October 19, 2011

A Dependente

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 4:29 am
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band tvFica difícil entender a direção da Band. E não é por má vontade. É que a coisa lá sempre caminha na contramão. Vocês viram como a emissora tratou das últimas etapas da Indy? Pois é… Mas não vou repetir tudo que já escrevi no início dessa temporada e no ano passado. Quem não acompanha a coluna há mais tempo, pode usar a busca interna. O fato é que a Band confirmou todas as minhas críticas. E não ficou só nisso, desprezou a Indy até no Band Sports. Como se o canal tivesse muitos eventos importantes na grade. E a decisão do campeonato, trágica e triste, acabou em VT nos dois canais. Um claro retrato de como desvalorizar um produto e desrespeitar os telespectadores. Para depois, quando tivermos a etapa no Brasil, a Band armar seu circo e fazer um carnaval em cima da corrida.
Se o problema da Band fosse só com a Indy… Quem dera. Vamos avaliar a atual situação da emissora, sem entrar nos detalhes. Vamos começar pela madrugada e manhãs de sábado e domingo. Estava tudo com o Malafaia e agora foi entregue ao Valdemiro Santiago e mais alguns terceirizados. O esporte está encostado na Globo ou recebendo produtos prontos, como a Fórmula Truck. Os programas esportivos próprios são mais porcos que qualquer rádio regional. Sem querer ofender as rádios. Os programas principais estão todos nas mãos de produtoras estrangeiras. Com todos os ônus e bônus que isso implica. O jornalismo da Band é carente em todos os sentidos. A questão dos correspondentes internacionais exemplifica bem a situação. Só agora, depois de anos na dependência da BBC, é que a Band se coçou e passou a utilizar equipe própria. Mas não passam de 4 ou 5 correspondentes. O resto da grade é um arremedo. Quase no improviso. E com poucas chances de melhorar. O tal “programa da tarde”, que nunca chega, é um bom exemplo.
Mas a Band tem as suas “cerejas do bolo”. Sim, ela se dedica de corpo e alma ao Festival de Parintins, desfile das campeãs do carnaval, axé baiano, concursos de miss… Nessas horas a Band prepara o salão, convida gente importante, mobiliza a tropa, libera o banquete, divulga em todo canto, festeja, grita, dança, pula… Se o comercial alcançar a meta, tá ótimo.
A impressão que tenho é que a Band largou mão da produção. Cansou de cometer erros e agora se concentra em uma única tarefa: cuidar dos transmissores. Exato, a única coisa que a Band faz sozinha é colocar o sinal no ar.
Nada contra uma parceria aqui ou ali. Creio que 95% das emissoras do mundo faz isso. O errado é entregar (quase) tudo na mão dos outros. Talvez, no futuro, ela tenha que pagar essa conta.
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O Pan está dentro do que eu esperava. E certamente menos do que a Record gostaria. Os principais eventos conseguem uma audiência interessante, o resto afunda o Ibope. Absolutamente previsível.
Só não vou me aprofundar na análise. Não estou acompanhando quase nada. E é provável que não assista muita coisa até o final da competição. Mas eu gostaria que alguém me tirasse uma dúvida: o que a Ana Paula ou o Heródoto Barbeiro foram fazer em Guadalajara??? Turismo?
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Por falar na Record… Acho um tanto exagerados alguns comentários sobre a tal “crise financeira” da emissora. A IURD está sofrendo com a ascenção de outras seitas? Ok, é fato. O Edir apertou a torneira e está exigindo mais resultados? Tá certo. E até acho que ele demorou muito pra tomar essa atitude. Se eu estivesse no lugar dele, vendo os bilhões investidos e o retorno fraco… Agora, daí a dizer que a emissora está quebrada, nem brincando. Vamos dizer que isso foi só um ajuste financeiro. Por enquanto é só.
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Praticamente todo mundo sabe que os gols e lances que o Esporte Interativo exibe são, em grande maioria, provenientes da internet. A imagem borrada já evidencia o fato. Mas ultimamente a emissora vem adotando uma tática meio feia. Tanto em imagens da internet quanto nas cedidas por outros canais. É o tal zoom. Passa a nítida idéia de alguém que quer apagar o logotipo da imagem original. Não é nada bacana. Ainda mais pra uma emissora que tanto usa imagens de terceiros. Sem falar que o zoom deteriora ainda mais as imagens já ruins.
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Nesta semana a ESPN inaugura sua sucursal no Rio. As instalações, pelo que vi, parecem acanhadas. Mas, pela necessidade de atender sua equipe local e o mercado, tá bom. Melhor que umas e outras. Mas vou deixar esse assunto pra próxima coluna. Até lá.

