May 23, 2010

Publicidade em Pânico

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:56 pm
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Hoje vou variar um pouco o tema, falar de publicidade. Ainda mais que estamos em véspera de Copa e o vírus futebolístico acaba contagiando tudo. A propaganda então… Escreveu, não leu, tá a Copa no meio de qualquer campanha de marketing. Ontem mesmo, curiosamente, estava no supermercado e vi um pacote de papel higiênico temático: Copa 2010. Juro!! Só não vou fazer qualquer ilação entre o produto e o time do Dunga :P Deixo essa tarefa para vocês.
Em alguns setores a Copa afeta nas vendas e no resultado financeiro. Em outros não vejo muita justificativa. Vão no oba-oba. Parece mais falta de criatividade que qualquer outra coisa. É o cúmulo da previsibilidade. Assim como é previsível usar o “craque da modinha” para vender “de um tudo” em dezenas de propagandas. Em 2002 acho que o nome era o Ronaldo (não tenho certeza absoluta). Em 2006 o Ronaldinho Gaúcho estava em 11 de cada 10 campanhas de publicidade envolvendo a Copa. Pode ter tirado nota 10 em marketing, mas no campo… Fiasco total!! Acho que vocês lembram.
Neste ano a bola da vez é o boneco de posto, também conhecido como Robinho. O boneco tá lá vendendo linguiça, televisores, carros… Eu gostaria muito de ver o resultado prático (e numérico) disso tudo. Tenho lá minhas dúvidas. Não que o marketing esportivo seja uma estratégia ruim. Só não acredito que seja tão rasteira como fazem parecer. Ainda mais no caso do Robinho “Arantes do Nascimento”. Eu converso com um monte de gente e não consigo encontrar um único cidadão que pague 10 centavos pelo boneco de posto. Até o Ronaldo (gordo) tem mais fãs que o boneco.
E eu estou falando tudo isso antes da Copa. Se acontecer um novo fiasco na Copa… Imaginem o nível de popularidade do boneco.
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Uma das coisas que ninguém tira da minha cabeça é a total diferença entre quantidade e qualidade. Especialmente quando falamos em publicidade. Vamos pegar os 3 maiores anunciantes do mercado nacional: Casas Bahia, Unilever e Ambev (não tenho os dados da Petrobrás).
A Casas Bahia gasta uma verba gigantesca e não consegue largar a gritaria e as táticas mais estúpidas do varejo. Não tem muita diferença entre ela e um feirante. Ambos tentam ganhar no grito. Só não sei se surte um efeito muito positivo. Pelo menos, comigo…
A Unilever é a campeã mundial das campanhas idiotas. Especialmente aquelas de desodorantes. Atualmente eles têm várias rodando. Uma é com os homens zumbi; até o Robinho participa de um desses filmes. Tem uma outra com o homem sofá!! E aquela (mais antiga) que dizia recuperar as garotas que os músicos haviam tirado de vocês?? Lembram daquela com o sujeito voando num carrinho de supermercado??? Isso é que é viajar na maionese (desde que não seja a Hell-man’s) :P . Haja criatividade. Ou falta de.
No caso da Ambev a coisa também é bem padronizada. Eles têm muita bala na agulha e vão atirando pra todo lado. Acertam alguns tiros, erram um monte. Só como exemplo temos a atual campanha com o Dunga e seus “guerreiros”. Justo o Dunga e toda a sua simpatia, inteligência e carisma. Vai agregar muito pra empresa. Sem falar que (convenhamos) a Copa não é exatamente uma guerra. Talvez fosse melhor convocar craques no lugar de guerreiros. Ou os canarinhos, como foi em 70.
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Qualidade em publicidade é coisa diferente. É aquilo que fica gravado na mente do consumidor, mesmo após a campanha ter saído do ar. É aquilo que marca; nos dois sentidos.
Atualmente não temos grandes exemplos, a propaganda brasileira vive um momento muito pobre. Mas eu gosto muito do comercial da Topper, com o bebê chorando na maternidade. Aquele filme me faz lembrar as excelentes campanhas que aprendi a gostar na juventude. Algumas eu lembro até hoje. E essas ficaram na lembrança pela qualidade, não pela quantidade.
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Ainda falando em propaganda… a Sky tá gastando os tubos. Resolveu juntar o Pelé, o Romário e a Giselda num pacotão mega-plus-extra-maxi-turbo. Já pensaram no cachê dos 3?? Não fiquem preocupados, vai sair do bolso de vocês. Ou vai sair dos canais de rádio que eles adicionam na soma mentirosa de 101 canais que vendem pros consumitários (essa palavra é nova, já registrei a patente). Ou vai sair dos canais que eles chamam de “cortesia”, que não tem nada de cortesia. São negociados entre a Sky e os donos dos canais, e envolvem dinheiro. Ou vocês acham que o canal da Polishop é veiculado espontâneamente pela operadora?? Ah tá!!!
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rede tvEu falei, por dezenas de vezes, que a Rede TV (e todas as demais) deveria reduzir os horários terceirizados e investir em programação própria. Cansei de repetir que locação de horários deveria ser uma opção extrema e terminal. Também elogiei os novos eventos esportivos que a emissora está adquirindo e exibindo.
Pois, após não sei quanto tempo, a Rede TV conseguiu passar a Band na média diária. Foi neste Domingo, em São Paulo:
Globo – 15,5
Record – 8
SBT – 7,3
Rede TV – 2,8
Band – 2

