December 1, 2011

Marcas do Erro

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:43 pm
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Não sei se algum dos leitores chegou a assistir Marcas da Vida, a novidade das tardes da Record. Num dia lá eu peguei o finalzinho do programa, e não entendi nem o que era. Daí fiz um esforço pra ver em outro dia, até pra tentar “captar a mensagem”. Mas não deu, continuei boiando. Só posso dizer que me fez lembrar de um quadro do extinto programa da Márcia, onde dramatizavam “estórias reais”. E aquilo já era podre no programa da Márcia, com vida independente então…
Mas o pior foi descobrir que essa “novela da vida real” é um formato de uma produtora de “conteúdos sem conteúdo”, a Fremantle. Pior não, isso é ótimo. Serve pra confirmar tudo aquilo que penso dessas produtoras. Elas criam qualquer porcaria, jogam a isca, e esperam algum trouxa morder. O trouxa da ocasião foi algum dos gênios/bispos da Record. Azar!!
Eu só fico pensando aonde a Record pretende chegar com programas como esse Marcas da Vida ou o Escola do Amor. Ameaçar a Globo? Ah, isso não incomoda nem o SBT. Aliás, o Sílvio deve estar soltando gargalhadas a cada invencionice da Record. Qualquer coisa que o SBT coloque no mesmo horário é garantia de ficar em 2º lugar. E isso vem se tornando cada dia mais frequente. Até mesmo na média dia, em algumas praças, o SBT anda superando a Record.
No caso da Escola do Amor, apesar de tudo, ainda existe a justificativa de ser mais uma injeção financeira que a IURD aplica na Record. Não resolve tudo, mas ameniza. Já Marcas da Vida sofre do efeito contrário, é a Record que divide a receita com a Fremantle. Isso caso consigam algum retorno, a audiência está na faixa dos 3 pontos. E olha que, pelo nível do programa, 3 pontos é muito. É quase um milagre.
E aproveitando a deixa… Eu fico espantado com a falta de criatividade das emissoras na hora de escolher títulos pros programas e novelas. Os caras não conseguem imaginar nada que não tenha “amor” ou “vida” no meio. Clichê é pouco!!
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Li, no Canal 1, que a Band acabou de comprar os primeiros episódios do seriado The Walking Dead. É mais um dos seriados da Fox que eu não curto nada. Mas isso não vem ao caso. Fulano gosta, beltrano não gosta, é assim mesmo. Interessante pra mim é avaliar o comportamento da emissora. Quero lembrar que ela também comprou o 24 Horas, esse ainda dependendo da grade do ano que vem. Também temos o NCIS, que não recebe público algum do RR Soares e não consegue muito sucesso num horário tão disputado. Ainda lembro do Tio da Pesada, do Família Moderna, Las Vegas, e mais alguns menos votados.
