November 14, 2011

Gladiadores na TV

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:59 am
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galvão bueno e vitor belfortAcho que os leitores já devem ter percebido. Em certos momentos eu assisto os programas que gosto, normalmente. Mas em outras ocasiões eu vejo programas pra “assuntar”. Caso contrário eu fico sem pauta pra escrever essa coluna. Mas no sábado ocorreu o efeito duplo, com o UFC na Globo. Eu já estava assistindo as lutas preliminares no Combate, mas botei na Globo pra ver o que iria acontecer. Pra “assuntar”.
E vou começar pelo final, a audiência. Eu esperava bons números, mas a média foi além. Deu 16,5 e pico de 18 e pouco. Mais que o dobro da 2ª, a Record. É um índice que não deixa dúvidas. E com tendência de crescimento. Mas não passou nem perto dos 60 milhões que o Dana White (dono do UFC) falou. Menos, muito menos.
A antecipação do Altas Horas já estava prevista na Globo. Eu eu achei uma decisão correta. Mas o programa ficou meio curto, imprensado pelo UFC e pelo festival de música. Vamos ver como fica nas próximas semanas. Outro ponto importante é aquilo que eu (e outros visitantes) abordamos nos comentários, a luta poderia ter 5 assaltos ou alguns segundos. Não deu outra, 65 segundos e fim. Erro da Globo. Ela poderia tranquilamente ter reprisado uma das lutas preliminares.
A transmissão teve o jeito Galvão de ser. Não foram falhas grandiosas, mas… “Gladiadores do século 21″ é dose pra mamute. O Galvão Bueno ainda podou o anúncio oficial dos lutadores, algo tradicional nos eventos de luta. E ainda gostaria de lembrar que o queixo e a orelha são partes distintas da cabeça. O soco do Júnior Cigano passou muito longe do queixo do adversário.
Também não gostei de ver o Vítor Belfort comentando a luta. Nem tanto por ser um lutador, mas por ainda estar na ativa. Fica meio estranho. Melhor o Belfort deixar isso pra quando se aposentar.
Vou aproveitar o assunto pra abordar algo que vi na transmissão do Combate. Gosto da narração do João Guilherme, mas ele exagerou. Imagino que o diretor da transmissão falou pra ele salientar o fato daquela luta ser a primeira em TV aberta nos EUA. Mas ele não precisava repetir a informação a cada 2 minutos. Ainda mais que isso não vai baixar a taxa de juros ou o preço do petróleo. E ele não trabalha na Fox.
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Depois da luta eu me dei conta de algo que não havia notado ainda. O nome escolhido pela Globo, UFC Combate. A gente usa tanto a sigla que até esquece o seu significado. E o “F” vem de fight. E fight significa “luta”, “combate”. É uma redundância. Não custaria muito se tivessem escolhido algo como UFC Masters, UFC Premium, UFC Max ou qualquer nome pomposo que as emissoras tanto gostam.
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Semana passada, nessa de buscar coisas pra “assuntar”, fiquei vendo um pouco da abertura do programa do Jay Leno, na Record News. Eu estava buscando elementos pra falar da dificuldade de adequar esses programas americanos ao nosso público. Os assuntos são de lá, os personagens são gringos, as piadas são locais… Por mais que a gente saiba de uma coisa ou outra, fica difícil. Nesse dia a pauta estava toda focada no Haloween, algo totalmente fora da minha realidade. Mas fiquei lá, tentando achar graça em alguma das piadinhas. Não deu. E voltei a rodar os canais pra baixo e pra cima.
Mais alguns minutos e eu estava de volta ao programa do Leno. O convidado era o Justin Bieber e parei um pouco pra saber as últimas do ídolo das meninas. E ele estava contando que havia alugado o Staples Center (inteiro) só pra jantar com a namoradinha e assistir o Titanic no telão do estádio. Daí o Leno lembrou que ele havia tocado lá recentemente. O Leno usou a palavra “played” no sentido de tocar. Mas a tradução entendeu tudo errado e escreveu “… você jogou lá recentemente”. Pois é, só se o Bieber virou jogador de basquete e eu nem estou sabendo.
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Toda essa história acima é pra encaixar num outro assunto que eu já tinha em pauta. A porcaria (pra não usar outra palavra) de legendagem que temos, principalmente nas emissoras pagas. E nem é preciso saber muito de inglês, só estudei em colégio. Mas os erros e bobagens que temos nas traduções passam do tolerável. Coisa de amador. E amador incompetente.
Por isso nem soube o que pensar quando li (na coluna do Feltrin) que a Sony resolveu dublar os seus programas e séries. A legendagem do canal já é horrível. Com falhas e erros aos montes. Mas não vejo tanta gente reclamar disso. Já a dublagem desagrada a parcela do público que prefere o som original. Sem esquecer que grande parte dos espectadores nem consegue ler as legendas. Fica difícil saber o que é menos ruim.
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Agora é hora do Prêmio Daniela Albuquerque da semana. E o vitorioso dessa edição foi o Alexandre Gimenes, do Esporte Interativo. Era o Jogando Em Casa da última quinta (salvo engano) e ele estava falando sobre o Vasco, da presença do técnico Ricardo Gomes na concentração, de como isso poderia animar o elenco… E ele soltou a pérola:
- … Isso vai dar um up. Um plus a mais!!!!
Sorte do Vasco que não foi um “plus a menos” :P

