, acaba achando estão falando de fatos reais. Chega a ser bizarro ver tantas notícias, em grandes veículos, falando sobre uma personagem de novela. Ê povinho alienado!!!

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August 12, 2012

Muito Dinheiro e Pouca Audiência

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 2:01 pm
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A Olimpíada acabou e é o momento de se avaliar o trabalho. Não só o da delegação, da transmissão também. As falhas, esperadas, aconteceram. Mas não só na Record, vi alguns problemas também nos canais fechados. Mas nada tão grave ao ponto de comprometer. No caso da Record o erro maior foi na montagem da equipe. Jornalistas de fora do esporte e ex-atletas não são a melhor combinação que se pode imaginar. Mas foi essa a opção da emissora, para o bem e para o mal.
Erros na transmissão e pessoal mal preparado são questões que podem ser corrigidas. Mas a mentalidade e as atitudes da Record, não sei não. O discurso parecia mais preocupado em se justificar. Ou buscando criar um cenário irreal. Um exemplo claro foi uma chamada que vi na véspera da final do futebol. Era um clipe, com os jogadores e diversos lances, fechando com a locução dizendo algo como: “Decisão do ouro no futebol, aqui na Record”. Bobagem! Não é assim que se conquista o espectador. Isso é atitude de covardes, de quem aposta na ignorância alheia.
Outra desinformação ocorreu ao se avaliar a audiência dos Jogos Olímpicos. Eu li que a audiência teve uma queda de 40% em comparação com os jogos de Pequim. Pode não ser tanto, mas é inegável que a audiência foi decepcionante. Acho que só a final do futebol deixou a Record com o primeiro lugar folgado. A explicação da Record foi a de que transmitiu mais modalidades (sem tanto apelo) e com isso a média ficou mais baixa. É uma explicação, duvidosa. Começa que ela nem foi tão pródiga assim com as modalidades menos “famosas”. Sexta, de tarde, transmitiam algumas competições nos canais fechados. Passei na Record e encontrei o interminável Chris. Neste exato momento, 12:30 do dia 12/08, temos a final do basquete masculino. E a Record está exibindo o Tudo É Possível. Acho que os fatos falam por si.
Outra forma de tirar essa dúvida é ver as 5 maiores audiências diárias da Record durante os Jogos. Raramente foram as Olimpíadas. Era a Fazenda, o Gugu, o Domingo Espetacular… É algo pra se pensar. Não pra culpar modalidades ou o mau desempenho de alguns atletas. A avaliação final é que a audiência não vestiu a camisa da Record. Do mesmo modo que a Record não vestiu a camisa da Olimpíada. E as desculpas não resolvem muito.
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Outra coisa que merece reflexão é o comportamento das emissoras diante dos direitos de transmissão. Até algumas edições a Globo ficava com tudo e pagava um valor quase simbólico. Coisa de 5 milhões de Dólares. Só como comparação, isso é menos do que estavam pedindo (neste ano) pela Série C. O valor dos Jogos foi subindo. Até chegar aos 70 milhões que a Record pagou pela Olimpíada de Londres. E agora temos 200 milhões de Dólares (no pool das emissoras) pelos Jogos do Rio. E já se especula 250 milhões pelos Jogos de 2020. Um valor espantoso. Seja comparando com outras edições dos Jogos, seja comparando com outros eventos. É algo injustificável, ainda mais por um evento de 2 semanas.
Eu fico pensando se é pra tanto. Acabei de falar na audiência destes Jogos. A Record nem conseguiu se descolar do SBT. Será que vale gastar 250 milhões de Dólares só pra vencer a Globo num leilão? Dá pra recuperar esse investimento (e mais os gastos adicionais) só com os patrocínios? Essa disputa é racional ou puramente emocional?
Caso vocês ainda tenham dúvida, vou citar um exemplo. Até alguns anos a Record tinha uma boa relação com a UEFA. A emissora exibia a Euro e a Champions. Aí o contrato chegou ao fim e a UEFA pediu um reajuste no valor da Champions, de 3 pra 5 milhões de Dólares. A Record achou muito e desistiu da transmissão. É essa mesma emissora que agora aceita pagar 250 milhões numa Olimpíada. Vai entender…
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Agora quero comentar algo que me chamou a atenção durante estes Jogos. Estava vendo algum programa da ESPN e um dos apresentadores, ao falar sobre os comentários nas redes sociais, criticando alguns atletas, chamou essas pessoas de “protozoários da internet”. Foi tanta informação que nem recordo o autor do comentário. Mas é da “nova geração” da ESPN; se fosse dos mais rabugentos espantaria menos.
Mas eu também vi o Galvão Bueno com um discurso parecido, reclamando do que as pessoas vinham escrevendo nas redes sociais. Justo o Galvão, tão cordato e polido. E olha que não tenho a menor simpatia pelo Renato Maurício Prado. Enfim…
Vamos separar as coisas: ofensas, xingamentos, opiniões racistas e coisas do tipo nem devemos tolerar. Aqui no Tevezona mesmo nem perco meu tempo, deleto na hora. Mas críticas, mesmo que exageradas e infundadas, paciência. Quem acompanha o site há mais tempo já deve ter visto algumas bobagens nos comentários. Eu deixo.
Agora é curioso ver a atitude das pessoas diante da tal “liberdade de expressão”. Parece que a liberdade de expressão só vale na hora de elogiar. Qual o problema de estão criticando o tombo de um ou o medo do vento da outra? Podemos até discordar da opinião, achar uma bobagem. Mas é a opinião das pessoas. Por mais idiota que possa ser.
Também é bom lembrar que opiniões idiotas não são exclusividade dos anônimos. Tem um monte de atletas, artistas, jornalistas, autores de novelas e tudo o mais vomitando idiotice nas redes sociais. E não vejo ninguém os classificando de “protozoários da internet”.
Parece que a televisão se acostumou com a claque. E que essa é a única função do povão, bater palmas quando alguém levanta a placa.
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Por falar em comentário infeliz… Eu estava vendo a maratona masculina no Sportv. Lá pelas tantas a câmera vai subindo e mostra algumas pessoas sentadas no teto de um prédio, sem qualquer proteção. Aí o narrador disse algo assim:
- Olha onde as pessoas estão assistindo a maratona. Mas é perigoso, se alguém se descuidar pode acabar caindo do alto do prédio.
E o comentarista não se conteve:
- Mas se forem cair, só espero que não caiam em cima de um dos corredores.
Fecha o pano!

