November 5, 2011

Riso Forçado

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:34 pm
2 votos votar

Hoje a coluna será rápida, bem curtinha mesmo. E eu começo pelo UFC na Globo e seus desdobramentos. Foi muito divertido ver a justificativa da Band após perder a disputa. Disseram que foi bom perder, pois o evento iria masculinizar demais a sua programação. Ah tá… Parece que a Record anda fazendo escola. Pelo menos quando se trata de duvidar da inteligência alheia.
Mas eu também li (no Canal Um) que a Rede TV pretende colocar uma outra competição, de luta, no lugar do UFC. Sei não… Deixa ver se eu entendi. Vão colocar um evento inferior, numa emissora menor, sem a mesma mídia e importância, no mesmo horário, no mesmo dia… E ainda querem ter audiência?? Eh, depois o pessoal reclama que Deus não ajuda. Pombas, tudo bem de colocar outro evento de luta, mas não poderiam mudar o dia ou a hora??
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
cariocaPor falar na Rede TV, o Pânico entrou tão firme no terreno de criar “casos e polêmicas”, que nem parece mais um humorístico. Perderam a mão. E isso já tem mais de ano. Se a gente tirar a participação do Márvio Lúcio (Carioca) e algumas coisas do Eduardo Sterblitch, não salva nada. O Carioca é praticamente o único que ainda garante algumas risadas. Atualmente o Carioca é melhor “Jô” que o Jô original. O Ceará anda numa fase estranha, meio desinteressado ou sem tesão pelo ofício. O Evandro Santo está tão sumido que nem consigo saber se ele ainda tem quadro fixo ou não. O resto… Bem, o resto não é humorista não. Participa, e só.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Ainda sobre o Pânico: deram uma “quebrada” em algumas panicats. E já era tempo. As moças andavam criando mais problemas que o suportável. Quase uma briga por semana. E, na boa, moça com corpo malhado, duas próteses de silicone e cérebro de minhoca é o que não falta neste país. Dá pra colocar 4 diferentes, toda semana. É trocar 6 por média dúzia.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Também é bom notar o fraco momento do humorismo na televisão brasileira. Não lembro de fase tão pobre. Nas grandes redes quase nada é garantia de duas ou 3 gargalhadas. No máximo uma risadinha de canto de boca. Nas pequenas a coisa fica restrita ao Comédia MTV e mais alguns programetes do Multishow (o Sensacionalista, as Olívias). E ficamos por aí. Nada mais.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Nesta semana eu assisti algumas partidas do futebol europeu e pude notar uma diferença entre as transmissões de lá e daqui. Falo da insistência de nossas emissoras em focalizar os treinadores e torcedores enquanto a bola está rolando. É um exagero que não se justifica. Ainda mais quando a imagem só mostra o técnico gesticulando pra um lado e outro. O que isso acrescenta?? Ou qual o interesse em ver uma moça roendo a unha na arquibancada ou um rapaz segurando um cartaz?
E essa mania de desviar pra assuntos correlatos varia de país pra país. Nos torneios da UEFA ela é pequena. No campeonato Inglês, por exemplo, já aumenta um bocado. E aqui é demais.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Já falei sobre isso antes e vou repetir o discurso: alguns programas da Record estão patinando feio na audiência. E não são programas secundários. Falo do Jornal da Record, de Rebelde e mais alguns. Todos já tiveram índices melhores. E as repetidas mudanças de horários só pioraram a situação. E, até onde sei, a Record vai repetir o expediente pra tentar recuperar a audiência desses programas.
Por falar em audiência, a Record copiou o SBT e montou uma programação especial pro feriado recente. A audiência foi boa pra duas, com perda pra Globo. Só não concordo com diretor do SBT que fica choramingando pela internet. Desde quando que criar uma programação especial pro feriado é patente do SBT?? Ora, usa quem quer.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Notaram qual foi o assunto de 11 em cada 10 programas esportivos nos últimos dias?? Neymar, Messi, craque da Fifa, lista de melhores… Teve gente até analisando como seria se o Neymar jogasse na Espanha, o Messi no Brasil, onde seria mais fácil fazer gols. Que assunto chato!!! E supervalorizado. Basta ver o espaço que isso tem na mídia internacional. É um assunto secundário. Assim como é secundário o Mundial de Clubes da FIFA.
É melhor baixar a bola. Menos, menos…
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
O espectador brasileiro é vítima e culpado. Melhor exemplo disso foi a recente audiência recorde do Programa do Jô. Justo no dia em que foram convidados o Zezé e o Luciano. Não é curisoso???
Qualquer hora eu vou parar de cobrar uma televisão de mais qualidade e exigir, isso sim, um telespectador de melhor nível.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Agora temos o momento Dani Robô Albuquerque. A bonitinha e seu ano de 361 dias:

Gostou? Compartilhe:
« « Medalha de Lata Pra Record| Counter Strike na Televisão » »

