March 9, 2013

Padrão Box de Qualidade

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:25 pm
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tv por assinaturaA coluna tá meio atrasada, sei bem. Então vou logo no embalo de um dos assuntos da última coluna, os investimentos no setor de comunicação. Sabemos que a TV aberta anda totalmente engessada. Nada muda, por vários motivos. Mas nos canais fechados o cenário não é muito animador. Pelo menos pros canais nacionais, os estrangeiros entram vassourando e fazem a festa.
No caso dos grupos brasileiros, quem investe firme em TV fechada? Pois é, ficamos quase que só na Rede Globo. Gostando ou não, a Globosat é a única que rivaliza com com os Turner e Murdoch’s da vida. Sem esquecermos da produção, setor onde ela é hegemônica.
Na outra ponta temos a Band, e seus canais pagos. Todos feitos “nas coxas”, sem grande estrutura e investimentos.Taí o Arte1, em “implantação”, que não deixa dúvidas. Mesmo a audiência e distribuição desses canais revela a sua pouca relevância. Se a Band, emissora mãe, já é péssimamente administrada, não seria diferente com os “filhotes”.
Mas existe coisa pior que a Band. Quem impede a Record de investir em canais pagos? E o Grupo Sílvio Santos? O SS se mete com bancos, lojas, fábricas de móveis, de perfumes, hotéis… Canais pagos? Ah, isso é muito complicado. Bom mesmo é banco. A Rede TV então, nem pra imaginar que entraria no setor. Melhor que tente sobreviver primeiro.
Curiosamente a Band e o Sílvio Santos investiram em pequenas distribuidoras de TV por assinatura. Na mesma região, a grande São Paulo. E ambas as empresas permanecem estagnadas. Talvez pelo mesmo motivo: erro de avaliação.
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No caso dos grupos independentes, pouco foi feito. Só agora, sob o manto das leis, das isenções e incentivos é que alguns ensaiam a entrada no setor de TV paga. Nada contra os canais idependentes; em condições normais de temperatura e pressão até teriam a minha simpatia. Agora, ficar nas tetas oficiais, sugando dinheiro público… Aí é mole demais.
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Um desses grupos independentes, o Box Brasil, acaba de entrar na grade da Claro TV. Vi um pouco dos 2 canais que entraram, o Prime Box e o Music Box. Parece que estão no mesmo patamar do Arte1, em implantação. São umas 3 horas de programação diária. E aí esticam e repetem até fechar as 24 horas do dia. Espero que isso não seja o “padrão Box de qualidade”. Mas, de um jeito ou outro, é melhor termos mais opções de canais. Até porque alguns canais gringos fazem um “estica e repete” bem parecido. A Warner e o Comedy estão aí como exemplo.
Curioso mesmo é o nome, Box Brasil. Não deve ser propaganda subliminar da Caixa. Talvez seja uma homenagem à HBO, que também é Box. De qualquer modo, nome horrível. Digno do Prêmio I Don’t Speak Portuguese deste mês. Isso sem esquecer do nome dos programas, a maioria na língua do Obama.
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Os fãs da Band News vivem dizendo que a emissora não é um canal de jornalismo, mas de “hard news”. E isso justificaria ver as mesmas notícias (da Band e agências) repetidas o dia todo. E também justificaria a falta de estúdios, equipes, programas, material próprio…
Tá bem, mas me expliquem o sentido daquele programete de culinária. O tal Chef “qualquer coisa”. E aquele programete onde uma moça fica dando dicas de maquiagem. Isso é “hard news”?
Desses programetes avulsos o melhor é o Giro Business, mesmo não sendo o programa de economia dos meus sonhos. Mas aprofunda um pouco as questões.
O nome, Giro Business, também entra na lista da imbecilidade “inglesiana”. Com o agravante de misturar as duas línguas no título. Qual o problema se colocassem “de negócios” ou “econômico” no lugar de “business”?? Perderiam o “target”? Estourariam o “budget”?
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A Raposa Esportes já tem mais de 1 ano no ar e ainda continua insistindo naquela transmissão grandiloquente e chatíssima. Um porre cavalar! Mas tem um ponto positivo, o pós-jogo tá funcionando bem. Eles pegaram um limão, não ter um programa (ou jornal) noturno, e fizeram uma limonada. E a limonada até que tá boa, especialmente pra quem viu (ou perdeu) um dos jogos da Libertadores. Não é fácil elogiar o Zebini, mas nisso a Fox Sports tá melhor que a concorrência.
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Nessa semana tivemos algumas estreias na ESPN. O Duetto segue aquele estilo que vem se alastrando no jornalismo esportivo, o humor de chuteiras. Temos exemplos na TV aberta, nos canais fechados, assumidos, disfarçados, durante a bola rolando, depois… O 1º Duetto teve alguns problemas técnicos; nada muito grave. Também acho que poderiam sair um pouco do lugar comum, criar uns quadros diferentes. Mas no geral é isso, não podemos ter grandes expectativas.
O Segredos do Esporte me deixou um pouco frustrado. Esperava um pouco mais de agudez. Mas o programa de estreia virou quase que uma entrevista com o Zanetti. Não que o ginasta não mereça, mas talvez em outro programa. O Segredos do Esporte tem, se quiser, uma pauta bem mais urgente. Os estádios entregues na correria, o valor das obras, a violência descontrolada e sem punição, clubes desmontando equipes olímpicas, negócios e patrocínios “estranhos” e mal explicados, a eterna sujeira na CBF, Conmebol e FIFA… Não acredito que falte assunto.
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Por falar na FIFA… Sou o último da lista dos defensores dessa entidade nefasta e podre. Mas nem por isso vou aceitar inverdades. Muito bem, num dos programas do Kajuru (Sob Controle) desta semana (acho que na terça ou quarta), o Kajuru resolveu falar do faturamento da FIFA. Como se tivesse descoberto a senha bancária do Eike Batista. Aí ele disse algo como:
- Sabem quanto é o faturamento anual da FIFA? 500 Bilhões de dólares. Sim, 500 BILHÕES por ano. E a FIFA investe um pouquinho…
Já vi centenas de jornalistas errando nos zeros e trocando milhares, milhões e bilhões. Mas o Kajuru insistiu no erro, umas 3 vezes, e ainda garantiu que havia lido a informação na internet. Tá errado. A FIFA tem muitos problemas e sujeira. Mas ela tá muito longe desse faturamento anual. MUITO!
Se alguém for assinante do EI Plus pode conferir os programas desta semana e confirmar a falha.
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E não é que o “laranja” ganhou uma bolsa na faculdade!?! Quem maravilha de país! Se eu soubesse que era tão fácil arrumar uma bolsa de estudos… Pena que sou um otário. Muito otário! Nem pra pensar em matar um boliviano a ganhar a vaga na faculdade.