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August 10, 2012

Mariana, Juliana e Clara

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 9:37 am
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Olá, turma. Hoje é dia de Belas. Quem não gostar do tema… Vou aproveitar a época e convocar algumas beldades do jornalismo esportivo. Minha idéia inicial era fazer uma edição só com atletas. Mas já tivemos tempos melhores. A safra atual é apenas razoável. Acostumei com a Leila, Ana Paula e mais algumas, fiquei meio exigente. Lembro de uma Vip, antigona, com a Ana Paula, sensacional. Não consegui achar na internet. E nem outra foto (boa) da época. Então vou publicar essa, só como registro:

ana paula do vôlei

Agora vamos ao que interessa. A primeira escolhida é a Mariana Monteiro (que eu lembro desde a Band Bahia). Agora ela está no Sportv e continua agradando o “eleitorado”. Ou vocês vão me dizer que o Lédio é mais bonito?

mariana monteiro sportvmariana monteiro reporter

Aproveitando o nome, Mariana, resolvi incluir a Mariana Brochado. Primeiro que é bem bonitona. E também me surpreendeu na telinha, comentando. Leva medalha pelos dois motivos.

mariana brochadomariana brochado
que beleza!!
(só tomando uma água mesmo)

Ainda tem outra baiana, que eventualmente aparece no Sportv, a Clara Albuquerque. Vai bem falando de futebol. E também agrada no visual.
clara albuquerque

Finalmente chegamos na ESPN, onde atua a Juliana Veiga. Essa eu lembro da época da Band (muito antes da miss Fan). Pena que é difícil encontrar boas fotos da Juliana pela web. Catei essas daqui:

juliana veiga

Agora tem a parte da zoação. É com um novo “aplicativo” pro Iphone. Já imaginaram se inventam um aplicativo que transforme qualquer baranguinha numa Paloma Tocci? Eh, por enquanto é só um sonho.
paloma tocci