Sendo que no Rio de Janeiro a Rede TV ficou com 1,7 e a Band 1,8.
Claro que o Pânico foi o fator decisivo nessa disputa, mas a emissora precisa trabalhar globalmente. Precisa cuidar do resto. Uma andorinha só…
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E, falando no Pânico desse Domingo… Fiquei pensando como a vida é curiosa. A Record já gastou alguns zilhões (oferecidos pelos fiéis) tentanddo bater na Globo. Daí chega a Rede TV com o Pânico, a Gorete (Zina de saia), e acaba com o glamour da poderosa. Muito engraçado tudo isso :)

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May 19, 2010

Mais Belas e Menos Feras

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 6:12 am
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Acontecem coisas curiosas na nossa televisão. E não é exclusividade de uma ou outra, é quase uma regra geral. Falo dos sucessos de geração (quase) espontânea. Não que o programa que vou analisar já seja um sucesso, mas o início foi bem promissor. E olha que nem foi anunciado “oficialmente”. Eu havia lido uma nota na Internet, depois o Leonardo deixou um lembrete na caixa de comentários. E acabei vendo a estreia do Belas na Rede. Gostei. Talvez por não ter nenhuma expectativa inicial; sei lá.
Bem diferente do ocorrido com o Mega Senha. A Rede TV comprou o formato da Fremantle, criou um baita cenário, gravou pilotos, divulgou por quase um mês… E o resultado foi pífio. Um programa ruinzinho e a audiência no mesmo patamar do Superpop.
Já o Belas na Rede pareceu ter sido produzido no improviso. Na base do “vamos que vamos”. Até a passagem do Vanucci pra Paloma ficou mal ajustada. Senti um clima de “saia justa” no ar – e nem era a saia da Paloma Tocci. E talvez isso explique o nervosismo inicial da bela. Ou talvez fosse a expectativa pela estreia mesmo. Mas foi coisa de 4 ou 5 minutos. Daí pra frente a Paloma entrou no ritmo. E vamos lembrar que o programa é ao vivo, todo mundo tropeça ou vacila em algum momento. A diferença está na forma de driblar esses tropeços.
Outro ponto positivo foi a Marília Ruiz. Uns 15 dias atrás eu vi ela como convidada no Esporte Interativo e fiquei meio espantado da Marília estar (meio) ausente da telinha. Minha última lembrança dela foi na Record ou em algum programa do sr Milton das Neves; nada muito positivo. Mas a Marília mandou bem: segura, aguda e inteligente.
Outra supresa agradável foi a Cristina Lyra. Claro que já gostava da belezoca apresentando programas. Só não imaginava que ela também entendia do riscado. Não fez feio não, foi melhor que muito barbado chato e temperamental.
A última convidada foi uma jogadora de futebol feminino – não recordo o nome agora. Estava um pouco tímida mas não falou qualquer bobagem e manteve o nível do debate. E, finalmente, faço o registro da Gabriela Pasqualin, nas reportagens. Taí uma moça que evoluiu bastante. Lembro quando ela estreiou na Band (e não gostei muito do desempenho) e vejo a sua atuação agora… Tá bem melhor.
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A audiência do Belas na Rede ficou muito parecida ao número que o Bola na Rede conseguia antes, por volta de 2,5 pontos. Se pensarmos que o programa não foi divulgado pela Rede TV… Minha maior restrição fica no aspecto de posicionamento na grade e no horário. São dois programas parecidos, em sequência. Não sei se é a melhor opção. Acho que eu testaria umas alterações nessa grade dominical da Rede TV. Fazendo um pouco de ginástica dá pra criar algo parecido com o antigo Show do Esporte. Quase isso… A Rede TV vai ter o Italiano, tem 3 modalidades automobilísticas, 2 programas de debate… Mais um pouquinho e fecha um pacote legal.
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Nesta semana a Band está estreando sua faixa de séries, as 21h. A audiência inicial está longe do esperado e do adequado. O primeiro motivo é o conceito criado pela própria emissora: 21h, na Band, é tempo de pregação. Até desfazer o estigma… O segundo erro é bater de frente com um produto igual na Record e no SBT. Ficam as três brigando por um mesmo espectador e com um produto parecido. Vantagem pra Globo, que fica confortável com suas novelinhas. Ou pra Rede TV que fica como alternativa com o seu jornal.
Algumas das séries que a Band está exibindo eu já conhecia, são até legais. Poderiam render alguns pontos no Ibope. Mas não no esquema atual. Fica evidente que falta gás para brigarem com as rivais.
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Dia desses, zapeando, descobri o programa Mais Esportes na TV Aparecida. Um programa até simples, mas… Mas o curioso é ver como os fatos costumam desmentir o discurso. A Record vive berrando que é a emissora do esporte olímpico e coisas do tipo. Pois, junto ao SBT, que nunca foi ligado ao esporte, é a única rede que não tem um programa esportivo diário. Pois é…
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Pra quem gosta de saber a audiência, vai aí a média do dia 18/05 no Rio de Janeiro:
Globo – 18.6
Record – 9.3
SBT – 5.9
Band -1.9
RedeTV – 1.3
CNT – 0.6
TV Brasil – 0.2