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October 15, 2011

O Pan É Meu Pastor

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:56 pm
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E a Record encerrou a 4ª edição da Fazenda bem longe dos objetivos esperados. Foi muito mal na qualidade do produto. Foi apenas razoável na audiência. E foi muito bem no faturamento. E é ele, o faturamento, quem garante a próxima edição do reality. Parece que os realities, ultimamente, despertam mais interesse nos patrocinadores do que no público. E isso serve como a principal justificativa para a sua existência.
Já falei por diversas vezes que não gosto de realities de confinamento ou de provas de resistência. Na verdade eu só assisti (pra valer) a Casa dos Artistas. Primeiro porque era uma novidade. Até para os participantes, que nem sabiam como agir ou o que falar. Depois tinha o Sílvio Santos, fazendo das suas. E o Sílvio, em muitos momentos, era melhor que todos os participantes do programa juntos. Mas isso já tem tempo. Hoje os realities estão em escala industrial e com roteiro pronto. Até as polêmicas e brigas são meio que ensaiadas. E os participante apenas tentam fingir que não estão fingindo. Nada mais.
E nada mais justifica as dezenas de edições do BBB, Fazenda ou o intragável Hipertensão. Quer dizer, nada além do dinheiro. A grana e a passividade de boa parte da audiência. Especialmente dos que gostam de economizar a pilha do controle remoto.
Não vou insistir muito em convencer que o formato já esta saturado e superado. Se quiserem comparar com os países mais avançados e que exploraram o formato antes de nós… Prefiro analisar pelo lado da eterna desculpa, o faturamento. Acho que isso é igual um cardápio de restaurante. O sujeito entra lá com grana no bolso e um vazio no estômago. E usa o cardápio pra escolher o prato que deseja. Vale o mesmo pra grana dos anunciantes. Exista a verba e eles vão gastar. Definir onde, vai depender do cardápio das emissoras. Tudo bem que é mais fácil fazer uma gincana com pilhas da marca X num reality que num telejornal. Mas, assim ou assado, a fábrica de pilhas (ou de chinelos) irá gastar a sua verba. Duvido muito que vá cancelar os investimentos em publicidade se faltarem os realities. Portanto…
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edir e o pan na recordAo mesmo tempo em que a Fazenda fechou sua porteira (sem deixar saudade), a Record voltou suas atenções pra o Pan. Finalmente o super-mega-hiper evento esportivo. Isso no papel, na realidade a situação é muito menos grandiosa. Ninguém precisa ser um gênio pra saber que o Pan é um evento de 2ª linha. Ou nem isso. Também não preciso repetir o que (quase) todo mundo sabe: os principais países só levarão suas equipes C para a disputa. Com isso o nível da competição acaba sendo rebaixado. A tal ponto que alguns dos nossos atletas conseguem beliscar uma medalha e ter seus 15 minutos de glória. E, talvez, garantir algum contrato de patrocínio até a Olimpíada. Nada além disso. Quer a Record goste, quer não.
Para quem gosta do ufanismo vazio o Pan é um prato cheio. Teremos algumas vitórias sobre universitários americanos e canadenses e tentaremos ficar a frente do Cuba e México no quadro de medalhas. E certamente ouviremos muitas promessas de mais empenho e sorte em Londres 12. Mas, como o brasileiro tem aquela característica de gostar de esportes onde pode ganhar… Talvez o Pan renda alguns picos de audiência pra Record. A emissora está mesmo precisando.
Além da parte esportiva, não gosto muito do Pan como evento televisivo. E o mesmo vale pras Olimpíadas. Começa que é um evento caro e que demanda uma grande e custosa cobertura. Depois ele fica com todas as competições espremidas em 2 semanas, de manhã, tarde e noite. Detonam a grade de qualquer emissora. Tanto é que a Record vai despejar as disputas menos importantes na Record News. E o que existe de “disputas menos importantes”… Nossa, é muita bobagem. A tal ponto que eu fico com a impressão que os jogos são mais vendidos pela “grife” que pelas competições. Ou, numa analogia pobre, é o sujeito que compra um bolo enorme só por gostar da cereja.
Outro fato que acho discutível é o retorno financeiro. Calma, sei muito bem que as emissoras vendem suas cotas por valores altos. Nesse ponto o evento é até lucrativo. O problema é o pacote publicitário de um Pan ou Olimpíada. Não sei se mudou muito o esquema, mas até um certo tempo as emissoras vendiam o pacote na base de X milhões de Reais para Y milhares de pontos de audiência. Acontece que o evento é curto e nenhuma emissora consegue entregar os Y pontos em 2 semanas. Nem a Globo em seu auge. Daí a saída é criar produtos anexos (minuto olímpico, boletim dos jogos, histórias da olimpíada…) ao longo de 2 ou 3 anos. Mas nem assim dá pra fechar o pacote. E as emissoras inserem mais anúncios ao longo de seus telejornais, esportivos e demais programas. Podem reparar no Jornal da Record e aquelas reportagens diárias sobre os jogos. Logo no próximo intervalo entra o patrocínio. E a emissora vai entregando os minutos que vendeu. E vai fazendo assim ao longo de 2 ou mais anos. Fato que não ocorre, por exemplo, num torneio de várias semanas, como o Brasileirão ou a F1. Nesses eventos mais extensos as emissoras conseguem entregar a audiência vendida com mais facilidade. E mesmo assim o pacote inclui programas especiais, inserções nos esportivos, nos telejornais e até o cafezinho pro cliente.
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Na última coluna eu falei sobre o Esporte Interativo e seu erro ao confundir os meios com os fins. Talvez tenha passado a idéia de não concordar com a ampliação das mídias e dos formatos de transmissão. Não é bem isso. Minha reclamação foi quanto a valorização excessiva do meio, em detrimento do fim. Por “fim” entenda-se o produto televisivo.
Até nos comentários o Renan lembrou da importância das transmissões pela internet. Sim, sim, sim… Sei muito bem disso. E já apelei para a internet, muitas vezes, para assistir alguns canais menores. Sem falar que até tenho uma seção de canais online no Tevezona. Mas, por culpa das emissoras, acabei largando mão. Cansei de ver canais off e trocas da url do streaming. E cansei de consertar links e alterar páginas.
Parece que as emissoras só lembram da internet quando não conseguem instalar mais que 2 ou 3 torres de transmissão. É um quebra galho pras pequenas. E algo experimental pra grandes redes. Ou nem isso. Um cenário bem diferente dos (sempre citados) Estados Unidos. Lá, e em outros países ricos, a transmissão WEB é uma realidade. A tal ponto que as emissoras calculam seus espectadores pela WEB e incluem isso na audiência geral. E cobram por essa audiência. Exato, cobram e faturam com as transmissões.
No Brasil o streaming ainda está engatinhando. É visto como algo marginal. E quase nenhuma emissora investe no filão. Tanto que na recente negociação da Champions League, o Esporte Interativo venceu a concorrência pra transmissão WEB. E espero que transmitam mesmo. Seja no site da emissora, no Facebook, Orkut ou qualquer lugar. Isso é só o meio. O relevante é o conteúdo.

