August 9, 2010

Debate de Nada

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 4:06 pm

Na última quinta tivemos o primeiro debate eleitoral na Band. Muita pompa, muita divulgação, muito barulho e… Um resultado pífio. O debate terminou com 3 pontos de média e sem muita repercussão posterior. E nem venham culpar o jogo pela Libertadores, na Globo. O impacto não seria muito maior se não houvesse jogo. E nem será muito maior quando ocorrerem os próximos debates. É claro que na Globo a audiência será outra, mas esse não é o ponto principal.

Por mais que a Band faça força e tente supervalorizar o debate ele não tem mais a importância de outros tempos. Nem de longe. Uma parte disso é culpa dos marqueteiros da política. Transformaram os candidatos numa coisa asséptica, inodor e incolor. Uns fantoches. A parte restante é culpa das regras dos debates. Elas amarram tanto os candidatos que é quase impossível alguém “respirar fora da hora”. Tudo metódico, regulamentar, cronometrado e CHATO!! Muitíssimo chato.

Na verdade, em minha opinião, não podemos chamar aquilo de debate. Eles não debatem nada. Pelo menos até onde alcanço o significado da palavra “debate”. O que temos hoje em dia é uma entrevista em grupo. Vários jornalistas entrevistam os candidatos e estes podem comentar a resposta uns dos outros. Nada mais que isso.

Sei que muitos vão discordar de mim. Irão dizer que isso é um debate de “alto nível”, um debate de idéias e coisas do tipo. Talvez. Mas eu considero um desperdício de tempo. Perdemos tempo e não tiramos uma eventual dúvida sobre o candidato A, B ou C.

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Esse assunto é antigo mas, curiosamente, é sempre atual. Estou falando da bagunça que algumas emissoras fazem com a programação em rede e a local. Algumas semanas atrás eu estava vendo uns espectadores revoltados com o Brasil Urgente que cortava abruptamente o sinal (em várias praças), no meio de reportagens, para exibir programas locais. E o mesmo ocorre em vários outros programas e emissoras. Quase todas, acho que só a Globo e a Record tentam evitar o corte seco e reto.

Reconheço que as emissoras devem ter seus programas locais (especialmente jornalísticos) mas a “passagem de bastão” não pode ser feita dessa maneira estúpida e burra. Isso que ocorre atualmente é quase uma ofensa ao espectador.

Mas um fato ainda pior é o que ocorre na parabólica. O corte é igualmente abrupto. Mas não entra qualquer programa oficial. Basta ver o caso do mesmo Brasil Urgente que citei antes. A Band corta o sinal na parabólica no mesmo instante que corta para as praças. As praças entram com seus jornais locais. Na parabólica entra um programa de tele-vendas!! Exatamente isso, tele-vendas!! O espectador (idiota) que estava vendo o Brasil Urgente que se dane. Que fique sem saber o final das reportagens. Que passe pro sinal da antena interna. Que mude de canal… Ele não importa. A Band precisa faturar 15 minutos de horário alugado.

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E esse caso do Brasil Urgente foi só um exemplo. Ocorrem coisas parecidas no SBT, na Rede TV, e em quase todas as nanicas. Parece que o espectador da parabólica só conta pro departamento comercial. Como não se mede a audiência dos milhões de espectadores da parabólica eles não merecem respeito ou consideração das emissoras. E algo parecido também vem ocorrendo com o sinal em HD de algumas emissoras. Virou mais um filão pra vender horários e faturar um pouco mais.

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Parece que eu não fui o único espectador que não aguentou assistir mais que 2 minutos do Busão do Brasil. O programa, apesar dos sarados, das siliconadas, dos tatuados, das popozudas, dos antenados e de todas as outras tribos, continua empacado na faixa de 1 ponto de audiência. Raramente passa disso. E fico me perguntando se o 1 é a audiência ou a nota do programa. Ehhhhh… Acho que é a audiência. A nota é 0!