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March 3, 2013

Mercado Fechado

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:23 pm
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Vou seguir naquele papo sobre a entrada do grupo JBS no setor de comunicação. Nem digo que é uma investida forte. E nem sei dos desdobramentos. Pode ter mais coisa, ou ficar só nisso. O fato relevante é que é um grupo com muito, muito dinheiro.
Outro fato relevante é notar como o mercado televisivo é engessado. Quase não se vê um investimento grande e sério. Na verdade não se vê. Os últimos casos estiveram mais próximos de aventuras do que investimentos efetivos. Essa falta de ação reflete na sedimentação do ranking das emissoras. É o mesmo, há muito, com pequeníssimas variações.
O último investimento de porte foi da Record. E isso não é novo. Mas o investimento acabou prejudicado pela má gestão e pela mistura entre televisão e religião. Não é possível transformar uma emissora no braço da seita e cobrar resultados de audiência e faturamento.
A Rede TV, com muito menos dinheiro, foi vítima da incompetência e da briga entre os sócios. Briga que ocorreu justo no momento em que a emissora ameaçava encostar na Band e disputar o 4º lugar. A situação atual da emissora é apenas o reflexo dos erros cometidos.
O Esporte Interativo, mesmo sendo um canal segmentado, também entra nessa lista. O baixo investimento não pode justificar a fraqueza do canal. Já são mais de 5 anos, mas o jeito amadorístico continua forte. E nada indica uma melhora significativa na quantidade e qualidade da programação da emissora.
Mesmo as emissoras mais antigas, e sedimentadas, sofrem com a má administração e a interferência familiar. Caso da Band e do SBT. Até dá pra ir levando. Mas não dá pra enfrentar uma Globo ou fazer “barulho” no mercado.
Não posso dizer que a Globo não tem mérito algum. Mas é inegável que a concorrência ajuda. E a “poderosa” não tem culpa nisso. Pelo contrário, vai é nadar de braçada.
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E falar da incompetência e amadorismo das nossas emissora não é uma retórica vazia. Temos fatos. O SBT é um caso exemplar. Já falei muito sobre os seriados e novelas que a emissora usa e abusa. Já não é mais uma estratégia. É medo de arriscar. Preferem reprisar episódios e novelas surradas, só por terem a certeza de alguns pontinhos no Ibope. E o pior, por duvidarem da capacidade de seu público.
E nem é falar mal dos seriados antigos – até gosto de alguns. O duro é ver que esses seriados não passam de muleta pra gente incompetente e covarde. Afinal, qual o problema dos novos seriados, que o SBT só exibe de madrugada? Só servem pros insones? Não dão audiência de tarde ou no começo da noite? Aliás, esse deve ser um caso único na televisão mundial: uma emissora que exibe reprises de dia e os inéditos no meio da madrugada. Vai entender…
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Outro dia eu falei que a Rede TV está ameaçando virar a nova CNT. Aí fui reparar na “nova” novela, Betty, que a emissora vai exibir no começo da noite. Qual foi a emissora que andou exibindo essas novelas colombianas no mesmo horário durante os últimos tempos?
Novelas colombianas, um jornalismo meia-boca, 60% da grade na mão de pastores, afiliadas que mal cobrem metade do país… Não tá a cara da CNT??
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Não é muita coisa, mas amanhã entra a nova programação da ESPN. Segunda estreia o Duetto, com o Antero e o Amigão. Terça é a vez do Segredos do Esporte, com o Calçade e cia. Esse eu gosto e recomendo. Até pedi a sua permanência após as olimpíadas. Espero que continuem e ampliem a temática. Tem muito assunto pra abordar.
As outras novidades da emissora não são tão novas assim. Talvez só o programa sobre os X Games, na ESPN+.
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Outro dia falei sobre algo que vi no Redação Sportv e citei o Tim Vickery. Nunca entendi a frequência do Tim no programa. Ainda mais com o pouco que ele acrescenta. E com a visão “inglesada” que ele tem do nosso futebol.
Se o Redação não tivesse outras opções, até poderia aceitar a insistência com que o Tim é convidado. Mas o Sportv tem alguns bons repórteres e comentaristas. Semana passada o Thiago Maranhão estava lá, falando sobre a violência no futebol. O Lédio anda meio sumido do Redação. O Raphael Rezende eu acho que nunca vi. Ainda tem a possibilidade de convidar jornalistas de sites, de outros veículos da Globo. Que insistência toda é essa com o Tim Vickery??