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August 6, 2012

Mentiras Esportivas

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 2:06 pm
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manipulação da mídiaDiversas vezes, ao falar sobre o comportamento da mídia, usei a expressão “ufanismo vazio”. Outro dia, nos comentários, o Lops usou a expressão “ufanismo histérico”. Acho que as duas versões servem. Especialmente quando a gente vê o discurso e a tentativa de criar uma comoção popular em momentos que envolvem a nação e o sentimento patriótico.
Mas, com um olhar mais atento, dá pra se perceber que o discurso deles também é vazio. Eles não são tão patriotas quanto pretendem aparentar. Seu interesse é outro, mais pessoal e comercial. O evento esportivo (seja qual for) é apenas um produto. E o produto precisa ser vendido pra massa. E é aí que o discurso se encaixa. O discurso diz algo como: Se você não torcer cegamente pelo Brasil você não á patriota, você é contra seu país. O discurso não admite discussão ou divergência. Faz lembrar a doutrina xiita ou a prática de certas ditaduras.
O mais grave de tudo isso é ver como o discurso faz eco em milhões de pessoas. Elas aceitam a idéia e tomam parte na “guerra” contra os “infiéis”. É uma cruzada patriótica. Quase uma histeria coletiva, que não aceita opinião contrária. E eu vi isso até aqui, no site, em comentário recente.
Acontece que aqui o discurso é outro. E nunca vou me levar por euforias vãs ou por um ufanismo idiota. Não me venham com o papo de pátria de chuteiras, pátria de kimono, pátria de luvas ou pátria de capacete. Isso é papo furado. É papo da televisão, que busca audiência, é papo de quem quer vender camisa da seleção, de quem quer vender cerveja. Mesmo os atletas, são todos profissionais. Eles, os treinadores, os dirigentes, os políticos… Cada um tem seu interesse, seja um contrato de patrocínio, o ego inflado, ou um fruto eleitoral. O país está em segundo plano.
Talvez o meu pensamento seja meio radical, podem (e devem) haver exceções. Mas eu já vi muitas Copas, muitas Olimpíadas, muitas corridas e muita coisa no esporte. Sei que a realidade não é tão romântica quanto pintam. O que a mídia vende é uma ilusão. E eu não gosto de comprar ilusões. E meu patriotismo é outro, bem diferente.
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Eu gosto de me guiar pela razão. Em qualquer assunto. E não seria diferente numa Olimpíada. Acontece que a televisão não quer racionalizar nada. O que dá audiência é a paixão. O racionalismo cria problemas e atrapalha o fundamentalismo midiático. Então não tenho a menor esperança de ver alguma emissora analisando os fatos e informando a realidade pro povo. O povo não precisa saber que o Brasil é um fracasso esportivo. E um fracasso ainda maior quando se observa os bilhões investidos, o tamanho da população ou do PIB, a quantidade de membros da delegação e a comparação com outros países. Isso é coisa de gente chata, tipo eu. Isso é coisa que broxa o Ibope.
Mas, pra ser justo, temos uma rara exceção. Dia desses eu e o Alexandre falamos sobre o Segredos do Esporte (da ESPN). Não sei se a maioria já assistiu, mas é um programa que atravessa a superficialidade costumeira (medalhas, gols, polêmicas e papo furado) e trata das questões mais profundas. Muito indicado para quem gosta, realmente, do esporte. Pra quem deseja entender mais do assunto. E para quem busca algo mais que a tática, a tabela ou os erros da arbitragem. Recomendo que, se puderem, assistam.