Nem vou entrar no mérito da qualidade deste ou daquele seriado. O fato é que a Band tem alguns produtos na mão. Mas não está sabendo usar de maneira eficiente. Alguns estão no aguardo, outros são usados, outros mudam de dia e horário constantemente, outros foram pra gaveta, outros eu nem sei… Até parece que a emissora tem dezenas de programas de qualidade pra ficar desperdiçando assim.
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Ainda no segmento… Lembro do meu comentário após a estréia de Big Bang Theory no SBT. O horário era inadequado. Também não houve a divulgação necessária. E, não querendo ofender ninguém, o público diurno do SBT não é do tipo que vá gostar (entender) um seriado sobre nerds, ciência e tal. O seriado é adequado pra um público específico. Diferente de um Arnold, Chaves, ou Um Maluco no Pedaço.
A consequência desse erro de avaliação foi uma audiência baixa. E a retirada do seriado do ar. Em seu lugar o SBT colocou um programa de vídeos da internet, com a Helen Ganzarolli e um cara fantasiado. Voltou ao popular. Masé bom lembrar que o Big Bang Theory ainda pode ser útil. É só definir o horário certo.
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Outro dia falei sobre os acordos e desacordos entre distribuidoras de TV paga e as redes de televisão. Daí o Alexandre lembrou de alguns canais abertos que faltam na Via Embratel. Pois eu lembro bem da época do lançamento da Via. E até reclamei de sua estratégia inicial, sem qualquer rede aberta nos pacotes. Ela só contava com umas 40 emissoras fechadas. E a justificativa da Via era de que o assinante poderia continuar vendo esses canais na parabólica analógica (sinal aberto).
É claro que foi uma mancada. E a Via tratou de se acertar com as grandes redes; só faltando a Rede TV. Mas eu acho que ainda falta. E isso vale pra Via e pra todas as demais operadoras. Creio que há uma supervalorização de alguns canais fechados, especialmente os estrangeiros. Talvez por questões de marketing. Mas o fato real é que grande parte dos espectadores acaba assistindo mesmo as grandes redes, seus “filhotes” com sinal fechado, e os canais estrangeiros dublados. Basta ver o ranking de audiência dos canais fechados.
Não quero dizer que sei mais que os diretores das operadoras. Nem sofro de xenofobia. Mas eu gostaria muito de ver um “pacotão básico”, com todas as grandes redes, as nanicas e até algumas emissoras alternativas. E aí os canais fechados entrariam como um recheio, um “plus a mais”. Sem falar que a entrada dessas pequenas emissoras nem representaria uma grande despesa pras operadoras. A maioria desses canais já sofre pra pagar o aluguel do transponder nos satélites. Qualquer “10 Reais” já dá pra conversar.
Só pra citar alguns nomes de canais que poderiam entrar nesse “pacotão”: Mix, Gazeta, CNT, MTV, Rede Brasil, Agromix, Conexão MS, Ulbra TV, NGT, Rede Minas, Cinebrasil, Paraná Educativa… Podem não ser o último pastel da feira, mas eu prefiro isso que a NHK ou a España.