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October 11, 2011

Pouco Esporte, Muito Interativo

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:58 pm
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Em diversas ocasiões falei sobre o Esporte Interativo, aqui na coluna. Não só tratando da programação e da equipe. Essas coisas podem ser ajustadas, até com relativa facilidade. Meu descontentamento maior, em verdade, é com a ideologia da emissora. Não gosto nada de sua linha gerencial. Talvez seja chatice minha, talvez por estar fora do público alvo do EI. Mas não vejo o mesmo problema com o Sportv, a ESPN, o Band Sports. Se bem que não gosto nada de certa políticas diretivas da ESPN, mas creio que isso parte da direção internacional. Mas o papo de hoje é sobre o EI.
Há alguns dias vi um trecho da entrevista (ao próprio canal) que o Fábio Medeiros concedeu. O Fábio, caso alguém não saiba, é um dos donos do Esporte Interativo. E ele, basicamente, reiterou o projeto atual, focado nas diversas mídias e na tal interatividade. O Fábio enalteceu o número de seguidores nas redes sociais, a primeira transmissão feita no Facebook, os aplicativos pra celulares, Iphone, Android e demais tecnologias. Não gosto muito dessas coisas mas até admito que devam ser usadas. O problema crucial é que a emissora está confundindo o meio com o objetivo. Eu vejo tudo isso como um meio. A emissora considera isso um fim. E aí se dá o enrosco entre minha visão e a do EI.
Qual a importância do Esporte Interativo ter feito a primeirão transmissão no Facebook? Qual a diferença se tivessem transmitido a partida no site da emissora ou em qualquer outra rede? Qual a importância disso? Será que a NBC, a NHK, a BBC, a RAI, a Globo ou a Televisa estão muito preocupadas com o feito glorioso do EI? E essa coisa de buscar seguidores no Twitter e Facebook? Por acaso o EI está competindo com a Ivete Sangalo, o Ronaldo ou o Luciano Huck? Aplicativos pra celular? Ok, outros canais também disponibilizam o serviço. Mas, gente, isso é só um meio. São uma ferramenta, não o conteúdo. Os meios são secundários. Até porque eles mudam. E ainda mudarão muito no futuro. Prova maior é o próprio EI nas redes sociais. Até um ano eles viviam catando seguidores no Twitter, agora querem fãs no Facebook. Será que no ano que vem pedirão votos no +1 do Google?
Algumas pessoas podem gostar dessas coisas, outras não gostam tanto. Independente disso é preciso saber usar tais ferramentas. Não ser usado por elas. E o EI precisa, muito, é cuidar do seu conteúdo. É o conteúdo que traz espectadores e anunciantes.
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Outro dia eu li um comentário, acho que no blog do Renan, falando que o Jogando Em Casa é provavelmente um dos melhores programas esportivos da TV aberta. Apesar de várias bobagens e da precariedade da produção, até que faz sentido. Na verdade a falta de estrutura até ajuda o Jogando Em Casa. E eles acabam fazendo um programa quase no estilo dos esportivos de rádio.
Mas o que mais ajuda o Jogando Em Casa é a ruindade dos demais programas esportivos. Já tenho uma certa idade e posso garantir que nunca vi uma programação esportiva tão ruim em TV aberta. Na verdade estamos colhendo o que foi plantado. Estamos colhendo os frutos de terem plantado vários ex-jogadores, celebridades, criadores de polêmicas, homens propaganda, fanfarrões, bonecos de João Bobo… Por mais que a pessoa goste de esporte, fica complicado. Não dá pra assistir 5 minutos sem ficar estressado.
Tá tudo errado. Muito errado. E indo da Globo até a Gazeta. Quase nada se salva.
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Mas o Esporte Interativo também foi afetado pela infantilização da programação esportiva. Um belo exemplo é o tal Zoação Esporte clube. Até o nome foi meio chupado do BEC. E o resto foi chupado desses programas de vídeos da internet, de musiquinhas, dancinhas… Uma bobagem colossal. E que passa muito longe de ser engraçado.
Eu só fico me perguntando como alguém consegue assistir um programa tão trash e tão chato. É incompreensível!
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Engraçado mesmo são os vacilos que acontecem de vez em quando. Tanto que estou pensando em criar um prêmio pra esse tipo de vaciladas. Acho que Prêmio Daniela Albuquerque ficaria bem pra tal competição. E o premiado da semana é o Jorge Iggor. No Fim de Papo do domingo passado ele tinha que chamar um vídeo com os 5 melhores golpes do WWE. Aí ele foi:
- Agora vamos passar os 5 melhores golpes da semana. Se ajeite no sofá, no chão
No CHÃO????
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Por várias vezes eu já reclamei daqueles blocos de 30 segundos, enfiados entre 2 intervalos comerciais. Quase sempre no final dos programas e que só servem pra dar um “tchau” e rodar os letreiros. Acontecem em quase todas as emissoras, até em jornais considerados sérios.
Mas a TV fechada não faz por menos. Não estão satisfeitos com a grana que recebem das distribuidoras. Não se contentam com os intervalos gordos. Não acham feio vender horários pros infomerciais. Não, agora estão copiando o tal “bloco recheio”.
Domingo, zapeando e sem nada pra ver, parei num famoso canal cujo nome começa com W. Estava no intervalo e eu esperei uns minutos até recomeçar o seriado. Passaram 2 cenas, num bar, que, somadas, não chegavam a 90 segundos. Aí, pasmem, entrou outro intervalo. E eu fiz questão de contar, foram 9 anúncios e mais uma vinheta. Praticamente 5 minutos de intervalo!! Isso depois de 90 segundos de programa. Se isso não é fazer o espectador (assinante) de idiota, não sei o que poderia ser.

