Futebol X Ônibus
Gosto é uma coisa complicada de discutir. Todo mundo acha que seu gosto é o bom e o dos outros é questionável. Não sou muito diferente. Posso até admitir que alguns adorem as transmissões da Fox Sports e a “simpatia” de alguns de seus narradores. Mas eu não consigo aguentar aquela tortura chinesa.
Mas não vou gastar a coluna debatendo sobre preferências pessoais. Vou tentar analisar o formato da transmissão da Raposa. Então vou pular o narrador que passa metade do tempo repetindo o slogan e o comentarista meia boca. Na quinta eu vi o jogo do Palmeiras na Fox Sports. O primeiro problema foi de ordem técnica, mas não sei quem gerou as imagens, então vou aliviar pra Fox. Mas, ainda assim, foi duro ver câmeras tão mal posicionadas e cortes tão ruins. Só que isso foi só o começo.
Bola rolando, o Palmeiras só decidia se classificaria em 1º ou 2º. Então interessava saber o resultado do outro jogo. Só o resultado. Mas a Fox resolveu mostrar todos os gols que aconteciam na outra “casinha da Libertadores”. E foram 8 gols. Oito interrupções. Não posso falar por todos os torcedores da SEP, mas posso falar como telespectador: Não interessa porcaria nenhuma ver os gols do outro jogo. No intervalo, após o jogo, tudo bem. Mas não no meio.
Ainda teve a bobagem de ficar mostrando o ônibus do Grêmio, jogadores descendo do ônibus, entrando no vestiário… Isso com a bola rolando no jogo do Palmeiras. Qual o interesse disso pros palmeirenses? E mais, até pros gremistas, algum vai assistir 90 minutos do jogo do Palmeiras só pra ver o ônibus chegando no estádio?
Vamos deixar esclarecido: durante um jogo o foco é o campo, todo o resto é secundário. A TV deve mostrar a bola, não o ônibus ou o vendedor de picolé. Em caso de dúvida é só assistir, por exemplo, um jogo da Champions. Tentem achar um ônibus enquanto o jogo tá correndo.
Repito: Vai ter gente achando que essa transmissão é maravilhosa, que não perde nada, que tem câmeras em todo lugar e tal. E eu acho uma idiotice colossal.
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O pessoal do marquetingue vive de lançar modinhas. Umas das atuais é torrar dezenas de milhões comprando naming rights (nomes de estádios ou torneios). Nem acho uma publicidade tão efetiva assim. Mas o ponto nevrálgico nem é esse. A questão é que a empresa acaba obrigada a patrocinar o mesmo torneio na televisão. Só assim terá seu nome citado. E, pra ser assim, melhor só patrocinar a transmissão.
Essa questão pode ser vista na Libertadores e na Copa do Brasil; só como exemplo. Os dois torneios venderam o nome pra duas empresas. A Fox Sports, que é patrocinada pela detentora dos naming rights da Libertadores, sempre cita o nome da fabricante de pneus. Mas isso não acontece no Sportv.
A Copa do Brasil teve o nome comprado por uma indústria alimentícia. Mas essa empresa não patrocina a transmissão pela TV. Então o Sportv e a ESPN não citam seu nome.
Quer dizer, todos gostam do “venha a nós”. E só!
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Já tem um século que critico esse jornalismo rasteiro, que vive de polêmicas fajutas e sensacionalistas. Alguns leitores devem estar cansados de tanto que falo nisso. Mas tivemos um novo capítulo dessa “novelinha”, na quarta. Foi durante o jogo entre o SPFC e CAM, pela Libertadores. O R49, no intervalo, falou algo sobre o jogo não interessar tanto ao Galo, que eles estavam treinando. Talvez a declaração tenha sido inoportuna, inadequada. Mas foi o bastante pra boa parte da imprensa criar um alvoroço e levar isso pros jogadores e técnico do São Paulo, falando em ofensa e desrespeito. Nem tão preocupados com o fato, apenas buscando uma marolinha.
Na quinta o Vitor Sérgio Rodrigues falou sobre o fato, entendendo que não era pra tanto, que a imprensa exagerou. E, pra espanto geral, admitiu que eles mesmos, no EI e no portal, cometem os mesmos exageros. Tudo por um pouco mais de audiência ou alguns cliques adicionais. E é uma grande verdade. Parece que reportar os fatos é coisa antiga, superada. O jornalismo atual precisa gerar barulho. Precisa apimentar a notícia. O fato é secundário, importante é a repercussão.
É muito bom que alguns jornalistas tenham ciência e admitam o erro. Até pra não repeti-lo. Mas também seria bom que o telespectador repudiasse esse jornalismo oportunista e vazio.
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No meu tempo de garoto umas das formas de avaliar o sucesso de um personagem, ou comediante, era verificando o quanto um bordão estava na boca do povo. Se o bordão era popular, sucesso garantido.
Tempos depois as novelas passaram a adotar personagens populares e bordões grudentos. Era uma forma de criar um elo e conquistar a simpatia do público. E hoje isso é quase uma regra, nenhum autor deixa de ter seu personagem simpaticão e alguns bordões engraçadinhos.
Pois a publicidade resolveu adotar a mesma estratégia. É raro ver uma campanha que não tenha uma piadinha ou um bordão pra grudar na cabeça do povo. Não acreditam em mim? Perguntem lá num posto Ipiranga!
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A negociação já vinha de um tempo, agora é oficial: a Band comprou a TV Corinthians. E eu que achava que seria o oposto. Mas assim, deixa fazer umas contas… Já é a terceira “tv Corinthians” que o Johnny tem.

A programação de 2013, que vai chegando em conta-gotas, não é das mais animadoras na televisão brasileira. Nenhuma rede apresenta grandes novidades, nem mesmo a Globo. Mas o caso mais chamativo é o do SBT. Não apresenta nada além do tradicional “mais do mesmo”. Outra novela infantil, os filmes de costume, seriados novos largados pela madrugada, reprises ocupando extensa faixa da grade, os mesmos programas de auditório e… Só! E isso considerando que a emissora vive um momento de relativa tranquilidade.
Hoje é o dia da mentira. Uma data ótima pra falar da televisão brasileira. Não preciso explicar os motivos da comparação. Então vamos aos assuntos da pauta.




