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November 27, 2011

Da Nielsen Até a Fox Sports

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 12:56 pm
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Hoje a coluna vai ser no estilo curtinhas. E começo pela tentativa da Nielsen de entrar no mercado brasileiro de medição de audiência. Algo até interessante, para sair um pouco do monopólio do Ibope. A Nielsen se reuniu com as 4 maiores redes (fora a Globo) e colocou seu projeto. Mas a coisa empacou na hora da conta. O motivo é simples, as 4 redes teriam que arcar com todo o custo da empresa, por volta de 50 milhões. Tudo dividido em partes iguais. E esse valor é prá lá de inviável. Ainda mais quando a gente vê a Record e SBT cortando custos, a Rede TV atrasando pagamentos, a Band com medo de perder a “mesada” do RR Soares… Parece que não vai. Pelo menos nesses patamares. E o Ibope ainda vai reinar absoluto por um bom tempo. Ou até que alguém compre o instituto.
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Agora um fato que nem é tão novo, mas que esqueci de abordar antes. Depois de um longo e tenebroso inverno, a Oi e a Globo acertaram os ponteiros. No caso foi a Oi TV e a Globosat. Não que as diferenças tenham acabado. Não posso dizer isso, mas a parte comercial falou mais alto. E a Oi TV já anuncia alguns canais da Globosat em seus pacotes.
Por falar na Globosat, ela já está com chamadas pro seu novo canal, dedicado aos jovens, Off. Por enquanto são alguns teasers de 5 ou 10 segundos.
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Nessa área, de desentendimento entre operadoras de TV paga e as maiores redes, só falta um acordo entre a Via e a Rede TV. Mas nesse caso fica difícil saber quem está travando o acerto. A divergência é antiga.
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A Band é uma gracinha mesmo. O pessoal gosta de uma farra… De preferência em terras distantes, Indianápolis, Portugal e, futuramente, Argentina. Mas o divertido foi ver a justificativa pra realizar sua convenção na terra de Camões. Segundo eles o motivo foi 2012 ser o ano de Portugal no Brasil, e vice-versa. Ainda bem que não é o ano da Nova Zelândia.
Sobre a programação pro próximo ano, nada definitivo. Só a promessa de reforçar o horário da tarde. Santa perspicácia!! Como se fosse possível enfraquecer.
E antes que eu me esqueça, aquela chamada ligando a programação de 2012 com o “final do mundo” não pegou nada bem. Faltou criatividade e bom gosto.
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As novidades da Rede TV, Bola na Rede e Tema Quente, não foram tão bem de audiência. Pelo menos até onde vi. O Tema Quente então, metido em horário errado, ficou com frequência no traço. Como só vi um pedacinho, no site da emissora, não vou analisar o programa. Mas como montagem de grade, é nota 0.
Como citaram nos comentários, programa de 15 minutos (o Bola na Rede) já começa errado. O sujeito que esperar o intervalo comercial em outra emissora, quando trocar de canal o programa já está acabando. A minha idéia era de um programa bem mais abrangente. Tem muito que melhorar.
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A Band ficou tão empolgada com o Agora É Tarde que já planeja transformar o programa em diário. Só que aí complica e o tiro pode sair pela culatra. O bloco com os entrevistados, por exemplo, anda sendo frequentado pelo Dinei, Bruna Surfistinha e outros do mesmo naipe. Fica difícil. Ainda mais que o Superpop já explorou bastante esse tipo de “celebridades”. Não sobrou nem o bagaço da laranja.
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Não dá pra saber o que será da operação brasileira do canal Fox Sports. Mas o grupo é forte, tem negócios e acordos globais. A tendência é que, após a fase de implantação, venha a disputar o 2º lugar (no segmento) com a ESPN. Mas eu estou pensando num outro aspecto. A Globo (incluindo o Sportv) já tem algumas parcerias com a Band e o Esporte Interativo. A Record e o SBT não parecem muito interessadas no assunto. Sobra a Rede TV, que vem penando no esporte. Acho que uma “aliança estratégica” é algo interessante pros dois lados. Resta ver se há vontade para tal.