November 1, 2011

Medalha de Lata Pra Record

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:29 pm
0 votos votar

pan na recordO Pan acabou e já é possível avaliar a primeira transmissão, de porte, que a Record realizou sozinha. E nem vou tratar da importância do Pan ou o resultado (mediano) que o Brasil teve. Vou falar do pouco que vi e do comportamento da Record. É importante; mesmo que a Record prefira exaltar o (suposto) sucesso de sua transmissão e tente convencer (ou iludir) uns e outros. Aqui isso não funciona.
Vou começar pelo básico, a geração das imagens. Aí nem posso reclamar da Record, mas o nível foi bem inferior ao do Pan do Rio. Nesse ponto o Brasil fez melhor que o México. E nem vou falar da geração de imagens da olimpíada de Londres, lá o desnível será enorme. Mas eu esperava um pouco mais do Pan de Guadalajara. E esperava muito mais daquilo que cabia à Record. O nível dos narradores, comentaristas e repórteres deixou a desejar. Em alguns momentos passou disso e irritou mais que o tolerável.
Parte do problema se explica pelo perfil da equipe montada pela Record. Os narradores, que estão muito longe de se comparar aos melhores da TV, pareciam muito enferrujados e concentrados em seguir o script ufanista e exaltado. Os comentaristas, ex-atletas em absoluta maioria, só serviram para acompanhar o discurso “pachequista”. E comprovar que não basta ter estado no campo ou ginásio para entender e analisar. Mas nesse ponto a Record apenas repetiu o erro da Globo, Band, Rede TV e cia. bela. Os repórteres escalados deixaram evidente que não basta esforço e boa vontade. Quase nenhum tinha o conhecimento básico do esporte. Mesmo das modalidades mais populares. Praticamente só serviram pra mostrar o cotidiano da vila e a alegria dos eventuais medalhistas.
Mas o erro maior nem foi dos comentaristas e repórteres. A falha é da Record, que praticamente nem tem uma equipe esportiva e passa esse sufoco na hora de uma competição tão concentrada. Tenho certeza que teremos o mesmo problema em Londres. Não aposto nem 0,50 que a Record vá investir em gente do ramo até lá.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Outro fato que mostra bem a pouco importância do Pan foi a audiência obtida pela Record. Tirando algum jogo de futebol ou vôlei, ou finais da natação, o resto ficou abaixo da média da emissora. E isso considerando que em muitos momentos era a média do Tudo a Ver, do Chris, do Pica-Pau… A média geral do Pan nem chegou aos 8 pontos (em SP). E isso é praticamente a média dia da Record. Ou menos que a média do domingo. Tanto é que a Record cortou o Pan no domingo retrasado. Tudo pra evitar uma derrota pro SBT.
Neste domingo (30/10) aconteceu pior. Especialmente se considerarmos que era o dia do encerramento, com várias finais. No meio da tarde (antes da partida do Brasileirão), peguei o controle e comecei a rodar pelos canais disponíveis. Quando passei pela Record vi um quadro de piadas, no programa da Ana Hickman. Logo a Ana, que agora patrulha até o teor das piadas. Continuei rodando os canais e cheguei na Record News. E passava a maratona, já na parte final, e com um brasileiro na liderança. Não pude deixar de rir ao lembrar das milhares de vezes em que a Record repetia seu slogan de “emissora do esporte olímpico”. Ou será que o slogan mudou pra “emissora do esporte que não atrapalhe a Ana Hickman e o Gugu”?? Também fiquei lembrando do povaréu que tanto reclama da Globo comprar eventos e jogar no Sportv ou em alguma emissora menor. Qual a diferença entre a Globo e a Record nessa hora?
Mas ok, parei 2 minutos pra ver a chegada da maratona. Eis que o narrador fez uma pergunta ao Róbson Caetano, que comentava a competição. Mas ninguém respondeu. E a transmissão seguiu só com o narrador. Estranho, pensei comigo mesmo, deixa ver o que tem na Record. Mudei de canal e lá estava o Róbson (e o Maurício Torres) no flash da maratona. Jogaram o Róbson Caetano de uma transmissão pra um flash na Record!! Só pra mostrar o minuto final mesmo. E logo depois seguir com a “loira comprida”. Pois é, assim é fácil ser a “emissora do esporte olímpico”. Muito!
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Vendo esse desrespeito da Record com o fã do esporte ou com o espectador que prentendia assistir o Pan, parei pra refletir um pouco. E até admito que foi uma falha minha, tão desinteressado no Pan, que nem percebi isso antes. Minha e de outros comentaristas de televisão, que fizeram ainda pior. Vi gente parabenizando a Record News por ter exibido certas modalidades (menos populares) pela primeira vez em TV aberta. Mas como assim, cara pálida???
Vejam só, a Record comprou o Pan e exerceu o monopólio que lhe era permitido. Mandou uma equipe mequetrefe pra Guadalajara. Fez uma transmissão fraca. Se valeu da Record News pra descarregar as competições menos importantes. Ignorou as disputas que aconteceram no domingo e/ou que coincidiram com seus programas principais. No último dia de competições não mostrou nada além de flashes perdidos no meio da programação. E ainda vem gente dando os parabéns???? Ô amiguinho, tá recebendo quanto?? Pois é bom que estejam recebendo bem pra “vender” a opinião. Falar bobagem de graça é coisa de amador.
Ainda lembro do seguinte, todos esses que parabenizaram a Record (e Record²) devem captar o sinal das duas emissoras. Beleza. Mas e o cidadão que não tem a Record News em sua região e não tem parabólica, como fica? Vai ficar torcendo por um flash no meio do programa do Faro, do Gugu ou da Ana Hickman? Alguém lembrou dos milhões que não podem ver a Record News? Ou será que esses não contam?
O desempenho dos atletas brasileiros não foi grande coisa. Como eu imaginava. Mas o desempenho da Record foi muito pior. Leva uma medalha de lata por esse Pan.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Outro dia o Alexandre (nos comentários) me alertou sobre a saída do Trajano da direção da ESPN. Depois acabei vendo mais informações na própria emissora e pela internet. Também lembro que já critiquei certas atitudes do Trajano. Algo normal, discordo de certos pontos de vista e de várias opiniões do Trajano. Mas nem por isso vou desconsiderar todo o trabalho dele, tanto na ESPN, quanto em outros meios. Especialmente pelo tom democrático implantado na emissora. E também pelo nível da equipe, acima da maioria das equipes esportivas que conhecemos.
O lado positivo é que escolheram o João Palomino pro lugar do José Trajano. Me parece ter sido uma boa escolha. Até onde sei. Mas digo isso com um pé atrás. Não acompanho a carreira do Palomino de longa data; é coisa recente. Nesses casos prefiro fazer uma análise parcial. Diferente de outros casos, quando acompanho o trabalho das pessoas há muito tempo. Tipo o Juca Kfouri, que lembro desde a Placar, passando pela Globo, pelo Cartão Verde…
Resta ver até onde o pessoal da “Disney Sports” vai dar autonomia e suporte ao Palomino. Espero que sim.

