January 9, 2013

Ouro de Tolo

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 6:38 am
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bola poltrona Antes de começar a coluna gostaria de mandar um forte abraço pro Zé da Couves, de Manhuaçu, pro cachorrinho do Alexandre, pra tia do Julius, pro cunhado do Ramon, pro… Depois eu termino a lista; são 472 pessoas. Então vamos lá, a pauta é extensa e variada (até demais).
O primeiro assunto é o Esporte Interativo, que, francamente, não sei onde deseja chegar. Mas tenho certeza que não estão pensando no telespectador. Talvez estejam mais preocupados em negociar com a Sky ou em divulgar o Facebook. Ou em vender assinaturas do EI Plus. Tudo bem.
Eu já falei muito sobre a pobreza dos eventos que a emissora exibe atualmente. E sobre a recente fixação na Copa do Nordeste. Mas o problema é muito maior. A programação não evoluiu; ao contrário, regrediu. Tá quase impossível assistir algo que preste. E olha que eu tento! Como no último domingo, quando os canais fechados estavam no recesso de férias. Botei no Jogando Em Casa (ou Fim de Papo, nem sei bem) e… Ficaram horas debatendo uma suposta teoria sobre o Felipão, a festa da FIFA e a data do convite ao técnico. Até aceito que a época não ajuda, mas naquele dia tivemos jogos da Copa São Paulo, do Espanholão, na Inglaterra, o mercado da bola… Ah, mas eles não estão transmitindo nada disso. Só por meio das TVs dos clubes. Então é preciso fugir dos assuntos. O que sobra? Papo furado e recadinhos do Facebook.
É meio como o Alexandre me falou ontem. O que a gente recebe de informação num canal com 24 horas (ops, tem o strip de madrugada) de esportes? Um monte de coisa rolando pelo mundo e o EI reprisando um joguinho do Chelsea. E se o telespectador quiser saber da Copinha, do Italianão, do Inglesão, da Liga de vôlei (que eles exibem), do basquete, de tênis ou de automobilismo? Nem que seja o horário dos jogos, o resultado, uma tabela de classificação… Olha, aceito até uma notinha colhida na internet. Falam de NADA! Parecem autistas, num mundo particular. Não transmitem e não querem nem saber, dane-se o espectador. Isso pode até funcionar numa rede aberta, com programação variada. E olhe lá. Mas um canal temático não pode se dar a esse luxo. Luxo não, burrice!
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Tem outra coisa que notei durante essa avalanche de Copa do Nordeste. Se bem que isso não é exclusividade do pessoal do Esporte Interativo, é quase uma regra geral. Fiquei anotando os superlativos e adjetivos que usavam ao falar da Copa do Nordeste. O curioso é que essas mesmas pessoas vivem dizendo que o Paulistão é inchado, que o Carioca é uma porcaria, que o Gauchão não vale nada… Interessante notar o senso crítico. E a mudança de postura. Então a Copa do Nordeste é o último pastel da feira? Alto nível? Tá bem…
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Outro exagero colossal foi a postura dos canais esportivos diante do “Balão de Ouro” da FIFA. Muitos vão discordar, mas eu acho esse prêmio uma bela porcaria. É um “miss universo” do futebol. É o Troféu Imprensa da bola. É o Prêmio Extra de chuteira. E uma festinha bem chinfrim! Mas a nossa gloriosa imprensa esportiva pensa exatamente o contrário. Talvez porque a transmissão não custe nem 10,00. Talvez por deslumbramento puro. Talvez pela esperança de ver um brasileiro sendo reconhecido pelo mundo civilizado. Paciência.
Esse exagero passa muito pela valorização excessiva de alguns campeonatos. Nos comentários da última coluna eu citei aquele campeonato de 2 clubes, o Espanholão. Na mosca, a seleção dos melhores de 2012 foi um combinado entre Real e Barça. Tão óbvio… Aliás, quantos jogadores, não atuando na Espanha, ganharam a Bola de Ouro? Acho que uns três, não lembro bem. E quantos não europeus? Nenhum! Então é melhor cuidar da nossa vidinha e deixar a FIFA com as “negas” dela. A não ser que vocês gostem de bater palma pra maluco dançar.
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Acho que vou criar um momento “i don’t speak portuguese”. Quem sabe vocês me ajudam na seleção e, no final do ano, a gente elege um vencedor. Meu primeiro indicado é um programa da Fox Sports, uma revista semanal do campeonato italiano. Estamos no Brasil, o campeonato em questão é italiano, mas, acreditem o nome do programa é Total Italian Football. Eitchaaa!
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Temos, simultaneamente, o Big Brother, a Fazenda de Verão (ou não verão) e Mulheres Ricas. Não é maravilhoso? Os sites de fofocas vão deitar (na lama) e rolar. E depois ainda se espantam com a queda de audiência nas emissoras abertas.
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Sairam os números, de 2012, do mercado de TV por assinatura. A Net segue na frente, com 5,3 milhões de clientes. A Sky se aproxima, com 5 milhões. A Claro TV chega em terceiro, com 3 milhões de assinantes. Todas crescendo, menos a Telefonica/Vivo que perdeu clientes. A soma total já está em 16 milhões de residências.
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Por falar em TV por assinatura, tem uma coisa que nunca entendi. E nem quero. Assim, existem aqueles canais eróticos. Assina quem gosta. É provável que tenham muitos assinantes. O duro, ops, soft, é ver esses filminhos, de sexo simulado, que passam de madrugada. É batata, bate a meia-noite e eles começam a pipocar. Tem no Multishow, nos HBO, nos Max, na GNT, no Telecine Action… Action????
Dizem que a mulherada gosta de ver os pornô light. Pode até ser, mas o que deve ter de moleque chegando atrasado no colégio…