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November 23, 2011

Fora do Tom

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 7:08 am
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rede record Já falei sobre isso no começo do ano, depois no meio do ano, antes do Pan, depois do Pan… E vou voltar ao ponto: a audiência de vários programas da Record anda derrapando na curva. E isso não é um problema localizado, de uma novela ou um telejornal. O caso vem se repetindo em toda a grade.
Se a direção da Record ainda não ligou o alerta, deveria. Especialmente por ser a culpada pela maioria desses problemas. Se fosse um erro numa novela ou num determinado programa, daria pra aplicar um remédio local. Mas o que vejo é uma crise institucional. A emissora precisa rever certos conceitos, admitir os erros e mudar a rota. Caso contrário vai, gradativamente, perder todo o espaço conquistado nos últimos tempos.
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Os problemas da Record são tantos que não seria possível citar e analisar todos aqui na coluna. Mas vou pegar dois casos recentes. Primeiro foi a repentina estréia do programa Escola do Amor, com a “Edirzinha”. Já aviso que não assisti o programa. Mas o formato não é tão atraente assim. Não tem força para voos mais altos. A audiência pífia na estréia (por volta de 3 pontos) já é um indício forte. Sem falar que a filha do Edir, e essa eu já vi na Record News, é muito fraquinha. É forçar a amizade. Não dá.
Dois dias depois e leio que o Tom Cavalcante rescindiu o contrato com a Record. Um ato, no caso dele, bastante compreensível. O Tom pode não ser o último pastel da feira, mas também não pode fica lá, encostado e esquecido. É um tremendo desperdício. E a situação recente do seu programa só confirma a má gestão da emissora. Começa que ele não é exatamente um apresentador, como a Record imaginou. Quer dizer, pode até apresentar programas, mas fica abaixo da média. Ele é humorista. E é melhor humorista do que o que aparecia na televisão. Basta ver um show dele e comparar. Sem falar que botar o Tom pra apresentar um quadro de piadas é o perfeito exemplo de sub-aproveitamento. Assim como não é um bom exemplo de criatividade ficar parodiando (infinitamente) programas da casa. O Casseta e Planeta já havia exagerado na prática e recentemente foi o Show do Tom. Sem falar que, no dia e horário do programa, fica difícil exigir muito.
De qualquer forma, fica nítido que não basta contratar A ou Z, é preciso usar bem. E esse não foi o caso da relação entre o Tom Cavalcante e a Record.
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Aliás, já está ficando recorrente isso de contratar pessoal de outra emissora e depois pensar em como vão usar. Lembro que alertei sobre isso quando o Mendigo e Gluglu sairam do Pânico pra Record. Depois tivemos o pessoal do Hermes e Renato indo pro Legendários, como bem lembrou o Sérgio, nos comentários. Talvez isso tenha sido bom pra conta corrente dos caras, mas pra carreira… Nessa hora tenho que elogiar o Adnet e a Dani Calabresa. Por mais que as outras emissoras ponham um cheque gordo na mesa, eles pensam no resto dos itens contratuais. Se for pra sair do local atual, que saiam na boa. Ou alguém aí tá precisando tirar a mãe da zona??
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Alguns leitores usaram os comentários pra falar sobre a ida da Miá Mello (Teena) pra Globo, provavelmente pra nova fase do Casseta e Planeta. Olha, por mais que a moça seja desinibida, serelepe (essa é antiga), e coisa e tal, não entendi nada. Qual foi o gênio da Globo que viu tanto talento e graça na moça?? Francamente, pra quem tentou levar a Dani e o Adnet, ficar com a Teena… Pô, ajuda aí!!!
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Voltando aos problemas da Record, existem programas dando claros sinais de fadiga. Não que isso seja exclusividade dela. A Globo mesmo está com a Malhação, o programa do Jô, o Mais Você, Turma do Didi, todos com a validade vencida. No caso da Record já tá na hora de pensar em algum produto pro lugar do Aprendiz, do Chris, do Hoje Em Dia… O HED eu acho difícil que tirem assim. Ele ainda ocupa uma faixa complicada e dá um bom retorno financeiro. O Chris, por melhor que seja, já passou e muito da aposentadoria. O Aprendiz também está esgotado. Basta comparar a edição atual com as primeiras. Agora mal passa dos 6 ou 7 pontos. E já deu.
É bom lembrar que (quase) tudo na televisão tem prazo de validade. A exceção são as novelas, o jornalismo e o esporte. Todo o resto, independente de ter mais ou menos qualidade e audiência, deve ser trocado com alguma frequência. Ou reformulado profundamente. E nessa situação eu posso lembrar o programa do Sílvio Santos. Já tem uns 500 anos, mas todos os quadros são mudados a cada um ou dois anos. Ele é o único que fica.
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A Rede TV estreiou dois novos programas, no início da noite. Um jornal esportivo e um programa de entrevistas (Tema Quente) com o Kennedy Alencar. O esportivo no começo da noite é uma idéia que eu já defendi aqui. Creio que, dependendo do formato, conteúdo e pretensões, pode funcionar. Já o programa do Kennedy Alencar, acho que tá deslocado. É muito difícil que funcione ali, numa grade quebrada.
Mas existe um outro problema pra emissora. É que nesse horário praticamente todas as suas afiliadas apresentam programação própria. Eu, por exemplo, não vi nada. Vou tentar uma hora vaga e ver se assisto pela internet. E olhe lá!
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Nos últimos tempos a gente ficou falando tanto nas perdas de eventos que a Rede TV sofreu. Mas não deve ser por problemas financeiros. Teve festa pra inaugurar as novas instalações em Brasília, festa de aniversário pro dono… E não é qualquer festinha mixuruca, é festão. Realmente não devem ter problemas com dinheiro.