Gostou? Compartilhe:
« « Palavra Fácil| Riso Forçado » »

October 28, 2011

Palavra Fácil

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 4:48 pm
3 votos votar

Tenho vários assuntos na pauta e vou fazer a coluna no estilo “rapidinhas” pra caber tudo. Começando por algumas negociações de eventos. A primeira é do UFC, agora na Globo. Eu havia dito que não levava muita fé nessa possibilidade. Mas acabou prevalecendo o fator financeiro. E nesse ponto eu acertei, quando disse que os americanos são muito pragmáticos. Faz parte da cultura de lá.
O anúncio me deixou com a impressão que a Globo vai usar o Sportv pra exibir boa parte das lutas e o reality do UFC. Talvez só exiba os eventos principais na “poderosa” e o resto vai como dá. Ainda vou esperar pra ver como fica. Não arrisco nada. Até porque o Combate já exibe o card completo e não acho que a Globo deseje esvaziar seu próprio canal de lutas.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Outra negociação foi anunciada nesta semana, agora entre a Record e a ODEPA, pelos direitos do Pan de 19. Essa era bem previsível. A emissora vendeu bem suas cotas e, mesmo com uma audiência apenas mediana, o evento é interessante pra quem não quer abrir mais de 2 semanas anuais pro esporte.
Por falar nisso, a Record conseguiu um feito nesse Pan: realizou algumas das piores transmissões da história da televisão brasileira. Fiz o sacrifício de ver os minutos finais da decisão do futebol feminino. O Éder Luiz berrando até em cobrança de lateral, o Romário comentando daquele jeito, a repórter intervindo pra falar coisas totalmente sem noção… É dose pra mamute. Sem falar que, aquele campo estava pintado de verde? Como é que a cada quicada mais alta da bola, levantava um punhado de terra?
Sem falar que a Record mandou um monte de jornalistas “não esportivos” pra Guadalajara. Qual é a tarefa principal de um jornalista? Acho que é informar o que acontece por lá. Mas nada foi dito sobre a estrutura precária, a desorganização, os problemas na vila, as deficiências nos estádios… Pombas! Os caras não entendem nada de esporte, não falam sobre a estrutura do evento, foram só passear mesmo???
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Já faz um bom tempo que falei sobre certas figuras que aparecem no Tevezona (e em outros sites) tentando manipular as opiniões e influenciar os leitores. É o patrulhamento ideológico que se alastra pela internet. E a Record é uma das que mais usa tal estratégia. Só que isso não funciona comigo. Muito pelo contrário, o efeito é o oposto. Mas não vou repetir minha opinião sobre isso, deixo um link que trata disso com mais detalhes:
AQUI

E ainda tenho um outro link que relata alguns dos problemas ocorridos no Pan, e que a Record omite “gloriosamente”:
AQUI