E imaginar que a Band pretende roubar o 3º lugar do SBT ainda neste ano. Ah tá…

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May 15, 2010

Malditos Palpiteiros

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:12 am
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Falta menos de um mês para a Copa do Mundo, vamos voltar aos temas sobre a imprensa esportiva. Se bem que isso é bem difícil. Nem sempre ela é imprensa. E em certas vêzes perde a esportiva. Mas talvez seja um problema meu, fui mal acostumado. Desde pirralho eu acompanhava jornalistas esportivos do nível de um João Saldanha. E agora tenho que aguentar uns palpiteiros de mer… E se é pra dar palpite qualquer um pode ser comentarista. Até eu.
E pior que ouvir os palpiteiros é ver como eles mudam de opinião de acordo com os resultados. Basta ver os últimos comentários do “craque” Neto sobre o Mano Menezes. Está quase xingando o técnico, como se estivesse na arquibancada. Tudo motivado pelo fracasso do Corinthians no Paulista e na Libertadores. Mas, curioso… Não era o Neto quem elogiava o Mano no ano passado? Chegando até ao ponto de qualificar ele como o melhor do Brasil!! Da mesma forma que anteriormente falava o mesmo do Muricy. E do Luxemburgo mais pra trás. Muito prático. O melhor é o campeão. Só que não preciso do Neto pra saber disso. Sem falar que o Oto Glória (ex-treinador) já havia ensinado: “quando ganha o treinador é bestial; quando perde é uma besta.”
Se fosse comentarista de verdade o sr. Neto estaria é esculhambando o Andrés, que renovou o contrato do Mano por mais 1 ano. Mas não, o Andrés é amigo. O Andrés dá entrevistas exclusivas. O Andrés dá informações confidenciais… Como é que vai criticar o “homi”??
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Mas esse fato que citei acima não é exclusividade do sr. Neto. Grande parte da imprensa esportiva é assim: fala um monte de obviedades e tem o rabo preso.
E temos o caso do Dunga para exemplificar isso. Logo que assumiu o cargo o pessoal caiu de pau. Diziam que ele não entendia do assunto, que era inexperiente, que havia caído de paraquedas, que era um “tampão”… Daí o sr. Dunga teve a sorte de ganhar uma Copa América jogando contra o “vento”. Depois classificou o Brasil com certa folga (ainda que jogando um futebol horroroso). E terminou ganhando a Copa das Confederações jogando contra o “vento” 2. E a mesma imprensa resolveu que ele havia aprendido muito, que já estava preparado, que era eficiente…
Sei muito bem onde começou esse discurso. Lá no departamento de esportes da Globo. E o resto da imprensa foi atrás. Igual o estouro de uma manada. E, por consequência, o povo acabou comprando a ideia. Não é difícil manipular a opinião pública. Nem um pouco.
Acontece que… Acontece que o Dunga de 2010 é o mesmo de 2008. Ninguém vai me convencer do contrário. Pode até ganhar a Copa; o futebol é imprevisível mesmo. Eu não apostaria meus 5,00 Reais no hexa do Brasil. Só não venham me dizer que o Dunga aprendeu algo. Negativo!! Se formos avaliar bem, o Dunga sabe 10% do que o Joel Santana entende. E olha que os 100% do Joel não são muita coisa.
Depois da Copa a gente conversa e vê quem tinha razão. Apesar das zebras voadoras no céu amarelo :P
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Na Segunda acompanhei a convocação da seleção. Praticamente todas as emissoras exibiram o fato. Até o SBT!! O SBT, caso não saibam, é a emissora onde o Pelé fala 30 segundos pela bagatela de 5 milhões. Mas, enfim… Tudo normal e previsível. Isso até as 18h. Eu estava zapeando e acabei parando um pouco no Gazeta Esportiva. O Celso Cardoso e o Chico Lang discutindo a convocação. O Celso tentando ser racional e o Chico tentando (e conseguindo) ser irracional. O debate foi esquentando até o momento em que o Celso falou dos 7 suplentes relacionados pelo Dunga. Daí o Chico enlouqueceu:
- Não aguento mais. O Dunga é gaúcho, o Carlos Eduardo era do Grêmio, o Sandro era do Inter … MALDITOS gaúchos!!!
Bem assim. Dia 11/05 às 18:19, podem pegar o tape. Mas eu não me espanto com mais nada vindo do sr. Chico Lang. Já ouvi tantas coisas… E também não vou emitir minha opinião sobre o sr. Chico Lang. Posso ser processado pela SUIPA :P
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Para quem anda curioso sobre a audiência, tenho a média diária de São Paulo em 14/05:
Globo – 18,6
Record – 6,9
SBT – 4,6
Band – 2,1
Rede TV – 1,3
Gazeta – 0,8
Cultura – 0,8

E por falar nisso, a novela Viver a Vida acabou com a pior audiência média no horário: 36 pontos. Lógico e compreensível. Falei logo no início dela: é horrível. Já passou da hora do sr. Manoel Carlos se aposentar. Ele e suas novelas Leblonianas.