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February 26, 2013

O Dia da Laranja

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:43 pm
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Eu nem queria abordar o assunto. Até por fugir um pouco da pauta habitual. Mas vamos lá, tentarei ser sucinto.
O Corinthians não tem culpa direta no caso que gerou a morte do garoto boliviano. Mas tem responsabilidade indireta, assim como o San José, as autoridades locais, a Conmebol e qualquer um que tenha relação com a partida. As punições nestes casos não são algo novo. Costumam ter caráter didático, como aconteceu na Inglaterra. Acontece que lá os envolvidos e o governo assumiram o fato e usaram a punição para limpar o seu futebol. Muito diferente do que ocorre no nosso continente.
Este tipo de punição pode não resolver o problema. Mas é a fórmula aplicado no futebol. Temos alguns casos recentes. Lembro da punição do Coritiba, depois que sua torcida invadiu o campo e brigou com a polícia – após o rebaixamento. O Santos, nem um mês atrás, foi punido com perda de alguns mandos de jogos. Tudo por causa de algumas moedas que a torcida atirou em direção ao P. H. Ganso. E atirar moedas, convenhamos, é muito menos grave que soltar fogos ou um sinalizador. Nos dois casos não vi a mídia (parte dela) se inflamar e propagar tantas idiotices. Faltou pouco para culparem o rapaz assassinado. Aliás, como já foi dito, e se acontecesse o oposto, com um boliviano soltando um sinalizador e matando um garoto brasileiro de 14 anos? Qual seria a opinião dos imbecis? Imbecis que, curiosamente, são sempre os mesmos.
A violência no futebol não é uma exclusividade brasileira. Mas a impunidade é. Impunidade e omissão. Estas duas palavras resumem a situação de vários problemas da nossa sociedade. E volto ao caso da Inglaterra, país dos hooligans. Eles foram afastados do futebol. Bastou vontade e autoridade. No dia em que os nossos governantes se cansarem de se omitir, é só seguir o exemplo.
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Uma perguntinha bem fácil de responder:
Aonde a gente encontra fosso, alambrado e tela de proteção?
Eu sei de 2 lugares: zoológicos e estádios de futebol. Nos dois lugares encontramos alguns animais selvagens.
E outra perguntinha:
Existe o Dia Nacional da Laranja??
Poderiamos criar um.
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Nos últimos dias muito se especulou, na internet, sobre os novos canais que entrarão na Claro TV. O passarinho me contou que a Claro vai adicionar os canais que faltam pros 14 obrigatórios do SeAC. Alguns eu até gosto e já defendi sua presença. Outros são os religiosos. O pacote ainda conta com alguns canais HD, basicamente da Globosat. Parece que a ESPN HD vai ter que esperar um pouco mais.
Neste momento (19 horas) os canais ainda estão bloqueados. Mas é provável que logo, entre hoje e amanhã, a notícia já esteja confirmada e os canais estejam disponíveis. E isso não é um boato ou suposição. O “passarinho” sabe do que está falando. Podem me cobrar depois.
Já a Sky continua na briga contra a lei do SeAC. Bobagem! Tá com satélite novo, tem espaço de sobra. Carrega logo os canais que faltam e chega de frescura.
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Outro dia falei sobre a venda da CNT. Mas não pude comentar a venda do Canal Rural, do grupo RBS para o grupo JBS. O JBS é aquele dos frigoríficos. É um grupo bilionário. Mas muito focado no seu segmento. Tanto que essa investida surpreendeu. Devido ao porte do JBS eu acredito que a coisa não vai ficar por aí. Não faria sentido.
Lembro que muito se falou sobre possíveis investimentos do Eike Batista no setor de comunicação. Ficou na especulação. E ficará, certamente. Mas o JBS pode ser o novo personagem no mercado. E, se quiserem, irão fazer muito barulho.
Nas próximas colunas eu vou tratar um pouco disso e do mercado de comunicação. O tema é vasto.
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Sábado passado eu passei umas três ou quatro vezes pelo Esporte Interativo. Notei que ainda usam o nome Febre de Bola na programação. Mas não é nem sombra do que já foi. Só exibiam reprises de jogos, reprise do Kajuru, a liga espanhola de futsal… Olha só, já deu pra entender que canal não pode investir em grandes eventos. É ruim mas dá pra aguentar. Mas e a programação normal? Será que é muito se a gente pedir que invistam em mais programas e pessoal? Claro que não adianta ser MAIS do mesmo. Precisa ser MAIS com qualidade. Não é tão difícil. Dá mais trabalho, mas o custo é o mesmo.