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November 10, 2011

Counter Strike na Televisão

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:52 am
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Vou começar com um assunto que não gosto nada. E que já foi abordado aqui em vários momentos. Mas infelizmente sou obrigado a voltar ao tema. Especialmente após o ocorrido com o cinegrafista da Band, Gelson Domingos. Um fato lamentável, mas previsível. Ainda mais quando a gente analisa a situação desses programas policialescos que infestam a nossa televisão.
Tirando a fatalidade, o ocoriddo com o Gelson lembra o jogo dos 7 erros. E nesse “jogo” os erros estão bem divididos, democraticamente. Erra o profissional que se submete às exigências do patrão, que aceita as más condições de trabalho, que acumula funções, que não cobra melhores equipamentos de segurança. Erra o apresentador, que fica no estúdio gritando “quero imagens, coloca imagens”. E isso não vale só pro mais famoso, essa atitude se repete nas dezenas de programas policialescos que se espalham em quase todas as emissoras e afiliadas. Erram as emissoras, sempre preocupadas com a sua audiência e o faturamento. Basta ver que até a Globo vem mudando o viés de seu jornalismo, assustada com o crescimento da espetaculização da violência. E erramos nós, espectadores, que damos audiência e realimentamos essa corrente do mal.
Jornalismo policial sempre existiu e, provavelmente, sempre existirá. Mas é preciso refletir sobre o significado disso e sua finalidade. Do modo atual ele só interessa pra alguns. O resto da sociedade só perde, mesmo que não perceba o fato. Também é hora de cobrar uma reflexão mais profunda por parte das emissoras e de seus profissionais. Ninguém pode ser tão inconsequente com um assunto tão sério. A vida real não é filme de mocinho e bandido. E nem Counter Strike.
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Os leitores do Tevezona já devem estar cheios de tanto que reclamo desses programas e da exploração (e banalização) da violência. Ok, vocês têm o direito de reclamar. Mas não é possível aceitar tal situação calado. Isso é ser conivente, omisso. Mesmo que essa coluna não vá resolver nem um milionésimo do problema, vou continuar batendo na mesma tecla. A minha parte, eu faço.
Felizmente não sou o único incomodado com o tema. No último Observátorio na TV trataram da questão. E o tom da crítica foi muito parecido com o que uso aqui, há tempos. Se eu estou com uma visão errada, então o Dines e demais participantes do programa também estão. Resta saber quem tem razão.
Aproveitando, não gostei do novo formato do Observátorio da TV. Ficou estranho, meio que perdeu a identidade. TV Brasil, ajuda aí, pô!!
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Nos últimos dias vi duas reportagens meio parecidas. A primeira eu não lembro se foi na Band, na Globonews ou outro canal. Mas a matéria tratava de uma contaminação em um lote de conservas importadas da Itália. A reportagem, até extensa, falava do botulismo, dos riscos, de como evitar o contágio. Mas em nenhum momento disseram o nome do produto ou do importador. E ainda filmaram a embalagem de costas, pra ocultar a marca.
Dias depois vi outra reportagem sobre alimentos vencidos (e estragados) no restaurante de um hotel famoso. Essa foi na Record News. E novamente evitaram citar o nome do restaurante e do hotel. Até borraram a imagem numa das tomadas em que aparecia a fachada do hotel.
Caramba!! Que medinho besta é esse? Qual o problema de falar a marca de uma conserva ou o nome de um hotel? Nenhum dos dois casos era uma “suposta denúncia”. Haviam fiscais da vigilância sanitária, denúncias em delegacia, investigação. Mas as nossas emissoras estavam lá, cheias de pudores e temores. Francamente, matéria assim nem precisa fazer. Informação parcial não tem utilidade alguma. ZERO!
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Não sou nada noveleiro. Mas acho que o SBT fez certo ao escolher pela reapresentação de Fascinação. A novela foi uma das poucas coisas boas já feitas pelo seu núcleo de dramaturgia. E é muito provável que incomode muito a concorrência em seu horário de exibição. Eu não ficarei surpreso se Fascinação roubar o 2º lugar da Record, com muita frequência. O SBT já vem conseguindo isso com programas bem inferiores…
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A Globo deu uma certa sorte com a luta que marcará a estréia do UFC na emissora. É que o estilo dos dois lutadores (principalmente o Cigano) é mais em pé, tipo boxeador. E as cenas com mais sangue costumam ocorrer no chão, com o uso de cotoveladas.
Só não gostei muito de saber que o Galvão Bueno será o narrador da estréia. E olha que não sou daqueles que culpa o Galvão por todos os problemas da humanidade. Mas, sinceramente, acho que essa não é a praia dele. Nunca foi. Talvez fosse o caso de buscar um narrador mais ligado ao meio. Da mesma forma não gostei de saber que escolheram lutadores pra comentar as lutas. Isso pode ser bom pra audiência, mas não é a opção mais correta.
Mas vou esperar a exibição do evento e aí falo com mais propriedade. Por enquanto é mais “achismo”.
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Outro dia eu estava vendo alguns números do Ibope e parei pra verificar os índices do Rede TV Esporte. Curiosamente a saída do Ronaldo Rojão Giovaneli não afetou a audiência, que continua entre 1 e 2 pontos. Isso com base em São Paulo, nos demais Estados a saída do Ronaldo foi mais festejada que lamentada. Pelas carências do programa a audiência é bem razoável. Melhor que outros programas da emissora, com mais investimento e divulgação.
Ou seja, o Ronaldo Rojão, como muitos outros fanfarrões esportivos, é muito menos do que imagina ser. Muito menos!