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January 5, 2013

Deformadores de Opinião e o Pato

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 6:58 pm
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deformadores de opiniãoChegamos na última parte da análise sobre a interferência na televisão. Comecei falando da interferência política, depois da econômica, agora vem o que eu chamo de influência pessoal. Ou tráfico de influência, se desejarem. Mas eu prefiro a primeira expressão. Até porque isso começa no lado pessoal mesmo. Amizades, simpatias, antipatias, opiniões políticas, religiosas ou clubísticas, temos de tudo. E nem estou falando daqueles casos emblemáticos, fulano torce pelo clube X, vai passar a vida falando bem do time. Existe até o oposto, onde o torcedor de um clube acaba sendo mais exigente com ele e releva os problemas dos demais.
Até certo ponto é compreensível que cada um dê o seu tom ao tratar de um assunto. Não existe essa de ser 100% imparcial. É balela! Vocês são? Então como vão exigir que os outros sejam? Eu acho mais honesto a pessoa assumir que gosta mais de mamão do que abacate; e daí falar do tomate. Pelo menos eu já fiz isso, aqui, em muitas ocasiões. O problema é que a regra geral é outra.
Outra regra muito usada na mídia é a hipocrisia. Todo mundo é bom, todos são talentosos, todos são bons pais e filhos, todos são perfeitos. E nem venham citar o Faustão, ele é só um no meio de milhares. Prefiro que tentem se lembrar de alguém que pegou um microfone e disse que fulana é péssima cantora ou que beltrano é um ator de 5ª categoria. Vira guerra no Twitter e os envolvidos se tornam inimigos de infância. Mas isso não é grave.
Grave mesmo é quando a opinião recebe algo em troca. E aí é tráfico de influência. Ainda mais quando, sabemos, muitos são formadores (ou DEformadores) de opinião. E transitam no meio dos ricos e poderosos. Temos alguns exemplos notórios. Com programas em rede nacional e grande faturamento. Ainda existem alguns “filhotes”, nas afiliadas e emissoras menores. Sejam programas de entrevistas, sejam de supostos debates. Mas sempre ávidos em elogiar governadores, prefeitos, secretários estaduais, empresários, artistas… Tudo com a concordância (e conivência) das emissoras. Mesmo que em alguns casos os horários sejam alugados. O resultado final é o mesmo.
Mesmo no jornalismo (formal) a questão pessoal afeta e influencia. Não é novidade que o grosso de uma redação é meio esquerdista, meio militante. Até o Roberto Marinho brincava com o fato (“não mexam com os meus comunistas”). Mas também é sabido que essa liberdade de opinião vai até a página dois. Na página três entra a opinião do chefe (ou dono). E assunto encerrado.
Para não me alongar muito, lembro bem de um famoso treinador e “filósofo” do nosso futebol. Ele foi um dos que melhor usou o esquema de troca-troca de vantagens. Posso dizer que é um pofexô no assunto.
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Na última coluna eu havia falado sobre a interferência do poder econômico na televisão. Parece que resolveram me ajudar. Dia 02, no Jogo Aberto em rede, resolveram exibir uma bela matéria, com as peripécias do Neymar durante as férias. O craque do cabelo estiloso aparecia praticando um desses esportes com esqui, numa represa (ou lago). Tudo com a marca do Touro Vermelho estampada no boné, camiseta e esqui. Material de divulgação do Touro Vermelho, que certamente passou pelo dep. comercial da Band.
Também citei o caso das artistas e empresas de cosméticos. Bem, uma fábricante acabou de acertar um contrato com a atriz principal da novela Salve Jorge. Não demora muito e o elenco das novelas vai ser definido pelos anunciantes. Ou já é.