O lado negativo é que o Segredos do Esporte foi criado apenas para esse momento de jogos olímpicos. Pelo menos até onde entendi. Mas eu creio que o programa tem potencial pra seguir. Não diário, mas numa frequência semanal, ou mensal. Só precisa ampliar a pauta, tratando de vários aspectos do esporte. Não faltam assuntos; eu mesmo posso sugerir mais de vinte. Mas a minha primeira sugestão é que o programa continue. Nunca fiz isso, mas, se alguém da direção da ESPN esbarrar nesse texto, gostaria que pensassem no pedido.
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O Band Sports tem vários problemas, já falei disso em outros momentos. Mas agora, vendo os jogos olímpicos e comparando com os outros canais, confirmei outro problema. É a imagem. Ela é mais borrada e mais escura que a dos outros canais, parecendo dessas emissoras que jogam o sinal analógico no satélite digital. O Band Sports está desse jeito. E olha que eu não fiz a comparação com os canais HD do Sportv e ESPN, estou me referindo aos canais SD.
Por falar nisso, é bom ir devagar nessa coisa de colocar o selo de HD ao lado do logotipo (caso da Record) ou falar que a transmissão é em alta definição (caso da Fórmula Truck, na Band). Podem até ter transmissão em HD em algumas regiões. Mas isso não é regra geral. E nem vale pra quem, por exemplo, assiste numa operadora via satélite. Lá, até onde vejo, o sinal continua em SD.
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Agora vai parecer que estou pegando no pé da Fox Sports. Mas a culpa não é minha. O canal segue com um vício irritante. Vício ou estratégia, sei lá. Mas, se for estratégia, é algo bem questionável. O fato é que eles não querem ser um canal esportivo. A Fox Sports é um canal de seus próprios eventos.
Ontem eu vi boa parte do Fox Sports Show. Na hora que liguei o assunto era a Sulamericana, que teve jogos na quarta. E o programa é exibido no domingo. Depois passaram pro Campeonato Argentino, que começaram a transmitir. Daí mostraram alguns gols do Brasileiro e a classificação, sem abordar mais nada e com grande má vontade. E terminaram o programa mostrando mais alguns momentos da Sulamericana.
Até entendo que o canal deve valorizar seus produtos. O problema não é esse. É aquele comportamento meio autista que já mencionei antes. Não vou repetir a minha opinião. Mas quero deixar uma pergunta: O assinante da Fox Sports se interessa mais pelo River, Racing e Independiente ou pelo Grêmio, Vasco e São Paulo? Ah, eu estou perguntando sobre o assinante no Brasil, não o argentino.
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E aí, vocês assistiram aquela coisa estadunidense que o Esporte Interativo começou a transmitir? Sim, aquele negócio com a bola oval e um monte de grandalhões (de collant) se agarrando e rolando no campo. Hehehe… Queria muito saber a audiência. Mas nem importa tanto. A ESPN já exibe a NFL, a Band já tentou enfiar isso na cabeça do brasileiro. Mas não funciona bem. Comigo então… Prefiro ver 10 horas de ópera que aquele negócio.
Falando no EI, a emissora tá com um novo projeto. Eles querem vender a programação pela internet. Tipo um Netflix da vida. Sei não… Os melhores eventos do EI não são exclusivos, passam em canais fechados e abertos. Sobra o WWE, o Bellator, o Kajuru… Boa sorte pro EI.

