Debate de Nada
Na última quinta tivemos o primeiro debate eleitoral na Band. Muita pompa, muita divulgação, muito barulho e… Um resultado pífio. O debate terminou com 3 pontos de média e sem muita repercussão posterior. E nem venham culpar o jogo pela Libertadores, na Globo. O impacto não seria muito maior se não houvesse jogo. E nem será muito maior quando ocorrerem os próximos debates. É claro que na Globo a audiência será outra, mas esse não é o ponto principal.
Por mais que a Band faça força e tente supervalorizar o debate ele não tem mais a importância de outros tempos. Nem de longe. Uma parte disso é culpa dos marqueteiros da política. Transformaram os candidatos numa coisa asséptica, inodor e incolor. Uns fantoches. A parte restante é culpa das regras dos debates. Elas amarram tanto os candidatos que é quase impossível alguém “respirar fora da hora”. Tudo metódico, regulamentar, cronometrado e CHATO!! Muitíssimo chato.
Na verdade, em minha opinião, não podemos chamar aquilo de debate. Eles não debatem nada. Pelo menos até onde alcanço o significado da palavra “debate”. O que temos hoje em dia é uma entrevista em grupo. Vários jornalistas entrevistam os candidatos e estes podem comentar a resposta uns dos outros. Nada mais que isso.
Sei que muitos vão discordar de mim. Irão dizer que isso é um debate de “alto nível”, um debate de idéias e coisas do tipo. Talvez. Mas eu considero um desperdício de tempo. Perdemos tempo e não tiramos uma eventual dúvida sobre o candidato A, B ou C.
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Esse assunto é antigo mas, curiosamente, é sempre atual. Estou falando da bagunça que algumas emissoras fazem com a programação em rede e a local. Algumas semanas atrás eu estava vendo uns espectadores revoltados com o Brasil Urgente que cortava abruptamente o sinal (em várias praças), no meio de reportagens, para exibir programas locais. E o mesmo ocorre em vários outros programas e emissoras. Quase todas, acho que só a Globo e a Record tentam evitar o corte seco e reto.
Reconheço que as emissoras devem ter seus programas locais (especialmente jornalísticos) mas a “passagem de bastão” não pode ser feita dessa maneira estúpida e burra. Isso que ocorre atualmente é quase uma ofensa ao espectador.
Mas um fato ainda pior é o que ocorre na parabólica. O corte é igualmente abrupto. Mas não entra qualquer programa oficial. Basta ver o caso do mesmo Brasil Urgente que citei antes. A Band corta o sinal na parabólica no mesmo instante que corta para as praças. As praças entram com seus jornais locais. Na parabólica entra um programa de tele-vendas!! Exatamente isso, tele-vendas!! O espectador (idiota) que estava vendo o Brasil Urgente que se dane. Que fique sem saber o final das reportagens. Que passe pro sinal da antena interna. Que mude de canal… Ele não importa. A Band precisa faturar 15 minutos de horário alugado.
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E esse caso do Brasil Urgente foi só um exemplo. Ocorrem coisas parecidas no SBT, na Rede TV, e em quase todas as nanicas. Parece que o espectador da parabólica só conta pro departamento comercial. Como não se mede a audiência dos milhões de espectadores da parabólica eles não merecem respeito ou consideração das emissoras. E algo parecido também vem ocorrendo com o sinal em HD de algumas emissoras. Virou mais um filão pra vender horários e faturar um pouco mais.
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Parece que eu não fui o único espectador que não aguentou assistir mais que 2 minutos do Busão do Brasil. O programa, apesar dos sarados, das siliconadas, dos tatuados, das popozudas, dos antenados e de todas as outras tribos, continua empacado na faixa de 1 ponto de audiência. Raramente passa disso. E fico me perguntando se o 1 é a audiência ou a nota do programa. Ehhhhh… Acho que é a audiência. A nota é 0!
E, francamente, não sei qual foi a última vez que vi tanta baixaria e apelação num programa só. Se ainda desse a audiência e os milhões de um BBB… Mas a Band está se sujando por pouco, muito pouco.
E quando vejo casos como esse Busão eu sempre me recordo do execrado João Kléber. E também recordo daquela frase: “… só eu? Cadê os outros??”

Desde garoto eu cresci ouvindo aquele discurso sobre o tal padrão Globo de qualidade. Existia o discurso e também a prática. A emissora zelava por tudo que colocava na tela. Até os maiores críticos da Globo admitiam isso. Atualmente…
Acho que nem todo mundo conhece o Esporte Interativo. A emissora tem um comportamento que me provoca uma certa antipatia. É uma soberba, uma empáfia que… Lembra muito o jeito “malufiano” de ser. Não no sentido político, mas no pessoal. Tipo quando o cara está sendo vaiado pela multidão e fica sorrindo e acenando como se agradecesse aplausos calorosos. O famoso “viajou na batatinha”. Pois essa foi a impressão que o EI me causou ao anunciar a programação esportiva para 10/11, o ano quebrado do calendário europeu. A emissora perdeu seus dois principais campeonatos, Inglês e o Italiano, para a Rede TV. Em troca vai oferecer o Campeonato Argentino para o telespectador. Francamente… Prefiro assistir o campeonato de futebol de botão que o pessoal da minha rua organiza.