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May 11, 2010

Falha Nossa

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 1:11 pm
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Já falei antes antes e continuo repetindo: não há qualquer impedimento na pretensão da Record em disputar a liderança com a Globo. É até saudável termos duas (ou mais) emissoras brigando pela audiência. Mas existem meios e meios. Não basta apenas querer; é preciso fazer.
Como não assisto quase nada da programação Recordiana, muito me passa desapercebido. Só para vocês avaliarem, nem sabia que a Geisy Arruda fora transformada na musa maior da emissora. Daí o meu espanto quando, num curto espaço de dias, vejo a moçoila no Melhor do Brasil, no Hoje Em Dia, no Legendários, no Tudo É Possível, no Domingo Espetacular… Só fiquei na dúvida se o Jornal da Record não realizou uma daquelas séries de reportagens para mostrar as mudanças na vida da belezoca. Era o que faltava.
Agora, qual o sentido disso tudo além de um sensacionalismo de 5ª categoria? O que sobra quando excluimos a apelação rasteira?? Qual o objetivo da Record? É disputar com a Globo ou com a Rede TV? Pois, francamente, isso eu estou acostumado a ver no Superpop, no TV Fama, no A Tarde É Sua…
Uns dois vidros de Simancol não fariam mal algum aos diretores da Record. Estão jogando contra o patrimônio.
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Na Quinta passada acabei vendo o Mega Senha. Nada diferente do que imaginei: um joguinho estúpido de sinônimos e antônimos. Muitos devem ter feito algo parecido no primário. Eu gostava do Batalha Naval. Era mais emocionante.
Mas fico com dificuldade de acreditar que uma emissora pagou (e caro) por aquele formato de programa. Precisava??? Façam me o favor!!! Já esgotou a minha paciência. Já vi o mesmo esquema em quase todas as emissoras. A Record chegou a tentar uns 2 ou 3 formatos de game show de perguntas. Num deles, me lembro, os eliminados caiam num buraco. Depois ela tentou um outro formato, o programa era apresentado pela Ana Hickman e pelo Britto Jr. A Band também tentou coisas do tipo, um deles era apresentado pelo Gilberto Barros. E nenhum vingou. A única emissora que conseguiu algum sucesso nessa terreno foi o SBT. Mas não pelos formatos, sim pelo carisma do Sílvio Santos. Tirem o SS… É só ver o que acontece com o Justus no 1 Contra 100.
Agora vem a Rede TV com um dos piores formatos de game show que já vi. Um troço sonolento e sem graça. E, pior dos mundos, apresentado pela Luciana e pelo Marcelo!!! Ô, meu camaradinha, vai cuidar da emissora que você ajuda mais. Pra apresentador, só na próxima encarnação.
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Já viram aquela propaganda da Oi que divide as pessoas em Ligadores e não Ligadores? Pois o Johnny Saad virou um Comprador. Se aparecer um argentino na frente dele… Nem precisa abrir a boca, o Johnny já tá comprando.