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February 22, 2013

Wrap Bem Enroladinho

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 2:56 pm
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Outro dia falei sobre a venda da CNT, pro apóstolo Valdemiro, e não pude me alongar no assunto. Mas essa é uma emissora que acompanhei desde o início. Nasceu com a interferência política, de um certo presidente. Tanto que esse “apoio” oficial lhe permitiu um bom fôlego inicial. E a emissora, ainda com o nome OM, provocou um certo barulho. Mas o presidente foi cassado, a política mudou de rumo e os donos da concessão pouco fizeram. Preferiram fatiar a emissora e alugar todo e qualquer horário. Virou um monstrengo.
Mas o monstrengo só ficou no ar porque permitiram. Nada justificava a permanência da concessão com a família Martinez. A concessão de televisão virou um cartório. É algo eterno. No período tivemos 3 presidentes diferentes, 4 mandatos e meio. Ninguém tocou na questão. E agora a emissora é vendida por 500 milhões. Esse é o valor das instalações, dos estúdios, dos equipamentos? É óbvio que não. É o valor da concessão. Concessão que é gratuita. E que pode ser usada como bem entende o beneficiário. Nada se exige dele. E nada é cobrado. E ele ainda leva meio bilhão pra repassar o que não lhe pertence. Não lhe pertence em teoria, na prática a coisa é bem diferente.
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Mas os saudosistas da CNT podem ficar despreocupados. Já existe uma forte candidata ao posto de emissora de aluguel. Ela atende pelo nome de Rede TV. E que, muito provavelmente, terá um destino semelhante. Basta aguardar.
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Nunca antes, na história da televisão, tivemos tantos programas de talentos. Ou de calouros, pra ser mais singelo. São 3 na Record, a Globo aprontando a 2ª edição do A Voz, o SBT com aquele programa estranho (e mais os calouros do sr. Raul), o Multishow já exibe chamadas do seu caça talentos… Na TV fechada nem vou listar, são tantos que acabarei errando na conta.
Fico com uma dúvida “irrespondível”, e depois, pra onde vão os talentosos vencedores desses programas?
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O jornalismo da Record é tão óbvio… Tá rolando a questão da renúncia do Papa e a escolha do novo. Aí eles resolveram cobrir o fato. E o “cobrir” da Record é repetir diariamente notícias requentadas sobre padres e pedofilia. Então tá.
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Já a Globo News resolveu que o Chavez deve ser chamado de “líder bolivariano”. Não sei o que isso significa. Mas certamente foi uma invenção do major. Lá pro público venezuelano. Aqui ele deveria ser chamado pelo que é de fato. Se a Globo News quiser algumas sugestões…
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A Globo, via Sportv, resolveu voltar com a mania de convidar seus artistas pros camarotes dos jogos de futebol que transmite. Se fosse só até aí… Mas o problema é que passam “horas” mostrando as caras e caretas que eles fazem acompanhando a partida. Como se fossem muito diferentes de qualquer torcedor “ordinário”. E como se não gastassem vários minutos mostrando os técnicos, os reservas, faixas na arquibancada… Bola rolando é o que menos interessa.
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wrap enroladinho
Eu já tinha anotado e iria falar do assunto. Aí o Ramon, nos comentários da última coluna, lembrou da propaganda da Ponte de Pedra, aquela fabricante de pneus que patrocina a Libertadores. Da propaganda da Ponte de Pedra eu nem lembro. Mas o slogan é lindão: your journey, our passion. Slogan que deve significar algo como: seu jornal, nosso peixão. Isso, isso, isso, eles devem estar fazendo campanha pra que a gente volte a embrulhar os peixes com jornal. Certeza absoluta!

