Riso Forçado
Hoje a coluna será rápida, bem curtinha mesmo. E eu começo pelo UFC na Globo e seus desdobramentos. Foi muito divertido ver a justificativa da Band após perder a disputa. Disseram que foi bom perder, pois o evento iria masculinizar demais a sua programação. Ah tá… Parece que a Record anda fazendo escola. Pelo menos quando se trata de duvidar da inteligência alheia.
Mas eu também li (no Canal Um) que a Rede TV pretende colocar uma outra competição, de luta, no lugar do UFC. Sei não… Deixa ver se eu entendi. Vão colocar um evento inferior, numa emissora menor, sem a mesma mídia e importância, no mesmo horário, no mesmo dia… E ainda querem ter audiência?? Eh, depois o pessoal reclama que Deus não ajuda. Pombas, tudo bem de colocar outro evento de luta, mas não poderiam mudar o dia ou a hora??
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Por falar na Rede TV, o Pânico entrou tão firme no terreno de criar “casos e polêmicas”, que nem parece mais um humorístico. Perderam a mão. E isso já tem mais de ano. Se a gente tirar a participação do Márvio Lúcio (Carioca) e algumas coisas do Eduardo Sterblitch, não salva nada. O Carioca é praticamente o único que ainda garante algumas risadas. Atualmente o Carioca é melhor “Jô” que o Jô original. O Ceará anda numa fase estranha, meio desinteressado ou sem tesão pelo ofício. O Evandro Santo está tão sumido que nem consigo saber se ele ainda tem quadro fixo ou não. O resto… Bem, o resto não é humorista não. Participa, e só.
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Ainda sobre o Pânico: deram uma “quebrada” em algumas panicats. E já era tempo. As moças andavam criando mais problemas que o suportável. Quase uma briga por semana. E, na boa, moça com corpo malhado, duas próteses de silicone e cérebro de minhoca é o que não falta neste país. Dá pra colocar 4 diferentes, toda semana. É trocar 6 por média dúzia.
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Também é bom notar o fraco momento do humorismo na televisão brasileira. Não lembro de fase tão pobre. Nas grandes redes quase nada é garantia de duas ou 3 gargalhadas. No máximo uma risadinha de canto de boca. Nas pequenas a coisa fica restrita ao Comédia MTV e mais alguns programetes do Multishow (o Sensacionalista, as Olívias). E ficamos por aí. Nada mais.
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Nesta semana eu assisti algumas partidas do futebol europeu e pude notar uma diferença entre as transmissões de lá e daqui. Falo da insistência de nossas emissoras em focalizar os treinadores e torcedores enquanto a bola está rolando. É um exagero que não se justifica. Ainda mais quando a imagem só mostra o técnico gesticulando pra um lado e outro. O que isso acrescenta?? Ou qual o interesse em ver uma moça roendo a unha na arquibancada ou um rapaz segurando um cartaz?
E essa mania de desviar pra assuntos correlatos varia de país pra país. Nos torneios da UEFA ela é pequena. No campeonato Inglês, por exemplo, já aumenta um bocado. E aqui é demais.
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Já falei sobre isso antes e vou repetir o discurso: alguns programas da Record estão patinando feio na audiência. E não são programas secundários. Falo do Jornal da Record, de Rebelde e mais alguns. Todos já tiveram índices melhores. E as repetidas mudanças de horários só pioraram a situação. E, até onde sei, a Record vai repetir o expediente pra tentar recuperar a audiência desses programas.
Por falar em audiência, a Record copiou o SBT e montou uma programação especial pro feriado recente. A audiência foi boa pra duas, com perda pra Globo. Só não concordo com diretor do SBT que fica choramingando pela internet. Desde quando que criar uma programação especial pro feriado é patente do SBT?? Ora, usa quem quer.
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Notaram qual foi o assunto de 11 em cada 10 programas esportivos nos últimos dias?? Neymar, Messi, craque da Fifa, lista de melhores… Teve gente até analisando como seria se o Neymar jogasse na Espanha, o Messi no Brasil, onde seria mais fácil fazer gols. Que assunto chato!!! E supervalorizado. Basta ver o espaço que isso tem na mídia internacional. É um assunto secundário. Assim como é secundário o Mundial de Clubes da FIFA.
É melhor baixar a bola. Menos, menos…
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O espectador brasileiro é vítima e culpado. Melhor exemplo disso foi a recente audiência recorde do Programa do Jô. Justo no dia em que foram convidados o Zezé e o Luciano. Não é curisoso???
Qualquer hora eu vou parar de cobrar uma televisão de mais qualidade e exigir, isso sim, um telespectador de melhor nível.
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Agora temos o momento Dani Robô Albuquerque. A bonitinha e seu ano de 361 dias:

O Pan acabou e já é possível avaliar a primeira transmissão, de porte, que a Record realizou sozinha. E nem vou tratar da importância do Pan ou o resultado (mediano) que o Brasil teve. Vou falar do pouco que vi e do comportamento da Record. É importante; mesmo que a Record prefira exaltar o (suposto) sucesso de sua transmissão e tente convencer (ou iludir) uns e outros. Aqui isso não funciona.
Eu me divirto muito com uma turma (numerosa) que gosta da falar mal da Globo e só saber repetir aquela ladainha sobre a criação da emissora, o governo militar, campanha pelas diretas, etc… Um discurso com cheiro de nafatalina. Já pararam pra pensar um pouco no que acontece HOJE? Viram o anúncio das cidades que abrigarão a Copa da Confederações e a Copa de 14? Francamente, senti até nojo. Está totalmente evidente que querem criar uma cortina de fumaça e encobrir tudo que está errado. Ficam falando em datas, tanto de obra concluída, X jogos em tal cidade, Y em outra… Nada sobre as imposições da FIFA (que está mais preocupada com a venda de ingressos e cerveja nos estádios), nada sobre a CBF e seu ditador, nada sobre irregularidades nos projetos e nas obras… Parece que estamos na Noruega e tudo funciona perfeitamente.
















Fica difícil entender a direção da Band. E não é por má vontade. É que a coisa lá sempre caminha na contramão. Vocês viram como a emissora tratou das últimas etapas da Indy? Pois é… Mas não vou repetir tudo que já escrevi no início dessa temporada e no ano passado. Quem não acompanha a coluna há mais tempo, pode usar a busca interna. O fato é que a Band confirmou todas as minhas críticas. E não ficou só nisso, desprezou a Indy até no Band Sports. Como se o canal tivesse muitos eventos importantes na grade. E a decisão do campeonato, trágica e triste, acabou em VT nos dois canais. Um claro retrato de como desvalorizar um produto e desrespeitar os telespectadores. Para depois, quando tivermos a etapa no Brasil, a Band armar seu circo e fazer um carnaval em cima da corrida.
Ao mesmo tempo em que a Fazenda fechou sua porteira (sem deixar saudade), a Record voltou suas atenções pra o Pan. Finalmente o super-mega-hiper evento esportivo. Isso no papel, na realidade a situação é muito menos grandiosa. Ninguém precisa ser um gênio pra saber que o Pan é um evento de 2ª linha. Ou nem isso. Também não preciso repetir o que (quase) todo mundo sabe: os principais países só levarão suas equipes C para a disputa. Com isso o nível da competição acaba sendo rebaixado. A tal ponto que alguns dos nossos atletas conseguem beliscar uma medalha e ter seus 15 minutos de glória. E, talvez, garantir algum contrato de patrocínio até a Olimpíada. Nada além disso. Quer a Record goste, quer não.