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November 19, 2011

DNA na TV

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:13 pm
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Vou tentar botar a pauta em dia. Alguns assuntos estão atrasados, outros acabei abordando nos comentários. E o primeiro desses temas foi levantado pelo Alexandre e Ramon, via comentários. É a troca de mãos dos direitos da Liga Europa. A Rede TV não vai mais transmitir o campeonato. E isso só confirma a minha estranheza com os rumos da emissora. Se é que existe algum. Eu fico olhando e tentando entender aonde querem chegar. Mas tá confuso. Muito.
Mas o meu espanto maior foi com a ESPN, que também perdeu os direitos da Liga Europa, em TV fechada. Lembro que há algum tempo falei sobre o Trajano, que “chorava” a dificuldade de comprar eventos esportivos em concorrência com os canais da Globosat. Tudo bem, não deve ser fácil. Mas como a ESPN Brasil largou a Liga Europa assim? Mesmo não sendo o maior evento do mundo, é bem melhor que o Campeonato Russo ou algum torneio de rugby. Decepcionante!
Mas o Esporte Interativo não tem nada a ver com as mancadas alheias. E nos próximos anos o EI vai exibir a Liga da Europa. Até onde sei, com exclusividade. Ponto positivo pro EI!
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No caso da Rede TV as perdas não ficam restritas aos eventos esportivos. Alguns profissionais também vão saindo, ou sendo demitidos. Algo até normal, se a reposição ocorresse dentro do esperado. Mas não é isso que vem acontecendo. O departamento da esportes da emissora é um caso típico. Saiu o primeiro, ficou o segundo no lugar. Aí saiu o segundo e colocaram o o substituto. Logo depois esse foi demitido. E agora nem sei quem ocupa a função.
O departamento comercial também é outro problema. Lembro que já critiquei a sua atuação, mesmo sem ter detalhes mais profundos. Algum tempo depois o responsável pelo setor foi afastado. E o Marcelo Carvalho passou a acumular a função. Sei que ele tem experiência na área, talvez mais prática que teórica. Não vou criticar ainda. Mas é estranho, o cara é dono, apresentador, diretor comercial…
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Desde que o Neymar renovou com o Santos eu estava querendo abordar o assunto e acabava protelando. Mas agora vai. Não sei se todos os leitores acompanham o programa do Kajuru, no EI. Mas eu cansei de ver o Jorge Kajuru garantindo (por fontes de água mineral) que o Neymar já estava acertado com o Real Madri. E ele foi além, citou valores, tempo de contrato, detalhes… Na última oportunidade em que vi o programa, o Kajuru falou que o Santos já havia até recebido uma parcela do valor acertado.
Daí vem a notícia da prorrogação do contrato do Neymar com o Santos. Como fica agora? Vai ficar igual aquela “bomba” do Kajuru garantindo o Brasileirão na Record? Ou tá mais pro “furo furado” do Neto assegurando o Seedorf no Corinthians??
Gente, vamos parar de brincadeiras. Se o Kajuru quer fazer um programa de bafões, polêmicas, palpites, brincadeiras e cascudos na Kelly Dias, ok. É um direito dele e do Esporte Interativo. Mas não venham chamar isso de jornalismo esportivo. Não é. Nunca será!
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Mesmo que muitos não gostem… Não vi menção ao UFC (deste sábado) nas chamadas da Globo. Me parece que não vão exibir nada. E olha que teremos brasileiros nas lutas principais. Agora vou ter que dar razão ao pessoal que estava criticando a Globo por antecedência. Se bem que isso era meio esperado. Eu falei que só iria comentar depois de ver o “preto no branco”. E também lembro de ter falado sobre o “modus operandi” dos gringos da terra do Obama. O único argumento que conta pra eles é o dinheiro. Pouco importa se a emissora vai passar uma luta, todas, ou de vez em quando. Ridículo!!
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Lembro que recentemente critiquei aquela imbecilidade que o Esporte Espetacular inventou ao exibir os gols da rodada. Áudios engraçados, trilha de fundo, narração zombeteira, montagens, brincadeiras… Eis que, domingo passando, zapeando pra um lado e outro, peguei o EE justo na hora dos gols. E levei um susto. A narração era a original, das emissoras (Sportv e Premiere) que haviam exibido os jogos no sábado. Uma coisa elementar. E que valoriza o trabalho dos narradores da casa. Parece aquela estória do guru indiano e da vaca. E algum “guru” da Globo havia colocado a vaca na sala. Parece que agora tiraram a vaca da sala.
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O Alexandre me passou (pelos comentários) um link com uma notícia curiosa. Não é oficial, mas parece que a IURD vai colocar um novo programa na Record. O programa é apresentado pela filha do Edir Macedo. Salvo engano, deve ser a mesma que tem (ou tinha) um programa na Record News. É um taleeeeento….
Coisa curiosa. O Brasil tem quase 200 milhões de habitantes. Mas o povo da televisão só consegue encontrar talento nas filhas, filhos, esposas, namoradas, amiguinhos… É o talento transmitido pelo DNA.