Mas a lembrança do Ramon não vai ficar de graça. Cara, vou te pagar um WRAP, no Maqui Donaldo. O Wrap é super demais. Melhor que qualquer enroladinho que vende nessas lanchonetes meia-boca. O Wrap, como já ensinava o Bonfá, é totalmente excelente. Já o enroladinho, gosto não!

Este wrap é um patrocínio dos cursos I Don´t Speak Portuguese. Is good for Dick!

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February 17, 2013

Narrando e Berrando

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:58 pm
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As emissoras esportivas devem achar que seu telespectador tem deficiência auditiva e de percepção. Se a gente assistir um canal de filmes, de seriados, de desenhos, de documentários, não vai ouvir tanta gritaria, tanta repetição de slogans, avisos de exclusividade e baboseiras de todo tipo. Ou o canal Disney passa o dia repetindo que “Mickey é só aqui”? Será que o History fica recomendando aos espectadores que liguem pra operadora e peçam a versão HD do canal? A HBO vive berrando que é a casa do filmes famosos?
Parece que as emissoras esportivas vivem num mundo separado. Exageram na comunicação e na interação. Tanto que acabam irritando. Pelo menos no meu caso. Não tenho paciência.
Outra coisa, televisão tem imagem. E a gritaria na narração não vai empolgar o espectador. Principalmente quando o lance é corriqueiro e sem perigo. Mas o volume dos narradores e o abuso de adjetivos supera qualquer narração de rádio – das antigas. Os narradores da Fox Sports e do EI, principalmente, poderiam diminuir o nível da gritaria. Excesso de empolgação não vai resolver a vida de ninguém. E se a ESPN quer colocar outro canal em HD nas operadoras, ela que negocie a questão. O assinante já faz muito, pagar a mensalidade.
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Os comentaristas de futebol também deveriam ser avisados que a televisão tem imagem. Não precisam contar o que a imagem já mostra. Mas vários insistem nessa prática. Hoje, por exemplo, vi Corinthians e Palmeiras na Band. O Neto falou mais que o Luciano, normalmente explicando o que a imagem já mostrava. Quantidade de informação não significa qualidade. No caso do Neto então… Também é bom deixar os repórtres fazerem a parte deles. Não é por (ocasionalmente) estar no estádio que deve antecipar, em 3 segundos, que tal jogador vai entrar em campo.
Aliás, a infestação de ex-boleiros na função de comentaristas está degradando a função. O festival de bobagens que se ouve daria pra escrever um novo Febeapá. A turminha do Sportv então… Sorte que existe o botão “mudo” no controle.
Ah, como já falei em outras ocasiões, isso não significa que os comentaristas tradicionais sejam muito superiores. Prefiro dizer que eles são mais econômicos nas bobagens.
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Eu já estava pra falar nisso e acabava esquecendo. Mas outro dia o Renan (no blog dele) publicou uma tela do canal EI Nordeste, onde aparecia a tabela dos jogos programados. Pois é isso, o EI tem o segundo canal aberto, 24 horas por dia. E fica nessa tela, exceto na hora dos jogos. Eu fico pensando, qual a dificuldade em passar, eventualmente, a reprise da rodada anterior? Ou será que os espectadores do EI só assistem jogos ao vivo? Será que nunca perdem uma transmissão??
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A Globo, via Esporte Espetacular, também entrou na onda do poker. E com a ilustríssima presença do Ronaldo Nazário, o novo embaixador da jogatina. E eu achando que o R9 gostava de golfe.
Por falar nisso, na quinta (ou sexta) o Amigão estava lendo uma nota, informando sobre os torneios e premiações do poker. Incluindo os que a ESPN irá exibir. A cara do Paulo Soares dizia tudo. A cara e a entonação. Era algo como “sou funcionário da emissora e tenho que ler o que está no TP. Mas eu não gosto disso.”
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Sei que muita gente gosta do assunto. Sei até o perfil de quem gosta. Mas a quantidade de seriados com zumbis e vampiros já está passando do limite. Lá, como aqui, a ordem é explorar o filão até saturar. E tome seriado com “andando mortos“.
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Telespectador otário, pode esperar, o João Kléber vai te pegar!! É, ele tá chegando. E vai pegar muita gente. Mas eu prometo que não falo mais que os quadros são armados. Eles são. Mas calma aí, e todas as outras coisas armadas que passam na TV, ninguém fala nada? Eu canso de ver, aos montes. Se os outros podem, o JK também pode.
E notem que eu escrevi “outros”. Tá no plural. Não estou me referindo apenas ao SBT.
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Já me convenceram, a Fox Sports é a casa da Libertadores. Mas eu ainda preciso saber:
- Onde é o apartamento da Libertadores;
- Onde é o hotel da Libertadores;
- Onde é o sítio da Libertadores;
- Onde é o albergue da Libertadores??? :P