Agora tudo que a Band coloca no ar precisa passar pelo “selo de qualidade Cuatro Cabezas”. Já são 3 programas e parece que temos mais 2 no forno. Não quero dizer que tudo que a produtora faz é ruim. Só não entendo o sentido de depender tantos dos argentinos para “copiar modelos” de outras emissoras. E eu que pensava que isso fosse coisa de paraguaios. Mas, enfim…
De digam uma coisa: qual a diferença entre o Polícia 24h e o Operação de Risco?? Oras, se quer copiar, vai lá e faça sozinho.
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jorge iggorEu gosto do Jorge Iggor como narrador. E também gosto dele como apresentador. Especialmente por não ficar bajulando uns e outros e fugindo da raia. Fala o que pensa e pronto; quem não gostar, engula. E eu vejo tanto apresentador e comentarista que afina, que c* pra dentro…
O comentário acima foi pra deixar bem claro esse ponto. Pois no Sábado passado o Jorge Iggor acabou pisando feio na bola. Ou pisando na faixa de judô :P Assim, o Esporte Interativo resolveu exibir outra etapa do Grand Prix de Judô, na Tunísia. O correto seria convidar alguém do meio (judô) para auxiliar na transmissão. E isso ocorreu no Domingo, com o Rodrigo Vianna. Mas no Sábado o Jorge Iggor estava sozinho. E começou a luta entre o Leandro Guilheiro e um holandês. E ambos fugindo do combate (não entendo muito de judô mas o básico consigo pegar). Daí o juiz penaliza os dois: uma falta para cada lado. E o Jorge informa o ocorrido. Segue a luta e o holandês continua fugindo. O juiz paralisa o combate e pune o judoca com outra falta e faz o gesto com a mão apontando o holandês. Mas o Jorge entendeu como uma punição pro brasileiro. E eu em casa balançando a cabeça e debatendo com a televisão :) O placar marcava 1×0 pro Leandro e o Jorge Iggor insistindo que o brasileiro estava perdendo, que deveria tentar uma recuperação… Acabou a luta e o juiz apontou o vencedor, para surpresa do Jorge. Na tentativa de consertar o estrago, o Jorge Igor resolveu inventar que o brasileiro havia vencido na decisão de pontos da arbitragem. Como se fosse uma luta de boxe. hahahaha. Os mais experientes em transmissão ao vivo costumam dizer que o melhor nesses casos é passar batido, se tentar consertar piora. Grande verdade. O Jorge Iggor deveria ter dado um “migué”.
A única coisa que posso fazer pelo Jorge é dividir o erro grotesco dele com o Esporte Interativo. Nenhum narrador esportivo é obrigado a entender de todas as modalidades. É impraticável. Nem o todo poderoso Galvão Buenos Aires. Nem mesmo o Álvaro José, o recordista, com pouco mais de 20 modalidades. O correto é chamar um convidado, técnico ou ex-atleta. Do contrário…