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October 8, 2011

A Estupidez e o Divino

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:11 pm
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Hoje a coluna será no estilo curtinhas. O primeiro assunto é meio chatinho. Pelo menos eu não gosto nada desses temas. Falo da “piada” infeliz do Rafinha Bastos e seu afastamento do CQC. Vamos concordar que aquela declaração está muito longe de ser uma piada. Foi uma estupidez colossal. E passou muito longe de ter alguma graça. Mas, convenhamos, não foi algo inédito na bancada do CQC. Já vi muitos outros comentários infelizes e despropositados. Só não tiveram o calibre desse último.
Na verdade o caso da “piada” do Rafinha a respeito da Wanessa Camargo só ilustra o momento ruim do programa. Já tem um bom tempo que o CQC anda no “piloto automático”. Falta humor, falta criatividade, falta ousadia… E aí eles tentam forçar a barra pra conseguir uma piada. E o resultado nem sempre é bom. Quando fogem do roteiro (das piadas previamente escritas) costumam errar mais do que acertam. E o mesmo vale pro Pânico ou pras piadas e brincadeiras do Programa Sílvio Santos. Quando não ofendem diretamente alguma pessoa, acabam desrespeitando o telespectador.
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Vale notar também que o Rafinha Bastos não soube sair bem do episódio. Pelo menos de acordo com algumas coisas que vi pela internet. Faltou graça na piada e faltou inteligência depois. E a Band também não tratou bem do problema. Talvez não só por isso, mas a emissora trocou o seu diretor artístico. Agora o responsável pelo setor é o ex-sócio da produtora argentina do CQC. E que agora se chama Eyeworks. Curioso…
Lembro de dezenas de oportunidades em que critiquei a direção da Band. Podem pegar meus comentários antigos e aplicar nesse caso.
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Outro assunto que já abordei em vários momentos é essa brutal (e estúpida) dependência de produtoras de formatos. E a Band é uma das piores nesse terreno. Não consegue dar 2 passos com suas pernas. Nem pra errar sozinha ela tem capacidade. Até pra isso precisa de uma produtora gringa.
Mas eu estou adorando o resultado do Projeto Fashion. O formato é fraquinho, a apresentadora é chatinha, o assunto é bobinho… E o Ibope é “umzinho”. E nem a mudança de dia e horário consegue dar jeito, fica na base de 1 ponto mesmo. E olhe lá!
Sabem qual o pior de tudo? É que nem assim a Band aprende. Logo estará com outro programa de alguma produtora, depois outro, e outro, mais outro… E é muito provável que a Adriane Galisteu esteja participando de algum deles.
Eu só gostaria de ver a cara dos vários patrocinadores do Projeto Fashion. É impressionante como a Band conseguiu vender tantas cotas. Deveria ensinar pro comercial da Rede TV. Este, por sinal, está trocando de mãos.
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Vi um pedaço da entrevista do Datena no programa da Marília Gabriela. Teve uma hora em que ele falou que considera o Johnny Saad um pai. Pode parecer estranho, mas até que faz sentido. Ele, como todo filho, vive se rebelando contra o pai :)
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Como se não tivesse um batalhão de ex-atletas travestidos de comentaristas, a Record resolveu “convocar” o Romário pro Pan. É claro que o fator decisivo não foi a sua capacidade como analista esportivo. Começa pela sua fama, passa firme na briga da Record com o Ricardo Teixeira, e termina na busca por factóides. Não posso dizer que é algo surpreendente.
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Algumas pessoas, que não acompanham o Tevezona com frequência, devem ficar abismadas com o tanto que critico certas figurinhas da televisão. Mas, francamente, nada é gratuito. Nem é pessoal. Eu me baseio em fatos. E resolvi compartilhar com vocês um divertidíssimo vídeo com os “melhores momentos” da madame Daniela Robô Albuquerque. Peço que atentem bastante para o trecho onde ela relata uma orientação divina escrita na embalagem de um Toddynho. E essa passagem eu vi no próprio dia. E confesso que fiquei muito decepcionado por ser uma pessoa comum e nunca ter recebido um recado de Deus. Nem na embalagem do Toddynho, nem na lata de cerveja, nem no pacote de batata frita…