E, francamente, não sei qual foi a última vez que vi tanta baixaria e apelação num programa só. Se ainda desse a audiência e os milhões de um BBB… Mas a Band está se sujando por pouco, muito pouco.

E quando vejo casos como esse Busão eu sempre me recordo do execrado João Kléber. E também recordo daquela frase: “… só eu? Cadê os outros??”

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August 4, 2010

Cristina Lyra & Valéria Alencar

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 2:46 pm

Hoje o bagulho tá muito bom. São duas belas senhoras. Duas belas e injustiçadas senhoras. A parte do “belas” é meio evidente; pelo menos pra mim. A parte do “senhoras” é pela idade: a primeira já passou dos 30; a segunda já passou bem dos 40!! Isso mesmo, 40 e pancada.
Mas vamos lá, a primeira bela de hoje é uma morena charmosa que já deveria ter sido convocada pra minha seleção há tempos. Mas eu ia deixando, deixando, deixando… Minha máxima culpa. Mas nunca é tarde pra valorizar a tchuque tchuque da Cristina Lyra. Ainda que a Rede TV não faça o mesmo. A Cristina está sub-aproveitada pela emissora. Nem no Belas na Rede ela deverá participar. Atualmente o máximo que temos da Cris Lindona é um pouco no Good News e um tiquinho de nada no UFC. E antes que a Cristina pergunte, não vou correr não. Vou encarar essa belezura toda. Seja no octógono ou em qualquer ringue.
E separei dois lotes de fotos da Cristina Lyra, o primeiro um pouco mais antigo:
cristina lyracristina lyracris lyra
O segundo é desse ano (a Paloma Tocci é bônus):
cristina lyracristina lyracris lyra e colegas rede tvpaloma tocci cris lyra
Pelo que vemos a d. Cris Lyra só tem dois defeitos: é casada e é flamenguista :P

A segunda convocada é das antigas. No ano passado eu vi essa senhora no Show do Tom, convidada num quadro. Show de bola total, de rosto, de corpo, de simpatia, de charme… Neste ano eu revi ela (bem mais jovem) na novela Ana Raio & Zé Trovão. Só posso dizer que o tempo foi muito camarada com a Valéria Alencar. Ou que ela é igual um vinho, melhora com o tempo. Só não compreendo a carreira meio inconstante dela. Meio parecida com a do marido dela, que também começou com todo o gás e depois sumiu. Mas isso é outra história, não vem ao caso. Agora é hora de valorizar a beleza dessa morena de sorriso cativante:

valéria alencarvaléria alencarvaléria alencarvaleria alencar

Se toda quarentona fosse assim…

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August 3, 2010

Formigueiro no Busão

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:09 am

Vou plagiar um filme antigo para criar o slogan da Band pra esse 2º semestre: Os Bons Tempos Voltaram, Vamos Errar Outra Vez. Pois é isso que está parecendo. Aquele velho filme de erra, refaz, erra, desfaz… Na semana passada eu perdi a estréia do Formigueiro (outra produção argentiniana na Band). E eu estava me segurando pra não soltar aquela antipática frase do “não vi e não gostei”. Consegui me calar por uma semana. E agora posso dizer: “eu vi e não gostei”. Simples assim. O programa é fraquinho, com uns quadros batidos, longo demais pra tão pouco conteúdo… Sem falar que o Marco Luque e eu não nascemos no mesmo planeta. Pode até ser uma falha minha, mas não consigo achar graça em nada que ele faz. E, francamente, como apresentador o Marco é um comediante mediano. Ou nem isso.
Tirando a minha opinião pessoal, o Formigueiro não tem “bala na agulha” pra se aguentar por 2 horas no domingo. É muito tempo e no dia errado. Talvez (e bota talvez nisso), com uma bela reformulada, um corte de uns 30 minutos e alterando pro Sábado… Quem sabe.
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A outra bobagem da Band atende pelo nome de Busão do Brasil. E podem ficar tranquilos que não vou fazer um trocadilho vulgar com o nome do programa. O reality por si só já é um castigo pros espectadores. E o maior problema do programa talvez seja a sua produtora, a Endemol. Ela resolveu plagiar a si mesma e fez um versão lixão do big brother. Juntou todos os estereótipos, todos os chavões, todas as situações do BB e meteu num ônibus. Uma zona total. Algo incompreensível e sem o menor atrativo. Ainda podemos somar a edição atrapalhada e o despreparo do Edgar Piccoli. Pronto, o cardápio está completo.
Não sei como esse programa poderá chamar a atenção do espectador. Só se fizerem mágica. Apelação não dá; já estão fazendo isso e o resultado não é bom.
Então é isso, a Endemol resolveu fazer um outro reality de confinamento (como se o BB jã não fosse bastante) e jogou a isca para que algum tolo mordesse. A Band engoliu. Azar dela e dos espectadores. E sorte da Endemol que vai faturar mais uma grana fácil.