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November 5, 2011

Riso Forçado

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:34 pm
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Hoje a coluna será rápida, bem curtinha mesmo. E eu começo pelo UFC na Globo e seus desdobramentos. Foi muito divertido ver a justificativa da Band após perder a disputa. Disseram que foi bom perder, pois o evento iria masculinizar demais a sua programação. Ah tá… Parece que a Record anda fazendo escola. Pelo menos quando se trata de duvidar da inteligência alheia.
Mas eu também li (no Canal Um) que a Rede TV pretende colocar uma outra competição, de luta, no lugar do UFC. Sei não… Deixa ver se eu entendi. Vão colocar um evento inferior, numa emissora menor, sem a mesma mídia e importância, no mesmo horário, no mesmo dia… E ainda querem ter audiência?? Eh, depois o pessoal reclama que Deus não ajuda. Pombas, tudo bem de colocar outro evento de luta, mas não poderiam mudar o dia ou a hora??
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cariocaPor falar na Rede TV, o Pânico entrou tão firme no terreno de criar “casos e polêmicas”, que nem parece mais um humorístico. Perderam a mão. E isso já tem mais de ano. Se a gente tirar a participação do Márvio Lúcio (Carioca) e algumas coisas do Eduardo Sterblitch, não salva nada. O Carioca é praticamente o único que ainda garante algumas risadas. Atualmente o Carioca é melhor “Jô” que o Jô original. O Ceará anda numa fase estranha, meio desinteressado ou sem tesão pelo ofício. O Evandro Santo está tão sumido que nem consigo saber se ele ainda tem quadro fixo ou não. O resto… Bem, o resto não é humorista não. Participa, e só.
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Ainda sobre o Pânico: deram uma “quebrada” em algumas panicats. E já era tempo. As moças andavam criando mais problemas que o suportável. Quase uma briga por semana. E, na boa, moça com corpo malhado, duas próteses de silicone e cérebro de minhoca é o que não falta neste país. Dá pra colocar 4 diferentes, toda semana. É trocar 6 por média dúzia.
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Também é bom notar o fraco momento do humorismo na televisão brasileira. Não lembro de fase tão pobre. Nas grandes redes quase nada é garantia de duas ou 3 gargalhadas. No máximo uma risadinha de canto de boca. Nas pequenas a coisa fica restrita ao Comédia MTV e mais alguns programetes do Multishow (o Sensacionalista, as Olívias). E ficamos por aí. Nada mais.
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Nesta semana eu assisti algumas partidas do futebol europeu e pude notar uma diferença entre as transmissões de lá e daqui. Falo da insistência de nossas emissoras em focalizar os treinadores e torcedores enquanto a bola está rolando. É um exagero que não se justifica. Ainda mais quando a imagem só mostra o técnico gesticulando pra um lado e outro. O que isso acrescenta?? Ou qual o interesse em ver uma moça roendo a unha na arquibancada ou um rapaz segurando um cartaz?
E essa mania de desviar pra assuntos correlatos varia de país pra país. Nos torneios da UEFA ela é pequena. No campeonato Inglês, por exemplo, já aumenta um bocado. E aqui é demais.
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Já falei sobre isso antes e vou repetir o discurso: alguns programas da Record estão patinando feio na audiência. E não são programas secundários. Falo do Jornal da Record, de Rebelde e mais alguns. Todos já tiveram índices melhores. E as repetidas mudanças de horários só pioraram a situação. E, até onde sei, a Record vai repetir o expediente pra tentar recuperar a audiência desses programas.
Por falar em audiência, a Record copiou o SBT e montou uma programação especial pro feriado recente. A audiência foi boa pra duas, com perda pra Globo. Só não concordo com diretor do SBT que fica choramingando pela internet. Desde quando que criar uma programação especial pro feriado é patente do SBT?? Ora, usa quem quer.
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Notaram qual foi o assunto de 11 em cada 10 programas esportivos nos últimos dias?? Neymar, Messi, craque da Fifa, lista de melhores… Teve gente até analisando como seria se o Neymar jogasse na Espanha, o Messi no Brasil, onde seria mais fácil fazer gols. Que assunto chato!!! E supervalorizado. Basta ver o espaço que isso tem na mídia internacional. É um assunto secundário. Assim como é secundário o Mundial de Clubes da FIFA.
É melhor baixar a bola. Menos, menos…
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O espectador brasileiro é vítima e culpado. Melhor exemplo disso foi a recente audiência recorde do Programa do Jô. Justo no dia em que foram convidados o Zezé e o Luciano. Não é curisoso???
Qualquer hora eu vou parar de cobrar uma televisão de mais qualidade e exigir, isso sim, um telespectador de melhor nível.
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Agora temos o momento Dani Robô Albuquerque. A bonitinha e seu ano de 361 dias:

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November 1, 2011

Medalha de Lata Pra Record

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:29 pm
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pan na recordO Pan acabou e já é possível avaliar a primeira transmissão, de porte, que a Record realizou sozinha. E nem vou tratar da importância do Pan ou o resultado (mediano) que o Brasil teve. Vou falar do pouco que vi e do comportamento da Record. É importante; mesmo que a Record prefira exaltar o (suposto) sucesso de sua transmissão e tente convencer (ou iludir) uns e outros. Aqui isso não funciona.
Vou começar pelo básico, a geração das imagens. Aí nem posso reclamar da Record, mas o nível foi bem inferior ao do Pan do Rio. Nesse ponto o Brasil fez melhor que o México. E nem vou falar da geração de imagens da olimpíada de Londres, lá o desnível será enorme. Mas eu esperava um pouco mais do Pan de Guadalajara. E esperava muito mais daquilo que cabia à Record. O nível dos narradores, comentaristas e repórteres deixou a desejar. Em alguns momentos passou disso e irritou mais que o tolerável.
Parte do problema se explica pelo perfil da equipe montada pela Record. Os narradores, que estão muito longe de se comparar aos melhores da TV, pareciam muito enferrujados e concentrados em seguir o script ufanista e exaltado. Os comentaristas, ex-atletas em absoluta maioria, só serviram para acompanhar o discurso “pachequista”. E comprovar que não basta ter estado no campo ou ginásio para entender e analisar. Mas nesse ponto a Record apenas repetiu o erro da Globo, Band, Rede TV e cia. bela. Os repórteres escalados deixaram evidente que não basta esforço e boa vontade. Quase nenhum tinha o conhecimento básico do esporte. Mesmo das modalidades mais populares. Praticamente só serviram pra mostrar o cotidiano da vila e a alegria dos eventuais medalhistas.
Mas o erro maior nem foi dos comentaristas e repórteres. A falha é da Record, que praticamente nem tem uma equipe esportiva e passa esse sufoco na hora de uma competição tão concentrada. Tenho certeza que teremos o mesmo problema em Londres. Não aposto nem 0,50 que a Record vá investir em gente do ramo até lá.
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Outro fato que mostra bem a pouco importância do Pan foi a audiência obtida pela Record. Tirando algum jogo de futebol ou vôlei, ou finais da natação, o resto ficou abaixo da média da emissora. E isso considerando que em muitos momentos era a média do Tudo a Ver, do Chris, do Pica-Pau… A média geral do Pan nem chegou aos 8 pontos (em SP). E isso é praticamente a média dia da Record. Ou menos que a média do domingo. Tanto é que a Record cortou o Pan no domingo retrasado. Tudo pra evitar uma derrota pro SBT.
Neste domingo (30/10) aconteceu pior. Especialmente se considerarmos que era o dia do encerramento, com várias finais. No meio da tarde (antes da partida do Brasileirão), peguei o controle e comecei a rodar pelos canais disponíveis. Quando passei pela Record vi um quadro de piadas, no programa da Ana Hickman. Logo a Ana, que agora patrulha até o teor das piadas. Continuei rodando os canais e cheguei na Record News. E passava a maratona, já na parte final, e com um brasileiro na liderança. Não pude deixar de rir ao lembrar das milhares de vezes em que a Record repetia seu slogan de “emissora do esporte olímpico”. Ou será que o slogan mudou pra “emissora do esporte que não atrapalhe a Ana Hickman e o Gugu”?? Também fiquei lembrando do povaréu que tanto reclama da Globo comprar eventos e jogar no Sportv ou em alguma emissora menor. Qual a diferença entre a Globo e a Record nessa hora?
Mas ok, parei 2 minutos pra ver a chegada da maratona. Eis que o narrador fez uma pergunta ao Róbson Caetano, que comentava a competição. Mas ninguém respondeu. E a transmissão seguiu só com o narrador. Estranho, pensei comigo mesmo, deixa ver o que tem na Record. Mudei de canal e lá estava o Róbson (e o Maurício Torres) no flash da maratona. Jogaram o Róbson Caetano de uma transmissão pra um flash na Record!! Só pra mostrar o minuto final mesmo. E logo depois seguir com a “loira comprida”. Pois é, assim é fácil ser a “emissora do esporte olímpico”. Muito!
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Vendo esse desrespeito da Record com o fã do esporte ou com o espectador que prentendia assistir o Pan, parei pra refletir um pouco. E até admito que foi uma falha minha, tão desinteressado no Pan, que nem percebi isso antes. Minha e de outros comentaristas de televisão, que fizeram ainda pior. Vi gente parabenizando a Record News por ter exibido certas modalidades (menos populares) pela primeira vez em TV aberta. Mas como assim, cara pálida???
Vejam só, a Record comprou o Pan e exerceu o monopólio que lhe era permitido. Mandou uma equipe mequetrefe pra Guadalajara. Fez uma transmissão fraca. Se valeu da Record News pra descarregar as competições menos importantes. Ignorou as disputas que aconteceram no domingo e/ou que coincidiram com seus programas principais. No último dia de competições não mostrou nada além de flashes perdidos no meio da programação. E ainda vem gente dando os parabéns???? Ô amiguinho, tá recebendo quanto?? Pois é bom que estejam recebendo bem pra “vender” a opinião. Falar bobagem de graça é coisa de amador.
Ainda lembro do seguinte, todos esses que parabenizaram a Record (e Record²) devem captar o sinal das duas emissoras. Beleza. Mas e o cidadão que não tem a Record News em sua região e não tem parabólica, como fica? Vai ficar torcendo por um flash no meio do programa do Faro, do Gugu ou da Ana Hickman? Alguém lembrou dos milhões que não podem ver a Record News? Ou será que esses não contam?
O desempenho dos atletas brasileiros não foi grande coisa. Como eu imaginava. Mas o desempenho da Record foi muito pior. Leva uma medalha de lata por esse Pan.
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Outro dia o Alexandre (nos comentários) me alertou sobre a saída do Trajano da direção da ESPN. Depois acabei vendo mais informações na própria emissora e pela internet. Também lembro que já critiquei certas atitudes do Trajano. Algo normal, discordo de certos pontos de vista e de várias opiniões do Trajano. Mas nem por isso vou desconsiderar todo o trabalho dele, tanto na ESPN, quanto em outros meios. Especialmente pelo tom democrático implantado na emissora. E também pelo nível da equipe, acima da maioria das equipes esportivas que conhecemos.
O lado positivo é que escolheram o João Palomino pro lugar do José Trajano. Me parece ter sido uma boa escolha. Até onde sei. Mas digo isso com um pé atrás. Não acompanho a carreira do Palomino de longa data; é coisa recente. Nesses casos prefiro fazer uma análise parcial. Diferente de outros casos, quando acompanho o trabalho das pessoas há muito tempo. Tipo o Juca Kfouri, que lembro desde a Placar, passando pela Globo, pelo Cartão Verde…
Resta ver até onde o pessoal da “Disney Sports” vai dar autonomia e suporte ao Palomino. Espero que sim.