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October 4, 2011

Deu Liga

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:22 pm
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champions league
Nos últimos dias a ESPN exibiu alguns anúncios festejando a compra da Liga dos Campeões pelos próximos 3 anos. Tivemos os anúncios e mais os comentários, hino (mal) cantado pela equipe, vinhetas… No caso da TV aberta a vencedora foi a Globo, também no mesmo período. E ela, provavelmente, seguirá o mesmo esquema de repassar pra Band e/ou Esporte Interativo e só exibir as finais. Tudo dentro do esperado.
O curioso é lembrar que a Liga dos Campeões já foi da Record. Salvo engano a emissora da Barra Funda pagava uns 3 milhões de Dólares pelo período. Mas a Record não demonstrou interesse na prorrogação e em pagar mais. Uma vacilada gigantesca. E o torneio acabou indo pra emissora do Jd. Botânico. Só que o valor pra TV aberta chegou aos 20 milhões de Dólares! Quase 7 milhões ao ano. Uma pechincha perto do que a Record paga por um evento (famoso, é claro) de 2 semanas, de 4 em 4 anos.
Apesar do valor ter sido inflacionado, ainda é um bom investimento pra Globo. Começando pelo fato do torneio ser bem espaçado, permitindo audiência e faturamento mais uniforme. As datas dos jogos também não conflitam com o Brasileirão, Libertadores ou qualquer torneio daqui. O horário das partidas, ainda que não sendo perfeito, não bate com seus telejornais ou novelas. Sobre o nível da competição nem preciso lembrar de sua importância e qualidade. Para quem pega o repasse então, Band e EI, é um prato cheio.
No caso da TV fechada a ESPN tem bons motivos pra comemorar também. Começando pela atual dificuldade para comprar grandes eventos esportivos. Depois é bom lembrar da entrada do canal Fox Sports no Brasil. Fiquei sabendo que eles já estão levando torneios importantes pro canal. É claro que isso passa pela Fox internacional (ou USA). Mas não é muito diferente do caso da ESPN Brasil, que quase sempre entra no pacote de produtos da ESPN internacional.
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Interessante lembrar que há alguns meses vi uma entrevista onde o José Trajano reclamava da concorrência, dizendo que tentava comprar eventos e era bloqueado pela concorrência (canais Globosat). Ora, ora… Quando é a ESPN que leva vantagem ele não reclama. Quando a ESPN dá uma de durona pra repassar alguns torneios, ele não fala em bloqueio. Nem reclama quando o canal do Brasil entra no pacote global de algum evento importante. Só queria ver o que o Trajano diria se comandasse o Band Sports.
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Por falar na Band e sua sucursal… Eles conseguiram um feito considerável no domingo. O grande prêmio do Kentucky da Indy foi exibido em VT na Band e no Band Sports. No caso da Band era até esperado, mas o que houve no Band Sports? Confesso que não entendi nada.
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Falei da Champions League mas existe outra negociação importante rolando nos bastidores de algumas emissoras. É o UFC. Já falei sobre o assunto e disse que apostaria minhas fichas na Band. E continuo com o mesmo palpite. Por vários motivos.
É claro que eu sei que a Globo já tem contrato com o UFC pra TV fechada (Sportv e Combate). Também sei que ela tem dinheiro pra comprar o evento (em TV aberta) na hora que quiser. Até admito que existe a possibilidade (pequena) da Globo fazer algo parecido com o que faz na Liga dos Campeões. Mas não consigo ver a Globo passando (agora) o UFC, logo após o Zorra. Ainda temos de considerar que o MMA não consegue atrair a atenção dos grandes anunciantes. E a Globo teria todo um trabalho de convencimento até ter o retorno ideal.
No caso da Band o UFC entraria num horário (e dia) totalmente ocioso e mal explorado. Daria um gás importantíssimo. Na parte da grana a Band tem mais capacidade que a Rede TV. Também leva vantagem em cobertura e exposição. E ainda lembro que alguns dos que negociavam e cuidavam do UFC na Rede TV agora estão no Morumbi.
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Dá até um desânimo pra falar na Rede TV. Se a gente lembrar do discurso e projetos do começo do ano… Estavam finalizando a questão societária, queriam reduzir os terceirizados, tentavam levar o Brasileirão. No caso do Brasileirão a chance era remota. Falei isso na época e fui rebatido pelo então diretor de esporte da emissora. Mas eu achava que a emissora poderia usar aquilo como uma arma pra negociar algo com a Globo. Acabou como todos já sabem. E também perdeu a Série B. E agora pode perder o UFC.
Eu nem falaria tanto se sentisse alguma possibilidade de reverter o cenário. Se houvesse uma luz no fim do túnel. Mas os problemas da emissora continuam inalterados. Até se agravando. Continua a divisão interna. Continuam os atrasos de pagamentos. Prossegue a bagunça nas afiliadas e a cobertura parcial em muitas regiões. A tal “luz no fim do túnel” é o dinheiro do Valdemiro Santiago. Dinheiro que nem é muito (12 milhões por ano) e mal dá pra remediar a situação. Pra quem prometia reduzir o tempo dos terceirizados… Venderam boa parte da tarde por um “dinheiro de pinga”.
Por outro lado… Por outro lado os donos da Rede TV estão cada dia mais ricos. Muito. E a emissora está cada dia mais pobre. E muito. Faz sentido!