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
A gente lê certas que é até difícil de acreditar. Alguém tá louco, talvez seja eu. Vejam só, de um ano (ou mais) pra cá, a Gazeta alardeou seus novos projetos, a reformulação, novos equipamentos, novos programas, demissões… Parecia que tinham achado a “rota do ouro” e corriam pra lá como loucos. Mal se passaram alguns meses e mudam completamente a direção. Cancelaram os novos programas, demitiram os recém contratados, falam em recontratar os demitidos… E, curiosamente, só fazem trocar um programa feminino, ou de culinária, por outro. É 6 por meia dúzia. Vai entender…
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
A Rede TV é outra. Passaram meses falando em cortar os terceirizados, nova programação, investimentos e blá blá blá. Chegamos ao final do ano é tá tudo na mesma. Ou pior, já que eles aumentaram o espaço dos pastores e horários alugados. Pra quem começou o ano sonhando com o Brasileirão… Acordaram com o Valdemiro Santiago alugando tudo.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Hoje o Ronaldo Rojão Giovaneli esteve no programa do Neto, o Corinthians SP Acontece. Mas, espantosamente, não vestia a camisa patrocinada. Na Band ele não fez isso, mas fazia enquanto era contratado pela Rede TV. Tenho ou não motivos pra achar que ele forçou a demissão? Sem falar que a Rede TV é uma das que mais usa efeitos (espelhar ou borrar partes da imagem) pra encobrir marcas comerciais. Seria difícil deixar passar a camisa patrocinada. Ainda lembro que, há algumas semanas, vi ele brincando sobre alguma proibição de divulgar o Twitter. E fazendo questão de perguntar o Twitter de todos que estavam no Rede TV Esporte. Tava procurando.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Não costumo usar este espaço pra homenagear pessoas falecidas, mas vou abrir uma exceção. Gostaria de dizer algumas palavrinhas sobre um dos muitos jornalistas esportivos que fizeram parte da minha infância e do meu gosto por futebol. Foram centenas de horas acompanhando debates esportivos e absorvendo um pouco do seu vasto conhecimento. Era uma enciclopédia esportiva ambulante. Um senhor de voz pausada, atitude elegante, palavras precisas e opiniões coerentes. Um lord do microfone se comparado aos boçais que infestam a televisão atual. A tal ponto que ninguém se importava com sua paixão gremista e botafoguense. Ele estava acima dessa pobreza de espírito. Sorte de quem o acompanhou na rádio e televisão. E mais ainda de quem trabalhou e conviveu com ele. Fica com Deus, Luís Mendes, o “palavra fácil”.

Gostou? Compartilhe:
« « Esporte S.A.| Medalha de Lata Pra Record » »

October 24, 2011

Esporte S.A.