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Eu assisto dezenas de emissoras abertas, dezenas de canais fechados, até um bom número de emissoras do exterior. E confesso que nunca vi alguma usar essa bobagem gigantesca da “câmera nervosa” que o Esporte Interativo colocou em alguns programas, principalmente o Aquecimento da Copa do Nordeste. É um negócio da câmera dar zoom, abrir o enquadramento, fechar, tremer, balançar, ir pro outro apresentador, voltar… Sem falar que o encerramento do bloco é sempre com a câmera fechando no meio do cenário e desfocando. Quem tem labirintite é capaz de desmaiar num desses vai e volta. E outra, qual a utilidade disso? É engraçado? É moderninho?
O EI também perdeu a mão no negócio da Copa do Nordeste. Nem começou e já está irritando. Até o slogan da emissora foi alterado, agora é “nordestino de coração”, se não me engano. Demagogia besta! Quando exibiam o Inglesão, nem lembravam do Nordeste. Quando transmitiam o Argentinão, idem. Agora que estão na pendura, vem essa conversa fiada. Querem mesmo valorizar o Nordeste? Montem uma sucursal lá. Papo furado não enche a barriga de ninguém.
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Outro negócio que está incomodando muito é a tendência de alguns canais fechados de imitar as imbecilidades dos canais abertos. A Raposa Esportes resolveu que quer ser popular. Do pior jeito possível. Dia desses eu estava vendo um fórum sobre TV. E abriram um tópico pra tratar do Fox Sports Rádio. Começaram falando que o programa estava revolucionando a televisão esportiva. OMG!!! Só esqueceram de lembrar que o formato já é bem usado pela Fox Sports em outros países. E resenha esportiva em rádio já existe desde que Cabral aqui chegou. Daí o pessoal do fórum passou a falar do apresentador, fraquíssimo e chatíssimo. Então chegaram no Ricardo M. e no Eugênio Leal, que estão numa acirrada competição pra saber qual é o pior humorista. Eu voto no Ricardo M., disparado. E ele ainda leva o prêmio de sujeito mais mala da galáxia. Por fim o pessoal lembrou que o FSR usa jornalistas de outras regiões (e de outros orgãos de imprensa) e dá espaço pra clubes de fora do eixo Rio-SP. Sim, eles realmente abrem espaço pra clubes menos midiáticos, ponto positivo. Já o lance de “entrevistar” jornalistas de outras regiões, ah, é uma bela economia. O certo seria contratar pessoal e espalhar pelo país. Não é mesmo?
A ESPN também fez uma que… Foi no dia que o Corinthians anunciou a contratação do Pato, durante o SportsCenter. Chega o Amigão e avisa com seu vozeirão: “Nem mude pro JN, o Pato vai falar com a gente. Logo, logo…” Lá pelo final do programa entra o Pato: algum engraçadinho imitando a voz do Pato Donald!!! Tudo bem que, eventualmente, uma brincadeira ou outra… Mas isso foi muito idiota. Coisa que nem o debate esportivo da CNT faria. De fazer o Paulo Soares virar Amiguinho. Mesmo não sendo o o criador da brincadeira infeliz.
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Tem mais de um mês que, ao falar das novelas da Globo, lembrei que Novembro havia sido ruim em audiência e Dezembro estava indo pelo mesmo caminho. Isso na média geral. Nos comentários da última coluna o Alexandre lembrou que após o fechamento do ano, ao conferir a média total, notaram a queda da audiência. E aí começam as manchetes catastróficas. Especialmente envolvendo a Globo. Claro, falar da Gazeta não rende. O fato é o de sempre, já falei dezenas de vezes. No meu tempo de garoto qualquer novelinha mequetrefe dava 50 pontos. O SBT passava uns seriados e filmes que batiam nos 20 pontos. Mas o mundo mudou e a comunicação se expandiu. Todas as emissoras abertas perderam audiência. E vão perder ainda mais. Sem catastrofismo. É inevitável!
Só para ilustrar, eu estava lendo uma notícia sobre as maiores audiências da TV americana. O programa mais assistido foi Big Bang Theory. Sabem qual foi a média? 6 pontos. Sim, 6 pontos! E nenhuma das grandes redes de lá faliu. Agora, se o esporte preferido de alguns é malhar a Rede Globo…