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August 1, 2012

Sem o DNA Esportivo

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 2:57 am
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logo olimpiadasJá repeti dezenas de vezes que a audiência não é determinante para qualificar um programa de televisão. Mas é a métrica adotada e aceita pelas emissoras, agências e anunciantes. E é a única referência para se avaliar a aceitação dos programas. Notem que eu disse aceitação, não qualidade.
Esse parágrafo inicial é motivado pelo primeiro assunto de hoje, a audiência das Olimpíadas. Lembro de ter previsto uma audiência entre razoável e boa, na Record. Mas os números estão bem modestos, tanto diante do que eu imaginei quanto do que a Record pretendia. Pode até ser que algumas finais (futebol e vôlei) consigam alguns pontos adicionais. Mas a média geral não é das mais animadoras. Ou não vem sendo, até o momento em que escrevo este texto.
Um momento emblemático nos jogos costuma ser a cerimônia de abertura. Na época em que a Globo transmitia os índices passavam, costumeiramente, dos 20 pontos. A média da Record não chegou nem na metade disso. Por mais que muitos não gostem da equipe “esportiva” da emissora, não era pra tão pouco. E nem falo tanto por gosto pessoal, eu nunca aguentei mais que 5 minutos da festa. Mas o povo parecia gostar. Estranho ver essa mudança repentina.
Os números da audiência nos jogos de futebol, vôlei e basquete também ficaram abaixo do esperado. Ainda que alguns tenham liderado por pequeno tempo. Mas, confesso, eu esperava uns 5 pontos acima. Acho que só a ginástica alcançou números positivos. Talvez pelo público feminino no horário. O resultado, ainda que parcial, mostra que os jogos pouco alteraram o panorama da audiência, a Record continua na briga pelo 2º lugar com o SBT. Um exemplo foi o Ibope do dia 30/07 (SP): 6,9 de média pro SBT e 6,5 pra Record.
Esses dados permitem duas conclusões:
1- O brasileiro ainda é muito “globalizado”. Qualquer coisa que passe na Globo consegue o dobro, ou triplo, do que teria em outra emissora. E isso não muda do dia pra noite.
2- A Record errou ao descuidar do resto da programação e confiar que as Olimpíadas reverteriam o quadro negativo. Uma parte é culpa do espectador, como falei no item nº1. Mas a outra parte é responsabilidade da emissora, que não tem “cara de esporte”. E isso também não se conquista da noite pro dia.
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Gosto é uma coisa totalmente pessoal, não vou discutir isso. Mas é a preferência que vai nos guiando pra um lado ou outro. Ainda que nem sempre percebamos o fato. Quem acompanha a coluna há mais tempo já deve ter notado que sempre tenho o pé atrás diante de grandes eventos. E isso vale pras Olimpíadas, Copa do Mundo, Carnaval, etc… Não tem relação com emissora A, B ou C. É pelo evento mesmo.
Minha insatisfação começa num ponto que já comentei antes, a bagunça que tais eventos provocam na grade e a exaustiva concentração de atividades (especialmente nas Olimpíadas) num curto espaço de tempo. Para ser claro basta citar um exemplo oposto, a Liga dos Campeões da UEFA. A Champions é disputada ao longo de vários meses e se sustenta dentro de uma grade normal de televisão. É até melhor pra emissora e pros anunciantes.