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:37 pm
3 votos votar

fifa e cbfEu me divirto muito com uma turma (numerosa) que gosta da falar mal da Globo e só saber repetir aquela ladainha sobre a criação da emissora, o governo militar, campanha pelas diretas, etc… Um discurso com cheiro de nafatalina. Já pararam pra pensar um pouco no que acontece HOJE? Viram o anúncio das cidades que abrigarão a Copa da Confederações e a Copa de 14? Francamente, senti até nojo. Está totalmente evidente que querem criar uma cortina de fumaça e encobrir tudo que está errado. Ficam falando em datas, tanto de obra concluída, X jogos em tal cidade, Y em outra… Nada sobre as imposições da FIFA (que está mais preocupada com a venda de ingressos e cerveja nos estádios), nada sobre a CBF e seu ditador, nada sobre irregularidades nos projetos e nas obras… Parece que estamos na Noruega e tudo funciona perfeitamente.
Larguei o sr. Galvão e o telão touchscreen e fui olhar o Sportv. E o script era bem parecido, fugindo dos assuntos sérios e tratando de detalhes técnicos, datas, chaves, clima, probabilidades, etc… Nem pra abordar a interferência política ao se definir o número de jogos em certas capitais, em detrimento de outras com mais tradição no futebol. Talvez esse “script” explique os convidados pro debate que o Sportv realizou após o anúncio. Curiosamente eram todos de ONGs, entidades e portais. E nenhum jornalista experiente no meio esportivo. Ninguém para contrapor as tecnicidades e o otimismo vazio.
Esse discurso da Globo é muito parecido com a verborragia da Record em relação ao Pan. Tá tudo certo, não existem falhas, tudo é lindo, vamos ganhar muitas medalhas e blá blá blá. Infelizmente a realidade é um bocado diferente. O fato é que cada uma defende o seu produto e os interesses paralelos. Nada além disso.
Por mais que muitos pensem diferente eu já perdi a visão romântica desses eventos e a sua importância relativa. E esse é um dos muitos motivos que me fazem tratar essas competições como um negócio. E não vejo sentido algum em valorizar o negócio do concorrente. Podemos começar pela rivalidade entre a FIFA e o COI. Cada entidade busca valorizar o seu produto. E se preocupam mais com a venda de ingressos, direitos de televisão, patrocínios, licenciamentos e negócios correlatos. A competição é só um meio. As emissoras também estão mais preocupadas com a audiência e o faturamento que isso gera. As empresas patrocinadoras, nem preciso falar. E mesmo os atletas, ah, esses já perderam todo o espírito amadorístico da competição. Se preocupam em expor seus uniformes, as chuteiras, os bonés, garantir mais contratos de publicidade… Os incontáveis casos de doping estão aí para quem tiver dúvidas.
Gostemos ou não, esse é o esporte do século 21. Um grande e lucrativo negócio. Começou de forma amadora, virou arma de propaganda de países e ideologias e, agora, tornou-se uma super máquina de dinheiro. Ponto!
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Outro dia eu falei sobre a nova sucursal da ESPN Brasil, no Rio. E fiquei de abordar melhor o assunto dos canais esportivos pagos. Começo pelo Sportv, inegavelmente o melhor, em eventos e em estrutura. E aí dá até pra colocar o Premiere e o Combate no bolo. Mesmo com um probleminha aqui ou acolá estão muito adiante da concorrência. E diante das bobagens apresentadas pelo Globo Esporte e Esporte Espetacular, posso afirmar que o canal bate a Globo em vários aspectos.
A ESPN (Brasil, pra ser específico), tem altos e baixos. E nem vou reclamar tanto dos eventos. Sei que isso depende de verba e existem limitações. Até em decorrência das decisões da ESPN internacional. O fato de canal brasileiro ser um apêndice da matriz trás benefícios e prejuízos. O benefício mais palpável são as negociações globais. Mas elas também geram alguns inconvenientes. Falo especialmente dos esportes que, por mais que forcem a barra, não têm o menor interesse por estas terras. E pouco me importa se logo aparecer alguém falando que adora o rugby, o futebol americano ou o curling. Beleza, tem gosto pra tudo. Mas, como produto, não gera a menor repercusão na massa. Da mesma forma que é difícil engolir os intermináveis torneios de pôquer. Na ESPN e no EI. Tudo bem que isso é financiado pela indústria do jogo, mas… É esporte??
O melhor da ESPN é sua programção local. O Bate-Bola, o Sportscenter, o Loucos Por futebol e demais programas. Muito em decorrência da equipe. Ainda que eu não goste de alguns, a média é muito melhor que Globo, Band, Rede TV, Record, EI e demais. É gente que entende do assunto. Mesmo que alguns abusem da empáfia, não dá pra negar a sua capacidade.
O que falta na ESPN é estrutura. A nova sucursal é o mínimo do mínimo. E, como o Alexandre comentou na última coluna, eu gostaria de ver uma redação em Porto Alegre, em Belo Horizonte, no Recife… Resta saber se isso também depende do “sim” da matriz. Mas, de um jeito ou outro, já é tempo. Até porque a ESPN é um canal bem distribuído. E conta com patrocinadores de grande porte. Não vejo motivos para um “não”.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Ainda tenho espaço pra falar um pouco do Band Sports. É, fácil, o pior dos 3 canais. Os eventos são de 3ª linha, e quase nada é gerado no Brasil. A estrutura é precária. Tanto que, me pergunto, se a Band, ao invés de criar um novo canal pago, não deveria investir primeiro numa estrutura melhor pros canais atuais. Ou seja, uma nova instalação, separando os canais pagos da emissora mãe.
A equipe e o foco do Band Sports têm muito do “jeito Band de ser”. Na equipe, na estrutura, na grande concentração em São Paulo. E, sejamos justos, pra ela é muito mais fácil ampliar sua abrangência do que pra ESPN. Dá quase pra fazer o mesmo esquema do Sportv, cuja central é no Rio mas usa a redação de São Paulo,de BH, a RBS, a Globo NE, e até algumas afiliadas. A Band tem emissoras e afiliadas em todas estas cidades. Mas o Band Sports não usa nada. Ficam lá num estúdio de 3×3, as mesmas figuras, sem material próprio, sem equipes regionais… Gostaria muito de saber o motivo de tanto relaxamento.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Um dos motivos de exigir um pouco mais dos canais pagos é o atual cenário desse meio. Bem diferente de uns 10 ou 15 anos atrás, quando os canais viviam na dependência da Net ou Sky. Hoje o leque se abriu muito e os canais podem distribuir sua programação na Telefonica, na Via, na Oi, nas regionais à cabo e, mais recentemente, na GVT. Sem esquecer da Nossa TV, do R. R. Soares, é claro.
Também posso lembrar que a base de assinantes já representa uma fatia boa da população. Falta crescer muito ainda, mas já é alvo de boas verbas de publicidade. Especialmente nos canais mais populares. Não é por outro motivo que vários canais estão se desmembrando e criando “filhotes”. Isso só ocorre porque a grana está entrando. Então é preciso exigir mais qualidade, não só quantidade.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
E encerro essa coluna com um fato auspicioso para quem não aguentava a gritaria, as bobagens e os rojões do Ronaldo Giovaneli. Ele foi demitido da Rede TV na semana passada. Para alívio dos meus ouvidos.
O motivo da demissão foi um patrocínio oficioso que ele arrumou. O fato provocou a demissão dele e do diretor de esportes da emissora, Sidnei Bortotto. E, lembrando alguns fatos recentes, fiquei com a impressão de que o Ronaldo provocou a sua demissão. Forte impressão.
Independente disso, surgem rumores de que a emissora pode extinguir o Rede TV Esporte. O que não é uma decisão lá muito correta. Acho que uma mudança de horário (e mais conteúdo) ajudaria mais.