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November 17, 2011

Baixinhas Nota 10

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 4:16 pm
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Hoje é dia de atender o Ronnie Von e colocar mais algumas “bonitinhas” na seção Belas & Barangas. Mas também vou fazer um especial nessa postagem, é o dia das baixinhas. Mas as escolhidas só são baixinhas no tamanho. E vou começar pela “mãe Rússia”. É curioso lembrar do tempo em que a União Soviética queria dominar o mundo. Não deu nada certo. Mas agora os russos estão com outra estratégia, usar belas tenistas. E acho que assim eles têm muito mais chances de sucesso. Tanto que a minha primeira beldade é mais uma daquelas tenistas deliciosas, Dominika Cibulkova. Nem precisam olhar o ranking da WTA, a posição dela é meio baixa. O motivo disso é que o ranking não avalia a beleza, só as vitórias. Mas aqui eu faço o oposto. Senhores e senhores, Dominika Cibulkova:
dominika cibulkovadominika cibulkova

(Eu só queria entender o significado da expressão “a coisa tá russa”)

A segunda escolhida de hoje também tem um nome russo, Samara. Sim, é a atriz Samara Felippo. E eu já publiquei uma foto dela, na versão loira. Mas parece que os leitores não gostaram muito. Então a Samara está de volta, agora na versão oficial. Se não gostarem assim…
samara felippo

E o repeteco tem outra baixinha que esbanja beleza e graça. É a Débora Vilalba, que já esteve na seção e agora está de volta.
débora vilalba
As altonas que se cuidem!!!