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December 30, 2012

Interferência Cabeluda

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:22 pm
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Nas últimas colunas abordei aspectos da intervenção do estado na mídia. Certos aspectos, o assunto é amplo. Alguns tiveram a impressão (errada) que a discussão era política. Tanto não era que vou prosseguir no assunto. Mas agora tratando da influência econômica. Ela é quase tão poderosa e profunda quanto a interferência política. Mas, diferentemente, é pouco notada pelo distinto público. E pouco criticada.
Não vou me repetir e dizer que qualquer emissora é uma empresa privada e necessita de faturamento para pagar as despesas e dar lucro aos donos. Isso é óbvio! Minha reclamação é quanto ao que está sendo vendido. Intervalo comercial e merchandising é uma coisa. Interferência no conteúdo, opinião e notícias é algo bem diferente. Condenável. E que nossas emissoras fingem não existir. Mas existe. E vou dar alguns exemplos. Sem papo de teorias conspiratórias, isso é meio chato. Estou falando de negócios. Acordos nebulosos, acertados nas salas refrigeradas.
Um caso que lembro bem aconteceu há um ano, ano e meio. E envolve certos programas de humor, sem tanto humor. Volta e meia, no meio das entrevistas, alguém perguntava para alguma “gostosete” se ela preferia homens normais (com pelos pelo corpo) ou homens depilados. Independente da edição (que poderia escolher as respostas convenientes), a maioria dizia preferir os lisinhos. Algo até compreensível diante dos hábitos e costumes de hoje. Daí o programa aproveitava a deixa e fazia alguma piadinha envolvendo o Tony Ramos ou algum outro conhecido que tenha excesso de pelos.
Na hora não dá pra identificar até onde vai a brincadeira e aonde começam as segundas intenções. Até que, recentemente, vi um anúncio de uma grande fabricante de barbeadores. O personagem do comercial é um rapaz todo peludo, mais parecendo um homem das cavernas, que “assusta” as pessoas de uma academia. Depois de se depilar tudo muda e ele chama a atenção da mulherada.
Pode ser coincidência pura. Pode ser que não. Mas temos muitos outros casos. Já viram essa guerra das tinturas? Usam atrizes, cantoras, apresentadoras, uma hora aloirando, depois escurecendo o cabelo. Até personagem de novela tem a aparência e o figurino adequados pra atender tendências que alguma fábrica vai lançar em breve. Recentemente a Record passou “horas” tentando achar uma apresentadora morena pro Programa da Tarde. Tudo dentro de um plano comercial.
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E é aí que a porca torce o rabicó. O departamento comercial já define 98% do que o artístico deve fazer. E, não se espantem, está interferindo até no jornalismo. E não estou falando de programas meio jornalísticos, meio mussarela. Programas sobre carros, que só sabem elogiar e dar boas avaliações é o de menos. Estou falando de telejornais, de pautas, de reportagens. Volta e meia aparece o dedo sujo de algum interessado em hidrelétricas, em rodovias, em importação de manufaturados, em consumo de carne ou de bebidas. Basta um pouco de atenção e o dedo sujo se torna visível. Em algumas emissoras a interferência é quase ostensiva. Tão óbvia que os apresentadores precisam carregar na maquiagem pra não ficarem ruborizados.
Não vou repetir exemplos que já citei em colunas anteriores. Os casos são quase diários. E essa prática é inaceitável. Suja! O comercial deveria focar em sua área de atuação. E ela passa longe de pautar o jornalismo.
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O assunto ainda tem a 3ª parte, sobre a interferência pessoal. Fica pra próxima coluna. Mas, nesta semana, eu vi uma estatística que exemplifica bem o poder econômico e político na mídia. Fizeram um levantamento sobre quais famosos haviam aparecido mais em inserções comerciais em 2012. Muitos diriam logo que foi o Neymar. Errado. A campeã foi a Camila Pitanga e o vice foi o Gianecchini. Ela é garota propaganda da Caixa, ele do Banco do Brasil. Elementar, caro Watson!
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As emissoras usam este período de verão pra detonar alguns seriados que tem sob contrato. Um caso clássico é a Globo, que usa vários como tampão de certos programas em férias. Não acho uma medida muito inteligente. Pela forma e pelo horário. Talvez seja interessante pra quem monta a grade, pro espectador certamente não é.
Outro dia vi uma chamada da Record anunciando a volta do seriado Aprontando na Índia. Salvo engano, este seriado foi exibido recentemente. E ele só teve uma temporada (de tão ruim que é). E já vão reapresentar. Caramba!
Já o SBT vai começar Janeiro com a versão brasuca de Impractical Jokers, Amigos da Onça. A versão obamística até que tem algumas situações engraçadas. Só que é um humor típico de lá. Não dá pra repetir as mesmas pegadinhas aqui, não funcionariam bem. Também é bom lembrar que as pegadinhas não são combinadas. As vítimas não são figurantes. No caso do SBT é bom deixar o aviso em letras garrafais.
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No meio da semana tivemos a “pelada” beneficente do Zico. Com transmissão pelo EI e Sportv. Acontece que o Esporte Interativo tinha uma equipe completa no Morumbi. Com câmeras em vários locais. Entrevistas, bastidores, comentários e tudo o mais. O único problema foi no posicionamento e corte das câmeras. Mas a qualidade da imagem era muito boa, diferente de outras coisas que o EI já botou no ar.
Já no Sportv… Francamente, imagem quadriculada e o gramado parecendo um borrão verde é demais. É próximo do ridículo! E tem gente esperando a versão em HD do Sportv. Pombas, nem imagem SD decente eles botam no ar…
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Chegamos ao fim. Do ano. Obrigado aos visitantes e comentaristas. Desejo que todos tenham um 2013 com saúde paz. O resto é consequência. Abraços!