Gostou? Compartilhe:
« « Ashley, Daysa e Cia| Palavra Fácil » »

October 21, 2011

Ashley, Daysa e Cia

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 11:43 am
4 votos votar

Agora o assunto é mais ameno. Pelo menos pros leitores que gostam do Belas & Barangas. E já começo com um aviso: vou tentar atualizar a seção com mais frequência pois tem muita gente na fila e a pasta está ficando entulhada de fotos. Se a frequência aumentar é provável que eu reduza o número de fotos por postagem. Mas vou ver como fica, ainda não resolvi isso.
A primeira bela de hoje é, segundo a Hebe, uma GRACINHA. Mas é uma gracinha mesmo. Muito lindinha e meiga. Eu já tinha notado a moça desde o tempo do seriado Bom Dia Miami. Mas o SBT parou de exibir o seriado e eu perdi ela de vista. Eis que, dia desses, zapeando pra lá e pra cá, vi a Ashley Williams num filme besta. Um filme “de mulher pra mulher”; acho que baseado num livro sentimentalóide. Mas fiquei vendo um tempinho, só por causa da Ashley. Não pude resistir. Ela é um doce de criatura. E eu não sou diabético.
ashley williams

Vamos voltar ao Brasil. A segunda escolhida de hoje é bem conhecida dos candangos. Ela é apresentadora da Record DF. E volta e meia cobre as folgas da Adriana Reid, no Record Notícias. É a Daysa Belini. Acho que muitos barbados já repararam na loira. Primeiro que é bonita de rosto. Depois ela ostenta “curvas generosas”. Posso garantir que bate a Adriana Reid nesse “departamento”. Mas peço desculpas pelas fotos, não consegui arrumar nada melhor. Uma lástima!
apresentadora daysa belinidaysa belini

A terceira já passou aqui pela seção. Mas está de volta. E ela é uma das poucas coisas em que o Sílvio Santos está 100% certo. Nesse assunto, Helen Ganzarolli, o Patrão está coberto de razão. A morena é sensacional. Tanto que nem numa foto de improviso, feita com câmera digital, consegue ficar feia. E isso é muito raro. Vejam só:
helen ganzarolli

Agora tenho algo diferente, é o “especial linguinha”. Ele foi criado pros que não gostam da seção Belas & Barangas. Eis a minha (e delas) resposta:
kaley cuocolola melnick
(aproveito pra lembrar que a Kaley (Penny) estará aqui em breve)

E fecho a postagem de hoje com um pedido do Renan, que foi ao Rock In Rio só pra ver a Rihanna. Mas ele não foi lá pela beleza da Rihanna, foi pelas músicas. (Brincanagem). Até porque, se fosse por causa da beleza… Vai que o cara chega lá e pega a Rihanna sem maquiagem e produção. Isso até assusta. Francamente, essa só se salva pelo popozão. Ou por isso que está escrito no colar dela. Pra quem não entende inglês, significa “xo**ta”.
rihanna sem maquiagem

Gostou? Compartilhe:
« « A Dependente| Esporte S.A. » »