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October 28, 2011

Palavra Fácil

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 4:48 pm
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Tenho vários assuntos na pauta e vou fazer a coluna no estilo “rapidinhas” pra caber tudo. Começando por algumas negociações de eventos. A primeira é do UFC, agora na Globo. Eu havia dito que não levava muita fé nessa possibilidade. Mas acabou prevalecendo o fator financeiro. E nesse ponto eu acertei, quando disse que os americanos são muito pragmáticos. Faz parte da cultura de lá.
O anúncio me deixou com a impressão que a Globo vai usar o Sportv pra exibir boa parte das lutas e o reality do UFC. Talvez só exiba os eventos principais na “poderosa” e o resto vai como dá. Ainda vou esperar pra ver como fica. Não arrisco nada. Até porque o Combate já exibe o card completo e não acho que a Globo deseje esvaziar seu próprio canal de lutas.
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Outra negociação foi anunciada nesta semana, agora entre a Record e a ODEPA, pelos direitos do Pan de 19. Essa era bem previsível. A emissora vendeu bem suas cotas e, mesmo com uma audiência apenas mediana, o evento é interessante pra quem não quer abrir mais de 2 semanas anuais pro esporte.
Por falar nisso, a Record conseguiu um feito nesse Pan: realizou algumas das piores transmissões da história da televisão brasileira. Fiz o sacrifício de ver os minutos finais da decisão do futebol feminino. O Éder Luiz berrando até em cobrança de lateral, o Romário comentando daquele jeito, a repórter intervindo pra falar coisas totalmente sem noção… É dose pra mamute. Sem falar que, aquele campo estava pintado de verde? Como é que a cada quicada mais alta da bola, levantava um punhado de terra?
Sem falar que a Record mandou um monte de jornalistas “não esportivos” pra Guadalajara. Qual é a tarefa principal de um jornalista? Acho que é informar o que acontece por lá. Mas nada foi dito sobre a estrutura precária, a desorganização, os problemas na vila, as deficiências nos estádios… Pombas! Os caras não entendem nada de esporte, não falam sobre a estrutura do evento, foram só passear mesmo???
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Já faz um bom tempo que falei sobre certas figuras que aparecem no Tevezona (e em outros sites) tentando manipular as opiniões e influenciar os leitores. É o patrulhamento ideológico que se alastra pela internet. E a Record é uma das que mais usa tal estratégia. Só que isso não funciona comigo. Muito pelo contrário, o efeito é o oposto. Mas não vou repetir minha opinião sobre isso, deixo um link que trata disso com mais detalhes:
AQUI