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December 25, 2012

A Imprensa Amiga

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:25 pm
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imprensa aliadaEu nem iria escrever a coluna hoje. Mas fiquei sabendo de um ardiloso complô contra o meu site. Sim, é uma tentativa de desestabilizar e derrubar este site popular. Mas os meus arapongas estão atentos e fiquei sabendo de tudo. Estou preparado.
Infelizmente as demais pessoas não possuem o sistema de arapongagem que eu tenho. Elas são facilmente manipuladas pela mídia golpista. A mídia que está sempre ávida por derrubar governos populares e incorruptíveis. E colocar a direita malvada no poder.
Realmente, quem lê os jornais, as revistas, quem assiste a televisão é sempre uma presa fácil da mídia golpista. Mas quem poderá salvar o povo desinformado das garras da mídia perversa?? Quem? Quem?? Oh, olhem lá no alto… É um pássaro? É um jatinho da Embraer? É um satélite em final de vida? É o Chapolim Colorado? Não, é un gobierno popular e democrático. Só el gobierno popular poderá salvar o pueblo indefeso. Gracias comandante supremo, generalíssimo, coronelíssimo. Você é o salvador da pátria. Você é o representante dos descamisados… Descamisados?? Ih, acho que já ouvi isso antes. Saiu da boca do collorido. Ai caramba, muchachos! El collorido também era um defensor de frascos e comprimidos. Mas e o metalúrgico milionário, será ele um defensor da liberdade? Não em Cuba, não na Venezuela, não na Líbia, não na Síria… Certamente da liberdade do Cesare Battisti, o terrorista. Certamente da liberdade de expressão da imprensa comprada com gordas verbas de publicidade das estatais. Essa é a boa imprensa. A imprensa que se vende e se cala diante de alguns patrulheiros ideológicos.
Mas a luta continua. A luta contra a imprensa golpista. É uma luta diária e sem fim. É uma luta tão árdua que el gobierno popular não tem tempo para enfrentar os banqueiros, os planos de saúde, os grandes empreiteiros, o monopólio das mineradoras, as petrolíferas que só sabem vazar petróleo… Ah, mas isso não interessa ao povinho. O perigo é a mídia. Mordaça nela!
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Mas tenho que ser justo. Não é só a imprensa que se vende facilmente. Muito mais gente se vende. No meu tempo de garoto cansei de ouvir que os banqueiros, empreiteiros e grandes empresários viviam mamando nas tetas públicas. Eles continuam, avidamente. Mas num governo popular as tetas são mais generosas. Mucho mas! Sobra espaço pra muito mais gente. Temos atores, cantores, atletas, ex-jogadores… Cada qual preocupado com o pa… Com o seu bolso. E a corrente de “bondades” não tem fim. Como AQUI e AQUI. Ou como a isenção fiscal (de bilhões) para a FIFA. Essa isenção é como o “medida certa” do Ronaldo Fenômeno. Só que a FIFA não precisa fazer regime. Deixa que o povo faça.
Mas essa proximidade entre o poder e o futebol não é casual. Lembro que há uns 2 anos falei sobre a escolha do Itaquerão (em detrimento do Morumbi) como estádio de SP na Copa. Falei que aquilo era parte do “pojeto”, que culminaria com o A. Sanchez na presidência da CBF. Alguns disseram que era idiotice, invenção da minha cabeça oca. Muito bem, agora temos a revelação do pojeto.
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Vocês viram, na semana passada, o Twitter daquele jogador famoso, onde ele criticou a CBF, as idiotices do ministro do esporte, a farra nas obras da Copa? Não viram? Sério? Ah, deve ser… Ele publicou foi a foto com seu novo corte de cabelo e tintura. E isso, convenhamos, é um assunto muito mais importante pro país.
Mas os meus arapongas também estão no Twitter e Facebook. Quando algum famoso publicar um comentário sobre os escândalos, roubos e desvios do dinheiro público eu aviso vocês. Prometo que aviso!
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No meio da milhares de matérias sobre compras de última hora, fila nos shoppings, engarrafamento nas estradas, eis que surge algo meio diferente. Foi uma reportagem (de meia hora) na Globo News, sobre dois senhores que interpretam o papai noel nesta época. Ótima matéria, mostrando o dia a dia dos dois. Mesmo usando o tema natalino a matéria fugiu do lugar comum. Pena que isso vem se tornando cada dia mais raro no canal.
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Nos comentários da última coluna falaram um pouco sobre a saída de humoristas da MTV. Na verdade era mais que inevitável. O pessoal até que se segurou bastante tempo. O problema maior é escolher para onde ir. Basta lembrar do grupo Hermes e Renato. A Band, apesar do controle argentino, ainda é uma boa opção. Já a Globo… Sei não, parece uma patota já fechada. E só entra quem é filho de. Não precisa ser um grande humorista. Mas precisa ter um pai, ou um bom padrinho. Meu garoto, meu paipai… Meu garoto, meu paipai…
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Os comentários da última coluna tomaram um rumo indevido, fora do foco. Até um pouco por falha minha, que entrei na pilha. Mas vou deixar avisado, se o mesmo se repetir irei fechar os comentários. Recado dado.