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November 14, 2011

Gladiadores na TV

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:59 am
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galvão bueno e vitor belfortAcho que os leitores já devem ter percebido. Em certos momentos eu assisto os programas que gosto, normalmente. Mas em outras ocasiões eu vejo programas pra “assuntar”. Caso contrário eu fico sem pauta pra escrever essa coluna. Mas no sábado ocorreu o efeito duplo, com o UFC na Globo. Eu já estava assistindo as lutas preliminares no Combate, mas botei na Globo pra ver o que iria acontecer. Pra “assuntar”.
E vou começar pelo final, a audiência. Eu esperava bons números, mas a média foi além. Deu 16,5 e pico de 18 e pouco. Mais que o dobro da 2ª, a Record. É um índice que não deixa dúvidas. E com tendência de crescimento. Mas não passou nem perto dos 60 milhões que o Dana White (dono do UFC) falou. Menos, muito menos.
A antecipação do Altas Horas já estava prevista na Globo. Eu eu achei uma decisão correta. Mas o programa ficou meio curto, imprensado pelo UFC e pelo festival de música. Vamos ver como fica nas próximas semanas. Outro ponto importante é aquilo que eu (e outros visitantes) abordamos nos comentários, a luta poderia ter 5 assaltos ou alguns segundos. Não deu outra, 65 segundos e fim. Erro da Globo. Ela poderia tranquilamente ter reprisado uma das lutas preliminares.
A transmissão teve o jeito Galvão de ser. Não foram falhas grandiosas, mas… “Gladiadores do século 21″ é dose pra mamute. O Galvão Bueno ainda podou o anúncio oficial dos lutadores, algo tradicional nos eventos de luta. E ainda gostaria de lembrar que o queixo e a orelha são partes distintas da cabeça. O soco do Júnior Cigano passou muito longe do queixo do adversário.
Também não gostei de ver o Vítor Belfort comentando a luta. Nem tanto por ser um lutador, mas por ainda estar na ativa. Fica meio estranho. Melhor o Belfort deixar isso pra quando se aposentar.
Vou aproveitar o assunto pra abordar algo que vi na transmissão do Combate. Gosto da narração do João Guilherme, mas ele exagerou. Imagino que o diretor da transmissão falou pra ele salientar o fato daquela luta ser a primeira em TV aberta nos EUA. Mas ele não precisava repetir a informação a cada 2 minutos. Ainda mais que isso não vai baixar a taxa de juros ou o preço do petróleo. E ele não trabalha na Fox.
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Depois da luta eu me dei conta de algo que não havia notado ainda. O nome escolhido pela Globo, UFC Combate. A gente usa tanto a sigla que até esquece o seu significado. E o “F” vem de fight. E fight significa “luta”, “combate”. É uma redundância. Não custaria muito se tivessem escolhido algo como UFC Masters, UFC Premium, UFC Max ou qualquer nome pomposo que as emissoras tanto gostam.
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Semana passada, nessa de buscar coisas pra “assuntar”, fiquei vendo um pouco da abertura do programa do Jay Leno, na Record News. Eu estava buscando elementos pra falar da dificuldade de adequar esses programas americanos ao nosso público. Os assuntos são de lá, os personagens são gringos, as piadas são locais… Por mais que a gente saiba de uma coisa ou outra, fica difícil. Nesse dia a pauta estava toda focada no Haloween, algo totalmente fora da minha realidade. Mas fiquei lá, tentando achar graça em alguma das piadinhas. Não deu. E voltei a rodar os canais pra baixo e pra cima.
Mais alguns minutos e eu estava de volta ao programa do Leno. O convidado era o Justin Bieber e parei um pouco pra saber as últimas do ídolo das meninas. E ele estava contando que havia alugado o Staples Center (inteiro) só pra jantar com a namoradinha e assistir o Titanic no telão do estádio. Daí o Leno lembrou que ele havia tocado lá recentemente. O Leno usou a palavra “played” no sentido de tocar. Mas a tradução entendeu tudo errado e escreveu “… você jogou lá recentemente”. Pois é, só se o Bieber virou jogador de basquete e eu nem estou sabendo.
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Toda essa história acima é pra encaixar num outro assunto que eu já tinha em pauta. A porcaria (pra não usar outra palavra) de legendagem que temos, principalmente nas emissoras pagas. E nem é preciso saber muito de inglês, só estudei em colégio. Mas os erros e bobagens que temos nas traduções passam do tolerável. Coisa de amador. E amador incompetente.
Por isso nem soube o que pensar quando li (na coluna do Feltrin) que a Sony resolveu dublar os seus programas e séries. A legendagem do canal já é horrível. Com falhas e erros aos montes. Mas não vejo tanta gente reclamar disso. Já a dublagem desagrada a parcela do público que prefere o som original. Sem esquecer que grande parte dos espectadores nem consegue ler as legendas. Fica difícil saber o que é menos ruim.
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Agora é hora do Prêmio Daniela Albuquerque da semana. E o vitorioso dessa edição foi o Alexandre Gimenes, do Esporte Interativo. Era o Jogando Em Casa da última quinta (salvo engano) e ele estava falando sobre o Vasco, da presença do técnico Ricardo Gomes na concentração, de como isso poderia animar o elenco… E ele soltou a pérola:
- … Isso vai dar um up. Um plus a mais!!!!
Sorte do Vasco que não foi um “plus a menos” :P