E ainda tenho um outro link que relata alguns dos problemas ocorridos no Pan, e que a Record omite “gloriosamente”:
AQUI

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A gente lê certas que é até difícil de acreditar. Alguém tá louco, talvez seja eu. Vejam só, de um ano (ou mais) pra cá, a Gazeta alardeou seus novos projetos, a reformulação, novos equipamentos, novos programas, demissões… Parecia que tinham achado a “rota do ouro” e corriam pra lá como loucos. Mal se passaram alguns meses e mudam completamente a direção. Cancelaram os novos programas, demitiram os recém contratados, falam em recontratar os demitidos… E, curiosamente, só fazem trocar um programa feminino, ou de culinária, por outro. É 6 por meia dúzia. Vai entender…
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A Rede TV é outra. Passaram meses falando em cortar os terceirizados, nova programação, investimentos e blá blá blá. Chegamos ao final do ano é tá tudo na mesma. Ou pior, já que eles aumentaram o espaço dos pastores e horários alugados. Pra quem começou o ano sonhando com o Brasileirão… Acordaram com o Valdemiro Santiago alugando tudo.
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Hoje o Ronaldo Rojão Giovaneli esteve no programa do Neto, o Corinthians SP Acontece. Mas, espantosamente, não vestia a camisa patrocinada. Na Band ele não fez isso, mas fazia enquanto era contratado pela Rede TV. Tenho ou não motivos pra achar que ele forçou a demissão? Sem falar que a Rede TV é uma das que mais usa efeitos (espelhar ou borrar partes da imagem) pra encobrir marcas comerciais. Seria difícil deixar passar a camisa patrocinada. Ainda lembro que, há algumas semanas, vi ele brincando sobre alguma proibição de divulgar o Twitter. E fazendo questão de perguntar o Twitter de todos que estavam no Rede TV Esporte. Tava procurando.
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Não costumo usar este espaço pra homenagear pessoas falecidas, mas vou abrir uma exceção. Gostaria de dizer algumas palavrinhas sobre um dos muitos jornalistas esportivos que fizeram parte da minha infância e do meu gosto por futebol. Foram centenas de horas acompanhando debates esportivos e absorvendo um pouco do seu vasto conhecimento. Era uma enciclopédia esportiva ambulante. Um senhor de voz pausada, atitude elegante, palavras precisas e opiniões coerentes. Um lord do microfone se comparado aos boçais que infestam a televisão atual. A tal ponto que ninguém se importava com sua paixão gremista e botafoguense. Ele estava acima dessa pobreza de espírito. Sorte de quem o acompanhou na rádio e televisão. E mais ainda de quem trabalhou e conviveu com ele. Fica com Deus, Luís Mendes, o “palavra fácil”.

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October 24, 2011

Esporte S.A.