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February 13, 2013

Central Nacional de Dízimos

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:02 pm
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rede cntA coluna de hoje será mais curta, tô meio na correria. O primeiro assunto é a investida do Valdemiro Santiago sobre as pequenas redes. Começou com a Rede 21 (onde ele já monopoliza 90% da programação) e agora avança sobre a CNT (onde ele também aluga boa parte do horário). No caso da CNT o negócio foi fechado pela bagatela de 500 milhões. Com a Rede 21 (do Grupo Bandeirantes), o acordo não está fechado, mas o valor pode passar dos 600 milhões. Isso sem falar nas dezenas de milhões mensais que o tal “apóstolo” já usa para alugar horários em diversas emissoras. O valor total, em 2013, deverá passar de 1 Bilhão e meio.
Nem vou perder meu tempo discutindo a origem desse dinheiro todo. Os defensores destas seitas vivem dizendo que tudo é doação dos fiéis, e isso não é ilegal. Certo, não é ilegal. Mas talvez seja imoral. E talvez já tenha passado da hora de tributar estas doações, assim como se tributa a doação para qualquer “cidadão normal”.
Mas vivemos numa ilha da fantasia. As leis não valem para todos. Alguns, e os pastores estão nesse meio, recebem todas as regalias possíveis e imagináveis. Até passaporte diplomático. E estão no comando de partidos e com representantes em câmaras municipais, estaduais, no Congresso, nos ministérios… Logo lançam candidato presidencial próprio.
Poder, dinheiro e mídia. Talvez eu pudesse juntar essas três palavras em uma só: SEITAS. Seitas que se beneficiam da ignorância de alguns, e da esperteza de outros (os políticos). Não tenho esperança que os ignorantes mudem. E muito menos que os espertos mudem. Então tudo vai ficar como está. Ou piorar.
Pelo prisma da televisão o prejuízo é grande. Mesmo admitindo que a presença dos pregadores já tivesse estragado as duas redes. Agora o estrago é definitivo e irremediável. Ruim pra quem gosta de televisão, ótimo pra quem só sabe passar a sacolinha.
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Tudo bem que certas leis, no Brasil, foram criadas só pra enfeitar. Mas eu lembro de uma que proibia que uma pessoa (ou grupo) fosse dono de 2 emissoras numa mesma cidade (região de cobertura). Nem sei se essa lei ainda existe. Nem vou procurar a resposta. Não importa nada. O apóstolo vai dar um jeitinho, fácil.
Aliás, o máximo que posso fazer é zoar a situação. Ouvi falar que a primeira providência do Valdemiro será trocar o nome da CNT. Agora será CND: Central Nacional de Dízimos.
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Não entendi muito bem a atitude da ESPN, nessa rodada da Champions. Primeiro que agora tem um acordo, dividindo a UCL com a Sky. Parece que tem jogo da Champions passando no canal esportivo da Sky – se alguém puder informar, grato. Depois estranhei que a partida entre Real e M. United tivesse passado na ESPN, não na ESPN Brasil. E nem na ESPN+. Normalmente a partida mais importante era exibida na ESPN Brasil, a segunda na ESPN, em caso de terceira, na ESPN+. Aí tem coisa.
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Não quero falar muito sobre as transmissões do carnaval. Até porque o carnaval (as transmissões dele) estão virando um novo Febeapá. Mas eu dei uma conferida na audiência. Os desfiles, na Globo, perderam audiência. Na transmissão da folia de Salvador, Recife e os bastidores, os números foram péssimos. Pro SBT, Band e Rede TV. Tudo na base de 1, 2, 1, 2… Resta saber se o faturamento justificou tanto barulho.
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Segunda eu vi o Linha de Passe. Curiosamente dois assuntos que abordei recentemente estavam na pauta do programa. O atual uso dos estádios da África do Sul e a futura utilização de alguns de nossos elefantes brancos. Em tempo, nesse exato momento o CAM enfrenta o SPFC, pela Libertadores. O jogo está sendo realizado no Independência, não no Mineirão. O Mineirão está mais “azul”. E esse cenário deverá se repetir em alguns dos novos estádios.
Mas o Paulo Calçade levantou um assunto que eu já desejava comentar. É o seguinte, a UEFA pretende mudar o calendário europeu, deixando as férias pro período do inverno. E aí o calendário deles é que vai seguir o nosso. E até de forma justificada, pois a neve atrapalha vários campeonatos do velho continente.
Olha, pra quem passou 20 anos ouvindo o papinho de que nós é que deveriamos seguir o calendário europeu… Só quero ver a cara de pastel dos gênios da imprensa boleira. Vou rir muito!!