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Com a entrada do Formigueiro aos domingos tivemos a feliz notícia do corte de 60 minutos no Terceiro Tempo. Seria uma notícia positiva e um grande alívio pra nosso saco dominical (já superlotado). Mas… Mas acontece que estamos falando da Band e do Milton das Neves (o elo perdido, o cabeção da floresta). A Band não quis cortar nenhuma propaganda do 3º Tempo, e o Miltão não quis cortar suas 8 piadas idiotas que repete incansavelmente. Daí ficamos assim:
15 minutos de intervalo comercial;
10 minutos de merchans e abraços;
15 minutos de piadas e brincadeiras do Miltão;
20 minutos com lances de futebol e comentários.
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E quem perdeu as brincadeiras do Milton das Neves (o Ieti mineiro) no 3º Tempo pode acompanhar todas no Band Mania às segundas. E agora acompanhado do Denílson, com suas máscaras e perucas. O esquema é o mesmo, um tantão de merchans e piadinhas idiotas e, se sobrar algum tempo, no finalzinho, eles falam algo sobre futebol.
Se bem que, talvez eu tenha me confundido e o Band Mania seja um programa de humor, ou de amenidades, ou de fofocas… Sei lá!
Mas me permitam fazer uma pergunta: Seria o Milton das Neves o Tiririca do futebol???
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Segunda e eu dando uma conferida na Palo… no Rede TV Esporte e o assunto em pauta era o empate entre o Palmeiras e o Corinthians. Daí a ex-Ronaldete, também conhecida como Milene Domingues, me solta um:
- Eu estou triste porque perdemos a liderança, mas nós vamos recuperar logo…
EU??? NÓS???? ALLOOOWWWW…
Alguém precisa avisar pra loirinha que ela foi contratada pela emissora pra (supostamente) falar de futebol. A mesma Milene que já havia dito (numa transmissão da Série B) que sempre iria torcer pelos clubes paulistas quando jogassem contra times de outros Estados. Lugar de torcedor é na arquibancada. Ou deveria ser, acho que não sei mais. Temos o Neto de um lado, o Ronaldo de outro, agora a Milene… Acho que vão criar uma nova torcida organizada: Gaviões da TV.
Sem falar que no próximo domingo teremos a estréia definitiva do Belas na Rede. E eu estava reparando: Marília, Juliana, Milene… Todas corinthianas. Se convidarem o Ronaldo e o Alfinete do Pânico…
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Na edição passada eu fiz uma brincadeira com o logotipo da Globo invertido. A brincadeira tinha dois motivos: avaliar o nível de percepção e atenção dos leitores e dar uma indireta sobre a inversão de valores na ex-vênus platinada. O Leonardo acertou rapidinho. Mas já separei uma outra foto, agora sobre uma turma da Record. Vejam se reparam em algo curioso (curioso, não errado) na foto:

hoje em dia

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July 31, 2010

Padrão Globo de Ruindade

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:37 pm

Não pretendo ficar aqui me gabando de ter dito X ou Y, mas é bom avaliar alguns dos comentários recentes e o que aconteceu depois deles. Primeiro quero lembrar do que falei antes da Copa: a Globo e a Band até poderiam festejar o crescimento na audiência durante aquele período, mas, terminado o evento, elas teriam que voltar para a dura realidade. Ambas tinham (e tem) problemas sérios em sua grade. E os dados da audiência mostram que eu estava certo. Vejam a média de ontem (30/07) em São Paulo:
Globo - 15.3
Record - 6.8
SBT - 4.4
Band - 2.6
Rede TV - 1.9
O caso da Globo é fácil de identificar mas complicado de resolver. Quer dizer, não é complicado efetuar a correção, o difícil é a emissora se mover nesse sentido. Fica imóvel assistindo o desempenho pífio de certas figuras intocáveis. E todo santo dia esses programas sofrem na batalha da audiência. Fazem a alegria da concorrência. E o máximo que a Globo faz é um “retoque na maquiagem”. Nada substancial que mude o panorama. Sendo que, em certos casos, talvez nem uma mudança radical seja suficiente. Está na hora de remover os zumbis da grade.
O problema da Band é mais difícil. Falta produto. A emissora praticamente não tem nada decente até o final da tarde. O período da manhã e tarde fica numa interminável sequência que vai do traço até 1 ou 1,5 pontos. Só o Jogo Aberto, em SP, consegue superar a barreira dos 2 pontos. E, na minha humilde opinião, aí o caso é apagar tudo e começar do zero. Exatamente, corta toda a programação até o Brasil Urgente e coloca outra no lugar. E chega de programa de receitas, Márcia, sensacionalismo ou vídeos da web. É melhor mudar o disco. De outra forma a pretensão de tirar o 3º lugar do SBT vai ficar só nos sonhos. Mesmo que obtenha bons índices na faixa noturna. É pouco.
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Outro tema que abordei foi a idéia de que o SBT poderia tentar a produção de seriados em lugar de brigar diretamente contra as novelas da Globo ou Record. A principal vantagem desses seriados seria o baixo custo. Outro ponto favorável é que a emissora já tem um bom público nesse filão, através dos seriados importados que exibe.
Não, o tio Sílvio não adotou a minha sugestão. Nem de longe. Mas ele mandou reduzir o custo médio dos capítulos da próxima novela em aproximadamente 50%. A meta do SBT é que cada capítulo custe 100 mil. E isso já é uma prova que a minha tese estava correta.
Agora eu fico pensando, se é pra fazer uma novela de baixo custo, sem muitas externas, sem cidades cenográficas, sem um grande elenco, porque insistir no formato? Se o SBT não consegue um bom produto com 200 mil, será que vai ter com 100 mil?
Confesso que não tenho meios pra avaliar o custo de produção de tal ou qual programa. Mas, com certeza, é mais viável produzir um episódio de seriado (nas condições estipuladas pelo SS) com 100 mil do que um capítulo de novela.
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rede globoDesde garoto eu cresci ouvindo aquele discurso sobre o tal padrão Globo de qualidade. Existia o discurso e também a prática. A emissora zelava por tudo que colocava na tela. Até os maiores críticos da Globo admitiam isso. Atualmente…
Neste semana vi duas passagens que me deixaram em dúvida se ainda existe esse padrão global. Domingo passado o Pânico estava na base da reprise e acabei zapeando mais que o habitual. Lá pelas tantas, no Fantástico, me aparece o Maurício Kubrusly pajeando aquela coisa chata que o Paraguai inventou e uns bobalhões compraram, a Larissa. O pretexto foi um ensaio que a moça estava fazendo pro site da … Globo! Uma matéria tão idiota e sem motivo que talvez só servisse pro TV Fama. Sei lá quantos minutos e o Maurício fingindo que a tal musa paraguaia era uma mulher de enlouquecer os homens. Francamente, é assim que o Fantástico pretende recuperar seus antigos espectadores???
Na Terça eu, depois de muito tempo, tentei ver uns minutinhos do Casseta e Planeta. Esse é um dos programas que fazem parte da lista de zumbis na grade da Globo. Mas eu tentei. Juro. Até que me apareceu um quadro onde, satirizando uma novela da Globo (pra variar), meteram aquela piada velha e surrada do sujeito que beija a namorada pra curar o dodói dela em várias partes do corpo até que chega alguém e pergunta se ele também cura hemorróidas. Essa piada, caso vocês não saibam, foi contada ao índios pelo Pedro Álvares Cabral logo que ele desembarcou no Brasil. E o pior, os índios já conheciam ela!!!
Pois a Globo atualmente está assim. Jogam qualquer coisa no ar. Coisas que não serviriam nem pra Rede TV. E ninguém responde por isso. E ninguém se importa com isso. Azar de quem assiste.