Mas o ponto nevrálgico é outro. Dia desses eu estava assistindo um documentário sobre os jogos olímpicos, sua criação. Eu já conhecia a história do barão e tudo o mais, mas foi bom relembrar. E foi melhor ainda comparar com os jogos de hoje. Viraram um grande evento comercial e político. Nem de longe representam o ideal original, a união de vários povos numa competição esportiva. Naquele tempo não tinhamos a comunicação em nível global, o contato entre as nações era pouco, as viagens eram longas, o esporte mal engatinhava… As Olimpíadas cumpriam uma missão nobre. Hoje tudo mudou. Todos os esportes estão organizados, com competições nacionais e internacionais. Os torneios e ligas internacionais correm ao longo do ano e atendem melhor o aspecto esportivo. E são muito melhores para as emissoras (que podem dedicar mais atenção) e pro telespectador.
As Olimpíadas continuam com o glamour de um evento mundial e gigantesco. Mas não têm o mesmo sentido de antes. Mesmo com toda a força da mídia. E o mesmo, em termos relativos, serve pra Copa do Mundo. Virou um “brinquedo” muito caro e complicado de organizar. Estamos sentindo na pele. Até a UEFA está repensando o formato de disputa atual, querem realizar a próxima Eurocopa em vários países. Talvez seja um caminho. Eu, pessoalmente, preferiria muito mais assistir uma liga mundial de clubes de futebol. Mas não confundam essa liga mundial com aqueles “dois joguinhos” que a FIFA organiza no final do ano.
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A imprensa, especialmente na internet, costuma se deliciar com as gafes e mancadas que ocorrem durante a transmissão de eventos do tipo que temos agora. Fizeram a farra com a mancada da Ana Paula (Patalógica) Padrão, com a Mylena Ciribelli, com um comentarista da Record News, etc… Tudo bem, isso chama a atenção do público. Mas, na boa, não tem tanta importância assim.
O fato que mais me chamou a atenção nestes dias de Olimpíadas foi o choro do Sérgio Maurício (do Sportv), ao final da primeira disputa no judô. Não sei se todos viram a cena. Mas é algo raro na televisão atual. Existe quase que uma regra tácita, o jornalista deve ser frio e a emoção é só pra empolgar o espectador. Faz um certo sentido, não dá pra ficar chorando toda hora que se noticia um terremoto, um tsunami ou a queda de um avião.
Mas também é bom lembrar que ninguém é máquina. O sangue ainda pulsa. E o Sérgio Maurício, depois de tantos problemas, estava num momento único na carreira. Não estava encenando. E a emoção foi justificada.
Aliás, é bom registrar o bom desempenho do Sérgio Maurício nos eventos que vem narrando no Sportv. Lembro dele na antiga equipe esportiva da TV Brasil (TVE), que foi citada recentemente. Uma presença morna, quase formal. Parece que a mudança de ares fez bem ao Sérgio. Do mesmo modo que acontece com alguns outros.
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A gente vive criticando a exagerada presença de ex-jogadores como comentarista de futebol. É fato. Mas isso não é exclusivo do futebol, as emissoras lotaram os jogos olimpícos com ex-atletas travestidos de comentaristas. Parece que é só botar a camisa, ou paletó, e dar o pitaco quando se é chamado. Parece… Só que eu nem vou citar o desempenho ruim de fulano ou beltrano. Vou elogiar a exceção. E uma das poucas exceções é o Wlamir Marques, que comenta basquete na ESPN. Começa que ele entende muito do assunto. Mas o principal é que não tem medo de opinar e desagradar uns e outros. Ah, se essa fosse a regra.