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September 30, 2011

Núcleo de Erros

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:10 am
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sbt logoNão bastasse tudo, a Globo vem sendo constantemente ajudada pelas trapalhadas da concorrência. E não é pouca trapalhada não, lembra até o FEBEAPÁ, do Stanislaw Ponte Preta. Podem comprar o livro, é muito divertido. Mas o assunto de hoje é a dramaturgia do SBT. Se é que podemos chamar aquilo de núcleo de dramaturgia. Me parece mais um núcleo de confusão e brigas.
Começo pela novela atual, Amor e Revolução. Venderam a idéia de que seria um projeto inovador, de qualidade, com um tema histórico de pano de fundo. Mas entregaram uma novela fraca, com uma história maniqueísta, recheada de sensacionalismo. Mas, vindo do Thiago Santiago… Nem posso dizer que fiquei surpreso. Só não podia imaginar as confusões criadas entre ele, a direção da emissora, o diretor, alguns atores… Dá pra imaginar que muitos estão profundamente arrependidos de terem embarcado na canoa sem rumo. Sem falar que, imaginem isso na Globo. Qual seria a repercussão se o autor escrevesse cenas, estas fossem gravadas, e a direção cortasse tudo depois? Mas foi no SBT, passou batido. Não é modinha criticar o SBT.
Até aceito que, pelo horário e público alvo, o autor passou dos limites. Mas como é que só descobriram no meio da novela? Não debateram antes? Não leram a sinopse? Ele mudou tudo no meio do caminho? Sei lá…
Daí eu fico vendo as notícias sobre a nova versão de Carrossel. Essa, pelo menos, não terá problemas com vetos e cortes. Ainda mais sendo escrita pela Patroa, d. Íris Abravanel. Devem resolver tudo em casa. Um palpite do Patrão, outro da filha nº 2, outro da filha nº 4… Até o elenco está sendo definido domesticamente. Todos bem ao gosto do Patrão: Lívia Andrade, Carlinhos Aguiar… Pode parecer piada, mas é sério. Tão sério quanto o jogo dos pontinhos. A Globo agradece!
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Outro dia, passando pela Record News, vi uma reportagem com uma celebração antecipada do Pan. Pelo menos no discurso, do Raposo, já tá tudo certo. Ele falou na parte comercial, e nisso até deve ter razão. No resto… Então chegou o Oscar Schmidt e resolveu soltar uma metaforinha (segundo palavras próprias) e disse que a Record pode repetir o feito do basquete brasileiro (no Pan de Indianápolis), derrotando os “EUA” da mídia. Pode até ser, se bastassem os discursos. Mas a realidade costuma ser mais dura. E, pra mim, o Pan está muito longe de ser o último pastel da feira.
Depois, pela internet, li mais uma notícia dando conta dos motivos pra dificuldade na negociação dos direitos do Pan, entre a Record e as TVs fechadas. Segundo a direção da Record eles só pediram 80% acima do valor de mercado. “Só”!! Aí também… Seria mais digno dizer que não quiseram vender. Mas falar em dignidade aí…
Nesses assuntos eu acho que sou meio radical. Se eu estivesse no lugar da Record não repassaria os direitos pra ninguém. Ela comprou, pode negociar ou não. Não vejo isso como obrigação. Se estivesse no outro lado da mesa, também não daria muita bola pro evento. Ofereceria, isso sim, 50% do valor de mercado. Concorrente é concorrente e não tem moleza não. E também só faria uma cobertura superficial do Pan. O mínimo do mínimo. Acham que é errado? Talvez, mas todas fazem assim. Ou vão me dizer que a Record dá espaço pro Brasileirão, pra F1, pro UFC, ou pra Indy? Já viram alguém botar azeitona na empada da concorrência? … Nem eu.
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Nos comentários das últimas colunas alguns leitores falaram sobre o comportamento da mídia na hora de cobrir (ou criticar) assuntos políticos. Já até abordei o tema em edições passadas. Só não acho que esse comportamento é exclusivo dos assuntos políticos. Vale pra casos policiais, crises, acidentes, etc… É claro que alguns assuntos se esgotam por si. Não vou esperar que fiquem meses batendo na mesma tecla, sem qualquer novidade. Mas em outros casos poderia haver um acompanhamento mais contínuo. Até chegarmos ao desfecho. Mas parece que o “entusiasmo” só dura uma semana. Ou duas, em casos extremos.
Outra característica peculiar é a generalidade. Levantam a voz valentemente pra criticar a classe política. Se esgoelam berrando. Mas dificilmente citam nomes. E quando chegam perto de algum acusado ou suspeito, o tom de voz muda, passam a utilizar a palavra “senhor”, ou “suposto”, ou “no caso de”…
Além de abordarem os defeitos da política de maneira genérica, fazem vista grossa pra outros problemas. O nosso judiciário, por exemplo. É um sistema tão podre quanto o político. Mas quase ninguém ousa criticar. E por diversas ocasiões ouvi algo como: “Decisão judical não se discute, se cumpre”. Tá, deve ser cumprida. Mas como fica se um juiz manda prender um banqueiro corrupto num dia, outro mandar soltar no dia seguinte? E o cara acaba fugindo pra Europa logo depois. Qual decisão não deve ser discutida? Quem inventou que a decisão de uma dúzia de togados do Supremo é a verdade absoluta? Qual o medo da imprensa? Temem uma represália quanto tiveram suas ações julgadas? Ou temem a mesma censura que sofreu um famoso jornal paulista?
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Eu acho que o telhado de vidro explica muitas coisas. O dinheiro explica as demais. Tanto que nem fiquei espantado quando li que o Kajuru pretende se candidatar a deputado em São Paulo. Ou, como lembrou o Leonardo-pe, que o Datena cogita ser candidato a prefeitura de São Paulo. Logo eles, tão donos da verdade e defensores dos “frascos e comprimidos”. Ser pedra é fácil, quero ver como farão sendo vidraça.
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Agora é hora de amenidades. Quero registrar duas passagens do Manhã Maior. A primeira ocorreu com a Regina Volpato. Terminava a participação de um convidado e o moço agradeceu pela presença no programa dela. E ela retrucou na hora:
- Não, o programa é da Daniela Albuquerque. Eu estou aqui só pra ajudar.
Ri muito! Mas a Regina já aprendeu quem manda lá. E por falar na que manda… Estavam as duas mostrando o clima nas principais cidades. Aí chegou a parte de Brasília e a Regina falou que finalmente havia chovido um pouco, mas que o clima ainda estava muito e seco e… Vem o Robô Albuquerque e acrescenta seu comentário “pertinente”:
- Ainda bem que choveu. Já é meio cerrado lá…
Se alguém puder fazer um desenho pra Dani Robô, explicando a diferença entre cerrado (vegetação típica do Centro-Oeste) e a cerração (fenômeno climático)… Melhor não, pode dar tilt no cérebro de minhoca.