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December 21, 2012

Mídia Controlada

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 2:05 am
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Outro dia falei sobre a série Memórias do Chumbo e de como ainda se aplica o lema “pão e circo”. Mas nem precisamos voltar ao tempo de ditadura. Hoje, em 2012, temos algo bem ostensivo. É no país vizinho, onde o governo, que já havia “comprado” o futebol, está intervindo nos meios de comunicação. Basicamente nas emissoras que criticam o governo da Cristina. É a mesma fórmula que vem se espalhando pelas NOVAS ditaduras latinas: Ou se compra o apoio da mídia ou se fecha as emissoras que fazem oposição. Mui democraticamente.
Quando um general prende e arrebenta, é ruim. Concordo totalmente. Mas convenhamos, não se pode esperar algo muito diferente, é um ditador. Duro é ver alguém, eleito com mil promessas, tomar a mesma atitude. Atitude de ditador, acobertada por um discurso populista e demagógico.
Por aqui ainda estamos na fase de comprar o apoio da imprensa. Até por ser mais fácil e menos traumático. Tem emissora se vendendo pra qualquer pastor com chapeu de cowboy, não será difícil pra quem tem a chave do cofre.
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Novembro foi horrível pra audiência da Globo, com uma péssima média mensal. E Dezembro está indo no mesmo ritmo. Não vou dizer que a culpa é de um único programa. Mas sabemos da importância das novelas e de como elas, tendo sucesso, alavancam os demais programas.
Pois a Globo está sofrendo com os folhetins atuais. Todas as novelas estão abaixo da meta. E com poucas expectativas de recuperação. Em alguns casos, como a novela da d. Glória, o fiasco era previsível. Em outros casos é algo pra se pensar. Com cautela. Ainda mais ao vermos que uma novela barata e despretensiosa, Carrossel, consegue índices altos no SBT.
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Nos últimos dias, vendo emissoras de Portugal, tenho acompanhado as notícias sobre a privatização da RTP, a emissora pública de lá. Mais pra trás eu havia lido que a Band seria uma das interessadas no negócio. Achei a notícia meio estranha. O que vejo, na imprensa portuguesa, é que o principal candidato ao negócio é um grupo de mídia angolano. Isso mesmo, angolano.
No caso da Band, aflita pra vender a Rede 21 pro apóstolo, não vejo tanta “bala na agulha” assim. Sem falar que os nossos grupos de mídia não costumam estar na ponta compradora. Raramente ousam e investem. Mesmo a Globo. Ela fala alto, aqui. Lá fora nem abre o bico.
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Ontem a Fox Sports passou boa parte do tempo tratando do sorteio dos grupos da Libertadores. Passou da conta. Mas é seu principal produto. E a época é fraquíssima no setor esportivo. Falta assunto.
Mas isso me fez pensar naquele negócio de trocar eventos com o Sportv. É bom pra Fox, sim. Caso contrário ela fica capenga. Um bom exemplo é a audiência do canal. Meses atrás alguns sites de televisão passaram “horas” falando sobre a audiência da Fox Sports, repetindo que era um dos canais mais assistidos. OK, é verdade. Mas isso foi lá na época. Agora o canal perdeu umas 20 posições. O motivo é esse mesmo, termina a Libertadores e a Sul Americana e a audiência evapora. Só que poucos noticiam o fato.
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Tem quase 6 meses que falei sobre o Claro Livre, a TV sem assinatura da operadora. É o mesmo esquema da Sky Livre. Agora a Claro TV começou a anunciar e vender o receptor, em parceria com a Visiontec. Mas é bom deixar explicado: é a mesma porcaria. Pra quem compra, achando que vai ter algo diferente. Não tem nada especial, são alguns canais abertos e aqueles de “cortesia”. É bom pra operadora, que depois tenta vender créditos ou um pacote básico.
Quem quiser TV digital aberta não precisa de operadora alguma. Basta comprar um receptor digital.
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Novidade mesmo é na Oi TV, que está implantando sua rede de fibra. Simplificando é o mesmo que a Net faz. Essa rede vai oferecer TV por assinatura, banda larga e telefone. O preço, do trio, começa por volta de 200,00. Meio salgado.
A rede da Oi começa a ser implantada, e vendida, no Rio. Em poucos bairros. Na sequência a empresa passa pra Belo Horizonte e, depois, outras capitais. Deve demorar bastante até alcançar uma cobertura razoável.
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Nem mesmo a Net tem uma cobertura razoável. Recentemente ela começou a vender planos em algumas capitais do nordeste (como Recife) e nas cidades médias do entorno das capitais. Essa expansão vai alcançar cerca de 100 novas localidades. Ainda falta muito chão.
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Segundo se noticia a Dani Calabresa está praticamente acertada com a Band. Bom pra emissora, que até deveria contratar outros humoristas da MTV. Só não entendi essa de usar a Dani no CQC. Não casa bem. Mas, dizem, a Dani deverá ter um novo programa na Band. Pra quem já perdeu tanto tempo com a Cicareli e a Galisteu, é um progresso.
E o Tom Cavalcante continua de “férias”. Tá dando sopa…