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May 6, 2010

Alice Bastos Neves no País da Maravilha

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 11:29 pm
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E, como o clima anda tenso, muito tenso… Vamos mudar o tom. Hoje é dia de Belas & Barangas. Mas sem barangas. Se bem que tenho várias fotos separadas. Mas deixarei pra outras ocasiões.
A eleita de hoje é uma bela, simpática e competente repórter esportiva da RBS, Alice Bastos Neves. Figura habitual no Globo Esporte e em reportagens envolvendo clubes do Rio Grande. É difícil não reparar na Alice Bastos, sempre sorridente e segura nas matérias. Melhor ainda quando a Alice aparece usando um jeans bem justo. Sabem aquela frase: “Deus é justo mas sua calça é muito mais”? Se aplica no caso da Alice. Um espetáculo de morena bonita:

alice bastos nevesalice bastos nevesalice bastos nevesalice bastos nevesalice bastos neves

Tudo bem, as fotos não ajudam muito, mas quem já viu a Alice Bastos há de concordar comigo. Sendo que na última foto ainda temos a Carla Fachim de bônus.
E hoje também temos o Repeteco. E, já expliquei, o Repeteco é a chance de rever algumas belas que já passaram em outros carnavais (carnavais? onde tem carnaval aqui??). E hoje é dia de rever o… Tênis vermelho de César Trali!!! Não gostaram?? Ah, então podem ver a Flávia Freire de bíquini exibindo a sua tatuagem. Hoje é dia de sol. Que maravilha!!
flávia freire praia

