Marcas do Erro
Não sei se algum dos leitores chegou a assistir Marcas da Vida, a novidade das tardes da Record. Num dia lá eu peguei o finalzinho do programa, e não entendi nem o que era. Daí fiz um esforço pra ver em outro dia, até pra tentar “captar a mensagem”. Mas não deu, continuei boiando. Só posso dizer que me fez lembrar de um quadro do extinto programa da Márcia, onde dramatizavam “estórias reais”. E aquilo já era podre no programa da Márcia, com vida independente então…
Mas o pior foi descobrir que essa “novela da vida real” é um formato de uma produtora de “conteúdos sem conteúdo”, a Fremantle. Pior não, isso é ótimo. Serve pra confirmar tudo aquilo que penso dessas produtoras. Elas criam qualquer porcaria, jogam a isca, e esperam algum trouxa morder. O trouxa da ocasião foi algum dos gênios/bispos da Record. Azar!!
Eu só fico pensando aonde a Record pretende chegar com programas como esse Marcas da Vida ou o Escola do Amor. Ameaçar a Globo? Ah, isso não incomoda nem o SBT. Aliás, o Sílvio deve estar soltando gargalhadas a cada invencionice da Record. Qualquer coisa que o SBT coloque no mesmo horário é garantia de ficar em 2º lugar. E isso vem se tornando cada dia mais frequente. Até mesmo na média dia, em algumas praças, o SBT anda superando a Record.
No caso da Escola do Amor, apesar de tudo, ainda existe a justificativa de ser mais uma injeção financeira que a IURD aplica na Record. Não resolve tudo, mas ameniza. Já Marcas da Vida sofre do efeito contrário, é a Record que divide a receita com a Fremantle. Isso caso consigam algum retorno, a audiência está na faixa dos 3 pontos. E olha que, pelo nível do programa, 3 pontos é muito. É quase um milagre.
E aproveitando a deixa… Eu fico espantado com a falta de criatividade das emissoras na hora de escolher títulos pros programas e novelas. Os caras não conseguem imaginar nada que não tenha “amor” ou “vida” no meio. Clichê é pouco!!
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Li, no Canal 1, que a Band acabou de comprar os primeiros episódios do seriado The Walking Dead. É mais um dos seriados da Fox que eu não curto nada. Mas isso não vem ao caso. Fulano gosta, beltrano não gosta, é assim mesmo. Interessante pra mim é avaliar o comportamento da emissora. Quero lembrar que ela também comprou o 24 Horas, esse ainda dependendo da grade do ano que vem. Também temos o NCIS, que não recebe público algum do RR Soares e não consegue muito sucesso num horário tão disputado. Ainda lembro do Tio da Pesada, do Família Moderna, Las Vegas, e mais alguns menos votados.
Nem vou entrar no mérito da qualidade deste ou daquele seriado. O fato é que a Band tem alguns produtos na mão. Mas não está sabendo usar de maneira eficiente. Alguns estão no aguardo, outros são usados, outros mudam de dia e horário constantemente, outros foram pra gaveta, outros eu nem sei… Até parece que a emissora tem dezenas de programas de qualidade pra ficar desperdiçando assim.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Ainda no segmento… Lembro do meu comentário após a estréia de Big Bang Theory no SBT. O horário era inadequado. Também não houve a divulgação necessária. E, não querendo ofender ninguém, o público diurno do SBT não é do tipo que vá gostar (entender) um seriado sobre nerds, ciência e tal. O seriado é adequado pra um público específico. Diferente de um Arnold, Chaves, ou Um Maluco no Pedaço.
A consequência desse erro de avaliação foi uma audiência baixa. E a retirada do seriado do ar. Em seu lugar o SBT colocou um programa de vídeos da internet, com a Helen Ganzarolli e um cara fantasiado. Voltou ao popular. Masé bom lembrar que o Big Bang Theory ainda pode ser útil. É só definir o horário certo.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Outro dia falei sobre os acordos e desacordos entre distribuidoras de TV paga e as redes de televisão. Daí o Alexandre lembrou de alguns canais abertos que faltam na Via Embratel. Pois eu lembro bem da época do lançamento da Via. E até reclamei de sua estratégia inicial, sem qualquer rede aberta nos pacotes. Ela só contava com umas 40 emissoras fechadas. E a justificativa da Via era de que o assinante poderia continuar vendo esses canais na parabólica analógica (sinal aberto).
É claro que foi uma mancada. E a Via tratou de se acertar com as grandes redes; só faltando a Rede TV. Mas eu acho que ainda falta. E isso vale pra Via e pra todas as demais operadoras. Creio que há uma supervalorização de alguns canais fechados, especialmente os estrangeiros. Talvez por questões de marketing. Mas o fato real é que grande parte dos espectadores acaba assistindo mesmo as grandes redes, seus “filhotes” com sinal fechado, e os canais estrangeiros dublados. Basta ver o ranking de audiência dos canais fechados.
Não quero dizer que sei mais que os diretores das operadoras. Nem sofro de xenofobia. Mas eu gostaria muito de ver um “pacotão básico”, com todas as grandes redes, as nanicas e até algumas emissoras alternativas. E aí os canais fechados entrariam como um recheio, um “plus a mais”. Sem falar que a entrada dessas pequenas emissoras nem representaria uma grande despesa pras operadoras. A maioria desses canais já sofre pra pagar o aluguel do transponder nos satélites. Qualquer “10 Reais” já dá pra conversar.
Só pra citar alguns nomes de canais que poderiam entrar nesse “pacotão”: Mix, Gazeta, CNT, MTV, Rede Brasil, Agromix, Conexão MS, Ulbra TV, NGT, Rede Minas, Cinebrasil, Paraná Educativa… Podem não ser o último pastel da feira, mas eu prefiro isso que a NHK ou a España.

Já falei sobre isso no começo do ano, depois no meio do ano, antes do Pan, depois do Pan… E vou voltar ao ponto: a audiência de vários programas da Record anda derrapando na curva. E isso não é um problema localizado, de uma novela ou um telejornal. O caso vem se repetindo em toda a grade.
Vou tentar botar a pauta em dia. Alguns assuntos estão atrasados, outros acabei abordando nos comentários. E o primeiro desses temas foi levantado pelo Alexandre e Ramon, via comentários. É a troca de mãos dos direitos da Liga Europa. A Rede TV não vai mais transmitir o campeonato. E isso só confirma a minha estranheza com os rumos da emissora. Se é que existe algum. Eu fico olhando e tentando entender aonde querem chegar. Mas tá confuso. Muito.













Acho que os leitores já devem ter percebido. Em certos momentos eu assisto os programas que gosto, normalmente. Mas em outras ocasiões eu vejo programas pra “assuntar”. Caso contrário eu fico sem pauta pra escrever essa coluna. Mas no sábado ocorreu o efeito duplo, com o UFC na Globo. Eu já estava assistindo as lutas preliminares no Combate, mas botei na Globo pra ver o que iria acontecer. Pra “assuntar”.