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December 17, 2012

Choro Aberto

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 2:39 pm
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O povo/espectador tem umas coisas curiosas. Já vi centenas de conhecidos (e desconhecidos) esbravejando contra narradores, alegando que Fulano vibrou mais no gol do X contra o Y. E vice-versa. E essas mesmas pessoas dizendo que o narrador torcia pelo time rival, variando de acordo com a região. Mas sempre do rival principal. Algo aceitável e esperado, torcedor é assim mesmo, torce.
Curioso é que o patrulhamento não ocorre (tanto) com outras pessoas envolvidas nas transmissões esportivas. Ontem tivemos um certo comentarista, torcedor, chorando nos minutos finais da decisão do Mundial de Clubes. Pelo menos, pela voz, parecia estar chorando. Ou é um grande ator. Mas o fato real é que chorou. E não vi nenhuma repercussão ou polêmica. Passou batido. Concordo que o fato do adversário ser inglês amenizou o ocorrido. Mas não alterou o fato em si. Eu só fiquei imaginando qual seria a reação das pessoas se o “chorador” fosse um daqueles narradores que o povo ama odiar.
O caso do comentarista citado nem me surpreende, era esperado. Complicado mesmo foi ver o Milton Leite (e o Wagner Vilaron) embarcando numa confusão de números e teorias (sobre o mau desempenho dos sul-americanos nas finais anteiores). O único número exato era o de vistos emitidos pela embaixada do Japão, uns 8.500. Daí pra frente era tudo na base do chutômetro. E cada um palpitava como entendia melhor: 10 mil, 20 mil, 30 mil, 40 mil… Durante a transmissão da semifinal o Milton Leite afirmou, com precisão cirúrgica, que 98% do público no estádio estava torcendo pelo Corinthians. Um pouco depois revelou que 40% dos brasileiros que residem no Japão eram corintianos. Bem, podem ser até 60%, ou 90%. Só quero saber quem fez a contagem.
Alguns, sabemos, se alimentam do personagem, torcedor na televisão. Outros se aproveitaram da ocasião, muito convenientemente. Eu acho dispensável. E lamentável. O Corinthians já tem muita torcida, não precisa de alguns avulsos.
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Outro equívoco da imprensa esportiva é se basear num único jogo para balizar mil e uma comparações entre o futebol brasileiro e europeu. Seja numa goleada sofrida (diante do Barcelona), seja numa vitória. Não dá! Eu sigo a mesma opinião do Gian Oddi, é muito pouco. Um jogo não representa nada conclusivo. Nem pra um lado, nem pro outro. Na verdade eu acho que deveriamos jogar mais contra times do primeiro nível mundial. Menos seleção (da CBF) e mais os clubes.
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A Voz está chegando ao final e a Globo prepara suas armas para transformar o(a) vencedor(a) num astro do primeiro time. Sei muito bem da força da emissora e de seus tentáculos poderosos. Mas tenho minhas dúvidas se isso vai funcionar. O problema nem é tanto o boicote da concorrência, coisa que a Globo faz com maestria. Não, penso que o problema é o próprio esquema do reality. O vencedor vai ser trabalhado por uns meses. Só! Depois já começam a preparar a nova temporada do Voice. E aí haverá um novo vencedor. E a roda segue girando.
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Por falar em reality… a tal Fazenda de versão não disse ao que veio. Tá lá, só ocupando a moita. E nem é por falta de polêmica, tem muita. O problema é aquele que abordei na estreia, a fórmula já se esgotou. Até as baixarias e brigas já deram o que tinham. Tanto é que, segundo comentam, a Record não pensa em repetir o erro. Deve ser a primeira e última versão de verão.
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Mas tem um erro que a Record faz questão de repetir. Agora cogitam em encurtar outra novela, Balacobaco. Tudo por causa da audiência fraca. Fico imaginando a cara dos atores, diretores e autores que trabalham na emissora. A cara do telespectador, ah, pra esse ninguém liga.
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Ontem, por absoluta falta de, acabei vendo a “final” do quadro que escolheria um novo “namorado” pra Sabrina Sato. É óbvio que, partindo do Pânico, nada deve ser considerado como verdadeiro. Mas a Surita Company usou o quadro pra encher linguiça nos últimos 2 meses. Parabéns. Só acho que a moça deveria ter recebido algumas aulas de interpretação antes. Aquele eterno riso nervoso já não convence. No meu caso nunca convenceu. De todo modo a encenação foi patética. E a ideia muito pouco original. Com um resultado final risível.
E eu ainda continuo tentando descobrir qual a nobre função da Sabrina na televisão brasileira (quicá (!!!!) universal). Ela não é humorista, não consegue formular 2 perguntas simples, não consegue ler o TP na hora do merchan… Fica lá, ostentando as pernocas e o sorriso interminável. Só sei que ela é celebridade. Vive nas revistas, sites de fofoca e nas propagandas. Deve ser suficiente.
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Outro dia, ao abordar o Fox Sports Rádio, o Alexandre, pelos comentários, falou sobre a 2ª edição do programa. Eu já havia visto um pedaço; acho que naquele dia havia futebol em outro canal. Pois na semana passada vi duas edições noturnas do FSR. Tudo bem que a equipe da 2ª edição não é o último pastel da feira. Acho mais ou menos. Mas o “mais ou menos” deles é 273 vezes melhor que a idiotice da 1ª edição. Nem se compara. E talvez fosse o caso de dar outro nome pra edição noturna. Até pra não confundir o telespectador. Ou, minha sugestão, mudar o nome da 1ª edição pra Fox Sports Lixão!