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September 26, 2011

Tarde Vazia

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:25 pm
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rede recordOutro dia eu estava vendo a Maria Cândida e lembrei de sua tenebrosa passagem pela Record. O Tevezona estava começando e lembro que critiquei as várias mudanças e erros do programa que ela apresentava. Até chegar o dia em que ela virou uma narradora de pegadinhas. E aí eu larguei de perder tempo tentando analisar seriamente o programa. E, de lá pra cá, muita coisa passou pelas tardes da Record. Mas quase nada deu certo.
Já perdi o número de ocasiões em que reclamei dos voos de galinha de algumas emissoras e da grade parcial de outras. Não vou repetir tudo agora. Mas fica difícil entender onde a Record quer chegar com essa programação da tarde (e começo de noite). Já tentaram quase tudo. E erraram em 99,9% das escolhas. Seja no formato, seja no horário, seja no apresentador, na quantidade de reprises… A única exceção foi um seriado, Todo Mundo Odeia o Chris. Mas até ele já foi dilapidado, após milhares de reprises. Nem sei como, heroicamente, ainda consegue uns 5 pontos de média. Já passou da hora de dar um descanso pro Chris. Ou, como brinco com meus amigos, a Record acabará sendo condenada por “exploração de menores”.
Mas o retrato mais fiel da falta de criatividade e planejamento da Record atende pelo nome de Tudo a Ver. Hoje, zapeando, passei umas 3 vezes pela Record. E em todas as passagens vi trechos da Fazenda. Já falei aqui sobre minha estranheza com a classificação etária do reality. O programa só poderia ser exibido na faixa noturna, mas a reprise passa em qualquer horário. E não falo de flashes de 1 ou 2 minutos, são blocos generosos. Mas tá, vamos passar pra diante, qual o resultado final? Qual é o estilo do Tudo a Ver? Qual o conteúdo do programa? Já não deu pra perceber que a salada de reportagens repetidas, fofocas de celebridades e trechos de outros programas não funciona? A máquina do Ibope não está lá mostrando que o programa perde cotidiamente do SBT? E olha que o SBT não tem grande coisa no horário. Mas se concentra no público feminino e as novelas (com baixo custo X benefício) conseguem preencher a lacuna. Aliás, o Tudo a Ver é o Mais Você da Record. Há algo inexplicável na permanência de tais programas no ar. O Mais Você ainda tem conteúdo original e um bom faturamento, o Tudo a Ver nem isso.
Mas o problema da Record vai além. O programa do Doutor já mostrou que não é a solução ideal. A confusão envolvendo o Cidade Alerta (e o Datena) também entra pra lista de erros estratégicos da Record. Mas vou parar por aqui pois a lista é longa. Pra facilitar posso dizer que o melhor é esquecer tudo e começar do zero. Exato, apaga tudo e começa do início. E esse começo deve ser a redução da duração do Record Notícias. Tudo bem que existem diversos programas regionais ocupando parte desse tempo. Mas São Paulo e rede não podem aguentar 2 horas “causos policiais”. Depois é preciso definir o público alvo. A Globo e o SBT já apontam seus “canhões” para as mulheres e jovens. A Record pode brigar pelo mesmo público (a opção mais fácil) ou buscar outra alternativa. O que não pode é ficar com a grade atual. Tá toda errada. E prejudica a média dia da emissora.
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No domingo retrasado eu vi, no Terceiro Tempo, o Neto pedindo repetidas desculpas pro Milton Neves. Confesso que não entendi nada na hora. Achei que haviam se estressado antes da abertura do programa. Dias depois, pela internet, fiquei sabendo o motivo real das desculpas. É que o Neto, numa entrevista ao Kajuru, havia dito que não botaria a mão no fogo pelo colega de emissora. E depois foi aconselhado a se arrepender.
