A Dependente
Fica difícil entender a direção da Band. E não é por má vontade. É que a coisa lá sempre caminha na contramão. Vocês viram como a emissora tratou das últimas etapas da Indy? Pois é… Mas não vou repetir tudo que já escrevi no início dessa temporada e no ano passado. Quem não acompanha a coluna há mais tempo, pode usar a busca interna. O fato é que a Band confirmou todas as minhas críticas. E não ficou só nisso, desprezou a Indy até no Band Sports. Como se o canal tivesse muitos eventos importantes na grade. E a decisão do campeonato, trágica e triste, acabou em VT nos dois canais. Um claro retrato de como desvalorizar um produto e desrespeitar os telespectadores. Para depois, quando tivermos a etapa no Brasil, a Band armar seu circo e fazer um carnaval em cima da corrida.
Se o problema da Band fosse só com a Indy… Quem dera. Vamos avaliar a atual situação da emissora, sem entrar nos detalhes. Vamos começar pela madrugada e manhãs de sábado e domingo. Estava tudo com o Malafaia e agora foi entregue ao Valdemiro Santiago e mais alguns terceirizados. O esporte está encostado na Globo ou recebendo produtos prontos, como a Fórmula Truck. Os programas esportivos próprios são mais porcos que qualquer rádio regional. Sem querer ofender as rádios. Os programas principais estão todos nas mãos de produtoras estrangeiras. Com todos os ônus e bônus que isso implica. O jornalismo da Band é carente em todos os sentidos. A questão dos correspondentes internacionais exemplifica bem a situação. Só agora, depois de anos na dependência da BBC, é que a Band se coçou e passou a utilizar equipe própria. Mas não passam de 4 ou 5 correspondentes. O resto da grade é um arremedo. Quase no improviso. E com poucas chances de melhorar. O tal “programa da tarde”, que nunca chega, é um bom exemplo.
Mas a Band tem as suas “cerejas do bolo”. Sim, ela se dedica de corpo e alma ao Festival de Parintins, desfile das campeãs do carnaval, axé baiano, concursos de miss… Nessas horas a Band prepara o salão, convida gente importante, mobiliza a tropa, libera o banquete, divulga em todo canto, festeja, grita, dança, pula… Se o comercial alcançar a meta, tá ótimo.
A impressão que tenho é que a Band largou mão da produção. Cansou de cometer erros e agora se concentra em uma única tarefa: cuidar dos transmissores. Exato, a única coisa que a Band faz sozinha é colocar o sinal no ar.
Nada contra uma parceria aqui ou ali. Creio que 95% das emissoras do mundo faz isso. O errado é entregar (quase) tudo na mão dos outros. Talvez, no futuro, ela tenha que pagar essa conta.
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O Pan está dentro do que eu esperava. E certamente menos do que a Record gostaria. Os principais eventos conseguem uma audiência interessante, o resto afunda o Ibope. Absolutamente previsível.
Só não vou me aprofundar na análise. Não estou acompanhando quase nada. E é provável que não assista muita coisa até o final da competição. Mas eu gostaria que alguém me tirasse uma dúvida: o que a Ana Paula ou o Heródoto Barbeiro foram fazer em Guadalajara??? Turismo?
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Por falar na Record… Acho um tanto exagerados alguns comentários sobre a tal “crise financeira” da emissora. A IURD está sofrendo com a ascenção de outras seitas? Ok, é fato. O Edir apertou a torneira e está exigindo mais resultados? Tá certo. E até acho que ele demorou muito pra tomar essa atitude. Se eu estivesse no lugar dele, vendo os bilhões investidos e o retorno fraco… Agora, daí a dizer que a emissora está quebrada, nem brincando. Vamos dizer que isso foi só um ajuste financeiro. Por enquanto é só.
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Praticamente todo mundo sabe que os gols e lances que o Esporte Interativo exibe são, em grande maioria, provenientes da internet. A imagem borrada já evidencia o fato. Mas ultimamente a emissora vem adotando uma tática meio feia. Tanto em imagens da internet quanto nas cedidas por outros canais. É o tal zoom. Passa a nítida idéia de alguém que quer apagar o logotipo da imagem original. Não é nada bacana. Ainda mais pra uma emissora que tanto usa imagens de terceiros. Sem falar que o zoom deteriora ainda mais as imagens já ruins.
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Nesta semana a ESPN inaugura sua sucursal no Rio. As instalações, pelo que vi, parecem acanhadas. Mas, pela necessidade de atender sua equipe local e o mercado, tá bom. Melhor que umas e outras. Mas vou deixar esse assunto pra próxima coluna. Até lá.

Ao mesmo tempo em que a Fazenda fechou sua porteira (sem deixar saudade), a Record voltou suas atenções pra o Pan. Finalmente o super-mega-hiper evento esportivo. Isso no papel, na realidade a situação é muito menos grandiosa. Ninguém precisa ser um gênio pra saber que o Pan é um evento de 2ª linha. Ou nem isso. Também não preciso repetir o que (quase) todo mundo sabe: os principais países só levarão suas equipes C para a disputa. Com isso o nível da competição acaba sendo rebaixado. A tal ponto que alguns dos nossos atletas conseguem beliscar uma medalha e ter seus 15 minutos de glória. E, talvez, garantir algum contrato de patrocínio até a Olimpíada. Nada além disso. Quer a Record goste, quer não.
Em diversas ocasiões falei sobre o Esporte Interativo, aqui na coluna. Não só tratando da programação e da equipe. Essas coisas podem ser ajustadas, até com relativa facilidade. Meu descontentamento maior, em verdade, é com a ideologia da emissora. Não gosto nada de sua linha gerencial. Talvez seja chatice minha, talvez por estar fora do público alvo do EI. Mas não vejo o mesmo problema com o Sportv, a ESPN, o Band Sports. Se bem que não gosto nada de certa políticas diretivas da ESPN, mas creio que isso parte da direção internacional. Mas o papo de hoje é sobre o EI.
Não bastasse tudo, a Globo vem sendo constantemente ajudada pelas trapalhadas da concorrência. E não é pouca trapalhada não, lembra até o FEBEAPÁ, do Stanislaw Ponte Preta. Podem comprar o livro, é muito divertido. Mas o assunto de hoje é a dramaturgia do SBT. Se é que podemos chamar aquilo de núcleo de dramaturgia. Me parece mais um núcleo de confusão e brigas.
Outro dia eu estava vendo a Maria Cândida e lembrei de sua tenebrosa passagem pela Record. O Tevezona estava começando e lembro que critiquei as várias mudanças e erros do programa que ela apresentava. Até chegar o dia em que ela virou uma narradora de pegadinhas. E aí eu larguei de perder tempo tentando analisar seriamente o programa. E, de lá pra cá, muita coisa passou pelas tardes da Record. Mas quase nada deu certo.