October 19, 2011

A Dependente

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 4:29 am
2 votos votar

band tvFica difícil entender a direção da Band. E não é por má vontade. É que a coisa lá sempre caminha na contramão. Vocês viram como a emissora tratou das últimas etapas da Indy? Pois é… Mas não vou repetir tudo que já escrevi no início dessa temporada e no ano passado. Quem não acompanha a coluna há mais tempo, pode usar a busca interna. O fato é que a Band confirmou todas as minhas críticas. E não ficou só nisso, desprezou a Indy até no Band Sports. Como se o canal tivesse muitos eventos importantes na grade. E a decisão do campeonato, trágica e triste, acabou em VT nos dois canais. Um claro retrato de como desvalorizar um produto e desrespeitar os telespectadores. Para depois, quando tivermos a etapa no Brasil, a Band armar seu circo e fazer um carnaval em cima da corrida.
Se o problema da Band fosse só com a Indy… Quem dera. Vamos avaliar a atual situação da emissora, sem entrar nos detalhes. Vamos começar pela madrugada e manhãs de sábado e domingo. Estava tudo com o Malafaia e agora foi entregue ao Valdemiro Santiago e mais alguns terceirizados. O esporte está encostado na Globo ou recebendo produtos prontos, como a Fórmula Truck. Os programas esportivos próprios são mais porcos que qualquer rádio regional. Sem querer ofender as rádios. Os programas principais estão todos nas mãos de produtoras estrangeiras. Com todos os ônus e bônus que isso implica. O jornalismo da Band é carente em todos os sentidos. A questão dos correspondentes internacionais exemplifica bem a situação. Só agora, depois de anos na dependência da BBC, é que a Band se coçou e passou a utilizar equipe própria. Mas não passam de 4 ou 5 correspondentes. O resto da grade é um arremedo. Quase no improviso. E com poucas chances de melhorar. O tal “programa da tarde”, que nunca chega, é um bom exemplo.
Mas a Band tem as suas “cerejas do bolo”. Sim, ela se dedica de corpo e alma ao Festival de Parintins, desfile das campeãs do carnaval, axé baiano, concursos de miss… Nessas horas a Band prepara o salão, convida gente importante, mobiliza a tropa, libera o banquete, divulga em todo canto, festeja, grita, dança, pula… Se o comercial alcançar a meta, tá ótimo.
A impressão que tenho é que a Band largou mão da produção. Cansou de cometer erros e agora se concentra em uma única tarefa: cuidar dos transmissores. Exato, a única coisa que a Band faz sozinha é colocar o sinal no ar.
Nada contra uma parceria aqui ou ali. Creio que 95% das emissoras do mundo faz isso. O errado é entregar (quase) tudo na mão dos outros. Talvez, no futuro, ela tenha que pagar essa conta.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
O Pan está dentro do que eu esperava. E certamente menos do que a Record gostaria. Os principais eventos conseguem uma audiência interessante, o resto afunda o Ibope. Absolutamente previsível.
Só não vou me aprofundar na análise. Não estou acompanhando quase nada. E é provável que não assista muita coisa até o final da competição. Mas eu gostaria que alguém me tirasse uma dúvida: o que a Ana Paula ou o Heródoto Barbeiro foram fazer em Guadalajara??? Turismo?
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Por falar na Record… Acho um tanto exagerados alguns comentários sobre a tal “crise financeira” da emissora. A IURD está sofrendo com a ascenção de outras seitas? Ok, é fato. O Edir apertou a torneira e está exigindo mais resultados? Tá certo. E até acho que ele demorou muito pra tomar essa atitude. Se eu estivesse no lugar dele, vendo os bilhões investidos e o retorno fraco… Agora, daí a dizer que a emissora está quebrada, nem brincando. Vamos dizer que isso foi só um ajuste financeiro. Por enquanto é só.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Praticamente todo mundo sabe que os gols e lances que o Esporte Interativo exibe são, em grande maioria, provenientes da internet. A imagem borrada já evidencia o fato. Mas ultimamente a emissora vem adotando uma tática meio feia. Tanto em imagens da internet quanto nas cedidas por outros canais. É o tal zoom. Passa a nítida idéia de alguém que quer apagar o logotipo da imagem original. Não é nada bacana. Ainda mais pra uma emissora que tanto usa imagens de terceiros. Sem falar que o zoom deteriora ainda mais as imagens já ruins.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Nesta semana a ESPN inaugura sua sucursal no Rio. As instalações, pelo que vi, parecem acanhadas. Mas, pela necessidade de atender sua equipe local e o mercado, tá bom. Melhor que umas e outras. Mas vou deixar esse assunto pra próxima coluna. Até lá.

Gostou? Compartilhe:
« « O Pan É Meu Pastor| Ashley, Daysa e Cia » »