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:37 pm
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fifa e cbfEu me divirto muito com uma turma (numerosa) que gosta da falar mal da Globo e só saber repetir aquela ladainha sobre a criação da emissora, o governo militar, campanha pelas diretas, etc… Um discurso com cheiro de nafatalina. Já pararam pra pensar um pouco no que acontece HOJE? Viram o anúncio das cidades que abrigarão a Copa da Confederações e a Copa de 14? Francamente, senti até nojo. Está totalmente evidente que querem criar uma cortina de fumaça e encobrir tudo que está errado. Ficam falando em datas, tanto de obra concluída, X jogos em tal cidade, Y em outra… Nada sobre as imposições da FIFA (que está mais preocupada com a venda de ingressos e cerveja nos estádios), nada sobre a CBF e seu ditador, nada sobre irregularidades nos projetos e nas obras… Parece que estamos na Noruega e tudo funciona perfeitamente.
Larguei o sr. Galvão e o telão touchscreen e fui olhar o Sportv. E o script era bem parecido, fugindo dos assuntos sérios e tratando de detalhes técnicos, datas, chaves, clima, probabilidades, etc… Nem pra abordar a interferência política ao se definir o número de jogos em certas capitais, em detrimento de outras com mais tradição no futebol. Talvez esse “script” explique os convidados pro debate que o Sportv realizou após o anúncio. Curiosamente eram todos de ONGs, entidades e portais. E nenhum jornalista experiente no meio esportivo. Ninguém para contrapor as tecnicidades e o otimismo vazio.
Esse discurso da Globo é muito parecido com a verborragia da Record em relação ao Pan. Tá tudo certo, não existem falhas, tudo é lindo, vamos ganhar muitas medalhas e blá blá blá. Infelizmente a realidade é um bocado diferente. O fato é que cada uma defende o seu produto e os interesses paralelos. Nada além disso.
Por mais que muitos pensem diferente eu já perdi a visão romântica desses eventos e a sua importância relativa. E esse é um dos muitos motivos que me fazem tratar essas competições como um negócio. E não vejo sentido algum em valorizar o negócio do concorrente. Podemos começar pela rivalidade entre a FIFA e o COI. Cada entidade busca valorizar o seu produto. E se preocupam mais com a venda de ingressos, direitos de televisão, patrocínios, licenciamentos e negócios correlatos. A competição é só um meio. As emissoras também estão mais preocupadas com a audiência e o faturamento que isso gera. As empresas patrocinadoras, nem preciso falar. E mesmo os atletas, ah, esses já perderam todo o espírito amadorístico da competição. Se preocupam em expor seus uniformes, as chuteiras, os bonés, garantir mais contratos de publicidade… Os incontáveis casos de doping estão aí para quem tiver dúvidas.
Gostemos ou não, esse é o esporte do século 21. Um grande e lucrativo negócio. Começou de forma amadora, virou arma de propaganda de países e ideologias e, agora, tornou-se uma super máquina de dinheiro. Ponto!
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Outro dia eu falei sobre a nova sucursal da ESPN Brasil, no Rio. E fiquei de abordar melhor o assunto dos canais esportivos pagos. Começo pelo Sportv, inegavelmente o melhor, em eventos e em estrutura. E aí dá até pra colocar o Premiere e o Combate no bolo. Mesmo com um probleminha aqui ou acolá estão muito adiante da concorrência. E diante das bobagens apresentadas pelo Globo Esporte e Esporte Espetacular, posso afirmar que o canal bate a Globo em vários aspectos.
A ESPN (Brasil, pra ser específico), tem altos e baixos. E nem vou reclamar tanto dos eventos. Sei que isso depende de verba e existem limitações. Até em decorrência das decisões da ESPN internacional. O fato de canal brasileiro ser um apêndice da matriz trás benefícios e prejuízos. O benefício mais palpável são as negociações globais. Mas elas também geram alguns inconvenientes. Falo especialmente dos esportes que, por mais que forcem a barra, não têm o menor interesse por estas terras. E pouco me importa se logo aparecer alguém falando que adora o rugby, o futebol americano ou o curling. Beleza, tem gosto pra tudo. Mas, como produto, não gera a menor repercusão na massa. Da mesma forma que é difícil engolir os intermináveis torneios de pôquer. Na ESPN e no EI. Tudo bem que isso é financiado pela indústria do jogo, mas… É esporte??
O melhor da ESPN é sua programção local. O Bate-Bola, o Sportscenter, o Loucos Por futebol e demais programas. Muito em decorrência da equipe. Ainda que eu não goste de alguns, a média é muito melhor que Globo, Band, Rede TV, Record, EI e demais. É gente que entende do assunto. Mesmo que alguns abusem da empáfia, não dá pra negar a sua capacidade.
O que falta na ESPN é estrutura. A nova sucursal é o mínimo do mínimo. E, como o Alexandre comentou na última coluna, eu gostaria de ver uma redação em Porto Alegre, em Belo Horizonte, no Recife… Resta saber se isso também depende do “sim” da matriz. Mas, de um jeito ou outro, já é tempo. Até porque a ESPN é um canal bem distribuído. E conta com patrocinadores de grande porte. Não vejo motivos para um “não”.
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Ainda tenho espaço pra falar um pouco do Band Sports. É, fácil, o pior dos 3 canais. Os eventos são de 3ª linha, e quase nada é gerado no Brasil. A estrutura é precária. Tanto que, me pergunto, se a Band, ao invés de criar um novo canal pago, não deveria investir primeiro numa estrutura melhor pros canais atuais. Ou seja, uma nova instalação, separando os canais pagos da emissora mãe.
A equipe e o foco do Band Sports têm muito do “jeito Band de ser”. Na equipe, na estrutura, na grande concentração em São Paulo. E, sejamos justos, pra ela é muito mais fácil ampliar sua abrangência do que pra ESPN. Dá quase pra fazer o mesmo esquema do Sportv, cuja central é no Rio mas usa a redação de São Paulo,de BH, a RBS, a Globo NE, e até algumas afiliadas. A Band tem emissoras e afiliadas em todas estas cidades. Mas o Band Sports não usa nada. Ficam lá num estúdio de 3×3, as mesmas figuras, sem material próprio, sem equipes regionais… Gostaria muito de saber o motivo de tanto relaxamento.
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Um dos motivos de exigir um pouco mais dos canais pagos é o atual cenário desse meio. Bem diferente de uns 10 ou 15 anos atrás, quando os canais viviam na dependência da Net ou Sky. Hoje o leque se abriu muito e os canais podem distribuir sua programação na Telefonica, na Via, na Oi, nas regionais à cabo e, mais recentemente, na GVT. Sem esquecer da Nossa TV, do R. R. Soares, é claro.
Também posso lembrar que a base de assinantes já representa uma fatia boa da população. Falta crescer muito ainda, mas já é alvo de boas verbas de publicidade. Especialmente nos canais mais populares. Não é por outro motivo que vários canais estão se desmembrando e criando “filhotes”. Isso só ocorre porque a grana está entrando. Então é preciso exigir mais qualidade, não só quantidade.
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E encerro essa coluna com um fato auspicioso para quem não aguentava a gritaria, as bobagens e os rojões do Ronaldo Giovaneli. Ele foi demitido da Rede TV na semana passada. Para alívio dos meus ouvidos.
O motivo da demissão foi um patrocínio oficioso que ele arrumou. O fato provocou a demissão dele e do diretor de esportes da emissora, Sidnei Bortotto. E, lembrando alguns fatos recentes, fiquei com a impressão de que o Ronaldo provocou a sua demissão. Forte impressão.
Independente disso, surgem rumores de que a emissora pode extinguir o Rede TV Esporte. O que não é uma decisão lá muito correta. Acho que uma mudança de horário (e mais conteúdo) ajudaria mais.