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July 27, 2010

Fórmula 171

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 6:26 am

Nas últimas colunas abordei vários aspectos da manipulação dos fatos que presenciamos (costumeiramente) na mídia. E disse que me irrita muito ver o nível de percepção que as pessoas têm desses fatos. Ficam se referindo a casos antigos e surrados. E não é por falta de situações novas. Um bom exemplo é o que vem acontecendo nesse caso da escolha do Mano Menezes pra técnico da seleção. Não precisa ser um gênio pra perceber a felicidade da Globo (e boa parte da mídia) com a escolha do Mano. A reportagem do JN do Sábado passado foi uma clara demonstração disso. Só faltaram contar que o Mano ajudava as velhinhas a atravessar a rua quando era garoto. Todo o resto da reportagem “dirigida” estava lá. Conforme o encomendado.
Não vou dizer que a emissora não tenha motivos para elogiar ou ficar contente com a escolha do Mano. Existem razões claras para isso. A primeira é o Dunga; depois dele qualquer técnico seria recebido com alegria. Mas existem outras razões. E estas ficam ocultas. São as razões não tão nobres. Os acordos velados. Ou implicítos. A troca de favores. Ou de gentilezas.
Pois é, a Globo ficou tão ocupada preparando reportagens favoráveis ao Mano que esqueceu de mostrar os bastidores da contratação do novo técnico. Esqueceu, por exemplo, de mostrar o final da conversa entre o dono da CBF e o Muricy. E uso a palavra “esqueceu” com o maior tom de ironia que possa ser aplicado. Pelo menos eu não vi em nenhum telejornal da Globo  a cena do sr Teixeira virando a cara pro Muricy Ramalho enquanto este tentava se despedir, ficando com a mão esticada por vários segundos. Se passsou … E não vi a cena na Band, que também não gosta de criar confusão com quem pode lhe incomodar. Na realidade a cena passou no SBT, que não tem relação com a CBF e nem depende de agradar o “dono” da entidade.
Omitir os fatos é uma forma de manipular. A outra é distorcer. E temos isso diariamente em todas as nossas queridas emissoras. Basta ficar atento que a gente encontra N situações. Não precisamos recorrer as eleições de 89 ou à campanha das “diretas já”. Repito: a manipulação é diária e constante. Quase nada se salva.
Mas, no final das contas, foi muito bom o Muricy rejeitar o convite do dono da CBF. Trabalhar pra um sujeito que vira a cara quando é contrariado não serve pra quem tem “sangue nas veias”. A dignidade vale mais que um bom contrato. Ainda que muitos optem pelo bom contrato.
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As duas frases anteriores também se aplicam ao caso da Ferrari-Massa-Alonso. Foram propositais. Bem, não vou me aprofundar muito nesse assunto sujo não. Uma podridão dessas não merece o espaço e minha perda de tempo. Se bem que eu já perdi muito tempo assistindo corridas de F1. Tempo demais. Foi um erro. Assim como eu errei ao classificar a F1 como esporte em vários artigos aqui no Tevezona. Me desculpem. A F1 é um negócio. São empresas exibindo seus patrocínios enquanto os carros dão voltas num circuito cercado por placas de propaganda. Os pilotos são funcionários. Funcionários contratados para cumprir ordens. Qualquer que seja a ordem. Essa é a regra. E quem não gostar que vá assistir outra coisa.
Por falar nisso a Fórmula Truck de Domingo estava bem animada.
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Na última semana a Band apresentou várias reportagens “batendo” nas empresas de telefonia que estão invadindo o mercado de tv paga. Muito bonito. Realmente, as empresas prestam um serviço horrível e caríssimo ao consumidor brasileiro e agora recebem como presente a concessão de TVs por assinatura. A crítica é plenamente justificável. Só que…
Só que eu conheço a Band. E já vi esse “filme”. Há alguns anos a Band entrou numa briga parecida. Mas naquela época foi contra as empresas de tv por assinatura. Reclamou, reclamou, reclamou… Daí ela conseguiu vender seus canais para essas mesmas empresas e, curiosamente, nunca mais voltou a tocar no assunto.
Ao assistir essas reportagens (e mais o editorial da Band) fiquei curioso e fui ver uma das empresas citadas, a Oi Tv. Ela não tem qualquer canal da Band em seus pacotes. Só como exemplo, o único canal de notícias (!!!) da Oi Tv é a Record News; não tem a Band News ou a Globo News. No campo esportivo tem o EI e ESPN e não tem o Bandsports ou o Sportv.
É como dizem: Tem caroço nesse angú. Ah tem…
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Pra não dizerem que esqueci da Record… Sábado passado eu estava assistindo a semifinal da Liga de Vôlei na Band (apesar do médico corinthiano na narração) e, lá pelas tantas, fui dar aquela zapeada habitual. Eram 20h e tanto e a Record socando o Pica-Pau na tela. Pode até dar audiência, não estou reclamando disso. O complicado pra mim é ver a 2º maior rede do país exibindo um desenho velho como tapa-buraco nas noites de Sábado. É muito pra minha cachola!