October 15, 2011

O Pan É Meu Pastor

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:56 pm
2 votos votar

E a Record encerrou a 4ª edição da Fazenda bem longe dos objetivos esperados. Foi muito mal na qualidade do produto. Foi apenas razoável na audiência. E foi muito bem no faturamento. E é ele, o faturamento, quem garante a próxima edição do reality. Parece que os realities, ultimamente, despertam mais interesse nos patrocinadores do que no público. E isso serve como a principal justificativa para a sua existência.
Já falei por diversas vezes que não gosto de realities de confinamento ou de provas de resistência. Na verdade eu só assisti (pra valer) a Casa dos Artistas. Primeiro porque era uma novidade. Até para os participantes, que nem sabiam como agir ou o que falar. Depois tinha o Sílvio Santos, fazendo das suas. E o Sílvio, em muitos momentos, era melhor que todos os participantes do programa juntos. Mas isso já tem tempo. Hoje os realities estão em escala industrial e com roteiro pronto. Até as polêmicas e brigas são meio que ensaiadas. E os participante apenas tentam fingir que não estão fingindo. Nada mais.
E nada mais justifica as dezenas de edições do BBB, Fazenda ou o intragável Hipertensão. Quer dizer, nada além do dinheiro. A grana e a passividade de boa parte da audiência. Especialmente dos que gostam de economizar a pilha do controle remoto.
Não vou insistir muito em convencer que o formato já esta saturado e superado. Se quiserem comparar com os países mais avançados e que exploraram o formato antes de nós… Prefiro analisar pelo lado da eterna desculpa, o faturamento. Acho que isso é igual um cardápio de restaurante. O sujeito entra lá com grana no bolso e um vazio no estômago. E usa o cardápio pra escolher o prato que deseja. Vale o mesmo pra grana dos anunciantes. Exista a verba e eles vão gastar. Definir onde, vai depender do cardápio das emissoras. Tudo bem que é mais fácil fazer uma gincana com pilhas da marca X num reality que num telejornal. Mas, assim ou assado, a fábrica de pilhas (ou de chinelos) irá gastar a sua verba. Duvido muito que vá cancelar os investimentos em publicidade se faltarem os realities. Portanto…
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
edir e o pan na recordAo mesmo tempo em que a Fazenda fechou sua porteira (sem deixar saudade), a Record voltou suas atenções pra o Pan. Finalmente o super-mega-hiper evento esportivo. Isso no papel, na realidade a situação é muito menos grandiosa. Ninguém precisa ser um gênio pra saber que o Pan é um evento de 2ª linha. Ou nem isso. Também não preciso repetir o que (quase) todo mundo sabe: os principais países só levarão suas equipes C para a disputa. Com isso o nível da competição acaba sendo rebaixado. A tal ponto que alguns dos nossos atletas conseguem beliscar uma medalha e ter seus 15 minutos de glória. E, talvez, garantir algum contrato de patrocínio até a Olimpíada. Nada além disso. Quer a Record goste, quer não.
Para quem gosta do ufanismo vazio o Pan é um prato cheio. Teremos algumas vitórias sobre universitários americanos e canadenses e tentaremos ficar a frente do Cuba e México no quadro de medalhas. E certamente ouviremos muitas promessas de mais empenho e sorte em Londres 12. Mas, como o brasileiro tem aquela característica de gostar de esportes onde pode ganhar… Talvez o Pan renda alguns picos de audiência pra Record. A emissora está mesmo precisando.
Além da parte esportiva, não gosto muito do Pan como evento televisivo. E o mesmo vale pras Olimpíadas. Começa que é um evento caro e que demanda uma grande e custosa cobertura. Depois ele fica com todas as competições espremidas em 2 semanas, de manhã, tarde e noite. Detonam a grade de qualquer emissora. Tanto é que a Record vai despejar as disputas menos importantes na Record News. E o que existe de “disputas menos importantes”… Nossa, é muita bobagem. A tal ponto que eu fico com a impressão que os jogos são mais vendidos pela “grife” que pelas competições. Ou, numa analogia pobre, é o sujeito que compra um bolo enorme só por gostar da cereja.
Outro fato que acho discutível é o retorno financeiro. Calma, sei muito bem que as emissoras vendem suas cotas por valores altos. Nesse ponto o evento é até lucrativo. O problema é o pacote publicitário de um Pan ou Olimpíada. Não sei se mudou muito o esquema, mas até um certo tempo as emissoras vendiam o pacote na base de X milhões de Reais para Y milhares de pontos de audiência. Acontece que o evento é curto e nenhuma emissora consegue entregar os Y pontos em 2 semanas. Nem a Globo em seu auge. Daí a saída é criar produtos anexos (minuto olímpico, boletim dos jogos, histórias da olimpíada…) ao longo de 2 ou 3 anos. Mas nem assim dá pra fechar o pacote. E as emissoras inserem mais anúncios ao longo de seus telejornais, esportivos e demais programas. Podem reparar no Jornal da Record e aquelas reportagens diárias sobre os jogos. Logo no próximo intervalo entra o patrocínio. E a emissora vai entregando os minutos que vendeu. E vai fazendo assim ao longo de 2 ou mais anos. Fato que não ocorre, por exemplo, num torneio de várias semanas, como o Brasileirão ou a F1. Nesses eventos mais extensos as emissoras conseguem entregar a audiência vendida com mais facilidade. E mesmo assim o pacote inclui programas especiais, inserções nos esportivos, nos telejornais e até o cafezinho pro cliente.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Na última coluna eu falei sobre o Esporte Interativo e seu erro ao confundir os meios com os fins. Talvez tenha passado a idéia de não concordar com a ampliação das mídias e dos formatos de transmissão. Não é bem isso. Minha reclamação foi quanto a valorização excessiva do meio, em detrimento do fim. Por “fim” entenda-se o produto televisivo.
Até nos comentários o Renan lembrou da importância das transmissões pela internet. Sim, sim, sim… Sei muito bem disso. E já apelei para a internet, muitas vezes, para assistir alguns canais menores. Sem falar que até tenho uma seção de canais online no Tevezona. Mas, por culpa das emissoras, acabei largando mão. Cansei de ver canais off e trocas da url do streaming. E cansei de consertar links e alterar páginas.
Parece que as emissoras só lembram da internet quando não conseguem instalar mais que 2 ou 3 torres de transmissão. É um quebra galho pras pequenas. E algo experimental pra grandes redes. Ou nem isso. Um cenário bem diferente dos (sempre citados) Estados Unidos. Lá, e em outros países ricos, a transmissão WEB é uma realidade. A tal ponto que as emissoras calculam seus espectadores pela WEB e incluem isso na audiência geral. E cobram por essa audiência. Exato, cobram e faturam com as transmissões.
No Brasil o streaming ainda está engatinhando. É visto como algo marginal. E quase nenhuma emissora investe no filão. Tanto que na recente negociação da Champions League, o Esporte Interativo venceu a concorrência pra transmissão WEB. E espero que transmitam mesmo. Seja no site da emissora, no Facebook, Orkut ou qualquer lugar. Isso é só o meio. O relevante é o conteúdo.

Gostou? Compartilhe:
« « Pouco Esporte, Muito Interativo| A Dependente » »

Page 20 of 74« First...101819202122304050...Last »

Produzido por Tevê Zona       Future Google PR for tevezona.com - 3.17