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February 8, 2013

Liberdade Muda

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:02 pm
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bola poltronaBem, estou meio atrasado. Então vou correr, tem muito assunto. O primeiro tema é a imprensa e sua liberdade. Nunca fiz segredo que defendo a total liberdade de imprensa (assim como a liberdade individual). Mesmo com os percalços que a liberdade pode provocar. E ainda faço uma linha grossa separando a liberdade de expressão da legislação que controla as empresas e o setor de telecomunicações. A lei serve para regular o setor, não a opinião ou a informação. Posto isso…
Agora me digam, pra que serve a tal liberdade? Qual o uso que fazem dela? Me parece mais um enfeite, emoldurada e largada no canto da mesa de trabalho. A prática mostra que é bem por aí. Não temos mais a censura dos generais. Mas temos a censura geral. Nada pode ser dito. Ninguém pode ser incomodado. Nem governos, nem entidades, nem empresas, nem artistas, nem o bonecão do posto.
Nesta semana tivemos o caso do Mineirão, o estádio onde tudo falta. Um caso emblemático. Primeiro por mostrar o mundo de faz de conta em que vivemos. O mundo em que detonam 600 milhões (de dinheiro do povo) num estádio pra Copa. E depois o estádio é entregue pra alguém administrar. Um estádio com problemas no entorno, nas acomodações, nos serviços, na venda de ingressos, etc… Mas o brasileiro já é desrespeitado nos hospitais, nos colégios, nos serviços “públicos”, nos seus direitos básicos. Acham que seria diferente num estádio?
Mas qual é a atitude da imprensa num caso desses? Ah, não pode falar mal do governador, nem do ministério, nem da federação, nem da empresa que administra o estádio, nem dos clubes… Não podemos manchar a imagem do país, o mundo está olhando. A Copa tá chegando, a festa está aí. Joga a notícia no telejornal da madrugada, numa notinha no jornal, numa coluna opinativa, num site que ninguém acessa. E todos fazem cara de paisagem. Alguns até sentindo saudade do tempo dos generais, quando estes serviam de “muleta”. Ou de desculpa esfarrapada.
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Outro dia o Alexandre me passou um link, de uma nota do Ricco falando sobre a falta de questionamento de grande parte da imprensa. Acho que já tratei do assunto. Ninguém sabe perguntar, nem debater. É só um negócio de fulado declarou isso, beltrano disse aquilo. Outros ainda se defendem com as 3 ou 4 perguntinhas que levaram anotadas. Não passam disso.
Dia desses, no Redação Sportv, havia um jornalista (do Globo) falando sobre a situação do estádios da África do Sul. E ele foi narrando. Primeiro sobre duas linhas de trem (ou metrô) ligando o aeroporto da capital ao centro da cidade. Até aí, pode ser. Depois falou de um estádio, pouco utilizado. Mas a torcida era animada, colorida, as vuvuzelas… Daí passou pra um outro estádio, aquele com o arco sobre a arquibancada. Contou que após a Copa já haviam passado mais de 300 mil turistas, visitando o arco. Também falou que o estádio usava a parte interna alugando o espaço pra casamentos, simpósios, encontros de empresas, festas… Depois falou de outro estádio, que não era usado mas o custo de manutenção era baixo, uns 400 mil. E foi nessa empolgação.
O André Rizek nada contestava e seguia com as perguntas padrão. O outro convidado, Tim Vickery, passou o tempo todo de cabeça baixa e segurando o queixo. Ora, ora, ora… Pois eu teria algumas indagações. Tipo:
- Se as visitas ao arco garantem uma renda boa, pra que construiram o estádio? Poderiam ter feito apenas o arco.
- Estádio de futebol não é construído pra abrigar casamentos, encontros empresariais e simpósios. Pra isso já temos hotéis, teatros e centros de convenções. E que custam 2% do preço de um estádio.
- Se 400 mil mensais pagam a manutenção de um estádio, manda um empresário construir estádios e ficar com esses 400 mil.