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July 23, 2010

Campeonato de Botão

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:46 am

esporte interativoAcho que nem todo mundo conhece o Esporte Interativo. A emissora tem um comportamento que me provoca uma certa antipatia. É uma soberba, uma empáfia que… Lembra muito o jeito “malufiano” de ser. Não no sentido político, mas no pessoal. Tipo quando o cara está sendo vaiado pela multidão e fica sorrindo e acenando como se agradecesse aplausos calorosos. O famoso “viajou na batatinha”. Pois essa foi a impressão que o EI me causou ao anunciar a programação esportiva para 10/11, o ano quebrado do calendário europeu. A emissora perdeu seus dois principais campeonatos, Inglês e o Italiano, para a Rede TV. Em troca vai oferecer o Campeonato Argentino para o telespectador. Francamente… Prefiro assistir o campeonato de futebol de botão que o pessoal da minha rua organiza.
O Esporte Interativo ainda adquiriu as Copas da Espanha (do Rei) e da Inglaterra. Nada muito interessante ou empolgante. Assim como não me agrada o pacote de amistosos (internos) da Espanha, Alemanha e Inglaterra que eles irão transmitir. Tudo isso para se juntar ao mediano campeonato Alemão e ao fraco Português.
A parte boa dos eventos fica com o Sulamericano sub-20 que começa em breve e com a Liga dos Campeões. E, principalmente, com o basquete. O EI continua com a NBA e ainda vai transmitir os mundiais feminino e masculino de basquete. De quebra eles juntaram o mundial de handebol e algumas etapas do grand-prix de judô.
E finalizam o pacotão com a Super League, aquela corrida “maluca” e sem graça envolvendo equipes com nome de clubes. Eu já não aguento mais a “corrida de trenzinho” da F1, imagina essa daí…
Somando tudo, e dividindo pra fazer uma média… Nota 4. Tem muito pra melhorar. E não adianta dar uma “malufada” com sorriso amarelo. Não cola.
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Se o Esporte Interativo perdeu, a Rede TV ganhou nessa dança das cadeiras. Alguns meses atrás eu já havia informado que a emissora iria entrar mais forte no esporte neste ano, aí está. O problema maior nem está nos eventos que irá transmitir, está na equipe. É pequena e fraca. Antes mesmo de saber da compra do Italiano e do Inglês eu já ficava me perguntando se não estava na hora de reforçar a equipe esportiva da emissora. Agora então… E olha que tem alguns bons nomes dando sopa no mercado.
O curioso desse caso foi ver o valor (de tabela) do patrocínio do futebol europeu na Rede TV. Quase todo mundo sabe que o preço de tabela é uma ficção e os descontos são uma praxe do mercado, mas a emissora exagerou. Jogaram a pedida pra 60 e tantos milhões por cada cota (acho que 68, não anotei por escrito). E ficamos assim, quero 68, mas se oferecerem 10 a gente fecha o negócio :)
E eu que achava que a Record era a campeã dos descontos.
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E por falar em Record… a empáfia do EI é fichinha perto do que acontece nos corredores da Barra Funda. Lá o pessoal viaja alto, muito alto. Alguns meses atrás os gênios da emissora (rasgando todos os manuais da televisão) resolveram aproveitar uma brecha entre duas novelas globais e decidiram reprisar os Mutantes. Podem buscar no Tevezona e ver que eu achava a decisão uma grande idiotice. Poderia até funcionar em parte (isso acontece volta e meia), mas não era a opção mais inteligente.
Pois agora, todo santo dia, a Record apanha feio durante a novelinha. Perde até pra Rede TV e Gazeta em certos momentos. Já puxaram pra trás, pra frente, cortaram os capítulos, meteram o Pica-Pau na cola… Mas não adianta. E olha que não foi por falta de aviso. E nem venham dar uma de tio Sílvio e cortar a novela na metade. Como diziam nossas mães: Vai ter que engolir tudinho, e sem fazer cara feia.
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E por falar no tio Sílvio… Não é que o homem se arrependeu de ter cortado a parte final da Rosa Com Amor?? Pois é, agora é tarde. O estrago já foi feito. O lado positivo é que ele assumiu o erro. Uma atitude rara nesse meio. Claro que pra ele é fácil, é o dono. Não vai ouvir sermão de ninguém e nem será demitido. Mas, ao menos, mostrou um pouco de humildade.

