Armações Ilimitadas
Outro dia eu falei sobre a farra que o Sportv anda fazendo em algumas transmissões. Tudo pra mostrar o mais importante do jogo, os globais e convidados fazendo caras e bocas. Parece que a ordem é essa mesma. Pelo menos é o que a Globo (a mãe) fez entender com o “show do intervalo” durante a partida entre o Corinthians e Tijuana. Só não sei se posso usar aspas na palavra show. Tivemos um show de verdade. Qualquer hora botam uma bateria de samba e passistas.
Mas as concorrentes também gostam de sair do rumo. Não basta o SBT Brasil fazer “reportagens” diárias sobre os capítulos de Carrossel. Até com citação na escalada e nas chamadas pro intervalo. Agora o Jornal da Record resolveu usar José do Egito como pauta jornalística.
Pode parecer birra, mas não gosto de nada disso. Novelas e séries não são pauta de telejornal. Assim como artistas e shows musicais não fazem parte de transmissões esportivas. Melhor deixar cada um no seu quadrado. E parar de inventar bobagem.
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Na terça eu levei um susto daqueles. Estava vendo o Jornal da Band quando, de repente, entra o repórter Caiã Messina, da Câmara, ao vivo. Sim, ao vivo!! Eu juro, era um link, ao vivo, no Jornal da Band.
E eu que passei a vida inteira achando que o Jornal da Band era gravado.
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Nunca fui defensor do João Kléber. Pelo contrário, falei das armações quando nem se tocava no assunto. Depois, comparando com o resto da programação “tradicional”, vi que não havia tanta diferença. Só que alguns disfarçam melhor que os outros. Dito isso…
Mal começou o “novo” Teste de Ensaiabilidade (com permissão do Tite) e já apareceu o primeiro caso de fraude. Um mesmo rapaz (figurante) havia participado do programa do JK e da Cristina Rocha. Usando a mesma camisa nos dois programas. Mas a manchete era sobre o programa do João Kléber. E o foco da crítica era no programa dele. Meio óbvio. Deve dar audiência (visitas). Tá bem, mas e o programa da Cristina, que usa figurantes desde sempre? E as pegadinhas do tio Sílvio? E os testes de DNA e brigas do programa do Ratinho? E as armações ilimitadas do Pânico? E o BBB? E a Fazenda? E o CQC com alguns quadros combinados? E o programa do Huck? E o sr. Gugu Liberato?
Se eu fosse seguir na listagem acabaria chegando até nos telejornais, como o Alexandre comentou em uma coluna antiga. E é isso mesmo, nem os telejornais se salvam. Então é bom parar com a hipocrisia. Temos uma montanha de fraudes e armações na televisão. Se o telespectador não percebe, azar dele. E cada crítico escolhe o seu alvo preferido. O meu alvo preferido é: TODO MUNDO.
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Tenho batido muito nessa mania insuportável de usar palavras inglesas em todo e qualquer lugar. Essa crítica se baseia em vários motivos. Não é xenofobia pura, apesar de aparentar assim. Um dos principais motivos da minha reclamação é que esse abuso de “obamismos” prejudica a compreensão. Mesmo que um pequeno percentual entenda o significado. É uma parcela bem pequena. Na verdade a maioria do povo mal entende o português.
Outro dia me lembrei de um adestrador de cães que conheci. E perguntei por que alguns usavam palavras em inglês pra treinar os cães. O fato é que não importa se você vai usar “sit” ou “senta” pro seu cachorro. Se ele entender a ordem irá executá-la. E o povo tá bem nessa base.
Só não sei se isso é tão interessante pra comunicação. Esperar que o consumidor entenda o significado de “shift” é mais demorado do que entender que Nissan não é Nissin.
Tá bem, vocês estudaram inglês e sabem o significado de “shift”. Mas e o povo lá fora? Vamos pegar um bom exemplo: a MTV está anunciando um seriado chamado Awkward. Talvez o seriado seja patrocinado pela Fisk. Talvez não. Mas anotem o nome, Awkward, e saiam pra rua. Agora perguntem pra 10 pessoas se sabem o significado da palavra. Depois me contem o resultado.
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Acabei de ler uma notícia dando conta que a Martinha Suplicy, ministra da Cultura, desistiu da brilhante ideia de usar o vale cultura para o pagamento de TV por assinatura. Disse a Martinha que ela mudou de ideia depois de consultar pessoas do setor de comunicação. Ah, tá… Melhor a gente apagar “pessoas do setor” e escrever “Dilma Rousseff”. Aposto os R$ 4,80 que tenho no bolso como a Dilma aplicou um “pescotapa” na Martinha.
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Tenho uma proposta pros meus leitores, vamos fazer um bolão. A pergunta é bem simples:
Quando a Rede TV vai se acertar com a Claro e entrar na operadora?
Quem acertar a data exata ganha um carro da Nissin. Ops, ganha um miojo da Nissan.
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Agora o meu Momento Kajuru. Bomba, bomba, bomba! Cléber Machado na Fox Sports. E não é montagem.
Cliquem AQUI e vejam a prova.

A coluna tá meio atrasada, sei bem. Então vou logo no embalo de um dos assuntos da última coluna, os investimentos no setor de comunicação. Sabemos que a TV aberta anda totalmente engessada. Nada muda, por vários motivos. Mas nos canais fechados o cenário não é muito animador. Pelo menos pros canais nacionais, os estrangeiros entram vassourando e fazem a festa.
A coluna de hoje será mais curta, tô meio na correria. O primeiro assunto é a investida do Valdemiro Santiago sobre as pequenas redes. Começou com a Rede 21 (onde ele já monopoliza 90% da programação) e agora avança sobre a CNT (onde ele também aluga boa parte do horário). No caso da CNT o negócio foi fechado pela bagatela de 500 milhões. Com a Rede 21 (do Grupo Bandeirantes), o acordo não está fechado, mas o valor pode passar dos 600 milhões. Isso sem falar nas dezenas de milhões mensais que o tal “apóstolo” já usa para alugar horários em diversas emissoras. O valor total, em 2013, deverá passar de 1 Bilhão e meio.