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July 27, 2012

Obsessão Exclusiva

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:38 pm
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É muito provável que a coluna de hoje gere algumas controvérsias. São assuntos onde a minha opinião conflita com a maioria. Mas a vida é assim mesmo, não tem problema.
O primeiro assunto é meio velho, essa mania (ou obsessão) com a palavra “exclusivo” na televisão. Na última coluna eu falei sobre a matéria da Record atacando o Ibope. Eu vi a reportagem em reprise e, como de costume, resolveram botar a tarja com o lembrete “exclusivo” no canto inferior. Caramba! A matéria é da Record, está passando em programas da Record, qual a necessidade de dizer que é exclusiva?? Será que algum telespectador vai pensar que o material é da Band?
Nos caso dos jogos olímpicos a coisa é pior. Diariamente temos algum apresentador ou chamada lembrando que o evento é uma exclusividade da Record. Como se isso tivesse alguma importância pro público. Mas o fato é que não é exclusivo. E nem estou falando da transmissão nos canais fechados. Me refiro à Record News. Mesmo pertencendo ao mesmo dono é uma emissora independente. E aberta. Portanto a Rede Record não exibe os jogos com exclusividade, nem mesmo em TV aberta. Simples assim!
Também é bom parar de cuidar da vida alheia. A Record tem coisas mais importantes pra tratar do que anunciar que é a única com todos os postos de transmissão no estádio (onde o Brasil estreava no futebol). Ainda mais quando a própria Record limitou o número de credenciais das concorrentes.
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Também acho muito curioso o comportamento das pessoas diante dessa coisa de exclusividade e monopólio. Canso de ver o povo gritando e reclamando do monopólio esportivo da Globo. Mesmo não sendo um monopólio efetivo; a parceria com a Band eliminou este argumento. Mas a ladainha continua.
Interessante também é observar a bipolaridade da Record. A emissora é contra o monopólio no futebol, mas vibra com sua “exclusividade” nas Olimpíadas. Vai entender… E ainda vem gente defender essa ou aquela emissora, como se ganhasse algo com a disputa. Infantilidade pura.
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Outro aspecto interessante é ver como as outras redes vão cobrir os jogos. A Globo, parece, vai se limitar ao mais básico. Não deve ir além de noticiar alguma vitória ou medalha. O SBT e a Band devem dar um pouco mais de espaço. Mas continuarão reféns das imagens cedidas pela Record.
O mais complicado é a presença de equipes de reportagens em Londres. O acesso é totalmente controlado. E o máximo que as outras redes conseguem é entrevistar gente nas ruas, mostrar espectadores nos pubs, torcedores nos arredores dos estádios… E isso, francamente, não acrescenta nada. Até porque a Record já faz a cobertura, interna e externa.
É uma situação parecida com a da última Copa do Mundo. A Record ficou no entorno dos estádios, mostrando torcedores e falando de amenidades. Eu acho uma bobagem. Cada um que cuide do seu.
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Outro fato interessante é que alguns canais fechados (Sportv e ESPN) estão liberando o sinal, em operadoras ou em satélites menos conhecidos, durante os jogos. Parece que, já tendo as cotas vendidas, buscam um pouco mais de audiência. Mais audiência nesses canais e, consequentemente, menos na Record. Mas eu não acredito que isso traga alguma mudança significativa.
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Nesta semana eu passei com mais frequência no Band Sports. Mais pra avaliar o que está sendo feito. É bem desanimador. A equipe é pequena e a estrutura bem deficiente. Acho que só mesmo o aspecto financeiro pra justificar o esforço de exibir a Olimpíada. Mas é uma decisão questionável. Eu penso que seria mais coerente investir na programação dária, em eventos mais perenes, do que apostar todas as fichas numa competição de 2 semanas.
Por falar no Band Sports… Quem foi que inventou a versão olímpica do Magazine? Qual a graça do quadro Olim-piadas? De onde tiraram aquele rapaz (humorista sem humor) e aquela moça? Tá parecendo a NGT.
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Saindo um pouco da Olimpíada… Na quarta, no Jornal da Band, exibiram uma matéria com os gols e principais lances da rodada. Logo na sequência o Boris anunciou a participação do Milton Neves para analisar os jogos. E o Miltão não fez nada além de repetir os resultados e o nome dos autores dos gols, com as mesmas imagens da reportagem anterior. Só acrescentou as papagaiadas costumeiras. Qual o sentido disso? Será que a direção do jornal viu o conteúdo, idêntico, antes de botar as duas matérias, em sequência, no ar? Será que sabem o significado da palavra “redundância”?
A idéia, original, é até boa. Mas isso não deve ser feito pelo Milton Neves. Tem gente mais qualificada. E analisar a rodada não significa exibir unicamente os gols.