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July 20, 2010

O Quintal e o Canavial

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:51 am

A maior parte das pessoas (inclusive eu) tem um hábito meio perigoso: ouvimos uma afirmação várias vezes e acabamos repetindo a mesma sem refletir se ela ainda é verdadeira ou não. Vejam o seguinte caso, por toda a minha infância e juventude eu ouvi (centenas de vezes) a expressão de que “o Rio é o quintal da Globo”. Chegava alguém pra falar sobre televisão, mídia ou algo parecido e sempre tinha um pra soltar a frase. Talvez ela tivesse um certo fundamento, mas creio que o tom pejorativo era muito maior. A intenção básica da afirmação era desmerecer a emissora e os cariocas.
Muito bem, passou-se um bom tempo e parece que esse é outro conceito enterrado. Mesmo com boa parte do jornalismo e da produção da Globo ainda se concentrando no Rio. Basta olhar os números da audiência. Analisando as maiores capitais do país, é no Rio onde a Record alcança os recordes de audiência. Quer seja com as novelas, com os seriados, com os programas de auditório ou com os locais.
O mesmo vale pro SBT. Qualquer que seja o programa é sempre no Rio que ele alcança a maior média. Só como exemplo, no último domingo (18/07) o SBT obteve 10,2 de média diária no Rio de Janeiro. Isso é quase o dobro do que a emissora consegue em Minas. E bem mais do que a Record (com muito custo) consegue em São Paulo - por volta de 7 pontos.
Não sei dizer os motivos desse cenário. Nem vou me arriscar a inventar uma teoria fajuta para explicar os fatos; deixo a tarefa para algum sociólogo. O essencial é registrar a mudança. E, se possível, fugir dos discursos batidos. Ou mudar a frase: “O Rio é o quintal do SBT”.
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Outra coisa interessante é que a gente se acostuma com certas situações e nem pensa mais se elas fazem sentido ou não. Uma das coisas que nunca entendi (e aceitei) foi esse clima de “ponto facultativo” no jornalismo aos Sábados e Domingos. Algumas emissoras colocam um ou outro jornal no Sábado, as vezes só o noturno, outras nem isso. Domingo então…
Muitos de vocês devem estar com a resposta na ponta da língua: isso acontece porque falta assunto no fim de semana. Médio. Nem tanto assim. Sem falar que, por exemplo… E os noticiários esportivos??? Qualquer asno sabe que os principais eventos esportivos acontecem nos finais de semana. Então porque não temos os noticiários esportivos em edição normal aos Sábados? Sim, o GE tem a edição dos Sábados, mas a Band, a Rede TV, a Gazeta e todas as demais tiram folga. Simples assim. Algum gênio resolveu que o espectador não quer saber de notícia sobre seu clube (ou alguma modalidade) aos Sábados. O torcedor está se lixando se joga o Fulano, se o Beltrano está contundido, se o técnico vai mudar a escalação, o grid de largada da F1… Nada!! Sábado é dia de folga pros gênios da televisão.
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Outro dia li na coluna do Flávio Ricco que o SBT vai perder 4 milhões com a antecipação do final da novela Uma Rosa Com Amor. Pois é… Mas o tio Sílvio não pode reclamar não. Se ele aceita pagar 5 milhões pro Edson Arantes fazer aquela idiotice de 1 minuto sobre a Copa, não pode reclamar de perder 4 milhões com a novela. Sem falar que amputar a novela foi outra daquelas decisões descabidas do “patrão”. Poderia ter seguido normalmente até o final pois a audiência está até razoável pros padrões do SBT.
O pior de tudo é que vi o anúncio da substituta da Rosa Com Amor. É uma velharia chamada Canavial de Paixões - naquele tempo não haviam descoberto o etanol ainda e os canaviais só produziam paixões e açúcar. Hehehe. Mas, somadas todas as novelas reprisadas pelo SBT teremos quase a idade de Noé. E, pra completar, a audiência dessas reprises até que surpreende, ainda mais considerando que o custo é quase zero.
Vendo esse panorama no SBT fico me perguntando se ainda faz sentido a emissora insistir na produção de novelas. Eu acho que não. E, falando sério, acho que já passou da hora de se tentar um novo formato. Se eu pudesse palpitar diria que um seriado é algo muito mais viável pro SBT. Mais barato, mais maleável (na grade), e com a possibilidade de ser reprisado milhares de vezes (como já fazem com os enlatados atuais).
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Não me perguntem o significado da palavra “correspondente”. Eu não sei mais. Mas o fato é que a Milene Domingues será a correspondente esportiva da Rede TV na Espanha. Não faço idéia do que isso representa. Talvez mande umas notícias pelo twitter, por email, pelo MSN… Enfim…
Por outro lado a Band efetivou o Denílson “show” como comentarista de futebol e amenidades. Faz todo o sentido, fica o Neto no meio, o Edmundo na ponta direita, o Denílson na esquerda… A Band vai mesmo é montar um time de masters :P
Por essas e outras eu só posso dizer: “a gente merece”!!!!!

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