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October 21, 2011

Ashley, Daysa e Cia

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 11:43 am
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Agora o assunto é mais ameno. Pelo menos pros leitores que gostam do Belas & Barangas. E já começo com um aviso: vou tentar atualizar a seção com mais frequência pois tem muita gente na fila e a pasta está ficando entulhada de fotos. Se a frequência aumentar é provável que eu reduza o número de fotos por postagem. Mas vou ver como fica, ainda não resolvi isso.
A primeira bela de hoje é, segundo a Hebe, uma GRACINHA. Mas é uma gracinha mesmo. Muito lindinha e meiga. Eu já tinha notado a moça desde o tempo do seriado Bom Dia Miami. Mas o SBT parou de exibir o seriado e eu perdi ela de vista. Eis que, dia desses, zapeando pra lá e pra cá, vi a Ashley Williams num filme besta. Um filme “de mulher pra mulher”; acho que baseado num livro sentimentalóide. Mas fiquei vendo um tempinho, só por causa da Ashley. Não pude resistir. Ela é um doce de criatura. E eu não sou diabético.
ashley williams

Vamos voltar ao Brasil. A segunda escolhida de hoje é bem conhecida dos candangos. Ela é apresentadora da Record DF. E volta e meia cobre as folgas da Adriana Reid, no Record Notícias. É a Daysa Belini. Acho que muitos barbados já repararam na loira. Primeiro que é bonita de rosto. Depois ela ostenta “curvas generosas”. Posso garantir que bate a Adriana Reid nesse “departamento”. Mas peço desculpas pelas fotos, não consegui arrumar nada melhor. Uma lástima!
apresentadora daysa belinidaysa belini

A terceira já passou aqui pela seção. Mas está de volta. E ela é uma das poucas coisas em que o Sílvio Santos está 100% certo. Nesse assunto, Helen Ganzarolli, o Patrão está coberto de razão. A morena é sensacional. Tanto que nem numa foto de improviso, feita com câmera digital, consegue ficar feia. E isso é muito raro. Vejam só:
helen ganzarolli

Agora tenho algo diferente, é o “especial linguinha”. Ele foi criado pros que não gostam da seção Belas & Barangas. Eis a minha (e delas) resposta:
kaley cuocolola melnick
(aproveito pra lembrar que a Kaley (Penny) estará aqui em breve)

E fecho a postagem de hoje com um pedido do Renan, que foi ao Rock In Rio só pra ver a Rihanna. Mas ele não foi lá pela beleza da Rihanna, foi pelas músicas. (Brincanagem). Até porque, se fosse por causa da beleza… Vai que o cara chega lá e pega a Rihanna sem maquiagem e produção. Isso até assusta. Francamente, essa só se salva pelo popozão. Ou por isso que está escrito no colar dela. Pra quem não entende inglês, significa “xo**ta”.
rihanna sem maquiagem

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