E toda semana vemos pessoas repetindo um discurso semelhante e falando que shows e eventos vão garantir os estádios privatizados (onde não houver futebol pra valer). Que o legado da Copa justifica tudo. Que o turismo vai ser beneficiado para todo o sempre. Esse é o script que atende os interesses da maioria. E poucos abrem a boca pra contestar. Aguardemos.
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Um outro assunto quente da semana foi o escândalo de jogos com resultados forjados. Tudo com a máfia dos sites de aposta por trás. Acho que todos viram o noticiário.
Lembro que já falei sobre esses sites e os programas que eles patrocinam. Esses sites utilizam o poker e as “apostas recreativas” como iscas. E os peixes que mordem a isca, ah, vocês sabem quem são. Não quero convencer ninguém, podem continuar apostando. Só quero saber até quando as emissoras vão aceitar esse tipo de programa e o patrocínio desses sites. A Interpol trata isso como crime. Algumas emissoras fingem que é “recreação”. Alguém está errado.
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A imprensa esportiva é muito curiosa. Apareceu um vídeo do BFR, onde o Osvaldo Oliveira fala um palavrão numa preleção. E a maioria ficou ofendidinha, cheia de mimimi. Ora, qual a surpresa? Só pode ser gente que nunca jogou futebol e não faz ideia de como funciona a coisa. Ou essa gente cobre o campeonato brasileiro de conventos?
Outro fato que provocou a indignação dos eufóricos foram as críticas que o Neymar recebeu após a derrota diante da Inglaterra. Tudo bem que o crítico é um fanfarrão. Fanfarrão e arrogante. Mas ele não disse nenhuma grande inverdade. Uma coisa é dar show contra o Penapolense ou Linense. Outra é enfrentar grandes times e seleções. E nesse ponto o Neymar ainda não se afirmou. Fato!
O ponto indiscutível é que a imprensa esportiva vive de fabricar ídolos. Basta ver o histórico. E até certa época era uma tarefa simples, haviam vários candidatos. Hoje só temos o moço do cabelo estiloso. Ninguém mais, em esporte algum.
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Tem coisa de uns 5 meses que sugeri que a ESPN utilizasse alguma figura feminina nos debates ou mesmo apresentando programas. Aquilo parece o clube do Bolinha. A ESPN não me escutou. Mas a Fox Sports sim. Eu já havia visto a Juliana Rios no FSR. Depois vi uma moça, que não é da emissora. Nessa semana apareceu a Helena Calil. Eu acho bacana. Até porque nenhuma comprometeu. Mesmo sendo novatas (e convidadas). E abre uma possibilidade pra, quem sabe, no futuro…
Mas tem uma coisa, com o nível da ala masculina do FSR, é impossível que alguma mulher faça pior. Nem querendo.
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Quando eu perco 10 minutos pra falar mal do futebol americano (rubgi), recebo o castigo em sequência. Nesta semana a Fox Sports exibiu a final de um esporte chamado SEPAKTAKRAW. Até anotei a palavra. Isso é jogado no Paquistão e países do sudeste asiático. Quem quiser conhecer mais do sepaktakraw, joga no Google.
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O governo já está quase recuando da lei do SeAC. Parece que a Globo (e SBT) mandam mais que o Paulo Bernardo. O Paulo Bernardo é aquele que, de televisão, sabe do botão liga/desliga. Mas a impressão que dá é que o ministro já jogou a toalha. Só tenta sair da história de uma forma não muito humilhante.
Se bem que o tal ministro já arrumou outro projeto pra “brincar”. A ideia do PB é incluir um receptor digital pra quem é atendido pelo bolsa família. O projeto já foi apelidado de “bolsa novela”. E é isso mesmo. O sujeito mora numa cidadezinha do interior, mal pega uns 2 canais terrestres, e vai receber o receptor dos ricos. Agora sim!!!
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Por falar em receptor digital, o Canal Rural entrou no C2. Foi nessa semana. Mas o Canal Rural está “subindo” o mesmo sinal analógico que já usa na banda respectiva. Um desleixo. E uma imagem podre. Talvez por achar que o seu público só entende de vacas e soja. Ô RBS, vamos parar de brincadeira!
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Por falar na RBS, o Paulo Brito foi vítima da pegadinha do jogador invisível. E, apesar do erro, soube se sair bem, assumindo a falha. Foi digno. Até porque, que não errou que atire a primeira pauta.
Mas teve gente apontando o dedo e dando aula de bom jornalismo. Quem? Ah, foi o Alexandre GimeneS.
Hoje vou assistir um filme antigo, Olha Quem Está Falando.

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