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May 4, 2010

Todo Mundo Odeia o Espectador

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:49 am
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Se houvesse um prêmio para tolice e infantilidade eu teria conquistado o 1º lugar. Bastou que o Esporte Interativo reprisasse alguns programas no período vespertino para que eu imaginasse que eles iriam reduzir os horários alugados. Apaguem tudo que eu falei (escrevi). Não mudou nada, eles apenas estavam aguardando a conclusão de outra negociação. Agora o horário está sendo ocupado por aqueles malditos programas de quiz (quiz em português significa: como enganar um monte de palermas por telefone). Então o EI vai continuar como sempre: 3 horas de programação normal e os jogos quando houver algum disponível.
Novidade mesmo foi mais um capítulo da briga entre o EI e a ESPN. Sábado, no meio do nada, entra um jogo da Roma, já com 20 e tantos minutos do 1º tempo. O André Henning leu uns comunicados da emissora explicando que haviam conseguido uma liminar até que houvesse uma decisão judicial (mais ou menos) definitiva sobre o caso. Ou CATZO, já que se trata do Campeonato Italiano.
O mais ridículo de tudo foi ver o mesmo jogo reprisado pela Rede TV algumas horas depois. Um verdadeiro circo de horrores, como diria o Bonfá. Uma grande palhaçada!
Tanto quanto a palhaçada da Globo ao cortar os minutos finais da Stock Car. Não vi a cena, apenas li pela Internet. Mas é bem por aí, seja a Globo, seja a Record, SBT, Band ou TV Rodoviária. São todas iguais: tratam o espectador como um retardado, um idiota acéfalo. Estão andando e defecando pro espectador. Tudo que sabem é criar slogans: “Globo e você” … “fique com a gente” … “nós e você” … “você e o 5º dos infernos”… Tudo lorota. Cortam transmissões esportivas, mudam horários de novelas, cancelam seriados, manipulam notícias… Essa é a realidade da nossa televisão. Um lixo!!
Desculpem o desabafo mas estou de “saco lotado”. Lotadíssimo!!!
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BandSeguindo quase no mesmo tema… Alguém assiste a Band pela parabólica? Eh, quem assiste nas praças também deve ter visto algumas barbaridades por lá. Um exemplo disso é o fatiamento dos intervalos de certos (quase todos) programas. Vejam só: o último bloco do Jogo Aberto (na parabólica) acaba por volta de 12:53. Isso considerando-se que o último minuto é um daqueles merchans. Daí vão rodando comerciais e mais comerciais. Por volta de 12:59 entra o bloco paulista e começa o programa de quiz na parabólica. São quase 7 minutos de propaganda. Seguidos! Sem tirar de dentro!!
Mas o desrespeito acontece em muitos outros programas. Outro dia, fizeram algo parecido (na verdade sempre fazem) no último bloco do A Noite É uma Criança. Anúncios e mais anúncios, e mais anúncios… um, do guaraná famoso, rodou duas vezes, uma chamada pro filme do Cineclube também rodou duas vezes, no mesmo intervalo… Daí volta o Otávio, agradece os idiotas que ficaram vendo o intervalo gigantesco, elogia o próprio programa (coisa habitual) e encerra em 30 segundos. Simples assim.
E eu poderia citar inúmeros outros casos; outro dia mesmo os cariocas estavam reclamando dos cortes abruptos no Brasil Urgente. Mas os catarinenses também reclamam dos programas locais que cortam a grade normal, os baianos reclamam de outra coisa, os cearenses reclamam da falta de cobertura da Band… E o pior é que tais fatos não se restringem à Band. Praticamente todas as emissoras desrespeitam o espectador nos mais diversos momentos e situações. Parece que esse virou o “padrão de qualidade” da tv brasileira.
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Na última coluna falei, por alto, sobre a saída da Adriana Lessa do TV Fama e a entrada/presença de várias toupeiras nos programas da Rede TV. E não me refiro à Flávia Noronha, são as outras que a emissora tanto gosta e mais algumas que pretende contratar.
Daí, outro dia, zapeando, me deparei com a Sabrina Parlatore, apresentando o Vitrine. E fiquei analisando as coisas. Não quero desmerecer o Vitrine, mas… Acho que a Sabrina está pra lá de sumida. Ainda mais se compararmos a Sabrina Parlatore com algumas imbecis que tentam se passar por apresentadoras ou repórteres. Como é que pode??? Como podem esquecer a Sabrina e abrir espaços para umas vagabundas que não conseguem respirar e pensar ao mesmo tempo??? Que televisão é essa???
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Não gosto nada do programa da Hebe, nem do estilo da apresentadora. É uma fórmula cansativa, sonolenta e esgotada. Agora, colocar o programa dela as 22h e com 60 minutos para o papinho, anúncios, merchans, musicais e blá, blá, blá… Não dá!!! Foi a crônica da morte anunciada. Até um pirralho de 6 anos saberia o resultado de tal mudança. A audiência da Hebe (03/05) foi ridícula. Perdeu do CQC e em alguns momentos ficou atrás da Rede TV. Na média geral acabou em 4º lugar, sofrendo para ficar acima de 3 pontos. Mas a culpa maior disso é da emissora. A Hebe é mais vítima que culpada.
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Nos comentários da última coluna o Leonardo também meteu o ferro na Rede TV no assunto da demissão da Adriana Lessa. Já o Alexandre discordou do termo “podre” que usei para qualificar a ESPN. Mas eu falava da direção da emissora, das atitudes. Não me referia ao conteúdo. E o Alexandre também falou que a Band deveria usar melhor seu baixo índice de rejeição. Correto, isso é algo que poucos reparam e que considero de vital importância. Melhor abordar o assunto em outra oportunidade.