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July 23, 2012

A Carta e a Guerra

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:20 pm
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rede recordO papo de hoje vai se concentrar na Record. O primeiro assunto é a tal “carta olímpica” que a emissora divulgou. Antes de mais nada devo dizer que é um fato curioso, nunca vi outra emissora se explicando e se justificando antes mesmo de inciar uma transmissão importante. Mas tá bem.
A carta iniciou informando que a Record irá “recuperar” as imagens de competições (envolvendo brasileiros) que eventualmente não sejam transmitidas ao vivo. Não precisa ser gênio para entender que “recuperar” é um eufemismo para “gravar e exibir em VT”. O mais grave é ver essa atitude num evento que praticamente não irá afetar a faixa nobre da emissora. Será que querem preservar a “enorme” audiência do Hoje Em Dia, ou do Tudo a Ver?
Depois a carta lembrou que a Record é uma rede aberta, com programação variada, e não deve ser comparada aos canais esportivos. Algo bem óbvio. Não lembro de ter visto nenhum crítico exigindo da Record o mesmo espaço e abrangência de um canal (fechado) de esportes. Eu nunca cobrei isso. O que se cobra é que a Record dê a mesma atenção que os Jogos Olímpicos teriam na Globo ou na Band. TV fechada é outro departamento.
Por fim a Record reafirmou seu compromisso com o esporte olímpico, independente da audiência ou outros fatores. Algo estranho. Ainda mais que a primeira afirmação (sobre recuperar imagens) conflita com essa última. Nesse momento eu tenho que voltar ao que já abordei inúmeras vezes. A Record não vai convencer ninguém apenas com o slogan. Ela não transmite nada além do Pan e Olimpíadas. Uma rede que repete o bordão, de emissora do esporte olímpico, deveria lembrar disso antes e após os Jogos. O esporte não se limita às 2 semanas do Pan ou da Olimpíada. É evidente que a Record não tem compromisso real com o esporte. Ela quer a cereja do bolo. Ou nem isso, a parte “secundária” da cereja vai ser largada na Record News.
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Outro fato relevante é que a Record iniciou uma nova guerra, agora contra o Carlos Augusto Montenegro. É a mesma estratégia usada em embates anteriores, contra a Globo, Ricardo Teixeira, Folha, Valdemiro Santiago e demais desafetos. E, novamente, a Record mistura fatos e dados. É bem provável que tenha razão ao denunciar negócios duvidosos do dono do Ibope. O estranho é misturar isso com afirmações do Montenegro, quando este era presidente do Botafogo. Não consigo ver o elo entre negócios nebulosos e comentários sobre aquela ex-bandeirinha.
Outro ponto interessante é se verificar que esses negócios do Montenegro não são tão novos. Então qual seria o justificativa ao divulgar isso agora? Serão os índices da audiência e o crescimento do SBT? Caso não saibam (ainda) a Record foi ultrapassada pelo SBT na média mensal, em Junho. E o fato vem se repetindo neste mês.
A primeira explicação que me vem é que a Record usa esses ataques para intimidar inimigos e desafetos. Algo que nem sempre surte o efeito desejado. O segundo ponto é que a Record busca manipular a opinião pública e se colocar como defensora da justiça e da moral. O terceiro motivo é desviar o foco, ainda mais num momento tão desfavorável.
Não tenho capacidade para saber até onde as acusações contra os negócios do sr. Montenegro têm fundamento. É provável que sim. O meu questionamento é sobre a isenção e moral do acusador. Justo a Record, com seu telhado de vidro. Ou a emissora já explicou a origem do patrimônio do Edir Macedo e o financiamento colossal que recebe da IURD? Se é pra investigar negócios nebulosos, vamos ampliar o escopo. Que tal investigar o Montenegro, o Edir, a Globo, a Band, o SBT e o Panamericano, os calotes da Rede TV… Ah, o sr. Ricaço Teixeira tá lá em Miami, gastando tudo que “ganhou” na CBF e na FIFA.
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O verdadeiro problema da Record não é o sr. Montenegro, o Valdemiro, a Globo ou a Folha. É a própria Record. Isso falando apenas da emissora. A audiência vem caindo há mais de ano. Os erros e a programação repetitiva estão fazendo estragos profundos. A Olimpíada não será a salvação da lavoura. Mesmo que estoure a audiência; fato improvável. Serão apenas 2 semanas. Depois tudo voltará ao que era. É necessário uma reformulação profunda. É preciso chacoalhar tudo. Se reiventar. Mas parece que a direção não acordou pra isso. Vai ser mais do mesmo. A concorrência agradece.
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Voltando ao caso do Ibope, também tivemos o Datena soltando os cachorros contra o instituto. Mas aí também é um problema localizado. Só surge quando a audiência está baixa. Quando os números são bons o Datena fica festejando. Basta ver o que aconteceu na primeira semana do Quem Fica Em Pé.
Se as emissoras estão realmente descontentes só existe uma opção. Criar um novo instituto. Coisa que o SS já fez; e que não deu certo. Ou então montar um sistema de audiência em parceria com algum instituto já existente. Ficar de birra não resolve nada.
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Mudando a pauta… Dia desses, falando sobre a Fox Sports, eu disse que ela poderia se voltar pros torneios nacionais. É algo que ela não tem e que reforçaria sua programação. Não sei se foi uma antevisão do fato, mas a Globo já está tratando de se resguardar. Começou com uma investida para ampliar o contrato com os maiores clubes de futebol. E deu resultado, com a maioria. Acho que o próximo passo da Globo será renovar e ampliar os direitos de transmissão de outros eventos. É como dizem: Quem tem, tem medo.
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Ontem o Esportvisão (da TV Brasil) completou a sua 500ª edição. É um dos programas mais antigos da emissora. Isso com o nome atual. Eu lembro da versão antiga, com outro nome (que não recordo). Aí seriam mais outros 500 programas. Naquela época o Esportvisão (com outro nome) era um dos únicos debates esportivos do domingo. De saudosa memória. Atualmente a concorrência, no segmento, aumentou bastante. Especialmente nos canais fechados. Mas pra quem só tem a TV aberta ainda é uma boa opção.

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