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December 12, 2012

SBT, Com Passado e Sem Futuro

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 7:58 pm
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silvio santosEssa coluna está um pouco atrasada, mas foi proposital. Hoje é aniversário do SS, e eu queria mesmo falar um pouco do SBT. É inegável que a crise mais aguda, de uns 3 ou 4 anos, já passou. Os erros serviram de lição; uma lição dolorosa. Incluíndo aí os problemas de outras empresas do Sílvio Santos. Hoje o SBT aprendeu que não se brinca de montar uma grade de televisão. Não existe mágica.
Mas a “escolinha” não acabou nessa lição. Os outros problemas da emissora continuam presentes. Começando pela alta direção, o dono e a família. Eles têm suas qualidades e defeitos. Mas não fazem uma direção profissional. E uma rede de televisão, lidando com valores acima de 1 bilhão, não pode ter uma administração familiar. Também é claro que apenas o profissionalismo não resolve. Basta ver os outros negócios do SS. É preciso colocar gente que entenda do assunto. E deixar trabalhar.
Outro problema sério ocorre com os produtos que o SBT apresenta. Alguns estão sólidos, como os filmes, desenhos e programas de auditório. O resto vai mal. Não é possível saber o que será oferecido ao público. Joga-se algo no ar e se espera o resultado. Valem pegadinhas, novelas mexicanas de qualidade duvidosa, seriados mal aproveitados, jornalismo que só convence os desinformados, Bozo… Só falta voltarem com a Vovó Mafalda. Talvez lendo um “editorial” no SBT Brasil.
Muitos podem dizer que o SBT lança (ou relança) produtos que o público aceita e isso justifica tudo. Se o pensamento for esse, tudo resolvido. Basta dar uma audiência mediana. Mas não se faz uma grande emissora pensando apenas no almoço de hoje. A solução imediatista pode até saciar a fome. O futuro continuará incerto e nebuloso. E assim está o futuro do SBT, pode dar sol, pode chover. Depende somente da vontade do dono.
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Nem vou me alongar falando sobre a maratona Corinthians. Praticamente todas as emissoras estão tirando uma casquinha. Vai da Globo até a Gazeta, passando pelo Balanço Geral. Mas convenhamos, ninguém pode se dizer surpreso com o fato. Era óbvio, um clube de massa, um torneio pra definir o melhor do planeta… Audiência fácil e barata. Nem precisa ter os direitos do torneio ou equipe de reportagem no Japão. Basta usar a imensa criatividade. E jogar pra torcida.
Se bem que isso não é um caso isolado. A Raposa Esportes também está gastando até a sola com a final da Sul-Americana. Tá bem que o torneio é “exclusivo” da emissora e ela precisa valorizar a final. Mas tudo que é demais enche a paciência.
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Por falar na Fox Sports, ontem vi uma reportagem do Plihal, no Japão, sendo exibida pela emissora. Até a legenda informava que as imagens eram da ESPN. Então, aparentemente, não foi só com o Sportv que andaram conversando. Talvez o VT do campeonato italiano (na ESPN) esteja no pacote de bondades. Vamos ver no que isso vai dar.
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Outro dia eu falei um pouco sobre os comentaristas de economia e os estilos adotados. Pois, recentemente, assisti uma nova comentarista de economia no Jornal da Globo. Talvez nem seja tão nova, não tenho visto o JG com tanta frequência. Mas a comentarista se encaixa bem no perfil de “economia popular” que citei na época. Meio estranho em se tratando do Jornal da Globo. Talvez seja a tendência atual da Globo, popularizar tudo. Qualquer hora botam a Regina Casé na bancada.
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Voltando ao caso do SBT, o jornalismo da emissora está numa trilha perigosa. Dia desses vi um quadro chamado “Ligado no Esporte”. Foi no Jornal do SBT. E, parecido com um quadro sobre empreendedorismo, conta com um patrocínio ostensivo. Parece que o caminho é acertar com o departamento comercial. E depois o comercial envia a pauta pro jornalismo. Espero que nenhuma produtora de vídeos pornô encomende um quadro ao jornalismo do SBT. É certo que aceitarão!
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Na próxima semana a ESPN vai apresentar uma série de reportagens do Lúcio de Castro, Memórias do Chumbo. A série vai reviver o uso do futebol pelas ditaduras latinas. Não chega a ser um assunto inédito, mas é sempre bom conhecer o passado. Até pra entender o presente e vislumbrar o futuro.
Mas é bom salientar que o futebol não foi peça de manobra apenas das ditaduras. Nem de longe. Ele é usado por qualquer governo. E não só daqui. Faz parte do dueto “pão e circo”. O esporte se encaixa no circo. Imagina a festa…

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