Nem preciso dizer (novamente) tudo que penso sobre o Miltão das Neves. Mas nessa o errado é o Neto. Ele é contratado pela Band pra comentar o futebol (e nem isso vem fazendo de maneira adequada). Não é pra criticar ou elogiar colegas de trabalho. Mas, depois de picado pela mosca azul, vem se ocupando muito de fiscalizar o “rabo dos outros”. Ou, pior ainda, ofender companheiros de profissão, como já fez no Jogo Aberto. Pois eu ainda não esqueci o que ele falou pro Benja, durante um debate sobre futebol. Já narrei o fato naquela época, podem buscar aqui ou pela internet.
Esse tipo de atrito já vem se tornando comum na imprensa esportiva. E especialmente na imprensa esportiva. Acho que quase todos os famosos do microfone já se meteram em criticar (ou ofender) colegas de profissão. Como se já não tivessem muito assunto criticando jogadores, técnicos, dirigentes, árbitros… Tudo bem que todos tem o direito a opinião, mas qual o interesse de tornar isso público? O Milton Neves tem um monte falhas? Ok, concordo. Mas quem é o Neto (ou Kajuru, ou Juca Kfouri) pra apontar o dedo? Qual deles é isento de erros? Qual deles é o dono da verdade universal? Eu mesmo, sem forçar pela memória, posso citar várias bobagens ditas e praticadas por vários deles.
É bom lembrar que o mundo dá muitas voltas. Hoje o cidadão pode estar empregado e ganhando um salário generoso. Mas vai que amanhã o cara tá desempregado e endividado? Pra quem vai pedir ajuda depois de fechar tantas portas? É melhor seguir as lições do futebol e baixar a bola. Jogar o arroz e feijão. E deixar que o público julgue os errados. E condene pelo controle remoto.
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As nossas emissoras gostam tanto de falar em tecnologia, qualidade, transmissão em HD, 3D… Mas o cenário real não é tão glamuroso. Como exemplo temos a cobertura terrestre de quase todas. Quem capta pelo satélite ou por TV paga ainda se salva, mas quem depende de sinal terrestre…
Há um bom tempo li várias reclamações, de pessoas de Fortaleza, reclamando da falta de cobertura da Band na região. E eu estou falando de Fortaleza, não de Brococó do Norte. E várias outras grandes cidades sofrem com falhas na cobertura do sinal da Record, Band, SBT, Rede TV… Parece que, mais uma vez, só a Globo consegue ter um alcance nacional.
Muito bem, na semana passada li que a Jangadeiro passará a transmitir a Band em Fortaleza. E agora é o SBT que fica sem sinal na região. Pois é, até segunda ordem essa é a situação.
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Outro problema recorrente é o desrespeito ao telespectador praticado por várias afiliadas. Algumas já tem um vasto histórico na pratica de cortar o sinal da rede no meio dos programas, vender mais e mais horários, inserir blocos comerciais com mais tempo que a rede (comendo parte da arte), etc… E a TV Pampa é famosa por esse tipo de falhas. Domingo, como exemplo, não passaram o jogo do Italiano ao vivo. Mas resolveram passar algumas horas depois. Gravaram o jogo e meteram no ar. Só que ficou o “ao vivo” ao lado do logotipo da Rede TV. É bom avisar que o jogo já havia passado, ao vivo, na Rede TV e em tv fechada. Sem falar que já existe internet e qualquer um poderia ver o resultado de Juventus e Catania. Até o espectador mais burrinho conseguiria saber que o jogo era “ao morto”.

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