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May 1, 2010

Lujinha da Band

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:11 am
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esporte interativoTem mais de 1 ano que reclamei de certas falhas do Esporte Interativo. Nesta semana pude notar que a emissora ampliou o período de programação esportiva, um pouco de tarde e o resto no final da noite. Quase tudo é reprise. Mas isso não chega a ser um problema gravíssimo. Ainda mais quando nem todo mundo consegue assistir os programas ou partidas na exibição ao vivo. E mesmo uma reprise do Entrando em Campo consegue ser melhor que, por exemplo, o programa da Sônia Abrão. Claro está que, num segundo momento, a emissora poderia pensar em produzir um ou outro programa e aproveitar melhor o horário. Isso se pretende realmente “incomodar a concorrência” como gosta de anunciar.
O segundo ponto positivo foi a inserção de mais chamadas para divulgar a programação. Os principais jogos estão recebendo chamadas nos intervalos. E ainda fizeram uns slides de 10 ou 15 segundos para anunciar os programas que irão aparecer na sequência. Simples e funcional. E não custa uma fortuna inserir aquilo. O espectador agradece.
Só não consegui entender a demora para tomar medidas tão simples. No caso dos horários alugados existe aquela velha desculpa de faturar uns trocados. Desculpa fraca, uns 2 ou 3 comerciais vendidos (ao dia) rendem muito mais que 3 horas alugadas.
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Ainda nesse assunto… Essa conta acima se aplica ao EI e algumas outras emissoras. Mas não vale pro caso da Band com o missionário. A grana que ele paga é alta, em horário nobre. Tão alta que a Band desistiu de remover o R. R. Soares. Deu uma de político: “esqueçam tudo que eu falei”. Vão diminuir o tempo do programa e ficamos acertados assim. Ainda bem que já estou “vacinado” contra esse tipo de promessas.
Grana fácil é ruim do povo largar. Fico lembrando da piadinha que meus colegas contavam sobre a Band: “o que é uma lujinha com uma antena no telhado?” Pois é… A piadinha é meio fraca, boa mesmo foi a piada que o vice da Band (o Meira) contou nesta semana. Ele disse que a Band vai terminar o ano na frente do SBT, em audiência. Hehehehe. Essa sim, muito engraçada.
Por mais que o SBT faça bobagens, a Band não perde o ritmo: um passo pra frente, outro pra trás, um pra frente, outro pra trás… E está assim desde que eu me entendo por gente.
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A Tv Brasil, aquela que era a Educativa, está iniciando o seu projeto de implantação de uma rede nacional. Pelo menos é o que dizem. Eu vou esperar pra ver, não arrisco palpite algum. Já me basta ver o grana que o Governo torra lá todo ano, mais de 300 Milhões. Gastam tudo isso para fazer aquele lixo que nunca passa de 0,5 ponto de audiência. Francamente… Isso é tão produtivo quanto usar um maço de 10.000 dólares como calço de mesa.
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Acho que pouca gente repara nesses detalhes, mas… Outro dia fiquei analisando o mais recente comercial do Bradesco, que trata do atendimento ao cliente. O filme mostra as diversas situações em que interagem funcionários e clientes do banco. Podem verificar, aparecem diversos atores e figurantes na propaganda. Todos jovens, bonitos e saudáveis. Não vi nenhum gordo, ou careca, ou barbudo, ou baixinho, ou negro. Nada! Fiquei até pensando que estava vivendo na Escandinávia e não tinha percebido. E isso considerando que o Bradesco é um banco popular. E isso considerando que o Brasil é um país multi-étnico.
Pois é, nem pra usar aquele esquema de botar 1 negro no filme pra disfarçar a discriminação.
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Não vi a estreia do Mega Senha. Mas conferi os números da audiência. Foi como havia escrito na última coluna (disse que dificilmente passaria de 3/4 pontos), a média ficou em 2,7. Também li algumas críticas. A maioria pouco favorável ao programa. E muito menos ao Marcelo Carvalho na apresentação. Realmente, os donos da Rede TV ainda estão na fase de brincar de fazer televisão. Deveriam se ocupar das esposas, das viagens, das festas e entregar a função para gente que entenda do assunto.
O outro programa, Aconteceu, passou meio batido. Foi a estreia menos anunciada da história da televisão brasileira. Até o Leonardo (nos comentários) chegou a se confundir achando que eu estava falando da entrada da Flávia Noronha no TV Fama.
Aliás, sobre o TV Fama tenho que concordar com a Vera, mãe da Luciana Gimenez. A emissora pisou na bola ao demitir a Adriana Lessa. Era uma das poucas coisas decentes do programa. Baita vacilo!!!

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