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November 10, 2011

Counter Strike na Televisão

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:52 am
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Vou começar com um assunto que não gosto nada. E que já foi abordado aqui em vários momentos. Mas infelizmente sou obrigado a voltar ao tema. Especialmente após o ocorrido com o cinegrafista da Band, Gelson Domingos. Um fato lamentável, mas previsível. Ainda mais quando a gente analisa a situação desses programas policialescos que infestam a nossa televisão.
Tirando a fatalidade, o ocoriddo com o Gelson lembra o jogo dos 7 erros. E nesse “jogo” os erros estão bem divididos, democraticamente. Erra o profissional que se submete às exigências do patrão, que aceita as más condições de trabalho, que acumula funções, que não cobra melhores equipamentos de segurança. Erra o apresentador, que fica no estúdio gritando “quero imagens, coloca imagens”. E isso não vale só pro mais famoso, essa atitude se repete nas dezenas de programas policialescos que se espalham em quase todas as emissoras e afiliadas. Erram as emissoras, sempre preocupadas com a sua audiência e o faturamento. Basta ver que até a Globo vem mudando o viés de seu jornalismo, assustada com o crescimento da espetaculização da violência. E erramos nós, espectadores, que damos audiência e realimentamos essa corrente do mal.
Jornalismo policial sempre existiu e, provavelmente, sempre existirá. Mas é preciso refletir sobre o significado disso e sua finalidade. Do modo atual ele só interessa pra alguns. O resto da sociedade só perde, mesmo que não perceba o fato. Também é hora de cobrar uma reflexão mais profunda por parte das emissoras e de seus profissionais. Ninguém pode ser tão inconsequente com um assunto tão sério. A vida real não é filme de mocinho e bandido. E nem Counter Strike.
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Os leitores do Tevezona já devem estar cheios de tanto que reclamo desses programas e da exploração (e banalização) da violência. Ok, vocês têm o direito de reclamar. Mas não é possível aceitar tal situação calado. Isso é ser conivente, omisso. Mesmo que essa coluna não vá resolver nem um milionésimo do problema, vou continuar batendo na mesma tecla. A minha parte, eu faço.
Felizmente não sou o único incomodado com o tema. No último Observátorio na TV trataram da questão. E o tom da crítica foi muito parecido com o que uso aqui, há tempos. Se eu estou com uma visão errada, então o Dines e demais participantes do programa também estão. Resta saber quem tem razão.
Aproveitando, não gostei do novo formato do Observátorio da TV. Ficou estranho, meio que perdeu a identidade. TV Brasil, ajuda aí, pô!!
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Nos últimos dias vi duas reportagens meio parecidas. A primeira eu não lembro se foi na Band, na Globonews ou outro canal. Mas a matéria tratava de uma contaminação em um lote de conservas importadas da Itália. A reportagem, até extensa, falava do botulismo, dos riscos, de como evitar o contágio. Mas em nenhum momento disseram o nome do produto ou do importador. E ainda filmaram a embalagem de costas, pra ocultar a marca.
Dias depois vi outra reportagem sobre alimentos vencidos (e estragados) no restaurante de um hotel famoso. Essa foi na Record News. E novamente evitaram citar o nome do restaurante e do hotel. Até borraram a imagem numa das tomadas em que aparecia a fachada do hotel.
Caramba!! Que medinho besta é esse? Qual o problema de falar a marca de uma conserva ou o nome de um hotel? Nenhum dos dois casos era uma “suposta denúncia”. Haviam fiscais da vigilância sanitária, denúncias em delegacia, investigação. Mas as nossas emissoras estavam lá, cheias de pudores e temores. Francamente, matéria assim nem precisa fazer. Informação parcial não tem utilidade alguma. ZERO!
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Não sou nada noveleiro. Mas acho que o SBT fez certo ao escolher pela reapresentação de Fascinação. A novela foi uma das poucas coisas boas já feitas pelo seu núcleo de dramaturgia. E é muito provável que incomode muito a concorrência em seu horário de exibição. Eu não ficarei surpreso se Fascinação roubar o 2º lugar da Record, com muita frequência. O SBT já vem conseguindo isso com programas bem inferiores…
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A Globo deu uma certa sorte com a luta que marcará a estréia do UFC na emissora. É que o estilo dos dois lutadores (principalmente o Cigano) é mais em pé, tipo boxeador. E as cenas com mais sangue costumam ocorrer no chão, com o uso de cotoveladas.
Só não gostei muito de saber que o Galvão Bueno será o narrador da estréia. E olha que não sou daqueles que culpa o Galvão por todos os problemas da humanidade. Mas, sinceramente, acho que essa não é a praia dele. Nunca foi. Talvez fosse o caso de buscar um narrador mais ligado ao meio. Da mesma forma não gostei de saber que escolheram lutadores pra comentar as lutas. Isso pode ser bom pra audiência, mas não é a opção mais correta.
Mas vou esperar a exibição do evento e aí falo com mais propriedade. Por enquanto é mais “achismo”.
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Outro dia eu estava vendo alguns números do Ibope e parei pra verificar os índices do Rede TV Esporte. Curiosamente a saída do Ronaldo Rojão Giovaneli não afetou a audiência, que continua entre 1 e 2 pontos. Isso com base em São Paulo, nos demais Estados a saída do Ronaldo foi mais festejada que lamentada. Pelas carências do programa a audiência é bem razoável. Melhor que outros programas da emissora, com mais investimento e divulgação.
Ou seja, o Ronaldo Rojão, como muitos outros fanfarrões esportivos, é muito menos do que imagina ser. Muito menos!

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